Polícia salva 20 cães que viviam presos em caixas e multa mulher em R$ 60 mil

A Polícia Militar Ambiental aplicou uma multa de R$ 60 mil a uma mulher de 52 anos que manteve 20 cachorros em situação de maus-tratos em uma chácara em Álvares Machado, no interior de São Paulo. Os cães eram mantidos presos dentro de caixas pequenas feitas de madeira.

Foto: Polícia Ambiental/Cedida

O caso foi registrado na sexta-feira (19) quando os policiais foram averiguar uma denúncia de maus-tratos. Além da multa, os agentes lavraram um auto de infração ambiental. As informações são do G1.

ONGs de proteção animal de Presidente Prudente, cidade próxima à localidade onde o crime foi registrado, também participaram da ação de resgate.

Foto: Polícia Ambiental/Cedida

Os policiais autuaram a mulher segundo o artigo 29 da Resolução SMA – 48/2014, que determina que “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”. A multa é de R$ 3 mil por animal maltratado.

Após serem resgatados, os cachorros foram levados para uma ONG de Martinópolis para receberem os cuidados necessários.

Foto: Polícia Ambiental/Cedida


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Cavalo em situação de abandono e maus-tratos é resgatado após denúncias

Por Rafaela Damasceno

Um cavalo abandonado mobilizou habitantes da região de Itaipuaçu, no Rio de Janeiro. Ele se encontrava em estado grave de desidratação e desnutrição, e uma arrecadação foi feita para pagar seus cuidados veterinários.

Duas pessoas resgatam o cavalo, sujo e machucado

Foto: Katito Carvalho

“Está é a terceira denúncia de abandono de cavalos que chegou até nós em um período de duas semanas”, afirmou Milena Costa, gerente da Coordenadoria Especial de Proteção Animal. A instituição esteve presente no atendimento de Chiclete, como o cavalo é conhecido, doando soro e apoiando o atendimento.

Milena ainda falou sobre a questão da violência a que os cavalos são submetidos, explorados como meio de transporte para pessoas e cargas.

“Normalmente, esses animais são explorados puxando carroças e deixados quando não podem mais fazer isso”, informou, em entrevista ao Eu, Rio!, um jornal do estado. “Se o tutor for identificado, será feito o registro da ocorrência”.

O esforço para resgatar Chiclete foi um trabalho coletivo. As donas de casa Valéria Oliveira e Erica Sampaio criaram uma grande rede de apoio, arrecadando o dinheiro que pagou a internação do cavalo na clínica do veterinário Márcio Struminski.

“Somente após seis litros de soro ele conseguiu levantar”, contou o veterinário, afirmando que o animal se encontrava em um estado grave de desidratação.

Segundo dados do programa Linha Verde, em dezembro de 2018 o número de denúncias de maus-tratos contra os animais aumentou e chegou a registrar 3.600 casos – um aumento de 24% em relação a dezembro de 2017. As denúncias mais comuns incluem falta de alimentação e espancamento. Segundo o programa, cachorros, gatos e cavalos estão entre os animais mais abandonados pela população.


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Bebês morcegos são resgatados, alimentados e enrolados em cobertores

Por Rafaela Damasceno

Os morcegos não possuem estrutura para suportar o calor extremo. Eles são muito sensíveis ao sol e são suscetíveis à insolação. Quando as temperaturas são muito elevadas, podem morrer em seus abrigos ou até mesmo no ar. Nova Gales do Sul, na Austrália, registrou temperaturas de 44°C, e mais de 100 filhotes de morcego ficaram órfãos antes que pudessem aprender a sobreviver por conta própria.

A Conservação e Resgate de Morcegos interviu, resgatando os bebês sobreviventes. Eles foram levados pelos voluntários até clínicas de reabilitação e cuidados, onde ficarão até estarem prontos para voltar à vida selvagem.

Três filhotes de morcego enrolados em cobertores, parecendo burritos

Imagem ilustrativa | Foto: People

É extremamente importante que o resgate seja feito por profissionais capacitados, já que os animais necessitam de cuidados apropriados que não podem ser realizados por qualquer um. Os voluntários pedem para que as pessoas não tentem resgatá-los por conta própria, já que mesmo a melhor das intenções pode resultar na morte dos filhotes.

Depois de resgatados e levados para um local seguro, os bebês foram aquecidos e alimentados. Os mais de 100 morcegos necessitam de cuidados 24 horas por dia.

Um vídeo divulgado pelo centro de Conservação e Resgate de Morcegos mostra os filhotes enrolados em cobertores, recebendo carinhos. Os voluntários trabalham para que eles tenham o melhor tratamento, cresçam fortes e saudáveis e sejam reabilitados na natureza.


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Dezenas de baleias encalham e retornam ao mar com ajuda de banhistas

Por Rafaela Damasceno

Uma multidão de voluntários – entre eles famílias inteiras, crianças e turistas – se juntou para uma operação improvisada na Ilha de St. Simon, nos Estados Unidos, para salvar cerca de 30 baleias. Os mamíferos encalharam na região da Geórgia e três delas morreram, mas o restante retornou ao mar com segurança, segundo o Departamento de Recursos Naturais da Geórgia (DNR).

Uma baleia cinzenta espreita sobre a água

Imagem ilustrativa | Foto: Portal dos Animais

O biólogo especialista em baleias da DNR, Clay George, disse que os animais foram mortos depois que foi constatado que não conseguiriam voltar ao mar. “O encalhe é uma ocorrência natural, e a única coisa que podemos fazer é continuar empurrando para o mar”, afirmou.

Os mamíferos foram avistados no dia seguinte em uma corrente marítima perto do porto. Rick Lavender, porta-voz da DNR, disse que os ambientalistas da Fundação Nacional dos Mamíferos Marinhos seguiram as baleias em um barco para garantir que estavam seguras e permaneceram no mar. Um helicóptero também foi designado para sobrevoar a costa à procura de mais baleias encalhadas, mas nenhuma foi encontrada.

A operação de resgate foi filmada por um morador local e postada no Facebook. O vídeo mostra pessoas de todas as idades se movendo para ajudar a empurrar. “É tão triste”, disse o autor do vídeo, Dixie McCoy, em um ponto da gravação. “Elas vão morrer se não eles não conseguirem ajudar”.

Mas os banhistas não desistiram. Um a um, os banhistas jogaram água sobre os animais – alguns dos quais gritavam de desespero – e empurraram, arrastaram e rolaram as baleias para as águas mais profundas.

Além dos banhistas, pessoas do Centro de Tartarugas Marinhas da Geórgia, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica e da DNR também ajudaram no resgate.

George, o biólogo, disse que as baleias provavelmente ficaram confusas por algum motivo, já que normalmente nadam em uma região há 100 milhas da costa (quase 170 quilômetros).

Mudanças climáticas

O número de baleias encalhadas é o maior em 20 anos e intrigou especialistas, que buscam uma resposta. Até agora, a explicação mais provável é que as mudanças climáticas que causaram o aquecimento dos oceanos podem estar contribuindo para isso.

Os especialistas acreditam que a quantidade de baleias aumentou, mas a comida diminuiu. Uma corrente de água morna começou a se formar no nordeste do Oceano Pacífico em 2013, destruindo consideravelmente a cadeia alimentar oceânica. Além disso, o gelo do mar recua com o clima quente, forçando as baleias a nadarem mais para o norte em busca de comida.

Depois, quando iniciam a migração para o sul, o caminho é ainda mais longo e a gordura não é suficiente para sustentá-las durante a jornada (as baleias não comem quando estão migrando para o sul).

Elas acabam morrendo, muitas vezes, e encalhando nas praias. Em outros casos, as mudanças ocorrendo no mar podem confundi-las, o que as faz nadar em direção a lugares que não costumam ir.

Frances Gulland, membro da Comissão de Mamíferos Marinhos, demonstra preocupação com as mudanças e os motivos dos encalhes. “As pessoas precisam acordar para o fato de que todos os lugares são impactados pelas mudanças climáticas”.


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Filhotes resgatados recebem o nome dos personagens da série “Stranger Things”

Por Rafaela Damasceno

Uma família acordou de manhã e viu um balde azul em seu quintal – um balde que não pertencia a nenhum dos habitantes da casa. A confusão se transformou em choque assim que o recipiente começou a se mexer. Foi então que eles encontraram quatro cachorrinhos – pequenos, quase sem pelo, doentes e claramente desamparados.

Os cachorrinhos dentro de um balde azul, sem pelo e doentes

Foto: RSPCA

A família rapidamente se moveu para ajudar e entrou em contato com a RSPCA, uma ONG de proteção aos animais do Reino Unido. Quem atendeu ao chamado foi a inspetora Rebecca Timberlake, que rapidamente foi até até o local.

Ela afirmou que quase não acreditou no estado em que encontrou os filhotes. “Eles estavam quase sem pelo, com a pele vermelha e doente”, comunicou à imprensa. “Já é completamente inaceitável deixar um animal chegar nesse estado, uma ninhada toda de cachorrinhos é ainda pior”, afirmou, indignada que uma pessoa pudesse abandoná-los depois de falhar tão gravemente com os cuidados necessários.

Os quatro cachorrinhos no abrigo, comendo

Foto: RSPCA

Rebecca os levou rapidamente até um veterinário, que confirmou um caso grave de sarna – infecção de pele que causa intensa coceira e feridas. Além disso, eles estavam desidratados, e dois possuíam problemas nos olhos. Os quatro cachorrinhos foram inicialmente tratados e depois transferidos para Centro Animal Millbrook, onde poderiam continuar seu tratamento e recuperação.

Atualmente, eles estão tomando medicamentos e recebendo banhos regulares, segundo a inspetora. Apesar do começo difícil, os filhotes começaram a melhorar e se animar gradativamente, conforme o tratamento avançava. Com muita comida e água, além de conforto e cuidados, eles foram se recuperando com o passar das semanas.

Um dos cachorrinhos, já se recuperando

Foto: RSPCA

Rebecca contou que todos os funcionários do abrigo estão esperançosos em assistir a melhora dos cachorrinhos. Os quatro foram nomeados como El, Mike, Dustin e Lucas, em homenagem aos personagens de Stranger Things (Coisas Estranhas), “porque eles parecem coisinhas estranhas no momento”, brincou a inspetora.

Devidamente nomeados, cuidados e amados por todos do abrigo, os filhotes estão prontos para se recuperarem definitivamente para que possam encontrar um lar.


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Cachorra é encontrada com vida após ser enterrada

Por Rafaela Damasceno

Leialoha, uma valente cachorrinha, foi resgatada após sobreviver a momentos de terror. PAWS of Hawaii (PATAS do Havaí), organização de resgate de animais, foi informada sobre ela por uma pessoa anônima, que viu a cachorra ser enterrada por um homem na areia.

Leialoha enterrada apenas com sua cabeça de fora na areia

Foto: PAWS of Hawaii

Além de ser enterrada viva com apenas sua cabeça para fora, Leialoha tinha apenas 90% de sua pele quando foi resgatada. Ela tinha queimaduras de sol e cortes em sua pata esquerda da frente, que devem ter sido feitos por um facão enferrujado.

Após PAWS postar em seu Facebook as fotos chocantes da crueldade infligida a Leialoha, uma mulher se apaixonou pela cachorrinha e resolveu adotá-la. 

Leialoha, com a pele vermelha e coberta de areia, deitada em um cobertor depois de ter sido resgatada

Foto: PAWS of Hawaii

“Ela estava gravemente queimada, cheia de feridas e quase sem pele. Meu coração estava partido e eu sabia que ela precisava de nós para ajudá-la”, afirmou Amanda, a nova tutora de Leialoha. Segundo ela, a cachorrinha sangrou muito quando tomou seu primeiro banho e tinha medo de sair do canil, mesmo podendo conhecer sua casa nova.

Felizmente, agora Leialoha parece estar começando a se sentir mais confiante. “Ontem a noite, ela saiu para ver o que havia para o jantar enquanto tínhamos visitas e ficou em baixo da nossa mesa do café. Ela tem um longo caminho a percorrer, mas o pior já passou”, assegurou Amanda, certa de que o carinho e os cuidados começarão a dar resultado futuramente.

Leialoha, com a pele ainda vermelha, mas limpa. Ela está em sua nova casa

Leialoha em sua nova casa | Foto: PAWS of Hawaii 

A PAWS acredita que o homem que enterrou Leialoha é o responsável pelas suas feridas, mas ele infelizmente ainda não foi encontrado.


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Três filhotes de coruja são resgatados durante incêndio florestal no DF

Três filhotes de coruja foram resgatados na quinta-feira (18) durante um incêndio florestal no Distrito Federal. O caso aconteceu no núcleo rural Tabatinga, na chácara 102, em Planaltina.

Foto: Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal / Jornal de Brasília

Os animais silvestres foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) no período da tarde, por volta das 15h23. As informações são do Jornal de Brasília.

Cinco militares participaram da operação de combate ao incêndio. Os filhotes foram encontrados no momento em que os bombeiros combatiam as chamas.

Para se proteger do fogo, os filhotes abandonaram o ninho. Eles foram encontrados em situação de risco e resgatados pelo subtenente Mauro.

Após o resgate, a Polícia Ambiental foi chamada para acolher os animais silvestres.

Foto: Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal / Jornal de Brasília


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Cágado tenta sobreviver em meio a rejeito de minério e é salvo em Brumadinho (MG)

O vídeo de cágado tentando sobreviver em meio a rejeito de minério em Brumadinho (MG), na região da Mina do Córrego do Feijão, onde uma barragem se rompeu, foi divulgado cinco meses após o rompimento.

Foto: Reprodução / Redes Sociais

De acordo com o Corpo de Bombeiros, as imagens foram feitas no mês de junho. As informações são do jornal Estado de Minas.

O cágado foi encontrado durante uma operação de limpeza que os bombeiros realizavam para buscar por vítimas. Após ser localizado, o animal silvestre foi resgatado e encaminhado para receber atendimento veterinário.

As buscas por vítimas em Brumadinho continuam. Na quinta-feira (18), a operação chegou em seu 175º dia. Corpos de 22 pessoas são procurados. A operação conta com 145 bombeiros militares.

Lamentavelmente, a exploração animal permanece e um cachorro foi envolvido nas buscas mesmo após casos dramáticos com animais provarem o quão errado é forçá-los a buscar por vítimas – como o caso do cão Barney, explorado em Brumadinho que, depois, morreu afogado em outra operação de resgate e de Zeca, o cachorro que desenvolveu uma doença dermatológica após entrar em contato com os metais e resíduos da barragem de Brumadinho. Nestas operações, os cachorros são obrigados a aprender comandos anti-naturais, que eles não executariam por conta própria. E mesmo não tendo nascido para servir aos seres humanos, são submetidos a risco e tratados como objetos a serviço da humanidade, sem direito a viver suas vidas em paz.


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Cachorro é resgatado após ser encontrado com orelha decepada no RS

Um cachorro foi encontrado com a orelha esquerda decepada e ferimentos pelo corpo em Araricá (RS). O animal foi resgatado por uma ONG de proteção animal na última sexta-feira (12), mas o casos só foi denunciado à polícia três dias depois.

Foto: Reprodução / Jornal Repercussão

O tutor do animal pediu que o cachorro fosse devolvido, mas a ONG se negou a entregar o animal devido ao histórico de maus-tratos.

Voluntária da ONG SOS Animais, Kelly Emarine, esteve no local para ajudar o cachorro após o caso repercutir na internet. Luck foi encontrado no bairro Canoa.

“Quando encontramos o Luck, ele estava em um terreno baldio, muito sujo, com centenas de carrapatos, muitas bolas de pelo, e uma orelha completamente comida por larvas que já estavam comendo seu ouvido interno e sua cabeça. Além de um cheiro forte de carne podre”, relata Kelly, em entrevista ao Jornal Repercussão.

“O antigo tutor se apresentou e entrou em contato conosco, com uma postura bem agressiva, reivindicando a tutela do animal. Eu pessoalmente me neguei a devolvê-lo, devido à negligência nítida com a qual o animal foi tratado”, completou.

Luck recebeu cuidados veterinários e já apresenta melhora, tendo inclusive voltado a se alimentar.


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Cachorro atropelado por trem agoniza por horas até ser resgatado em SP

Um cachorro foi atropelado na quarta-feira (17) por um trem nas proximidades da estação Grajaú da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), em São Paulo. O animal agonizou por pelo menos 4 horas até ser resgatado.

A ativista Luísa Mell denunciou que seguranças da CPTM impediram que o cachorro fosse resgatado. Segundo ela, a Companhia só acionou o Corpo de Bombeiros e permitiu o resgate quando a ativista seguiu para o local e começou a fazer pressão, abordando o caso em rede social.

Foto: Reprodução/Instagram/@luisamell

Imagens divulgadas por Luísa mostram o cachorro debilitado, com o rabo mutilado e sangrando.

A CPTM afirmou que “os funcionários no local orientaram os passageiros a não se aproximarem” do animal porque ele “estava agressivo”. No entanto, um vídeo divulgado pela ativista desmente o argumento da empresa. Na filmagem, que mostra o momento em que os bombeiros iniciam o resgate, o cachorro não demonstra qualquer agressividade. Um dos militares, inclusive, faz carinho na cabeça do animal, que aceita o gesto e se mantém calmo.

De acordo com nota da CPTM, o cachorro foi resgatado “por volta de 17h40 pela ONG Súplica Animal, que levou o animal para o hospital veterinário da Universidade de Santo Amaro (Unisa)”. Segundo Luísa, o animal foi atropelado às 13h30.

Através das redes sociais, a ativista contou que o Instituto Luísa Mell ficou responsável pelo caso do cachorro. Luísa esteve na Unisa e, após conversar com um veterinário do local, informou que o cão estava estável, mas que teria que ser submetido a um cirurgia de emergência que resultaria na amputação de duas de suas pernas.

“Amigos o cachorro atropelado por um trem já está sendo operado e ficará no @institutoluisamell. Para quem ainda não sabe da história…Hj [quarta-feira] um cachorro foi atropelado por um trem 13:30 da tarde. E NÃO recebeu socorro e ainda os funcionários da @cptm_oficial não deixavam ninguém resgatá-lo!!!! E ainda zombaram da situação! Só quando eu fiquei sabendo e estava a caminho (e comecei a causar) é que chamaram os bombeiros e permitiram o resgate. Fui até o local, mas demorei cerca de uma hora para chegar, uma veterinária o resgatou junto com protetores e levou para a Unisa. Fui até lá, ele está sendo operado por grandes profissionais e depois será encaminhado para o @institutoluisamell para ficar internado e receber todo o tratamento!”, escreveu a ativista.


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