Altruísmo e compaixão são fundamentais para uma coexistência pacifica

Foto: Tail and Fur/Reprodução

Foto: Tail and Fur/Reprodução

O Dia da Caridade é comemorado no Brasil em 19 de julho, a data foi instituída pelo então presidente Humberto Castelo Branco por meio da Lei nº 5.063 em 1966 com o objetivo de reforçar o altruísmo na sociedade.

Criar uma data comemorativa para conscientizar a sociedade sobre a promoção e a prática da solidariedade, como meio para desenvolver um bom entendimento entre todos os seres humanos é uma atitude construtiva, porém, a caridade se estende muito além da sociedade humana. Caridade é um ato de amor para com toda e qualquer vida.

Estudos recentes divulgados pelo departamento de meio ambiente da ONU e outras entidades de pesquisa e ciência que atuam em nível mundial, alertam para o estado crítico em que o planeta, suas reservas naturais, as florestas e as espécies animais se encontram.

Foto: Jane Goodall Intitute/Fernando turmo

Foto: Jane Goodall Intitute/Fernando turmo

E isso não é o pior, as previsões feitas com base na evolução da destruição causada pelo comportamento humano, mostram que a Terra caminha a passos largos para uma situação de exaustão completa não muito distante.

O que teria nos levado a esse ponto de emergência ambiental, senão a falta de caridade?

Falta de caridade com o planeta, com os animais, com a natureza. Quando exploramos, comemos, matamos, submetemos, chicoteamos, prendemos, precificamos essas vidas que nos rodeiam, que melhor exemplo da falta de caridade poderia ilustrar tamanha ausência de altruísmo e amor?

A caridade caminha ao lado da compaixão, solidariedade, altruísmo e amor ao próximo. Ao ver um animal como ser inferior, ao dispor de sua vida e liberdade como bem entendemos, estamos praticando exatamente o reverso do que a caridade propõe.

Foto: Emma Williams

Foto: Emma Williams

E ao contrário da humanidade, os animais e a natureza nos dão exemplos de caridade, perdão, amor incondicional e sublimação diários. Mesmo tendo suportado sofrimentos indescritíveis ou anos de exploração, ao serem resgatados (quando o são) os animais respondem com gratidão e amor àqueles que os salvaram, mesmo sendo da mesma raça dos que os feriram.

Muito mais do que apenas uma data, uma palavra ou uma bandeira religiosa, a caridade é uma atitude diária, um olhar de amor para os que necessitam, o respeito por toda e qualquer vida, e acima de tudo a consciência e compreensão da igualdade, de direitos e condições, entre todos os seres do planeta.

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Dia Nacional dos Animais traz reflexão sobre respeito a todas as espécies

Hoje, 14 de março, celebra-se o Dia Nacional dos Animais. A data, criada com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre os cuidados que devem ser dados aos animais, deve ser vista como um momento de reflexão sobre a necessidade de respeitar todas as espécies, inclusive aquelas historicamente exploradas, maltratadas e mortas para beneficiar os seres humanos e alimentá-los.

Foto: Skeeze / Pixabay

No Brasil, os animais não são tratados dignamente. São 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães abandonados, segundo a Organização Mundial da Saúde. Nas ruas, esses animais, que amavam suas famílias e eram leais a elas, vivenciam todo tipo de sofrimento: passam frio, suportam calor excessivo e chuvas fortes, sentem fome, são agredidos, atropelados, adoecem e, após conhecer o preço do descaso e da dor, morrem. Poucos têm a chance de ser resgatados e recomeçar a vida com amor, respeito e cuidados. Casos de maus-tratos, não só contra os animais abandonados, mas muitos deles promovidos pelos próprios tutores, também são comuns. Ainda em relação aos animais domésticos, o comércio de venda de filhotes condena inúmeros animais a uma vida miserável pautada na exploração promovida por pessoas que os tratam como máquinas reprodutoras e mercadorias.

O sofrimento, no entanto, não atinge apenas os cachorros e gatos. Animais silvestres são rotineiramente vítimas do tráfico. Retirados da família, privados da liberdade, transportados de forma cruel e inadequada, muitas vezes sem receber alimentação correta, eles se tornam vítimas dos traficantes e, depois, de quem os compra e se considera no direito de mantê-los aprisionados no cativeiro. Além deles, animais como ratos, cães e coelhos são submetidos a experimentos extremamente cruéis e dolorosos para a fabricação de cosméticos, alimentos, medicamentos e outros itens, como cigarros.

Foto: Karsten Paulick / Pixabay

Para fabricar produtos, produzir roupas e outros objetos e alimentar a população, milhares de animais também vivenciam um sofrimento inimaginável. No Brasil, um boi, um porco e 180 frangos são mortos para consumo por segundo, de acordo com dados do IBGE. Por trás da estatística, esconde-se a dor que os pecuaristas se esforçam para que não seja conhecida pela sociedade. Esses animais são explorados dia após dia e vivem uma rotina de maus-tratos, torturas e morte. Pintinhos machos são triturados vivos, galinhas têm seus bicos cortados sem anestesia e vivem presas em granjas superlotadas ou gaiolas minúsculas durante toda a vida, tratadas como máquinas de botar ovos, porcas são condenadas a uma existência dentro de pequenas celas gestacionais e os machos são castrados sem direito a anestésico, bezerros vivem aprisionados em locais pequenos, privados de alimentação adequada e luz solar para que se movimentem pouco e gerem, após a morte, uma carne macia, conhecida como vitela. E todo esse horror é apenas uma parte do que é vivido pelos animais na indústria.

Foto: Marco Massimo / Pixabay

A urgência de se garantir que os direitos dos animais sejam respeitados e que eles sejam tratados como os seres sencientes que são – capazes de sentir e de sofrer – faz do Dia Nacional dos Animais uma data de extrema necessidade para a promoção de reflexões a respeito da forma como a sociedade enxerga os animais atualmente e a desconstrução que deve ser feita para que eles passem a ser vistos como sujeitos de direito.

É preciso extinguir a hierarquia cruelmente estabelecida pelos humanos, na qual eles se colocam acima de quaisquer espécies, explorando-os, maltratando-os e tirando suas vidas. Os animais existem por propósitos próprios e não estão no mundo para servir às pessoas. O que falta, porém, é que os humanos entendam e aceitem essa realidade, passando a garantir aos animais a mesma paz que pedem para si.

Livro infantil relembra a importância do respeito aos animais

“Ação, diversão, momentos de suspense, reflexão e emoção”, isso é o que Josie Oliveira promete trazer para o público em seu primeiro livro, “As Aventuras de Nikko – A Fuga”. Tendo como inspiração seu mascote da vida real, a obra, que tem lançamento previsto para o final de março pela Editora Novo Século, traz a história de um cachorro, Nikko, que mesmo tendo uma vida luxuosa, sonha em conhecer melhor a sua cidade, o Rio de Janeiro e viver novas experiências.

(Foto: Divulgação)

Para realizar seu desejo, Nikko arma um plano para fugir da casa onde vive. A partir da sua fuga, Nikko vive momentos únicos, repletos de diversão, confusão, aprendizado e passa a colecionar novas histórias e amizades. Para Josie, o livro vai além da literatura:

“A história tem comédia, romance, suspense, papo sério quando os cachorros abordam temas importantes como o cuidado com os animais, o preconceito, a ausência dos pais na vida dos filhos e outros assuntos tão pertinentes nos dias atuais. A arte literária nos faz refletir, questionar, emocionar, entreter e pode ser um prestador de serviço.”

Para a autora, a história tem muitos pontos que poderão também envolver facilmente os adultos. “Através do livro eu quis transmitir valores que julgo essenciais. A importância da amizade, da educação na formação não só acadêmica, mas na construção da vida de uma pessoa. O respeito às diferenças, a empatia, o zelo aos animais. E os laços criados através do amor”.

A ideia de Josie em escrever uma história sobre animais veio de sua paixão por eles, antes mesmo de se tornar “mãe” de um cachorrinho. “Eu amo os animais, são seres puros, muitas vezes indefesos e vemos vários casos de maus-tratos, abandono. O livro vem de um esqueleto que escrevi no ano 2000, mas deixei arquivado. Com o tempo fiz cursos para escritores, oficinas literárias e numa conversa com uma profissional, ela viu potencial na história. Com mais bagagem cultural e criando um cachorro, atualizei a história, acrescentei mais personagens, cenários e assim, nasceu As Aventuras de Nikko – A Fuga.”

Fonte: O Dia