Retorno de tatuís à praia no RJ é sinal de esperança em relação à poluição

O retorno dos tatuís no trecho da Praia do Flamengo que fica atrás da Marina da Glória, em um local conhecido como Prainha, é um sinal de esperança em relação à poluição de outras áreas da Baía de Guanabara, já que a presença do crustáceo indica melhora na qualidade da água naquele trecho.

“Existem vários animais que são chamados de bioindicadores, entre eles o cavalo-marinho e o tatuí. A presença ou a ausência deles nos dá informações de como está o ecossistema na região. Se os tatuís aparecem por lá, é um bom sinal. A água pode estar boa”, disse ao O Globo o biólogo Marcelo Szpilman.

Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

No entanto, segundo boletins de balneabilidade do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a Praia do Flamengo esteve própria para banho por apenas 11 semanas em 2018 e foi considerada imprópria de janeiro até o último dia 27 de maio de 2019. Isso, de acordo com Szpilman, deve-se ao fato da biologia não ser uma ciência exata.

“Se a água não estiver boa por alguma razão, pode haver uma população de tatuís naquela região que desenvolveu uma resistência maior à poluição”, explicou. Szpilman  disse ainda que o crustáceo melhora a qualidade da areia ao cavar pequenos túneis que permitem a entrada de ar.

Carlos Ribeiro, conhecido como Chinês, que trabalha como professor de canoa va’a (polinésia), rema diariamente na área da Prainha e lembra que a qualidade da água varia conforme a maré.

“Dependendo do dia, temos muito óleo, lixo, garrafas de plástico ou água transparente, com tartarugas e até golfinhos”, disse Chinês.

Apesar da presença dos tatuís ser um indicador de água limpa, o doutor em Oceanografia Química e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Julio Cesar Wasserman, lembrou que eles podem desaparecer novamente.

“A verdade é que não fizemos muita coisa nos últimos anos para melhorar de fato a qualidade da água na Baía de Guanabara. Não existe milagre. A presença desses tatuís demonstra, no entanto, que há esperança. Quando ocorre alguma melhora, recuperamos o ecossistema”, concluiu o especialista.


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Tartaruga marinha debilitada é resgatada por guarda-vidas no RJ

Uma tartaruga marinha foi resgatada por guarda-vidas após ser encontrada debilitada, por volta das 10 horas da segunda-feira (3), no Costão da Niemeyer, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Foto: Reprodução

Os guarda-vidas que resgatam a tartaruga afirmaram que ela estava machucada e tinha marcas de cortes pelo corpo, provavelmente provocados por lanchas. As informações são do jornal Extra.

A tartaruga foi levada para o quartel dos Guarda-Vidas de Copacabana, também na Zona Sul do município. Depois, ela foi encaminhada para biólogos do Projeto de Monitoramento de Praias da Baía de Santos, segundo o Corpo de Bombeiros.


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Feira vegana no Rio de Janeiro celebra Semana do Meio Ambiente

Por David Arioch

Evento ações que podem ser feitas no cotidiano para alcançar as metas de desenvolvimento sustentável da ONU (Foto: Rosana Cidade/Divulgação)

De 6 a 8 de junho, e das 13h às 21h, vai ser realizada a feira vegana Vida Liberta no Shopping Downtown, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Com o mote “Se não for agora, quando? Se não formos nós, quem?”, o evento que celebra a Semana do Meio Ambiente apresenta ações que podem ser feitas no cotidiano para alcançar as metas de desenvolvimento sustentável propostas pela ONU.

Com entrada gratuita, a feira pet friendly conta com exposição e comercialização de alimentos e outros produtos saudáveis, sustentáveis e desenvolvidos por pequenos produtores. Haverá ainda shows, meditação, yoga, flash tattoo e palestra com o biólogo Mário Moscatelli, que vai falar sobre ativismo ambiental.

Clarissa Taguchi, da PANCs Brasil, confirmou uma palestra sobre Bieconomia no consumo de Orgânicos e PANCs; e Alex Motta Cardoso, do Escritório Cardoso/Cindra, deve falar sobre direito ambiental e o consumidor.

Segundo a organização do evento, os expositores mais sustentáveis receberão prêmio em dinheiro, considerando critérios como sustentabilidade da produção, embalagens e logística reversa, que serão avaliados pela Simbiose EcoSoluções.

“Fomos a primeira feira a criar um movimento de conscientização sobre o plástico. Num primeiro momento as pessoas estranharam, mas agora o canudo de plástico foi banido, por lei, do Rio de Janeiro”, enfatiza o criador e organizador da Vida Liberta, Gustavo Goldani.

E acrescenta: “Estamos trazendo opções feitas de milho e abacaxi para substituir os pratos descartáveis. Queremos que as pessoas se liguem nisso, que uma pequena ação pode gerar grande impacto.” Todos os resíduos gerados no evento serão encaminhados para reciclagem.

Doações

A feira vai receber alimentos não perecíveis e roupas para o projeto Arrastão de LUZ e para a Casa de Fátima em Sepetiba, além de ração para os animais do projeto Entre Pegadas, que vai participar do evento com uma feirinha de adoção.

Localização

A feira Vida Liberta vai ser no Shopping Downtown, na Avenida das Américas, 500 – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro (RJ).

Família arrecada recursos para levar animais de Niterói (RJ) para Portugal

Uma família de Niterói, no Rio de Janeiro, está arrecadando recursos para pagar os custos do transporte de três cachorros e de um gato para Portugal. Os tutores dos animais, Marcelle Rebelo, de 43 anos, e Rodrigo Guerra, de 44 anos, mudaram de país em fevereiro devido a uma proposta de trabalho. Abandonar os animais, no entanto, jamais esteve nos planos do casal, que decidiu fazer uma mobilização para conseguir o dinheiro necessário para pagar a viagem dos cães e do gato.

Foto: Reprodução / O São Gonçalo

Marcelle, o marido e o filho de 9 anos do casal sentem muita falta dos cães Apolo, de 13 anos, Sol, de 13 anos, Brown, de 1 ano, e do gato Felix, de 1 ano. “Nós viemos para esse novo lugar mas nossa família só estará completa com a vinda dos nossos filhos de quatro patas. É muito doloroso saber que eles ficaram no Brasil. Não quero que sofram, quero conseguir trazê-los o mais rápido possível”, desabafou Marcelle ao portal O São Gonçalo.

Para transportar os animais até Portugal, documentos precisam ser devidamente preenchidos, taxas devem ser pagas, além do gasto com passagem aérea de uma pessoa de confiança, que levará os animais, e o preço das caixas de transporte adequadas, que tem alto custo. No total, a família precisa arrecadar R$ 7 mil. Para isso, decidiu recorrer a uma “vaquinha online”.

Foto: Reprodução / O São Gonçalo

“Nós já vendemos muitas coisas e estamos economizando o máximo, e é com esse dinheiro que conseguimos manter uma pessoa cuidando dos nossos animais no Brasil”, explicou a coach.

Para manter os cães no Brasil, o casal alugou uma casa, na qual Apolo, Sol, Brown e Felix estão vivendo. “Todo o esforço para dar esse amparo para aos nossos ‘filhos’ é porque sabemos como está sendo sofrido estarmos longe deles. Não quero que se sintam abandonados. Todos os dias eu choro, desenvolvi ansiedade e depressão nesse período”, lamentou Michelle, emocionada.

‘As pessoas não pensam que animais de fazenda têm sentimentos’, diz fundadora de santuário

Animais que vivem em fazendas, como bois, cabras, porcos e galinhas, são seres sencientes. Isso é, têm emoções e sentimentos. O que eles sentem vai além da dor física. São capazes, também, de sentir amor, afeto, medo, tristeza, de sofrer e de amar. E para protegê-los e conscientizar a sociedade sobre a senciência deles, Patrícia Fittipaldi fundou, há 11 anos, o Santuário das Fadas. Em entrevista exclusiva à ANDA, ela falou sobre os desafios para manter o local, que precisa de doações constantes, e revelou a bela missão que exerce diariamente cuidando de seres negligenciados e maltratados pela sociedade.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: O santuário foi fundado quando e quantos animais atualmente vivem nele?

Patricia Fittipaldi: Foi fundado em 2008, temos aproximadamente 200 animais.

ANDA: Animais de que espécies vivem no santuário?

Patricia Fittipaldi: cães, gatos, aves, equinos, caprinos, suínos, bovinos, roedores e jabutis.

ANDA: O que te motivou a criar o santuário?

Patricia Fittipaldi: Desde criança sempre fui protetora de animais. Enquanto morava na cidade do Rio de Janeiro, eu resgatava muitos cães e gatos, mas com o tempo fui resgatando também animais como bodes e galinhas, e com isso foi ficando bem complicado morar na cidade e continuar resgatando esse tipo de animal. Então, me mudei para a Região Serrana, inicialmente fui para Itaipava. E eu quis montar um santuário principalmente de animais de fazenda porque são animais que não têm muitos abrigos e nem santuários para eles. O que têm mais são abrigos de cães e gatos. São poucas pessoas que fazem esse trabalho aqui no Rio de Janeiro, a gente praticamente faz um trabalho pioneiro.

E foi o amor a todas as espécies que me motivou. E com essa demanda de animais precisando de ajuda, principalmente animais de fazenda, que são animais que não costumam ser vistos com bons olhos, porque as pessoas gostam muito de cão e gato, não pensam que animais de fazenda sofrem, têm sentimentos, então foi isso que me motivou. Aí mudei para a Região Serrana, fiquei 10 anos em Itaipava e há quase dois anos a gente se mudou para Teresópolis, que é interior do Rio de Janeiro também.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: Você diz que as pessoas não pensam que os animais de fazenda sofrem e têm sentimentos. Você poderia contar uma história ou momento presenciado por você que demonstre o sofrimento e/ou o amor e a gratidão que estes animais sentem?

Patricia Fittipaldi: A maioria dos animais chegam aqui com desconfiança do ser humano, porque viveu muitas situações de maus-tratos. Os nossos equinos foram todos retirados de carroceiros, apanhavam muito, viviam trabalhando até a exaustão. Então, é muito legal observar a mudança deles e nem demora tanto, uma ou duas semanas aqui já no santuário, pela energia, pelo cuidado e pelo amor que a gente tem com esses animais, eles já demonstram muita gratidão.

Têm animais que chegam aqui muito agressivos, algumas vacas, alguns bois que participaram até de vaquejada, e com uma, duas semanas, nos casos mais graves um mês, esses animais mudam o comportamento completamente. Eles sentem, não só pela energia da gente com eles, mas também pelo cuidado e pelo amor que a gente passa para eles. Então, todos os animais que chegaram aqui chegaram dessa forma. Suínos que iriam ser mortos, eram criados em lugares imundos, em situação precária, não recebiam carinho. A gente não podia chegar perto deles que eles já gritavam com medo de apanhar. E com uma semana você percebe que eles já chegam perto da gente para pedir carinho, vão se aproximando devagarinho, até acontecer aquela entrega total de confiança.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: O que você acredita que falta para que as pessoas percebam, que no que se refere a sentimentos, medo, dor, sofrimento, que os animais de fazenda são iguais aos cães e gatos?

Patricia Fittipaldi: Eu acredito que para as pessoas, principalmente para as que vivem na cidade, como não têm contato com esses animais e os enxergam como alimento, falta conviver com esses seres. Por isso em breve a gente quer fazer um programa de visitação monitorada no santuário, que dá a oportunidade das pessoas conhecerem e terem um momento de perto com esses animais. A gente em breve vai realizar isso para que as pessoas possam, cada vez mais, ter mais consciência sobre o fato de que esses animais também sentem, têm sentimentos, ficam felizes e tristes. Então, para mim, o que falta mesmo para as pessoas perceberem, no que se refere a sentimento, medo, dor sofrimento, é a vivencia com esses animais. Para as pessoas da cidade é muito difícil.

Nós que temos santuários, acho importante fazermos esse planejamento das visitações monitoradas, que não podem também ser diárias ou com muita frequência para não estressar os animais. Porque eles têm contato com a gente que está na lida com eles todo dia, mas muitos deles ainda têm receio quando se deparam com seres humanos diferentes, outros até gostam, então é uma coisa que a gente vai em breve fazer, mas também para não estressar os animais vai ser um projeto quinzenal ou mensal. Mas quando as pessoas têm contato com esses animais, elas começam a perceber que eles pedem carinho, que eles têm emoções.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: Você disse que fundou o santuário em 2008. De lá pra cá, nestes onze anos com o santuário, e também considerando o período no qual você já estava envolvida na causa animal, mesmo antes da criação do santuário, você notou alguma evolução na sociedade em relação aos animais? Os cães e gatos e, principalmente, os animais de fazenda, têm sido vistos de melhor forma pelos humanos, embora grande parte da população ainda seja omissa e até cruel com eles?

Patricia Fittipaldi: Eu notei muita mudança. Porque mesmo na época que eu não tinha o santuário, que eu só era envolvida com ativismo, era uma coisa muito difícil as pessoas se comoverem com animais de grande porte, animais de fazenda. E hoje em dia, mesmo as pessoas que se alimentam de carne têm aquela hipocrisia, comem a carne mas ficam com pena de ver as situações, e isso já é um despertar. E muitas delas, até por causa desse despertar, viram vegetarianas e veganas.

E entre os animais de fazenda, acho que as pessoas se sensibilizam mais com os equinos. Porque elas encontram muitos equinos na própria cidade, puxando carroça, animais desmaiando de cansaço, então são animais de fazenda, mas que também são encontrados na cidade. Portanto, eu vejo uma grande evolução em relação ao despertar das pessoas com os animais de fazenda, mas ainda tem muita coisa para evoluir.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: E como você faz para sustentar todos estes animais do santuário? 

Patricia Fittipaldi: Infelizmente, a gente vive literalmente de doação e são doações eventuais, o que é uma coisa incerta. Todo mês é uma loucura, a gente implorando ajuda na internet, nas mídias sociais. Não temos patrocínio fixo de empresa ou pessoa e o gasto é altíssimo, com ração, medicamentos, funcionários, com os recintos, que têm que ampliar, modificar, melhorar, criar mais recintos. É muito difícil. A gente gostaria muito de ter um patrocínio pelo menos para rações, um patrocínio mensal. Mas, infelizmente, a gente até hoje não conseguiu, então vivemos literalmente de doação.

* Por Mariana Dandara


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Capivaras somem após correnteza arrastá-las de lagoa para o mar no RJ

Duas capivaras desapareceram após serem arrastadas pela correnteza em Macaé, no Rio da Janeiro. Os animais foram levados da Lagoa de Jurubatiba para o mar no domingo (19).

Chefe do Parque de Jurubatiba, Marcelo Pessanha entrou na água para tentar ajudar os animais, mas precisou sair devido à força da correnteza. Ele resgatou cobras que foram parar na praia. As informações são do G1.

Foto: Marcelo Pessanha/Arquivo pessoal

Na segunda-feira (20), um filhote de jacaré, uma capivara e vários peixes foram encontrados mortos na área da restinga. Moradores também ajudaram cobras e aves que estavam na praia para que pudessem voltar à restinga.

Não se sabe ainda se a capivara encontrada morta é uma das que sumiam. “Embora sejam ótimas nadadoras, o mar não estava nos planos delas”, disse Marcelo, Ele registrou o ocorrido e disse que viu as capivaras quando foi monitorar a área norte do canal formado após o rompimento da barra.

“Na chegada, encontrei na praia algumas cobras, que consegui transferir para a área de restinga, e as duas capivaras na arrebentação. Estavam na linha de arrebentação da praia a uns 800 metros do canal formado”, disse Marcelo.

Ele estava sozinho porque havia ido monitorar o local apenas e por ser domingo, dia em que boa parte da equipe estava de folga.

“Fiquei um bom tempo para ver se elas apareciam, mas não consegui. Não conseguimos encontrar os corpos, o mar ainda está muito agitado. Creio que em alguns dias começarão a aparecer na praia diversos animais e partes de vegetação que foram lançados ao mar”, afirmou Marcelo. “Acabei o trabalho muito triste […] fiz o que podia, mas não foi suficiente”, lamentou.

Empresário instala comedouro para animais abandonados em Itatiaia (RJ)

Comovido com a situação de abandono em que vivem muitos animais na região do Centro Histórico de Penedo, no município de Itatiaia (RJ), o empresário Fabrício Vasconcelos se inspirou na ideia de ativistas da causa animal e instalou um comedouro em frente ao seu estabelecimento comercial para alimentar os animais abandonados.

Foto: Reprodução / Aqui Acontece

Pelas redes sociais, o empresário divulgou imagens da estrutura que montou para matar a fome dos animais que perambulam pela região. As informações são do portal Aqui Acontece.

“Desde que a agência mudou para este ponto percebi a quantidade de animais circulando na área. Conversando com minha mãe, ela sugeriu que eu criasse algo para eles ao lado da minha agência. Então resolvi amadurecer a ideia e instalar um comedouro”, contou.

Fabrício contratou um pintor, que desenhou uma casinha de cachorro na parede. No local, foi afixado o comedouro. “O resultado final foi melhor que o esperado. A gente sabe que isso ainda é pouco para tamanha problemática, mas já é uma ajuda. Com a postagem pretendo motivar mais pessoas a copiarem tal ideia. Não precisamos de referencial teórico para fazer o bem. É preciso apenas observar, se sensibilizar e agir”, disse Fabrício.

Os comedouros, como o que foi instalado pelo empresário, são feitos de canos de PVC. Dependendo do diâmetro, cabem até quatro quilos de ração e quatro litros de água em cada um deles. O projeto é acessível, já que os materiais utilizados são de baixo custo, e pode ser feito com o auxílio de pessoas sensíveis à causa, que podem colaborar com a doação de ração para manutenção do comedouro.

Potrinho vai direto para a mãe após ser resgatado de buraco

Um potro caiu em um buraco de três metros de profundidade e 50 centímetros de diâmetro e foi direto para perto da mãe após ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros.

Foto: Kamilla Póvoa/G1

O resgate aconteceu na manhã desta sexta-feira (19) às margens da BR-101, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, no Rio de Janeiro.

Segundo o tutor do animal, Elizio Gonçalves, o potro se soltou durante a manhã e foi encontrado no buraco da galeria de esgoto.

O tutor informou ainda que a partir de agora o animal irá se chamar “Brinquedo”, por conta das artimanhas dele.

Foto: Cléber Rodrigues/Inter TV

“Antes o nome era apenas ‘Menino’, mas ele deixou a mãe doida quando caiu. Eu também fiquei doido porque estava procurando e não achava ele”, disse.

O Corpo de Bombeiros realizou o resgate com uma corda e uma escada. Um dos militares precisou entrar no buraco para saber a profundidade e a situação do animal.

A ação contou com seis militares da corporação e durou aproximadamente 40 minutos.

Fonte: G1

Cão que entrou no metrô e caminhou por trilhos é adotado por funcionário

O cachorro que entrou no metrô do Rio de Janeiro e caminhou pelos trilhos foi adotado por um funcionário da concessionária Metrô Rio. Assim que soube que o animal precisava de um lar, o oficial de manutenção Fabianno Batista decidiu adotar o cão.

Foto: Divulgação/Metrô Rio

“Quando cheguei à estação e vi o animalzinho disponível para ser adotado, liguei logo para a minha esposa. Ela deu o sinal verde e vou levá-lo para casa. Acho que ele vai ser dar bem com a minha cachorrinha, que inclusive se parece com ele”, contou ao jornal Extra.

O cachorro entrou na estação de Del Castilho e caminhou até a São Cristóvão, uma distância de cerca 7 km. Os trens tiveram que operar em velocidade reduzida por uma hora, tempo que durou o resgate do animal.

“O resgate começou às 7h30. De Del Castilho, o animal seguiu no sentido estação Maria da Graça e, depois, foi correndo até (a estação) São Cristóvão, onde uma funcionária, também do MetrôRio, conseguiu pegá-lo no colo”, contou o operador de estação Bruno de Almeida, de 28 anos.

Após o resgate, o cachorro foi levado para o Instituto de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman, na Mangueira, na Zona Norte. Após a avaliação veterinária, ele seguiria para um abrigo na Baixada Fluminense, mas não precisou ser levado para o local, já que foi adotado.

Bolsonaro diz que pretende autorizar caça submarina em área protegida

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou, durante entrevista ao programa Luciana by Night, na terça-feira (7), que pretende autorizar a caça submarina em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Foto: Wilton Junior/Estadão

Para que o objetivo do presidente se torne realidade, será necessário revogar o decreto 98.864/90, do ex-presidente José Sarney, que torna a área uma Estação Ecológica e proíbe a pesca. As informações são do Estadão.

O assunto foi abordado por Bolsonaro enquanto ele lamentava ter abandonado esportes que praticava antes do atentado ocorrido na campanha eleitoral. “Hoje em dia o que sobrou para mim foi a caça submarina. Pretendo implementá-la ali na região de Angra. Lá é uma Estação Ecológica demarcada por decreto presidencial. Estamos estudando nesse sentido, né, revogar isso aí e abrir aquela área para fazer um turismo, realmente, que o Brasil merece. A iniciativa privada vai investir ali naquela região, e quem sabe nós tenhamos uma Cancún aqui na baía de Angra brevemente”, disse.

Bolsonaro foi multado em R$ 10 mil pelo Ibama em Angra, no ano de 2012, após ser flagrado pescando na área protegida. A multa foi cancelada no início deste ano, após a posse presidencial. A cidade também esteve no centro de outra polêmica, quando uma reportagem apontou que uma assessora parlamentar era paga pelo governo, mas trabalhava na casa de Bolsonaro no balneário.

Após participar de um evento comemorativo aos 74 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (8), Bolsonaro voltou a falar do desejo de transformar Angra do Reis em uma “Cancún Brasileira”. Ao lado do governador Wilson Witzel, o presidente disse que a promoção do município depende apenas de um decreto presidencial que anularia outro decreto que, segundo ele, atrapalha o desenvolvimento da região.

“A Estação ecológica de Tamoios (em Angra) não preserva absolutamente nada e faz com que uma área rica, que pode trazer bilhões (de reais) por ano para o turismo, está parada por falta de uma visão mais objetiva, mais progressista disso daí”, disse o presidente. “O meio ambiente e o progresso podem casar sim e permanecer juntos para o bem da nossa população”, completou.

“Angra pode ter certeza, brevemente, se deus quiser será uma Cancún aqui no Brasil”, finalizou.

Nota da Redação: a proteção de uma área ambiental não representa um impedimento ao desenvolvimento porque não há desenvolvimento sem que os recursos naturais sejam protegidos. Ameaçar ainda mais a natureza e os animais que nela vivem é um retrocesso e a decisão do presidente de, mais uma vez, atacar o meio ambiente, demonstra o desinteresse dele com a agenda ambiental, que é tratada em seu governo como um empecilho a ser derrubado, colocando em risco milhares de espécies da fauna e da flora brasileira.