Deslizamento de terra atinge abrigo que mantém 170 animais no RJ

Um deslizamento de terra causado pelas fortes chuvas que caíram na cidade do Rio de Janeiro atingiu um abrigo que mantém 170 animais, que, agora, correm risco. O caso aconteceu em Itanhangá, na Zona Oeste.

Foto: Reprodução/Bom Dia Rio

A terra de um barranco deslizou e atingiu uma casa que fica no terreno onde vivem os animais. Cães e gatos também foram atingidos pelo deslizamento.

Daniela, que administra o local, afirmou que dois cachorros fugiram assustados durante a chuva pelo buraco aberto em uma das cercas da casa durante a tempestade. As informações são do G1.

Foto: Reprodução/Bom Dia Rio

Apesar dos riscos que o abrigo representa para os animais atualmente, não há meios de retirá-los do local porque a Estrada do Itanhangá, que dá acesso ao abrigo, está em condições que impedem que ela seja usada pelos funcionários do abrigo. A Defesa Civil também encontra dificuldades para passar pela estrada.

“Não tenho como tirar os animais daqui. Quando cheguei, depois da chuva, estava tudo um caos, eles estavam muito assustados, sujos de lama. A casa está cheia de lama, perdemos várias coisas dos animais”, diz Daniela.

A Defesa Civil emitiu nota por meio da qual afirmou que recebeu um chamado sobre o caso e que irá tentar enviar agentes o mais rápido possível para o local.

Cadela arrastada por enxurrada é encontrada no Rio de Janeiro

A labradora Gaia, de 14 anos, que havia sido arrastada por uma enxurrada que atingiu a cidade do Rio de Janeiro, foi encontrada nesta quinta-feira (11) em uma trilha no Horto, na Zona Sul do município. A cadela não se feriu e já voltou para casa.

Foto: Arquivo Pessoal

Gaia foi encontrada por Nana Carneiro da Cunha, amiga do irmão da tutora da cadela, a arquiteta Tatiana Castello Branco, que fez uma mobilização nas redes sociais para tentar localizar a labradora. As informações são do jornal Extra.

“Eu fiquei três sem dormir e ainda estou anestesiada. Ontem fui dormir já me preparando para uma notícia ruim. E hoje esse anjo que é a Nana achou a Gaia. E agora ela está aqui, andando pela casa, só com um arranhãozinho. Estou feliz demais, demais”, disse Tatiana.

Após a cadela voltar para casa, Tatiana agradeceu a todas as pessoas que se uniram a ela para tentar encontrar Gaia. “Os Cachorreiros da Paz, o GoDog, a veterinária Carolina, os seguranças do Jockey e mais tanta gente. São pessoas assim que fazem a gente voltar a ter fé no mundo”, afirmou.

Gaia estava na casa da avó de Tatiana, no Jardim Botânico, também na Zona Sul,quando uma galeria de águas pluviais que fica sob o imóvel transbordou e arrastou a cadela, na última segunda-feira.

Desde o desaparecimento, Tatiana passou a percorrer os locais nos quais, segundo testemunhas, Gaia havia sido vista.

Tutor de cadela levada pela enxurrada no RJ tem esperança de encontrá-la

O tutor da cadela Gaia, o comerciante Claudio Cappo, não desistiu de encontrar a cadela, que desapareceu após ser levada pela enxurrada que atingiu o município do Rio de Janeiro. O animal está desaparecido desde a segunda-feira (8). Com 12 anos, a labradora já está quase surda.

Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Gaia foi levada pela água após a mureta da casa onde ela mora se romper com a força da chuva, na rua Sara Vilela, no bairro Jardim Botânico.

“Veio uma cabeça d’água do morro destruindo portão, muros, e arrastou a cachorra. Não sabemos mais nada, só a informação de uma veterinária do Jockey, que disse ter visto Gaia por volta das 2 da manhã. Ficamos a madrugada inteira até de manhã entre Jockey e Gávea, mas, por ora, é só uma testemunha”, disse Claudio, em entrevista ao blog Lu Lacerda.

Com o sumiço da cadela, o tutor iniciou uma campanha nas redes sociais para tentar ter notícias sobre o paradeiro dela. Fotos de Gaia tem sido compartilhadas incessantemente por centenas de internautas e replicadas em diversos grupos.

Apesar de algumas pessoas terem dito que a cadela foi encontrada, a informação não condiz com a realidade. Gaia permanece desaparecida. Ela está usando uma coleira com plaquinha de identificação e é um animal muito dócil.

“Confesso que achei que ela não poderia ter sobrevivido ao que aconteceu, mas, como essa pessoa é uma veterinária e tem certeza que era ela, a gente está com uma certa esperança”, afirmou o tutor.

Informações sobre o paradeiro da cadela devem ser repassadas pelo telefone (21) 9 9209-5969.

Muro de sítio cai em comunidade e jacarés que viviam no local fogem no RJ

O muro de um sítio na Favela do Rola, em Santa Cruz, no Rio de Janeiro, no qual viviam jacarés, caiu devido às fortes chuvas que atingiram a cidade, permitindo que os animais fugissem, conforme relatos de moradores confirmados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Ruas de Santa Cruz estão alagadas com jacarés soltos Foto: Reprodução

“A Seconserma informa que a Central 1746 recebeu essa solicitação e foi registrada como queda de muro e encaminhada para a Defesa Civil. Quanto à fuga dos jacarés, a equipe da Patrulha Ambiental já foi acionada para incluir a demanda do pedido de resgate dos animais na programação do dia”, informou a pasta.

Localizado na rua Ibicoara, em uma área conhecida como Rola I, o sítio está localizado em um dos bairros mais atingidos pela chuva. As informações são do portal G1.

“Eu vi que desabou o muro de lá. Duas pessoas já acharam os jacarés na porta de casa”, escreveu um internauta nas redes sociais.

De acordo com moradores da região, no sítio mora um homem cadeirante que há muitos anos cria jacarés e capivaras no local.

Nas proximidades do sítio, Leandro Ramos Pereira, de 40 anos, morreu eletrocutado. Ele foi uma das 10 vítimas confirmadas até o momento. Além das pessoas, muitos animais também morreram e uma cadela está desaparecida na Zona Sul.

No bairro Santa Cruz, os seguintes locais estão recebendo doações: a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a Igreja do Evangelho Quadrangular, a empresa Top Rio, a loja Blessed Modas, a Escola Municipal Professora Zélia Carolina da Silva Pinho, a Paróquia São Benedito, a Igreja Metodista Wesleyana, a Catedral das Assembleias de Deus de Areia Branca e a Barbearia Granada.

Moradores colocam animais em telhados para protegê-los de enxurrada no RJ

Moradores de Guaratiba, no Zona Oeste do município do Rio de Janeiro, colocaram seus animais nos telhados das casas para tentar protegê-los da enxurrada que atingiu a cidade na segunda e terça-feira (9). Já foram confirmadas as mortes de 10 pessoas. Animais também morreram.

Foto: Diego Haidar/ TV Globo

Um homem que tinha galinheiros em casa correu para salvar os animais, colocando-os no telhado, assim como fez o vizinho dele, com bodes criados por ele. O esforço, no entanto, não foi suficiente devido às fortes chuvas e mais de 10 galinhas morreram.

“Foi uma correria, morreram umas dez ou 15 galinhas. Os galinheiros todos saíram do lugar e aqui dentro foi perda total”, lamentou o tutor dos animais. As informações são do portal G1.

Na Zona Sul da cidade, uma família procura por uma cadela que foi levada pela água. Preocupados, os tutores de Gaia fizeram uma campanha nas redes sociais para tentar trazer o animal de volta para casa com vida.

Foto: Diego Haidar/ TV Globo

Nos bairros da Barra da Tijuca e de Santa Cruz, moradores contam que viram jacarés nas ruas. Isso acontece porque quando chove e as lagoas alagam, esses animais saem em busca de esconderijos.

“É preciso manter uma determinada distância para o animal. Em toda a região do Rio, quando a água sobe, os animais têm mais espaço para se distribuir dentro da cidade. Quando começa a secar, é que os achamos em lugares inadequados. A melhor coisa é chamar as autoridades, os bombeiros, e avisar que ele está naquele local e é um potencial risco às pessoas e para o animal, que pode sofrer alguma injúria”, afirmou o biólogo Ricardo Freitas.

Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Tartaruga é resgatada com mancha de óleo na Região dos Lagos do RJ

A Petrobras informou que uma tartaruga foi resgatada pelo Projeto de Monitoramento de Praias da companhia na quinta-feira (4) na Região dos Lagos do Rio. O animal foi encaminhado ao Centro de Reabilitação Animal de Araruama para avaliação veterinária e tratamento. A informação foi divulgada no último final de semana.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Segundo a Petrobras, “a avaliação da condição clínica do animal indicou a presença de processo infeccioso e/ou parasitário ativo anterior a qualquer contato com óleo. Além de pequena quantidade de óleo aderida à região cervical dorsal, cabeça e cavidade oral”.

De acordo com a estatal, o animal apresentava desidratação severa, escore corporal magro, elevada carga de epibiontes (cracas e algas aderidas ao corpo) e lesões em tecido cutâneo sugestivas de predação.

O animal está estável e em tratamento terapêutico com antibiótico e hidratação, ainda segundo a Petrobras, que não informou o local exato onde a tartaruga foi encontrada.

Na última quinta-feira, placas de óleo surgiram e se espalharam por praias de Arraial do Cabo, Armação dos Búzios e Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio.

Fonte: G1

Prefeitura irá adquirir veículo castramóvel em São Gonçalo (RJ)

Durante reunião realizada na quarta-feira (3), o prefeito de São Gonçalo, José Luiz Nanci, reafirmou o compromisso de comprar um castramóvel para a cidade. A aquisição será feita através de verba oriunda de emenda parlamentar da então deputada federal, Laura Carneiro, e irá contemplar a luta das protetoras de animais do município. O veículo será devidamente equipado para a realização de cirurgias de castração em cães e gatos. De acordo com o prefeito, este tipo de prática segue orientação do Ministério da Saúde e já está sendo aplicada em diversos municípios do Rio de Janeiro.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

“Essa conquista é fruto do trabalho de diversas pessoas, como as protetoras de animais do município, em conjunto com a Secretaria de Meio Ambiente. Este equipamento é de suma importância para o controle da população de animais”, ressalta o prefeito. Para Monica Nunes, vice-presidente do Conselho Municipal de Proteção Animal, “o castramóvel vai ajudar a levar o serviço para mais perto da população. Fica mais fácil para chegar até as comunidades mais distantes”, disse.

A Secretaria de Saúde ficará responsável pela administração do serviço na cidade.

Também participaram da reunião o Conselheiro Municipal de Política Urbana de São Gonçalo, doutor Adolfo Konder, o veterinário, Pedro Ramon, a assistente social, Daniele Gonçalves, e a coordenadora da Secretaria de Meio Ambiente, Aretha Salles.

Fonte: O São Gonçalo

Defensoria pede suspensão de decreto que proibiu charretes em Petrópolis (RJ)

A Defensoria Pública entrou com uma ação em caráter de urgência por meio da qual solicitou a suspensão do decreto que proibiu a tração animal em charretes na cidade de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. Uma audiência para discutir o assunto foi convocada para a próxima terça-feira (9) pelo juiz Alexandre Teixeira.

A ação, movida pelo defensor público Cleber Francisco Alves, questiona o fato de não terem sido apresentadas pela prefeitura alternativas para os 15 charreteiros que trabalham no ramo em Petrópolis. A Defensoria solicitou a suspensão do decreto em atendimento ao pedido de um charreteiro.

Foto: Aline Rickly / G1

O defensor afirmou também que medidas foram tomadas em 2012 para garantir a segurança dos animais, dos charreteiros e dos turistas, ignorando a exploração e a alta incidência de maus-tratos e abusos cometidos contra os animais. As informações são do portal G1.

O órgão argumenta que a prefeitura não cumpriu as condições acordadas após assinatura de um Termo de Ajustamento de Compromisso (TAC) também em 2012, como a construção de um abrigo único para os animais em local próximo a região central de Petrópolis.

“No entendimento da Defensoria Pública não se trata de questionar a validade ou não do plebiscito, isso foi decidido, mas toda expectativa que foi gerada inclusive com o eleitor. […] que haveria uma transição para o novo serviço”, disse o defensor, que lembrou que a administração municipal não pode deixar o charreteiro desamparado.

Alves disse ainda que a licença para o trabalho dos charreteiros é válida até agosto de 2019 e custou aproximadamente R$ 195. O caso é avaliado pela Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans), que analisa juridicamente qual procedimento deve ser adotado.

O decreto que valida o plebiscito, que decidiu pela proibição da tração animal em charretes como forma de proteger os animais, foi publicado pela prefeitura em 29 de março, cinco meses após a votação popular ter ocorrido.

Através de um comunicado oficial, a Prefeitura de Petrópolis afirmou que está estudando maneiras de oferecer o serviço sem o envolvimento os animais. Disse ainda que um termo de referência obrigatório para o edital de licitação para charretes elétricas está sendo elaborado.

De acordo com a administração municipal, por ser uma situação inédita no Brasil, o estudo jurídico tem que ser feito de forma mais aprofundada.

A prefeitura disse também que o contato com os charreteiros está sendo mantido e que está sendo oferecido apoio para inserção no mercado de trabalho, formação educacional e abertura de novos negócios.

Câmara ratifica proibição da tração animal em charretes em Petrópolis (RJ)

A Câmara Municipal de Petrópolis (RJ) aprovou o Decreto Legislativo que ratifica a decisão do plebiscito popular que decidiu por fim à tração animal em passeios turísticos no município. Foram mais de 117 mil votos contra as charretes. A votação foi realizada no plenário na terça-feira (2).

Foto: Bruno Avellar

A Casa Legislativa recebeu na tarde da terça-feira o comunicado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com o documento já pronto, a administração da Câmara aguardava apenas a comunicação oficial para encaminhar o decreto para votação em caráter de urgência.

Apesar da tração animal ter sido oficialmente proibida na última semana, com a promulgação do decreto feita pela prefeitura, a votação na Câmara era necessária para conclusão do trâmite relacionado ao processo de promulgação do resultado, seguindo o Regimento Interno da Casa e o Artigo 36 da Resolução 23.385/2012 do TSE, que define diretrizes gerais para realização de consultas populares concomitante com eleições ordinárias, como foi o caso do plebiscito sobre as charretes.

O processo sobre a situação dos charreteiros, dos animais e do trabalho do Executivo foi acompanhado por uma Comissão Especial instaurada pela Câmara Municipal e formada pelos vereadores Gilda Beatriz (MDB), Professor Leandro Azevedo (PSD), Marcelo Lessa (SD) e Marcelo Silveira (PSB).