Denúncias de maus-tratos a animais aumentam em Petrópolis (RJ)

A cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro, registrou um aumento no número de denúncias de maus-tratos contra animais. Apenas nos cinco primeiros dias de dezembro de 2018, foram mais de três mil casos denunciados através da Linha Verde, programa do Disque-Denúncia. As vítimas mais frequentes são cães, gatos e cavalos.

O crime mais recente praticado contra animais no município foi o de um homem que espancou dois filhotes de gato após adotá-los. Ele foi filmado por uma testemunha e denunciado à polícia. Após comparecer a 105ª Delegacia de Polícia, do Retiro, ele prestou depoimento e foi autuado pelo crime de maus-tratos. No entanto, por se tratar de uma infração de menor potencial ofensivo, ele responderá em liberdade. As informações são do Diário de Petrópolis.

Foto: Pixabay

A Coordenadoria de Bem-Estar Animal (Cobea) informou que em 2018 foram feitas 415 vistorias, entre fiscalização preventiva, orientação e denúncias de maus-tratos. De acordo com o órgão, os casos mais comuns são de abandono. Além do trabalho de fiscalização, a Cobea também realiza campanhas de orientação e conscientização em escolas e comunidades, além de dar suporte em ações que envolvam a causa animal, como campanhas de castração.

Após a vistoria, os tutores são orientados sobre quais medidas devem adotar e, caso não as cumpram, podem ser multados. O animal só é resgatado, com o apoio da Justiça, em casos graves.

De acordo com a protetora Elaine Garcia, casos de maus-tratos são diários na cidade. Na última semana, ela participou, junto da Cobea, de um resgate de seis cães em uma residência. Os cachorros estavam magros e doentes.

“Como a Coordenadoria não tem como abrigar os animais, temos que achar lares temporários e vagas em hospedagens para que os mesmos possam receber tratamento médico e se reabilitem, enquanto aguardam adoção. Infelizmente, as pessoas não assumem a responsabilidade ao adotar um cão ou gato e, no primeiro problema, descartam os animais, esquecendo que a prática do abandono também é crime”, explica Eliane.

A presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB Petrópolis, Roberta D’ângelo, conta que o principal papel do grupo é averiguar o cumprimento da legislação ambiental na cidade. “Nós ainda avaliamos as demandas e estudamos a possibilidade da criação de projetos de leis, a serem encaminhados aos deputados, para que modificações possam ser feitas na legislação, visando novas medidas de combate aos crimes a animais, bem como na preservação do meio ambiente”, diz.

A denúncia, segundo ela, é uma das melhores formas de combate aos maus-tratos. Ao procurar os canais de denúncia, de acordo com a especialista, a testemunha do crime acaba tendo acesso a informação, aprendendo novas formas de preservar o bem-star animal e ficando ciente das leis de proteção ambiental. Os casos denunciados também são importantes porque se tornam estatísticas que podem respaldar projetos de lei.

“A falta de informação por parte da população ainda é um problema, bem como a aplicabilidade da lei. As pessoas cometem às vezes atos criminosos sem saber que estão infringindo a lei como, por exemplo, queimar lixo doméstico. Ação muito comum em nossa cidade. Infelizmente, a desinformação contribui para que os crimes continuem a serem praticados”, informa a presidente da Comissão.

Garcia, protetora há mais de 20 anos, aposta na conscientização. “É através da educação que conscientizamos e orientamos jovens e crianças sobre as leis e ações que podem ser evitadas, para reduzir a violência contra os animais”, afirma.

Casos de maus-tratos a animais podem ser denunciados na delegacia mais próxima. Em Petrópolis, a denúncia pode ser encaminhada também para a Cobea pelo telefone (24) 2291-1505. Outro meio é ligar para o programa Linha Verde (0300 253 1177), que encaminha a denúncia para órgãos como a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, o Comando de Polícia Ambiental, o Instituto Estadual do Ambiente e a Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais, que investigam os casos e tomam as medidas cabíveis.

Morre cachorro baleado durante operação policial no Rio de Janeiro

O cachorro que foi baleado durante uma operação da Polícia Militar na comunidade da Vila Aliança, em Bangu, no Rio de Janeiro, morreu nesta sexta-feira (29). Moradores afirmam que o responsável por atirar no animal foi um policial que se irritou após outro cachorro latir.

Guilherme, como era chamado o cão, chegou a ser levado à Fazenda Modelo, onde foi operado na quarta-feira (27) e recebeu uma transfusão de sangue. Apesar disso, ele não resistiu aos ferimentos. As informações são do G1.

Foto: Arquivo pessoal / Morador da Vila Aliança

De acordo com a veterinária Dahyam Vieira, da Prefeitura do Rio, que fez o primeiro atendimento ao animal, contou que ele foi socorrido pelo próprio tutor.

“Ele tinha perdido muito sangue. O sinistro aconteceu às 8h e ele chegou no posto por volta das 10h. Já tinha perdido bastante sangue quando chegou para a gente”, disse a veterinária.

Dahyam afirmou que foi necessário amputar uma das patas do cachorro porque o osso estava destruído e o animal continuava a perder sangue, motivo que fez com que fosse necessária uma transfusão sanguínea.

“Uma clínica forneceu uma bolsa e a gente conseguiu um cachorro doador”, disse Dahyam.

O presidente da Comissão de Defesa Dos Animais da Câmara Municipal do Rio, Luiz Carlos Ramos Filho, pediu que as investigações sobre o caso sejam feitas com rigor.

“É uma crueldade que precisa ser investigada e rigorosamente punida, para que não se repita”, lamentou vereador Luiz Carlos Ramos filho.

Testemunhas afirmam que se protegiam de um tiroteio em um ponto de kombis, onde dois cães conhecidos na comunidade costumam ficar: Guilherme e Orelha. Ao ver um policial abordar abruptamente os rapazes, Orelha teria latido. Por isso, o policial se irritou e efetuou um disparo, que acertou Guilherme.

OAB diz que empresa tem responsabilidade por ato de funcionário que agrediu gatos no RJ

O presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB do Rio de Janeiro, Reynaldo Velloso, afirmou que a empresa na qual trabalha o homem que espancou dois filhotes de gato em Petrópolis, no Rio de Janeiro, tem responsabilidade civil pelos atos do funcionário.

Foto: Reprodução/Whatsapp

“Existe uma súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) determinando que o empregador é responsável pelos atos dos seus empregados, quando os empregados agem de maneira culposa […] Querendo provocar o resultado final”, disse Velloso, que acredita que a empresa tem culpabilidade porque o funcionário estava uniformizado, durante o expediente e usando o carro da empresa enquanto agrediu os gatos tendo a intenção de provocar a morte deles.

Velloso se comprometeu a reunir outros advogados da comissão para discutir o caso. “Nem que seja para a empresa fazer uma indenização, ajudando as ONGs e abrigos. O que não pode acontecer é esse caso ser esquecido”, afirmou.

A juíza Rosana Navega discorda, porém, da opinião da OAB. Para ela, a empresa não é responsável pela agressão aos gatos. “As empresas já entraram em contato com a comissão de proteção da OAB, para viabilizar ajuda aos abrigos. É pouco! E elas não têm responsabilidade não! A súmula 341 do STF só se aplica aos crimes culposos. Se o cara mata esposa ou animais de uniforme, na hora do expediente, por maldade própria, fica excluída a culpa das empresas. A súmula do STF é clara! A menos que as empresas tenham mandado matar os gatos. Mas não é o caso! Sou totalmente contra resolver este caso só com acordo. Diz a súmula 341 do STF: “é presumida a culpa do patrão, por ato culposo do empregado ou preposto”. Gente, o ato foi doloso! O cara quis matar os gatos! Desculpem-me a sinceridade, mas por melhor que seja o acordo, este cara não pode ficar sem pena!”, disse a magistrada.

A empresa Serede, terceirizada que presta serviços para a Oi, companhia telefônica, afirmou, por meio de nota, que demitiu o funcionário e repudia atos de violência. Disse também que suas políticas de gestão e seus códigos de ética são explícitos em condenar tais atitudes e preveem medidas sancionadoras. A empresa alegou que vai acompanhar os desdobramentos do caso e “avaliar outras medidas que poderão ser adotadas para assegurar punição exemplar”.

Foto: Reprodução/Whatsapp

A Serede afirmou que “entrou em contato com a Comissão de Proteção e Defesa dos Animais (CPDA) da OAB-RJ e já definiu um encontro com representantes da entidade para tratar de possíveis medidas que possam ser adotadas para contribuir com a discussão em torno da defesa dos animais, como mobilizações internas para apoiar abrigos e campanhas de adoção de animais”.

Entenda o caso

Uma testemunha filmou o momento em que um homem de 43 anos agredia dois filhotes de gato que ele havia acabado de adotar. O crime aconteceu dentro do carro da Serede, no domingo (24) e o agressor foi autuado por maus-tratos a animais.

Após a divulgação das imagens, outros casos de violência contra animais relacionados ao homem foram descobertos. “Ele já fez isso outras vezes, as pessoas estão começando a denunciar. É um serial killer de filhotes felinos. Dessa vez, ele foi filmado e vai pagar por esse crime”, afirmou o protetor de animais Domingos Galante.

Os gatos foram abandonados pelo homem em um canteiro após a agressão.

Conversas de aplicativo para celular mostram o agressor negociando a adoção dos filhotes, que foram divulgados em um site. O casal que doou os animais prestou depoimento contra o homem na 105ª Delegacia de Polícia e também prestou depoimento contra o homem.

Foto: Reprodução/Whatsapp

“Ele combinou a adoção toda ontem (domingo), pegou os gatos às 16h30 e foi para a Rua Buenos Aires achando que era um local deserto, onde praticou a ‘sandice'”, explicou o protetor.

A Polícia Civil afirmou, por meio de nota enviada ao G1, que o homem “foi identificado como a pessoa que aparecia nas imagens que estavam sendo divulgadas” e que “ao final da investigação, confirmada a autoria, o procedimento será encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim)”.

A polícia não deu informações sobre o paradeiro dos filhotes e o estado de saúde deles. No entanto, Domingos disse que o agressor afirmou que um dos gatos morreu e foi jogado em um terreno baldio. O que sobreviveu teria sido deixado vivo no local das agressões, para onde Domingos foi, mas não obteve sucesso nas buscas.

Confira abaixo a nota na íntegra da Serede.

“A Oi e a Serede, sua prestadora de serviços, reiteram que o caso está sendo tratado na esfera criminal e que o agressor foi demitido sumariamente por justa causa. As empresas repudiam todo e qualquer ato de violência e suas políticas de gestão e seus códigos de ética são explícitos em condenar tal atitude e preveem medidas sancionadoras. A Oi acrescenta que entrou em contato com a Comissão de Proteção e Defesa dos Animais (CPDA) da OAB-RJ e já definiu um encontro com representantes da entidade para tratar de possíveis medidas que possam ser adotadas para contribuir com a discussão em torno da defesa dos animais, como mobilizações internas para apoiar abrigos e campanhas de adoção de animais. A companhia entende que é uma organização que tem responsabilidades e compromissos, entre eles a promoção de ações que contribuam para a evolução de temas de interesse da sociedade, como a causa dos animais”.

Fiozcruz lança pós-graduação sobre alternativas aos testes em animais

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) irá abrir neste ano a primeira turma da pós-graduação lato sensu em Métodos Alternativos ao Uso de Animais de Laboratório. As aulas serão realizadas no campus Manguinhos, no Rio de Janeiro e serão oferecidas pelo Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB).

O curso é voltado para profissionais graduados nas áreas das ciências da saúde e agrárias e terá carga horária total de 480 horas, com duração de 12 meses. As aulas serão realizadas durante uma semana a cada mês.

Foto: Pixabay

 

As inscrições serão realizadas de 6 a 31 de maio e o início das aulas está previsto para agosto de 2019. As informações são do site oficial da Fiocruz.

A pós-graduação foi criada em parceria entre a Fiocruz e o Centro Brasileiro de Validação de Métodos Alternativos (BraCVAM). O objetivo da especialização é formar profissionais capacitados a desenvolver, divulgar e aplicar novos procedimentos em pesquisa e ensino que substituam ou reduzam a exploração de animais em experimentos científicos.

“Até hoje, a maior parte da formação nessa área acontece por meio de cursos avulsos ou limita-se a disciplinas específicas de cursos de pós-graduação. Essa especialização vai focar exclusivamente no tema dos métodos alternativos, visando fortalecer a pesquisa e mostrar o potencial do Brasil nesta área”, ressalta o pesquisador Octavio Presgrave, coordenador do BraCVAM. O profissional é também responsável por coordenar a nova pós-graduação, em parceria com Etinete Gonçalves, coordenadora de ensino do ICTB/Fiocruz.

“É um curso pioneiro no Brasil, e ainda desconhecemos a existência de uma especialização como essa em outros países. Também haverá foco na área educacional, visando a substituir o uso de animais em graduações de medicina veterinária, biologia e zootecnia”, destaca Etinete.

Nos últimos vinte anos, a Fiocruz tem buscado métodos alternativos para reduzir ou substituir por completo a exploração de animais em pesquisas. Em 2016, quando criou o mestrado profissional em ciência em animais de laboratório, também oferecido pelo ICTB/Fiocruz, a Fundação deu mais ênfase a uma formação com base no princípio internacional dos 3R’s, que são, em inglês: redução, refinamento e substituição de animais na ciência, com foco no bem-estar animal e na criação e implementação de métodos alternativos.

“O novo curso será de grande importância estratégica para toda a Fiocruz, pois estaremos na vanguarda dessa modalidade, proporcionando pesquisas que utilizam essas novas metodologias e que têm se mostrado extremamente promissoras na substituição de animais de laboratório, colaborando para o fundamento dos 3R’s”, avalia a vice-diretora de ensino e pesquisa do ICTB/Fiocruz, Fátima Fandinho.

A especialização terá disciplinas de ciência em animais de laboratório, métodos alternativos na experimentação e na educação, boas práticas em laboratório, biossegurança e cultivo celular, metodologia de pesquisa, legislação e bioética, entre outras.

O edital para inscrição será publicado nos próximos meses no site www.ictb.fiocruz.br. Mais informações pelo e-mail ensino.ictb@fiocruz.br ou telefone (21) 3194-8452.

Moradores de comunidade acusam policial de atirar em cachorro no RJ

Moradores da comunidade de Vila Aliança, em Bangu, no Rio de Janeiro, acusam um policial do Bope pelo tiro dado contra um cachorro. Testemunhas afirmam que se protegiam de um tiroteio em um ponto de kombis, onde dois cães conhecidos na comunidade costumam ficar: Guilherme e Orelha. Ao ver um policial abordar abruptamente os rapazes, Orelha teria latido. Por isso, o policial se irritou e efetuou um disparo, que acertou Guilherme. O animal sobreviveu, mas teve uma pata amputada.

Foto: Arquivo pessoal / Morador da Vila Aliança

Um vídeo registrou o cão ferido, à espera de atendimento. Ele foi socorrido por um morador, que preferiu não se identificar e afirmou que por muito pouco Guilherme não morreu. Ele é amigo do tutor do cachorro e passou o dia cuidando dele.

O socorro ao animal só foi possível, segundo o morador, graças à mobilização da comunidade, que reuniram recursos e levaram o cão até à Fazenda Modelo, em Guaratiba, onde ele recebeu os cuidados necessários. As informações são do portal Extra.

“O Guilherme é conhecido na comunidade. O pessoal que trabalha no ponto das kombis o adotou quando era pequeno. Ele fica ali e a gente dá ração, fez uma casinha pra ele, dá tudo, e ele mora ali. Eu trabalho perto, então passo ali todo dia, conheço todo mundo, estou acostumado. Na hora do fato, eu estava presente e vi tudo”, disse o morador.

Segundo ele, uma intensa troca de tiros ocorria entre os traficantes da comunidade e os policiais do Bope por volta de umas 8h10 da manhã. “A essa hora, todos estão saindo para trabalhar. O pessoal que trabalha nas kombis foi se abrigar onde o cachorro estava, e recuamos para a parede. Nisso — foi tudo muito rápido — chegaram por volta de uns cinco ou seis policiais do Bope. Um deles já chegou enquadrando todo mundo, pedindo para todo mundo encostar na parede, e o outro veio atrás para fazer o apoio”, contou.

Foto: Arquivo pessoal / Morador da Vila Aliança

O morador lembra que os cachorros vivem no local há dois anos e fazem companhia para as pessoas que trabalham com as kombis. “Como os policiais estavam nos coagindo, um deles, o Orelha, latiu. Ele só latiu. Ele não avançou, não mordeu, não fez nada com o policial, somente latiu. Por ele latir, o policial se irritou e atirou na primeira coisa que viu na frente, que foi o outro cãozinho, o Guilherme. Deu um tiro nele e saiu andando como se nada tivesse acontecido”, afirmou.

“O PM ainda saiu falando que o Guilherme era cachorro de rua, que não tinha tutor. O outro policial que vinha atrás atrás viu o rastro de sangue e perguntou se alguém tinha sido baleado. Respondemos para ele: ‘não, foi o seu companheiro que baleou um cachorro’. Esse policial colocou até a mão na cabeça e falou “pô, por que ele fez isso?”, se lamentando, né? Porque é uma vida, ele fez isso do nada. Foi quando o cachorro, baleado, correu, atravessou a rua, e caiu na grama”, completou.

Os moradores da comunidade, então, arrastaram o cachorro e começaram a fazer uma vaquinha para ajudá-lo. “Já havia passado 1h30 do momento em que ele foi atingido, estávamos tentando o transporte e a arrecadação de dinheiro para fazer cirurgia, porque é tudo bem caro. Foi aí que tivemos a ideia de trazer aqui para a Fazenda Modelo, em Guaratiba”, disse. “Chegamos aqui e fomos imediatamente muito bem recebidos, a equipe pegou o cachorro muito rápido e parou tudo para atendê-lo porque realmente era muito grave, um tiro de 762 num cachorro. Quando a cirurgia acabou, houve outro problema: ele precisava de uma transfusão de sangue, mas não tinha nem o sangue nem a bolsa”, acrescentou.

A transfusão feita no cachorro foi a primeira da história da Fazenda Modelo, segundo a equipe do local. Os profissionais são altamente qualificados, mas não têm o costume de realizar transfusões na unidade. “É até uma ideia para a Prefeitura, colocar um suporte para eles, que são referência no Rio de Janeiro em tratamento de animal”, sugeriu o morador.

“A gente teve que agitar, cada um de um lado, e conseguiu fazer. A equipe toda se comoveu: um foi comprar a bolsa e outros foram procurar um cachorro saudável que pudesse doar sangue. Todos se mobilizaram e conseguimos. Eles nos deram todo o suporte. Deram fralda, alimento, remédio, e voltaremos amanhã para pegar mais remédio. Ele ficou mais algumas horas lá, recebeu a transfusão e teve alta. Está tudo bem com ele”, disse.

Foto: Arquivo pessoal / Morador da Vila Aliança

O morador se indignou com o que aconteceu com o animal e disse ter registrado os fatos. “Eu registrei tudo que pude porque isso porque tem que ser divulgado. Isso não é uma coisa que acontece no nosso cotidiano, é muito atípico. Fiz vídeo dele na mesa de cirurgia, fotos na transfusão, relatei tudo para poder passar isso para vocês. O que todo mundo fez foi salvar uma vida. Eu queria colocar meu rosto, falar mesmo. Mas, infelizmente, onde eu vivo, isso é impossível. Eu tenho família, vocês sabem como é. Represália existe. Mas o que todo mundo fez hoje vai ser eterno”, concluiu.

O caso gerou revolta na comunidade e também entre internautas, após divulgação do vídeo. “Eu ia retuitar um vídeo mas pouparei. Um cachorro foi baleado por policiais. Meu medo é esse… o meu é um fofoqueiro que fica na janela latindo pra todo mundo. Tenho muito medo de fazerem essa maldade com meu bebê”, comentou uma mulher.

“Até cachorro sendo baleado!”, indignou-se um rapaz. “Que absurdo, agora só falta dizer que o cachorro estava latindo para avisar que tinha polícia na favela”, ironizou uma mulher.

O outro lado

A Polícia Militar afirmou, por meio de nota, que por volta das 15h policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) estavam atuando na comunidade Vila Aliança, em Bangu, nesta quarta-feira (27), e que ainda não havia balanço da operação.

Um vídeo do cachorro ferido foi enviado à corporação, com relatos dos moradores, pela reportagem do jornal Extra. A PM, no entanto, não comentou o caso.

A página Onde Tem Tiroteio (OTT-RJ) registrou disparos na comunidade às 10h30 e às 12h40. Na madrugada de quarta-feira, de acordo com a polícia, duas pessoas morreram durante um tiroteio com policiais do 14º BPM (Bangu) e um fuzil, uma granada e um radiotransmissor foram apreendidos e encaminhados para a 35ª DP (Campo Grande).

Cavalo explorado para puxar charrete cai e se fere em Petrópolis (RJ)

Um cavalo escorregou e caiu no chão enquanto era explorado para puxar uma charrete na cidade de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. O acidente aconteceu na tarde de terça-feira (26) no bairro Retiro.

Foto: Carolina Schmitt/ Arquivo Pessoal

Apesar da Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans), responsável por fiscalizar as charretes, ter afirmado que o cavalo não se machucou, a psicóloga Carolina Schmidt, que flagrou o acidente, disse que ele sofreu escoriações pelo corpo.

Carolina passava pela região dirigindo um carro quando viu o animal se acidentar. Segundo ela, motoristas começaram a descer dos veículos para ajudar a levantar o cavalo. As informações são do portal G1.

A CPTrans afirmou que uma avaliação seria feita no animal nesta quarta-feira (27). O órgão disse ainda que os atestados de saúde do cavalo estão atualizados e que não foram detectados problemas nas fiscalizações periódicas.

Fim das charretes

Um plebiscito, realizado no ano passado, teve maioria de votos a favor da proibição da tração animal em charretes na cidade de Petrópolis. A decisão, no entanto, ainda não entrou em vigor.

A administração municipal afirmou que aguarda que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) notifique a Câmara de Vereadores sobre a homologação do resultado do plebiscito para que um projeto de lei seja enviado ao Legislativo para regulamentar o fim da tração animal no município.

Após a aprovação da Câmara, o prefeito irá sancionar a lei. A previsão, segundo o TSE, é de que o ofício seja expedido ao Legislativo nos próximos dias.

Tartaruga é encontrada morta em meio à poluição de canal no RJ

Uma tartaruga marinha foi encontrada morta no último sábado (23) em meio à poluição do Canal da Ogiva, no município de Cabo Frio, na Região dos Lagos do estado do Rio de Janeiro.

Foto: Internet / Reprodução Inter TV RJ

A poluição do local onde o animal foi encontrado morto serve de alerta para a sociedade e os governantes, já que é o uso e descarta inadequado do que é consumido pela população, somado ao descaso do governo, que leva lixo para regiões habitadas por animais.

Ao ser encontrado, o corpo da tartaruga já estava em estado avançado de decomposição. As informações são do portal G1.

O animal foi entregue à Guarda Marítima Ambiental por um morador da região que o encontrou. O órgão, por sua vez, encaminhou o corpo para a CTA – Serviço de Meio Ambiente, ligada à empresa Petrobras.

Como havia muito lixo no local em que a tartaruga foi localizada, existe a possibilidade, segundo a Guarda Marítima Ambiental, do animal ter morrido asfixiado devido à ingestão de plástico. No entanto, a causa da morte ainda não foi identificada.

‘Serial killer de filhotes’, diz protetor sobre homem que agrediu gatos no RJ

Um homem de 43 anos foi flagrado em um vídeo agredindo violentamente dois filhotes de gato que ele havia acabado de adotar. O crime aconteceu no último domingo (24), na cidade de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro.

Foto: Reprodução/Whatsapp

O agressor se apresentou na delegacia e foi autuado pelo crime de maus-tratos a animais. Ele alega que bateu nos gatos porque eles o morderam. Os animais, porém, são filhotes, o que demonstra a incapacidade deles de ferir uma pessoa. As imagens do crime foram gravadas por uma testemunha. As informações são do G1.

De acordo com o protetor de animais Domingos Galante, o homem adotou os filhotes por meio de um site na internet. Após as imagens da agressão começarem a circular pelas redes sociais, novos casos de maus-tratos provocados pelo homem foram revelados.

“Ele já fez isso outras vezes, as pessoas estão começando a denunciar. É um serial killer de filhotes felinos. Dessa vez ele foi filmado e vai pagar por esse crime”, afirma Domingos.

Nas imagens, o homem aparece dando tapas e socos nos gatos. Ele chega a pegar um dos gatos como se fosse acalmá-lo e, em seguida, dá um golpe na cabeça dele. Durante todo o espancamento, o agressor usa luvas brancas. Durante o vídeo, que tem cerca de um minuto, ele ainda aparece observando os gatos, como se quisesse conferir se eles morreram. Por fim, o homem sai do carro, pega uma caixa de papelão onde estavam os animais e os abandona em um canteiro, deixando o local no carro da empresa onde trabalha.

Há informações de que pelo menos um dos filhotes não suportou as agressões e morreu.

Após receber o vídeo, Domingos foi até uma delegacia. “Passamos tudo para um inspetor e, nesse meio tempo, o vídeo viralizou. A polícia achou a placa do carro que ele estava. Ele apareceu na delegacia com dois advogados alegando que achou os gatos na rua. Disse que os bichos atacaram e, por isso, ele bateu neles”, contou o protetor.

Conversas por aplicativo de celular mostram o momento em que o agressor combina a adoção dos gatos. Segundo Domingos, o casal que doou os filhotes prestou depoimento contra o homem na 105ª Delegacia de Polícia e também prestou depoimento contra o homem.

“Ele combinou a adoção toda ontem (domingo), pegou os gatos às 16h30 e foi para a Rua Buenos Aires achando que era um local deserto, onde praticou a ‘sandice'”, explicou o protetor.

A Polícia Civil afirmou ao G1, através de nota, que o agressor “foi identificado como a pessoa que aparecia nas imagens que estavam sendo divulgadas” e que “ao final da investigação, confirmada a autoria, o procedimento será encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim)”.

Denúncias de maus-tratos a animais aumentam no Rio de Janeiro

O número de denúncias de maus-tratos a animais feitas no mês de janeiro de 2019 na cidade do Rio de Janeiro mais do que dobrou em comparação ao mesmo período do ano passado. Este ano foram registradas 643 denúncias, contra 312 em 2018.

As denúncias de janeiro de 2019 já correspondem a cerca de 16% do total registrado em 2018, e 4019 denúncias. As informações são da revista Época.

Cão desnutrido e com problemas de pele no abrigo da Fazenda Modelo, em 2013 Foto: Gustavo Stephan / Agência O Globo

Apesar do número alto, o fundo responsável por receber os valores das multas aplicadas em casos de maus-tratos a animais não recebeu nenhum centavo em 2018, de acordo com o sistema informatizado corporativo da Prefeitura do Rio de Janeiro. Criado em 2017, o fundo tem o objetivo de financiar campanhas de castração, vacinação, conscientização, promover atendimentos de saúde e arcar com os gastos da construção de um abrigo para animais.

Além de receber os valores das multas, o fundo deveria receber recursos de outras fontes também. Isso, no entanto, não tem acontecido. A justificativa para o não recebimento desses recursos, segundo a Subsecretaria de Bem Estar Animal da Prefeitura do Rio, é de que o fundo ainda está em processo de regulamentação. De acordo com a pasta, trata-se de um “um processo burocrático”, mas “necessário”, e que “demanda tempo, porque são vários setores envolvidos”. A Vigilância Sanitária, assim como a Subsecretaria, também é responsável pela aplicação de multas.

O vereador Marcos Paulo (PSOL), responsável pelo levantamento sobre o repasse dos recursos ao fundo, argumenta que há uma falta de interesse da prefeitura sobre o assunto. Na última terça-feira (19), ele apresentou um projeto na Câmara do Rio de Janeiro para tentar colocar o fundo em funcionamento.

“O prefeito prometeu cuidar das pessoas, mas não cuida de nenhum dos dois”, criticou Paulo. Segundo o parlamentar, o prefeito Crivella reduziu, assim que assumiu a prefeitura, em 2017, de dez para três os minicentros de castração gratuita do município. “Alegou falta de recursos. Mas até hoje não se preocupou em fazer funcionar o Fundo que ele mesmo criou para financiar ações de Proteção Animal”, cobrou.

Fundo de proteção animal não recebeu recursos em 2018 Foto: Reprodução / Revista Época

Em resposta ao vereador, a Subsecretaria afirma que avanços foram promovidos em relação ao fundo e cita o decreto de junho de 2018, que regulamenta o fundo e cria o seu Conselho Curador. De acordo com a pasta, em outubro do ano passado, o “conselho se reuniu para elaboração do estatuto, que será aprovado em reunião agendada para abril de 2019.”

Tirar políticas públicas para animais do papel não é, porém, um problema só da capital carioca. Iniciativas país afora tentam resolver a questão. No Estado de São Paulo, por exemplo, uma delegacia especialização em proteção animal foi criada e os testes de laboratório em animais para fabricação de cosméticos foram proibidos.

Em Osasco (SP), um fundo semelhante ao criado no Rio de Janeiro será implementado pela prefeitura. Nele, o Carrefour se comprometeu em depositar R$ 1 milhão. A multa é referente ao caso de espancamento e morte da cadela Manchinha por um segurança do supermercado no final de 2018.

Tartaruga marinha é encontrada morta em Arraial do Cabo (RJ)

Uma tartaruga marinha foi encontrada morta em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, na sexta-feira (8). A suspeita é de que a morte tenha sido causada por atropelamento promovido por uma embarcação.

Foto: Guarda Marítima e Ambiental/ Divulgação

A tartaruga, que estava no canal de navegação, próximo às embarcações, foi vista por barqueiros. Eles acionaram a Guarda Marítima e Ambiental, que recolheu o corpo do animal e o entregou ao CTA Serviços em Meio Ambiente.

Segundo a empresa, uma necrópsia será realizada no corpo da tartaruga. O exame será feito pelo Centro de Reabilitação de Animais Marinhos de Araruama. As informações são do G1.

O CTA Serviços em Meio Ambiente informou que a tartaruga pertence à espécie Chelonia Mydas, conhecida popularmente como tartaruga-verde e mede 85,8 cm.

De acordo com o diretor da guarda, Mauro da Silva, o animal tinha marcas no casco e na barriga que aparentavam ter sido causadas por hélices de embarcações.

Foto: Guarda Marítima e Ambiental/ Divulgação

“Pode ter sido que alguma embarcação passou por cima do animal e isso causou a sua morte”, disse Mauro.

O biólogo marinho Vinícius Santos explica que a tartaruga-verde é uma espécie que pode medir até 115 cm e pesar, em média, 230 kg na vida adulta. O especialista conta que a presença desse animal na região de Arraial do Cabo é comum.

As mortes de tartarugas na região, segundo o biólogo, têm sido motivas pela ingestão de plástico e por acidentes com embarcações.