Filhote de cachorro é resgatado após maus-tratos no Rio de Janeiro

Um filhote de cachorro foi resgatado após uma denúncia de maus-tratos no Rio de Janeiro. O animal, da raça chow-chow, estava com um homem que tentava vendê-lo por mil reais em Copacabana, na Zona Sul da cidade. O caso aconteceu na última segunda-feira (21).

Foto: Guarda Municipal / Divulgação

Uma protetora de animais que passava pelo local acionou o Grupamento Especial de Praia (GEP). Os guardas foram até o local e encontraram o filhote apático dentro de uma caixa de papelão. O animal tinha muitos carrapatos. As informações são do portal Extra.

Encaminhado a uma clínica veterinária, o cachorro foi diagnosticado com leve desidratação. Ele também estava com temperatura de 39 graus e infestação por carrapatos.

Foto: Guarda Municipal / Divulgação

Após o flagrante, o homem que tentava comercializar o cachorro foi conduzido para a 12ª DP, em Copacabana. O caso de maus-tratos foi registrado na delegacia.

O cachorro ficou sob a responsabilidade da protetora que denunciou os maus-tratos.

Cadela atropelada precisa de cadeira de rodas no Rio de Janeiro

Vanessa Ribeiro
vanrib@hotmail.com

No Rio de Janeiro, uma cadela idosa foi atropelada e agora tem necessidade de uma cadeira de rodas. A cadela foi resgatada e foi levada ao veterinário, onde ficou internada.

Ela agora está em casa, mas ficou com sequelas que a deixaram fisicamente debilitada. Quem puder ajudar, entre em contato com o número (21) 98606-9967.

Ação judicial tenta reaver guarda de cadela retirada de homem em situação de rua

O restaurador de móveis e pintor Marcelo Ribeiro Oliveira, que vive em situação de rua no Rio de Janeiro, foi preso pela Polícia Militar em 16 de dezembro no bairro Botafogo. A cadela tutelada por ele foi levada por uma policial que afirmou que o animal ficaria no Batalhão de Polícia para ser encaminhado para adoção. As circunstâncias da prisão e a atitude da policial em relação à cadela são questionadas pelo advogado Marcelo Turra, coordenador do Núcleo de Prática Jurídica das Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA), que ingressou com uma ação judicial no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro por meio da qual solicita a devolução da guarda da cadela a uma pessoa autorizada pelo tutor, que ficaria com o animal até que Marcelo fosse colocado em liberdade.

Shaia (Foto: Marcelo Turra / Arquivo NPJ)

O pedido do advogado foi negado pelo juiz Rafael Lupi e, após recurso, pela desembargadora Helena Pinto Martins. Diante desse cenário, Turra optou por ingressar, na próxima semana, com um pedido de reconsideração da decisão judicial.

No texto da ação judicial, o advogado conta que Marcelo “foi levado para a delegacia após policiais que patrulhavam a região terem constatado uma atitude suspeita, quando o viram tentando tirar sua companheira do meio da rua”.
O advogado diz ainda que os policiais apuraram que havia um mandado de prisão em aberto contra uma pessoa em situação de rua também chamada Marcelo Ribeiro, mesmo nome do tutor da cadela. “Até o presente momento, no entanto, não esclareceram, as autoridades policiais, se efetivamente tratava-se da mesma pessoa. Contudo, de forma célere, uma ‘suspeita’ de cometimento de crime e um mandado sem a devida conferência cuidaram de enviar mais uma pessoa marginalizada socialmente para o presídio”, afirma.

Logo após a prisão, continua Turra, a 2º Tenente da Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro, Greice Bianca, publicou em rede social uma foto da cadela de Marcelo, afirmando que ela havia sido levada para “averiguação” e que ficaria no 2º Batalhão de Polícia Militar, no bairro de Botafogo, no qual a policial está lotada, até a adoção – o que foi, inclusive, noticiado por jornais. Turra lembra ainda que a publicação da policial rendeu novos seguidores para ela no Instagram, que “a aplaudiam e ao verdadeiro absurdo por trás dos holofotes conseguidos pela militar”.

“Houve, por óbvio, com as declarações assacadas pela primeira ré [Greice Bianca] nas mídias – de que iria encaminhar para adoção o animal de propriedade do primeiro autor – verdadeira expropriação de um bem alheio (sim, vergonhosamente nosso ordenamento entende ainda que animais são coisas) em favor do próprio batalhão ou mesmo dela própria ou de terceiros. Tudo isso ao arrepio da lei, porém celebrado pela imprensa”, escreve Turra.

O advogado lembra que Shaia, como é chamada a cadela, não apresenta nenhum sinal de maus-tratos que levasse as autoridades policiais a suspeitar de que o tutor não tinha, segundo Turra, “o mesmo cuidado de qualquer outra pessoa que amasse e se dispusesse a ter um animal de estimação”.

Shaia (Foto: Marcelo Turra / Arquivo NPJ)

“A única coisa comprovada nessa história, pela própria policial em suas redes sociais, era que Shaia pertencia ao primeiro autor e que era uma das poucas relações de carinho, amizade e afeto que este tinha. E, mais: ‘(…) que Shaia aparentava ser bem cuidada e demonstrava carinho pelo dono’, conforme documentos anexados, em especial matéria jornalística publicada no Jornal O Dia, de 18 de dezembro p.p., na sua página 6”, afirma Turra.

O advogado diz ainda que, sabendo da possibilidade da cadela ser colocada para adoção, o tutor assinou um termo de cessão para transferir a guarda de Shaia para Amanda Daniel dos Santos, amiga de Marcelo, “enquanto tiver sua liberdade privada por conta de seu encarceramento nas dependências do Presídio Evaristo de Moraes”.

Na ação, o advogado solicita uma Tutela Provisória de Urgência para garantir que a cadela não seja colocada para adoção devido ao risco de Marcelo nunca mais tê-la de volta e pede que o juiz determine a expedição de mandado de busca e apreensão da cadela que se encontra nas dependências do batalhão. Turra solicita ainda que o magistrado permita que o Oficial de Justiça requeira reforço policial, caso necessário, e que ele possa ser acompanhado pelo advogado e por Amanda para que ela possa sair do local com a guarda do animal, com quem permanecerá até a soltura de Marcelo. Caso a cadela não esteja no batalhão, o advogado pede na ação que o juiz determine que a tenente Greice indique o local exato em que Shaia está “a fim de que o cumprimento da ordem seja efetivado”.

Cadela morre devido a barulho de fogos e causa comoção na internet

Uma cadela morreu por causa do barulho de fogos de artifício no Engenho Novo, no município do Rio de Janeiro. A tutora, Christiane Neri, contou que o animal ficou mais agitado do que o normal ao ouvir os fogos. Após a soltura dos explosivos, Mila deitou no chão, quieta. Na manhã seguinte, ela estava morta.

(Foto: Reprodução / G1 / Globo)

Mila era tratada como filha. O desabafo publicado nas redes sociais por Christiane e o marido, Randel Silva, viralizou. Foram mais de 1,8 mil reações na publicação. O caso comoveu internautas, que se solidarizam com a morte da cadela.

O estresse provocado pelo barulho dos fogos pode, segundo o médico veterinário Fernando Ferreira, desencadear uma crise de pânico e ansiedade no animal.

“Isso pode levar à morte do animal, provavelmente por um distúrbio cardíaco ou um infarto, infelizmente. O que precisa é proporcionar ao animal um local confortável, um local onde ele se sinta acolhido, protegido de todo esse estresse que é causado pelos fogos de Ano Novo. E se possível, em algum momento, tentar fazer com que ele se acostume com o barulho estranho para que ele não sinta tanto, como aconteceu com essa cadelinha. É mais comum do que parece”, disse ao G1 o veterinário da Fazenda Modelo.

O veterinário indica que o tutor não tampe o ouvido do animal com algodão, já que não se tem conhecimento do tamanho do ouvido dele. E sedar animais sem o acompanhamento de um veterinário, de acordo com Ferreira, é completamente condenável, já que os coloca em risco.

A fabricação, comercialização e soltura de fogos que emitam som acima de 85 decibéis foi proibida na cidade do Rio de Janeiro. O prefeito Marcelo Crivella assinou um decreto sobre o tema, publicado no dia 28 de dezembro no Diário Oficial do Município, em edição extraordinária.

Especialistas alertam que o barulho dos explosivos acima do limite imposto é prejudicial para a saúde de animais e pessoas, havendo, inclusive, risco de perda auditiva irreversível.

Tamanduá-mirim é resgatado em área urbana no Rio de Janeiro

Um tamanduá-mirim foi resgatado pela Patrulha Ambiental da Prefeitura do Rio de Janeiro na Estrada do Mato Alto, no bairro de Guaratiba, na Zona Oeste do município. O resgate foi realizado no último sábado (29).

(Foto: Reprodução / O Dia)

Moradores da região foram os responsáveis por acionar a patrulha através da Central 1746. Segundo eles, o animal silvestre apareceu à noite em uma casa do bairro e foi cercado por quatro cães da família proprietária da residência. Os cachorros, no entanto, não morderam o tamanduá. As informações são do portal O Dia.

A ação de resgate contou com os trabalhos da Guarda Municipal e da Secretaria Municipal de Conservação e Meio Ambiente (Seconserma).

Ao chegarem no local, as equipes encontraram o tamanduá-mirim em uma varanda da casa. Como aparentava estar saudável e sem ferimentos, o animal foi solto no Parque Municipal da Prainha, também na Zona Oeste, logo após o resgate.