Projeto usa materiais recicláveis para fabricar casinhas para animais abandonados

O projeto Casinhas Azuis, criado em Cachoeirinha (RS) pelo eletricista Felipe Hilário Meireles, de 50 anos, está dando mais conforto e proteção aos animais abandonados. Através dele, casinhas feitas com material reciclável são oferecidas aos animais, que podem se proteger do frio e da chuva, além de dormir de maneira mais confortável.

Foto: Arquivo pessoal

Mais de 200 casinhas já foram distribuídas desde setembro de 2018, quando o projeto teve início. Para a fabricação e distribuição, Meireles conta com a ajuda de voluntários. As informações são do G1.

O projeto começou quando uma professora de uma escola estadual entrou em contato com um amigo de Meireles contando que muitos cães comunitários viviam no colégio e que um deles não tinha uma casa para dormir.

“Meu amigo perguntou se eu conseguiria fazer uma casinha. Como eu entendo de marcenaria, fui em um ecoponto, peguei materiais recicláveis, fizemos a casinha, levamos, e ela postou a foto no Facebook. Começou ali, a gente fazia a casinha para uma protetora, para outra. Na verdade, elas gastam muito com ração, com a castração de animais, vacinas, enfim, e eu fui vendo a necessidade dessas protetoras. Tem umas que deixam de se alimentar para ajudar os animais”, conta.

Atualmente, existem 320 protetores de animais na cidade, segundo o eletricista. Em todo o estado do Rio Grande do Sul, são 1,8 mil pessoas. Unidas, elas castram, alimentam e medicam animais abandonados, além de disponibilizá-los para adoção.

“Nós construímos as casinhas, outro grupo de protetores castram os animais, outros desverminam, dão as vacinas. Outros grupos fazem feiras de doações. Nosso foco é tirar esses animais da rua, para que tenham um lar, tenham carinho”, afirma. “Uma casinha custa uns R$ 200, R$ 250. Como damos de graça, isso é um bom dinheiro que sobra para as protetoras”, acrescenta Felipe.

Foto: Kezia Souza Meireles/arquivo pessoal

Para estimular a adoção, o grupo também dá casinhas aos adotantes de cães abandonados. “As casinhas também vieram da ideia de que a pessoa que adota um cão em situação de rua, ganha uma casinha. E o animal já vem castrado. É um incentivo para quem adotar o cachorrinho. Além disso, é uma forma de dar um teto para esses animais, já que o custo das casinhas é um custo alto”, conta.

A expectativa, agora, é de conseguir fazer que o projeto, que já está presente em diversas cidades do Rio Grande do Sul, seja aplicado em outros estados.

“Temos o desejo de criar esse projeto em outros estados, como Pernambuco, Rio de Janeiro. Já fizemos contato com protetores de lá. Queremos criar uma rede nacional”, conta.

Para colaborar com o projeto, basta entrar em contato com Felipe através da página no Facebook.


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Delegado mata cão e polícia busca câmeras de segurança para apurar o caso no RS

O caso de um delegado que matou um cachorro com um tiro em São Luiz Gonzaga, no Rio Grande do Sul, está sendo analisado pela polícia, que está em busca de imagens de câmeras de segurança para apurar o fato. O animal foi morto no último sábado (22). Até o momento, o delegado José Renato de Oliveira Moura colheu depoimentos do policial que disparou contra o cachorro e da tutora do animal.

Foto: Katyusse Gabert/Arquivo pessoal

“Não temos testemunhas”, disse Moura, que instaurou inquérito e afirmou que vai investigar se houve “crime de crueldade contra animais”, no que se refere ao tiro disparado pelo delegado, ou “crime de descuido na guarda de animal perigoso”, no caso da tutora do animal.

“A casa de onde o cachorro saiu tem um murinho bem baixo, uma grade de metal, na verdade, que não deve ter um metro de altura. E o local onde o Afonso [Stangherlin] atirou no animal fica atravessando a rua, em diagonal. Ele [cachorro] deve ter caminhado ou corrido uns 50 metros, foi bem perto”, completa.

Após anexar provas ao inquérito, Moura vai encaminhar o documento para o juizado especial criminal, isso porque trata-se de um crime de menor potencial ofensivo. O juizado, por sua vez, deve agendar audiências de conciliação entre as partes. “Por descuido na guarda são 10 dias, e crueldade três meses, com aumento de um sexto se ocorrer morte, que ocorreu”, disse o delegado ao se referir a pena para os crimes.

A tutora do cão, Luciane Gabert, que registrou um boletim de ocorrência sobre o caso, relatou ao G1 que entrou em casa para pegar um mate e deixou Marley, que era da raça labrador, no pátio. Em seguida, ela ouviu o barulho de um tiro e, ao sair de dentro de casa, encontrou o cachorro morto.

Foto: Katyusse Gabert/Arquivo pessoal

Segundo Luciane, Marley tinha 15 anos e problemas na coluna. “Ele era extremamente dócil, um brincalhão, nunca atacou ninguém”, contou a filha de Luciane, Katyusse Gabert, que, assim como a mãe, não acredita que o cachorro morderia alguém.

Afonso Stangherlin, o delegado que atirou no cão, disse que passeava com um cão de porte pequeno, da filha dele, que está sob seus cuidados por um período, quando viu outro cachorro correndo em sua direção. “O cachorro que estava comigo estava apavorado. Quando eu percebi que ele estava perto, dei um tiro”, afirmou. “Atravessei a rua, chamei a proprietária, me identifiquei e disse que o animal iria me atacar e não tinha o que fazer”, completou.

“No momento do disparo, não sabíamos que ele era delegado. Após a minha mãe indagar sobre o fato, ele disse para retirar o cachorro da calçada, que ele era delegado e que era para tomarmos nossas providências e que ele providenciaria as dele”, disse Katyusse. Stangherlin disse que não maltrata animais e não tem histórico “de ficar dando tiro na rua.”

Apesar de serem vizinhos, a tutora de Marley e sua filha não tinham contato com o delegado.

Foto: Arquivo pessoal


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Após pedido de expulsão de cães de escola, alunos se manifestam e animais permanecem no local

Os cachorros comunitários Gorda e Chorão, que vivem na Escola Estadual João Corrêa, em Canela, no Rio Grande do Sul,  estiveram ameaçados graças a uma denúncia feita pela mãe de um aluno, que pediu a retirada dos animais do local. A situação, no entanto, foi contornada após alunos da escola se manifestarem contra a expulsão dos cães.

A mãe do aluno fez uma denúncia anônima à 4ª Coordenadoria Regional de Educação de Caxias do Sul (CRE). O caso gerou indignação na escola e também nas redes sociais.

Foto: Divulgação

No entanto, por estarem protegidos pela lei estadual número 15.254, de 17 de janeiro de 2019, os cachorros puderam permanecer na escola. A legislação diz, em seu artigo 3º, que “para abrigamento dos animais comunitários, fica permitida a colocação de casas em vias públicas, escolas públicas e privadas, órgãos públicos e empresas públicas e privadas, desde que com a autorização da autoridade correspondente e/ou responsável pelo local”.

Nubiane Gama, diretora da instituição, confirmou que a situação foi resolvida e que os cães permanecerão no local. “Recebi todo o apoio da coordenadoria e nossos cães permanecerão aqui, eles estão amparados pela lei”, argumenta a diretora.

A diretora contou que a possibilidade de expulsão dos cães gerou grande repercussão negativa e que estudantes realizaram uma manifestação na escola, além de terem se posicionado contra a retirada dos cachorros através das redes sociais.

“Eu cheguei na escola e os alunos estavam no saguão tristes e pedindo pela permanência dos animais. Eles escreveram em folhas de caderno e cartazes ‘Queremos nossos dogs’”, disse Nubiane.


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Cadela adotada é a mais nova “funcionária” de parque em Canela (RS)

Foi em março deste ano que ela chegou de mansinho, esfomeada, machucada e desconfiada no Banhado Grande, em Canela (RS). Mas foi em poucos dias que a cachorrinha ganhou a confiança dos colaboradores do Parque Bondinhos Aéreos e agora é a mais nova funcionária do local. Ela ganhou o nome de Raposa, devido a semelhança com o animal selvagem.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

A ideia da administração do parque era de encontrar um lar para a cachorrinha, pois eles tinham o receio de que ela não fosse se adaptar com a circulação de pessoas e movimentação de ônibus e carros. “Para a nossa surpresa, ela é muito dócil e conquistou a todos daqui, por isso a adotamos”, comenta a colaboradora Janice de Castilhos.

Guarda noturno

Raposa ganhou um cargo no atrativo turístico, e sua identificação no crachá é vigia noturno. Ela é a companheira na hora da ronda dos guardas do local. Ao longo do dia, Raposa se esquenta no sol pelos jardins do parque e aproveita para descansar do trabalho de segurança. Ah, mas ela também garante as carícias dos turistas.

Primeiros cuidados

Quando chegou, Raposa tinha muitos carrapatos e um berne grande no lombo. A equipe do parque encaminhou a cachorrinha para atendimento médico para tratar o ferimento. Raposa também foi castrada e agora só aproveita os carinhos dos turistas e dos funcionários do local. A cada 15 dias ela vai tomar banho na pet shop e volta bem carente, conforme uma das cuidadoras dela no parque, Gabriella Souza. Segundo Mateus Scain, Raposa recepciona todos os dias os funcionários do parque quando chega o ônibus pela manhã. “Ela é muito querida por todos”, confirma Scain.

Fonte: Jornal de Gramado


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Ovelhas são encontradas amontoadas dentro de carro no Rio Grande do Sul

Três homens foram presos após serem flagrados carregando dentro de um carro oito ovelhas e dois cordeiros, na última semana, no interior de Barra do Quaraí, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. A Brigada Militar recebeu uma denúncia e abordou o veículo na BR-472.

Foto: Brigada Militar/Divulgação

Os presos foram encaminhados para uma delegacia da Polícia Civil, onde foi registrado o flagrante, e depois foram levados para a Penitenciária Modulada de Uruguaiana. A investigação vai apurar o caso.

A delegada Alessandra Siqueira ficará responsável pela investigação. Ainda não há mais detalhes sobre o caso.

A Brigada Militar informou que um dos presos tem passagens pela polícia por furto a residência quando adolescente, outro por injúria, lesão corporal e violação de domicilio. O terceiro foi flagrado na adolescência dirigindo sem habilitação.

Foto: Brigada Militar/Divulgação

Fonte: G1


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Alunos agridem e jogam cão do segundo andar de escola em Canoas (RS)

Dois alunos, de 13 e 16 anos, agrediram um cachorro com chutes e pontapés e, em seguida, o arremessaram do segundo andar da escola Thiago Wurth, no bairro Mathias Velho, em Canoas, no Rio Grande do Sul. O cão foi resgatado, nesta quarta-feira (5), com ferimentos e encaminhado a uma clínica veterinária. O resgate foi feito por professores da instituição.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Apesar dos maus-tratos que sofreu, o animal não corre risco de morte e está em observação na clínica. Ele era conhecido dos alunos e funcionários da escola, já que vivia no local há algum tempo. As informações são do portal Correio do Povo.

Os jovens que agrediram o animal foram detidos pela polícia e levados para a Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente de Canoas. Eles confessaram o crime. Depois dos maus-tratos que cometeram, os adolescentes tiveram que ser protegidos pela polícia, já que outros alunos, revoltados com o caso, tentaram linchá-los.

“Foi uma crueldade absurda. A queda foi de cerca de sete metros. Os dois assumiram o que fizeram, inclusive coletamos a informação que, depois de terem cometido a série de agressões ao animal, ameaçaram professores e outros alunos que estavam próximos”, contou o delegado regional da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM), Mario Souza.

Souza disse que a crueldade dos adolescentes chama a atenção. “Não é comum um caso desse tipo, com tamanha violência. Cometeram maus-tratos simplesmente para agredir, por pura maldade”, disse.

Aos policiais, testemunhas afirmaram que os dois jovens costumam maltratar cães abandonados na cidade. Eles irão responder por um ato infracional por crueldade contra animais e ameaça. “A direção da escola fez muito bem em nos acionar. Os pais dos envolvidos serão chamados à delegacia para que possam colaborar com o caso”, afirmou.

De acordo com o delegado, a ação foi realizada dentro da Operação Arca, criada para proteger os animais nas cidades de Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, Eldorado do Sul, Guaíba e Nova Santa Rita. “Quando chegamos havia muitas denúncias de maus-tratos de forma geral, então resolvemos montar a inteligência e apurar, imediatamente, toda denúncia que chega”, disse Souza.

Denúncias de maus-tratos a animais na região podem ser feitas para a Polícia Civil pelo telefone 3425-9063 ou através do WhatsApp no número 98459-0259.


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Potro abandonado com ferimento grave é resgatado em Caxias do Sul (RS)

Um potro abandonado foi resgatado, na segunda-feira (3), pelo Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. O animal estava amarrado em um terreno no bairro Santa Lúcia.

Foto: Divulgação/PMCS

Devido a um ferimento grave em uma das patas, o filhote estava deitado há dias no local, sem água e comida, e sem conseguir se locomover para procurar alimento. As informações são do portal Revista News.

Após ser resgatado, ele foi encaminhado para atendimento veterinário na Universidade de Caxias do Sul (UCS), onde foi internado.

“Estamos notando um grande aumento de animais de grande porte passando por maus-tratos, principalmente agora no inverno. Pedimos que os tutores tenham consciência e não maltratem esses animais. E também solicitamos apoio da comunidade, que denuncie essas situações e nos ajude a identificar os responsáveis”, diz Marcelly de Souza Paes, veterinária e diretora do departamento de Proteção e Bem-Estar Animal da Semma.

Denúncias

Casos de maus-tratos a animais podem ser denunciados através do site da prefeitura ou, de forma presencial, na sede da Semma, na avenida Rubem Bento Alves, nº 8308. O local funciona das 10h às 16h, de segunda a sexta-feira. Fotos, vídeos e testemunhas são importantes para comprovar os crimes. As imagens podem ser enviadas através do e-mail bemestaranimalcaxias@gmail.com.


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Dezenas de pinguins aparecem mortos em praia do Rio Grande do Sul

Dezenas de pinguins foram encontrados mortos na praia do Mar Grosso, em São José do Norte, no Rio Grande do Sul. O caso, que chamou atenção no município, ocorreu no último final de semana.

Foto: Tiago Amaral

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) investigam o caso. Segundo eles, é comum que animais apareçam nesta época do ano no Litoral Sul devido ao período de migração, quando eles deixam a Patagônia em direção ao Brasil para fugir do inverno rigoroso e buscar águas mais quentes e alimento. Isso, no entanto, leva alguns animais à morte, além de fazer com que outros se percam do grupo devido às tempestades que eles enfrentam durante o percurso.

O estado não tem registrado, no entanto, apenas casos de morte de pinguins. Na última semana, três animais da espécie foram encontrados com vida no Parque Nacional da Lagoa do Peixe, em Tavares. As informações é do portal GaúchaZH.

Encaminhados para o Centro de Recuperação de Animais Marinhos da Furg, os pinguins estão sendo submetidos a um processo de recuperação. Dentro de um mês, eles devem retornar ao habitat. Além deles, outros quatro animais da espécie já estavam sendo tratados no Centro.


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Lei que prevê multas para maus-tratos a animais é sancionada em Candelária (RS)

Uma lei que prevê multas para a prática de maus-tratos a animais foi sancionada, na quarta-feira (29), pelo prefeito de Candelária (RS), Paulo Butzge. O objetivo da medida é coibir o alto número de casos de crueldade contra animais registrado no município.

Foto: Pixabay

Com a nova legislação, qualquer morador da cidade poderá denunciar casos de maus-tratos mediante a apresentação de provas – como fotos e vídeos -, de testemunhas ou de boletim de ocorrência registrado em uma delegacia.

A administração municipal ficará responsável por tomar as devidas providências, inclusive relacionadas à aplicação das multas. As informações são do portal GAZ.

Confira abaixo a íntegra do texto da lei, de autoria do vereador Jorge Willian Feistler (PTB):

“Art. 2º Para os efeitos desta Lei, entende-se por maus-tratos contra animais toda e qualquer ação direta ou indireta que intencionalmente ou por imprudência, imperícia, negligência atente contra a saúde e as necessidades naturais, físicas e mentais ou provoque dor ou sofrimento desnecessários aos animais, conforme estabelecido nos incisos abaixo:

I – mantê-los sem abrigo ou em lugares em condições inadequadas ao seu porte e espécie ou que lhes ocasionem desconforto físico ou mental;
II – agredir fisicamente ou agir para causar dor, sofrimento ou dano ao animal;
III – privá-los de necessidades básicas, tais como água, alimentação, descanso, movimentação e temperatura compatíveis com as suas necessidades e em local desprovido de ventilação e luminosidade adequadas, exceto por recomendação de médico veterinário ou zootecnista, respeitadas as respectivas áreas de atuação, observando-se critérios técnicos, princípios éticos e as normas vigentes para situações transitórias específicas como transporte e comercialização;
IV – lesar ou agredir os animais (por espancamento, por instrumentos cortantes, por substâncias químicas, escaldantes, tóxicas, por fogo ou outros), sujeitando-os a qualquer experiência, prática ou atividade capaz de causar-lhes dor, sofrimento, dano físico ou mental ou morte;
V – abandoná-los, em quaisquer circunstâncias;
VI – obrigá-los a trabalhos excessivos ou superiores as suas forças e a todo ato que resulte em sofrimento, para deles obter esforços ou comportamento que não se alcançariam senão sob coerção;
VII – castigá-los, física ou mentalmente, ainda que para aprendizagem ou adestramento;
VIII – criá-los, mantê-los ou expô-los em recintos desprovidos de limpeza;
IX – utilizá-los em confrontos ou lutas, entre animais da mesma espécie ou de espécies diferentes;
X – provocar-lhes envenenamento, podendo causar-lhes morte ou não;
XI – eliminação de cães e gatos como método de controle de dinâmica populacional;
XII – não propiciar morte rápida e indolor a todo animal cuja eutanásia seja necessária;
XIII – exercitá-los ou conduzi-los presos a veículo motorizado em movimento;
XIV – abusá-los sexualmente;
XV – enclausurá-los com outros que os molestem;
XVI – promover distúrbio psicológico e comportamental;
XVII – deixar, o motorista ou qualquer outro passageiro do veículo, de prestar o devido atendimento a animais atropelados;
XVIII –deixar o tutor ou responsável de buscar assistência médico-veterinária ou zootécnica quando necessária;
XIX – manter animais em número acima da capacidade de provimento de cuidados para assegurar boas condições de saúde e de bem-estar animais, exceto nas situações transitórios de transporte e comercialização;
XX – utilizar animal enfermo, cego, extenuado, sem proteção apropriada ou em condições fisiológicas inadequadas para realização de serviços;
XXI – transportar animal em desrespeito às recomendações técnicas de órgãos competentes de trânsito, ambiental ou de saúde animal ou em condições que causem sofrimento, dor e/ou lesões físicas;
XXII- mutilar animais, exceto quando houver indicação clínico-cirúrgica veterinária ou zootécnica;
XXIII – induzir a morte do animal por métodos não aprovados pelos órgãos ou entidades oficiais e sem profissional habilitado;
XXIV – estimular, manter, criar, incentivar, utilizar animais da mesma espécie ou de espécies diferentes em lutas;
XXV – outras práticas que possam ser consideradas e constatadas como maus-tratos pela autoridade ambiental, sanitária, policial, judicial ou outra qualquer com esta competência.”

Casinhas de cães abandonados têm prazo para serem retiradas da rua em Porto Alegre (RS)

Um prazo para que casinhas de cães abandonados sejam retiradas das ruas de Porto Alegre (RS) foi definido pela prefeitura. Os abrigos ficam no bairro Jardim do Salso, na Zona Leste, e deverão ser removidos em até 10 dias, contados a partir desta segunda-feira (27).

(Foto: TV Pampa)

O prazo foi dado a um condomínio, representado pela síndica Rosana Pereira de Oliveira, que poderá ser multada em pelo menos R$ 4 mil caso não retire as casinhas do local. As informações são do portal O Sul.

Rosana explica que ainda não recebeu a notificação sobre o prazo, mas que está em estado de choque com a desumanidade da administração municipal com os animais abandonados e seus protetores.

“Com essa atitude não é somente as casinhas que estão sendo prejudicadas, e sim todo o trabalho dos protetores, defensores, amigos e cidadãos de bem que ajudam e protegem todos os animais indefesos”, afirma a síndica.

A prefeitura afirmou que sugere três alternativas para que os cães não fiquem desabrigados: a adoção pela síndica, pelo próprio condomínio ou por outras pessoas interessadas em adotá-los, através do abrigo municipal.

Atualmente, aproximadamente 75 cães vacinados e castrados aguardam adoção na Unidade de Saúde Animal Vitória.