Jaguatirica é encontrada dentro de casa em Eugênio de Castro (RS)

Uma jaguatirica foi encontrada na segunda-feira (13) dentro de uma casa em Eugênio de Castro, no Rio Grande do Sul. O animal silvestre estava atrás de uma caixa de cerâmica, dentro de uma lavanderia. Ao encontrar o animal, a moradora da residência buscou ajuda com uma vizinha.

Foto: Divulgação/Brigada Militar

“Chegou aqui correndo no meu salão e disse: ‘Vem cá, tem um animal bem estranho na minha casa’. Aí eu fui e disse: ‘É um gato’. Ela disse: ‘Não é gato. Olha a orelha dele, é diferente!'”, contou ao G1 a empresária Lanir Schneider, de 57 anos.

A vizinha sugeriu que a porta da casa ficasse fechada e acionou a Brigada Militar. “É lindo, né? Bem bonitinho, parece um gato”, elogiou a vizinha. As informações são do G1.

Os agentes da Brigada informaram que trata-se de um animal adulto, com 2,5 kg. Ele ele foi resgatado com o auxílio de uma rede e de um cambão para contenção. Após o resgate, o animal foi solto em uma reserva ambiental.

“O veterinário deu um laudo de ‘apto para soltura’. Como ele não era domesticado, poderia ser devolvido à natureza”, explica o comandante do Pelotão Ambiental de Santo Ângelo, tenente Paulo Zilmar.

O comandante não soube explicar como a jaguatirica foi parar na casa. “Essa casa fica a uns 400 metros de uma lavoura, que tem alguma mata, mas não se tem ideia de por que esse animal foi parar na casa. Talvez tenha saído em busca de comida”, arriscou o tenente Zilmar.

Outro caso

Recentemente, um filhote de jaguatirica foi resgatado pela Polícia Rodoviária Federal em Vacaria, na serra gaúcha. O animal estava em uma rodovia e corria risco de atropelamento. O filhote foi solto a 400 metros de distância do local onde foi encontrado.

Filhote de jaguatirica e tamanduá são soltos na natureza após resgate

Um filhote de jaguatirica e um tamanduá-mirim foram devolvidos à natureza após serem resgatados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na noite da última terça-feira (7), em Vacaria, na Serra do Rio Grande do Sul.

Foto: PRF/divulgação

A jaguatirica foi encontrada às margens da BR-285, onde poderia ser atropelada. Ela foi localizada por volta das 21h30 da terça-feira, no km 139. As informações são do portal G1.

Por estar sob risco, o animal foi resgatado pelos policiais. Sob orientação da Patrulha Ambiental e da OSCIP Amigo do Bicho, os agentes devolveram o filhote à natureza a 400 metros de distância do local onde ele foi encontrado, em área afastada da rodovia.

No mesmo dia, por volta das 23h30, a OSCIP Amigo do Bicho ofereceu os cuidados necessários a um tamanduá-mirim e solicitou apoio à Polícia Rodoviária Federal para levar o animal até o local de soltura.

Foto: PRF/divulgação

O tamanduá foi devolvido à natureza em uma área de preservação ambiental permanente, localizada na cidade de Muitos Capões, nas proximidades da RS-456.

A Amigo Bicho é uma entidade de proteção animal, fundada em 2003, que realiza uma parceria com o poder público para garantir parte da renda necessária para manter as atividades. O restante é angariado através de promoções, brechós, rifas e trabalhos de voluntários em tarefas específicas.

Projeto de lei que pune maus-tratos a animais é aprovado em Sinimbu (RS)

A Câmara de Vereadores de Sinumbu, no Rio Grande do Sul, aprovou por unanimidade um projeto de lei que pune maus-tratos a animais. A proposta é de autoria da prefeita Sandra Marisa Roesch Backes (DEM) e institui a Política Pública de Bem- Estar Animal, baseada na legislação federal.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

“Tivemos alguns problemas decorrentes de maus-tratos a animais e não tínhamos nenhuma lei municipal”, explicou a prefeita. Com o auxílio da advogada e ativistas pelos direitos animais Georgea Bernhard, um projeto já existente foi revisado e encaminhado para a Câmara. “Conversei com ela e aderimos à demanda, para que as pessoas se conscientizem”, afirmou Sandra, que pretende conscientizar a população sobre a guarda responsável de animais domésticos. As informações são do portal GAZ.

Georgea comemorou a aprovação do projeto. “É uma vitória de toda a comunidade, daqueles que zelam, amam e sabem o verdadeiro valor que os animais têm”, disse. “Agora iremos atrás de melhorias. Estamos caminhando em direção ao progresso”, completou.

A medida estabelece multa para maus-tratos de R$ 947,61 a R$ 3.158,70, de acordo com a gravidade de cada caso. Se houver reincidência, a multa é dobrada.

O encaminhamento do projeto para votação ganhou força após um cachorro ter o focinho decepado com um golpe de facão na Linha São João. O crime aconteceu no final de março e revoltou a população. O cão ficou impossibilitado de respirar normalmente e de se alimentar e, por isso, foi sacrificado. O caso motivou um protesto na Câmara, além da divulgação de uma nota de repúdio assinada pela prefeita e pela bióloga do município Caroline Cabreira Cagliari.

Homem agride cadela até a morte na frente de criança, denunciam testemunhas

Um crime brutal revoltou moradores de Lajeado, no Vale do Taquari, no interior do Rio Grande do Sul. De acordo com testemunhas, uma cadela foi agredida até a morte na frente de uma criança. O crime aconteceu na última quinta-feira (2).

Foto: Reprodução/Prefeitura de Lajeado

Segundo os relatos, o tutor do animal o agrediu de forma brutal, usando uma barra de ferro. A agressão aconteceu, ainda de acordo com as testemunhas, na frente do filho do homem, que tem apenas dois anos de idade. As informações são do portal G1.

A cadela foi encontrada na quinta-feira por funcionários da Secretaria de Meio Ambiente do município. Ela estava caída no chão, em estado de choque e com moscas sobre seu corpo.

Resgatada, a cadela recebeu atendimento veterinário. Após ser examinada, foi constatado que ela havia sofrido fratura no osso do diafragma, traumatismo craniano e tinha água nos pulmões.

Diante da situação, a cadela passou a receber tratamento médico. No entanto, apesar de ter recebido medicações e todos os cuidados necessários, ela não resistiu aos graves ferimentos que sofreu.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

Hospitais permitem visitas de animais a pacientes em Porto Alegre (RS)

Hospitais de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, começaram a permitir que animais visitem pacientes internados. Recentemente, o São Lucas, da PUC-RS, autorizou a entrada de cachorros tutelados pelos pacientes. A iniciativa recebeu o nome de “Pata Amiga”.

Foto: Divulgação/PUCRS

Pessoas que estejam internadas há mais de sete dias podem receber a visita de um animal. “A capacidade de brincar e doar amor diminui muito o estresse”, explica ao G1 a diretora assistencial da instituição, Simone Ventura.

O processo é acompanhado por colaboradores do hospital e é realizado conforme o combinado com a família do paciente. Para ter a entrada liberada, o animal te que estar vacinado, com atestado veterinário que comprove bom estado de saúde e de banho tomado. É necessário, também, ter uma autorização do médico do paciente.

Marieta Pasqualotti ficou internada no São Lucas e recebeu a visita de Phoebe, a cadela da família. “Toda vez que a minha mãe tem que ficar internada, a nossa cadelinha fica muito triste”, conta a filha da paciente, Marilene. “Quando ficamos sabendo que poderíamos trazer a Phoebe, a nossa família ficou muito feliz e, no dia da visita, foi muito emocionante para todos. A mãe se emocionou ao ver ela”, completa.

A enfermeira Roberta Marco, que é uma das coordenadoras do projeto “Pata Amiga”, comenta que estudos comprovam os benefícios psicológicos e físicos da visita de animais para pessoas hospitalizadas.

“No São Lucas, as experiências vêm sendo muito positivas. Temos inúmeros relatos das equipes médicas sobre casos em que a ação trouxe uma grande e positiva evolução assistencial nesses pacientes”, diz.

No Hospital Centenário, em São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, uma equipe médica se uniu para levar um cavalo para visitar um paciente internado. O caso aconteceu há pouco mais de dois anos e, logo após a visita, o paciente recebeu alta.

Em Porto Alegre, além do São Lucas, o Hospital Conceição e o Independência permitem a visita de animais, conforme informações divulgadas pelo Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre.

Abrigo é arrombado e cinco cães são encontrados mortos no RS

Cinco cachorros foram encontrados mortos no domingo (21) em um abrigo em Encruzilhada do Sul, no Rio Grande do Sul. Marcio Morais, que trabalha no local, encontrou sinais de arrombamento no abrigo. A suspeita é de que os cães tenham sido mortos a pauladas.

Foto: Marcio Morais/Arquivo Pessoal

“Nos fins de semana e feriados, vamos de manhã e de tarde alimentar, limpar, ver se está tranquilo. Quando ele [colega] chegou domingo, se deparou com a cena. Nem entrou, me ligou e disse que tinham arrombado. Eu moro perto, cheguei ali e me deparei com essa cena também”, conta.

O colega de Marcio esteve no abrigo no sábado e tudo estava normal. O lugar acolhe animais desde 2017 e os disponibiliza para adoção. As informações são do G1.

Ao encontrar os cães mortos, a dupla acionou a Brigada Militar e foi orientada a fazer um boletim de ocorrência em uma delegacia. Na manhã da segunda-feira (22), o registro do crime foi feito.

Foto: Marcio Morais/Arquivo Pessoal

Além dos cachorros terem sido mortos, ração, medicamentos e produtos de limpeza foram levados pelos criminosos.

O caso é investigado pela Polícia Civil, que apura os crimes de furto qualificado e crueldade contra animais. Segundo a delegada Raquel Schneider, uma denúncia está sendo apurada. “Já teve uma denúncia que está nos auxiliando, estamos tentando identificar o autor ou os autores. Mas continuamos pedindo que, se alguém tiver mais informação, que nos passe, não precisa se identificar”, salienta. A delegada lembra que se alguém tentar comercializar um saco de ração de 25 kg, é para desconfiar. “Foram levados 10 sacos do local”, diz.

Denúncias sobre o caso podem ser feitas através dos números (51) 37331042 ou final 1976, além do 197 da Polícia Civil e 190, da Brigada Militar. No abrigo, não há câmeras de segurança.

Foto: Marcio Morais/Arquivo Pessoal

Moradores tentam manter casinhas de cachorro em rua de Porto Alegre (RS) após ordem de despejo

Há alguns dias, uma situação divide moradores do bairro Jardim do Salso, na Zona Leste de Porto Alegre (RS). Casinhas de cachorro foram colocadas na calçada para que cães em situação de rua, chamados de comunitários, porque são cuidados por quem mora na região, tivessem abrigo. Mas a atitude não agradou a todos. Uma reclamação foi feita na prefeitura, que ordenou a retirada das casinhas.

Em nota, a prefeitura informa que é possível recorrer dessa decisão em até 15 dias – prazo que se encerra na próxima semana (leia a nota completa abaixo). As casinhas, que foram inauguradas em outubro do ano passado, seguem no local.

Foto: Reprodução/RBS TV

“Foi um sucesso, todo mundo olhava, admirava. O pessoal ajudou, todo mundo colaborou, e compramos outra”, lembra a assistente administrativa Rosana Pereira de Oliveira, que lidera os pedidos pela permanência das casinhas.

“Nós temos muitos cães abandonados. A gente gosta dos animais e tratava pé quebrado, recolhia, atendia, colocando para dentro de casa”, acrescenta.

Atualmente, existem três casinhas em uma rua do bairro. Segundo os moradores, todo dia tem quem limpe, coloque água fresquinha e comida para os cães.

“A gente levanta às 5h30 da manhã para limpar, dar alimentação. Eles comem, alguns vêm do final da rua, se alimentam e vão embora. E a gente limpa, junta tudo e sai correndo para trabalhar. A gente gosta de animais, não gosta de ver eles na chuva, e é uma união de muitas pessoas, da comunidade toda, da rua, do prédio. Muita gente ajudando”, destaca a assistente administrativa Ana Beatriz Lemos Marques.

A Filha e a Véia são duas cadelinhas famosas na rua. Elas se abrigam nas casinhas, e também foram castradas e vacinadas pelos moradores que participam dos cuidados.

“Na realidade, quem escolhe o tutor é o cachorro, então eles nos escolheram, não só a mim e a Rosana, eles escolherem toda a comunidade. A gente ajuda com o que a gente consegue, com remédios, com amor, com casinhas”, diz o comerciário Daniel de Vargas.

Ordem de despejo

Tudo ia bem até que algumas reclamações começaram a surgir. A prefeitura foi avisada e emitiu uma ordem de despejo, endereçada ao condomínio onde na frente foram instaladas as casinhas, com base em uma lei municipal que diz que não se pode impedir a passagem de pedestres ou carros.

Já em nível estadual, uma lei aprovada neste ano permite que os moradores coloquem casinhas comunitárias na rua, desde que elas não atrapalhem os pedestres nem os motoristas.

“Não atrapalha absolutamente nada. O que atrapalha é a falta de amor que essas pessoas não têm para os animais e em ajudar”, diz Rosana.

“Eu acho que, sinceramente, faltou muito bom senso do fiscal, porque a gente tem poste no meio da calçada, a gente tem vegetação, a gente tem canteiros, isso não está atrapalhando a calçada?”, indaga Daniel.

Secretário visita rua

A polêmica cresceu e chegou ao secretário de Infraestrutura e Mobiliário de Porto Alegre, que foi ao local recentemente.

“O secretário, que estava de férias, veio aqui, se prontificou a olhar e estudar dentro da prefeitura, e nos indicou que nós entrássemos com um processo, que nós seguíssemos para que ele, dentro da prefeitura, pudesse analisar e tomar uma devida providência. Mas, até agora, não foi nos dito nada, não é nada oficial”, acrescenta Rosana.

Além da defesa dos moradores no recurso, a prefeitura também vai receber um abaixo-assinado online, que já reúne quase 30 mil pessoas.

Nota da prefeitura

A Prefeitura de Porto Alegre considera louvável que as pessoas cuidem dos animais, mas não pode abrir precedente e permitir que os abrigos fiquem na calçada, lugar destinado ao passeio público.

Por isso, o condomínio Edifício Tulipa foi notificado pela prefeitura por infringir o artigo 18, inciso IX da Lei 12/75, alterada em 2011. O artigo veda “embaraçar ou impedir, por qualquer meio, o livre trânsito de pedestres ou veículos nos logradouros públicos”.

A Lei é a mesma e vale para toda a população. A cidade de Porto Alegre tem 1,5 milhão de habitantes e possui regras para garantir a boa convivência entre todos.

O poder público tem entre suas prerrogativas o zelo pelo interesse coletivo, mesmo que, eventualmente, contrarie vontades e interesses individuais, por mais bem intencionados que sejam.

Os moradores têm 15 dias para recorrer. Eles podem adotar os animais ou instalar as casinhas dentro da área privada do prédio.

Fonte: G1

Casa onde viviam quase 100 animais pega fogo e 13 cães morrem

Um incêndio em uma casa onde viviam quase 100 animais levou pelo menos 13 cachorros à morte, no domingo (14), no bairro Altos de Galópolis, em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Apesar da agilidade do Corpo de Bombeiros, que chegou ao local cerca de 10 minutos após ser acionado, a casa ficou destruída.

A proprietária da casa, Sheila Mendes, conseguiu se salvar porque se escondeu no banheiro, uma das poucas partes da casa que, por ser de alvenaria, não foi destruída. Ela foi encaminhada para atendimento ambulatorial.

Felipe Nyland / Agencia RBS

Na última semana, 11 cachorros foram resgatados por entidades de proteção animal. De acordo com o comandante da Patrulha Ambiental da Brigada Militar (Patram), o tenente Claudiomiro Trindade Costa, durante averiguação anterior realizada na casa não foi constatado maus-tratos aos animais. No entanto, a tutora havia sido notificada para deslocá-los para um local mais adequado e disponibilizá-los para adoção.

Durante o incêndio, cerca de 20 animais fugiram da casa e outros 13 foram resgatados e encaminhados a lares temporários. As informações são do portal Gaúcha ZH.

As causas do incêndio são incertas. O proprietário do imóvel, o metalúrgico Jonas Luis da Silva, de 32 anos, contou que alugou a casa há cerca de um mês. “Quando aluguei a casa, ela me disse que tinha uns 50 cachorros, mas que a intenção dela era ficar apenas com 15, pois só esses eram dela. Eu nem sei o que te dizer, me mudei de casa para alugar esta, e assim ficar mais perto do meu trabalho e agora perdi a minha casa”, lamentou.

Um curto-circuito em um aparelho que estava conectado à tomada pode ter originado o fogo, segundo Silva e alguns vizinhos. Essa teria sido a explicação dada por Sheila a eles.

“Viemos aqui para fora de casa, quando meu filho veio para o pátio buscar um brinquedo. Aí meu marido viu que tinha fumaça na casa dela (Sheila)”, disse Fernanda de Carvalho, 31 anos, vizinha de Sheila. “Eu arrombei a porta da frente e logo vi que tinham chamas por toda parte. Vi sair pelo menos uns 10 cachorros e dois gatos de dentro da casa, e que fugiram pelo mato. Eu não tinha como entrar na casa, então salvei ela pela janela do banheiro”, complementa o marido, Rafael Carvalho, de 33 anos.

No porão da casa, dezenas de animais foram encontrados pelos bombeiros. Apavorados, eles fugiram. O número de animais desaparecidos é incerto.

Participaram da ação as ONGs Na Rua Nunca Mais, Dog Spa, Vagner Táxi Dog, Peludos em Apuros e SOS Peludos. Até o final do dia, a Secretaria do Meio Ambiente (Semma) não teria enviado nenhum representante ao local.

A secretária da Semma, Patrícia Rasia, disse que uma equipe especializada irá nesta segunda-feira (15) ao bairro para apurar a ocorrência e contribuir nas buscas pelos animais desaparecidos.

“Quando ocorrem situações como essa, seja perigo de vida para animais ou maus-tratos, e não for em horário comercial, de segunda a sexta, orientamos que as pessoas procurem a Patram, e, se for um local de difícil acesso, que informem ainda ao Corpo de Bombeiros”, concluiu Patrícia.

Baleia encalha em praia e é enterrada após ser sacrificada no RS

Uma baleia-jubarte encalhou em Mostardas, no Rio Grande Sul, na última semana, e após ficar encalhada por dias, teve que ser sacrificada na segunda-feira (4). Após passar por uma necrópsia, o animal foi enterrado na terça-feira (5).

Foto: Divulgação / Ceclimar/Ufrgs

Amostras do corpo do animal foram coletadas por biólogos do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos da UFRGS (Ceclimar) na tentativa de descobrir o motivo do encalhe. A bióloga Janaína Carrion Wickert contou que a baleia não apresentava ferimentos, mas estava magra e debilitada. As informações são do jornal GaúchaZH.

Especialistas afirmam que o animal estava sofrendo e que a logística para salvá-lo era impossível, já que seriam necessários dois barcos de porte grande, cordas, correntes e uma maré alta. A aproximação das embarcações não foi possível, porém, devido à maré muito baixa.

Com 12 metros de comprimento e cerca de 25 toneladas, a baleia tinha entre dois e seis anos de idade, faixa etária em que é considerada “um filhotão”.

A presença de baleias na costa do Rio Grande do Sul tem se tornado mais frequente, uma vez que a população dessa espécie está em crescimento. Nos últimos cinco anos, foram encontradas sete baleias-jubarte encalhadas na orla do litoral gaúcho – cinco delas chegaram mortas à praia.