Ameaçado de extinção, lobo-guará morre após atropelamento no RJ

Um lobo-guará foi encontrado morto no domingo (4) às margens da RJ-106, a Rodovia Amaral Peixoto, em Rio das Ostras, no Rio de Janeiro. Vítima de atropelamento, o animal pertence a uma espécie ameaçada de extinção.

O lobo foi encontrado pela Guarda Ambiental no km 155 da rodovia. Acionado pelos guardas, um biólogo do Parque Natural Municipal Atalaia, com sede em Macaé (RJ), esteve no local para analisar o corpo do animal e encaminhar amostras para o Laboratório de Zoologia do Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé (Nupem) da UFRJ.

Foto: Alexandre Bezerra/Parque Natural Municipal Atalaia

O biólogo Alexandre Bezerra, chefe do parque, afirmou que o lobo tinha cerca de um metro e meio de comprimento, contando com a cauda. As informações são do G1.

De acordo com o profissional, esta foi a primeira vez que a presença de um lobo-guará foi registrada em Rio das Ostras. A população da espécie, ainda segundo Bezerra, está sendo estudada por especialistas do Nupem.

“É importante que as pessoas saibam que existem esses animais na nossa região pra que tenham atenção também na estrada porque pode causar graves acidentes”, disse o biólogo.

Não há placas de sinalização indicando a presença de animais silvestres no trecho da rodovia em que o atropelamento foi registrado.

De acordo com a prefeitura, a situação é atípica e a instalação da placa de sinalização está sendo providenciada. Ao ser questionada sobre a construção de travessias subterrâneas para que os animais possam transitar em segurança, a administração municipal afirmou que está em contato com o Governo do Estado para que as medidas necessárias sejam avaliadas.


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Onça-pintada morre ao ser atropelada em rodovia no Tocantins

Uma onça-pintada morreu no domingo (22) após ser atropelada por um carro na TO-269, entre as cidades de Talismã e Jaú do Tocantins.

Foto: Defesa Civil Talismã/Divulgação

O animal, que pertence a uma espécie ameaçada de extinção, foi atropelado por um veículo que transportava cinco pessoas que retornavam da praia. Segundo o G1, o carro ficou bastante danificado, mas nenhum dos ocupantes se feriu.

Outro caso

Em Tocantins, outra onça, desta vez da espécie parda, foi encontrada morta no final de semana. O corpo estava entre Palmas e Porto Nacional.

De acordo com a bióloga Ludymilla Pereira Gomes Viana, as onças costumam sair das matas devido à destruição da região que habitam.

“O desmatamento, queimadas e aumento da população humana. Cada vez mais as áreas que pertencem a esses animais são devastadas e eles acabam perdendo o seu espaço. Ao sair em busca de abrigo e alimento acabam sendo mortos”, explicou.


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Restam apenas 250 mil chimpanzés no continente africano

Restam apenas 250 mil chimpanzés na África. O número, quando comparado ao que foi registrado há 10 anos, quando cerca de 2 milhões desses animais viviam em 25 países do continente africano, expõe uma grave queda na população da espécie.

Foto: Pixabay

A diretora adjunta do Instituto Jane Goodall, Laia Dotras, afirmou à agência EFE o declive populacional drástico que os chimpanzés vivenciam é provocado “sobretudo pela perda do habitat” devido à “exploração de madeira e recursos minerais”. A espécie é vítima também da caça.

Segundo Dotras, essa é “uma das maiores crises de biodiversidade” atuais e se não forem tomadas medidas urgentes, os chimpanzés “não tardarão a desaparecer”. As informações são do portal Público.

A diretora afirma que é “essencial educar e fazer entender os problemas socioambientais locais” para evitar a extinção da espécie. Para “assegurar a sustentabilidade a longo prazo”, Dotras sugere que seja incentivado o desenvolvimento sustentável em diferentes regiões africanas.

“A pobreza e o desconhecimento induzem muitos africanos a usar os recursos do seu meio ambiente de forma insustentável”, asseverou Dotras, que citou como exemplo o desmatamento, que faz com que áreas fiquem “quase desertas e a terra já não se pode aproveitar para cultivar”.


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Jacaré é encontrado morto com tiro na cabeça em Paty do Alferes (RJ)

Um jacaré foi encontrado morto, no domingo (16), em Paty do Alferes, no Rio de Janeiro. O animal tinha uma marca de tiro na cabeça e foi encontrado por moradores em um córrego na Rua Jacob, no bairro Granja Califórnia.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O corpo do jacaré foi retirado do local e levado para um depósito para animais mortos. O Corpo de Bombeiros informou ao G1 que ninguém foi autuado, já que o jacaré estava morto há alguns dias.

Em situações semelhantes, a corporação orienta a pedir ajuda pelo 193.

Outro caso

No Paraná, uma tartaruga-de-couro foi encontrada morta no sábado (15). O corpo do animal, que pesa cerca de 300 quilos, estava no balneário Praia de Leste, em Pontal do Paraná.

Foto: Divulgação/Centro de Estudos do Mar/UFPR

A tartaruga foi retirada do local por especialistas do Laboratório de Ecologia e Conservação do Centro de Estudos do Mar (CEM), da Universidade Federal Paraná (UFPR).

Bióloga do CEM, Camila Domit explicou ao G1 que amostras biológicas do animal serão coletadas para tentar avaliar a causa da morte.

“É a mesma espécie que veio para desovar em 2007, 2009, 2013, mas, obviamente, não é uma espécie que a gente vê com frequência. É uma espécie ameaçada de extinção”, ressaltou a bióloga, que acredita que o animal, que era adulto, estava se alimentando na região.


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Única espécie de urso da América do Sul está ameaçada pela caça

O urso-de-óculos, também conhecido como urso-andino, única espécie de urso nativa da América do Sul, é considerado vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). A caça reduziu a população da espécie a cerca de 13 mil a 18 mil animais, de acordo com uma estimativa de 2017 da IUCN. Em 1996, o número era de 18.250 animais, o que já, na época, já era considerado pouco pela organização, que dizia que “em vista da área ocupada pelos ursos, essa quantidade poderia ser muito maior”. No Peru, a população desse urso, que vive também na Bolívia, no Equador, na Colômbia e na Venezuela, é de cerca de 5 mil animais.

Um dos motivos que leva caçadores a tirar a vida desses animais é o uso do osso do pênis deles em uma bebida peruana batizada de “Sete Raízes”, que traz consigo a falsa promessa de cura da impotência sexual e até mesmo da conquista da força do urso, quando um osso inteiro é consumido.

Urso-de-óculos está ameaçado pela caça (FOTO: KEVIN SCHAFER, MINDEN PICTURES)

Ao portal National Geographic Brasil, uma peruana que comercializa a bebida afirmou que o osso do urso é trazido da floresta em Lamas – uma comunidade indígena na região de San Martín, no Peru. “É preciso atirar bem no coração. Se errar, ele pode atacar, porque é um animal muito forte”, disse ela.

Questionada sobre o risco dos ursos serem caçados até a extinção, a mulher respondeu: “é dinheiro! Nós ganhamos. Os caçadores também ganham. Com esse dinheiro, compram arroz, óleo e açúcar”.

No Peru, desde 1970 a caça aos ursos é proibida. No país, eles são protegidos também por uma lei geral de combate ao tráfico de animais silvestres. A caça e a venda de ursos-de-óculos e de partes de seus corpos é proibida ainda por lei ambientais e florestais de todos os países em que há incidência da espécie. A Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens Ameaçadas de Extinção também proíbe a prática.

No Peru, no entanto, a caça de ursos para usos xamânicos é comum. Em mercados de Lima, Chiclayo, Chachapoyas, Tarapoto e Yurimaguas é possível encontrar partes de mais de 20 ursos sendo comercializadas, além da “pasta de urso” – que nada mais é do que a gordura desses animais, comercializada sob o pretexto de aliviar dores e doenças, sem qualquer eficiência comprovada cientificamente.

Há peruanos que matam ursos para se vingar dos animais, já que eles matam bois para comer e entram em milharais. É o que conta Roxana Rojas-Vera Pinto, diretora de conservação da Sociedade Zoológica de Frankfurt.

Ossos penianos de urso-de-óculos (FOTO: EDUARDO FRANCO BERTON)

Segundo a IUCN, além da caça, essa espécie tem sofrido com a perda de habitat e as mudanças climáticas, que tem alterado padrões de vegetação e prejudicado ecossistemas. A diminuição do número de ursos, no entanto, ameaça ainda mais os ecossistemas, já que esses animais os mantém em equilíbrio ao dispersar sementes nas fezes e atuar como polinizadores devido ao transporte de pólen feito através da sua densa pelagem. Além disso, segundo Rojas, preservar o habitat dos ursos-de-óculos nas florestas nubladas ajuda a proteger as bacias fluviais que levam água para as comunidades localizadas rio abaixo.

O dente do urso também é utilizado por mestres xamanicos, que acreditam que ele afasta maus espíritos. Um desses mestres, que vive na cidade de Chiclayo, capital da região de Lambayeque,  contou, em entrevista ao portal National Geographic Brasil, que tem, além dos dentes, quatro peles de urso, uma de onça-parda e outra de onça-pintada.

“Há dez dias, eu estava com cinco garras de urso, mas já vendi. Negocio todos os dias”, relevou o mestre xamanico. No armazém do homem, cada dente de urso-de-óculos é vendido por R$ 60. No local, há à venda também ossos penianos do animal.

“Estes eu escondi”, afirmou ao se referir aos ossos penianos. “Não podemos expô-los. Do contrário, o pessoal da florestal aparece, já tive problemas com eles”, completou. A Agência Florestal e de Fauna Silvestre do Peru administra a fauna silvestre e as florestas nacionais e apreende produtos provenientes de animais silvestres, que foi o que ocorreu com o mestre xamanico. O problema a que ele se refere, ainda segundo ele, foi resolvido “fazendo um acordo diretamente com o oficial”.

Espécie é considerada vulnerável (FOTO: PETE OXFORD, MINDEN PICTURES/NAT GEO IMAGE COLLECTION)

O mestre disse que raspa os ossos até que se transformem em farinha e os coloca na bebida Sete Raízes, que é comercializada, em uma garrafa, por cerca de R$ 580.

Em Moshoqueque, um mercado em Chiclayo, uma mulher comercializa a gordura pura do urso-de-óculos. Segundo ela, a gordura é retirada da pele do animal com uma faca e colocada em uma panela. Após ser derretido, o produto é vendido em uma garrafa plástica de meio litro.

“O caçador nos traz o urso inteiro e selecionamos as partes que queremos comprar”, contou a vendedora, que vende também, por R$ 3 mil, um pênis de urso desidratado que ela afirma ter tirado do animal por conta própria.

Um dos produtos vendidos era etiquetado com o nome Vergel S.A. Não há, no entanto, nenhum registro nesse nome na Superintendência Nacional de Aduanas e Administração Tributária (Sunat), órgão responsável por arrecadar impostos e identificar contrabandos e evasão fiscal.

Judith Figueroa, ecologista de fauna silvestre da Associação Peruana de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade, realizou uma investigação sobre esses produtos entre 2002 e 2007, mas não teve sucesso. “Das 16 diferentes apresentações observadas de bálsamos de urso, 81,2% não tinham registro ou eram falsas de acordo com a Superintendência Nacional de Administração Tributária”, disse. Segundo a pesquisadora, “é provável que a Sunat não tinha conhecimento das vendas de bálsamos de urso feitas por pessoas físicas ou jurídicas.’’

Os produtos costumam ser vendidos com diversos rótulos, segundo Figueroa. Muitos deles têm imagens de ursos-polares, ursos-pardos, ursos-negros-norte-americanos e pandas, mas os vendedores garantem que o produto é feito a partir da gordura do urso-de-óculos. Os rótulos falsos provavelmente tem o objetivo de enganar as autoridades.

Tráfico oculto

Sam Shanee, diretor da Neotropical Primate Conservation (Conservação de Primatas Neotropicais), organização do Reino Unido, com filiais regionais no Peru e na Colômbia, que trabalha em prol do combate ao tráfico de animais silvestres na América do Sul, explica que “o tráfico de animais silvestres está mais oculto – não é mais tão aberto, mas ainda persiste” no Peru, país que aumentou de R$ 700 para R$ 6 mil a multa para a caça, o armazenamento, a coleta e a venda de quaisquer produtos e derivados de animais silvestres e que estabelece, através do código penal, pena de prisão de até cinco anos para crimes contra animais silvestres.

Antes, o comércio era feito livremente. Hoje, segundo Shanee, são usados códigos como coloca um papagaio em frente à loja para indicar que lá tem produtos derivados de animais silvestres à venda. Segundo ele, se o consumidor pedir, os vendedores “trazem macacos, aves, bichos-preguiças ou tudo que você desejar, praticamente como uma encomenda”.

“A polícia ecológica, as autoridades ambientais regionais e os promotores públicos têm que trabalhar em conjunto para realizar operações. Por isso, é muito difícil a atuação de todos e esse é um grande ponto fraco”, disse.

Segundo Yuri Beraún, especialista de manejo da fauna silvestre do Ministério do Meio Ambiente, “as instituições responsáveis por aplicar a lei possuem dificuldades técnicas e operacionais, pois não dispõem de equipamentos para transportar os animais que resgate” e a rotatividade das equipes responsáveis por aplicar a lei é elevada.

Líquido laranja amarronzado é vendido como gordura de uso-de-óculos (FOTO: EDUARDO FRANCO BERTON)

Para compensar falhas na legislação, Shanee criou, em 2014, o projeto Denuncia Fauna, por meio do qual a população faz denúncias anônimas de tráfico de animais. As denúncias são recebidas pela Neotropical Primate Conservation, que alerta as autoridades. A organização já esteve envolvida no resgate de sete ursos vivos que eram mantidos em cativeio.

Entretanto, das 175 denúncias apresentadas entre 2014 e 2016, 74% não resultaram em punição e 26% resultaram no resgate de um animal. De todas elas, apenas 3% geraram investigações e aproximadamente 15 estavam relacionadas ao urso-de-óculos. Esses animais, porém, não constaram em nenhuma das 619 ações criminais sobre animais silvestres ajuizadas no Peru desde 2010, conforme dados do Ministério da Justiça.

O presidente do Instituto de Defesa Legal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Henry Carhuatocto, acredita que, “como estratégia em litígios referentes a assuntos ambientais, devem ser punidos não apenas aqueles que matam os ursos, mas também aqueles que alimentam a demanda por seus produtos. Assim, fechamos o ciclo”.

Segundo ele, faltam juízes voltados para a área ambiental no Peru. “Acho que o copo está meio cheio. O que nos faltam são juízes especializados em assuntos ambientais. A única região que possui um foro ambiental é Madre de Dios e não é permitido levar para a prisão alguém que cometa um crime de tráfico de animais silvestres em outra região”, contou.

A necessidade é confirmada por Flor María Vega, coordenadora nacional do Ministério Público Especializado em Assuntos Ambientais do Peru (Fema, na sigla em espanhol). “Consideramos importante que juízes e promotores públicos adquiram conhecimento especializado no manejo da fauna silvestre para entenderem a importância de sua conservação e unificarem critérios que garantam justiça ambiental em crimes de tráfico de animais silvestres”, disse.

De acordo com Vegas, o Fema não dispõe de recursos para monitorar mercados que comercializam produtos derivados de animais silvestres e para fazer buscas e apreensões.

“O número de funcionários especializados nesse trabalho é insuficiente, considerando a burocracia de cada gabinete. Assim, podemos presumir que a iniciativa do governo peruano para pôr em prática a convenção Cites e coibir o tráfico ilegal de animais silvestres não está funcionando completamente”, afirmou Vegas, que considera que o Ministério do Meio Ambiente deveria destinar verbas para o Fema – o que não é feito atualmente.

Segundo Beraún, do Ministério do Meio Ambiente, a Estratégia Nacional para Redução do Tráfico Ilegal da Fauna Silvestre do Peru conseguiu avançar na identificação das principais rotas de tráfico de produtos derivados dos ursos-de-óculos. De acordo com ele, o próximo passo “é conduzir ações de inteligência e punir não apenas o consumidor final, mas aquele que provoca o maior dano: o intermediário.”


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


Lacoste faz campanha pela preservação de animais ameaçados de extinção

A Lascote deu continuidade à campanha “Save Our Species”, lançada em 2018. O foco é alertar sobre a necessidade de proteger espécies de animais ameaçadas de extinção. Nesta edição, a empresa destaca 10 animais que quase não existem mais.

Foto: Reprodução / Promoview

Na campanha, a Lacoste troca o jacaré, usado na logomarca, por uma variedade de animais, todos sob risco de serem extintos. As informações são do portal Promoview.

A campanha integra um acordo de três anos feito com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e tem uma edição limitada de camisetas.

As peças levam em consideração o número exato de animais que ainda existem na natureza. Até o momento, 3.520 camisetas foram produzidas.

Cada camiseta custa US$ 172,26. As vendas serão iniciadas nesta terça-feira (22), pelo site oficial da marca.

Produção de azeite, estradas e hidrelétricas ameaçam espécies de animais

A produção de azeite de dendê, também conhecido como óleo de palma, a construção de estradas e as represas hidrelétricas estão destruindo a floresta tropical Leuser, na ilha de Sumatra, na Indonésia, em um ritmo preocupante, e colocando em risco espécies de animais que habitam o local.

O agricultor Lahmudin é um dos que trabalham extraindo azeite de dendezeiros – uma espécie de palmeira – em uma área remota de Aceh, em um espaço que faz parte da floresta. “Este campo fazia parte da floresta”, diz o agricultor. Segundo ele, há cerca de uma década a floresta começou a ser desmatada porque as pessoas precisavam plantar dendezeiros para conseguir dinheiro. “Essa é a única coisa que os moradores locais podem fazer”, afirma.

Foto: BBC

Nos últimos 20 anos, mais de 110 mil hectares de floresta primária foram destruídos em Leuser. Com isso, os animais ficaram mais próximos dos humanos, devido à perda de habitat. No distrito de Bener Meriah, em Aceh, à beira da floresta, elefantes frequentemente pisoteiam plantações. Para afastá-los, os moradores estão plantando citronela, já que esses animais não se aproximam desse tipo de capim, que acaba sendo vendido aos exportadores para a fabricação de perfumes e medicamentos.

Segundo Yusuf, as famílias gostam dos elefantes, mas “precisam de seu sustento”, que vem das plantações. As informações são do jornal BBC News.

A situação da floresta, no entanto, tem prejudicado os animais. Em Singkil, ao sul de Bener Meriah, onde a maior parte da terra abriga plantações de palmeiras, um orangotango foi encontrado preso a uma moita de dendezeiros. As propriedades locais estão fragmentando o habitat do animal e limitando a quantidade de alimentos dos quais ele necessita para sobreviver. Há casos, também, de agressão contra esses animais. Um deles foi alvejado com 15 tiros de rifle. “Os moradores locais os veem como um incômodo”, diz Krisna, um trabalhador de resgate do Centro de Informações Sobre Orangotango (CIO).

Os orangotangos, quando filhotes, também são vítimas do tráfico de animais. Capturados, eles são comercializados para pessoas que os mantêm em cativeiro. Quando crescem, devido à força que possuem e à quantidade de alimento que consomem, muitos deles são mortos ou abandonados.

Sri Lia foi uma dessas pessoas que compraram um filhote de orangotango. Com três anos de idade, o animal foi entregue à CIO. “Ele está crescendo e não sabemos o que ele precisa”, afirma Sri. O filhote viveu a vida preso em uma gaiola, de onde saía apenas aos finais de semana.

Foto: BBC

“Essas pessoas sempre dizem que amam os orangotangos. Na verdade, o que minha equipe faz é um verdadeiro ato de amor pelo orangotango. Amar não significa posse”, lembra Krisna.

Apesar de ser crime manter um animal selvagem em casa na Indonésia, ninguém nunca foi punido. “Dos nossos cinco anos de experiência, a maioria dos orangotangos foi confiscada de pessoas poderosas e educadas, como policiais ou oficiais do governo”, afirma Panut Hadisiswoyo, diretor da OIC. O governo indonésio nega. “Eu nunca recebi um relatório sobre isso”, diz o principal funcionário público do Ministério do Meio Ambiente.

O governo, porém, não tem programas de resgate de orangotangos. O serviço, portanto, acaba sendo feito por ONGs como o Programa de Conservação do Orangotango de Sumatra (PCOS), em Sumatra do Norte.

De acordo com Ian Singleton, diretor da PCOS, a Indonésia perde entre 100 e 200 orangotangos por ano. “As estradas são o maior problema”, afirma. As rodovias fragmentam o habitat dos animais e abrem a floresta para a plantação e a mineração, prejudicando as espécies.

Na aldeia de Lesten, no coração de Leuser, muitos trechos de floresta estão sendo dizimados. A área é remota e as 75 pessoas que a habitam estão decidindo se irão deixá-la para que no local seja construída uma barragem hidrelétrica. A dúvida veio após a empresa PT Kamirzu prometer uma vida melhor à comunidade caso a mudança seja feita. “Foram-nos prometidas instalações como casas de 45 metros quadrados, mesquitas, escolas, uma prefeitura e também instalações médicas”, disse Saturudin, o secretário da aldeia.

Foto: BBC

Caso a empresa mantenha as promessas, Saturudin afirma que há uma grande chance da aldeia se mudar. No entanto, caso a hidrelétrica seja construída, a obra irá cortar a última rota de migração restante para os elefantes de Sumatra, única espécie de elefantes no mundo criticamente ameaçada de extinção.

“Este é o último corredor intacto que ainda temos. Se perdermos o habitat, ele fragmentará a população de elefantes e os levará à extinção”, disse Farwiza Farhan, de uma organização local.

Para Singleton, é impossível deter completamente o declínio da vida selvagem de Leuser neste momento. “O objetivo é atrasá-lo o máximo que pudermos, de modo que, quando a Indonésia puder proteger melhor a floresta remanescente, ainda restem alguns orangotangos e outras espécies”, conclui.

Governo dos EUA vai avaliar inclusão de girafas em lista de espécies ameaçadas

A US Fish and Wildlife Service, um departamento do governo dos Estados Unidos, atendeu a um pedido feito durante dois anos por ONGs ambientais e anunciou que irá revisar uma petição de 2017 para avaliar se as girafas devem ser incluídas na lista da Lei de Espécies Ameaçadas dos Estados Unidos (Endangered Species Act).

Foto: Pixabay

“Consideramos que a petição para listar as girafas apresentou informação substancial quanto às ameaças potenciais associadas ao desenvolvimento, agricultura e mineração”, anunciou um porta-voz do departamento.

O processo de revisão deve durar cerca de 12 meses. O departamento realizará também consultas públicas. As informações são da revista Galileu.

Estimativas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) indicam que a população de girafas diminuiu cerca de 40% de 1985 a 2016.

Adam Peyman, do Humane Society International, explica que os Estados Unidos não possui quase nenhuma restrição à importação de produtos originários da caça e da exploração de girafas. Caso a Lei de Espécies Ameaçadas começasse a proteger essa espécie, a importação seria dificultada.

De 2006 até 2015, foram importadas para os Estados Unidos, mortas ou vivas, 39.516 girafas. Fazem parte desse número 21.402 esculturas ósseas, aproximadamente 3 mil peles e 3,7 mil troféus de caça.

Dia Mundial do Pinguim: mudanças climáticas expõe a espécie a risco

O Dia Mundial do Pinguim, celebrado em 25 de abril, foi criado para conscientizar a sociedade sobre a necessidade de preservar a espécie, que é ameaçada pelas mudanças climáticas.

A Antártida, habitat de pinguins, é um dos locais do planeta que mais tem sofrido aumento na temperatura. Foram quase três graus nos últimos 50 anos. Pesquisadores consideram a situação dramática e lembram que esforços drásticos precisam ocorrer para reverter o quadro atual.

Foto: Pixabay

Com a mudança climática, a perda anual de massa de gelo acelerou. Segundo um estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, o aumento dessa perda foi de seis vezes em comparação a 40 atrás.

De acordo com dados da Nasa, os últimos cinco anos têm sido os mais quente da história, a níveis globais, desde 1880. Uma das consequências dessa mudança na temperatura é o afastamento das geleiras e o deslocamento dos animais, inclusive os pinguins. Com o habitat sendo devastado, a espécie sofre e corre risco de ser extinta.

O pinguim é uma ave oceânica nativa do hemisfério sul. Ele tem nadadeiras, ossos pneumáticos e penas impermeabilizadas por óleos. O corpo deles possui uma camada de gordura espessa, que conserva o calor. Esses animais podem permanecer embaixo da água por longos minutos e possuem visão adaptada ao mergulho.

As colônias reprodutivas, denominadas pinguineiras, podem reunir mais de 150 animais. Após alguns meses de procura, os pinguins encontram seus parceiros, com quem ficam juntos durante toda a vida. No inverno, eles se separam, mas na nova estação reprodutiva usam a vocalização para se reencontrar. Quando se aproximam novamente, fazem a dança nupcial, que fortalece a união entre eles. Nesta cerimônia, pedras para a construção do ninho são ofertadas e saudações são feitas. A fêmea se curva em sinal de aceitação e a reprodução acontece. Após o ninho ser construído, a fêmea coloca os ovos, que são chocados de forma alternada pelos pais. Além disso, o macho é o responsável para buscar alimento para os filhotes.

Caça leva palanca-negra-gigante a risco de extinção na Angola

A palanca-negra-gigante, subespécie rara de antílope, está ameaçada de extinção. Com apenas 200 animais vivendo na Angola, a sobrevivência da palanca é afetada pela caça, que ocorre devido à falta de fiscalização em parques e zonas de conservação.

Foto: Reprodução / Portal Observador

O secretário de Estado do Ambiente angolano, Joaquim Manuel, conta que os cerca de 200 animais existentes vivem no Parque Nacional da Cangandala e na Reserva Integral do Luando, na província angolana de Malanje, e “continuam ameaçados e em fase decrescente”. As informações são da Agência Lusa.

“O número que temos hoje indica que o pico continua decrescente e temos de elevá-lo. Hoje temos por volta de 10%, em comparação com a época colonial, e teríamos de ter um número suficiente por volta de 70% para assim podermos acautelar sua continuação”, disse.

O secretário disse também que, apesar do risco de extinção, as ações de conservação da espécie “melhoraram, substancialmente, desde 2003” e afirmou que, atualmente, pode-se falar em “uma recuperação” da espécie.

“Mas ainda está ameaçada. Existe um Plano de Gestão para os próximos cinco anos e isso é muito bom, porque já se pode avançar para outras atividades que não poderíamos desenvolver, como o ecoturismo, que poderá trazer os fundos para a conservação. Queremos levar o turismo para essas zonas para dar a conhecer o animal e arrecadar alguns recursos”, adiantou.

A caça, somada à incapacidade dos fiscais atenderem a 100% dois oito parques nacionais e das quatro reservas naturais do país, preocupam as autoridades ambientais de Angola. Atualmente, 1,6 mil fiscais trabalham em prol da conservação da palanca. Para ter um maior controle das áreas, seriam necessários 8 mil fiscais, segundo o Ministério do Ambiente.

“Só este dado dá para ver a diferença da necessidade gritante da quantidade de fiscais que ainda necessitamos. Hoje já se fala que, esse número de 8.000 fiscais poderia ser reduzido em 50% se se inserir as novas tecnologias”, disse. “A inserção do ecoturismo vem também no sentido de termos uma capacidade financeira para aumentarmos o número de fiscais nessas zonas”, acrescentou.

Com a apresentação do Plano de Gestão do Parque Nacional da Cangandala, em 2o18, defendeu-se a “necessidade da revisão dos limites” do parque para 85.000 hectares para “melhor conservação” das espécies. Para o secretário, essa revisão precisa ser feita para “melhor conservação do seu ecossistema e acompanhamento dos assentos populacionais que ali se encontram”.

“Visa que as comunidades que estão dentro das áreas de conservação saiam. Isso é que nos levou a fazer uma revisão da lei. A alteração está sendo feita e penso que até maio teremos a lei aprovada para que as comunidades inseridas nessas áreas tenham um tipo de atividade”, explicou. “Na Quiçama, temos população dentro do parque, infraestruturas alheias à conservação, temos uma estrada nacional que divide o parque em três partes e várias atividades que achamos que não fazem parte da conservação”, completou.