IPA oferece disciplina de direitos animais em Porto Alegre (RS)

Por David Arioch

Segundo o IPA, serão abordados tanto os aspectos teóricos quanto práticos dos direitos animais (Acervo: Adobe)

A partir de sexta-feira (9), às 10h30, o Centro Universitário Metodista (IPA) de Porto Alegre (RS) dará início às aulas da disciplina de direitos animais ministrada pelo professor Rogério Rammê.

Embora seja oferecida como parte do curso de direito, a instituição permite a participação de alunos ouvintes. Segundo o IPA, serão abordados tanto os aspectos teóricos quanto práticos dos direitos animais, e também como oferta de atividades extensionistas.

Rogério Rammê é doutor em direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), mestre em direito ambiental pela Universidade de Caxias do Sul (UCS) e professor de direito ambiental, administrativo, constitucional e direitos humanos do IPA.

Para mais informações, envie um e-mail para atendimento.integrado@ipa.metodista.br ou ligue para (55) 3316-1336.


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Protetora precisa de ajuda para alimentar e cuidar de 13 cães em Sapucaia do Sul (RS)

Isolete Conde
isoleteconde@hotmail.com

Divulgação

Uma protetora que mora no bairro Vila Camboim, em Sapucaia do Sul (RS), precisa de ajuda emergencial para alimentar 13 cães resgatados dos maus-tratos e abandono. Sua única renda é um benefício que não é depositado há meses. Para abrigar os animais, ela alugou uma baia em uma estrebaria, mas a convivência dos animais com cavalos e outras espécies está deixando os cachorros expostos a carrapatos e outros parasitas.

Divulgação

Ela faz todo o possível para cuidar deles da melhor forma possível. Ela conta com ajuda para ração de uma benfeitora de São Paulo, mas ainda não é o suficiente. Infelizmente, com frequência, os cães ficam doentes. Dois deles já tiveram botulismo. Na última semana um deles também precisou ser medicado com antibióticos e analgésicos. Os animais precisam de madrinhas fixas, doações e ajuda para o custeio de ração e medicamentos.

Quem puder ajudar com ração, pode comprar diretamente com uma agropecuária local:

CARUCA Agroveterinária LTDA
Banco Itaú
AG 1621
Conta Corrente 47492-1
CNPJ 26672838/0001-15

Telefones da CARUCA
051 3474-6064
051 9 9987 3922

Para saber como apadrinhar, adotar ou ajudar os cãezinhos mantidos em situação precária pela protetora, entre em contato com a Isolete, através do e-mai: isoleteconde@hotmail.com.

Moradores tentam manter casinhas de cachorro em rua de Porto Alegre (PR)

FIlha e Véia são cadelinhas famosas que se abrigam nas casinhas — Foto: Reprodução/RBS TV

Há alguns dias, uma situação divide moradores do bairro Jardim do Salso, na Zona Leste de Porto Alegre. Casinhas de cachorro foram colocadas na calçada para que cães abandonados, chamados de comunitários, porque são cuidados por quem mora na região, tivessem abrigo. Mas a atitude não agradou a todos. Uma reclamação foi feita na prefeitura, que ordenou a retirada das casinhas.

Em nota, a prefeitura informa que é possível recorrer dessa decisão em até 15 dias – prazo que se encerra na próxima semana (leia a nota completa abaixo). As casinhas, que foram inauguradas em outubro do ano passado, seguem no local.

“Foi um sucesso, todo mundo olhava, admirava. O pessoal ajudou, todo mundo colaborou, e compramos outra”, lembra a assistente administrativa Rosana Pereira de Oliveira, que lidera os pedidos pela permanência das casinhas.

“Nós temos muitos cães abandonados. A gente gosta dos animais e tratava pé quebrado, recolhia, atendia, colocando para dentro de casa”, acrescenta.

Atualmente, existem três casinhas em uma rua do bairro. Segundo os moradores, todo dia tem quem limpe, coloque água fresquinha e comida para os cães.

“A gente levanta às 5h30 da manhã para limpar, dar alimentação. Eles comem, alguns vêm do final da rua, se alimentam e vão embora. E a gente limpa, junta tudo e sai correndo para trabalhar. A gente gosta de animais, não gosta de ver eles na chuva, e é uma união de muitas pessoas, da comunidade toda, da rua, do prédio. Muita gente ajudando”, destaca a assistente administrativa Ana Beatriz Lemos Marques.

A Filha e a Véia são duas cadelinhas famosas na rua. Elas se abrigam nas casinhas, e também foram castradas e vacinadas pelos moradores que participam dos cuidados.

“Na realidade, quem escolhe o tutor é o cachorro, então eles nos escolheram, não só a mim e a Rosana, eles escolherem toda a comunidade. A gente ajuda com o que a gente consegue, com remédios, com amor, com casinhas”, diz o comerciário Daniel de Vargas.

Ordem de despejo

Tudo ia bem até que algumas reclamações começaram a surgir. A prefeitura foi avisada e emitiu uma ordem de despejo, endereçada ao condomínio onde na frente foram instaladas as casinhas, com base em uma lei municipal que diz que não se pode impedir a passagem de pedestres ou carros.

Já em nível estadual, uma lei aprovada neste ano permite que os moradores coloquem casinhas comunitárias na rua, desde que elas não atrapalhem os pedestres nem os motoristas.

“Não atrapalha absolutamente nada. O que atrapalha é a falta de amor que essas pessoas não têm para os animais e em ajudar”, diz Rosana.

“Eu acho que, sinceramente, faltou muito bom senso do fiscal, porque a gente tem poste no meio da calçada, a gente tem vegetação, a gente tem canteiros, isso não está atrapalhando a calçada?”, indaga Daniel.

Secretário visita rua

A polêmica cresceu e chegou ao secretário de Infraestrutura e Mobiliário de Porto Alegre, que foi ao local recentemente.

“O secretário, que estava de férias, veio aqui, se prontificou a olhar e estudar dentro da prefeitura, e nos indicou que nós entrássemos com um processo, que nós seguíssemos para que ele, dentro da prefeitura, pudesse analisar e tomar uma devida providência. Mas, até agora, não foi nos dito nada, não é nada oficial”, acrescenta Rosana.

Além da defesa dos moradores no recurso, a prefeitura também vai receber um abaixo-assinado online, que já reúne quase 30 mil pessoas.

Nota da prefeitura

A Prefeitura de Porto Alegre considera louvável que as pessoas cuidem dos animais, mas não pode abrir precedente e permitir que os abrigos fiquem na calçada, lugar destinado ao passeio público.

Por isso, o condomínio Edifício Tulipa foi notificado pela prefeitura por infringir o artigo 18, inciso IX da Lei 12/75, alterada em 2011. O artigo veda “embaraçar ou impedir, por qualquer meio, o livre trânsito de pedestres ou veículos nos logradouros públicos”.

A Lei é a mesma e vale para toda a população. A cidade de Porto Alegre tem 1,5 milhão de habitantes e possui regras para garantir a boa convivência entre todos.

O poder público tem entre suas prerrogativas o zelo pelo interesse coletivo, mesmo que, eventualmente, contrarie vontades e interesses individuais, por mais bem intencionados que sejam.

Os moradores têm 15 dias para recorrer. Eles podem adotar os animais ou instalar as casinhas dentro da área privada do prédio.

Homem é preso em Barra do Ribeiro (RS) com 92 animais silvestres

Entre os animais estavam pássaros como azulão, coleirinho, pintassilgo e trinca-ferro, além de duas pacas e um tatu mortos (Foto: PRF)

Uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) acabou em prisão ontem na BR-116, em Barra do Ribeiro (RS). Um homem conduzia um veículo com 92 animais silvestres – entre azulão, coleirinho, pintassilgo e trinca-ferro, além de duas pacas e um tatu mortos.

A prisão e o resgate dos animais foi possível porque o homem realizou ultrapassagem em local proibido. Durante a abordagem, os policiais verificaram que o motorista já tinha antecedentes por crimes ambientais. Agora, além de autuado por ultrapassagem em local proibido, ele vai responder mais uma vez por crime ambiental.

Moradora cria “condomínio de gatos” com vigilância 24 horas

Gatos têm casa, ração, água liberada e vigilância 24 horas por dia | Foto: Júlio Cordeiro / Agencia RBS

Se os gatos da Rua Laurindo um dia vagaram pelas redondezas sem lar, hoje eles têm o próprio condomínio de casas – com direto a café da manhã, jantar e vigilância 24 horas por dia.

Por trás da ideia, está a professora aposentada Vera Ferreira, 80 anos. Apaixonada por felinos e preocupada com a situação dos animais que viviam pela via do bairro Santana, ela espalhou uma dezena de caixas de papelão, que hoje servem de abrigo a oito gatos, ao redor de duas árvores em frente ao prédio onde mora. Há dois anos que, no início das manhãs e aos fins da tarde, ela repõe a ração dos bichinhos, que aguardam ansiosamente – em posição de sentido – no mesmo horário diariamente.

Caixinha de papelão serve de abrigo a gatinhos da Rua Laurindo | Foto: Gabriel Rigoni / Agência RBS

“É uma paixão antiga que se transformou em um projeto que tem como responsáveis eu e mais três companheiras. Fizemos a castração de todos os gatos e oferecemos cuidados de alimentação e segurança a eles”, conta Vera.

A segurança é, de fato, reforçada. Por uma câmera de vigilância instalada na sacada do apartamento, a aposentada controla a movimentação da rua e tenta coibir maus-tratos, como relata já ter flagrado:

“Os gatos estão cadastrados como comunitários da rua, e eu sou registrada como tutora. Então, me sinto muito responsável pelo bem-estar deles. Com a gravação de imagens, tenho provas sobre qualquer coisa de ruim que alguém tente fazer a eles”.

“Condomínio de gatos” foi instalado ao redor de uma árvore em frente a prédio da via do bairro Santana | Foto: Gabriel Rigoni / Agência RBS

Sob o conforto de casinhas, comida e carinho da vizinhança, Bonifácio, Lalinha, Barbie, Lili, Bebel e Victoria – os felinos mais assíduos da gatolândia – deitam e rolam.

Fonte: Gaúcha ZH

Animais doentes em um abrigo em Canoas (RS) precisam de ajuda

A cuidadora Mara pede socorro para os cães de seu abrigo na cidade de Canoas, Rio Grande do Sul. Muitos deles não têm mais casinha, pois foram destruídas pelo tempo.

Ela diz que todos chegaram no canil em condições severamente graves. Alguns chegaram ainda filhotes no abrigo e lá envelheceram sem ninguém para adotá-los.

A maioria dos cães são SRD (sem raça definida), alguns estão velhos, doentes e traumatizados pelos horrores que viveram nas ruas. Mara diz que somente dois de todos os animais do abrigo possuem madrinhas.

Para cada um dos cães ela precisa pagar 200 reais. Ela também pede doações para ração, medicamentos para vermes, inseticidas para as pulgas e carrapatos do abrigo. O Joaquim, um cão da raça chow-chow, precisa de uma casinha grande o suficiente para seu tamanho.

Bello, um cãozinho que está com câncer, faz quimioterapia e está internado na Animal Dreams em Canoas, e, segundo Mara, vem apresentando grandes melhoras. Mas ela ainda precisa ajudar a Dra. Fabiana com as despesas veterinárias do Bello.

Quem estives disposto a ajudar, entre em contato com Mara pelo número (51) 99470-4870 ou pelo número (51) 99792-2419.

Moradores fazem vaquinha para encontrar cachorro comunitário desaparecido

Toco tem até crachá de gerente | Fabio Emerim

O cãozinho sem raça definida Toco Daniel, conhecido como “gerente” do estacionamento Marujo, em Canoas, está desaparecido desde 31 de dezembro. Toco costumava levar os clientes do carro ao portão — em março do ano passado, recebeu até um crachá mostrando sua função. Rapidamente, ganhou muitos fãs e viralizou na internet após um tuíte com a sua foto.

O dono do estabelecimento, Altamiro Daniel, conta que viu Toco pela última vez no dia 31, no estacionamento em que o cachorro mora. O proprietário foi para casa, como sempre fez, para passar o Ano-Novo com a família. No outro dia, ao chegar ao local, Toco não estava mais lá. Altamiro pensou que ele havia feito um passeio e que logo voltaria:

“Sumiu na virada em função dos fogos. Achei que ia aparecer, pois tem livre acesso”.

No dia 2, com o cachorro ainda desaparecido, Altamiro começou a espalhar mensagens pelos grupos do WhatsApp pedindo ajuda para encontrá-lo.

Anúncio está sendo enviado por WhatsApp | Altamiro Daniel

Foi Eliane, uma cliente do estabelecimento, e Daiana, filha de Altamiro, que sugeriram fazer uma vaquinha e oferecer o dinheiro como recompensa para quem encontrar o cachorro. Cerca de 40 pessoas juntaram R$ 500.

“O clima está péssimo sem ele. Muita gente pergunta pelo Toco. Não apenas os clientes, mas quem passa por aqui”, diz Altamiro. “Tenho esperança que ele vai aparecer”.

Informações podem ser enviadas para o número (51) 99658-6732.

Fonte: Gaúcha ZH

Tartaruga é encontrada morta em praia de Torres (RS)

Tartaruga é da espécie ceretta-ceretta, segundo biólogo da prefeitura de Torres — Foto: Projeto Praia Limpa/Torres

Uma tartaruga foi encontrada morta na beira da praia de Torres, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Segundo o biólogo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Rivaldo Raimundo da Silva, trata-se de um animal da espécie Ceretta-ceretta. Segundo o projeto Tamar, a espécie está ameaçada de extinção.

A suspeita é de que a tartaruga tenha morrido após ingerir material plástico, conforme o biólogo. Foi a quarta tartaruga que apareceu morta na praia desde o fim de dezembro, diz Rivaldo.

O biólogo acredita que as mortes possam estar relacionadas ao aumento do aparecimento de águas-vivas no litoral gaúcho, que acabaram queimando milhares de banhistas. “As tartarugas se alimentam de águas-vivas. A redução do predador favorece a presa”, comenta Rivaldo.

Fonte: G1