Austrália apresenta um número elevado de abandono de animais

Por Rafaela Damasceno

A Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA) divulgou casos horríveis de abusos de animais na Austrália. Os abandonos chegaram a 579 animais nos últimos 12 meses, superando os 567 em 2017 e 2018.

Um cachorro desnutrido e esquelético

Foto: RSPCA

Cachorros, adultos e filhotes, foram os mais abandonados, totalizando 323. Coelhos, répteis, pássaros e até mesmo peixes foram submetidos à crueldade, de acordo com a RSPCA, que divulgou fotos dos maus-tratos.

Um gato com deficiência foi encontrado sozinho em um quintal na cidade de Ottoway, depois que seu dono se mudou para outro país. A ONG também destacou o caso de um cachorro que teve suas duas patas dianteiras amarradas com um cabo. O tutor havia se mudado e a filha, encarregada de cuidar dos animais, os abandonou quando foi despejada.

A pata de um cachorro machucada

Foto: RSPCA

Trinta e oito australianos foram condenados por maus-tratos no último ano. Um tutor recebeu uma pena de dez meses ao confessar ter matado seu cachorro de fome.

“Nem sempre conseguimos localizar o tutor, então não podemos prosseguir com a acusação”, lamentou Andrea Lewis, inspetora-chefe da RSPCA.

Ela ainda acrescentou ao Daily Mail que abandonar um animal nunca é a solução para um problema. Existem alternativas para quem não tem condições de cuidar dos animais, como os abrigos.

Um cachorro com a orelha machucada

Foto: RSPCA

“É muito melhor para eles estarem sob os cuidados de uma instituição respeitável e confiável, como a RSPCA, do que negligenciados ou abandonados”, concluiu.

No Brasil, estima-se que há 30 milhões de animais vivendo em situação de abandono. Nos meses de verão, o número de animais abandonados aumenta 40% no Rio de Janeiro – muitas pessoas viajam nas férias e deixam os animais para trás. O programa Linha Verde, do Disque Denúncia, registrou um aumento de 30% nos casos de maus-tratos aos animais, entre 2017 e 2018.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Cachorra é amarrada em carro e arrastada até a morte

Uma cachorra da raça buldogue francês foi amarrada na traseira de um veículo e arrastada pela estrada até morrer em um ato terrível de crueldade.

Inspetores da ONG RSPCA estão pedindo informações para rastrear as pessoas envolvidas na morte do animal indefeso.

O corpo do cachorro foi encontrado ainda com um longo pedaço de arame preso ao pescoço em Bootle, Merseyside, por volta das 6:30 da manhã em 17 de junho.

Seus ferimentos sugerem que ela correu ao lado do veículo até que não conseguiu mais se manter em pé, ponto em que ela caiu no chão e foi arrastada pela estrada.

A inspetora da RSPCA, Joanne McDonald, disse que as feridas profundas e horríveis vistas no animal, que recentemente deu origem a uma ninhada de filhotes, eram consistentes com o fato de ela ter sido arrastada pela rua.

Acredita-se que o cão tinha por volta de dois anos.

Joanne disse: “Eu acredito que alguém tenha deliberadamente amarrado a cachorra a um carro e, em seguida, saiu dirigindo levando esse pobre animal a correr até a morte.

“Há pele faltando em seus pés e parece que ela correu para tentar acompanhar o veículo em movimento até que não conseguiu mais, também há feridas no corpo dela que devem ter acontecido quando ela não conseguiu se manter de pé e foi arrastada. A coleira também está presa no alto de sua cabeça, sugerindo que ela foi puxada”.

“Este é um dos atos mais bárbaros e cruéis que já presenciei – esta pobre cadelinha tão jovem ainda, deve ter ficado aterrorizada e sofrido imensamente durante este ato hediondo”.

“Eu realmente quero encontrar que fez isso e estou esperando que o público possa me ajudar com as informações que nos levem aos culpados”.

A cachorra era microchipada, mas os detalhes não estavam atualizados.

A inspetora McDonald espera agora que alguém tenha visto o incidente acontecer e seja capaz de identificar quem realizou o ataque ou pode saber quem era o tutor da cachorra.

Ela disse: “Eu estou apelando para qualquer um que possa ter visto este crime, pois eles podem ter informações vitais que poderiam identificar quem fez isso”.

“Estamos aguardando que alguém, identifique o tutor ou tutora do animal e espero que alguém ao menos reconheça a cachorra e possa nos fornecer essa informação”.

As autoridades estão em busca dos criminosos e pediram que qualquer pessoa com informações sobre o incidente deve entrar em contato com a polícia.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Levantamento revela o destino terrível que os cavalos exportados pela Austrália enfrentam

Foto: PETA

Foto: PETA

Outros 11% estão listados nos registros da Korean Racing Authority (KRA) como “indeterminado”, uma entrada que muitas vezes coincide com o fim abrupto do histórico médico, ou a listagem de uma lesão que é incompatível com as corridas.

Segue-se a publicação pela Guardian Austrália de imagens secretamente gravadas por investigadores da PETA em um dos principais matadouros de cavalos em Nonghyup na Ilha de Jeju na Coréia do Sul, mostrando cavalos sendo espancados na cabeça com tubos de plástico antes de serem empurrados para pelos corredores do matadouro.

Esse vídeo inclui imagens de três cavalos australianos, incluindo o Dynamic Tank, Bareal Jeong e Winx, todos explorados em corridas de cavalos e considerados “campeões” sendo que o último deles foi listado em uma auditoria – realizada em registros de 40 anos de mortes – realizada pela KRA em 2015. Ele provavelmente foi morto em 2010, quando seus registros veterinários terminam.

Uma análise dos registros Australian Stud Book e KRA mostra que dos 190 cavalos exportados da Austrália para a Coréia do Sul entre janeiro de 2013 e maio de 2019, 22 estão listados como tendo sido enviados para o matadouro e 29 estão listados como tendo morrido, acredita-se que a maioria dessas mortes esteja ligada à indústria da carne.

Outros 11 morreram em consequência de acidentes durante uma corrida ou treino, ou devido a doenças como cólica. Cerca de 27% – ou 53 cavalos – ainda estavam competindo, com a maioria desse número sendo de cavalos que haviam sido exportados mais recentemente. Treze cavalos haviam sido transferidos para a indústria de criação, e 40, ou 21%, haviam sido aposentados como cavalos de passeio.

O tempo médio entre a data listada de exportação da Austrália e a data em que um cavalo morreu, ou foi listado “indeterminado”, é de 22 meses.

O cientista-chefe da RSPCA, Bidda Jones, disse que as imagens mostram que há “problemas óbvios que precisam ser resolvidos” se a Austrália pretende continuar exportando cavalos.

“Pedimos à Racing Austrália que trabalhe em estreita colaboração com suas contrapartes estrangeiras para garantir o manejo humano dos cavalos australianos ao longo de suas vidas, seja aqui ou no exterior”, disse Jones.

Jones disse que a história recebeu “milhares de reações de revolta e ira” dentro de uma hora depois de ser compartilhada na página do Facebook da RSPCA na quinta-feira.

“Os australianos não vão tolerar a violência e a crueldade contra os animais”, disse ela

Jones comparou a reação expressada pelas pessoas às respostas ao comércio de exportação de ovinos vivos, que foi fortemente restringido após o lançamento no ano passado de imagens terríveis divulgadas nas mídias sociais.

“Nesta época em que vivemos, não há onde se esconder”, disse ela. “Se os animais sob seus cuidados não estiverem sendo bem tratados, quando isso acontecer, onde quer que isso aconteça, você será descoberto”.

Jones disse que as indústrias que dependem de animais devem abordar essas questões “muito antes de serem expostas em uma reportagem de alcance mundial”.

A Racing Austrália mostrou imagens do matadouro na terça-feira última, mas disse que não pretendia expandir uma declaração anterior sobre protocolos de aposentadoria de cavalos introduzida na Austrália em 2015, e também expressou seu apoio ao estabelecimento de um registro de rastreabilidade de cavalos financiado pelo governo.

Embora contatada a entidade não respondeu a um pedido de comentário.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Cisne é estrangulado até a morte em parque público

Foto: RSPCA /SWNS.COM

Foto: RSPCA /SWNS.COM

Uma mulher estrangulou um cisne até a morte em um parque público, segundo relatos de testemunhas oculares presentes no local do crime.

Uma investigação da ONG RSPCA foi iniciada depois da denúncia de que uma mulher supostamente teria agarrado o pássaro indefeso, montado sobre ele e em seguida torcido seu pescoço.

Uma das pessoas que presenciaram o ato cruel, ligou para a polícia e também relatou o crime para a instituição voltada para bem-estar animal (RSPCA).

Foto: RSPCA /SWNS.COM

Foto: RSPCA /SWNS.COM

Policiais compareceram ao local atendendo a ocorrência e descobriram o cisne adulto morto em uma via pública do parque, iniciando então os procedimentos de coleta dos depoimentos de duas testemunhas.

O incidente aconteceu em Chester Park, em Chester-le-Street, no Condado de Durham, Inglaterra, por volta das 19 horas, na semana passada.

O oficial da RSPCA divulgou imagens do cisne morto em uma tentativa de localizar novas testemunhas e prender o agressor, que supostamente fugiu do parque, local do crime.

Cisnes são protegidos por lei sob a lei Wildlife and Countryside Act de 1981, o que significa que é ilegal matar, ferir ou pegar um cisne sem licença.

Os infratores podem enfrentar até seis meses de prisão e/ou uma multa com valores ilimitados.

O inspetor da RSPCA, Trevor Walker, disse: “A polícia foi inicialmente chamada por um membro do público que viu uma mulher pegar o cisne, montar no pássaro e torcer o pescoço do animal indefeso.

“Os policiais que compareceram à cena para atender a ocorrência encontraram o cisne adulto morto – com uma lesão nos tecidos do pescoço consistente com o estrangulamento – e conversaram com duas mulheres que assistiram ao incidente.

“O corpo do pássaro foi removido por trabalhadores do município e fomos contatados para investigar o caso”.

“Esse crime extremamente perturbador chocou as pessoas, um ataque covarde e cruel que levou à morte desnecessária e trágica de um belo pássaro.”

O inspetor Walker esta a procura de pessoas que possam ter estado no parque por volta das 19 horas de 30 de maio, para tentar localizar o assassino do cisne.

Casos semelhantes

Em 2017, Gareth Mattson recebeu uma sentença suspensa por fatalmente atirar em três cisnes com um rifle de ar em Pembrokeshire.

Ele foi condenado a cinco meses de prisão, suspenso por 12 meses, e foi instruído a pagar 525 libras (torno de 600 dólares) em custos.

Um ano antes de David Thompson se declarou culpado na Corte de Magistrados de Canterbury por matar dois pássaros e ferir outro depois que foi flagrado por uma câmera durante um exercício de treinamento de helicóptero da Guarda Costeira em abril.

Ele foi obrigado a pagar 7.500 libras (e torno de 9 mil dólares) por espancar dois cisnes até a morte com um bastão de pastoreio de ovelhas.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Égua grávida sofre aborto após ser montada e obrigada a correr por adolescentes

Foto: APEX NEWS

Foto: APEX NEWS

A foto acima mostra o momento terrível em que uma égua da raça “pônei de Shetland”, grávida, cai no chão e perde seu bebê depois de ter sido montada e obrigada a correr por um adolescente desumano.

As imagens , compartilhadas no Snapchat, mostram o adolescente sobre o animal acenando para a pessoa que está filmando, pelas imagens as autoridades locais afirmaram que o fato ocorreu em Bodmin Moor, na Cornualha (Inglaterra).

A égua cai no chão depois de lutar sofregamente para aguentar o peso do rapaz e sofre um aborto espontâneo.

Foto: APEX NEWS

Foto: APEX NEWS

Fotos da égua deitada exangue ao lado de seu filho morto foram compartilhadas nas mídias sociais na forma de um apelo para levar os culpados do crime à justiça, segundo informações do Daily Mail.

O jovem fazendeiro Hollie Cornelius, de Saint Breward, também na Cornualha, escreveu no Facebook: “Para os monstros que acham engraçado pegar e montar em cavalos miniaturas, os ponêis de Shetland, esse aborto é resultado de suas ações”.

“A égua claramente não aguentou o peso do corpo do criminoso e caiu no meio do vídeo”, escreveu ele.

“Agora temos um potro morto e provavelmente também uma égua morta pela manhã!”

“Espero que tenha valido a pena matar um bebê “para postar no Snapchat” e espero que vocês estejam felizes consigo mesmos e com suas vidas vazias!”

Foto: APEX NEWS

Foto: APEX NEWS

“Eu só gostaria de pedir a todos que sejam atenciosos e cuidem dos animais na região de moors, por favor, eles são vidas e não são brinquedos para diversão de pessoas doentes”.

As fotos foram compartilhadas mais de 14 mil vezes e milhares de usuários revoltados e chocados do Facebook responderam comentando no post, pedindo que a polícia fosse contatada e que algo fosse feito”.

Um porta-voz das polícias de Devon e Cornwall disse: “A polícia está investigando relatos de maus-tratos, crueldade e sofrimento causado a um animal em Bodmin Moor entre sexta-feira 5 e segunda-feira, 8 de abril”.

“Foi relatado que o pônei havia sido montado por um adolescente, fazendo com que ela caísse por não suportar o peso dele”.

“Mais tarde, a égua abortou o potro que esperava. As investigações policiais continuam em andamento neste momento”.

A ONG RSPCA, maior entidade de defesa dos direitos animais no Reino Unido, já esta investigando o caso em paralelo a polícia.

Até o momento nem a polícia de Devon ou da Cornualha nem a RSPCA encontrou relatos do incidente em função da ausência de um local ou data precisos. Foi aberto um canal de denúncias especialmente para este caso.

O pônei de Shetland

O pônei Shetland é uma raça de min-cavalos britânica originária das ilhas Shetland, na Escócia. Os pôneis variam em altura de aproximadamente 70 cm até um máximo de 107 cm. Eles têm uma pelugem pesada e farta, pernas curtas e são considerados muito inteligentes.

Pequenos porém fortes esses animais são muito amigáveis e interagem muito bem com crianças segundo a Associação de Pôneis de Shetland.

Um animal de tais proporções, pequena, dócil, frágil e ainda por cima fragilizada pela gravidez, ao ser montada e obrigada a correr por um monstro sem ter como se defender ou pra onde fugir, não teria como manter seu bebê.

Uma vida perdida de forma nauseante pela irresponsabilidade criminosa e doente de jovens seres humanos cujo comportamento chega a assustar na medida em que ele envolve a exposição orgulhosa de um ato condenável como motivo de glória e aplausos.

um celeiro de madeira com entulhos

Fazenda palco de abuso e maus-tratos a animais é destruída por incêndio

Na manhã da última sexta-feira (11), um incêndio eclodiu em uma fazenda em Surrey, Inglaterra, dois dias após a Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA) resgatar de lá mais de 200 animais que sofreram um dos “piores casos de abuso já vistos”. Felizmente, não havia mais nenhum animal na fazenda incendiada.

um celeiro de madeira com entulhos

Foto: SWNS.COM

Os animais salvos de condições extremamente abusivas incluíam 123 cavalos, 59 cães, oito burros, alpacas, cabras, galinhas, um pato e um gato. Eles estão todos agora sendo cuidados por instituições de caridade. Dois cavalos e um bode foram mortos no dia do resgate quando foram encontrados prostrados ​​no local.

Fotografias mostravam terrenos deteriorados e equipamentos agrícolas descartados, com celeiros imundos. A investigação sobre o abuso ainda está em andamento.

terreno com ferragens tortas espalhadas

Foto: SWNS.COM

Um funcionário da RSPCA disse: “Este é um dos maiores casos de abuso de animais que já vimos. Membros do público preocupados relataram as condições da fazenda para nós.”

Acredita-se que um indivíduo tenha sido levado para interrogatório, mas nenhuma prisão foi feita. Pelo menos sete carroças foram usadas para ajudar no resgate.

A RSPCA trabalhou com a polícia de Surrey para executar um mandado na fazenda sob a Lei de Bem-estar Animal. Oficiais da polícia participaram do resgate para ajudar.

Veterinários e muitas outras instituições de caridade também ajudaram, incluindo Bransby Horses, Redwings, a Horse Trust, a Donkey Sanctuary, World Horse Welfare e Dogs Trust.