Orcas resgatadas passam bem após viagem de libertação

Por Rafaela Damasceno

Mais três orcas foram resgatadas da “cadeia de baleias”, na Rússia. No outono passado, a história de orcas e belugas sendo mantidas em condições deploráveis na baía de Srednyaya foi noticiada depois que o Greenpeace avisou que os animais estariam sendo contrabandeados para a China.

Uma beluga na água

Belugas também foram libertadas do cativeiro, no outono passado | Foto: Urdu Point

As primeiras oito orcas a serem soltas sobreviveram ao transporte para o Território de Khabarovsk, apesar de alguns especialistas temerem que elas morressem no caminho.

Após a viagem de três dias pelo rio Amur, as três orcas que começaram seu trajeto nesta quinta-feira (11) passam bem, segundo o Instituto Russo de Pesquisa da Pesca e Oceanografia. Responsável pela missão de libertar os animais, o Instituto trabalha para que a viagem seja feita da maneira mais segura possível.

A orca fêmea mais jovem tem cinco anos de idade, enquanto os outros dois mamíferos têm entre nove e dez. Na segunda-feira, o navio que transportava os animais atracou. As orcas serão realocadas em caminhões, para que possam continuar sua jornada.

De acordo com os pesquisadores, especialistas trocarão a água dos reservatórios utilizados para transportar os animais antes de entrarem nos caminhões. Cada um dos mamíferos também será acompanhado por dois treinadores encarregados de conferir se eles se sentem bem.

Quando a história do contrabando chegou aos jornais, há alguns meses, o tribunal declarou que as orcas foram capturadas de forma criminosa. As empresas responsáveis pela violação receberam multas de 150 milhões de rublos (cerca de 90 milhões de reais). O Instituto trabalha agora para que todos os animais ganhem a liberdade.

Rússia é criticada por “despejar” no mar baleias que estavam confinadas em cativeiro

Foto: Vniro/EPA

Foto: Vniro/EPA

A tão esperada operação da Rússia para liberar o primeiro lote de baleias que eram mantidas em cativeiros apertados e insalubres na região do extremo leste do país foi perigosamente cheia de falhas, de acordo com ambientalistas.

Os animais – 11 orcas e 87 baleias beluga – eram mantidos em cativeiro em uma baía perto da cidade portuária de Nakhodka desde o ano passado. Os cetáceos deveriam ser vendidos a aquários chineses, porém imagens dos animais definhando no que foi chamado de “prisão de baleias” causaram protestos internacionais.

Vladimir Putin na semana passada saudou as medidas da Rússia para devolver as baleias à natureza. No entanto, o Greenpeace Rússia disse que as duas orcas e seis baleias beluga foram simplesmente jogadas no mar de Okhotsk na quinta-feira, depois de serem transportadas 1.100 milhas (quase 2 mil km) por caminhão e depois de barco para seu habitat natural. A viagem durou sete dias e as baleias foram mantidas em pequenos contêineres durante todo o tempo.

A decisão de libertar os animais veio após uma visita ao seu cativeiro em abril por Jean-Michel Cousteau, oceanógrafo e filho do falecido especialista em marinha Jacques Cousteau. No entanto, apesar das promessas de autoridades russas de que a equipe de especialistas marítimos de Cousteau estaria envolvida em sua libertação, nenhum cientista internacional ou independente foi convidado a participar. Cousteau, inclusive, recomendara que as baleias fossem transportadas apenas pelo mar.

O Greenpeace disse que nenhuma tentativa foi feita para preparar as baleias para seu retorno à natureza, aumentando seriamente o risco de trauma ou morte para os animais. A entidade também afirmou que toda a operação foi realizada em sigilo.

“É cruel liberar orcas e baleias belugas que passaram sete dias nesses contêineres diretamente no mar”, disse Oganes Targulyan, um especialista do Greenpeace, à mídia russa. “Eles não foram liberados, mas jogados [no mar]”.

As autoridades russas disseram que a operação foi bem-sucedida e que nenhuma das baleias sofreu durante a viagem. Nove orcas e 81 baleias-beluga permanecem em cativeiro. Eles serão libertados em outros lotes nos próximos quatro meses.

Uma corte no extremo leste da Rússia neste mês ordenou que várias empresas pagassem multas de 150,2 milhões de rublos (1,8 milhão de libras/mais de 8 milhões de reais) por seus papéis na “prisão das baleias”. Mas, de acordo com documentos publicados no site de compras estatais da Rússia, as mesmas empresas também foram contratadas pelo instituto estadual de pesca e oceanografia para liberar as baleias. Elas estão para ganhar mais de 360 milhões de rublos no total.

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Esforços para salvar baleias e golfinhos são recompensados mundialmente

Foto: Aaron Chown/PA

Foto: Aaron Chown/PA

Junho foi um bom mês para os ativistas que há muito lutam e fazem campanha contra baleias e golfinhos mantidos em cativeiro em pequenos tanques para entretenimento humano.

Além das duas baleias que foram transportadas de avião do aquário de Xangai na China para o santuário de baleias na Islândia, o Canadá aprovou uma legislação que torna “ofensivo manter cativo, reproduzir, importar ou exportar qualquer baleia, golfinho ou boto”.

A Rússia também disse que vai acabar com a brecha legal usada pelos traficantes que capturam os cetáceos para “fins educacionais e culturais”. O presidente Putin se curvou à pressão para fechar a “prisão de baleias” no extremo leste da Rússia e libertar 10 orcas e mais de 80 baleias-beluga de volta à natureza.

"Cadeia de baleias" russa | Foto: Picture-alliance/DPA

“Cadeia de baleias” russa | Foto: Picture-alliance/DPA

A união do Sea Life Trust (Fundação para a Vida Marinha), com a ONG Whale and Dolphin Conservation (Conservação de Baleias e Golfinhos), foi responsável pelo transporte das duas baleias belugas de Xangai para a Islândia – um projeto mundial que serve de modelo para acabar com essa indústria cruel.

Com mais de três mil baleias e golfinhos ainda em condições intoleráveis, especialistas não negam que há muito trabalho a fazer. Mas os eventos deste mês são fontes de esperança para que a luta persista.

O Whale Sanctuary Project esta trabalhando com o governo russo para devolver 97 orcas e baleias belugas às suas águas oceânicas.

Foto: Ana Hace

Foto: Ana Hace

Todos os que estão trabalhando nesse esforço ficaram satisfeitos com a solução para libertação do cetáceos, conforme informações do The Guardian. O transporte pretendido das orcas russas para a China (aquário) não era apenas uma farsa, mas também uma perturbação do ecossistema do Mar de Okhotsk.

O vice-primeiro-ministro Alexey Gordeyev acrescentou que o governo vai mudar a lei que permite que as baleias sejam capturadas para entretenimento. Outro grande passo em frente.

Baleias, golfinhos e demais animais que pertencem a vida marinha foram feitos para ser livres e gozar da vida no oceano, junto aos seus iguais. Não restam dúvidas sobre o quanto a vida em cativeiro é nociva e muitas vezes fatal a esses seres vivos.

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Turista desce do carro e tenta pegar urso filhote mas o pequeno se defende

Foto: The Siberian Times

Foto: The Siberian Times

Animais selvagens tem instintos próprios, são naturalmente designados para viver em liberdade e na selva, e apesar de serem comprovadamente capazes de sentir, sofrer, amar e compreender o mundo ao seu redor, também são capazes de reagir a estranhos que lhes pareçam ameaçadores e se defender.

Longe de serem fontes de entretenimento humano como os zoológicos e circos querem fazer crer, esses seres sencientes tem capacidade de raciocínio peculiar e própria sendo que tem autonomia na natureza para definir seus territórios e buscar seu alimento e cavar suas tocas.

As imagens abaixo são o exemplo disso, elas flagram o momento em que um turista é obrigado a fugir de um urso pardo filhote selvagem após ele ter irresponsavelmente provocado o animal.

O homem que reside do leste da Rússia é filmado tentando brincar com o urso, provavelmente na intenção de acariciá-lo como a um cão ou gato, pela forma como se aproxima.

Ele irresponsavelmente tenta se aproximar-se do animal com a esperança de pegá-lo e acariciá-lo.

O vídeo mostra o turista indo em direção ao urso aparentemente alheio ao perigo em que esta colocando sua vida.

Foto: Siberian Times

Foto: Siberian Times

O animal inicialmente recua, mas o homem de repente resolve arriscar, então comete o erro de provocar o animal e correr.

O urso imediatamente se lança em direção a ele enquanto o turista corre para voltar para dentro de seu carro.

Os amigos do homem gritam e juram tentar assustar o urso, dizem relatos.

A criatura selvagem sobe nas pernas traseiras em sinal de agressividade quando se aproxima do veículo.

Foto: Siberian Times

Foto: Siberian Times

O turista não foi identificado, mas ele desafiou e descumpriu os alertas na região de Kamchatka, na Rússia, para não alimentar ou aproximar dos ursos, provocando uma reação irada dos moradores locais, informou o jornal The Siberian Times.

Um morador da região Konstantin postou: “Quantas vezes pedimos às pessoas que parassem de sair de seus carros e alimentassem ursos? Eles não são alguns bichinhos de pelúcia fofos.

“Por que as pessoas não podem crescer e se comportar de maneira madura na natureza?”

Liudmila Fedosenkova escreveu: “O urso pegou ele? Não? Que pena”.

“Não há lei que resolva para um tolo desses. Ele trata um animal selvagem como um animal doméstico”, afirmou Sandra Fadeeva.

“É uma pena que o urso não tenha rasgado um pedaço de seu traseiro. Não sinto simpatia por idiotas como esse”, disse Tatiana Zolnikova.

Cão entra em estúdio durante apresentação de jornal e vídeo viraliza na internet

Um cachorro entrou em um estúdio durante a apresentação de um telejornal na Rússia, assustando a apresentadora. O vídeo do caso inusitado foi divulgado na internet e viralizou.

Foto: МТРК МИР/YOUTUBE

A jornalista lia uma notícia sobre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, quando foi surpreendida pelo latido do cachorro. Sem saber o que fazer, ela tenta continuar apresentando o jornal, mas é interrompida novamente pelo animal, um labrador preto, que pula ao lado dela, colocando as patas em cima da bancada e cheirando os papéis do noticiário.

“O que eu devo fazer com um cachorro no estúdio, pessoal? Eu prefiro gatos”, brincou a âncora diante da situação. As informações são do portal Vix.

Sem receber ajuda, ela chega a fazer carinho no animal e depois o puxa para baixo da bancada. A cena inusitada foi divulgada na internet pela própria emissora de TV, Mir 24, e chamou a atenção de internautas no mundo todo.

Segundo comunicado da emissora, o cachorro estava com seu tutor no local para participar de uma gravação, mas acabou escapando e entrando no estúdio onde o jornal era gravado. No entanto, como o logo da emissora é justamente um labrador preto, telespectadores começaram, segundo o Daily Mail, especular se a situação não foi uma jogada de marketing da Mir 24 para se promover.

Veja o vídeo:

Baleia reforça tese de que seria treinada ao devolver celular que caiu no mar

Uma baleia beluga chamou a atenção após devolver um celular que caiu no mar na Noruega. Ela foi vista pela primeira vez no final de abril e, desde então, segundo o “Business Insider”, tem circulado pelas águas de Hammerfest  e interage com os barcos e pede comida, o que reforça a tese de que ela pode ter sido treinada, está acostumada com o contato humano e não sabe se alimentar sozinha.

“Nós nos deitamos no cais para olhar e esperamos ter a chance de interagir”, disse Ina Mansika ao site “The Dodo”. “Eu tinha esquecido de fechar o bolso da jaqueta e meu telefone caiu. Presumimos que estava perdido para sempre, até que a baleia mergulhou de volta e voltou alguns instantes depois com meu celular na boca!”, acrescentou.

Foto: Jorgen Ree Wiig/Norwegian Directorate of Fisheries/via REUTERS

“Todo mundo ficou tão surpreso. Quase não acreditamos no que vimos”, continuou ela. “Fiquei super feliz e agradecida por ter recuperado meu telefone”, completou.

Especialistas alertam que o gesto pode indicar que a baleia foi treinada. Boatos sugerem que ela foi treinada pela marinha russa para ser uma “espiã”. As informações são do G1.

O biólogo marinho Jorgen Ree Wiig, em entrevista à rede americana CNN, que acredita que a beluga veio da região de Murmansk, na Rússia, e foi treinada pela marinha russa, que é conhecida por explorar baleias dessa espécie em operações militares para guardar bases navais, ajudar mergulhadores e encontrar equipamentos desaparecidos.

Autoridades russas prometeram, em 8 de abril, libertar dezenas de orcas e baleias que foram capturadas no extremo oriente russo e viviam confinadas em tanques desde o verão. A situação revoltou ambientalistas e gerou a criação de um abaixo-assinado endossado pelo ator Leonardo DiCaprio. A intenção do governo era explorar esses animais marinhos para entretenimento humano em parques de diversões aquáticos.

Apesar das especulações, a Rússia não emitiu nenhum posicionamento sobre a beluga encontrada na Noruega. “Quer isso seja verdade ou não, parece que a baleia foi claramente treinada sob os cuidados dos humanos por um bom tempo”, disse Catherine Kinsman, co-fundadora do Canadian Whale Stewardship Project.

A Gazeta Russa confirma que golfinhos e focas foram treinados pelas marinhas soviética e russa para serem exploradas no transporte de ferramentas para mergulhadores durante o conserto de barcos e submarinos. A publicação, no entanto, diz que os militares pararam de explorar esses animais há muitos anos.

Em entrevista à BBC, cientistas do Instituto de Ecologia e Evolução A.N. Severtsov, em Moscou, disseram que os militares russos ainda exploram um número limitado de baleias brancos, ainda que para finalidades pacíficas.

O modelo de “coleira” usado nesses animais foi desenvolvido, segundo a Gazeta Russa, foi produzido antes de 2010, conforme confirmado pela empresa que o fabricou. Ainda de acordo com a publicação, as belugas são geralmente exploradas na busca por navios e equipamentos que naufragaram.

As autoridades norueguesas estudam, agora, uma forma de salvar a beluga, segundo o jornal Washington Post. Levá-la para um santuário de belugas na Islândia é uma das possibilidades, já que ela corre risco de morte por não conseguir se alimentar sozinha.

Rússia anuncia libertação de 100 baleias após protestos internacionais

Após o clamor internacional que recaiu sobre o que veio a ser conhecido como a “cadeia de baleias” da Rússia, autoridades anunciaram que quase 100 baleias serão libertadas de sua prisão gelada.

Mas o Kremlin avisou que a liberação das 11 orcas e 87 baleias belugas é um processo que deve levar anos.

Grupos de bem-estar animal afirmam que as baleias estão sendo mantidas em condições precárias e cruéis com a intenção de serem vendidas a aquários e compradores chineses.

Segundo o Telegraph, do Reino Unido, uma única orca pode chegar a custar 8,4 milhões de dólares.

A “cadeia de baleias” está localizada perto do Mar de Okhotsk, no extremo leste da Rússia, a 7 mil quilômetros a leste de Moscou.

O explorador francês e fundador da Sociedade do Futuro do Oceano, Jean-Michel Cousteau, disse que, com a ajuda de especialistas, cada baleia é agora conhecida e esforços serão feitos para readaptar cada uma delas “para que sejam liberadas naturalmente no meio ambiente”.

“A maioria, se não todas, se pudermos liberá-las, elas serão soltas onde foram capturadas. Assim, elas podem ser reconectadas, assim esperamos, não apenas com a mesma espécie, mas potencialmente com parte da família, do grupo ou dos amigos anteriores à captura”, disse Cousteau.

“Não é fácil, mas vai acontecer, espero que para a maioria deles.

“Esse é nosso objetivo, para cada um de nós, libertá-las. E isso pode levar anos. Ainda não sabemos.”

De acordo com o ministro de Recursos Naturais e Meio Ambiente da Rússia, Dmitry Kobylkin, seria “impossível” liberar os animais durante o inverno.

“Nós passamos, por um momento muito difícil, no inverno. Durante esse período, foi impossível liberar os animais, teríamos perdido todos eles”, disse ele.

“Agora que com a chegada do verão é o momento ideal para este trabalho pode ser feito, e ele deve ser feito”, afirma ele.

De acordo com uma moratória mundial sobre a caça comercial de baleias, as baleias podem ser capturadas apenas para fins científicos e educacionais.

O Greenpeace exigiu a liberação de todas as orcas e belugas.

“Estes animais fascinantes sofrem severamente em cativeiro, devido à impossibilidade de viajar pelos oceanos, praticando seu comportamento natural, a falta de alimento natural e também porque estão sob forte estresse social, pois foram retirados de seu habitat natural, grupos sociais e familiares “, disse o Greenpeace.

Rússia mantém 101 baleias e orcas presas em condições estressantes

O governo russo está mantendo há meses 90 baleias belugas e 11 orcas confinadas em condições estressantes, conforme denunciam ambientalistas que temem pela saúde dos animais. As autoridades prometeram libertar as orcas e baleias, mas até o momento as mantém no confinamento.

Orca (Foto: Pixabay / Ilustrativa)

Os animais marinhos foram retirados da natureza, a maior parte para ser enviada a aquários chineses. O ato cruel chamou a atenção de ambientalistas, políticos e celebridades. O ator Leonardo DiCaprio está entre as pessoas que se posicionaram contra o cativeiro das baleias e orcas. Ele fez um apelo para que esses animais sejam libertos e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pediu às autoridades que o destino deles fosse determinado até o início de março. Um mês após o final do prazo, as baleias e orcas permanecem confinadas no Centro para Animais Marinhos, no leste da Rússia. O local é conhecido como “cadeia de baleias”.

Os animais foram capturados no Mar de Okhotsk e estão no Centro desde que o procurador-geral da Rússia disse que as empresas que fizeram a captura não tinham autorização para fazer a exportação para a China. As informações, da emissora internacional da Alemanha Deutsche Welle, foram divulgadas pelo jornal O Povo.

Ambientalistas se preocupam com os animais e alertam que a alimentação dada por humanos e os medicamentos oferecidos para que o sistema imunológico seja estimulado podem dificultar a sobrevivência das belugas e das orcas caso elas sejam devolvidas ao habitat.

Ao analisar imagens da “cadeia de baleias”, um grupo internacional de cientistas concluiu que a saúde dos animais está piorando. Até o momento, pelo menos três belugas e uma orca foram dadas como desaparecidas do local. O discurso oficial é de que elas fugiram. Ambientalistas, no entanto, acreditam que elas tenham morrido no cativeiro.

O Ministério de Recursos Naturais e Meio Ambiente (MNR) da Rússia afirmou que os animais passam bem. “Queremos tranquilizar a todos que estão monitorando de perto a situação de que não há preocupações sobre as orcas na Baía de Srednaya”, afirmou.

O Instituto Russo de Pesquisas Pesqueiras e Oceanografia (VNIRO) disse que está coordenando um grupo de especialistas que irá avaliar o quadro de saúde das belugas e das orcas. Afirmou ainda que apenas as mais aptas à sobrevivência serão devolvidas à natureza. Porém, a ação do governo gera desconfianças. O especialista em mamíferos marinhos Grigory Tsidulko, consultor do Greenpeace Rússia, teme que a abordagem da Rússia seja apenas uma fachada para ocultar interesses econômicos.

“Todos os animais podem ser libertados se houver uma reabilitação adequada, mas há um grande conflito de interesses”, disse Tsidulko à DW. “O grupo que avalia a saúde dos animais foi ampliado após uma reunião com o Ministério de Recursos Naturais e incluiu representantes de alguns grandes oceanários russos”, acrescentou.

O VNIRO negou a existência de conflitos de interesses e disse que está sendo realizada uma avaliação objetiva e imparcial dos animais. O processo de reabilitação, segundo o Instituto, será iniciado quando o governo decidir quais animais poderão voltar ao habitat. Os que forem julgados aptos serão soltos no local onde foram caçados em junho, quando começa o período sem gelo na Rússia.

O MNR acredita que soltar as belugas e orcas no mesmo local de onde foram capturadas pode facilitar o reencontro com membros da família. Embarcações capazes de transportar esses animais, que podem pesar até 6 toneladas, e que tenham espaço para abriga-los durante a viagem, que deve durar de quatro a cinco dias, serão utilizadas durante o procedimento de soltura.

O governo não informou qual será o destino dos animais considerados inaptos à vida na natureza. Tsidulko acredita que há chances deles acabarem vivendo presos em aquários.

O MNR justifica que devolvê-los ao mesmo lugar facilitará o reencontro com membros da família. Como uma orca macho pode pesar até 6 toneladas, o ministério afirmou que serão utilizadas embarcações capazes de transportar grandes cargas e que os mamíferos terão espaço suficiente durante a viagem de quatro ou cinco dias. O que acontecerá aos animais considerados não aptos à liberação ainda é uma incógnita. Para Tsidulko, há chance de que eles acabem em aquários.

Celebridades pedem a Vladimir Putin que liberte baleias em cativeiro

Kate Mara. Foto: Don Flood

A atriz vegana Kate Mara é uma das muitas celebridades que assinaram uma carta a Vladimir Putin solicitando a libertação de 90 baleias belugas e 11 orcas mantidas em cativeiro em Srednyaya Bay.

Kate se uniu a uma série de outras celebridades apoiadoras da PETA, incluindo Mark Ruffalo, Maisie Williams, Hayden Panettiere, Edward Norton e Adrian Grenier para assinar uma carta enviada pela organização de apoio à defesa dos direitos humanos Earth Island Institute. As informações são do Plant Based News.

Recentemente, autoridades russas acusaram quatro empresas por confinar belugas e orcas em minúsculos recintos lotados, apelidados de “cadeias de baleias”, na costa do Pacífico.
É ilegal na Rússia capturar cetáceos, exceto para fins científicos e educacionais; as empresas que capturaram essas baleias reivindicaram um propósito educacional. Belugas valem milhares de dólares em parques marinhos na China , enquanto orcas valem milhões.

Acredita-se que muitas das belugas e todas as orcas, mantidas em cativeiro desde o verão, seriam vendidas para aquários chineses e algumas das belugas para instalações russas.

A denúncia gerou revolta pública e apelos de celebridades. Após a pressão, Putin ordenou uma avaliação de todas as opções, incluindo a liberação dos animais, mas não houve nenhuma mudança ou ação significativa até o momento.

Dúzias de baleias orcas e beluga mantidas em cativeiros apertados em Nakhodka, Russia | Foto: AFP/Getty Images

O governo

Putin já tomou medidas para bloquear a exportação dos animais em outros países, o que a PETA elogiou, dizendo que “baleias e golfinhos não lidam bem com o cativeiro”.

A PETA também elogiou os passos dados pelo governo russo em bloquear novas permissões de captura para 2019. Ele diz que “apoia a iniciativa russa de implementar uma proibição permanente da captura de orcas russas e baleias belugas”.

“Gostaríamos de pedir-lhe para tomar várias medidas importantes para o bem-estar das baleias remanescentes nas canetas do mar…e devolver as orcas e as baleias beluga ao Mar de Okhotsk quando viável”, diz a carta.

“O mundo está esperando por um final feliz.”

Casal abandona emprego para viver com mais de 100 cães em casa no campo

Uma fotógrafa russa, que fazia muito sucesso com a profissão, e seu marido decidiram abandonar seus empregos para se dedicar integralmente a animais resgatados de maus-tratos e abandono. Daria Pushkareva trabalhou em filmes e se especializou em fotografia de casamento, tendo sido uma das fotógrafas da área mais solicitada na Rússia. Mas largou tudo pelos animais.

Foto: Reprodução / Zoorprendente

“Eu percebi que estava viciada em trabalhar”, disse a fotógrafa, cansada da rotina que levava. Foi então que ela decidiu começar a resgatar animais, lembrando de um sonho de infância: ter um abrigo para cães. As informações são do portal Zoorprendente.

Daria cresceu em uma casa modesta e, por isso, nunca teve condições de ter um animal. Já adulta, ela passou a ajudar cachorros trabalhando como voluntária em seu tempo livre. Os resgates, no entanto, começaram com os seis primeiros cães salvos pelo casal.

O primeiro cachorro salvo por eles foi um filhote que era preterido pelos adotantes porque não tinha um olho. “Agora eu sinto que não estou perdendo meu tempo e que minha vida tem sentido”, disse a fotógrafa.

Foto: Reprodução / Zoorprendente

Quando estava prestes a resgatar o sétimo cachorro, o casal enfrentou problemas. O animal tinha problemas comportamentais, era agressivo e tinha recomendações de veterinários para que fosse sacrificado. Os dois, porém, não concordavam em tirar a vida de um animal saudável e, após vários testes, descobriram que o comportamento dele era reflexo de um trauma craniocerebral.

“Eu perguntei se havia algo que eu pudesse fazer para deixar o cachorro feliz e o veterinário disse que seria melhor entregá-lo a um lugar fora da cidade com muito espaço”, contou Daria. Foi então que, ao invés de buscar um lar para o cão, o casal decidiu juntar todas as economias que possuíam, fazer empréstimos e comprar uma casa de campo nos arredores de Moscou. Os dois abandonaram os empregos e passaram a viver no local, dedicando-se em tempo integral aos animais resgatados.

“Eu não considero isso um refúgio. Eu até fico ofendida quando alguém o chama assim. Eles são nossos cães, nós os amamos. Nós não planejamos entregá-los a ninguém”, disse a fotógrafa, que na companhia do marido, cuida atualmente de mais de 100 cachorros, além de algumas raposas e guaxinins que receberam abrigo na casa para que não fossem mortos por pessoas interessadas em transformar suas peles em casacos.