Rússia ordena a libertação de 100 baleias após pressão de Leonardo DiCaprio

Cerca de 90 baleias beluga eram mantidas em condições cruéis | Foto: The Siberian TImes

Cerca de 90 baleias beluga eram mantidas em condições cruéis | Foto: The Siberian TImes

Autoridades russas ordenaram a libertação de 100 baleias orca e beluga que viviam em cativeiro após a pressão de Leonardo DiCaprio.

Fotos mostrando os animais imensos e majestosos, sendo mantidos presos em espaços apertados e pequenos na costa do pacífico na Rússia, se tornaram alvo de uma onda de críticas desde que apareceram pela primeira vez ano passado.

Dúzias de baleias orcas e beluga mantidas em cativeiros apertados em Nakhodka, Russia | Foto: AFP/Getty Images

Dúzias de baleias orcas e beluga mantidas em cativeiros apertados em Nakhodka, Russia | Foto: AFP/Getty Images

O Kremlin informou que cinco filhotes de morsas, 11 orcas e 90 filhotes de belugas foram mantidos em condições cruéis por proprietários que planejavam vendê-los a aquários chineses.

O serviço federal de segurança da Rússia, FSB, fez acusações formais contra quatro companhias por infração das leis de pesca do pais.

Contudo, as baleias ainda estão presas no cativeiro que foi batizado de “prisão de baleias” em Nakhodka (Rússia) enquanto as autoridades tentam seguir o protocolo para libertá-las.

O porta-voz do Kremelin, Dmitry Peskov disse semana passada que o presidente Valdimir Putin entrou no caso para cuidar pessoalmente do assunto.

“Estamos fazendo tudo que podemos”, disse o ministro da ecologia do país Dmitry Kobylkin, na quinta-feira.
“Ninguém está se colocando de forma contrária a libertação das orcas, mas o mais importante de tudo é libertá-las da forma certa”, ele disse.

O ator de Hollywood, Leonardo DiCarprio, já havia postado no Twitter uma convocação aos seus 19 milhões de seguidores para assinar uma petição online pela libertação dos animais.

“Por favor assinem essa petição e se juntem a mim em defesa das baleias e contra a captura desumana de orcas e belugas na Rússia, ele escreveu em 26 de fevereiro.

Desde então a petição recebeu mais de 900 mil assinaturas.

Semana passada, o presidente Putin ordenou que os ministérios da agricultura e meio ambiente “determinassem o destino” dos mamíferos marinhos até sexta-feira primeiro de março.

Ativistas pelos direitos animais compram leoa que vivia como animal doméstico

Domesticar animais selvagens, como tigres e leões,tem sido uma prática comum nos últimos anos ao redor do mundo, apesar de cruel, perigosa e, muitas vezes, ilegal.

Por status, prazer ou por dinheiro, os humanos capturam animais de seu habitat natural e os aprisionam em casa, apartamentos ou zoológicos.

Foto: Vkontakte / Veles_spb

Foi o que aconteceu com uma leoa em São Petersburgo. A felina, chamada Simona, foi comprada legalmente por Alexander Vasyukovich, um ex-participante de um reality show da Rússia e mantida em um pequeno apartamento.

Em uma entrevista a uma mídia local, após o animal ter sido visto passeando em uma rua coberta de neve durante o fim de semana.

Foto: Vkontakte / Veles_spb

Ativistas pelos direitos animais souberam do caso e compraram a leoa, de 7 meses, para impedir que ela fosse levada e escravizada por um zoológico.

Veles, uma organização privada para tratamento, reabilitação e quarentena de animais selvagens anunciou em sua mídia social que comprou Simona, na última terça-feira,  depois de levantar fundos em uma campanha de crowdfunding. As informações são do The Moscow Times.

Vídeos postados em uma página de mídia social russa mostraram a leoa interagindo com seus novos donos.

“Temos outra leoa, achamos que elas se tornarão amigas”, disseram  os ativistas de Veles ao tablóide Komsomolskaya Pravda.

Eles disseram também que o animal precisa de uma cirurgia e está sofrendo de raquitismo, um distúrbio caracterizado por ossos fracos causados ​​por deficiência de vitamina.

 

Caçador mata o próprio filho após confundi-lo com um alce, na Rússia

Um caçador matou seu filho de 18 anos depois de confundi-lo com um alce no norte da Rússia na última quinta-feira.

O homem estava caçando com pouca visibilidade, no deserto nevado de Khanty-Mansiysk, e apontou seu rifle para o que ele acreditava ser um alce e atirou.

Ao se aproximar da suposta carcaça do animal, ele encontrou seu filho, um jovem de 18 anos, deitado no chão da floresta. Ele morreu na hora.

“O caçador disparou um tiro de rifle em um objeto em movimento com pouca visibilidade, erroneamente acreditando que era um alce”, disseram investigadores ao jornal Moscow Times.

O pai foi acusado de causar a morte por negligência, que tem uma pena de até dois anos de prisão, de acordo com as leis russas.

Aconteceu no Brasil

Um homem foi morto, em 2018, por engano por um companheiro de caça na cidade de Pinheiro Machado, no Rio Grande do Sul. Segundo a Polícia Civil, Rodrigo de Freitas Miranda, 35 anos, estava em grupo caçando javalis.

O homem que atirou contra Miranda relatou que percebeu uma movimentação na mata e chegou a perguntar, em direção do movimento, se era outro caçador. Como não teria recebido resposta, acabou disparando, pensando se tratar de um javali.

Foto: Pixabay

Ele usava uma espingarda calibre 12, o que gerou diversos ferimentos no corpo da vítima. Rodrigo chegou a ser socorrido para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Segundo o delegado André Mendes, o autor do disparo foi autuado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Outro caso também aconteceu no ano passado, no sudoeste da Bahia. Um homem de 37 anos morreu após ser baleado acidentalmente por um amigo, enquanto os dois caçavam, na cidade de Iramaia. A informação foi divulgada pelo G1.

O jovem de 18 anos fugiu após a ação.

Rússia proíbe zoológicos, rinhas e matança de animais abandonados

Foto: Omar Sobhani | Reuters

De acordo com o jornal Moscow Times, a nova lei “Sobre o tratamento responsável dos animais e emendas a certos atos legislativos da Federação Russa”, proíbe zoológicos em shoppings, brigas de animais, alojamento de animais em bares e restaurantes e matança de gatos e cachorros perdidos. O Kremlin afirma que a nova lei é guiada pelos “princípios da humanidade”. Originalmente introduzida em 2010, os legisladores levaram oito anos para finalizar o ato.

A lei também determina que os tutores cuidem bem de seus animais de companhia . Também proíbe manter animais exóticos em casas e apartamentos.

Animais selvagens como camelos e avestruzes foram abandonados na natureza nos últimos anos. Manter animais silvestres “sem licença” resultará no animal sendo capturado pelo estado. RT observa que isso tornará mais difícil para os circos “semi-legais” operarem.

O assassinato de cães e gatos abandonados tem se tornado cada vez mais comum nas cidades russas nos últimos anos. A nova lei exige que todos os animais sejam capturados, esterilizados ou castrados, vacinados, microchipados e liberados.

Restrições para cães de raças “perigosas”

Embora a nova lei estabeleça uma infinidade de novas proteções para animais na Rússia, ela foi criticada pela inclusão de uma lei que exige que os tutores de animais domésticos fujam de raças de cães “potencialmente perigosos” . O estado irá definir isso em uma data posterior. Também estabelece áreas designadas para a caminhada de cães. As informações são do Daily Mail.

“Depois do Ano Novo, as pessoas saem às ruas com seus cães e se tornam fora-da-lei”, disse o senador Andrei Klishas ao Kommersant, acrescentando que a lei é “caos legal”.

Outros criticaram a nova lei por não ir longe o suficiente. “Esta lei cobre apenas um por cento do que gostaríamos de ver”, disse Irina Novozhilova, chefe do grupo de direitos dos animais Vita, ao RBC.

Enquanto a lei concede proteção aos animais domésticos e selvagens mantidos pelos humanos, o Kremlin observa que ela não se aplica à vida selvagem, criação de peixes , caça ou uso de animais de fazenda e de laboratório .