Safári de caça à onça no Pantanal segue impune após oito anos

Por David Arioch

Em 2010 e 2011, a Operação Jaguar, coordenada pela Polícia Federal, revelou que em uma fazenda no Pantanal havia um safári de caça à onça. Oito anos depois, os envolvidos seguem impunes.

De acordo com a legislação brasileira, os envolvidos não podem mais ser culpabilizados por “crime de associação criminosa”, porque houve prescrição de prazo (Foto: Polícia Federal/Ibama)

E de acordo com a legislação brasileira, os envolvidos não podem mais ser culpabilizados por “crime de associação criminosa”, porque houve prescrição de prazo.

No entanto, após sentença do juiz Ronaldo Gonçalves Onofri, da Vara Criminal de Aquidauana (MS), no último dia 26 uma audiência foi marcada para 18 de março de 2020. O processo original listava sete réus, incluindo um búlgaro e um russo, e 22 testemunhas.

Porém, agora o processo prossegue para a pecuarista Beatriz Rondon, proprietária da Fazenda Santa Sofia, onde as onças eram caçadas; assim como Oleg Veber e Juscelino Machado de Araribe. Já a pena de Augustinho Stalin Machado da Silva foi extinta após o falecimento do réu.

Beatriz, que se passava por ambientalista, também foi indiciada por crimes ambientais praticados entre os dias 27 de junho e 8 de julho de 2004, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

Mas como a ré já conta com mais de 70 anos, os prazos prescricionais foram reduzidos pela metade, e a prescrição da pretensão punitiva ocorreu antes da instauração do inquérito policial, em 2011, quando os fatos vieram à tona, conforme nota do MP.

Saiba Mais

As investigações da Polícia Federal e do Ibama, que revelaram que turistas pagavam até R$ 50 mil para caçar cada animal, começaram após a divulgação de um vídeo em que um caçador atira contra uma onça sobre uma árvore em Aquidauana (MS).


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Burros são pintados de preto e branco para se parecerem com zebras em festa de casamento

Foto: Facebook/Angel Tomás Herrera Peláez

Foto: Facebook/Angel Tomás Herrera Peláez

Imagens de dois burros pintados como zebras para uma recepção de casamento com tema de safári em uma cidade espanhola causaram uma onda de revolta nas redes sociais.

Os animais foram filmados enquanto caminhavam na área ao redor de um bar por um morador local em El Palmar, uma cidade em Cádis, na Espanha, que denunciou o abuso à entidades de defesa dos direitos animais no sábado.

Ele classificou o ato como “vergonhoso” e registrou a cena para que a justiça pudesse ser feita.

Angel Tomás Herrera Peláez escreveu no Facebook ao lado do vídeo: “Os burros, espécie em perigo de extinção, usados para exploração turística”.

Os animais foram transportados no sábado durante a manhã, pintados e deixados no sol, sem sombra alguma para descansar, ao longo do dia todo, de acordo com a Andalucia Informacion.

O morador que denunciou o abuso à ONG Mother Earth Platform e a entidade levou o caso à atenção das autoridades locais e da guarda civil.

Foto: Facebook/Angel Tomás Herrera Peláez

Foto: Facebook/Angel Tomás Herrera Peláez

O OCA (Escritório Agrícola e Comercial) de Cádiz disse que havia iniciado uma investigação sobre o caso na segunda-feira.

A mídia local relata que o bar – conhecido como “chiringuito” – geralmente só é aberto para eventos privados como casamentos e celebrações familiares.

Relatos apontam que o local já recebeu outras reclamações e multas no passado e ganhou notoriedade por suas festas.

Injustificável

Esse tipo de abuso é um flagrante de maus-tratos resultado da crença (especismo) que vigora na sociedade de que os animais são inferiores aos seres humanos e podem ser explorados da forma como a humanidade bem entender.

Animais são seres sencientes, com sua capacidade de sentir, amar, sofrer e compreender o mundo ao seu redor comprovada pela ciência e atestada pela Declaração de Cambridge desde 2012.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

Nada pode justificar os horrores a que esses seres são submetidos pela vaidade, ganância e crueldade humanas. Comidos, explorados, mortos, obrigados a correr, dançar, fazer truques, passar a vida encarcerados, separados de seus filhos, sem ver o sol ou a grama.

Esses burros espanhóis mostrados na matéria foram pintados para servir de “enfeite” em um casamento, já os burros na ilha grega de Santorini são obrigados a subir 500 degraus diariamente, carregando levas de turistas nas costas, sob um sol escaldante e na mira de chicotes dolorosos.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

Essa rotina cruel e desumana tem custado lesões severas a esses animais, feridas expostas causadas pelas selas e pelo peso carregado, danos na coluna, e nas articulações. Quando não “servem” mais para a tarefa árdua eles são abandonados ou mortos.

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Casal de caçadores tira foto se beijando em frente ao cadáver do leão morto por eles

Foto: Legelela Safaris

Foto: Legelela Safaris

Uma foto postada nas redes sociais mostra um casal canadense se beijando ao lado do cadáver um leão que haviam acabado de matar em um safári na África do Sul.

Darren e Carolyn Carter, de Edmonton, Alberta (Canadá), participaram de uma excursão organizada pela Legelela Safaris que comercializa a morte por encomenda desses animais indefesos.

A operadora de turismo regularmente compartilha fotos de animais mortos ao lado de caçadores orgulhosos, muitas vezes sorrindo enquanto seguram suas armas, em sua página no Facebook.

Sob a foto do beijo, eles escreveram: “Trabalho duro no sol quente do Kalahari, muito bem feito. Um leão gigantesco”.

Outras fotos mostram o mesmo casal na frente de outro leão morto, com a legenda: “Não há nada como caçar o rei da selva nas areias do Kalahari”.

“Parabenizamos a feliz caçadora e a equipe”.

O casal, que é dono de um negócio de taxidermia, descreveu a si mesmo como “conservacionistas apaixonados”, apesar de participar de caçadas, relata o Mirror.

Carter disse ao Mirror: “Não estamos interessados em comentar sobre isso. É pura politicagem”.

Foto: Facebook/Reprodução

Foto: Facebook/Reprodução

Eduardo Gonçalves, o fundador da Campaign to Ban Trophy Hunting (Campanha para Proibir a Caça ao Troféu, na tradução livre), acredita que esses leões foram capturados e criados com o único propósito de serem mortos por caçadores.

Ele acrescentou: “Parece que esse leão era um animal manso morto em um cativeiro cercado, criado com o único objetivo de ser o alvo de uma selfie presunçosa”.

“Esse casal deve se envergonhar de si mesmo, em vez de se exibir e e ficar se agarrando em frente às câmeras”.

A Legelela Safaris cobra £ 2.400 ( em torno de 11.200 reais)  pela caça à girafa e £ 2.000 (cerca de 9.400 reais) pela zebra. Eles também oferecem caçadas leopardo, elefante, rinoceronte e caças de leões.

A notícia vem em seguida do secretário do Meio Ambiente, Michael Gove, anunciar que quer proibir os caçadores que participam de caçadas particulares (por dinheiro) de trazer de volta os troféus de suas mortes.

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Oito anos depois de safári da caça a onças chocar o país, maior parte dos crimes prescreve

Oito anos após um safári de caça a onças-pintadas e outros animais em Mato Grosso do Sul chocar o Brasil, a maior parte dos crimes foi considerada prescrita. Em 6 de maio de 2011, um vídeo mostrando uma onça-pintada caindo de uma árvore após ser baleada foi divulgado pelo Jornal Nacional. O caso levou, na época, a uma investigação da Polícia Militar Ambiental do estado, depois gerou uma operação da Polícia Federal e se arrastou na Justiça.

A prescrição dos crimes impede que os caçadores sejam punidos, já que o período em que a Justiça poderia julgar e punir os atos criminosos se esgotou. Além disso, dois dos setes réus não podem mais responder pelos crimes. As informações são do G1.

Na segunda-feira (17) da última semana, 6 das 11 acusações às quais respondem os cinco réus ainda listados foram consideradas prescritas pela Vara Criminal de Aquidauana, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS).

Foto: Reprodução/TV Globo

A Lei de Crimes Ambientais, o Código Penal e o Estatuto do Desarmamento estão relacionados aos crimes dos quais os réus foram acusados. No caso dos crimes ambientais, a lei determina que é crime matar animais silvestres. No caso da onça-pintada, que está ameaçada de extinção, a pena é maior. O fato do safári ter sido realizado em área de conservação da natureza também agrava a penalidade.

Os cinco réus também respondiam por associação criminosa – acusação que prescreveu para todos na decisão judicial emitida na última semana.

Dos advogados de todos os réus, foi possível fazer contato apenas com o que defende Juscelino Machado Araripe e o advogado de Beatriz Rondon, proprietária da fazenda onde os crimes ocorreram e a que respondia pelo maior número de acusações. Além dos crimes já citados, ela também respondia por posse e porte ilegal de armas e munições, o que fere artigos do Estatuto do Desarmamento.

Beatriz é quem aparece em um vídeo obtido pela Polícia Federal. Nas imagens, que teriam sido feitas por estrangeiros, ela fala sobre uma onça-pintada que havia acabado de ser morta. “É uma grande fêmea muito bonita. E estava comendo minhas vacas aqui”, diz nas filmagens.

Com status de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), a Fazenda Santa Sofia, de propriedade de Beatriz, é um tipo de unidade de conservação no qual o terreno é privado e o proprietário o transforma, por iniciativa própria, em território de conservação perpétua, tanto dos rios e recursos naturais quanto da diversidade biológica.

Advogado da ré, Rene Siufi, informou que, com base na decisão judicial emitida no dia 17, Beatriz responde agora apenas por porte ilegal de arma e que as acusações de caça prescreveram em 2018, porque ela tem mais de 70 anos, o que faz com que o período de prescrição seja reduzido pela metade. As acusações de associação criminosa e posse ilegal de arma também foram extintas na decisão deste mês porque Beatriz não pode mais responder por elas.

“Ela ficou no crime de desarmamento, de arma sem porte, sem nada. Então esse processo vai continuar”, afirmou Siufi. Segundo ele, as armas encontradas na fazenda da pecuarista “são registradas no quartel como arma de coleção”. De acordo com o ordenamento jurídico, de todas as acusações feitas contra Beatriz, o porte ilegal de arma é o crime com pena mais rígida.

O advogado do réu Juscelino Machado Araripe enviou um comunicado ao G1 na última terça-feira (25). Henrique Gabriel Dimidiuk afirma que acredita que a prescrição dos crimes será determinada pela Justiça, uma “vez que, sendo reconhecida apenas uma das atenuantes, a pena em concreto ficaria abaixo dos quatro anos, e se concretizaria o instituto que determina a perda da pretensão punitiva estatal”. Segundo o advogado, não adianta um processo ir até a sentença ou acórdão final para só então ser declarado prescrito, o que deve ser feito antecipadamente pelo juiz quando, em uma análise sucinta do caso, concorram as circunstâncias que farão com que a pena aplicada permita o reconhecimento da prescrição”.

Parecer do Ministério Público Estadual

Responsável pela acusação no processo, o Ministério Público Federal não vai recorrer da decisão sobre a prescrição dos crimes, segundo a promotora Angélica de Andrade Arruda.

Angélica afirmou que os fatos “ocorreram entre os dias 27 de junho e 08 de julho de 2004” e as seguintes questões auxiliaram a prescrição dos crimes: “as penas cominadas aos crimes ambientais ainda são muito brandas em nosso país” e a idade de Beatriz “faz com que os prazos prescricionais sejam reduzidos de metade”. Para a promotora, a prescrição “ocorreu antes mesmo da instauração do inquérito policial, (instaurado em 2011) quando os fatos (ocorridos em 2004) vieram à tona”.

Tramitação

O processo tramitou em duas esferas judiciais diferentes desde 2011. A investigação, que começou na Polícia Militar Ambiental do Mato Grosso do Sul, passou para a Polícia Federal em função do envolvimento de pessoas de outros países nos crimes.

Em 2011, o caso foi parar na 5ª Vara da Justiça Federal de Mato Grosso do Sul. No entanto, em 26 de novembro de 2012, foi “encaminhado à Justiça Estadual da Comarca de Aquidauana/MS”, segundo afirmou ao G1 o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) devido ao “declínio de competência”.

Na época, o caso teve, então, que recomeçar na esfera estadual, com o Ministério Público Estadual à frente da acusação. Em 3 de dezembro de 2012, foi realizada a distribuição por sorteio no Tribunal de Justiça (TJ-MS), junto com a entrega dos autos ao Ministério Público.

Em maio de 2015, o inquérito retornou ao TJ-MS e as citações e intimações começaram. Porém, segundo o advogado de Beatriz, nenhuma testemunha foi ouvida até o momento e o processo segue em seu estágio inicial.

“Teve a denúncia, agora o juiz verificou nos autos, constatou que 20 testemunhas têm que ser ouvidas ainda. Primeiro testemunha de acusação, defesa. Depois há o interrogatório dos acusados”, afirmou o advogado Rene Siufi.

Posicionamento dos demais réus

A defesa do terceiro réu que tem advogados constituídos no processo foi procurada pelo G1, mas as ligações da reportagem não foram atendidas até a divulgação do caso no portal de notícias.

Outros dois réus, que são estrangeiros, não têm advogados constituídos e, de acordo com informações públicas do processo, não foram encontrados para intimação. De acordo com o juiz Ronaldo Gonçalves Onofri, um deles foi intimado por edital e”a presente ação penal (…) está com o seu processamento suspenso em decorrência da não citação e intimação” do outro estrangeiro, de origem búlgara.

Por esse motivo, para não “comprometer a esperada celeridade ou razoável duração do processo”, a Justiça determinou o desmembramento do processo dele em relação ao dos demais réus.

Dificuldades na fiscalização

No Brasil, as autoridades encontram dificuldades para fiscalizar e punir crimes de caça a animais silvestres. Atualmente, o Pantanal tem um fiscal a cada 204 km² para combater crimes ambientais – um número insuficiente, exposto a partir de um levantamento realizado junto às instâncias estaduais e federais.

Além do problema relacionado à fiscalização, as chances dos crimes serem punidos caem quando os caçadores não são pegos em flagrante.


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Safáris prejudicam o bem-estar dos elefantes

Elefantes são criaturas extremamente inteligentes e altamente sociáveis. Vivendo em grupos com uma média de 11 membros ou mais, costumam percorrer longas distâncias diariamente em busca de comida ou apenas por exercício. Brincalhões e amorosos, eles interagem e criam laços familiares fortes com seu grupo.

No entanto, turistas em safári estão causando alterações em seus comportamentos e tornando-os mais agressivos uns com os outros.

O estudo de 15 meses mostra que o turismo tem deixado os elefantes mais ansiosos por causa do grande número de pessoas. Multidões em jipes se aproximam, tiram fotos e perturbam os animais, resultando no estresse e afastamento do local onde descansam ou se alimentam.

“Os turistas que desejam observar animais em seu habitat natural devem estar cientes de seus potenciais efeitos negativos sobre o bem-estar animal”, disse Isabelle Szott, a autora principal do estudo.
“A pesquisa deve investigar os padrões de melhores práticas para minimizar esses efeitos negativos.”

Segundo Szcott, a agressão entre os elefantes aumentou em paralelo com a pressão turística, com machos mais propensos do que as fêmeas.

“Encontramos manadas de elefantes cada vez mais tendentes a se afastar pelos números crescentes de veículos”.

Impactos do turismo na vida silvestre são objetos de outros estudos que revelaram que ele alimenta o medo, o estado de alerta, a agressividade, a vigilância e o comportamento de estresse em uma variedade de animais, incluindo rinocerontes e bisontes.

“A megafauna, como os elefantes africanos, estão entre as espécies mais populares para observação da vida selvagem, especialmente para turistas internacionais”, disse ela.

As descobertas foram baseadas em 26 elefantes machos e fêmeas identificados individualmente na reserva de caça de Madwike, na província de North West, África, entre abril de 2016 e junho de 2017.

“Nossos resultados mostram que mesmo com as regulamentações, onde a observação da vida selvagem é feita exclusivamente por veículos dirigidos por guias qualificados e o número total de turistas que veem elefantes a qualquer momento é restrito, o turismo levou a mudanças no comportamento dos elefantes”, disse a Dra. Szott.

Uma distância mínima consistente do indivíduo mais próximo, especialmente na primeira aproximação, deve ser introduzida nas diretrizes para observação da vida selvagem para aliviar o potencial de conflito entre os veículos turísticos e a vida selvagem, sugeriu ela.

“Isso daria aos elefantes, ou mesmo a outros animais selvagens, mais espaço e poderia reduzir a probabilidade de os animais se afastarem, proporcionando aos turistas experiências de observação mais longas e naturais.” As informações são do Daily Mail.

Ela disse que as reservas devem monitorar o comportamento dos elefantes para identificar quando a pressão turística tem efeitos potenciais sobre o bem-estar dos elefantes e treinar guias para monitorar o comportamento e ajustar as distâncias mínimas com flexibilidade.

“Este estudo contribui ainda para um pequeno, mas crescente corpo de literatura sobre impactos não-destrutivos do turismo em animais silvestres em animais selvagens.”

A observação de animais

O número de pessoas interessadas em observar a vida selvagem vem apresentando um crescimento significativo.

No caso das baleias, o ruído das embarcações atrapalham os sinais de ecolocalização que elas usam para encontrar comida. Além disso, a presença de barcos as distrai da alimentação. Em berçários, se estressados com a movimentação, mães e filhotes abandonam a área.

Um estudo mostrou que as orcas perdem até 25% de seu tempo de exploração quando as embarcações estão por perto. Com o declínio do salmão chinook, sua principal fonte de alimento, essa perda é completamente insustentável.

Odell Beckham Jr., estrela da NFL, é criticados após postar vídeo brincando com animais selvagens

Um post no Instagram de Odell Beckham Jr., da estrela da NFL, que brincou com alguns animais silvestres, foi visto mais de 1,6 milhão de vezes na noite da última terça-feira.

Foto: Instagram

A PETA foi um dos expectadores que viram o receptor Pro Bowl do New York Giants jogando com um chimpanzé e acariciando alguns felinos.

O grupo criticou o post de Beckham em 6 de janeiro. Seu tweet sobre Beckham “jogando futebol com animais selvagens” não foi dirigido ao astro mas sim ao safári da Carolina do Sul que forneceu os animais do vídeo.

A PETA twittou que o Myrtle Beach Safari “explorou” os animais para “acrobacias publicitárias baratas que são cruéis e incrivelmente perigosas”.

Foto: Instagram

Em um comunicado mais longo divulgado em seu site, a PETA disse que os animais foram ” descartados na estrada como adereços por zoológicos desavergonhados” e também chamou o Myrtle Beach Safari de “desprezível”.

Ele pediu que “todos – incluindo Beckham, que certamente não quer causar danos- evitem instalações cruéis que exploram animais”.

A PETA também afirmou que Myrtle Beach Safari “tem um longo registro de violar a lei federal.”

O diretor do safári, Doc Antle, contestou essa afirmação.

“Este não é um zoológico de quintal. Este é um lugar maravilhoso realmente magnífico”, disse Antle, de acordo com a WFAN. Antle disse também que o Myrtle Beach Safari foi investigado, mas não foi citado por nenhuma violação federal , informou a WFAN.

Mais de 130 animais selvagens, incluindo 60 grandes felinos, lobos, macacos e um elefante africano vivem no Myrtle Beach Safari, de acordo com o site da empresa, que oferece vários pacotes para os visitantes interagirem com animais, variando de US $ 299 a US $ 5.000.

O Myrtle Beach Safari foi criticado por outro grupo de direitos animais.

Em janeiro de 2018, In Defense of Animals classificou o safari como um dos 10 piores zoológicos de elefantes, informou o The State.

O safári foi considerado o sexto pior zoológico pelo tratamento do Bubbles, um elefante africano que “vive sem a companhia de outros elefantes desde 1984”.

Nesse caso, Antle também rejeitou as críticas, dizendo que Bubbles vive “comigo e com minha família”, e acrescentou que o safári “está em conformidade com todos os regulamentos do USDA”, informou o Estado.

Ter um atleta de alto perfil como Beckham interagindo com os animais do safári ajuda a conscientizar e a obter verbas para ajudar os animais na natureza, disse Antle, de acordo com a WFAN. Ele acrescentou: “Myrtle Beach Safari doa milhões de dólares para a conservação de grandes primatas.”

Esta não é a primeira vez que a PETA usa o futebol de alto perfil para enviar uma mensagem. O grupo, recentemente, pediu o fim do uso de mascotes ao vivo nos esportes.

Foto: PETA

Declaração da PETA

“Esses animais sensíveis e muito maltratados pertencem a suas famílias na natureza e não são para serem usados como adereços por jardins zoológicos desavergonhados de beira da estrada. Temos certeza de que Odell Beckham Jr. não fazia ideia de que o imenso safári onde esse jovem chimpanzé é mantido tem um longo histórico de violar a lei federal e usa grandes macacos e filhotes de felinos em acrobacias publicitárias baratas como essa. Esses encontros são incrivelmente perigosos, e a PETA pede a todos – incluindo Beckham, que certamente não querem outro ferimento – que evitem instalações cruéis que exploram animais.