Salvador (BA) tem cerca de 10 pedidos de resgate de animais silvestres por dia

Salvador (BA) registra cerca de 10 pedidos de resgate de animais silvestres por dia. A maior parte desses animais são répteis, principalmente serpentes – jiboias e sucuris.

O resgate desses animais era feito, principalmente, pela Grupo Especial de Proteção Ambiental (Gepa) da Guarda Civil Municipal e pela Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa) da Polícia Militar.

Cobra de espécie rara foi encontrada no bairro do Uruguai, em Salvador, no início do mês de maio — Foto: Divulgação/ Guarda Municipal

No entanto, há cerca de um mês, a Gepa deixou de fazer o recolhimento. A justificativa para a suspensão por tempo indeterminado é de que a segurança pública tem exigido maior atenção dos agentes.

Hoje, os 59 homens da Gepa atuam apenas na proteção do Parque da Cidade. A suspensão do recolhimento tem preocupado moradores das áreas de maior incidência de aparecimento dos animais – Pituaçu, Paralela, Cajazeiras, Itapuã, Imbuí e Pituba.

Entre os últimos animais resgatados pela Gepa está uma cobra de espécie rara, que foi encontrada por moradores no bairro do Uruguai, no começo do mês de maio.

Agora, Salvador conta apenas com 110 homens da Coppa para fazer os resgates, sendo que os agentes atendem outros 165 municípios, além da capital.

A coordenadora no Núcleo de Ofiologia e Animais Peçonhentos (Noap), Regiane Lyra, que fica na Universidade Federal da Bahia (Ufba), para onde a maioria dos animais foi levada, explica que o aparecimento constante das espécies é por conta do desmatamento.

“É importante a gente saber que nós temos uma dívida com a cidade de Salvador, porque o lugar que a gente anda, trabalha, circula e se diverte foi uma mata atlântica bastante exuberante com fauna e flora. Cada vez mais essa fauna está sendo pressionada pelo crescimento da cidade. Então é necessário ter instituições como a Coppa, Gepa, e o Centro de Controle de Zoonoses, que resgatem esses animais”, avalia.

A professora Regiane Lyra pondera ainda a necessidade de uma instituição para manter os animais resgatados, para que eles tenham cuidados específicos.

“É necessário ter uma instituição que mantenha esses animais. Porque uma vez resgatados, eles precisam ir para um lugar para receber cuidado adequado, que no caso é o centro de triagem de animais silvestres do Ibama, que está com funcionamento precário, a gente aqui, e o zoológico também recebe animais que estão doentes. Nós recebemos especificamente répteis, por conta do nosso projeto de pesquisa sobre a herpetofauna [estudo de répteis e anfíbios] da mata atlântica”.

Além das serpentes, os animais mais resgatados são: gambás, corujas, micos, jacarés e aves marinhas. Também no mês de maio, um jacaré-de-papo-amarelo, com cerca de 1,5 metro e 30 kg foi encontrado em um prédio da Avenida Paralela – um dos locais de maior aparição dos animais.

A subtenente Gracina Farias, da Coppa, explica que os períodos chuvosos são de maiores aparições dos animais.

Gambá está entre os animais resgatados em Salvador – Foto: Pixabay

“Quando chove, os rios ficam mais cheios. Os animais, principalmente as serpentes que têm sangue frio, saem para tomar sol, vêm junto com a correnteza dos rios, e acabam chegando nas casas das pessoas”, disse.

Depois de capturados pela Coppa, os animais são devolvidos para a natureza ou levados para o zoológico ou para o instituto da Ufba, no caso dos que precisam de tratamento por conta de ferimentos.

“Capturamos e devolvemos o animal para natureza, ou conduzimos o animal para o zoológico, para que esse animal seja cuidado. Nem sempre é preciso devolver, às vezes esse animal está com problema de saúde, está machucado. Aí o zoológico e a Ufba tem nos dado bastante apoio, para recuperar esse animal e ajudar a devolvê-lo à natureza”.

A subtenente aconselha que os animais não devem ser tocados, por conta do risco de transmissão de doenças.

“Esses animais não devem ser tocados, principalmente porque, tanto a gente passa doenças para os animais, quanto esses animais também são nocivos à nossa saúde. O contato com esse animal pode acabar desencadeando, desenvolvendo doenças tanto para o animal, quanto para os seres humanos”, pondera.

Fonte: G1


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Bolsonaro cancela segundo evento da ONU sobre mudanças climáticas

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) cancelou a “Climate Week” (Semana do Clima, em tradução livre), encontro regional da Organização das Nações Unidas (ONU), que seria realizado em Salvador, na Bahia, entre os dias 19 e 23 de agosto.

(Arquivo/Agência Brasil)

Esta é a segunda vez que, em menos de seis meses, o presidente se posiciona contra a realização de eventos da ONU sobre mudanças climáticas. As informações são da revista Fórum.

A Climate Week é composta por eventos que estimulam a implementação do Acordo de Paris para que os governos sejam mais atuantes no combate aos efeitos das mudanças climáticas.

Logo após as eleições, em dezembro do ano passado, Bolsonaro desistiu de sediar de sediar a 25ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP-25) em 2019 e disse que o Brasil estaria fora da COP-25. No entanto, o presidente acabou voltando atrás e confirmando a presença do país no evento após ser pressionado pela repercussão negativa de decisão inicial dele.

Bombeiros resgatam 12 gatos e encontram outros 25 mortos na Bahia

O Corpo de Bombeiros resgatou 12 gatos com vida e encontrou outros 25 mortos em uma casa no bairro do Engenho Velho de Brotas, em Salvador, na Bahia. O caso aconteceu no último sábado (27) e foi descoberto após denúncia.

Os animais sobreviventes ficaram sob a responsabilidade do abrigo Sítio Doce Lar. Constança Costa, dona do espaço, conta que os gatos estavam em péssima situação.

Gatos foram abandonados em imóvel no Engenho Velho de Brotas — Foto: Divulgação

“São gatinhos assustados, traumatizados. Eles estavam em um lugar muito sujo e uns estavam se alimentando dos restos mortais dos outros”, relatou ao G1.

Os bombeiros foram acionados após os vizinhos da casa começarem a sentir um mau cheiro. O imóvel teve que ser arrombado.

“A casa estava toda lacrada com telas e cadeados. A gente até entende que uma pessoa que goste de gatos proteja a casa para que eles não fujam, mas o que a gente não entende é porque eles estavam abandonados, com fome e sem água”, contou.

Gatinhos após serem resgatados de imóvel em Salvador e receberem cuidados em abrigo — Foto: Divulgação/Sítio Doce Lar

O caso foi registrado na 6ª Delegacia (DT/Brotas) no domingo (28). No boletim de ocorrência, consta a informação de que um homem alugou a casa para uma mulher. A identidade dos dois não foi revelada.

O Sítio Doce Lar abrigou os gatos a pedido de um amigo de Constança. “Um amigo que é veterinário e dono de uma clínica foi comunicado do caso e perguntou se eu poderia cuidar dos animais. Então recebemos eles. O gatil estava até desativado porque nós castramos e vacinamos os gatos, mas deixamos eles livres por aqui”, contou Constança.

Para arcar com os gastos dos animais, uma vaquinha online foi feita. “Todas as despesas estão detalhadas. A gente fez consulta por animal e recebemos ajuda da veterinária, mas os gastos são altos. Ao todo tenho 231 animais, são 170 cães. Tínhamos 49 gatos, mas com a chegada desses 12, estamos com 61 gatos”, explicou.

Ufba investiga aparecimento de gatos mortos nos campi de Salvador (BA)

Foto: Pixabay

Sete gatos foram encontrados mortos nos campi da Universidade Federal da Bahia (Ufba), em Salvador (BA). Cadáveres de três animais foram submetidos a um exame de necropsia. Segundo os resultados, dois gatos supostamente morreram devido à intoxicação de uma substância que foi misturada à ração e no terceiro animal foram encontrados indícios de politraumatismo, que pode ter sido causado por ataques de cães ou outros animais.

A Ufba, em nota, informou que foi aberto um processo administrativo para apurar as mortes. A instituição não confirmou a quantidade de gatos encontrados sem vida, mas disse que os corpos foram encontrados em diversos postos dos campi e que a universidade tomará as medidas cabíveis após a conclusão da investigação, que está sob a responsabilidade da Coordenação de Meio Ambiente (CMA) da Superintendência de Meio Ambiente e Infraestrutura da instituição, segundo informações do G1.

Outro caso

Em março deste ano, um cachina de gatos também foi registrada no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. Protetores dos grupos Projeto Luta e União de Amigos para Animais em Risco (Lunaar) denunciaram a morte de pelo menos seis gatos, inclusive uma gata grávida, no campus da instituição. Os animais apresentavam sintomas de envenenamento. Alguns dias após os primeiros gatos terem sido encontrados mortos, dois filhotes de capivara também foram encontrados sem vida no mesmo local.

Divulgação

A UFMT afirmou em nota que abrirá um processo investigativo para apurar a morte dos animais. Veja abaixo na íntegra:

“A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) repudia quaisquer atos de maus tratos aos animais, que se configuram crimes, com pena de detenção e multa previstas em lei, e devem ser denunciados às autoridades competentes. As denúncias recebidas pela UFMT são transformadas em processo e, a partir do empenho de suas unidades administrativas, apuradas.

A Universidade também discute a temática, visando a promover conscientização e reduzir as ocorrências de violência, de qualquer espécie, contra animais. Como foi o caso da realização da palestra “Manejo de animais abandonados em campi universitários: o que fazer?”, ministrada por especialista convidado pela UFMT, que teve por objetivo ampliar a discussão e envolver a sociedade em geral nessa luta que é de todos. O referido evento foi resultado de grande mobilização da comunidade universitária, incluindo a Administração, o Hospital Veterinário (Hovet) da Faculdade de Medicina Veterinária, entidades e militantes de defesa dos animais.

A UFMT segue aberta ao diálogo com todos os setores – poder público, comunidade acadêmica e entidades não-governamentais – para buscar soluções para o abandono de animais no Campus de Cuiabá, uma vez que, além de um problema de responsabilidade social, é de saúde pública. Além disso, a Instituição pede a colaboração de todos para denunciar os maus-tratos.”

Salvador (BA) ganha diretoria de proteção e bem-estar animal

A cidade de Salvador, na Bahia, passa a contar, desde esta terça-feira (16), com a Diretoria de Bem Estar, Proteção e Defesa dos Animais. O engenheiro mecânico e ativista pelos direitos animais Gustavo Lopes foi empossado como titular da pasta durante uma cerimônia no Palácio Thomé de Souza.

Foto: Pixabay

A diretoria é vinculada à Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre) e a criação dela foi considerada importante pelo prefeito ACM Neto. As informações são do portal Correio 24 Horas.

“Este é um passo significativo que está sendo dado pela prefeitura para reforçar ainda mais toda a política de defesa dos animais em Salvador”, disse ACM Neto.

O prefeito considera que a elaboração de um modelo para multiplicar o número de castrações feitas na cidade será um dos primeiros desafios da diretoria. De acordo com ele, podem ser usadas como alternativas castramóveis e ampliação de convênios com clínicas veterinárias.

Um edital será feito para contratação de funcionários que atuem no cuidado a animais de grande porte, como cavalos e bois. A intenção é resgatar esses animais, quando encontrados em situação de abandono, tratá-los e encaminhá-los para local adequado. A construção de um hospital municipal veterinário também é estudada.

O responsável pela diretoria, Gustavo Lopes, atua em ações de proteção animal como castração, resgate de animais e doação. Ele se comprometeu em trabalhar com empenho para beneficiar os animais da cidade.

“É um desafio imenso, mas garanto que haverá todo um empenho e vontade de que seja feito um excelente trabalho. O diálogo com a população será o mais aberto possível, ouvindo todas as opiniões. Haverá um relacionamento com as diversas ONGs de proteção animal na cidade para levantar as maiores carências e, assim, fazer o melhor trabalho possível”, afirmou.

Fotos flagram homem se arriscando em penhasco para salvar ovelha em perigo

Um homem arriscou a própria vida em uma atitude heroica para salvar uma ovelha que ficou presa no topo de um penhasco e acabou caindo em uma rocha próxima ao mar. A ato foi extremamente elogiado nas redes sociais.

Fotos mostram o homem se equilibrando agarrado ao longo do precipício, que fica entre Porthgain e Aberieddy em Pembrokeshire, País de Gales (Reino Unido) e, em seguida, descendo em direção ao animal isolado.

Enquanto ele se agarrava à beira do penhasco, o homem pega a ovelha pela pele da nuca com apenas um braço e depois a puxa para a segurança do chão firme de uma só vez.

O homem foi saudado como um herói pelos amantes dos animais.

Andrea Williams, que postou as fotos na página do Facebook de Pembrokeshire – chamada “I LOVE IT”, escreveu na publicação: “Durante nossa caminhada de Porthgain até Aberiddy, presenciamos cenas de um incrível ato de bondade humana hoje.

Foto: Andrea Williams

Foto: Andrea Williams

“Definitivamente, houve alguns momentos arrepiantes!”, confessou ela.

“A ovelha, eu acho, estava agradecida, ela pareceu cooperar com seu salvador, mas uma vez liberada, ela correu alegre, mostrando que o susto não passou de uma experiência ruim. Parabenizo a esse homem nobre!”.

Em resposta ao post, Carol Atherton comentou: “Uau que herói!”.

E Pauline Lynch disse em outro comentário: “Oh meu Deus, que homem corajoso!”

Mas a guarda costeira local e a ONG RSPCA condenaram as ações do homem.

Os guardas costeiros de Broad Haven alertaram contra ações semelhantes, dizendo: “Não tiramos o mérito do que este sujeito escolheu fazer, no entanto, a história poderia ter terminado de forma diferente.

“Colocar-se em perigo nunca é uma boa ideia”, afirmaram eles.

Foto: Andrea Williams

Foto: Andrea Williams

“A RSPCA foi acionada e já estava a caminho para realizar o resgate com segurança. Se você está na costa e vê alguém em dificuldade, o ideal é chamar as autoridades responsáveis que podem disponibilizar uma equipe de pessoal altamente treinado para realizar um resgate arriscado como esse além de garantir a segurança de todos os envolvidos”.

A inspetora da RSPCA, Ellie West, que já estava providenciando o resgate, disse que as façanhas do homem de meia-idade não representam escolhas seguras.

“Não digo isso para envergonhar o cavalheiro que realizou essa tarefa incrível, mas para alertar para os outros os perigos envolvidos”, ressalta ela.

West disse que o resgate poderia ter saído pela culatra porque havia o risco da ovelha entrar em pânico quando o homem se aproximasse e ter se jogado penhasco abaixo, morrendo.

“É muito comum as ovelhas pularem no mar quando nos aproximamos delas em situações como essa”, conclui West.

Mesmo com o risco envolvido, essa ovelhinha se comportou muito bem, aguardando seu salvador pelo tempo necessário e aceitando o salvamento com serenidade.

Todos os méritos a esse cavalheiro, que de forma tão corajosa, não titubeou em proteger e salvar uma vida.