Milhares de baleias e golfinhos são mortos na temporada de caça das Ilhas Faroe

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

As Ilhas Faroe, são um aglomerado incomum de ilhas localizadas no Atlântico Norte, cerca de 200 milhas ao norte da Escócia e também um dos principais pontos turísticos da região. Formalmente o território do arquipélago é dinamarquês, mas o país possui autonomia própria significante e não fazem parte da União Europeia, ao contrário da Dinamarca.

De acordo com informações do Business Insider, a ilha é hoje tão popular que se fechou aos turistas, exceto aqueles que estão dispostos a ajudar a reparar e manter o arquipélago. No entanto, há um lado mais sombrio do território belo e selvagem.

Ecologistas publicaram uma série de fotografias chocantes mostrando baleias e golfinhos sendo caçados nas Ilhas Faroe.

O grupo Sea Shepherd, que faz campanha contra práticas de pesca bárbaras, registrou as imagens ao longo de um período de meses.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Eles documentaram uma série dos chamados “passeios de baleias”, nos quais o governo das Ilhas Faroe diz que cerca de 1.200 baleias e 500 golfinhos foram mortos. Cabe ressaltar que o governo do arquipélago defendeu vigorosamente a prática que classifica de “secular”.

Ao analisar as fotos é possível concluir, com o que se parece essa prática de caça e entender mais sobre sua história por meio das imagens. Atenção: imagens de conteúdo forte ou perturbador para pessoas mais sensíveis.

O processo de matança envolve barcos indo em busca de grupos de baleias e golfinhos, e os encurralando em águas rasas, onde são mortos à mão.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Um grande número de habitantes locais se envolve com o processo, e cada um pode reivindicar uma porção da carne depois. Estas são as baleias-piloto.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Esta baleia estava grávida – seu bebê acabou morrendo também.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Estatísticas oficiais mostram que 1.194 baleias-piloto foram mortas na temporada de caça de 2017.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Os faroenses também caçam um grande número de golfinhos de face branca, como estes. Um total de 488 golfinhos foram mortos em 2017.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Os pais levam seus filhos para ver o processo em ação, e é normal posar para fotos com os animais mortos.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Nem as baleias nem os golfinhos estão em perigo, sendo as autoridades do arquipélago. O governo das Ilhas Faroe disse que na maioria dos anos cerca de 1% do total das populações de golfinhos e baleias são caçados.

Caçadas de extermínio como estas vêm ocorrendo desde pelo menos 1298, quando as primeiras leis de sobrevivência que regulam a prática foram publicadas, e registros precisos existem desde 1584, de acordo com o governo das Ilhas Faroe.

A temporada de caça deste ano foi grande. Cerca de 1.700 animais foram mortos em 2017, em comparação com cerca de 800 em um ano médio.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

A última vez que tantos animais assim foram mortos foi em 1996.

Os animais são marcados para acompanhamento – ao olhar de perto pode-se ver o número 16 sobre este golfinho, ao lado da nadadeira.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Os animais são massacrados por carne e gordura – aqui um homem corta pedaços de um golfinho.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Os habitantes das ilhas dizem que a carne de baleia e golfinho é uma parte importante de sua alimentação, e dessa forma eles não precisam gastar dinheiro e desperdiçar recursos naturais importando alimentos do exterior.

Os cadáveres de alguns animais são levadas para caminhões e transportadas para processamento posterior.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

No final, a carne é toda embalada. A maior parte é compartilhada na comunidade das Ilhas Faroe, mas alguns podem ser comprados nas lojas também.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

A Sea Shepherd se opõe à caça há anos e já tentou fisicamente parar o processo com seus próprios barcos.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

A Sea Shepherd disse ao Business Insider que eles foram impedidos por meios legais de usar seus navios para protestar.

Em vez disso, os voluntários foram para as Ilhas Faroe e posaram como turistas para tirar fotografias das caçadas, com a esperança de garantir uma cobertura da mídia adversa a matança.

Um deles escreveu sobre o que viu:

“Testemunhar uma matança em primeira mão foi realmente uma experiência terrível. Em um lugar tão quieto e calmo, em meio a natureza, foi enervante ver os moradores locais tão animados quando a temporada de caça foi anunciada”.

“A primeira caçada que vimos foi em Hvannasund, cenário de várias mortes em 2017. Testemunhamos todo o processo desde a chegada das cerca de 50 baleias-piloto até sua morte, o massacre e a distribuição da carne e da gordura.

“À medida que as baleias-piloto eram levadas para a costa pelos pequenos barcos, a intensidade dos corpos se agitava. Ganchos eram atirados em seus corpos e as baleias eram arrastadas para a costa em um jogo sádico de cabo de guerra. Testemunhamos baleias aparentemente batendo suas cabeças contra as pedras em um frenesi desesperado”.

O governo das Ilhas Faroe defende a tradição e diz que a Sea Shepherd irá “fazer qualquer coisa” para desacreditá-los.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

As imagens falam por si. Absolutamente nenhuma justificativa pode ser dada para atos cuja barbaridade é impossível de ser descrita. Sadismo, crueldade, violência e desrespeito pela vida são alguns termos que se encaixam, embora estejam longe de descrever o horror das cenas mostradas tendo como cenário um verdadeiro mar de sangue.

Toureiro limpa as lágrimas de touro ferido antes de matá-lo

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Espetáculos de tortura e crueldade, as touradas espanholas são palco de sofrimento e assassinatos frios, onde os pobres touros indefesos são feridos e humilhados para que uma plateia ávida por sangue possa saciar seu gosto doente por diversão sádica.

Um matador espanhol limpou o sangue do rosto de um touro antes de matar o animal já gravemente ferido em um gesto descrito como “malicioso e perverso” por grupos de defesa dos direitos animais.

Alerta: imagens fortes.

Morante de la Puebla participava de um festival de touradas na praça Real Maestranza, na cidade de Sevilha, na região de Andaluzia, no sul da Espanha, quando ocorreu o incidente.

O homem, que tem 39 anos, é visto tirando um lenço do bolso com a mão encharcada de sangue para limpar o touro moribundo.

O animal é visto com quatro banderillas (espetos com fitas) espetadas saindo de suas costas antes da morte final acontecer.

Imagens do momento pungente foram compartilhadas no Twitter e visualizadas cerca de 2,3 milhões de vezes.

Os fãs de touradas – surpreendentemente eles existem – consideraram o gesto como um sinal de respeito pelo animal – mas pessoas que comentaram nas mídias sociais e grupos de defesa dos direitos animais criticaram severamente o incidente.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Silvia Barquero Nogales, líder do partido Partido Animalista que atua contra os maus-tratos de animais (PACMA) da Espanha, disse: ‘Somente uma mente maliciosa e perversa poderia torturar um animal até que o sangue escorra e então enxugar o rosto da vítima com um lenço.

“O matador está apenas disfarçando sua falta de empatia e crueldade com o animal. Abaixo as touradas agora!”

Enquanto isso, outros comentaram on-line chamando o matador de “sádico”, “psicopata” e “hipócrita”, quando ele matou o touro momentos depois.

No entanto, os defensores de touradas disseram que de la Puebla (o toureiro) estava mostrando respeito ao animal como outros matadores famosos fizeram no passado, como Jose Gomez Ortega.

Os animais têm a capacidade de produzir lágrimas para lubrificar os olhos, embora se acredite amplamente que apenas humanos produzem lágrimas emocionais.

Crueldade nas touradas

Em um argumento de defesa que mal se sustenta, os tradicionalistas dizem que as touradas são parte integrante da cultura e do patrimônio da Espanha – enquanto a opinião contrária, da maioria da população é que o espetáculo é cruel, degradante para os animais e deveria ser proibido.

É parte do procedimento brutal das touradas que o matador primeiro provoque o touro com sua capa e depois com espadas afiadas, que são fincadas e permanecem presas no animal para irritá-lo e causar-lhe dor.

Finalmente, o matador assassina o animal com uma espadada no pescoço para honrar sua bravura.

Algumas partes da Espanha baniram este ato final rotesco, mas não em Sevilha.

Os seguidores da rede social disseram que se sentiram “doentes” ao assistir ao incidente Morante de la Puebla, enquanto outros foram levados às lágrimas.

Investigação revela mais de 50 leões mortos em dois dias em fazenda de criação na África do Sul

Um dos leões mantidos em caixas de transporte sem poder sequer se levantar ou se mover | Foto: Lord Ashcroft

Um dos leões mantidos em caixas de transporte sem poder sequer se levantar ou se mover | Foto: Lord Ashcroft

Um fedor avassalador e um enxame de moscas deram a inspetora Reinet Meyer a certeza de que ela havia encontrado algo verdadeiramente repugnante.

Meyer é inspetora da Society for the Prevention of Cruelty to Animals (Sociedade para a Prevenção da Crueldade contra os Animais, na tradução livre) e foi avisada por uma denúncia que os leões estavam sendo mantidos em pequenas gaiolas na fazenda Wag-en-Bietjie, a 32 quilômetros de Bloemfontein, na província de Free State da África do Sul.

Sabendo que a cruel e vergonhosa indústria de criação de leões de seu país abastece o sujo comércio internacional de ossos de leões e troféus, ela já esperava o pior.
Mas nada poderia preparar a inspetora para a cena grotesca e macabra que encontraria dentro daquela fazenda anônima de aparência comum.

A construção estava sendo usada como matadouro de leões, um supervisor e oito trabalhadores estavam tirando a pele e a carne dos cadáveres frescos de um grupo de leões mortos recentemente quando ela chegou.

Muitos leões mortos jaziam no local, alguns esfolados e outros à espera de serem esfolados (ter a pele arrancada), todos espalhados pelo chão manchado de sangue. Uma pilha de entranhas com vísceras e ossos estava amontoada em outro canto, enquanto partes internas do corpo dos animais descartadas, estavam empilhadas em sacos de plástico pretos transbordantes em um trailer do lado de fora.

Troféus de leões | Foto: Lord Ashcroft

Troféus de leões | Foto: Lord Ashcroft

Fotografias tiradas por investigadores mostram uma cena sórdida e sangrenta. Muitas imagens são fortes demais para serem exibidas.

“Foi chocante”, disse Meyer. “Não conseguíamos acreditar no que estava acontecendo. Você podia sentir o cheiro do sangue. Os leões foram baleados no acampamento e todos foram trazidos para aquele quarto. O número de moscas e o cheiro eram terríveis.

“Para mim, um leão é um animal imponente, uma majestade da natureza. Aqui ele é massacrado pelas pessoas em troco de dinheiro, isso é absolutamente repugnante”.

A cerca de duzentos metros do matadouro, dois leões estavam presos em caixas de transporte de aço que eram pequenas demais para que eles se levantassem ou se virassem. Meyer disse que eles foram deixados nas caixas sem comida ou água por três dias.

Ela inicialmente até chegou a pensar que um deles estava morto pois o animal debilitado não estava se movendo. “O leão estava tão deprimido que nem se mexeu”.

“Foi um momento totalmente repugnante descobrir que os leões eram mantidos desta forma indigna”.

“Um leão é um animal selvagem, que nasceu para ser livre, mas ao contrário disso, é mantido em uma pequena gaiola por três dias. É absolutamente deplorável”.

Um total de 54 leões foram mortos na fazenda em apenas dois dias. Eles foram acertados pela primeira vez com dardos tranquilizantes antes de serem mortos a tiros com um rifle calibre 22. Entende-se que as balas foram disparadas através do ouvido e chegaram diretamente no cérebro porque os compradores estrangeiros não pagarão pelos crânios danificados.

Acredita-se que alguns dos leões tenham sido transportados em caminhões por cerca de 400 quilômetros até a fazenda, a partir de um “parque de safári” próximo a Johanesburgo.

Absurdamente, os trabalhadores da fazenda Wag-‘n-Bietjie tem permissão do governo para matar leões. O local, de propriedade do criador de leões Andre Steyn, faz parte de uma série de matadouros de leões licenciados na África do Sul que suprem a enorme demanda por ossos de leões do Sudeste Asiático.

O país permite que 800 esqueletos de leões criados em cativeiro sejam exportados a cada ano, mas os ativistas acreditam que muitos mais sejam mortos sem registro para alimentar o comércio nojento, mas lucrativo.

Wag-‘n-Bietjie, que se autodenomina uma “fazenda ecológica” que coloca “a natureza em primeiro lugar”, parece ter recebido as permissões relevantes do Free State (Estado Livre).

Steyn, ex-membro do Conselho da South African Predator Association, uma organização comercial que atua para a indústria de reprodução em cativeiro, deu a Meyer acesso irrestrito à sua propriedade.

Mas junto com seu capataz, Johan van Dyke, ele agora enfrenta acusações relacionadas ao bem-estar animal sobre os dois leões mantidos em pequenas jaulas, e pode enfrentar ainda mais acusações ligadas à maneira como os leões estavam sendo mortos e à condição de fome e inanição em que os animais são mantidos.

O que acontecerá aos 246 leões encontrados na fazenda ainda não está claro. Cerca de 100 foram declaradamente marcados para morrer, mas as permissões da fazenda foram revogadas. Seu destino não será decidido até que o processo judicial de Steyn e Van Dyke seja concluído.

Em uma reviravolta sinistra no comércio de “criação de leões” da África do Sul, alguns operadores importaram tigres, que não têm lugar no continente africano, para se reproduzir com leões e produzir “ligers” (quando o pai é um leão) ou “tigons” ( quando o pai é um tigre).

Leões e tigres sendo mantidos juntos em reserva | Foto: Lord Ashcroft

Leões e tigres sendo mantidos juntos em reserva | Foto: Lord Ashcroft

Um liger de três anos de idade ou tigon pode ser do mesmo tamanho de um leão de nove anos de idade, produzindo assim mais peso ósseo – e maiores lucros – uma vez mortos.

Ligers tem o maior valor financeiro: eles pesam uma média de 71 libras e alcançam quase 12 pés de altura apoaiados em suas patas traseiras.

Especialistas dizem que o processo de criação abusivo freqüentemente resulta em defeitos congênitos e morte prematura de filhotes, bem como complicações para as mães, porque elas têm que dar à luz filhotes superdimensionados.

Um relatório de quatro anos atrás estimou que havia 280 tigres na África do Sul em 44 locais. A investigação da ONG, no entanto, sugere que esta é uma subestimava dramática, com cerca de 50 tigres que se acredita estarem em apenas um local.

Em outra instalação de vida selvagem na província de Free State, os investigadores fizeram uma descoberta perturbadora. Em um cativeiro cercado, um grupo de três tigres e cinco leões estavam deitados juntos na sombra. No mesmo recinto, outro leão e um tigre foram encontrados juntos perto da cerca do perímetro.

Um dos investigadores descreveu a experiência como “perturbadora”, acrescentando: “Não é algo que você espera ver. Nós estávamos pensando: “para que eles estão aqui, para onde eles estão indo?”

Os funcionários do parque disseram aos investigadores que os leões e os tigres só eram mantidos juntos até atingirem a idade de reprodução por volta dos dois anos de idade. O parque na semana passada não respondeu quando perguntado se os animais eram reproduzidos entre si.

Em outro parque de vida selvagem perto de Joanesburgo, um dos investigadores encontrou um enorme tigre do sexo feminino grávida, esperando uma ninhada de filhotes.

Sem realizar testes de DNA, os pesquisadores não conseguiram provar cruzamentos em nenhum centro individual, mas os conservacionistas acreditam que a endogamia na África do Sul é “desenfreada”. Enquanto isso, os turistas estão, inadvertidamente, alimentando tanto o comércio de ossos quanto a caça de troféus, pagando para ter filhotes de leão de estimação ou para viverem experiências como “caminhar com leões”.

A reserva de Ukutula, a cerca de 80 quilômetros a noroeste de Pretória, cobra aos visitantes £ 46 por uma “caminhada de enriquecimento” de uma hora com os leões. Os visitantes devem assinar um acordo de que as fotografias tiradas são para uso privado.

O porta-voz Willi Jacobs disse: “Ukutula conduz essas caminhadas para enriquecer as vidas de animais que, de outra forma, ficariam confinados em seus recintos. A receita gerada nos permite apoiar projetos de pesquisa que contribuem significativamente para a conservação”.

A Grã-Bretanha, no entanto, continua a oferecer permissões aos caçadores para importar peles e cabeças de leão, desde que o troféu tenha sido obtido de uma operação de caça “sustentável”.

Em dezembro passado, uma investigação revelou como o número de partes de corpos de leões enviados para a Grã-Bretanha disparou.

E hoje revelações mostram como essa brecha pode ser explorada por caçadores determinados a desrespeitar a proibição dos EUA também.

Um dos investigadores da ONG disfarçados gravou Adrian Sailor, um representante do Reino Unido dos Settlers Safaris na África do Sul, explicando como uma pele de leão poderia ser contrabandeada para os EUA via Grã-Bretanha, escondendo-a em uma pele de veado.

Sailor admitiu que a questão era “tão quente, na imprensa e em todo o resto”, acrescentando: “Eles querem que tudo seja feito corretamente”.

Mas para contornar a lei dos EUA, Sailor sugeriu legalmente importar a pele através do Reino Unido, atirando um cervo vermelho na Escócia, então “você enfia a pele de leão dentro do cervo sangrento, você só precisa enrolar tudo, e depois apenas exporta a mercadoria como um simples veado vermelho”.

“É um pouco desonesto, mas você sabe. Está tudo dobrado, o cadáver está duro, você não pode abri-lo. Tudo é salgado e duro como pedra. Quero dizer, um leão é uma coisa grande, para entrar ali, mas a única coisa que você não consegue enfiar ali é um crânio.

Quando confrontado pelo The Mail, Sailor não negou seu discurso, mas salientou que “nenhum crime foi cometido” e que “tudo é feito legalmente”.

Ele disse que não negocia com ninguém nos EUA, acrescentando: “Como um leão caberia dentro de uma pele de veado? Grande diferença de tamanho”.

Investigação secreta mostra animais sendo violentamente surrados no Egito

Foto: PETA

Foto: PETA

Uma investigação secreta conduzida pela PETA revelou que os animais explorados nos principais destinos turísticos do Egito, incluindo a Grande Pirâmide de Gizé, Saqqara e Luxor são”espancados até sangrar” por manipuladores.

Agora, a PETA Asia, responsável pelas imagens, pede a proibição do uso de animais para transporte e locomoção em pontos turísticos do país.

De acordo com a ONG, cavalos e camelos são explorados diariamente pela indústria do turismo em locais de enorme influxo de turistas, são usados para transportar os visitantes em suas costas ou em carruagens.

A PETA relata que as condições em que os animais são explorados são terríveis – com os cavalos e camelos trabalhando sem parar “sob sol e calor escaldantes, sem sombra, comida ou água”.

Animais espancados

A ONG ressalta que o vídeo mostra os exploradores responsáveis pelos animais em Gizé batendo violentamente em um cavalo que havia caído exausto enquanto era forçado a puxar uma carruagem, homens e crianças são vistos também “gritando e batendo violentamente em camelos com paus” até seus rostos ficarem ensanguentados no Mercado de Camelos Birqash.

A PETA Asia escreveu para a ministra do Turismo do país, Rania Al-Mashat, pedindo ao Egito que utilize meios de transportes modernos como veículos elétricos, em vez de animais, para transportar as pessoas.

Vergonhoso

“É vergonhoso que animais exaustos e visivelmente abatidos sejam espancados e chicoteados para fazer passeios sem fim no calor, mesmo quando suas pernas vergam de tanto cansaço e chegam a entrar em colapso”, disse a diretora da PETA, Elisa Allen, em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“A PETA está pedindo ao Ministério do Turismo egípcio que substitua esses animais maltratados por veículos, como os riquixás elétricos, para que os turistas possam apreciar a rica história do país sem apoiar a crueldade contra os animais”.

A ONG acrescenta: “Uma vez que os camelos vendidos no mercado Birqash não são mais capazes de fazer passeios em torno das pirâmides de Gizé e Saqqara, eles são devolvidos ao mercado e enviados para serem mortos”.

Transporte elétrico em pontos turísticos

Há um precedente para as investigações da PETA que levaram a esse resultado ja esperado; após a investigação realizada pela ONG em Petra, o príncipe filantropo e vegano, Khaled Bin Alwaleed, revelou seu real papel nos planos de restauração de um importante sítio arqueológico na Jordânia, que envolviam preservar a história dos seres humanos e proteger os animais.

O Parque Arqueológico de Petra – declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1985 – atrai centenas de milhares de pessoas todos os anos. Muitas pessoas montam animais, incluindo burros, camelos, mulas e cavalos ao longo dos degraus do parque até o mosteiro do local. Isso está danificando os degraus e causando sofrimento aos animais.

Através de sua empresa KBW-Ventures, o Príncipe Khaled deu assistência específica para reconstruir as escadas, construir um santuário para os animais se mudarem e fornecer veículos personalizados para o local que será entregue aos moradores locais. Além disso, estações de carregamento solar serão doadas, assim os veículos serão 100% livres e sem despesas também.

Algumas pessoas, realmente fazem a diferença quando assim o desejam. Cada um pode desempenhar um papel em defesa dos direitos animais. Ao recusar-se a fazer passeios sobre animais e alimentar essa indústria cruel de turismo, seja em que país for, ou envolvendo qualquer outra forma de exploração

Tubarões brancos sobrevivem com níveis tóxicos de mercúrio no sangue

Foto: Getty Images/iStockphoto

Foto: Getty Images/iStockphoto

Níveis tóxicos de mercúrio, arsênico e chumbo foram encontrados em quantidades surpreendentemente altas no sangue de grandes tubarões brancos que nadavam na costa da África do Sul.

Apesar de estar presente em concentrações suficientes para matar a maioria dos animais, essas toxinas parecem não ter efeito sobre os enormes peixes marinhos.

Os cientistas responsáveis pela realização do estudo acreditam que os tubarões podem ter uma capacidade especial de resistir aos efeitos nocivos dos metais pesados.

Como os grandes tubarões brancos são predadores que pertencem ao topo de sua cadeia alimentar, eles acumulam grandes volumes de toxinas em seus corpos, provenientes de todas as outras criaturas das quais se alimentam.

“Ao medir as concentrações de toxinas como mercúrio e arsênico no sangue dos tubarões brancos, podemos usá-los como ‘índices do ecossistema’ ou seja, referência para avaliar a saúde do ecossistema, e as implicações para os seres humanos”, disse Neil Hammerschlag, co-autor do estudo realizado pela Universidade de Miami.

“Basicamente, se os tubarões têm altos níveis de toxinas em seus tecidos corporais, é provável que as espécies das quais eles estejam se alimentando, que ficam abaixo deles na cadeia alimentar, também tenham essas toxinas em seus organismos, incluindo os peixes comidos pelos seres humanos”.

Para realizar o estudo, os cientistas capturaram e examinaram minuciosamente 43 tubarões, colhendo amostras de sangue e medidas corporais, antes de etiquetá-los (marcação para acompanhamento) e liberá-los.

Como muitas espécies de tubarões estão ameaçadas de extinção, os pesquisadores ressaltaram que a descoberta é vital para entender o impacto que a contaminação por metais pesados e tóxicos tem causado sobre elas.

Os cientistas ficaram surpresos ao não encontrar nenhum efeito prejudicial na contagem de glóbulos brancos ou outros indicadores potenciais de problemas de saúde nos tubarões.

“Os resultados sugerem que os tubarões podem ter um mecanismo protetor fisiológico inerente à espécie, que combate os efeitos nocivos da exposição ao metal pesado”, disse Liza Merly, cientista que liderou o estudo.

Embora os tubarões possam, de fato, ser resistentes a esses poluentes, isso não será suficiente para protegê-los da infinidade de outras ameaças que a espécie enfrenta – principalmente a perseguição por parte dos seres humanos.

No início deste mês, especialistas anunciaram que mais espécies de tubarões estavam sendo adicionadas à lista oficial de espécies ameaçadas de extinção (IUCN), incluindo o mako shortfin, conhecido como o tubarão mais veloz do mundo.

Estes resultados foram publicados no Boletim de Poluição Marinha.

Galgos descartados são maltratados e explorados para doar sangue

A triste vida dos galgos é fadada ao sofrimento desde o nascimento. Eles são explorados ainda muito pequenos para serem cães de corridas durante sua curta “vida últil”.

Com o desgaste excessivos dos músculos e ossos em competições, os animais sofrem de doenças crônicas após certo tempo em atividade. O destino final é o abandono ou a morte.

Escândalos recentes falam sobre mortes contínuas, uso de drogas nos animais e exportação ilegal.

Foto: PETA

A GREY2K USA, a maior organização sem fins lucrativos de proteção de cães galgo ingleses do mundo, resgatou dezenas deles de um matadouro na China, em junho de 2018.

O sofrimento para alguns animais não acaba quando são “aposentados” e, de alguma forma, ainda são torturados e abusados por pessoas  e empresas.

O Hemopet é uma empresa da Califórnia que afirma operar como um banco de sangue canino que “fornece componentes sanguíneos e suprimentos de última geração para transfusões para clínicas veterinárias em todo o país”.

Eles utilizam galgos que foram descartados da indústria de corridas e os “abrigam” em suas instalações, a fim de retirar regularmente seu sangue, que então é vendido para clínicas veterinárias na América do Norte e na Ásia para ajudar animais de domésticos doentes. Segundo eles, eventualmente, os galgos são colocados para adoção e encontram novos tutores.

Foto: PETA

À primeira vista, a missão do Hemopet parece bastante honrosa – mas os defensores do bem-estar animal têm sérias preocupações com o tratamento de cães nessa instalação.

No ano passado, um investigador da PETA ficou disfarçado no Hemopet por três meses e relatou que os galgos foram severamente maltratados e negligenciados.

Foto: PETA

“Os cães latem muito alto e persistentemente, e não há descanso para os animais com barulho constante”, disse Dan Paden, diretor associado de análise de evidências da PETA , ao The Dodo.

“Alguns dos trabalhadores gritavam com os cachorros: ‘Cale a boca, fique quieto, pare’, o que só aumenta o estresse, a ansiedade e o medo daqueles animais.”

“O investigador viu esses cães grandes, sociais e cheios de energia reduzidos a ‘bolsas de sangue’ de quatro patas “, disse Paden.

“Eles são mantidos em gaiolas tão pequenas que mal conseguem ficar de pé, mal conseguem se virar. Quando tentam se deitar, suas costas estão contra um lado da caixa, e dificilmente podem esticar seus quatro membros sem tocar o outro lado da grade.

Foto: PETA

Os cães só foram resgatados por dois motivos, segundo Paden – para doar sangue ou para uma curta caminhada.

“Os cães que foram descartados pela indústria de corridas … e, como todo cão, precisam de uma oportunidade para correr e brincar. Eles são retirados das gaiolas por apenas por cinco minutos e colocados em um caminho concreto como o chamado exercício”, ele disse.

Os galgos também não têm conforto e estímulo dentro de suas gaiolas. No máximo, eles podem ter um cobertor fino e um único brinquedo, disse Paden. Este confinamento terrível deixou muitos dos cães com problemas de saúde.

“A testemunha viu uma quantidade enorme de cães com de perda de pelos, calos e até bolsões de líquido acumulados nos membros desses animais”, disse Paden. “O veterinário que consultamos disse que todos esses problemas são os efeitos do confinamento constante em superfícies duras.”

Foto: PETA

Apesar de serem negligenciados por seus cuidadores, a maioria dos cães no Hemopet é desesperada por atenção, de acordo com Paden. Eles abanavam o rabo com força quando alguém se aproximava de seu canil – tanto que machucavam e quebravam as pontas de suas caudas. As informações são do The Dodo.

Estar preso em gaiolas era apenas um elemento da miséria dos cães – outro era o próprio processo de coleta do material. Os cães doam sangue a cada 10 ou 14 dias, e muitos ficaram doentes como resultado, de acordo com Paden.

Foto: PETA

“Muitos dos cães estavam à beira da anemia e com falta de glóbulos vermelhos”, disse Paden.

“Os cães ficavam letárgicos e apáticos após as retiradas e eram colocados de volta suas gaiolas sem monitoramento, o que é uma atitude perigosa e irresponsável. Sangramentos e hematomas no pescoço nos cães após a coleta de sangue é muito comum. ”

O sangue doado de cães são muito importantes para salvar vidas em clínicas veterinárias – alguns donos até mesmo oferecem seus animai como doadores, mas a forma como o Hemopet opera é extremamente controversa.

Nenhum dos cães é isento da coleta de sangue, inclusive aqueles doentes com condições como o lúpus. Tirar sangue de um cão doente não é apenas perigoso para esse cachorro em particular – também é perigoso para o cão que recebe o sangue, apontou Paden.

Mesmo vendendo sangue de cachorro por um alto preço, o Hemopet está registrado como uma organização sem fins lucrativos nos EUA, o que intrigou os defensores do bem-estar animal.

Foto: PETA

“Na verdade, fizemos uma queixa ao procurador-geral da Califórnia, pedindo-lhes para investigar, perguntando por que essa empresa tem status de instituição de caridade”, disse Paden.

“Encontramos discrepâncias muito grandes entre o que o Hemopet afirma em seu site e a verdadeira realidade dos animais – há falhas no exercício, na criação e nos cuidados dos animais”.

Paden também está preocupado com a afirmação do Hemopet de que é um centro legítimo de resgate e adoção.

“O investigador viu inúmeros cães que tinhas um cartaz sobre sua caixa, que dizia  ‘indo para casa’, o que supostamente indicava que esses cães haviam sido adotados”, disse Paden.

“Mas aqueles cães ficavam naquelas gaiolas e continuvam sendo sangrados por mais três ou quatro semanas. Eles não iam para casa porque Hemopet precisava encontrar outro cachorro para substituí-lo na fila de sangue.”

“Foi uma experiência reveladora e também muito dolorosa para a testemunha”, acrescentou Paden.

O The Dodo revelou que entrou em contato com o Hemopet  e que um porta-voz enviou uma declaração dizendo que a PETA “transmitiu informações infundadas sobre os serviços do Hemopet e dos bancos de sangue animal”.

A empresa enfatizou seu status de instituição de caridade e alegou ser uma “instalação exemplar” que leva em conta o bem-estar de seus cães.

“Nossos cães são atendidos por mais de 40 pessoas e voluntários adicionais que, direta e regularmente, andam e brincam com eles”, disse o porta-voz do Hemopet.

“Há uma escassez nacional de sangue seguro e compatível com o sangue para animais de companhia e de trabalho. Se não fosse pelos serviços de banco de sangue animal do Hemopet, inúmeros pacientes com necessidade de transfusões sofrerão e alguns morrerão”.

Enquanto o sangue é muitas vezes necessário para ajudar os animais de estimação doentes, Paden acredita que existem formas mais éticas de obter esse sangue.

“Há um número crescente de escolas de veterinária, que operam bancos de sangue comunitários bem-sucedidos, onde os animais, sejam cães ou gatos, vivem em casa com a família e, a cada três ou quatro meses, o guardião os leva até a clínica, ou até mesmo uma clínica móvel, e um técnico veterinário ou veterinário vai tirar sangue de animal com a finalidade de doá-lo”, disse Paden.

“Em troca disso, os animais recebem frequentemente cuidados veterinários gratuitos e, é claro, o animal chega em casa no final do dia, como um doador de sangue humano faria, e não apenas é jogado de volta em um ambiente não natural e estressante.”

Outra alternativa é que os veterinários peçam aos clientes que doem sangue de seus animais domésticos para ajudar outros animais em necessidade.