Los Angeles está a um passo de proibir as corridas de cavalo

Foto: Livekindly

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Los Angeles pode em breve se tornar a maior cidade dos Estados Unidos a proibir corridas de cavalo depois de uma série de mortes de cavalos em uma das maiores pistas do sul da Califórnia.

O comissário Roger Wolfson apresentou recentemente uma moção ao Conselho de Serviços Animais de Los Angeles pedindo a proibição. A moção, intitulada “Oposição à Corrida de Cavalos no Estado da Califórnia”, aparece na agenda de terça-feira para votação.

“Espero que possamos tomar uma posição real e definitiva – nenhuma cidade que eu conheça tomou uma posição sobre isso”, disse Wolfson ao City News Service.

“Somos o departamento de serviços de animais, não o departamento de serviços de animais domésticos, e qualquer coisa que afete o bem-estar dos animais em Los Angeles está sob nossa alçada”, disse Wolfson.

Mortes de cavalos em Santa Anita

O movimento segue as mortes de 30 cavalos nos últimos seis meses na pista de corridas de Santa Anita, localizada em Arcadia. Santa Anita tem sido considerada uma das pistas mais prestigiadas do país. A causa das mortes de cavalos ainda está sob investigação, mas especialistas do setor acreditam que pode ter algo a ver com o inverno excepcionalmente chuvoso da Califórnia e seu impacto na superfície da pista.

Foto: Livekindly

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“Santa Anita teve 111 corridas em sua pista principal quando a superfície estava classificada como ‘barrenta’, ‘desleixada’ ou ‘fora de serviço’, em comparação com apenas 18 durante o mesmo período do inverno anterior, de acordo com registros da indústria”, de acordo com relatos do The New York mês passado.

“Sessenta e duas dessas corridas foram executadas quando a pista estava selada, o que significa que trenós pesados comprimiram a superfície para evitar que a umidade penetrasse nos níveis mais baixos, criando uma superfície mais dura. Isso pode significar uma enorme dificuldade de pisar para os frágeis cavalos de 490 kg com tornozelos tão finos quanto as garrafas de Coca-Cola”.

A medida tornaria Los Angeles a maior cidade dos EUA a se posicionar contra as corridas de cavalos, um esporte já denunciado por ativistas pelos direitos animais como cruel e desumano. Fraturas e lesões são as principais causas de morte de cavalos de corrida.

E apesar de Los Angeles não ser o local onde fica a pista em que ocorreram as mortes, Wolfson enfatizou a importância do movimento. “Veja, 30 cavalos morreram em Santa Anita; essa é uma cidade próxima de nós. Estamos preocupados com isso”.

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Órgão regulador americano proíbe o uso de chicote em corridas de cavalo

Foto: Animal Liberation/Reprodução

Foto: Animal Liberation/Reprodução

Corridas de cavalos são uma das formas mais desumanas de subjugação, maus-tratos e exploração que os animais podem sofrer. Além de serem privados de sua liberdade, são oprimidos com selas em suas costas, freios em sua boca, estribos que permitem chutes em seu ventre e ainda tem que carregar humanos em suas costas que os vergastam para que corram além de seus limites competindo com seus iguais em direção a um destino obscuro.

O que move essa indústria sórdida de entretenimento alienado é o lucro. As apostas feitas em cavalos geram milhões e atraem multidões ávidas por assistir ao suplício “competitivo e emocionante” desses animais.

Foto: Alt Media

Foto: Alt Media

A pista de corridas do Parque de Santa Anita, na Califórnia (EUA), é palco frequente desses espetáculos de mau gosto, foi lá que 22 cavalos morreram “de forma obscura” desde dezembro de 2018. A empresa ainda não tem resposta para a morte dos animais, porém a investigação segue em andamento. No entanto, o Conselho de Corridas de Cavalos da Califórnia (CHRB, na sigla em inglês), já tomou uma medida em relação ao ocorrido, proibindo o uso de chicotes pelos jóqueis para bater nos animais durante as corridas.

De acordo com o Los Angeles Times, a medida n~]ao passa de mais um esforço dos organizadores de corridas para reconquistar o apoio público. Apesar de ser um instrumento de de tortura usado na exploração e abuso desses animais, não há quaisquer evidências de que o uso do chicote esteja diretamente ligado às mortes dos cavalos.

Foto: Alain Barr

Foto: Alain Barr

Mas de acordo com Madeline Auerbach, vice-presidente do CHRB, o chicoteamento pode desempenhar um papel nas fatalidades. “Eu estava de pé ao lado da pista quando uma daquelas cenas infelizes aconteceu”, disse Auerbach. “E eu estava assistindo alguém que não era tão habilidoso quanto deveria ser, chicotear um cavalo sem parar quando era óbvio que o cavalo em questão não tinha mais nada para dar. É algo que eu nunca mais quero ver.”

A pista foi fechada no começo do mês, depois que aproximadamente duas dúzias de cavalos morreram entre 26 de dezembro e 5 de março.

A organização que atua em defesa dos direitos animais, PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais), tem falado incansavelmente sobre as mortes dos cavalos, pressionando por investigações criminais.

Foto: Blogotariat

Foto: Blogotariat

Em um comunicado no início deste mês, a organização elogiou o parque por se colocar contra o uso da força por treinadores, veterinários e tutores, “que usam qualquer meio – do chicote à seringa hipodérmica – para forçar cavalos feridos, ou não aptos, a correr. ”

O grupo também foi a favor do fechamento da pista, chamando-o de um “momento decisivo para as corridas”, e pediu que todas as pistas de corrida “reconheçam que o futuro é agora e sigam o exemplo”.

A PETA trabalhou em conjunto com o Parque Santa Anitta em um plano para reduzir futuras mortes de cavalos, o grupo disse que “estabelecerá um novo padrão” para as corridas, o que significa menos sofrimento para os animais nessa instalação.

“As corridas de cavalos devem seguir o caminho do circo com animais e serem proibidas, levando com elas parte da miséria e sofrimento pelos quais passam os animais”

Nota da Redação: a ANDA é contra as corridas de cavalos ou qualquer forma de exploração aos animais. Cavalos são seres livres e sencientes, capazes de sentir, compreender, sofrer e alegrar-se, ao submetê-los à vontade humana, usando-os para entretenimento e lucro, obrigando-os a competir enquanto são estimulados por chicotes a ultrapassar seus limites, leva-os à exaustão e à morte, como mostram os números dessa matéria.

Pista de corridas volta a funcionar após a morte de 19 cavalos em menos de dois meses

Foto: Santa Anita Park

Foto: Santa Anita Park

Na segunda-feira última (25), o Santa Anita Park Horse Racing autódromo de corridas de cavalos em Arcadia, na California (EUA) fechou suas portas após a morte de nada menos que 19 cavalos nos últimos dois meses. Hoje surpreendentemente, foi dada a notícia de que a pista de corridas do parque anunciava a reabertura de suas portas o que chocou tanto ativistas pelos direitos animais como o público em geral.

O fechamento, infelizmente temporário, foi efetuado para determinar se a chuva excessiva teria sido um fator contribuinte para as mortes recentes, mas de acordo com um comunicado de imprensa divulgado esta manhã pelo Santa Anita Park, a pista principal, de uma milha no total, foi considerada “cem por cento pronta”. A questão sem resposta permanece a mesma: como a pista pode estar pronta depois de ocorrerem 19 mortes de cavalos inesperadamente?

A imprensa local informou que o fechamento foi anunciado após a égua chamada Batalha de Midway, campeã de um dos campeonatos realizados no local, ter sofrido morte por indução após uma lesão grave durante o treinamento no final de semana. Infelizmente, os veterinários determinaram que o animal teria que ser sacrificado.

Como é possível que depois de 19 mortes em um espaço de tempo tão curto – de apenas dois meses – que a pista de corrida do Santa Anita reabra tão rapidamente?

Acredita-se que a resposta esteja nos lucros gerados pela inescrupulosa indústria bilionária de exploração de cavalos em corridas por meio de apostas. A cada dia que a pista permanece fechada é contabilizado prejuízo para os investidores e eles não querem mais perder nem um tostão a que custo for. Mesmo que o de vidas inocentes.

Sem qualquer sombra de dúvida o bem-estar e a vida dos animais deve prevalecer sobre os bolsos de quem quer que seja. As mortes de cada um dos 19 cavalos precisam ser investigadas, responsabilidade atribuídas e ações tomadas para que o Hipódromo de Santa Anita responda pelo que aconteceu.

De acordo com a HorseracingWrongs, uma organização que trabalha para acabar com corridas de cavalos por meio da educação nos Estados Unidos, mais de dois mil cavalos morrem correndo ou treinando em pistas americanas anualmente.

Quantas mortes mais serão necessárias antes que a população acorde e perceba que corridas de cavalos são cruéis e deveriam estar extintas há tempos?

Enquanto aguarda-se pela resposta mais cavalos morrem em pistas onde são obrigados a correr, sem qualquer oportunidade de escolha, escravos da diversão de humanos entediados e ávidos por dinheiro.