Câmara aprova projeto que proíbe comércio de animais em Santos (SP)

A Câmara Municipal de Santos (SP) aprovou o Projeto de Lei Complementar nº 14/2019 que proíbe o comércio de animais no município. A proposta, de autoria do vereador Benedito Furtado (PSB), coloca fim à concessão e à renovação de alvará de licença, localização e funcionamento aos canis, gatis e estabelecimentos comerciais que vendam animais. O projeto segue agora para análise do prefeito Paulo Alexandre Barbosa, que deve decidir pelo veto ou pela sanção.

Foto: Pixabay

De acordo com Furtado, é nítido o processo social rumo à “descoisificar” os animais, passando a tratá-los como seres vivos dotados de sensibilidade.

“Animais não são coisas, não são mercadorias. Ninguém compra um bebê, assim, ninguém deveria pagar para ter um animal”, afirma o parlamentar. As informações são do portal Diário do Litoral.

Países como a Inglaterra e a Austrália já possuem leis que proíbem o comércio de animais. No México, os animais passaram a ter status jurídico de seres sencientes que devem receber tratamento digno, com seus direitos à vida e à integridade física resguardados. No país, os animais passaram a ser sujeitos de consideração moral.

No Brasil, após 1,7 mil cães vítimas de severos maus-tratos serem resgatados de um canil que os explorava para venda, a rede Petz, que era cliente do estabelecimento, anunciou o fim do comércio de cachorros e gatos em suas lojas.

O problema do comércio de animais, no entanto, vai além dos casos de maus-tratos. Isso porque a dificuldade para se reduzir o número de cachorros e gatos abandonados está diretamente ligada à venda deles, já que quem opta por comprar deixa de dar um lar a um animal necessitado que vive na rua ou no abrigo de uma ONG.

Em Santos, entidades de proteção animal e a Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida) têm dezenas de animais para adoção.


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Prefeitura de Santos (SP) vai vacinar cachorros contra a leishmaniose

A Prefeitura de Santos (SP), através da Secretaria Municipal de Saúde, liberou a vacinação contra leishmaniose  para os cachorros tutelados por moradores da cidade. A vacina será aplicada apenas em cães saudáveis mediante comprovação, até 18 de agosto, via resultado de exame, de que o animal não é portador da doença.

Para participar da campanha de vacinação, o morador deve entrar em contato com o Setor de Zoonoses (Sevicoz) para agendar a aplicação. Os telefones para contato são: 3257-8048, 3257-8044 ou 3257-8032.

Foto: Pixabay

A liberação das vacinas foi possível após responsáveis por animais saudáveis que têm proximidade com portadores da doença não terem comparecido para vaciná-los após convocação por escrito ou por telefone. Tratam-se de cães que já eram investigados pelo Zoonoses e que tinham resultado negativo de exame para a leishmaniose. Apenas 232 tutores, dos 796 convocados, levaram os animais para tomar as três doses da vacina, necessárias para que a proteção seja efetiva. Após a terceira dosagem, basta fazer o reforço da vacina uma vez ao ano para manter o cão protegido.

“A vacinação é aberta para aqueles cães que vão se imunizar a partir de agora e também para aqueles que já iniciaram o esquema em clínica particular. Trata-se de uma vacina de alta qualidade e que não traz efeitos colaterais aos cães, além de uma grande estratégia de saúde pública”, destaca Laerte Carvalho, veterinário da Sevicoz.

De acordo com informações divulgadas pela administração municipal, as vacinas foram adquiridas por meio de verba parlamentar destinada pelo vereador Benedito Furtado e custaram R$ 197.325,00.

Transmissão e sintomas

Transmitida pelo inseto Lutzomya longipalpis, conhecido popularmente como mosquito-palha, a leishmaniose é uma doença infecciosa e seus sintomas costumam aparecer de dois a três anos após a infecção pelo parasita. O mosquito pode, também, infectar humanos. Já os cachorros infectados não transmitem a leishmaniose para as pessoas.

O animal doente apresenta as seguintes características: pele e mucosas com feridas; queda de pelos da orelha e em volta do nariz; emagrecimento e crescimento exagerado da unha. Com a piora no quadro clínico, órgãos internos como fígado, baço e pulmão são afetados. Não há cura para a doença, mas há tratamento para controlá-la.

“Não há surto de leishmaniose em Santos. O que observamos são casos isolados e em áreas suscetíveis da cidade, mais próximas a matas”, afirma Ana Paula Valeiras, chefe do Departamento de Vigilância em Saúde.

Desde 2015, 63 cachorros foram contaminados pela doença em Santos – 37 já morreram. Após a leishmaniose ser diagnosticada, o cachorro pode receber o tratamento através da rede municipal para o controle da carga parasitária. A prefeitura disponibiliza também uma coleira com repelente para impedir que o mosquito pique o cão infectado e continue a transmitir a doença.

Tutores de cães que apresentem sintomas da doença devem levá-los a uma clínica veterinária. Na rede pública, os animais podem ser atendidos pela Codevida, que funciona na Av. Francisco Manoel s/nº – Jabaquara, de segunda a sexta, das 9h às 12h e das 12h às 17h. Telefones: 3203-5593 e 3203-5075.


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Tartaruga-verde é encontrada morta no litoral do Paraná

Uma tartaruga-verde foi encontrada morta no Paraná. O corpo foi localizado no Balneário Flórida, em Matinhos, no sábado (13).

Foto: Lourival Marques Filho/Arquivo pessoal

Trata-se de um animal jovem, segundo a bióloga Camila Domit, coordenadora do Laboratório de Ecologia e Conservação do Centro de Estudos do Mar (CEM) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). De acordo com ela, a mortalidade de tartarugas na região aumenta no inverno.

“Em nosso litoral ha uma agregação de vários animais que migram nesta época do ano, até por conta do frio nas regiões mais ao sul, por exemplo, no Uruguai e na Argentina (…) o fato de termos mais tartarugas na região e também o fato de ser um período que há muita pescaria”, disse a bióloga ao G1.

A especialista explicou que a pesca de arrastão captura os animais e os leva ainda vivos para a praia.

De volta ao habitat

Em Santos (SP), duas tartarugas-verdes foram devolvidas ao mar no sábado (13) após receberem tratamento veterinário.

Foto: Isabela Carrari/Prefeitura de Santos

As tartarugas pesam cerca de 20 kg cada e a carapaça delas mede em torno de 60 centímetros. Elas foram submetidas a tratamento por aproximadamente um ano para monitoramento da saúde e também passaram por cirurgias a laser para retirada de tumores.


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Audiência: protetores defendem PL que proíbe venda de cães e gatos

Protetores de animais defenderam o projeto de lei que proíbe a venda de cães e gatos em Santos (SP) durante audiência pública realizada no auditório da Câmara Municipal na terça-feira (7). Donos de canis e de comércios do ramo animal também participaram do evento.

Foto: Pixabay

Os criadores e comerciantes que participaram da audiência defenderam a regulamentação da prática para coibir maus-tratos a animais, não a proibição da venda. Segundo o vereador Benedito Furtado, autor do projeto, “muita gente trabalha com isso” e “tudo vai ser analisado”. As informações são do portal G1.

“Em todas as áreas há profissionais que não seguem as regras. O mesmo acontece com o setor pet. Tem criadores ruins, mas é preciso que haja fiscalização para coibir isso”, disse Martina Campos, diretora-executiva do Instituto Pet Brasil, entidade que congrega a indústria e o varejo de comércios brasileiros do ramo animal.

Os protetores de animais, no entanto, que defendem que seres vivos não podem ser tratados como mercadorias e que casos de maus-tratos não deixarão de existir enquanto houver comércio de animais, posicionaram-se favoráveis ao projeto.

De acordo com Furtado, a audiência foi tumultuada. “Quando você mexe com interesse financeiro, econômicos, é complicado. A audiência foi muito concorrida, nós vemos uma incompatibilidade ao amor, fidelidade, com a questão do dinheiro”, explicou.

O projeto segue agora para comissão e, de acordo com o vereador, poderá ser submetido a alterações. Em seguida, a proposta será encaminhada para votação na Câmara Municipal de Santos.

Audiência discute projeto que proíbe venda de animais em Santos (SP)

Uma audiência pública irá discutir, na Câmara Municipal de Santos (SP), um Projeto de Lei Complementar (PLC) que prevê a proibição da venda de cachorros e gatos no município. O debate será realizado nesta terça-feira (7), a partir das 19h.

Foto: Francisco Arrais/Divulgação Prefeitura de Santos

O projeto, de autoria do vereador Benedito Furtado, proíbe a concessão e a renovação de alvará de licença, localização e funcionamento aos canis, gatis e estabelecimentos comerciais que vendam animais em Santos.

De acordo com o parlamentar, o objetivo da proposta é incentivar a população a adotar animais e reduzir o abandono. Para ele, é preciso “descoisificar” os animais, passando a tratá-los como seres vivos dotados de sensibilidade.

Furtado explicou que foram convidados para a audiência proprietários de pet shops, entidades de proteção e bem-estar animal, as Secretarias de Meio Ambiente e Finanças, Ouvidoria, Conselho Regional de Medicina Veterinária, Conselho Municipal de Proteção Animal, a Polícia Ambiental e a ativista e apresentadora de televisão Luisa Mell.

“Os criadouros de animais estão sendo expostos e as pessoas estão se tornando mais conscientes em relação a seus animais, principalmente sobre os problemas que essas criações trazem, além dos custos do cuidado de um animal de raça. Quando a empresa decidiu parar de vender, eu decidi que era a hora certa de apresentar o projeto, que tem recebido um ótimo retorno”, afirmou o vereador ao se referir a Petz, que optou por parar de comercializar animais recentemente, após um caso de maus-tratos em um canil que repassava animais para a rede.

A Câmara Municipal está localizada na Praça Tenente Mauro Batista de Miranda, 1, Vila Nova.

Polícia vai investigar morte e desaparecimento de 10 gatos em Santos (SP)

A Polícia Civil irá investigar a morte e o desaparecimento de 10 gatos em Santos (SP). Animais foram encontrados com sinais de envenenamento entre 17 de abril e a última quarta-feira (24), na rua Professor Arnaldo Amado Ferreira, no bairro Areia Branca. Quatro gatos também foram encontrados mortos no Cemitério da Areia Branca.

Gatos foram encontrados mortos em Santos (Foto: Arquivo Pessoal)

A moradora Adriana Lourenço da Silva era tutora de cinco gatos que foram mortos. Outro animal era tutelado pela vizinha dela. Segundo ela, no dia 17 de abril uma das gatas apareceu morta e outro animal desapareceu. No domingo (21), ele também foi encontrado morto. Os outros três gatos também morreram da mesma forma.

“O Algodão passou o dia em casa, brincando e, perto das 17h, saiu e foi até o telhado de casa. Poucos minutos depois, ele voltou agitado, passando mal”, disse ao G1.

“Meu filho achou estranho e levou ele ao veterinário. O gato chegou até a urinar no carro no caminho do médico. No dia seguinte, o veterinário me ligou e disse que ele havia sido envenenado e não resistiu, que o quer que tenham dado para ele machucou por dentro. É muito triste e revoltante saber que tem alguém que provavelmente é aqui do bairro fazendo isso”, completou.

Apesar da suspeitas, ainda não há informações sobre o autor dos crimes. “Os moradores desconfiam de uma pessoa, mas ninguém tem certeza. A cada um ou dois dias, um gato está aparecendo morto por aqui, é uma situação muito ruim, não sabemos mais o que fazer”, lamentou.

Tutores procuram gatos desaparecidos (Foto: Arquivo Pessoal)

“É revoltante porque cuidamos muito bem de todos eles, tratamos com carinho, e alguém faz uma maldade dessa, envenena esses gatos. E quem tem coragem de fazer isso com um gato, pode facilmente fazer isso com uma criança, dando um doce ou alguma coisa parecida. A gente fica com medo”, concluiu.

A Prefeitura de Santos afirmou, por meio de nota, que não tem registro de denúncia na administração sobre envenenamento de gatos no bairro Areia Branca e que apenas um gato foi achado morto em 2019 dentro do cemitério da região. Não há levantamentos sobre animais mortos em vias públicas.

Nestes casos, a administração municipal orienta a população a denunciar os casos à polícia, com lavratura de boletim e ocorrência. A comprovação do envenenamento só pode ser feita por meio e laudo veterinário ou exame laboratorial.

Tartarugas são soltas no mar após passarem por tratamento

Duas tartarugas-verdes foram soltas no mar de Santos, no litoral de São Paulo, após serem tratadas por veterinários, informou a prefeitura nesta sexta-feira (5).

Foto: Isabela Carrari/Prefeitura de Santos

Segundo a municipalidade, a ação ocorreu em conjunto com a gestão do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, na última quinta-feira (4), e os animais foram soltos na região já que são espécies habituadas as ilhas oceânicas.

Ainda de acordo com a prefeitura, o tratamento das tartarugas durou cerca de três meses e consistiu na remoção de resíduos plásticos ingeridos pelos animais e na cura de tumores de pele.

A Prefeitura de Santos lembra que atualmente há outras 14 tartarugas em recuperação no município.

Fonte: G1

Projeto de lei pretende proibir venda de animais domésticos em Santos (SP)

Um projeto de lei de autoria do vereador e jornalista Benedito Furtado quer proibir a venda de animais domésticos na cidade de Santos, no litoral de São Paulo.

Além de proibir o comércio de animais domésticos, a proposta proíbe a concessão e renovação de alvará de licença, localização e funcionamento a estabelecimentos que realizem a venda de cachorros, gatos, pássaros e outros animais domésticos.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

O objetivo do projeto, segundo o vereador, é incentivar os moradores da cidade a adotarem animais e, assim, diminuir o abandono. As informações são do portal G1.

“Existe uma grande corrente da área de proteção ao bem estar dos animais que afirma que não se negocia amor, lealdade e carinho. Essa indústria de produção animal, como eu chamo esses criadouros, movimentam valores astronômicos, tudo para que, muitas vezes, os animais sejam abandonados na rua como se fossem lixo”, afirma Benedito.

O parlamentar revela que sempre quis propor um projeto que proibisse o comércio de animais domésticos, mas que foi incentivado, recentemente, após a Petz anunciar que não venderia mais filhotes de cães e gatos em suas lojas espalhadas pelo país, substituindo os espaços destinados à venda para instituições disponibilizarem animais para adoção.

“Os criadouros de animais estão sendo expostos e as pessoas estão se tornando mais conscientes em relação a seus animais, principalmente sobre os problemas que essas criações trazem, além dos custos do cuidado de um animal de raça. Quando a empresa decidiu parar de vender, eu decidi que era a hora certa de apresentar o projeto, que tem recebido um ótimo retorno”, considera o vereador.

Para ele, este é o momento de dar destaque também as ONGs de proteção animal, como a Coordenadoria de Defesa da Vida Animal de Santos (Codevida).

“Atualmente, existem cerca de 150 animais esperando por adoção na Codevida. É a hora de esses animais terem mais espaço para ganhar uma casa com pessoas que possam cuidar e dar amor”, diz.

O projeto do vereador foi apresentado na Câmara de Santos na quinta-feira (14) da última semana. Após passar pela Secretaria Legislativa, a proposta segue para análise na Secretaria de Assuntos Jurídicos da Câmara.

“São como filhos”, diz mulher sobre oito ratazanas adotadas

Ana Carolina Vasconcelos, de 28 anos, moradora de Santos (SP), decidiu adotar ratazanas. Os primeiros animais foram adotados por ela em 2018. Hoje, ela cria oito ratos. “Eles são como filhos. Sempre brinco com eles e, quando estou fora de casa, penso o tempo todo neles”, diz.

Ana Carolina adotou oito ratos (Foto: Arquivo pessoal)

A decisão por adotar ratos veio enquanto Ana pesquisava sobre animais para adotar. “Tenho alergia de gato e, cachorro, eu precisaria de mais tempo e espaço. Procurei por um animal que se enquadrasse melhor na minha rotina. Comecei então a pesquisar sobre roedores”, conta. As informações são do portal G1.

Ao pesquisar, Ana descobriu que as ratazanas eram mais interativas que os hamsters e resolveu adotar duas. “Eu tive um hamster há 12 anos e descobri que tudo que eu fazia estava errado. Dessa vez, comprei a gaiola e alimentação correta antes de adotar. Depois, consegui uma pessoa em Santos que estava doando filhotes e acabei adotando uma dupla, porque eles precisam viver em companhia e serem do mesmo sexo, se não procriam muito rápido”, explica.

De acordo com o veterinário especialista em animais silvestres, André Luís Andrade, de 41 anos, o rato é bem maior que o hamster e a cauda não têm pelo, além de ser mais inteligente. Ele explica que os ratos tutelados por Ana são da mesma espécie da ratazana que vive no esgoto, mas são dóceis e interagem com os tutores.

Ana trata os ratos adotados como filhos (Foto: Arquivo pessoal)

O especialista afirma que as ratazanas não fazem barulho e não precisam ser vacinadas, são onívoras e necessitam de uma dieta à base de ração extrusada e alimentos naturais, como frutas e legumes. “Estes roedores tem média de vida de quatro anos. Eles têm o potencial de transmitir doenças, mas como vivem dentro de casa, não tem como adquiri-las e transmiti-las ao ser-humano”, afirma.

Ana conta que após adotar as duas primeiras ratazanas, decidiu trazer mais desses animais para casa, chegando ao total de oito ratos. Por ter a consciência de que elas vivem pouco, a tutora afirma que tenta passar o máximo de tempo com as ratazanas. “Infelizmente eles vivem pouco, mas deixam marcas na sua vida, são momentos intensos e de muita alegria que tenho com eles”, destaca. “Eles passeiam dentro de casa, dentro do box do banheiro, porque precisam todos os dias serem soltos para brincar em lugares que não corram risco de se machucar. Eles brincam, correm um pouco e levo mais ou menos uma hora para limpar a gaiola, todos os dias”, completa.

Ganon teve uma infecção e precisou retirar um olho (Foto: Arquivo pessoal)

Grupo de resgate

Ana integra um grupo chamado “FanRatics”, por meio do qual voluntários se unem para resgatar ratos em situação precária. Alguns desses animais foram resgatados em São Paulo, por uma amiga de Ana. Eles estavam com um homem que os vende para a alimentação de cobras.

“Ele tinha uma ninhada inteira de ratinhos sem pelo, mas eles estavam numa situação extremamente precária. Tinha mais de 20 em uma caixa pequena, todos amontoados”, relata.

Após o resgate, um dos ratos foi adotado por Ana. Com uma infecção no olho, Ganon perdeu a visão e teve que tirar o olho infectado. “O acompanhamento veterinário custou em torno de R$ 700. Ele precisou de um tratamento bem prolongado com antibiótico. Como só tinha 45 dias quando ficou doente, o veterinário resolveu que era melhor tirar o olho e diminuir o sofrimento”, conta.

“Eles são muito importantes na minha vida, não consigo mais imaginar a possibilidade de não tê-los comigo.” (Foto: Arquivo pessoal)

Os cuidados adequados para as ratazanas tem custo alto, segundo Ana. E por serem animais negligenciados, é difícil encontrar produtos próprios para eles. “Compro utensílios na loja de 1,99 e adapto, como caixinha de pregador de roupa, por exemplo. Eles adoram quando penduro na gaiola. E os ratos aprendem a usar o banheirinho. É só ensinar”, diz.

Ana lembra que ainda há muito preconceito com os ratos. E foi esse o motivo que a fez se voluntariar em grupos que os defendem. “Administro três grupos no Facebook: FanRatics, Ratolândia e Rato Twister, além de um grupo no WhatsApp. Acho importante conscientizar as pessoas”, afirma a tutora, que lembra que as ratazanas são inteligentes e tão apegadas ao tutor “quanto um cachorro”.

De cima para baixo e da esquerda para direita, as oito ratazanas de Ana: Darwin, Dexter, Tesla, Link, Ganon, Marx, Pablo e Kieran (Foto: Arquivo pessoal)

Todos os grupos, somados, têm mais de 11 mil participantes. Através deles, eventos e doações são organizadas, além de informações publicadas. “No Pet Shop eles te indicam absolutamente tudo errado, enquanto nós exigimos que a pessoa interessada em adotar apresente as condições adequadas para isso, ou seja, alimentação específica, alojamento, companhia para o rato, tudo certinho”, diz.

O objetivo dos grupos, segundo Ana, é mostrar para as pessoas que as ratazanas são inteligentes e devem ser valorizadas como qualquer animal. “Eles gostam e querem a companhia do tutor. São animais fantásticos”, finaliza.

Gato que frequenta universidade some e é encontrado a 10 km de casa

Um gato que frequenta a Fatec Rubens Lara, em Santos, no litoral de São Paulo, foi encontrado a 10 quilômetros de distância de casa após desaparecer. Branco, que havia sumido no dia 8 de fevereiro, estava em um condomínio na Zona Noroeste da cidade, no bairro Aparecida.

Foto: Arquivo Pessoal

A aposentada Cassia Elizabeth Asenjo encontrou o gato enquanto participava de uma confraternização. “Caiu um temporal e ele veio se refugiar embaixo da mesa. Todo molhado, assustado, tadinho. Miava muito e veio perto de mim”, contou ao G1.

A moradora do condomínio não sabia que uma mobilização estava sendo feita para localizar Branco, que só conseguiu voltar para casa devido à plaquinha de identificação que carrega na coleira.

De acordo com a empresária Fabiana Pimentel Rios Figueira, tutora do gato, ele está bem. “A gente acredita que ele foi no motor de um carro. Estou procurando um rastreador de GPS para colocar nele”, disse.

Branco, que frequente a universidade há nove anos, ficou conhecido como o gato estudante. Ele fugiu após brigar com um cachorro. Após a briga, ele se escondeu embaixo de um carro no estacionamento da Fatec e, em seguida, desapareceu.

Foto: Arquivo Pessoal

“A última pessoa a vê-lo foi o nosso vigilante. Ele disse que alguém passou com um cachorro por dentro do campus, para cortar caminho até a praia, e o cachorro viu o Branco e, instintivamente, foi para cima. O vigilante disse que o cachorro se soltou da coleira e ele e o Branco brigaram. Depois da confusão, a tutora pegou o cachorro dela e levou pra casa. O Branco ficou lá machucado”, relatou Andressa Serpa, que trabalha na secretaria da universidade.

De acordo com a tutora de Branco, ele vai continuar indo à Fatec. Fabiana conta que o gato circula livremente pelos corredores e salas de aula do local durante o dia e vai para casa descansar à noite.

“Lá ele fica dentro da secretaria, das salas de aula. Todo mundo o conhece, trata bem”, concluiu.

Nota da Redação: a ANDA recomenda que tutores de animais não deixem que eles tenham acesso à rua sozinhos. No caso dos gatos, é necessário que telas sejam colocadas em janelas ou no quintal para impedir que eles saiam de casa. Passeios devem ser feitos apenas na companhia dos tutores. Isso porque, na rua, esses animais correm o risco de desaparecer e, assim, passar fome, sede e frio, de se machucar – tanto em brigas com outros animais, quanto ao serem agredidos por humanos -, e também podem ser atropelados, envenenados, contrair doenças – algumas graves e até fatais -, e procriar, caso não sejam castrados, colaborando para o aumento do abandono com a possibilidade de nascimento de mais filhotes na rua.