Leoa morre em santuário devido à onda de calor que atingiu a região

Foto: Carolina Tiger Rescue

Foto: Carolina Tiger Rescue

Uma leoa morreu em um santuário de animais da Carolina do Norte (EUA) devido ao superaquecimento das temperaturas durante a onda de calor do último fim de semana, conforme anunciado.

Sheba, a leoa, sofreu danos no fígado e rins quando a temperatura subiu até quase 30°C, de acordo com o Carolina Tiger Rescue, em Pittsboro.

Os membros da equipe reagiram rapidamente e lutaram por mais de 24 horas para salvar a vida do animal que tinha 17 anos.

Foto: Carolina Tiger Rescue

Foto: Carolina Tiger Rescue

Eles lhe forneceram fluidos intravenosos e outras terapias suplementares, mas não adiantou.

O santuário sem fins lucrativos diz em seu site que trabalha para proteger grandes felinos na natureza e em cativeiro, levando em conta animais que foram resgatados, abandonados ou precisam de um novo lar.

Sheba chegou ao santuário vido do Texas. Um post no Facebook anterior do grupo diz que ela já havia sido exlorada em uma prática conhecida como “manuseio de filhotes”, em que filhotes são levados logo ao nascer para serem manipulados por humanos com o objetivo de ganho monetário.

Depois de sua morte, o santuário disse em um comunicado: “Sheba será para sempre lembrada como a matriarca do grupo de três leões que vieram do Texas para nossos cuidados. Ela sempre manteve Sebastian e Tarzan na linha e foi o primeira a descobrir novas maneiras de interação.

Foto: Carolina Tiger Rescue

Foto: Carolina Tiger Rescue

Sebastian e Tarzan são os outros leões que vivem no santuário.

A declaração continuou, “suas características de confiança e liderança natas foram vistas no momento em que ela entrou em quarentena em seu primeiro dia. Em vez de se preocupar com as novas pessoas, ela sentiu a necessidade de andar por aí e conferir tudo sobre seu novo espaço”.

“Ela caminhou pelo perímetro, ficou de pé e olhou para o telhado, cheirando cada canto”.

“Sheba também se destaca para mim como o epítome do que significa ser um leão – forte, confiante e inteligente. Sua presença fará muita falta no santuário, mas mais especialmente em Oak Hill”.

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Santuário da atleta vegana Fiona Oakes fechará por falta de doações

Por Rafaela Damasceno

Fiona Oakes, apesar de ser uma das atletas veganas mais bem sucedidas do mundo, é pouco conhecida dentro da comunidade vegana e menos ainda na comunidade geral. Além de ser recordista mundial em corridas de longa distância, ela ainda completou diversas maratonas consideradas os mais difíceis desafios de corrida de resistência.

Um cabritinho de pé

Foto: Tower Hill Stables Animal Sanctuary

Fiona também é bombeira voluntária e opera o Tower Hill Animal Sanctuary, que abriga quase 500 animais. Infelizmente, o lugar não recebe tanta ajuda quanto precisa, e isso faz com que esteja prestes a fechar.

“Estamos muito gratos a todos os nossos apoiadores que ajudaram com as contas de alimentação ao longo dos anos, mas infelizmente o nível de apoio não é o suficiente para que possamos continuar”, comunicou o santuário em uma publicação do Facebook.

No ano passado, Fiona foi o destaque do documentário Running for Good e esperava que o filme trouxesse mais visibilidade para o santuário, ampliando as doações e alcançando um público maior. Infelizmente, apesar de o número de apoiadores ter aumentado, ele continuou abaixo do necessário. O crescimento não foi o suficiente para fazer o santuário funcionar.

A equipe do Tower Hill tinha esperança que a participação de Fiona no próximo documentário de James Cameron, The Game Changers, trouxesse mais visibilidade para o lugar. Infelizmente, essa parte foi cortada da edição final.

Sem arrecadar uma quantia significativa de dinheiro, o local será obrigado a fechar. Se quiser ajudar, você pode encontrar mais informações sobre a doação aqui.


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Morre Rowena, a ursa que conheceu o amor após uma vida de escravidão

Rowena partiu deixando uma linda mensagem de amor e superação | Foto: Biga Pessoa (@bigabp)

A ursa Rowena faleceu na manhã de ontem (24), no santuário Rancho dos Gnomos, local onde vivia há 10 meses, na cidade de Joanópolis, interior de SP. A morte foi causada por um tumor grave no ovário. A neoplasia afetou seriamente seu cerebelo e provocou uma forte convulsão.

Há uma semana, ela começou a comer menos e demonstrar sintomas de dor. Foi medicada, mas não sobreviveu à convulsão. Não se sabe ao certo a idade da ursinha, mas algumas fontes afirmam que ela tinha cerca de 33 anos de idade. O corpo de Rowena foi levado para a Faculdade de Veterinária da USP, onde foi realizada uma necropsia.

Rowena viveu intensamente seus últimos meses de vida no santuário Rancho dos Gnomos | Foto: Biga Pessoa (@bigabp)

A notícia foi confirmada pelo Rancho dos Gnomos por meio de uma postagem na rede social do santuário. “É com muito pesar que comunicamos a passagem da nossa querida Rowena. O Rancho dos Gnomos está em luto. No momento, nos faltam as palavras. Todos viram a evolução do amor e cuidado a ela. E, contudo, pedimos que sejam emanadas vibrações de luz e paz. Rowena segue seu caminho nos deixando saudade, mas certos de que seus últimos meses pode desfrutar de tudo que lhe foi roubado durante a vida como a dignidade, a compaixão, a benevolência e o respeito! Rowena, nossa Luz!”, diz o comunicado.

A notícia da morte de Rowena comoveu milhares pessoas de todo o Brasil que acompanhavam a história da ursinha. A postagem feita pelo Rancho dos Gnomos já conta com cerca de 300 comentários. “Acompanhei toda a história, desde o resgate e toda a evolução de Rowena. Gratidão a todos os envolvidos, vocês fortaleceram minha fé na humanidade. Força e conforto para vocês nesse momento. Rowena se foi feliz. Conheceu o amor e o respeito”, disse uma internauta.

Reprodução | Internet

A morte da ursinha também comoveu a atriz e ativista em defesa dos direitos animais Alexia Dechamps, que emitiu uma nota de pesar em seu perfil no Facebook. “Sem palavras, de tanta tristeza. O que me alegra é saber que você viveu quase 1 ano cheia de amor de madrinhas e todos os mimos que você merecia. Tao explorada a vida inteira . Acabo de saber que você nos deixou. Estou chorando aqui que nem criança. Um dos momentos mais intensos de alegria na minha vida foi o teu resgate! Obrigada todo mundo! Que bom que você não estava mais num zoológico!”, diz a postagem.

Rowena será enterrada na manhã de hoje (25) no Rancho dos Gnomos. Descanse em paz Rowena.

Legado

Rowena inspirou milhares de pessoas em todo o mundo, incluindo a cantora Rita Lee | Foto: Guilherme Samora

A história de Rowena se tornou uma grande inspiração. Ela conquistou o carinho da cantora Rita Lee, que após visitá-la escreveu um livro infantil contando a história de superação da ursinha. A libertação da ursa também incentivou a luta pela libertação dos ursos Kátia e Dimas, que atualmente vivem confinados em um zoo no Ceará.

Uma vida de escravidão

Rowena viveu mais de 30 anos sendo explorada para entretenimento humano | Foto: Instagram (@ursarowena)

A ursa parda siberiana, anteriormente chamada de Marsha, nasceu na Rússia há cerca de 35 anos. Ela foi explorada e maltratada por um circo itinerante brasileiro por mais de 20 anos, onde, além de ser forçada a performar truques, era alimentada com ração para cães. Sua rotina era de dor, sofrimento e confinamento.

Há oito anos ela foi resgatada na cidade de Caxias, no Maranhão, e o que parecia ser finalmente sua libertação, se transformou em um novo pesadelo. Ela foi doada ao Parque Zoobotânico de Teresina, no Piauí, e novamente aprisionada para o entretenimento humano.

No zoo em Teresina, a ursa era mantida sob temperaturas de mais de 40ºC | Foto: Reprodução/TV Clube

No zoo, a ursa vivia em um pequeno recinto e era exposta a altas temperaturas. Sua tristeza era nítida, bem como seu estresse e exaustão. Ela pesava quase metade do peso de um urso da sua espécie e idade. A ursa apresentava sinais de problemas psicológicos e físicos. O drama de Marsha foi denunciado e ela ficou conhecida “a ursa mais triste do mundo”.

O sofrimento da ursinha motivou uma grande campanha que pedia sua libertação. A Confederação Brasileira de Proteção aos Animais ingressou uma ação judicial pedindo a transferência da ursa para um local com temperaturas mais amena e mais adequado para a espécie. O santuário Rancho dos Gnomos rapidamente se voluntariou para recebê-la.

Rowena antes de sair do zoo em Teresina | Foto: Foto: Andrê Nascimento

O processo de transferência não foi fácil. Órgãos municipais empurravam a responsabilidade para órgãos estaduais e procrastinaram a libertação de Marsha. Uma petição online reuniu cerca 240 mil assinaturas. Celebridades como Glória Pires e Heloisa Périssé se manifestaram a favor da ida da ursa para o santuário.

O recomeço

As barreiras burocráticas foram enfim vencidas. O Instituto Luisa Mell patrocinou com R$110 mil a construção do novo recinto para ursa, com muito espaço e com uma queda de água. O transporte foi disponibilizado pela Força Aérea Brasileira (FAB). Na madrugada de sábado do dia 22 de setembro de 2018, após mais de 30 anos de cativeiro e exploração, Marsha finalmente conheceu a liberdade.

Assim que chegou ao santuário Rancho dos Gnomos, Marsha foi rebatizada como Rowena, que significa “recomeço”. Ela rapidamente se sentiu em casa. Desfrutava de deliciosas refeições, longas sonecas e muitos banhos. Ela engordou e se metamorfoseou em uma bela e doce ursa em menos de um ano em seu novo lar.

A ursinha sofreu uma incrível transformação após ser transferida para o santuário | Foto: Rancho dos Gnomos

Nota da Redação: a redação da ANDA lamenta a morte da ursinha Rowena. Agradecemos imensamente aos ativistas Marcos e Silva Pompeu, do Rancho dos Gnomos, por propiciar uma curta, mas intensa, vida de amor, conforto e segurança a ela em seus últimos e mais felizes tempos de vida. O espirito de Rowena se libertou das limitações físicas e ascendeu a planos superiores levando consigo a compaixão, a bondade e o bem.


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Filhote de rinoceronte órfão acolhido por santuário adora que cocem sua barriguinha

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

As imagens flagram o momento divertido em que um rinoceronte órfão chamado Beckham, cuja mãe foi morta por caçadores, se delicia ao ter sua barriga coçada por uma funcionária do santuário.

O vídeo foi filmado no Rhino Orphanage (Orfanato de Rinocerontes), em Pretória, na África do Sul, e mostra a estudante de veterinária e também funcionária Jamie Traynor, junto ao animal.

Ela é vista sentada ao lado de Beckham, de um ano de idade, que fica em pé perto dela enquanto a funcionária esfrega a barriga do filhote e sorri para a câmera.

Traynor então ri e beija a bochecha de Beckham enquanto ele move o rosto para perto do dela em uma reação de carinho e intimidade.

O filhote reage ao beijo, pressionando o rosto contra o de Traynor com mais firmeza, e ela ri novamente enquanto permanece esfregando sua barriga.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

Finalmente, ela diz para Beckham, “obrigado”.

A estudante de veterinária enviou o vídeo do rinoceronte bebê para sua página no Instagram em 10 de julho, mas as imagens foram filmadas em 27 de junho.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

Ela disse: “Beckham chegou ao orfanato no ano passado depois que sua mãe foi morta por caçadores”.

Um usuário da rede respondeu dizendo: “Oh meu Deus! Ele é tão fofo! Eu definitivamente daria a Beckham algumas coçadinhas também.

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Grupo ativista propõe criação de santuário para orcas

Por Rafaela Damasceno

O Projeto Santuário das Baleias pretende “esvaziar todos os tanques”, ou seja, levar as baleias presas em cativeiro para um lugar onde possam ter mais liberdade e conforto. A criação de um santuário nas ilhas de San Juan, nos Estados Unidos, foi a proposta feita para que isso fosse possível.

Uma baleia em um show ao lado de um treinador

Foto: Harley Soltes

A região foi o primeiro local a apresentar ao mundo uma atração envolvendo orcas em cativeiro, e a ONG pretende ajudar a encerrar os shows para sempre.

A instalação, que prevê o gasto de 15 milhões de dólares (mais de 56 milhões de reais), espera ser um local onde as orcas podem se “aposentar”.

“Devemos isso a elas”, declarou o diretor do projeto, Charles Vinick, ao Metro. “Elas geraram milhões de dólares para as pessoas que as exploram e é nosso dever devolver a elas parte da qualidade de vida que merecem”.

Infelizmente, não é tão simples levar o projeto em frente. As orcas geram muito dinheiro para os aquários em que vivem, e não é tão simples soltá-las. Além disso, 15 milhões de dólares precisariam ser levantados para a criação do santuário.

As baleias começaram a ser capturadas e exploradas para o entretenimento no ano de 1965, em Seattle. Namu, a baleia presa em cativeiro que foi forçada a fazer truques não naturais, foi uma sensação mundial. Logo encomendas começaram a ser feitas para a captura de baleias em Puget Sound.

O crime aconteceu até 1976, quando um acordo proibiu o SeaWorld de capturar orcas da região.

Segundo Vinick, as orcas que nasceram em cativeiro ou estiveram nele pela maior parte da sua vida teriam uma alternativa no santuário, já que a maioria dos animais permaneceu tanto tempo presa que não conseguiria mais se adaptar ao mar. Ele promete que as orcas seriam bem cuidadas, teriam um espaço confortável para viver e nunca mais teriam que se apresentar novamente.

Mas o verdadeiro objetivo do santuário, segundo ele, é servir de exemplo e mostrar aos outros que isso pode ser feito. Os animais não precisam ficar em cativeiro, sendo explorados.

A criação de um santuário para as belugas na Costa Leste também está sendo avaliado. Audiências públicas estão ocorrendo neste mês pela região, para decidir os possíveis locais da instalação.


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Intenção de Bolsonaro de rever taxa para visitar Fernando de Noronha (PE) ameaça o meio ambiente

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que vai rever uma taxa ambiental cobrada para visitar o Parque Nacional Marinho, do qual fazem parte algumas das praias mais famosas de Fernando de Noronha (PE), como a do Sancho e a Baía dos Porcos. A declaração do presidente expõe mais uma ação de desmonte das políticas de proteção ambiental promovida pelo governo. Atualmente, os turistas brasileiros pagam R$ 106 para visitar o local e os estrangeiros desembolsam R$ 212 – valores válidos por dez dias.

Morro dos Dois Irmãos, em Fernando de Noronha (Foto: Fábio Seixo / Agência O Globo)

O parque é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Ministério do Meio Ambiente, e a taxa cobrada para visitação, além do controle rígido do número de visitantes, para que não exceda o permitido, são ações importantes para garantir a manutenção do local e proteger a fauna e a flora. Além dessa cobrança, para entrar em Fernando de Noronha o turista também paga a Taxa de Preservação Ambiental (TPA), cobrada e arrecadada pelo Governo Estadual de Pernambuco. O valor, usado para administrar a ilha, varia de acordo com a quantidade de dias que o visitante permanece em Noronha e começa em R$ 73,52, segundo informações do jornal O Globo.

Ao criticar a taxa, Bolsonaro afirmou que o valor dela “explica porque quase inexiste turismo no Brasil”. Os dados divulgados pelo portal oficial do Ministério do Turismo, no entanto, desmentem o presidente. Isso porque, em 2018, os turistas gastaram US$ 5,9 milhões em viagens pelo Brasil.

“Isso é um roubo praticado pelo GOVERNO FEDERAL (o meu Governo). Vamos rever isso”, escreveu o presidente ao criticar a taxa instituída em 2012 por uma portaria do Ministério do Meio Ambiente.

Projeto Tamar presta atendimento à tartaruga (Foto: Eduardo Vessoni)

Não satisfeito em atacar a medida que visa a proteção do parque, Bolsonaro ainda pediu que a população “denuncie práticas porventura semelhantes em outros locais”, deixando claro que pretende estender o desmonte das políticas ambientais para outras regiões.

O ICMBio e o Ibama foram procurados para comentar a declaração de Bolsonaro, mas não se posicionaram e deram a orientação de que o Ministério do Meio Ambiente fosse consultado. A pasta, por sua vez, não respondeu ao questionamento até a publicação da reportagem. O governo de Pernambuco disse que não se pronunciaria.

Santuário para espécies ameaçadas

Reconhecido e tombado, em 2001, pela UNESCO como Patrimônio Natural Mundial da Humanidade, o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PARNAMAR-FN) foi criado em 14 de setembro de 1988 para proteger os animais, os ecossistemas e os demais recursos naturais da região.

Piscina natural na Trilha dos Abreus (Foto: Eduardo Vessoni)

A área, segundo o parque, é considerada uma das mais importantes para a reprodução de aves marinhas do Atlântico e funciona como “um refúgio perfeito para diversos grupos ameaçados de extinção, como cetáceos (baleias), tartarugas, ouriço-satélite, coral-de-fogo e tubarão-limão”.

O parque abriga aproximadamente 230 espécies de peixes e 15 de corais. Também vivem no local golfinhos-rotadores e várias espécies de tubarões e raias.

Suspensão de taxa compromete parque

Ambientalistas denunciam que a suspensão da taxa cobrada para que visitantes acessem o parque comprometeria ainda mais a já insuficiente infraestrutura do local.

De acordo com o professor do Instituto Oceanográfico da USP e responsável pela Cátedra Unesco para Sustentabilidade dos Oceanos, Alexander Turra, o fim da taxa tem caráter populista e pode afetar o meio ambiente de maneira negativa.

“Se há uma taxa de turismo e limitação de acesso de pessoas, é porque esse instrumento de gestão está adequado e dimensionado de acordo com a capacidade de esgoto, de água do local. Sem isso, há risco para o meio ambiente”, disse Turra, em entrevista ao jornal O Globo. “O que compromete o turismo no Brasil não são as taxas, cujas cobranças são feitas em poucos parques. O problema do turismo é a falta de estrutura, saneamento, coleta do lixo, que é o que faz com que as praias percam qualidade e se tornem impróprias”, completou.

Trilha do Piquinho, localizada na ilha de Fernando de Noronha (Foto: Eduardo Vessoni)

Além de prejudicar o parque, a declaração do presidente contraria uma política do próprio Ministério do Meio Ambiente, conforme explicou a diretora Executiva da Rede Nacional Pró Unidades de Conservação, Angela Kuczach. Isso porque a pasta defende concessões para administração de parques e o ministro Ricardo Salles anunciou, inclusive, que pretende fazer 20 novas concessões até o final de 2019.

“Quando Bolsonaro fala do acesso à Praia do Sancho, está falando do valor pago para chegar naquelas áreas através do serviço prestado por uma concessionária, que é exatamente a agenda que o Ministério do Meio Ambiente vem defendendo”, disse. “Ainda sobre as concessionárias, o valor é este porque foi feito um estudo de viabilidade econômica para determinar que aquela área poderia ser concessionada, foi aberto um edital. Não é algo que saiu da cabeça de alguém. Teve todo um processo que ele parece desconhecer”, acrescentou.

Pousadeiros são contra extinção da taxa

A Associação dos Pousadeiros de Fernando de Noronha criticou a decisão de Jair Bolsonaro de rever a taxa cobrada para acessar o Parque Nacional Marinho e se posicionou contra a declaração do presidente de que “quase inexiste turismo no Brasil”.

Pousada com vista para a Baía do Sueste (Foto: Eduardo Vessoni)

“Não dá pra encher a ilha de visitantes como quer o presidente. Precisamos alertar que é necessário controlar o número de pessoas”, disse Ivan Costa, presidente da Associação dos Pousadeiros, em entrevista à revista Época. “Somos contra cobrar mais caro dos estrangeiros. Deveria ser o mesmo valor para todos. Mas o ingresso garante que a manutenção do parque seja realizada por uma concessionária que cuida, por exemplo, dos acessos às praias”, completou.

O empresário José Maria Coelho, de 63 anos, explicou ainda que o aumento do número de turistas na ilha esbarra também na infraestrutura local.

“Sabe qual é o principal problema de Noronha? É a água. Obtemos por meio de poços artesianos ou pelo processo de dessalinização. É uma capacidade limitada que não daria conta de um aumento repentino do número de pessoas na ilha”, afirmou Coelho.

Morro Dois Irmãos (Foto: Eduardo Vessoni)

De acordo com o empresário, o fornecimento de energia elétrica é outra vulnerabilidade da ilha que impede o aumento do número de visitantes no local. “Quase 95% da energia vem de uma termelétrica existente em Noronha. Um aumento do consumo de energia também precisa ser levado em consideração se a ideia for aumentar a presença de turistas”, disse.

“O governo tem todo o direito de revisar os valores. Não acho que o cancelamento seria a solução ideal. Mas, com taxa ou sem taxa, é preciso ter um controle e dimensionar a entrada de pessoas, porque existe uma limitação na ilha para receber os turistas”, finalizou.


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Burrinho cego volta a enxergar graças a um par de óculos de sol especial

Foto: The Donkey Sanctuary

Foto: The Donkey Sanctuary

Um burrinho que ficou cego em um acidente infeliz voltou à enxergar graças a um par de óculos de sol especial.

Jonty foi levado às pressas para um hospital especialista em burros depois de entrar em um espinheiro e um espinho afiado ficar preso em seus olhos.

O espinho foi removido, mas o estresse da operação desencadeou um problema ocular crônico.

Agora, em um esforço para restaurar sua visão, Jonty tem que usar óculos de sol especialmente feitos para proteger seus delicados olhos dos prejudiciais raios UV.

Foto: The Donkey Sanctuary

Foto: The Donkey Sanctuary

Jonty foi tratado por uma equipe especializada no hospital de animais do The Donkey Sanctuary em Sidmouth, Devon, Inglaterra.

A veterinária Vicky Grove disse: “O estresse do ferimento e a chegada ao hospital possivelmente desencadearam a recorrência de um problema ocular crônico”.

Jonty sofreu uma inflamação de fundo imunodeficiente de todo o seu olho. Ele tinha úlceras na córnea, os olhos escorriam pus e era realmente doloroso – ele perdeu a visão.

Jonty ainda tinha alguma visão mínima, e os funcionários do hospital deram-lhe estes óculos para proteger os olhos, dando-lhes a chance de se recuperar.

Vicky continuou: “A máscara é como usar óculos escuros, e Jonty fez um bom progresso, embora a parte de trás do olho ainda esteja danificada.

Foto: The Donkey Sanctuary

Foto: The Donkey Sanctuary

“Estamos monitorando seus olhos com um oftalmoscópio, e testamos sua visão com uma pista de obstáculos, que ele completou, então achamos que a cegueira é apenas parcial”.

Os burros geralmente formam fortes laços com um amigo da mesma espécie, mas Jonty prefere sua própria companhia e atualmente está se recuperando sozinho no hospital da instituição de caridade.

Depois de desfrutar de um pouco de descanso será transportado para Slade House Farm, o principal local de visita do The Donkey Sanctuary.

Mas ele terá os óculos especiais durante grande parte do verão, enquanto se recupera, além disso os veterinários especializados do santuário estarão atentos ao seu progresso.

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Vaca resgatada não para de chorar até ter seu filho de volta

Foto: The Gentle Barn

Foto: The Gentle Barn

Quando Maybelle chegou ao santuário Gentle Barn, no Tennessee (EUA), uma fazenda-abrigo e refúgio para animais de criação resgatados, ela já tinha vivido oito anos sendo explorada como vaca leiteira. No santuário, Maybelle nunca mais teria que produzir leite para os humanos – em vez disso, passaria os dias pastando, dormindo e aproveitando o sol e a liberdade.

Mas a partir do momento em que Maybelle chegou ao santuário, ela ficou incrivelmente infeliz – e, a princípio, ninguém conseguia descobrir por quê.

“Ela estava chorando sem parar”, disse Andrea Burritt, gerente da fazenda onde fica o Gentle Barn’s Tennessee, ao The Dodo. “Ela apenas andava pelo pasto constantemente e não parava de chorar.”

Foto: The Gentle Barn

Foto: The Gentle Barn

Burritt só tinha visto uma outra vaca agir assim antes – uma vaca que havia sido separada de seu bebê. Mas Burritt e os outros funcionários do santuário não acharam que Maybelle tivesse um bezerro.

No entanto, Maybelle continuou chorando – e insistindo.

“Foi horrível”, disse Burritt. “Ela estava implorando para nós todos. Ela olhava profundamente nos olhos de quem se paroximasse dela, e apenas mugia de forma pungente. Era óbvio que algo estava errado, e foi difícil descobrir como poderíamos ajudar e o que poderíamos fazer.”

Foto: The Gentle Barn

Foto: The Gentle Barn

A família com quem Maybelle vivia antes de se mudar para o santuário não tinham telefone, então os funcionários não tinham como ligar e perguntar sobre um possível bezerro que teria ficado para trás. Jay Weiner, o cofundador do santuário, acabou dirigindo de volta para a fazenda com um trailer a tiracolo, para o caso de Maybelle ter mesmo um bebê.

Quando Weiner chegou à fazenda e explicou a situação ao dono da propriedade, o homem apenas apontou para Miles, um bezerro de 9 meses de idade. Aquele não apenas um bebê – era o bebê de Maybelle.

Miles ficava em um pasto separado de Maybelle na fazenda, mas eles sempre se viam e ouviam um ao outro, de acordo com Burritt.

Foto: The Gentle Barn

Foto: The Gentle Barn

A família entregara Maybelle de bom grado ao Gentle Barn para recompensá-la por todos os anos de serviço que ela havia dedicado a eles, e logo concordaram que Miles também poderia ir para o santuário.

Weiner carregou Miles até o trailer trailer e o levou ao santuário para se reunir com sua mãe. Burritt e os outros funcionários do santuário vibraram de alegria quando souberam.

“Corremos para Maybelle e lhe dissemos: ‘Temos seu bebê, temos seu bebê'”, disse Burritt. “E ela apenas ficou no canto do pasto, até que ela viu o trailer chegar. Então ela começou a perseguir o trailer através do pasto até ele parar na porteira”.

Foto: The Gentle Barn

Foto: The Gentle Barn

Enquanto Weiner chegava ao pasto, Maybelle e Miles já tinham começado a chamar um pelo o outro. Quando Miles saiu do trailer, ele correu direto para sua mãe.

“Eles se reconheceram imediatamente”, disse Burritt. “Ela o checou todinho para ter certeza de que ele estava bem, e então eles saíram andando juntos.”

Maybelle e Miles passaram o resto do dia curtindo a companhia um do outro.

“Eles ficaram juntos”, disse Burritt. “Maybelle finalmente se acalmou – ela não tinha comido muito desde que chegou, então eles se afastaram e foram pastar juntos. Então, mais tarde, naquela noite, nós os trouxemos para dormir e os mantivemos sempre juntos.”

Foto: The Gentle Barn

Foto: The Gentle Barn

“Nós os colocamos na mesma barraca para que eles pudessem dormir juntos e apenas cuidar um do outro”, acrescentou Burritt.

Mas Miles não era o único bebê que Maybelle tinha que se preocupar – no fim das contas, Maybelle estava grávida quando chegou ao santuário.

Em setembro passado, Maybelle deu à luz uma menina chamada Eclipse.

Foto: The Gentle Barn

Foto: The Gentle Barn

Miles não poderia estar mais feliz sendo um irmão mais velho.

“Eles cuidam um do outro e brincam uns com os outros”, disse Burritt. “É muito bonito de ver. Mas Eclipse ainda é menor, então Miles é muito gentil com ela.”

“Eclipse observa constantemente Miles, e ele ensina a ela como brincar e a se divertir”, disse Burritt. “Eles gostam de derrubar carrinhos de mão e correr pelos pastos o mais rápido que podem. São como duas criancinhas que adoram brincar.”

Foto: The Gentle Barn

Foto: The Gentle Barn

Para Burritt, assim como o restante da equipe do santuário, não há melhor sensação do que ver essa família de três seres maravilhosos aproveitando a vida juntos.

“É o que queremos para eles”, disse Burritt. “Estamos trabalhando muito duro para criar um mundo mais gentil, onde as mães possam criar seus bebês, não importa as espécies que sejam, e assim suas famílias podem ficar juntas – sempre – assim como nós. É o maior presente que podemos dar eles, e nós estamos felizes em fazer parte disso, e poder oferecer um lugar onde eles possam fazer isso e estar seguros”.

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Acordo na Justiça garante transferência dos ursos Dimas e Kátia para santuário

Um acordo judicial garantiu a transferência dos ursos Dimas e Kátia do zoológico de São Francisco de Canindé, no Ceará, para o Rancho dos Gnomos, em Joanópolis (SP).

Kátia e Dimas no zoológico (Foto: Alex Pimentel/SVM)

Em junho, a transferência dos ursos havia sido determinada pela Justiça, mas cabia recurso. No entanto, caso o zoológico recorresse, a instituição teria que enfrentar uma ação que pedia R$ 100 mil de indenização por dano ambiental movida pela associação Viva Bicho, responsável por pedir a transferência dos animais. As informações são do G1.

Com o acordo feito entre as partes ficou determinada a transferência dos ursos, que ainda não tem data para acontecer. A forma como os animais serão transportados também não foi definida ainda.

Essa é a segunda tentativa de acordo. A primeira, feita em 4 de junho, não obteve sucesso.

Recinto foi preparado para Dimas e Kátia (Foto: Biga Pessoa/ Rancho dos Gnomos)

“A outra parte entendeu que seria melhor para os animais a transferência. Todos agora estão se mobilizando para que estes animais sejam transportados o quanto antes para o rancho”, disse a advogada Tiziane Machado, da associação Viva Bicho.

No Rancho dos Gnomos já vive a irmã de Dimas e Kátia, a ursa Rowena, que ficou conhecida como a “ursa mais triste do mundo” no período em que viveu em um zoológico no Piauí, suportando temperaturas extremas de mais de 40°C, totalmente inadequadas para a espécie.

A parte operacional, que deve ser executada para que Dimas e Kátia possam ser levados para o santuário, já foi iniciada, conforme explicaram os idealizadores e gestores do Rancho dos Gnomos, Marcos e Silvia Pompeu.

Recinto dos ursos no santuário está pronto (Foto: Biga Pessoa/ Rancho dos Gnomos)

“O recinto para os irmãos ursos já está pronto, foi construído por meio de doações feitas ao Instituto Luísa Mell, e repassadas para essa construção de 1,9 metros quadrados, piscina com capacidade para 80 mil litros de água, cambiamentos, decks, área de descanso, área de alimentação e amplo espaço de área gramada”, explica Marcos.

Não se sabe ainda como os ursos serão levados até o santuário. No caso de Rowena, uma cabine climatizada foi usada de abrigo para a ursa, que foi transportada por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Por não haver nada definido com a FAB para transferência de Dimas e Kátia, os responsáveis pelo Rancho dos Gnomos não descartam a possibilidade de buscar uma empresa aérea para transportar os ursos.

Exames que atestam que o casal de ursos está apto para ser transferido do zoológico para o santuário serão anexados ao processo e encaminhados ao Ibama, que ficará responsável por emitir uma guia de transporte autorizado. Assim que o documento for emitido, a transferência dos animais poderá ser realizada.

À esquerda, Rowena quando chegou ao santuário, logo após o resgate. À direita, a ursa atualmente, recuperada (Foto: Hellen Souza/Arte G1)

Reencontro dos irmãos

Dimas e Kátia ficarão em um recinto que tem um corredor que interliga o abrigo deles ao local onde vive Rowena, irmã dos dois. A reaproximação do trio será avaliada e monitorada por profissionais.

O casal de ursos foi levado ao zoológico de São Francisco de Canindé em caráter provisório pelo Ibama após serem resgatados de uma situação de maus-tratos. Eles eram explorados e maltratados por um circo que se apresentava no Ceará. Na época, segundo a decisão judicial, os ursos chegaram a ser alimentados com rapadura e refrigerante.

Ursa Rowena se refresca em piscina no Rancho dos Gnomos (Foto: Divulgação/ Rancho dos Gnomos)


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Porquinha resgatada ganha seu primeiro cobertor e não se separa mais dele

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Anna, uma porquinha de 11 anos – havia sido comprada como animal doméstico por uma família quando era bebê e depois deixada para trás quando a mesma família se mudou – ela foi encontrada em uma propriedade abandonada em Ontário, Canadá, em um estado lastimável.

“As pessoas com quem ela vivia colocaram a casa em um leilão online”, disse Carla Reilly Moore, fundadora do Santuário de Fazendas Happy Tails em Kingston, Ontário, ao The Dodo. “Eles não levaram Anna e não disseram a ninguém que havia um animal na propriedade. Quando o novo dono foi para a propriedade, mais de duas semanas já haviam se passado”.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Por mais de duas semanas, a porquinha já negligenciada ficou sem comida ou água até que funcionários de uma empresa de sucata, enviada para limpar a propriedade, encontraram Anna encolhida e assustada em um galpão abandonado.

“Eles entraram em contato com o ONG de resgate OSPCA, mas eles não vieram por mais de três dias”, disse Moore. “Enquanto isso, o funcionário da empresa de sucata e sua namorada deram comida e água a Anna. A OSPCA disse que, se eles não tivessem feito isso, Anna teria morrido na primeira noite, de tão próxima da morte que a porquinha estava”.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Quando Anna chegou ao santuário, ela ainda estava com medo e com dor. Os cascos das patas da porquinha estavam tão crescidos que ela não conseguia ficar de pé sem gritar. Era difícil imaginar que ela alguma vez deixaria alguém se aproximar dela novamente.

Mas Anna surpreendeu a todos. Desde que foi acolhida pelo santuário recebeu amor e conforto, Anna melhorou, física e emocionalmente.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

“Acontece que Anna adora ser mimada”, disse Moore. “Eu sento com ela pelo menos duas vezes por dia e falo com ela e canto para ela. Ela realmente gosta da música ‘You Are My Sunshine!'”

A porquinha também está inspirando os outros. “Anna tocou a vida de tantas pessoas, e uma dessas pessoas é Jeni”, disse Moore. Jeni vinha acompanhando o progresso de Anna e estava tão inspirada pela resistência da porca que decidiu fazer algo especial e exclusivo para ela.

“Ela tricotou um cobertor feito à mão. Enrolou-o e colocou uma bela nota dizendo que era do Papai Noel”, disse Moore. “Anna adorou o presente! Ela adora se aconchegar sob seu cobertor em seu cantinho, sob seu novíssimo aquecedor radiante, e que cantem e acariciem ela”.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Anna também está se abrindo para outros porcos no santuário. “Ontem à noite, quando fui ver as duas outras porquinhas mais velhas, elas estavam em sua barraca com ela”, disse Moore. “Ela está começando a fazer amigos e já fica mais confortável saindo para a área principal do celeiro.”

Mas há algo um pouco agridoce sobre todo esse progresso positivo. “Ver ela gostar do amor que está recebendo é uma faca de dois gumes. É difícil imaginar o que ela deve ter sentido ao ser negligenciada por 11 anos sem amor”, acrescentou Moore.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Ainda assim, Anna parece feliz em olhar para frente, em vez de para trás.

“Agora ela grunhe alegremente quando me viu”, disse Moore. “Depois da refeição ela se acostumou a se aconchegar ao meu lado enquanto eu a esfrego e coço atrás das orelhas dela e canto para ela. Ela é um verdadeiro testemunho de resiliência, e todo dia me mostra que não importa o quão difícil as coisas possam ser, tudo pode ser superado com um pouco de tempo e amor”.

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