Oito filhotes de gato abandonados procuram um novo lar em SP

Raquel Rignani
raquelpxr@yahoo.com.br

Oito gatinhos foram deixados na porta de uma casa em São Paulo. A cuidadora Raquel disse que não pode ficar com eles por já abrigar 25 outros gatos em sua casa, filhotes e doentes, e por também estar doente.

Dos oito, três ainda estão na fase de amamentação. Quem tiver interesse em adotar esses gatinhos, entre em contato com a Raquel pelo número (11) 99880-0310.

Cadela encontrada em Jandira (SP) procura um novo lar

Daniele de Souza Giarone
daniele.souza1990@gmail.com

Uma cadela foi encontrada em um condomínio na cidade de Jandira, em São Paulo. Ela tem cerca de 7 meses, é muito dócil e gosta de brincar com crianças. Quem estiver interessado em dar um novo lar amoroso para a cadelinha, entre em contato com Daniele através do número (11) 98074-0462.

 

Procura-se cadela poodle desaparecida em Embu das Artes (SP)

Merin Ramos
flordelized@gmail.com

Uma cadela branca, da raça poodle, de porte médio desapareceu na cidade de Embu das Artes, em São Paulo. Ela não tem o rabo cortado e não estava usando roupas no dia do seu desaparecimento, em 06 de setembro de 2018.

A cadela é castrada e tem 6 anos, sua tutora mora na Rua Fluminense. Quem tiver informações poderá entrar em contato através do número (11) 94919-3417 e do e-mail rose_amisade@hotmail.com.

Incêndio em abrigo em Parelheiros (SP) mata 13 cães e deixa 47 feridos

Lais Fig
laisfig6@gmail.com

Um incêndio irrompeu em um abrigo em Parelheiros, SP, deixando 13 cães mortos e 47 precisando de cuidados veterinários. O abrigo pertencia à protetora Valéria, que também é presidente da Cooperapas, cooperativas de orgânicos.

O acidente, que aconteceu na terça-feira, 08, destruiu tudo dentro do abrigo, levando embora alimentos, medicamentos veterinários e outros suprimentos. O abrigo pede a quem puder ajudar, que entre em contato pelo telefone (11) 99738-0469.

Fundação Serra do Japi sedia palestra sobre tráfico de animais

Na próxima quinta-feira (17), a Fundação Serra do Japi (FJS), em parceria com a Polícia Rodoviária Federal, promove uma palestra sobre tráfico de animais silvestres no Brasil. O evento, que ocorre das 14h às 18h, contará com apresentação do documentário “E Agora?”, que trata do tema.

Foto: Jornal de Jundiaí

Além do documentário, também está programada uma palestra do presidente da ONG SOS Fauna, Marcelo Pavlenco Rocha. O debate ocorre na sede da FSJ, que fica na avenida Atílio Gobbo, 4.600, no bairro Santa Clara. Mais informações pelo telefone (11) 4817-8273.

Fonte: Jornal de Jundiaí

Teresita, a elefanta solitária, morre no zoo de SP após anos de sofrimento e exploração

Teresita, a elefanta africana que vivia solitária no zoo de São Paulo, morreu hoje aos 34 anos.

Foto: Santuário de elefantes do Brasil

Ela nasceu em 1984, no Zimbábue, África. Por volta dos dois anos de idade, foi capturada e vendida para um circo na América Latina, onde foi treinada e forçada a se apresentar por dez anos. Aos 12 anos, foi levada para o zoológico de São Paulo, onde viveu até hoje em cativeiro.

Foto: Santuário de elefantes do Brasil

Membros do Santuário de Elefantes do Brasil, preocupados com a situação dos animais, estiveram no zoológico de São Paulo, em 2014, para avaliar as condições de Teresita e de outras duas elefantas, Serva e Hangun.

Eles disseram que ela andava de um lado para outro em seu minúsculo recinto e depois voltava ao mesmo lugar, procurando meios de ocupar seu tempo. Teresita também tentava escalar a cerca de madeira que delimitava seu perímetro. A elefanta se esticava ao máximo para tentar alcançar alguns ramos frescos ou grama para comer.

Teresita tentava comer fora do seu recinto, pois grama estava completamente cheia de urina e fezes. Foto: Santuário de elefantes do Brasil

Segundo o Santuário de Elefantes do Brasil, no recinto de um elefante, se esse local é pequeno, toda a terra e a grama ficam contaminadas pela urina e pelas fezes e, por isso, ela não a comia. Teresita viveu confinada, por 22 anos, em um recinto de aproximadamente 23m x 23m, sujo, pequeno, solitário e contaminado.

Eles descreveram também que havia um “suor” escorrendo de um de seus olhos e que ela tinha apenas uma das presas, que estava quebrada. Ninguém sabe ao certo o que aconteceu com elas.

Na página da organização eles escreveram: “Pelo que escutamos, Teresita foi rotulada como pouco cooperativa e agressiva, entre outras palavras pelas quais são chamados os “maus” elefantes em cativeiro – mas a maioria dos elefantes é apenas mal compreendida e não recebem a oportunidade de mostrarem quem realmente são”.

Foto: Santuário de elefantes do Brasil

“ Todas essas características são resultado do ambiente onde estão; falta de espaço, incapacidade de escolha, ausência de estímulo, equipe inexperiente, todos esses fatores são responsáveis por esses rótulos, não os elefantes propriamente ditos. E quando recebem um ambiente de cuidados, com espaço e outros elefantes, eles rapidamente mostram a você os seres surpreendentemente inteligentes e emocionais que eles realmente são – desprendendo-se para sempre daqueles rótulos”

A vida dos elefantes

Elefantes são animais de cérebro grande, inteligentes e curiosos. Em liberdade, movimentam-se pelo menos 20 de cada 24 horas, de forma ativa, caminham 20 ou mais quilômetros por dia em busca por alimentos, explorações, sociabilizações e procura por indivíduos da mesma espécie.

Dedicam apenas duas ou três horas ao descanso – quando podem ficar parados ou se deitar para dormir, mantendo-se em atividade física e mental todo o resto do tempo.

O objetivo declarado dos zoológicos é atender às necessidades comportamentais e biológicas das espécies em cativeiro. Quando se trata de elefantes e de tantos outros animais, os jardins zoológicos são terrivelmente inadequados.

Teresita viveu triste e confinada em um zoológico por 22 anos.  Foto: Santuário de elefantes do Brasil

Em 2014, a Costa Rica deu um exemplo a ser seguido, ao anunciar que fecharia seus dois zoológicos e que parte dos animais seriam destinados a centros de resgate e a outra seria devolvida à natureza.

A luta pela liberdade

Em todo o mundo, ativistas e organizações de diretos animais lutam pela liberdade dos elefantes e de outros animais selvagens que são explorados pelas mais cruéis e abomináveis razões.

Ano passado, a Suprema Corte de Nova York, no Condado de Orleans, ouviu os argumentos do caso sobre direitos dos elefantes trazido pelo Projeto de Direitos Não-Humanos (NhRP) em nome de Happy, uma elefanta asiática de 47 anos mantida sozinha em cativeiro no zoológico do Bronx. O processo foi a primeira audiência de habeas corpus do mundo em nome de um elefante e a segunda audiência de habeas corpus em nome de um animal não humano nos EUA, ambos garantidos pelo NhRP.

Steven M. Wise, o principal advogado e presidente do NhRP, argumentou que Happy, como um ser autônomo, é uma pessoa legal com o direito fundamental à liberdade protegida pela lei comum de habeas corpus.

O destino de Happy ainda não foi decidido.

Luto

A ativista pelos direitos animais, Luisa Mell, fez um post no Instagram lamentando a morte de Teresita. Ela ressalta as péssimas condições em que ela vivia, critica a existência dos zoológicos e condena o uso de animais como entretenimento humano – o que causa a eles dor, sofrimento e um vida inteira de solidão e maus tratos.