Projeto resgata mais de 150 cachorros e gatos em aldeia indígena

O projeto Animais das Aldeias resgatou mais de 150 animais, entre cachorros e gatos, na aldeia indígena Rio Silveira, em Boraceia, na cidade de São Sebastião, no litoral de São Paulo. Todos os animais foram vermifugados, castrados e vacinados.

Foto: Arquivo Pessoal

Entre as doenças diagnosticadas nos animais está o tumor venéreo transmissível, que precisa de tratamento quimioterápico. O indicado é, também, castrar os demais animais para que a doença não se alastre. Foram registrados também três casos de cinomose, que estão em tratamento, e muitos animais com subnutrição e bicheira.

Um dos animais encontrado extremamente subnutrido, em estado de caquexia, foi a cadela Kaila. O animal apresentava tumores e tinha parte dos ossos da parte traseira exposto. O tutor da cadela afirmou que uma aranha havia a picado, gerando a ferida, que ficou aberta e deu origem à bicheira, que são larvas de mosca que comem a carne do animal vivo. As informações são do portal O Vale.

Grávida, Kaila sentia muita dor e, assustada, escondia-se no mato, dificultando os cuidados necessários, o que agravou o quadro de saúde dela. Diante da situação, os filhotes nasceram fracos e apenas um sobreviveu. Ele e a mãe foram resgatados pelo projeto e internados em uma clínica veterinária para receber tratamento intensivo. Após o período de recuperação, eles serão disponibilizados para adoção.

Outros animais que estão saudáveis, entre cachorros e gatos, já estão à procura de novos lares. Interessados em adotá-los devem entrar em contato com os voluntários do projeto através da página no Facebook ou do perfil no Instagram. 

Cadela grávida é enforcada com corda presa à árvore no litoral de SP

Uma cadela grávida foi enforcada com uma corda presa a uma árvore em um terreno baldio na praia da Enseada, em São Sebastião, no litoral do estado de São Paulo. O corpo do animal foi encontrado na quinta-feira (21) e revoltou biólogos que realizavam pesquisa nas imediações.

(Foto: Arquivo Pessoal)

“Como biólogo é uma situação revoltante, cena muito triste”, disse Manuel Albaladejo, que pede às autoridades que o responsável pela morte do animal seja identificado e punido. “Quero que ele saiba que isso não vai ficar barato e que não continue cometendo essas atrocidades”, acrescentou.

Os biólogos foram até a Delegacia de São Sebastião e registraram um Termo Circunstanciado para que o crime seja investigado. De acordo com o comandante da Polícia Militar Ambiental, o tenente Jonas Stanich Conde, a corporação ainda não foi notificada. As informações são do portal Nova Imprensa.

“Nos colocamos à inteira disposição para tomar todas as medidas penais e administrativas que couberem contra os responsáveis desses atos”, disse Conde.

O tenente lembra que a violência promovida contra a cadela é crime previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (9.605/98), com pena de detenção de até um ano, além de multa. No entanto, por se tratar de um crime de menor potencial ofensivo, o agressor não costuma ir para a prisão, tendo a punição revertida em, por exemplo, prestação de serviços à comunidade. Além da área penal, o crime pode ser punido também administrativamente, com multa de R$ 6 mil.

“Infelizmente não foi possível salvar esse animal, porém, essa conscientização pode salvar outros dessa mesma crueldade”, concluiu o tenente.

Informações sobre o responsável por matar a cadela ou por qualquer outro crime contra animais cometido em São Sebastião pode acionar a Polícia Ambiental pelo telefone (12) 3832-6088. O atendimento telefônico funciona 24h e a denúncia pode ser realizada anonimamente.