Rede de fast food sueca lança a sua própria imitação de carne

David Arioch

“Desenvolvemos o nosso próprio hambúrguer à base de vegetais para conquistar os amantes da carne” (Foto: Divulgação/Max Burgers)

Com 135 unidades na Escandinávia, a rede de fast food sueca Max Burgers lançou recentemente sua própria imitação de carne baseada em vegetais. O produto que recebeu o nome de “Delifresh Plant Beef” foi desenvolvido ao longo de três anos pelo chef Jonas Mårtensson.

“Começamos a buscar por uma opção que se encaixasse no cardápio do Max, mas rapidamente percebemos que nenhum dos produtos que encontramos poderia atender aos nossos requisitos de bom gosto. Então desenvolvemos o nosso próprio hambúrguer à base de vegetais para conquistar os amantes da carne”, informou Mårtensson em comunicado da Max Burgers enviado à imprensa.

Segundo o chef, a prova de que o resultado foi satisfatório é que seu filho que gosta muito de carne não foi capaz de perceber a diferença. A opção está disponível como substituta de carne em qualquer lanche disponível no cardápio do Max Burgers.

A diretora de inovação e desenvolvimento da rede, Claes Petersson, disse que a proteína à base de vegetais é a proteína do futuro. “Nosso objetivo é mostrar a todos os consumidores de carne que eles podem ter um bom hambúrguer sem carne”, disse Claes.

O Max Burgers começou a oferecer opções sem carne em 2016, e desde então viu suas vendas quadruplicarem em apenas um ano. Hoje há opções de lanches e milk-shakes sem ingredientes de origem animal. A meta é alcançar 50% de vendas em 2022 baseadas em opções sem carne.

Osasco (SP) inaugura o maior Hospital Veterinário Público do Brasil

Marcelo Silva, ou Marcelão como é conhecido no meio político, é o atual secretário de Meio Ambiente de Osasco (SP), ele está a frente da entrega do Hospital Veterinário da Zona Norte, que aconteceu na última semana.

Segundo o secretário, a entrega do local começou pela revitalização do espaço onde antes era apenas a CCZ. O espaço ganhou um novo paisagismo, a via que fica em frente foi revitalizada. “Nós demoramos um ano para deixar tudo perfeito, hoje nós temos um hospital veterinário fantástico na nossa cidade. Isso é histórico, ter um hospital como este para Osasco e para a região oeste é fantástico”, disse.

Foto: Reprodução / Correio Paulista

De acordo com Marcelo Silva, o Consórcio Intermunicipal da Região Oeste (Cioeste) estuda participação no Hospital. “Eles estão se manifestando em poder nos ajudar aqui no município, como uma contrapartida para que as outras cidades possam utilizar o local. Nós somos referência. Já recebemos visitas de vários secretários municipais de outras cidades”, afirmou.

O Hospital Veterinário da Zona Norte de Osasco conta com oftalmologista, cardiologista, cirurgião geral e ortopédico. São seis consultórios, uma sala de enfermaria para cães e outra para gatos. Todas as cirurgias contam com um anestesista. Por dia é possível fazer até 15 cirurgias em três salas diferentes. O local conta com um equipamento de Raio-x de última geração, o aparelho de ultrassom também é um dos melhores do país e poucos locais tem um igual.

“O tutor poderá visualizar os exames do seu animal pela internet, ele também assistirá o animal na cirurgia”, contou. Além disso, um auditório para 150 pessoas estará à disposição de protetores de animais ou instituições ligadas à causa animal para que eles possam dar palestra ou promover algo relacionado aos animais. Caso precise de internação, o cão ou gato poderá ficar no local por tempo indeterminado.

Fabio Cardoso é um dos responsáveis pelo projeto do hospital e um dos profissionais mais respeitados da área. Na prefeitura de Osasco, ele é diretor do departamento de Fauna e Bem Estar Animal. “Desde o início do projeto, eu tinha um único objetivo, entregar o melhor hospital para a população. Hoje sem dúvida nenhuma, eu posso falar que nós temos o maior e melhor hospital veterinário do país. Aqui nós atendemos média e alta complexidade”, comemorou.

O local funciona das 8h às 17h de segunda a sexta, para passar em consulta é necessário chegar antes para pegar uma senha, já os atendimentos emergenciais são atendidos na hora. “A limpeza do local e o atendimento são de primeiro mundo. Uma coisa que nós priorizamos aqui é o acolhimento. Nós queremos dar o melhor atendimento”, afirmou o diretor da prefeitura de Osasco.

Ainda de acordo com Fabio Cardoso, os animais que passarem pelo local receberão chips. “Nós fizemos uma compra de 22.500 microchips, isso é mais ou menos 30% da população animal da cidade, essa iniciativa é para cadastrar os tutores e seus animais, para que possamos diminuir o número de animais abandonados na cidade. Se pegarmos um animal abandonado ou que sofreu maus-tratos, o tutor será multado”, explicou. Além disso, o hospital terá cartão pet. “Nos próximos 40 dias nós teremos o cartão que terá todo o histórico do animal, parecido com o cartão do SUS, o tutor do animal também poderá acessar todo o histórico e exames do seu animalzinho”, completou.

Fonte: Correio Paulista

Estudos revelam que a ingestão de frango frito está ligada à morte prematura

Foto: eatplant-based.com

Foto: eatplant-based.com

O estudo, publicado no BMJ (British Medical Journal) no início deste ano, avaliou as dietas de 106.966 mulheres na pós-menopausa com idades de 50 a 79 anos que se inscreveram na Women’s Health Initiative (Iniciativa pela Saúde das Mulheres) nos anos 90. De acordo com os dados, 31.588 mortes ocorreram entre o início do estudo e o acompanhamento até janeiro de 2017: Sendo que 9.320 delas relacionadas ao coração, 8.358 relacionadas ao câncer e 13.880 de outras causas.

Os pesquisadores analisaram fatores como estilo de vida, nível de escolaridade, renda e a frequência com que os participantes ingeriam alimentos fritos como frango, marisco, batatas fritas e salgadinhos. Alimentos fritos tendem a ser mais ricos em gordura saturada, que diversos estudos ligam a vários problemas de saúde relacionados ao coração.

Aqueles que comeiam uma ou mais porções de frituras por dia descobriu-se que tinham um risco 8% maior de ter uma morte prematura.

Como as frituras afetam a saúde?

O fator de risco para quem come frango frito diariamente foi ainda maior em comparação com a média. Uma ou mais porções diárias estavam associada a um risco 12% maior de morte relacionada ao coração, mas nenhum alimento frito estava ligado a um risco maior de morte por câncer.

“Nós identificamos um fator de risco para mortalidade por problemas cardiovasculares que é facilmente modificável pelo estilo de vida”, escreveram os autores do estudo.

Foto: JENNIFER EN e KAREN MINER

Foto: JENNIFER EN e KAREN MINER

Os dados mostram que as mulheres que freqüentemente comiam frituras eram tipicamente mais jovens e não brancas, com menos escolaridade e menor renda.

“Reduzir o consumo de alimentos fritos, especialmente frango frito e peixe frito ou marisco, pode ter impacto clinicamente significativo em todo o espectro da saúde pública”, conclui o estudo.

A pesquisa mostrou que uma alimentação baseada em vegetais e alimentos integrais é uma das maneiras mais eficazes para prevenir problemas crônicos de saúde, como doenças cardíacas, pressão alta, diabetes tipo 2 e certas formas de câncer.

Para alguns, adotar uma estilo de vida e uma alimentação mais saudável e baseada em vegetais pode não ser tão simples. O acesso à saúde é um problema em muitos países, incluindo os Estados Unidos, onde 2,3 milhões vivem em desertos alimentares (uma área urbana em que é difícil comprar alimentos frescos a preços acessíveis ou de boa qualidade), muitos dos quais vivem abaixo da linha de pobreza definida pelo governo.

Isso tem um efeito negativo na saúde individual: aqueles que vivem em desertos alimentares têm 55% mais chances de ter uma dieta de boa qualidade.

Francesca Chaney, fundadora do restaurante Sol Sips, no Brooklyn (EUA), assumiu a missão de fornecer à sua comunidade comida vegetariana saudável e acessível.

“A comunidade do bem-estar alimentar pode ser realmente classista”, disse ela à Essence em fevereiro de 2018, acrescentando que muitos podem querer comer de forma saudável, mas só têm acesso a fast food frito.

Dia Mundial da Medicina Veterinária: profissionais salvam vidas após desastres

Hoje, 29 de abril, celebra-se o Dia Mundial da Medicina Veterinária. A profissão remete inicialmente a especialistas atendendo animais em clínicas, mas o trabalho desses profissionais, no entanto, não se restringe apenas a esses estabelecimentos. A atuação dos médicos veterinários é essencial, por exemplo, após desastres.

Vaca fica presa à lama em Brumadinho. Foto: Mauro Pimentel/AFP

Em Brumadinho (MG), assim como ocorreu em Mariana (MG) anos antes, o trabalho dos médicos veterinários foi primordial para que vidas pudessem ser salvas. Enquanto o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil concentram esforços na busca por pessoas, os médicos veterinários se deslocam até o local da tragédia, frequentemente de forma voluntária, para prestar auxílio aos animais, domésticos e silvestres, afetados.

Muitos animais foram encontrados em meio à lama em Brumadinho, que atingiu a cidade após o rompimento de uma barragem, configurando um grave crime ambiental. Sem condições de sair do local por conta própria, eles só puderam ser salvos graças à dedicação não só de voluntários da proteção animal, como também de veterinários.

Cachorro coberto de lama é resgatado em Brumadinho. Foto: Rodney Costa/DPA/Getty Images

Um dos animais resgatados na cidade mineira foi uma cadela que recebeu o nome de Laminha. Encontrada assustada, escondida embaixo de um caminhão, ela foi resgatada por uma equipe da World Animal Protection. De acordo com a organização, “foi preciso muita paciência para conquistar sua confiança e atrair ela para fora”. Camila Flores, uma voluntária da proteção animal que se uniu à entidade nas ações de resgate, foi quem conseguiu salvar Laminha.

“Os animais estão entre os mais vulneráveis ​​em desastres. Eles não podem falar, nem pedir ajuda”, disse a gerente de programas veterinários da organização, Rosangela Ribeiro. “Quando Laminha finalmente foi resgatada, pude ver o alívio nos olhos da Camila!”, completou. A cadela foi levada a um abrigo e recebeu os cuidados necessários.

Laminha foi levada a um abrigo e recebeu os cuidados necessários. Foto: World Animal Protection

Vítimas de um ciclone

Na África, no mês de março, não foi diferente. Profissionais da World Animal Protection também prestaram socorro a animais após a passagem do ciclone Idai, que atingiu Moçambique, Malawi e Zimbábue. Segundo a organização, mais de 200 mil animais, de diferentes espécies, foram vítimas do desastre natural.

Criança segura um frango depois da evacuação do distrito de Buzi, em Beira, Moçambique. Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP

No site oficial da World Animal Protection, há a informação de que “muitas pessoas não tiveram escolha senão fugir e deixar tudo para trás, inclusive seus animais, que ficaram abandonados à própria sorte. Os que conseguiram sobreviver estão doentes, feridos e morrendo de fome”.

A organização lembrou ainda que o ciclone representa um risco aos animais de contaminação por doenças, que podem ser fatais. Em entrevista concedida à entidade, o médico veterinário do do governo da região sul do Malawi, Dr. Edwin Nkhulungo, explicou que “as inundações podem ter um efeito prolongado nos animais, especialmente no que diz respeito à incidência de doenças”. Esses animais estão sujeitos também a doenças pulmonares e a podridão de casco.

Moçambique, depois da passagem do ciclone Idai. Foto: Adrien Barbier/AFP.

Tanto este caso registrado na África, quanto os que ocorreram no Brasil, apesar de terem causas diferentes, tem em comum o risco que representam para a vida dos animais, tão negligenciados pela sociedade. A ação rápida dos veterinários, portanto, é fundamental. O Dia Mundial da Medicina Veterinária, portanto, deve ser visto como uma justa homenagem a esses profissionais que se dedicam a salvar vidas, seja dentro de uma clínica ou após uma tragédia ou crime ambiental.

Páscoa: chocolate é tóxico para animais e pode levá-los à morte

Na Páscoa, o consumo do chocolate aumenta significativamente. Os animais, no entanto, não podem comer nenhuma quantidade do produto, que é tóxico para eles. Isso porque o fígado dos cães e gatos não metaboliza a teobromina, uma substância presente no chocolate que está relacionada à quantidade de cacau e afeta o sistema nervoso central dos animais.

Foto: Pixabay

“Dependendo da quantidade ingerida e do tamanho do animal, os sintomas vão desde vômito, diarreia, taquicardia até convulsões, podendo levar à morte em alguns casos”, alerta Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News.

Os chocolates amargos e mais escuros, que têm maior concentração de cacau, são ainda mais tóxicos. No entanto, o chocolate branco e ao leite também fazem mal à saúde dos animais. As informações são do portal Terra.

O risco existe desde pequenas a grandes doses ingeridas pelo animal. Além disso, como a teobromina demora até seis dias para ser eliminada pelo fígado, ela é perigosa tanto para os animais que consumiram muito chocolate de uma só vez, quanto para aqueles que ingeriram poucas quantidades em dias sucessivos.

A substância, no entanto, não é o único problema. Isso porque o chocolate tem altas doses de gordura e açúcares, o que também faz mal aos animais.

Caso o animal acabe ingerindo chocolate, a orientação é levado ao veterinário com urgência. A quantidade necessária a ser consumida para causar intoxicação varia de acordo com o tamanho do animal, o estado de saúde dele, a sensibilidade individual e o tipo de chocolate ingerido.

Os sintomas de intoxicação costumam aparecer cerca de quatro a cinco horas após a ingestão do chocolate. “O aparecimento de convulsões significa um prognóstico ruim na maioria dos casos e, muitas vezes, podem resultar em morte”, ressalta Vininha.

É importante, portanto, não só não oferecer chocolate ou produtos que contenham chocolate aos animais, como estar atento e não deixar ovos de páscoa, bombons e similares em locais aos quais cachorros e gatos tenham acesso.

“Se a ideia for presenteá-los com guloseimas alusivas à data comemorativa, opte pelas fabricadas com ingredientes próprios para seu consumo. O mercado oferece muitas opções, incluindo chocolates sem cacau e açúcar e petiscos em formato de cenoura e coelho”, conclui Vininha.

Animais abandonados sofrem pela carência de cuidados básicos e irresponsabilidade humana

Foto: Canal Motivacional/Youtube

Foto: Canal Motivacional/Youtube

No dia 07 de abril, comemora-se o Dia da Saúde, data criada para conscientizar a população sobre a importância dos cuidados com a mente e o corpo e também abordar de problemas de saúde globais, alertando sobre os riscos e ensinando sobre a prevenção.

Porém a saúde dos animais domésticos também carece de muita atenção, reconhecimento e cuidados especiais.

São mais de 30 milhões, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde, a quantidade de cães de gatos abandonados pelas ruas. Sendo eles 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães. Esses animais são covardemente largados por seus donos irresponsáveis que criaram expectativas absurdas e que muitas vezes levam um animal para casa sem ter conhecimento do que de fato significa se comprometer com um companheiro de quatro patas.

São muitos os motivos que alegam para abandonar um animal, dos mais variados possíveis, entre eles estão: mudança de cidade ou viagens, aparecimento de alguma deficiência física ou doença e problemas; o trabalho e as despesas geradas pelo animal; casos em que o animal foi comprado de um criador sem certificação e não são da raça esperada; e problemas de comportamento.

Foto: Expresso MS

Foto: Expresso MS

Muitos outros acabam nascendo e se criando na rua mesmo – os que sobrevivem – a fragilidade das políticas de castração e falta de investimento público no setor causam o aumento da população desses seres desprotegidos que vivem marginalizados pelas cidades.

Na falta de um lar com uma família amorosa para protegê-los, ou prestar-lhes o atendimento básico, padecem esquecidos nas ruas, privados de comida, cuidados médicos e muitas vezes perdem suas vidas sem ter quem os acolha e socorra.

Com políticas públicas quase nulas de proteção socorro a esses animais alguns protetores independentes e ONGS resgatam esses animais e fazem o possível para recuperá-los e dar-lhes um lar.

Foto: Jornal O Hoje.com/Reprodução

Foto: Jornal O Hoje.com/Reprodução

Sem castração para evitar o aumento da população de cães em situação de rua ou promoção da adoção em vez da compra, os animais permanecem vítimas do abandono humano também de forma legal.

A atual legislação prevê penas mínimas para o abandono de animais e mesmo assim, situações especiais precisam estar configuradas junto à denúncia, como filmagem ou foto do ato. A maioria desses crimes ocorrem silenciosamente e os tutores se livram dos animais inocentes de forma escusa e obscura.

Não só atos de abandonos são cometidos contra animais, maus tratos infelizmente também são frequentes. Dentre os mais comuns estão: agressões físicas como mutilar e envenenar; manter o animal preso por corrente ou corda; manter o animal em local impróprio sem condições sanitárias; não alimentar; não levar ao veterinário; submeter o animal a atividades exaustivas; utilizar animais em espetáculos sem condições adequadas; capturar animais silvestres, entre muitos outros.

Foto: Meus Animais/Reprodução

Foto: Meus Animais/Reprodução

Algumas ONGs, mesmo com recursos limitados, realizam o resgate de animas em situação de vulnerabilidade, muitos com fraturas expostas, desnutridos, abandonados em locais de perigo, entre muitas outras situações. Eles são levados para centros veterinários, onde recebem o tratamento necessário, são castrados, vermifugados, reabilitados e depois de todo esse processo, são postos para a adoção na esperança de encontrar um lar e uma família que os acolha.

Vítimas de uma sociedade que os vê como seres “menores” ou “inferiores”, os vende como produtos e os abandona como objetos descartáveis, os animais seguem com pouco acesso aos direitos básicos, como saúde e bem-estar. Com certeza, não há muito o que se comemorar, da parte dos nossos irmãos não-humanos, nessa data especial.

Estudo aponta que consumo de carne aumenta os riscos de morte prematura

Foto: Vegnews/Reprodução

Foto: Vegnews/Reprodução

Comer carnes vermelhas e processadas, mesmo em pouca quantidade, pode aumentar o risco de morte prematura, de acordo com um novo estudo realizado pela Universidade de Saúde Loma Linda, na Califórnia (EUA).

O estudo avaliou as mortes de mais de 7 mil homens e mulheres todos adventistas do sétimo dia, nos Estados Unidos e no Canadá, durante um período de 11 anos. A análise incluía uma avaliação da alimentação dessas pessoas por um questionário de frequência alimentar e dados de mortalidade obtidos do National Death Index (Índice de Mortalidade Nacional, na tradução livre).

Os adventistas foram selecionados para o estudo em razão de sua população única: aproximadamente 50% são vegetarianos, e aqueles que consomem carne o fazem em níveis muito baixos, com 90% deles consumindo cerca de 60 gramas ou menos de carne vermelha por dia.

Isso permitiu aos pesquisadores investigar o efeito de baixos níveis de ingestão de carne vermelha e processada em comparação com a ingestão zero em um cenário amplo.

Quase 2.600 das mortes relatadas foram ocasionadas por doenças cardiovasculares, e mais de 1.800 foram mortes relacionadas ao surgimento de um câncer.

O estudo indicou que o consumo total de carne vermelha e processada estava comprovadamente associado aos riscos relativamente maiores de mortes por doenças cardiovasculares.

“Nossas descobertas dão um peso adicional à evidência já sugerida que comer carne vermelha e processada pode impactar negativamente na saúde e na expectativa de vida”, disse o co-autor do estudo Michael Orlich, médico PHD.

As novas descobertas dão suporte a um corpo significativo de pesquisas que afirmam os potenciais efeitos negativos do consumo de carnes vermelhas e/ou processadas.

Dia da Nutrição: além de ética, dieta vegetariana estrita faz bem para a saúde

Foto: Pixabay

A dieta vegetariana estrita, que é um dos componentes do veganismo – filosofia de vida que não se restringe apenas à alimentação – é uma opção que, além de ser ética do ponto de vista da preservação do planeta e do respeito aos animais, faz bem para a saúde.

Estudos indicam, inclusive, que uma alimentação livre de ingredientes de origem animal contribui para uma pele mais bonita e saudável. Não é atoa que vegetarianos e veganos costumam aparentar menos idade do que realmente têm. Em entrevista ao programa Lady Night, o jornalista Cid Moreira, foi questionado sobre o segredo que o faz parecer ter menos do que os reais 91 anos de idade. A resposta: vegetarianismo.

Os benefícios, porém, vão além da aparência física. Se por um lado, o consumo de produtos de origem animal está relacionado a doenças como câncer, diabetes, problemas cardíacos, etc. Por outro, parar de consumir esses produtos garante à pessoas uma chance bem menor de desenvolver essas doenças.

O Ministério da Saúde publicou um documento, em 2014, no qual deixa claro que a dieta vegetariana estrita é saudável e faz um alerta sobre a relação entre produtos de origem animal e obesidade, doenças do coração e outras doenças crônicas. O posicionamento do órgão reforça os benefícios do veganismo, que tem crescido cada vez mais, sendo adotado por um número expressivo de pessoas.

As vantagens para a saúde garantidas por uma alimentação livre de produtos de origem animal, somadas ao respeito aos animais e à proteção ao meio ambiente, que estão interligados à filosofia vegana, faz do veganismo a melhor opção para a sociedade.

Homem emagrece mais de 80 kg com dieta vegetariana estrita e exercícios

Foto: Iain McLeod

Abandonar a carne significa muito mais do que ter saúde ou uma boa estética – a decisão poupa a vida de milhares animais indefesos e contribui para a conservação do planeta.

Todos esses benefícios têm motivado pessoas em todo o mundo a abandonar carnes e laticínios, Iain McLeod é uma delas.

“Eu me odiava completamente e, olhando para trás, eu definitivamente tinha um pé no túmulo”, disse Iain ao LADbible.

“Eu não tinha confiança, nem amor próprio, nem auto-estima.”

McLeod conta que recorria à comida durante a infância para lidar com os problemas e, quando adulto, bebia em excesso, fumava 40 cigarros por noite, usava drogas e fazia festas regularmente.

A caminhada de Iain para emagrecer começou quando sua parceira lhe deu duas opções: continuar com a vida que levava ou ficar com ela e seus filhos.

McLeod desistiu de festejar e, novamente, recorreu à comida em busca de conforto, ganhando quase 84 quilos em três anos.

Ele sabia que precisaria de ajuda e decidiu procurar um profissional para acompanhá-lo na jornada.

“Passei por três meses de aconselhamento intenso de janeiro de 2017 a março de 2017”, disse McLeod.

“Durante esse tempo, descobri a causa raiz de meus problemas. Devido ao relacionamento que tive com meu pai, eu havia normalizado tanto o meu comportamento quanto o dele, o que justificava nossas ações.”

Auto-aversão, amargura e raiva eram as razões pelas quais ela jamais havia conseguido sucesso com suas dietas.

Depois de trabalhar em suas emoções de março a dezembro de 2017, ele decidiu que faria uma mudança. No início do ano passado, ele se tornou vegetariano estrito e começou a se exercitar regularmente. As informações são do Vegan News.

Foto: Iain McLeod

“Eu amo isso. Sacos de energia, eu sempre me sinto bem. Coma porcaria e sinta-se porcaria, certo? O poder da planta!

“Minha dieta consiste principalmente de papas de aveia, soja, tofu, quorn, arroz integral, massa marrom, muita água e leite de soja.

“Eu também como entre 10 e 15 porções de frutas e vegetais todos os dias. Eu também não como depois das 8 da noite – eu chamo isso de jejum intermitente. ”

Quanto ao exercício, ele começou a ir ao ginásio três dias por semana para treinar durante uma hora pesos e uma hora de cardio (15 minutos cada em esteira, máquina de remo, bicicleta e cross trainer). Ele também nadou dois dias por semana por 50 comprimentos por dia.

Hoje, McLeod se exercita em casa, seis dias por semana.

“Estou fazendo um programa híbrido agora. Eu criei meu próprio regime de insanidade / P90X3 e estou fazendo isso todos os dias. Domingo é meu único dia de descanso. No dia 1 de abril, fará 7 meses que treino seis dias por semana. Eu amo isso.

O conselho de McLeod para os outros em uma situação semelhante é lidar primeiro com a raiz de seus problemas.

“Não desista. Continue. Perseverança é fundamental ”, disse ele.

Príncipe Charles cuida da saúde com alimentos orgânicos e “dias sem carne”

Foto: Getty Images

Ele e sua esposa Camilla, a duquesa da Cornualha, foram fotografados por paparazzi enquanto passeavam por uma praia.

“Charles estava absolutamente incrível. Ele tem o físico de um homem muito em forma e com menos de metade de sua idade. Ele é um exemplo de viver um estilo de vida saudável e ativo”, disse um espectador ao The Mirror.

De acordo com o Daily Express, o príncipe mantém sua figura em bom estado seguindo um plano de preparo físico e comendo bem.

“Charles é apaixonado por alimentos orgânicos e até tem alguns dias sem carne“, escreveu o tablóide.

Nos últimos anos, Charles tem demostrado publicamente seu interesse por comida vegetariana.

Em 2017, o príncipe lançou uma iniciativa para evoluir o sistema alimentar. O objetivo era trazer de volta alimentos esquecidos, em uma tentativa de ajudar os agricultores a se afastarem das monoculturas insustentáveis.

No ano passado, durante uma viagem à Grécia, ativistas encorajaram o príncipe a desistir de produtos de origem animal.

“Charles, seja vegano! A compaixão combina com você “, dizia um banner pendurado em um prédio. As informações são do LiveKindly.

Dois meses depois, durante uma visita à primeira loja de alimentos orgânicos de zero desperdício do País de Gales, o príncipe recusou o chocolate para provar feijões cannellini orgânicos e sopa vegana Sunshine Lemon e Pea, que ele declarou ser “realmente boa”.