Mercado de venda de animais selvagens aumenta no Facebook e Instagram

Filhote de leão resgatado pelas autoridades de proteção à vida selvagem que estava a caminho do Reino Unido, vindo de Bangladesh | Foto: Interpol

Filhote de leão resgatado pelas autoridades de proteção à vida selvagem que estava a caminho do Reino Unido, vindo de Bangladesh | Foto: Interpol

Redes sociais e mercados on-line há muito são centros de todo tipo de atividades ilegais, incluindo tráfico de animais. Os contrabandistas usam as plataformas como outdoors digitais, geralmente compartilhando fotos e vídeos para os usuários do mundo todo.

No Facebook e no Instagram, é comum que os vendedores publiquem seus números de WhatsApp ou do WeChat junto com seus produtos, um sinal para os possíveis compradores se conectarem em um fórum mais privado.

De orangotangos e leopardos a opiáceos e antiguidades raras do Oriente Médio, se algo puder ser vendido ilegalmente, dizem os pesquisadores, é provável que seja vendido em algum lugar no Facebook ou no Instagram.

“Se houvesse os T-Rexes vivos, eles os venderiam”, disse Patricia Tricorache, diretora assistente do Cheetah Conservation Fund.

Policiais chilenos com um periquito de bico fino resgatado de traficantes em junho | Foto: Interpol

Policiais chilenos com um periquito de bico fino resgatado de traficantes em junho | Foto: Interpol

Como o Facebook permite a mudança para comunicações mais pessoais e atividades em grupo privado, a sitação piora. Isso está dando aos defensores dos animais uma sensação de urgência em fazer com que a rede social reprima o comércio do mercado paralelo de animais antes que se torne mais difícil rastreá-lo.

“Estamos no meio de uma grande tempestade sobre o que as mídias sociais devem ser responsáveis em suas plataformas”, disse Tim Mackey, professor da escola de ciências da saúde da UC San Diego. “Animais estão morrendo na natureza e suas plataformas estão sendo usadas para facilitar o tráfico.”

Mackey passou grande parte do ano passado estudando o comércio de produtos ilegais no Facebook e no Instagram e recentemente publicou um artigo sobre vendas de drogas no Instagram. Agora ele está pesquisando a venda de partes de animais selvagens – como chifres de rinoceronte e tartarugas em extinção – específicos para compradores e vendedores chineses.

“Parece que este não é um espaço que o Facebook tem policiado muito”, disse ele.

Dados precisos sobre o tráfico são escassos, dada a natureza sigilosa dos negócios, e grupos privados no Facebook tornam ainda mais difícil quantificá-los. A Operation Dragon, um esforço de dois anos da WJC que foi destacado pela National Geographic em 2018 e incluía tartaruga malaia, encontrou mais de 20 mil tartarugas marinhas e terrestres à venda, valendo mais de 3,2 milhões de dólares.

“Notou-se que nas plataformas de mídia social como o Facebook havia uma quantidade significativa de tráfego aberto e agressivo de comerciantes”, dizia o relatório da WJC, uma fundação internacional.

O Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal recentemente analisou sites de mídia social como Facebook e Instagram como parte de um relatório a parte sobre tráfico de animais publicado em 2018.

Ao longo de um período de seis semanas cobrindo posts de apenas quatro países, o IFAW encontrou 275 listagens vendendo espécies (ou partes do corpo) ameaçadas ou criticamente ameaçadas de extinção nos dois serviços – um pequeno número, porém que não inclui quaisquer mensagens que possam ter sido parte de grupos privados do Facebook.

“Também deve ser notado que se os grupos “fechados” no Facebook fossem incluídos nesta pesquisa, os níveis de comércio de animais selvagens descobertos nas mídias sociais poderiam ter sido significativamente maiores”, de acordo com o relatório.

Tartaruga-estrela-indiana, uma espécie protegida, resgatadas por autoridades de proteção da vida selvagem na Índia | AFP/Getty Images

Tartaruga-estrela-indiana, uma espécie protegida, resgatadas por autoridades de proteção da vida selvagem na Índia | AFP/Getty Images

Embora não intencional, o Facebook tem um papel fundamento em facilitar esse tipo de transações e esse fato é preocupante para os pesquisadores, muitos dos quais estão se unindo para compartilhar recursos e aumentar a conscientização.

Mackey faz parte de uma nova organização chamada Aliança para o Combate ao Crime Online ou ACCO, uma coalizão de pesquisadores e acadêmicos focados no combate aos traficantes da Internet, especificamente no Facebook e no Instagram, que eles chamam de “marco zero” para o crime organizado online.

Dan Stiles, membro da ACCO e pesquisador independente no Quênia, estuda o comércio de animais silvestres desde 1999, com foco em grandes símios. Ele escreveu relatórios sobre o comércio de macacos para inúmeras organizações de vida selvagem, como as Nações Unidas.

No final de 2016, ele chegou a orquestrar uma operação realizada no Facebook e no WhatsApp para ajudar a prender um traficante que estava vendendo dois orangotangos bebês em Bangcoc.

Stiles confirmou o que muitos outros pesquisadores disseram: o Facebook não faz o suficiente para procurar de forma proativa esse tipo de postagens, que servem como anúncios para a mercadoria dos traficantes.

Em vez disso, sua abordagem tem sido remover as postagens quando os outros as sinalizam e denunciam – mas mesmo isso pode representar um dilema. Remover os posts significa eliminar a evidência de que policiais e pesquisadores podem usar para monitorar esses traficantes.

“Eles não estão realmente procurando essas postagens por si mesmos”, disse Stiles, “porque eles teriam fechado muito mais [contas] até agora se realmente estivessem”.

Tornando mais rígida uma política anterior que proibia a venda de animais em extinção, o Facebook proibiu em maio a venda de todos os animais “peer to peer” (usuário para usuário), de tartarugas raras de água doce a filhotes de cachorro.

“Esta política nos permite maior agressividade e capacidade de remover esses animais vivos”, disse Max Slackman, gerente de políticas do Facebook. A política anterior foi tão difícil de aplicar que a empresa descartou, disse ele. “Na escala em que atuamos, treinar nossas equipes de

Esse pode ser um dos maiores problemas do Facebook no futuro. À medida que a empresa se afasta do compartilhamento público e passa para a criptografia, até mesmo o Facebook não terá acesso a comunicações privadas enviadas por meio de sua rede.

O grupo já possui um serviço de mensagens criptografado no WhatsApp, e o Messenger e o Instagram também criptografaram todas as mensagens em breve. Os três serviços têm mais de um bilhão de usuários cada.

Instagram também criptografaram todas as mensagens em breve. Os três serviços têm mais de um bilhão de usuários cada.

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Aplicativo incentiva crianças a preservar as espécies ameaçadas de extinção

Foto: Sky News

Foto: Sky News

O aplicativo Seek ajuda os usuários a identificar uma espécie da vida selvagem, ao filmá-la em um smartphone.

Espera-se que a tecnologia incentive os jovens a se envolverem mais com a natureza e descobrirem mais sobre os insetos, plantas e animais que vivem ao seu redor.

As informações coletadas no aplicativo podem ser enviadas para um banco de dados global para ajudar os cientistas a mapear espécies diferentes em todo o mundo.

Imogen, de 9 anos, encontrou bichos-de-conta, bicha-tesoura e aranhas em seu playground da escola usando o aplicativo.

Foto: Sky News

Foto: Sky News

Ela disse: “É realmente emocionante porque se você tirar uma foto de uma flor, o app diz que tipo de flor é aquela.

“Você aprende o que as espécies são, passa a saber mais sobre elas, para que você possa tentar protegê-las caso elas sejam raras ou ameaçadas de extinção.”

Mais de um milhão de espécies de animais e plantas estão em risco de extinção, segundo um importante relatório da ONU divulgado recentemente.

A pesquisa, publicada no mês passado, descobriu que a natureza está em um declínio contínuo a uma velocidade nunca antes vista.

O professor Alexandre Antonelli, diretor de ciência da Kew Gardens, diz que envolver crianças “será essencial para proteger nosso planeta”.

Foto: Sky News

Foto: Sky News

Ele acrescenta: “A biodiversidade é essencial para medicamentos, a comida que comemos, os materiais que usamos.

“É muito importante expor as crianças à natureza desde a mais tenra idade, porque se os pais e educadores fizerem isso, elas também entenderão não apenas a natureza como um todo, mas também as diferentes espécies.

“Ao fazer isso, as crianças também se envolvem mais na biodiversidade e com a natureza e também trabalharão para proteger o fauna e a flora, porque eles serão os tomadores de decisão no futuro.”

Colin Buttfield, da WWF, diz que a tecnologia será fundamental para envolver os jovens nas questões que afetam o planeta.

Foto: Sky News

Foto: Sky News

“Somos a primeira geração de pessoas a saber o impacto do que estamos criando no planeta e a última que tem a chance de fazer algo a respeito”, disse ele.

“Os jovens estão exigindo cada vez mais que nossos líderes tomem medidas para proteger a Terra”.

“Recursos como o aplicativo Seek são vitais para ajudá-los a aprender mais sobre as maravilhas do nosso mundo natural e fazer parte dos esforços científicos para entender o impacto e a responsabilidade que teos em relação ao meio ambiente”.

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Urso é morto por autoridades americanas por ser amigável demais com humanos

Foto: Fox News

Foto: Fox News

Autoridades da vida selvagem do estado no Oregon nos Estados Unidos mataram um urso negro, totalmente saudável, na semana passada, alegando como motivo o fato do animal ter se acostumado demais com humanos ao ter sido alimentado por pessoas para que elas pudessem chegar perto o suficiente para tirar selfies com o animal.

Inocente e dócil o urso, que era apenas um filhote, se aproximava das pessoas para receber comida eelas se aproveitavam desse momento para tirar fotos com o animal e postar nas redes sociais.

A polícia foi alertada sobre o urso que estava perto do lago Henry Hagg por meio dessas fotos postadas em diversas redes sociais, informou o Departamento de Pesca e Vida Selvagem do Oregon (ODFW) em um comunicado à imprensa.

Autoridades alegam que tentaram forçar o urso a voltar para a floresta na quarta-feira, mas o animal retornou no dia seguinte e foi descoberto comendo comida que o público tinha deixado para ele.

O urso acabou pagando com a vida pela própria ingenuidade ao ter se aproximado dos seres humanos cuja intenção era se aproveitar disso e tirar fotos com ele. As autoridades optaram pela saída mais fácil – e mais cruel – eliminar o urso que potencialmente poderia oferecer algum risco no futuro.

Tentando justificar a morte do animal em um comunicado à imprensa Kurt License disse: “Este é um exemplo clássico de por que imploramos ao público para que não alimentem os ursos. Enquanto os indivíduos que colocam comida para este urso podem ter tido boas intenções, os ursos nunca devem ser alimentados”.

Os biólogos descobriram mistura de ração para ursos, sementes de girassol, milho quebrado e outros alimentos deixados na área, disse o ODFW. É ilegal “espalhar comida, lixo ou qualquer outro atrativo, de modo a conscientemente constituir uma atração, sedução ou atrativo para a vida selvagem pois pode potencialmente habituar os animais a isso”.

Segundo o argumento departamento responsável pelo assassinato do animal, ODFW, os ursos que se tornam habituados aos seres humanos são mais propensos a ter interações perigosas no futuro e não podem ser realocados. “Se o urso não estivesse habituado, ele poderia ter sido realocado com segurança”, disse a agência ao Salem Statesman Journal.

“Esta foi uma decisão difícil, os especialistas em vida selvagem do Departamento de Pesca e Vida Selvagem do Oregon tiveram que fazer para a segurança de todos”, twittou o Gabinete do Xerife do Condado de Washington. “A realocação não era uma opção neste caso. Os humanos não devem alimentar ursos selvagens”.

Uma criatura saudável teve sua vida tirada por humanos e por causa de humanos. Acreditando-se superior aos demais habitantes do planeta, o homem se julga capaz de decidir sobre o direito de vida e morte dos animais, e os mata conforme julga correto, seja por diversão, comida ou segurança.

A morte do urso, tido como ameaça, é a prova disso. A “interação perigosa” no futuro que as autoridades mencionam no comunicado à imprensa, trata exatamente de colocar em risco a vida de seres humanos em risco no futuro, o direito inato à vida do animal, foi desconsiderado.

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Vídeo flagra cão e veado brincando de pega-pega através da cerca da residência

Foto: Ethan Cole

Foto: Ethan Cole

Um pastor alemão resgatado chamado Ike é descrito por sua família como um cão enorme, amoroso e extremamente brincalhão – então talvez não seja tão surpreendente assim que Ike seja capaz de fazer amigos de todos os tipos… e espécies.

Foto: Ethan Cole

Foto: Ethan Cole

Ainda assim, outro dia, quando o tutor de Ike, Ethan Cole, olhou para o quintal de sua casa na Flórida (EUA), ele ficou totalmente perplexo com o que viu acontecendo ali fora.

Aparentemente, seu cão, que adora diversão, decidiu jogar um jogo com um amigo novo, selvagem e inusitado.

Foto: Ethan Cole

Foto: Ethan Cole

Um cervo, também conhecido como veado, quase do mesmo tamanho que Ike, estava do outro lado da cerca do quintal. E o par estava no meio de uma espécie de jogo que parecia divertir e encantar a ambos.

À primeira vista, poderia parecer até que Ike estava apenas perseguindo o veado, como se ele tentasse caçar um esquilo – mas então algo fascinante aconteceu.

Foto: Ethan Cole

Foto: Ethan Cole

Depois que Ike perseguiu o veadinho em uma direção, o cão conseguiu girar primeiro na direção oposta – e o cervo seguiu a pista do cão, como se tivesse chegado a sua vez de perseguir o filhote.

A filmagem que Cole conseguiu capturar em seu celular mostra o jogo deles:

“Esta foi a primeira vez que os vi brincar”, disse Cole ao The Dodo sobre Ike e seu amigo selvagem: cervo. Cold descreveu o jogo que eles estavam jogando como uma espécie de pega-pega.

Depois de vários minutos de brincadeira, o cervo finalmente saltou de volta para a floresta. Mas felizmente isso não significou o final do dia de diversão e jogos.

Outro pequeno filhote (que também pode ser visto no vídeo, parecendo surpreso com o jogo interespécie de pegar), estava por perto naquele dia – o filhote de cachorro da mãe de Cole, chamado Hobbes.

Então Ike ainda tinha um amigo (de sua própria espécie, se não do seu tamanho) com quem podia brincar.

Cole disse que os cachorros são super importantes para ele e para toda a sua família.

Ike, por exemplo, é nomeado em homenagem a outro cão que sua mãe teve quando ela ainda era criança.

“Este cão é super especial para nós”, disse Cole. “E ele é apenas um grande e lindo brincalhão!”.

Turista desce do carro e tenta pegar urso filhote mas o pequeno se defende

Foto: The Siberian Times

Foto: The Siberian Times

Animais selvagens tem instintos próprios, são naturalmente designados para viver em liberdade e na selva, e apesar de serem comprovadamente capazes de sentir, sofrer, amar e compreender o mundo ao seu redor, também são capazes de reagir a estranhos que lhes pareçam ameaçadores e se defender.

Longe de serem fontes de entretenimento humano como os zoológicos e circos querem fazer crer, esses seres sencientes tem capacidade de raciocínio peculiar e própria sendo que tem autonomia na natureza para definir seus territórios e buscar seu alimento e cavar suas tocas.

As imagens abaixo são o exemplo disso, elas flagram o momento em que um turista é obrigado a fugir de um urso pardo filhote selvagem após ele ter irresponsavelmente provocado o animal.

O homem que reside do leste da Rússia é filmado tentando brincar com o urso, provavelmente na intenção de acariciá-lo como a um cão ou gato, pela forma como se aproxima.

Ele irresponsavelmente tenta se aproximar-se do animal com a esperança de pegá-lo e acariciá-lo.

O vídeo mostra o turista indo em direção ao urso aparentemente alheio ao perigo em que esta colocando sua vida.

Foto: Siberian Times

Foto: Siberian Times

O animal inicialmente recua, mas o homem de repente resolve arriscar, então comete o erro de provocar o animal e correr.

O urso imediatamente se lança em direção a ele enquanto o turista corre para voltar para dentro de seu carro.

Os amigos do homem gritam e juram tentar assustar o urso, dizem relatos.

A criatura selvagem sobe nas pernas traseiras em sinal de agressividade quando se aproxima do veículo.

Foto: Siberian Times

Foto: Siberian Times

O turista não foi identificado, mas ele desafiou e descumpriu os alertas na região de Kamchatka, na Rússia, para não alimentar ou aproximar dos ursos, provocando uma reação irada dos moradores locais, informou o jornal The Siberian Times.

Um morador da região Konstantin postou: “Quantas vezes pedimos às pessoas que parassem de sair de seus carros e alimentassem ursos? Eles não são alguns bichinhos de pelúcia fofos.

“Por que as pessoas não podem crescer e se comportar de maneira madura na natureza?”

Liudmila Fedosenkova escreveu: “O urso pegou ele? Não? Que pena”.

“Não há lei que resolva para um tolo desses. Ele trata um animal selvagem como um animal doméstico”, afirmou Sandra Fadeeva.

“É uma pena que o urso não tenha rasgado um pedaço de seu traseiro. Não sinto simpatia por idiotas como esse”, disse Tatiana Zolnikova.

Alimentar peixes criados em cativeiro com peixes selvagens está causando um prejuízo imenso ao oceano, diz relatório

O uso de peixes selvagens como alimento para peixes de criação tem causado enormes danos ambientais e sociais, de acordo com um novo relatório

O estudo “Até que os mares sequem: como a aquicultura industrial está saqueando os oceanos”, mostra como milhões de toneladas de peixes estão sendo tirados da natureza todos os anos para produzir farinha e óleo de peixe (FMFO) – que são ingredientes chave na alimentação de peixes de cativeiro e criação.

Essa fato está ameaçando a segurança alimentar e colocando em risco de colapso a vida marinha, diz o relatório publicado pela Changing Markets Foundation, o grupo de campanha Feedback e a Compassion in World Farming, que analisa as últimas pesquisas científicas sobre o impacto da pesca em que peixes selvagens são transformados em FMFO e a falta de transparência e sustentabilidade no setor de alimentos marinhos

Preocupações graves

O relatório destaca “preocupações graves” em torno dos impactos causados pelo uso de FMFO em alimentos para a aquicultura tanto no meio ambiente quanto para os seres humanos, e recomenda o fim desta prática.

“A aquicultura é o setor de produção de alimentos que mais cresce no mundo, e os projetos da FAO fornecerão 60% do consumo mundial de peixe até 2030, aumentando significativamente sua participação atual de pouco mais de 50%”, diz o relatório.

“Paradoxalmente, a indústria é fortemente dependente de peixes selvagens com mais de 69% da farinha de peixe e 75% da produção de óleo de peixe usados para alimentar peixes. O mercado mundial de farinha de peixe valia aproximadamente 6 bilhões de dólares em 2017 e a previsão é de que atinja 10 bilhões até 2027”.

O texto do estudo acrescenta que a multibilionária indústria de alimentos para aquicultura, não está apenas tendo um impacto na segurança alimentar e no meio ambiente marinho, mas está impulsionando a a pesca excessiva e os abusos dos direitos humanos nas operações de pesca silvestre.

Ações urgente são necessárias

“A aquacultura tem sido aclamada como fornecedora de proteína saudável e acessível, além de desviar a pressão sobre os peixes de captura selvagem”, disse Natasha Hurley, gerente de campanha da Changing Markets Foundation. “Este relatório mostra que a indústria não está cumprindo essa promessa como resultado de sua contínua dependência de peixes capturados em áreas selvagens”.

“Medidas urgentes são necessárias para aumentar a transparência e a sustentabilidade na cadeia de fornecimento da indústria de alimentos para aquicultura além de retirá-la completamente de sua dependência de peixes capturados na natureza”.

“Está claro que a abordagem ‘negócios são negócios’ feita pela indústria da aquicultura à farinha e ao óleo de peixe está esgotando perigosamente os recursos do oceano e ameaçando a integridade dos ecossistemas marinhos. A indústria está buscando alternativas de proteína sustentáveis, mas não tão rápido o suficiente para evitar as conseqüências potencialmente catastróficas para o oceano, a saúde e a segurança alimentar “, acrescentou Carina Millstone, diretora executiva da Feedback.

Existem enormes implicações para o bem-estar animal quando se trata de consumir peixe

Bem-estar animal

Há fatores adicionais a serem considerados, como ressalta o Dr. Krzysztof Wojtas, Chefe de Políticas de Peixes da ONG Compassion in World Farming.

“Ao considerar as conseqüências negativas do uso de peixes capturados em meio selvagem para a FMFO, não devemos esquecer o enorme impacto que essas indústrias têm no bem-estar animal”, disse Wojtas.

“À medida que a aquicultura industrial cresce, o número de animais que sofrem nesses sistemas agrícolas intensivos se multiplica e traz outra camada oculta à tona”.

“A maioria das pessoas não tem consciência do sofrimento de centenas de bilhões de peixes pequenos que morrem horrivelmente em enormes embarcações de pesca industrial para abastecer essas fazendas industriais submarinas. A indústria precisa enfrentar urgentemente essa crise”, conclui Wojtas.

A campanha Compaixão na Revisão da Agricultura Mundial de Peixes compartilha mais detalhes sobre as questões que cercam o consumo de peixes selvagens e de criação.

Macaco explorado Chris Brown finalmente é levado para um santuário

Depois que o cantor Chris Brown postou um vídeo em dezembro de 2017 de sua filha de três anos segurando seu novo macaco-prego , quase 89.000 pessoas assinaram uma petição Care2 pedindo a Brown que mandasse o macaco para um santuário – o que, felizmente, aconteceu.

Foto: Instagram

Um ano depois de Brown postar o vídeo, os promotores da cidade de Los Angeles finalmente acusaram Brown de manter o macaquinho, chamado Fiji, sem licença de 31 de outubro de 2017 a 3 de janeiro de 2018.

Brown será processado em fevereiro. Como sentença ele terá, no máximo, que pagar uma multa de US $ 1.000 e até seis meses de prisão.

Na Califórnia, onde vive Brown, é ilegal manter animais exóticos como macacos-prego sem permissão. Quando ativistas notificaram o Departamento de Peixes e Vida Selvagem da Califórnia (CDFW), agentes procuraram a casa de Brown, em Encino, em janeiro de 2018.

Naquela época, as reportagens disseram que um dos funcionários de Brown entregou o macaco a um agente do CDFW. Fiji está agora vivendo em um santuário não identificado do sul da Califórnia.

Alguns dos fãs de Brown, que comentam no post do Instagram, não viam nenhum problema em manter um capuchinho como animal de estimação:

“Eles problema é simplesmente louco porque eles não podem comprar um ”, escreveu kaotic_burma.

“Por um macaquinho, Chris fica seis meses na cadeia ??? É a coisa menor coisa que apenas nos prende, cara”, escreveu atpsaucegooftrop.

“Obviamente, o macaquinho é tratado com amor”, escreveu vegan, skincaretherapy. “Colocar acusações contra ele é tão ridículo. Obviamente ele ama animais e está ensinando a sua filha que os animais merecem tanto quanto as pessoas. Chris Brown Obrigado por ser um grande exemplo amoroso. ”

Brown e seus seguidores não perceberam que filhotes, como Fiji, que são vendidos como animais domésticos, são frequentemente levados de suas mães quando são muito jovens – geralmente com apenas alguns dias de vida. As informações são do Care2.

“Não é difícil imaginar o horror que tanto o bebê quanto a mãe devem sentir durante essa separação forçada”, diz o site do Jungle Mates Primate Sanctuary, uma organização sem fins lucrativos da Flórida. Pode levar meses para a mãe superar a dor.

Foto: Instagram

Não apenas isso, quando as pessoas percebem que os macacos-prego não são bons animais de domésticos, ou no caso de Brown, são de propriedade ilegal, os macacos-prego, como Fiji, acabam em um santuário, ou pior, em zoológicos.

Brown já foi preso por incidentes de agressão violenta, mais perturbadoramente por agredir Rihanna , sua namorada em 2009. Três anos depois, Brown foi preso novamente e acusado de agressão por socar um homem fora de um hotel de Washington, DC. Ele também já foi  preso em uma acusação de crime por perfurar um fotógrafo em 2016. Isso lança uma grande sombra de dúvida sobre se Brown realmente teria tratado Fiji “com tanto amor”.