Filhotes de leão seguem a mãe atravessando um riacho pela primeira vez

Foto: Storyful

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Quatro filhotes de leão provaram que o estereótipo que diz que os felinos odeiam água não é tão verdadeiro quanto as pessoas acreditam.

Os quatro foram vistos em uma excursão familiar pelo guarda florestal, Cameron Inggs, 28 anos, que trabalha na reserva de Mala Mala na África.

A leoa segue caminhando e passa através da água, decidida e ela mal se incomoda com os dedos molhados, enquanto a bela criatura envia respingos de água que caem na margem do rio.

Os filhotes são rápidos em se organizar para seguir mãe, olhando brevemente um para o outro enquanto o mais corajoso entra, copiando sua mãe.

A água parece um pouco profunda demais para ele, enquanto o pequeno luta para manter o queixo acima da água, saltando e dando pulos para sair da corrente fria o mais rápido que pode.

Seus irmãos não ficam muito atrás – com um ligeiro grito o segundo segue a linha definida pelo líder, copiando seu método de saltos rápidos através do fluxo.

O terceiro segue avidamente os demais, deixando o quarto para trás, que faz uma pausa, soltando um chiado nervoso antes de corajosamente começar a se mover pela água.

Com tudo o último filhote dá uma sacudida rápida de sua pele, aliviado que a provação molhada finalmente acabou.

Foto: Storyful

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Cameron pode ser ouvido rindo enquanto o riacho fica calmo novamente, deixando apenas uma visão pacífica da savana africana.

Os leões, ao contrário dos tigres, são mais reservados quando se trata de água, enquanto eles podem nadar se precisarem, eles preferem estar em terra firme.

A maioria dos leões só vai se aproximar da água se ela os beneficiar para caçar ou se precisarem beber para se refrescar.

No entanto, alguns leões no Botswana começaram recentemente a fazer uma espécie nado “estilo cachorrinho” para atravessar porções de zonas úmidas.

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Ameaçados de extinção, os leões tem redução de 60% em suas populações em 20 anos

Foto: The ladders/Reprodução

Foto: The ladders/Reprodução

O Dia Internacional do Leão, celebrado em 10 de agosto, foi criado pelo Big Cat Rescue, o maior santuário do mundo dedicado a grandes felinos. A data foi criada com o objetivo de homenagear o majestoso animal conhecido como o Rei da Selva.

Embora seja uma ocasião festiva, as fundações de apoio ao leão se baseiam em um assunto muito sério ao chamar a atenção da população para o animal: os números de leões decaíram intensamente ao ponto em que as espécies foram colocadas na lista de ameaçadas, assim como outro grande felino, o tigre.

O leão enfrenta muitas ameaças à sua sobrevivência, uma delas é o crescimento da presença humana em habitats selvagens, que causa o aumento da urbanização e em consequência disso, o número de animais selvagens diminui.

Foto: Redfm

Foto: Redfm

As “caçadas enlatadas”, vendidas como entretenimento para caçadores de troféus que pagam fortunas pela oportunidade de matar um leão, representam outra ameça grave à espécie.

Movidas pelas possibilidade de lucro, fazendas de criação de leão tem surgido e se espalhado por toda a África do Sul. Nesses verdeiros antros de crueldade os animais são forçados a se reproduzir, muitas vezes entre irmãos, com o risco de causar endogamia, ocasionando o nascimento de animais com defeitos congênitos sérios e irreversíveis.

Além de serem vendidos para caçadas cruéis onde o único destino possível é a morte, os leões mantidos nessas instalações muitas vezes são explorados pela indústria do turismo, que cobra valores dos visitantes ávidos por fotos, em troca da “oportunidade” de poder acariciar ou dar mamadeira a um filhote de leão.

Foto: Lion Recovery Fund

Foto: Lion Recovery Fund

O tráfico de partes de leão (ossos, pele, garras, cabeça) e a venda de animais também movimenta um mercado ativo e cuja demanda estimula a criação, caça e morte dos grandes felinos.

Embora o comércio internacional de partes de corpos de leões seja proibido pela CITES, a África do Sul tem permissão para estabelecer sua própria cota de exportação para leões cativos, cujos ossos são indistinguíveis de indivíduos selvagens. Quase duplicando desde 2017. Ano passado o governo aprovou uma cota de exportação de 1.500 esqueletos de leão em cativeiro.

A atual situação do leão, é a de uma espécie ameaçada de extinção, medidas urgentes precisam ser tomadas para a preservação da espécie, tanto pelo governo da África do Sul em prol da conservação e inibição de atividades que ameacem a sobrevivência da espécie, como as fazendas de criação e caçadas por troféus e a exportação de partes do corpo do animal, quanto pelos demais países que contribuem para que os números das populações do grande felino declinem, com o Reino Unido e os Estados Unidos como campeões de importação de troféus.

Foto: People Magazine/Reprodução

Foto: People Magazine/Reprodução

Dados sobre os leões

Os leões foram extintos em 12 países nas últimas décadas e agora ocupam apenas 8% do seu alcance histórico.

Na maioria das áreas onde eles são encontrados, as populações selvagens caíram cerca de 60% em pouco mais de 20 anos. Populações na África Ocidental são classificadas como Criticamente Ameaçadas.

Cerca de 20 mil leões permanecem em estado selvagem, em toda a África.

Desde 2008, 6 mil esqueletos de leões foram enviados para o leste da Ásia do Sudeste, provavelmente derivado de instalações de reprodução em cativeiro.

Em 2017, os EUA importaram mais de 230 troféus de leão, incluindo crânios, ossos, pele e garras (no Reino Unido, 20).

Cerca de 84% das instalações de leões em cativeiro na África do Sul estão envolvidas na venda de leões vivos e 72% venderam intencionalmente partes de corpos de leões.

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Visitante de zoo bêbado invade cativeiro das girafas e monta em um dos animais

Foto: CEN/Turkestan_today

Foto: CEN/Turkestan_today

Câmeras flagram o momento que um visitante do zoológico bêbado escala uma cerca para montar uma girafa antes de ser arremessado de costas pelos animal.

A polícia está procurando o invasor aós ter acesso às imagens do homem montando a bela criatura de pescoço delgado no Zoológico Shymkent, no Cazaquistão.

O visitante pode ser visto escalando a cerca enquanto a girafa se inclina, fazendo com que o homem comece a acariciar seu pescoço antes de pular nas costas do animal.

Ele continua montando o animal antes que a girafa finalmente consegue empurrar o homem de costas, mandando-o diretamente para o chão.

O homem então faz uma rápida retirada, subindo de volta pela cerca enquanto o animal, agora livre, se ergue sobre ele.

O zoológico é uma das atrações turísticas mais populares do país, com mais de 130 hectares, incluindo um rebanho de girafas.

Nos últimos segundos da filmagem, a girafa é vista voltando e o homem assustado rapidamente volta para a cerca, de onde ele escapou antes que pudesse ser preso.

Foto: CEN/Turkestan_today

Foto: CEN/Turkestan_today

A polícia confirmou que está tentando identificar o homem que será preso pela invasão e perturbação aos animais selvagens.

A mídia local afirmou que o homem estava bêbado na hora em que montou no animal.

Zoológicos são prisões

Além de serem privados de sua liberdade e do convívio em seus habitats naturais os animais mantidos em cativeiro podem desenvolver doenças de fundo mental e emocional.

Ficar confinado a espaços que jamais poderão se comparar às savanas africanas – caso das girafas – ou a qualquer outra parte da natureza, afeta terrivelmente os animais selvagens e entendem os zoológicos como prisões.

Umas das doenças que comumente afeta animais em cativeiro é a zoocose, um distúrbio compulsivo que leva os animais a se auto-mutilarem e a movimentar de forma repetitiva inúmeras vezes, levando-os a exaustão.

Foto: ROBERT MUCKLEY/GETTY IMAGES

Foto: ROBERT MUCKLEY/GETTY IMAGES

Esses movimentos incluem balançar de cabeça, trançar de pernas, bater a cabeça ou algum membro contra uma parede, chocar-se contra arvores ou contra as próprias grades do cativeiro.

Animais nasceram para ser livres, não apoie essa prática, ao visitar zoológicos você alimenta um indústria que explora os animais pata entretenimento humano.

Ameaçadas de extinção

Considerados os maiores mamíferos do mundo, esses gigantes esbeltos e belos, nativos das savanas africanas estão ameaçados exatamente por sua beleza exuberante, o que inclui sua padronagem única de manchas na pele. Não há dois indivíduos da espécie com as manchas distribuídas de forma igual.

Com seus longos pescoços e pernas imensas uma girava pode chegar a medir 6 metros de altura, e esses animais alcançam mais de 50 km/h ao correr, e elas adoram correr pelas savanas!

Além de contribuir na hora de conseguir alimento – as girafas são herbívoras – alcançando facilmente as folhas na copa das árvores, sua altura também é usada como forma de proteção pois esses animais imensos podem enxergar predadores ou ameaçadas a uma boa distância e se proteger a tempo.

Mas infelizmente esses animais de porte impressionante podem estar seriamente ameaçados pelo impacto humano. As populações de girafas caíram até 40% nos últimos 30 anos, em consequência da caça, perda de habitat e conflitos humanos que atingiram grande parte de sua área de circulação e habitação, de acordo com o jornal The Independent.

Mas, enquanto o comércio de produtos de elefantes e rinocerontes enfrentam controles cada vez mais rígidos, a “extinção silenciosa” das girafas até agora tem sido negligenciada.

Ativistas alertam que a enxurrada de troféus de caça, ornamentos de ossos de girafas e comércio de peles tem contribuído para a sua morte.

Partes do corpo de girafas tem sido comercializadas para serem transformadas em bolsas, tapetes e até pulseiras – facilmente encontradas à venda no Reino Unido, na Europa e no mundo todo.

Apesar de estar na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, com cerca de apenas 97 mil sobreviventes da espécie, essas criaturas soberanas, ainda estão sendo mortas por um esporte hediondo em que caçadores sanguinários posam ao lado de seus corpos sem vida para tirar selfies e divulgar nas redes sociais.

Sem falar que durante a última década, 40 mil itens de partes de girafa foram exportadas para os EUA, as investigações também revelaram demandas no Reino Unido e em outras partes da Europa.

O especialista em tráfico de vida selvagem pela Humane Society Internacional (HSI), Adam Peyman disse: “A demanda por partes de girafa têm aumentado exatamente porque não há regulamentações protegendo esse animal – são itens fáceis de serem obtidos, você não precisa de uma permissão ou qualquer coisa para comprá-la”.

Banir esses produtos feitos de partes de girafas é um ato de responsabilidade para com essa espécie indefesa perante os interesses que movem o mercado paralelo de tráfico de animais. Se medidas urgentes não forem tomadas, logo não fará mais diferença proibir o comércio desses itens pois as girafas não mais existirão no planeta.

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Bijuterias feitas com pele de elefante se tornam ameaça para a espécie

Foto: Bigthink

Foto: Bigthink

Por centenas de anos, a maior ameaça aos elefantes, foi o comércio de marfim. Como a demanda por suas presas aumentou nos tempos modernos, a indústria do material se tornou uma ameaça perigosa – para não mencionar insustentável – para as populações selvagens do paquiderme. Entre 1979 e 1989, por exemplo, a demanda por marfim reduziu a população de elefantes africanos de 1,3 para 600 mil.

O comércio de marfim sofreu um sério golpe em 1989, quando a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES) proibiu o comércio internacional de marfim de elefante africano, uma medida que seguiu a proibição de 1975 de comercializar marfim de elefante asiático.

Mas a caça continuou a ser um problema, particularmente porque ainda havia uma demanda considerável no mercado chinês, onde o marfim era usado na medicina e em adornos. Mas, em 2018, chegou outra boa notícia: a China proibiu o comércio de todos os produtos de marfim e marfim em estado bruto.

Novas ameaças

Esta foi certamente uma grande vitória para os conservacionistas, mas parece que os elefantes não conseguem respirar sossegados. A partir de 2014, os elefantes asiáticos começaram a ser caçados pela sua pele.

Um relatório de 2018 da Elephant Family, uma organização sem fins lucrativos sediada no Reino Unido, descobriu que o principal mercado de pele de elefante estava localizado na China, onde é usado principalmente para duas finalidades: é transformado em pó para uso em medicamentos tradicionais, e é moldado em contas polidas para pulseiras e colares. Belinda Stewart-Cox, diretora de conservação da Elephant Conservation Network, sem fins lucrativos, explica:

“Se você olhar para as contas, você acha que elas se parecem com granadas, rubis ou algum tipo de pedra vermelha. Mas essas camadas subcutâneas [na pele] incluem muitos vasos sanguíneos, então há muito sangue nisso.” Essas contas parecem vermelho rubi porque contêm sangue “.

De muitas maneiras, esse comércio é ainda mais destrutivo do que o comércio de marfim. Primeiro, visa principalmente os elefantes asiáticos, que já estavam mais em risco do que os elefantes africanos. Hoje, restam apenas cerca de 50 mil elefantes asiáticos selvagens. Além disso, a caça de marfim só poderia atingir elefantes que poderiam produzir presas – entre os elefantes asiáticos, em apenas 25% dos machos adultos as presas crescem – mas a caça é indiscriminada.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Além da tragédia inata de perder um dos maiores mamíferos terrestres da Terra, seria um desastre ecológico se o elefante asiático fosse extinto. Os elefantes asiáticos são às vezes chamados de “jardineiros da floresta”, pois comem plantas que de outro modo crescem selvagens, criam caminhos pela floresta para outros animais se moverem e para que novas plantas cresçam, e distribuem sementes por meio de seu esterco, que também tem o benefício adicional de fertilizar o solo e fornecer casas e nutrientes para uma variedade de espécies de insetos.

Infelizmente, não é fácil para os elefantes se recuperarem de um grande golpe em sua população. Como espécie grande, os elefantes não têm muitos descendentes e o período gestacional de um elefante é de cerca de 22 meses. E, embora a caça de marfim vise principalmente os machos, agora os elefantes fêmeas também são alvos viáveis para os caçadores furtivos, prejudicando ainda mais a capacidade desses animais de se recuperarem.

Esforços de conservação

Os elefantes asiáticos estão listados no Apêndice I da CITES, o que significa que todos os produtos derivados desses elefantes são proibidos, exceto para fins não comerciais, como pesquisas científicas. Apesar disso, no entanto, a Administração Florestal do Estado da China está emitindo licenças para a fabricação e venda de produtos farmacêuticos contendo pele de elefante.

No entanto, a proibição da China ao comércio de marfim indica que regulamentação semelhante pode ser implementada e funcionar no futuro. Após significativo apoio público, incluindo a estrela do basquete Yao Ming, a China implementou a proibição do comércio de marfim no início de 2018.

Uma pesquisa com indivíduos chineses indicou que após a proibição entrar em vigor, 72% dos chineses não comprariam marfim, comparado a 50% quando a pesquisa foi realizada no ano anterior, antes da proibição ser aplicada.

Várias organizações sem fins lucrativos estão trabalhando para aumentar a conscientização sobre esse assunto e levá-lo à atenção de organismos internacionais, como a CITES. A Elephant Family, por exemplo, apresentou seu relatório de 2018 à CITES, obtendo aprovação da União Europeia e dos EUA para emendas, como a exigência de investigações sobre comércio ilegal e relatórios de implementação.

O World Wildlife Fund também está equipando e treinando guardas florestais para parar a caça em Mianmar, onde esta crise é particularmente terrível. Com alguma sorte e com maior conscientização e engajamento do público, esses esforços almejam levar a caça, ao invés dos elefantes, à extinção.

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Corpos de sete tigres são encontrados congelados em um estacionamento no Vietnã

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty ImagesOs cadáveres de sete tigres congelados foram encontrados em um carro em Hanói levaram à prisão de um importante suspeito de tráfico de animais selvagens, informou a mídia estatal vietnamita nesta sexta-feira, enquanto o país tenta desmantelar uma rota de contrabando do Laos.

Nguyen Huu Hue, que acredita ter contrabandeado animais do vizinho Laos durante anos, foi preso na quinta-feira com outras duas pessoas depois que os tigres mortos foram encontrados em seu veículo em um estacionamento, de acordo com o jornal Cong An Nhan Dan.

“Hue montou uma empresa que vende materiais de construção para encobrir o comércio ilegal de tigres e animais selvagens”, relatou Cong An Nhan Dan, porta-voz oficial do Ministério da Segurança Pública.

Todos os sete tigres pareciam ser filhotes, de acordo com fotos do local.

Não ficou imediatamente claro se os tigres mortos vieram da selva ou de uma muitas fazendas de criação tigres (que funcionam na ilegalidade) no Laos, que suprem grande parte da demanda da Ásia por carne e partes do corpo de tigres.

A polícia já prendeu vários outros membros da mesma rede de tráfico de animais selvagens, que está funcionando há vários anos em uma província central que faz fronteira com o Laos.

O Vietnã é tanto um centro de consumo quanto uma rota popular de contrabando de vida selvagem – que vão desde partes e corpos de tigres a presas de elefante, pangolins e chifre de rinoceronte.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Parte dela é destinada ao consumo interno no Vietnã, enquanto o restante é contrabandeado para a China.

Peças de tigre são usadas na medicina tradicional ou jóias no Vietnã, onde a população outrora vasta dos grandes felinos ameaçados diminuiu drasticamente.

Seus ossos são comumente cozidos e misturados com vinho de arroz para criar um elixir para tratar a artrite e promover a força.

A prisão de contrabandistas em Hanói ocorre após uma apreensão recorde em Cingapura, nesta semana, de quase nove toneladas de marfim e um enorme estoque de escalas de pangolim com destino ao Vietnã.

Há muito tempo, Hanói prometeu reprimir o comércio de animais silvestres, embora os conservacionistas afirmem que o mercado paralelo persiste graças à fraca e inexpressiva aplicação da lei.

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Ossos de leão: um negócio mortal que está em ascensão

Esqueletos de leões criados em cativeiro podem ser comercializados em todo o mundo | Foto: Alamy

Esqueletos de leões criados em cativeiro podem ser comercializados em todo o mundo | Foto: Alamy

Um tratado internacional proíbe a compra e venda de produtos feitos a partir de qualquer espécie de felino, exceto um: o leão africano. Se os animais foram criados em cativeiro na África do Sul, então seus esqueletos, incluindo garras e dentes, podem ser comercializados em todo o mundo.

As partes de leão exportadas da África do Sul geralmente acabam na Ásia, onde são freqüentemente comercializadas como partes de tigres. Este negócio lucrativo está em ascensão e, de acordo com pesquisas recentes, uma proibição decretada pelos Estados Unidos pode ter ajudado a promover ainda mais o comércio sujo.

Em 2016, o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA (FWS) proibiu a importação de troféus de leão criados em cativeiro. Para muitos criadores de leões na África do Sul, as exportações de esqueletos eram uma maneira óbvia de compensar negócios perdidos.

Às vezes, você acha que está fazendo a coisa certa, mas o resultado da sua decisão política é que algo pior que se materializa”, diz Michael ‘t Sas-Rolfes, doutorando na Universidade de Oxford, na Inglaterra, que estudou o comércio de ossos de leão.

Antes da proibição, as instalações de criação e caça da África do Sul abrigavam mais de 8.400 leões criados em cativeiro. Muitos foram destinados para uso em caçadas, em que um animal cativo, às vezes domesticado, é lançado em um campo de caça cercado para que um caçador possa perseguir e atirar.

Para pessoas sem dinheiro e tempo, essas “caçadas enlatadas”, como são comumente chamadas, podem ser atraentes. Embora ambas sejam atos de covardia e assassinato explícitos, em comparação com as caças tradicionais na natureza, as caças enlatadas leões são mais baratas, costumam durar dias em vez de semanas, e garantem a produção de um “troféu” para levar para casa.

Os americanos já representaram pelo menos metade da clientela para caçadas enlatadas. Mas os defensores dos direitos animais há muito criticam essa indústria bárbara que esta repleta de abusos e nao tem nenhum valor de conservação.

Em dezembro de 2015, os Estados Unidos adicionaram leões à lista de espécies ameaçadas, complicando as regras que envolvem as importações de troféus de leão.

‘T Sas-Rolfes e Vivienne Williams, pesquisadora da Universidade de Witwatersrand, em Johanesburgo, procuraram determinar como a proibição do troféu nos EUA e outras mudanças na política afetaram a indústria de criação de leões da África do Sul.

Os pesquisadores pesquisaram 117 instalações que criaram, mantiveram ou organizaram caças de leões cativos. Após a proibição, ‘T Sas-Rolfes e Williams descobriram que os preços dos leões vivos despencaram até 50%. Mais de 80% dos entrevistados disseram que a proibição afetou seus negócios, e muitos relataram demitir funcionários.

Embora a maioria dos criadores tenha dito que reduziu as operações, cerca de 30% disseram que decidiram recorrer ao comércio internacional de ossos. Os preços dos esqueletos aumentaram mais de 20% desde 2012.

Esqueletos femininos agora são vendidos por 3.100 dólares, em média, e os do sexo masculino, por 3.700 dólares. As exportações de esqueletos mais do que dobraram no ano após a proibição do troféu nos EUA, de 800 para 1.800 leões.

As exportações de esqueletos já foram limitadas. No final de 2016, a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas determinou que a África do Sul estabelecesse uma cota anual de exportação para partes de leões criados em cativeiro. Em 2017, as autoridades definiram uma cota de 800 esqueletos; eles aumentaram o número no ano passado para 1.500.

A maioria dos vendedores acredita que a cota ainda é muito baixa. Metade dos entrevistados da pesquisa disseram que buscariam “mercados alternativos” se as cotas restringissem seus negócios. Vendedores frustrados, em outras palavras, ameaçavam recorrer ao comércio ilegal.

Desde 2016, Kelly Marnewick, uma conservacionista da Universidade de Tecnologia de Tshwane, em Pretória, registrou pelo menos 75 leões criados em cativeiro que foram caçados. “É um pouco como o drive-thru do McDonald’s”, diz ela.

“Você joga carne envenenada sobre a cerca para leões acostumados a comer das mãos das essoas pessoas, o veneno mata-os em silêncio, e então você entra e corta partes do corpo e sai sem que ninguém perceba”.

O aumento nas exportações legais de ossos de leão está ligado à caça, Everatt diz: “Seria coincidência demais para essas duas coisas acontecerem ao mesmo tempo e no mesmo lugar sem um link. Mas o problema é que ninguém realmente investigou isso ”.

Mas “T Sas-Rolfes alerta para não tirar conclusões precipitadas. Os pesquisadores ainda estão examinando se e como a demanda por produtos legais para grandes felinos afeta a caça furtiva de tigres e leões, diz ele. Uma nova proibição das exportações de ossos de leão pode não apenas frear a caça, mas também piorá-la.

Williams acredita que apenas compromissos assumidos com base cientifica produzirão uma solução que realmente beneficie os leões selvagens.

“Diversas partes interessadas afirmarão vigorosamente que há apenas um lado e aqui está o que precisamos fazer, em forma de soluções mágicas, mas esse é um cubo de complexidade da Rubik”, diz ela. “Ele é multifacetado e tudo está interconectado”.

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Construção de barragem hidrelétrica em reserva ameaça rinocerontes e elefantes

Vista aérea mostra o rio Rufiji durante o lançamento da construção do projeto Rufiji Hydro Power | Foto: REUTERS

Vista aérea mostra o rio Rufiji durante o lançamento da construção do projeto Rufiji Hydro Power | Foto: REUTERS

O presidente da Tanzânia inaugurou o enorme e polêmico projeto da construção de uma barragem hidrelétrica em uma reserva de vida selvagem no centro das advertências e esforços para proteger as populações de rinocerontes e elefantes.

Grupos conservacionistas se opuseram ao projeto da Stiegler’s Gorge, na Reserva de Selous Game Reserve, a maior área de vida selvagem do país, que, segundo a Unesco, tem uma das concentrações mais significativas de elefantes e rinocerontes negros do mundo.

O presidente John Magufuli chamou o projeto de “o início da liberação econômica”, dizendo que a reserva – que também é um paraíso para guepardos e girafas – tem sido considerada uma fonte de energia potencial por décadas.

Apenas uma em cada 10 famílias na nação do leste da África tem acesso à rede nacional e os preços da eletricidade são altos.

“A partir de hoje, isso indicará que a Tanzânia é um país independente e não um país pobre”, disse Magufuli.

O projeto, que deverá levar três anos para ser finalizado, e levará a derrubada de 2,6 milhões de árvores para inundar uma área de cerca de 1.200 km2, incluindo os habitats dos últimos rinocerontes negros do local.

A barragem teria 130 metros de altura e se estenderia 700 metros através do Canyon Stiegler no Rio Rufiji, em um Patrimônio Mundial da Unesco, uma das maiores áreas protegidas da África e relativamente não perturbada por humanos.

O presidente disse que espera que o projeto impulsione o desenvolvimento industrial na região.

“É hora de nos beneficiarmos de nossos recursos nacionais”, disse ele.

Os opositores do projeto dizem que a barragem também pode ameaçar a subsistência de dezenas de milhares de pessoas que moram nas proximidades do projeto e dependem do rio para agricultura e pesca.

No mês passado, a IUCN, juntamente com o Centro do Patrimônio Mundial da Unesco, pediu a suspensão imediata da atividade madeireira e outros preparativos do projeto, alertando sobre “danos irreversíveis” se ele fosse adiante.

Uma revisão independente encomendada pela IUCN destacou a “inadequação” da avaliação de impacto ambiental.

“A construção dessa barragem cortaria o coração da reserva de Selous, com impactos catastróficos na vida selvagem e habitats do local”, disse Peter Shadie, do Programa de Patrimônio Mundial da IUCN.

Após a inauguração, o Worldwide Fund for Nature (Fundo Mundial para a Natureza) disse que a reserva era de “importância extraordinária” e pediu ao governo da Tanzânia para considerar “alternativas energéticas menos nocivas”.

Mas no início deste mês, Magufuli minimizou os temores pelo meio ambiente, dizendo que, ao fornecer energia, a barragem impediria os moradores locais de derrubar árvores para combustível.

“Eu quero tranquilizar a todos sobre este projeto, que na verdade, visa promover o meio ambiente”, disse Magufuli, disse o Business Day.

“Além disso, é apenas uma pequena parte da reserva – apenas 3% da área total”.

O presidente disse que a represa não atenderia apenas às necessidades nacionais de eletricidade, mas também forneceria energia para exportação.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia da Tanzânia crescerá 4% este ano, em comparação aos 6,6% no ano passado.

A Elephant Protection Initiative (Iniciativa de Proteção ao Elefante) disse que o fato de um país líder em vida selvagem (lar de muitos animais selvagens) estar “preparado para contemplar o afogamento de ‘jóias da coroa natural’ em busca de megawatts deve servir como um alerta para todos na conservação”.

“Destruir o habitat pode apresentar a ilusão de ganhos econômicos de curto prazo, mas a longo prazo é contraproducente, não apenas para a vida selvagem, mas também para pessoas e economias.”

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Tigre é espancado até a morte por moradores de vilarejo indiano

Tigre em um parque nacional em Bhopal | Foto: Sanjeev Gupta / EPA

Tigre em um parque nacional em Bhopal | Foto: Sanjeev Gupta / EPA

A polícia indiana prendeu quatro pessoas depois que uma multidão de moradores espancou brutalmente até a morte um tigre. O animal acuado e na defensiva teria atacado residentes locais.

A constante ocupação humana dos habitats de animais selvagens leva a confrontos frequentes entre as duas espécies.

Imagens de celular do incidente se tornaram virais nas mídias sociais, e autoridades disseram que uma das nove pessoas feridas pelo animal morreu no hospital.

Este é o mais recente de um número crescente de confrontos entre animais e humanos na Índia, que os especialistas culpam pela diminuição dos habitats e pela escassez de alimentos para a vida selvagem.

O tigre atacou pessoas depois de se afastar da reserva de tigres Pilibhit, no estado de Uttar Pradesh, no norte do país, disse à AFP o magistrado do distrito, Vaibhav Srivastava.

Dezenas de pessoas armadas cercaram o animal depois que ele entrou na aldeia, o perseguiram e espancaram até a morte com bastões de madeira e lanças, ele disse.

Trinta e três pessoas foram procuradas pelo assassinato do tigre e quatro foram presas até agora, acrescentou o magistrado, dizendo que os aldeões estavam assustados e com raiva após os ataques aos humanos.

O vídeo gravado do telefone mostrava aldeões espancando o animal enquanto ele estava quase imóvel no chão.

Seu cadáver foi cremado para que os órgãos do animal não caíssem nas mãos de contrabandistas, disseram autoridades.

Cerca de 30 pessoas foram mortas por tigres na Índia em 2018, e mais de 60 tigres morreram ou foram mortos até agora este ano em todo o país.

Em um caso no mês passado, um tigre e dois filhotes morreram depois que os aldeões envenenaram o cadáver de uma vaca que os animais haviam caçado um dia antes.

Os tigres estavam perto da extinção na Índia há alguns anos devido à caça. Mas o país agora abriga mais da metade da população de tigres do mundo, com mais de 2.220 encontrados em reservas em um censo feito em 2014.

A população global de tigres foi reduzida de cerca de 100 mil indivíduos no início do século 20 para apenas 4 mil , de acordo com o World Wildlife Fund.

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Espécies de aves e animais selvagens lutam para sobreviver às mudanças climáticas

Foto: Bernardo Castelein

Foto: Bernardo Castelein

Algumas espécies de animais não são capazes de se adaptar com a rapidez suficiente para sobreviver em seus habitats naturais alterados pela mudança climática, dizem os cientistas.

Populações de corças (Capreolus capreolus), corvos (Corvidae), pardais canoros (Melospiza melodia) e do airo ou aral-comum (Uria aalge) estavam entre os que o estudo revelou estardem em risco.

Embora algumas espécies possam se adaptar em resposta às altas temperaturas globais, isso pode estar acontecendo tão rapidamente que existe o risco de resultar no declínio de algumas espécies.

Enquanto alguns animais podem responder se reproduzindo mais cedo no ano, quando é mais frio, o efeito de ajustamento à mudança climática não é totalmente conhecido e pode significar destruição para algumas espécies.

Algumas mudanças adotadas pelas criaturas estão até mesmo tornando-as menos adaptadas aos novos ambientes, dizem os cientistas.

A meta-análise sugere que este é um momento histórico dos eventos do ciclo de vida das espécies, ou fenologia, como a migração e a reprodução é incompatível com o clima atual.

Os cientistas dizem que os animais podem reagir alterando sua fenologia, mas somente se houver variação genética suficiente em seu comportamento ou desenvolvimento.

Foto: Shutterstock/Vlasto Opatovsky

Foto: Shutterstock/Vlasto Opatovsky

A equipe revisou 10.090 resumos científicos e extraiu dados de 71 estudos publicados que representaram 17 espécies em 13 países, para avaliar as respostas dos animais às mudanças climáticas, com foco especial nas aves.

O principal autor do estudo, Viktoriia Radchuk, do Instituto Leibniz de Pesquisa sobre Zoologia e Vida Selvagem (IZW) na Alemanha, disse: “Nossa pesquisa se concentrou em aves porque os dados completos sobre outros grupos eram escassos”.

“Nós demonstramos que em regiões temperadas, as temperaturas crescentes estão associadas com a mudança do tempo dos eventos biológicos para datas anteriores (antecipação).”

O co-autor Steven Beissinger, professor da Universidade da Califórnia em Berkeley, acrescentou: “Isso sugere que as espécies podem permanecer em seu habitat (mais quente que o anormal), desde que elas mudem rápido o suficiente para lidar com as mudanças climáticas”.

No entanto, o autor sênior do estudo, Alexandre Courtiol, também de Leibniz-IZW, disse: “É improvável que isso aconteça porque mesmo as populações que estão passando por mudanças adaptativas o fazem num ritmo que não garante sua persistência”.

Os cientistas disseram que foi uma preocupação majoritária que os dados analisados incluíssem espécies predominantemente comuns e abundantes.

Sabe-se que estas espécies, european pied flycatcher (Ficedula hypoleuca), e o eusarian megpie (pica-pica) lidam relativamente bem com a mudança climática.

Respostas adaptativas entre espécies raras ou ameaçadas continuam a ser analisadas.

“Nós tememos que as previsões de persistência da população para essas espécies de conservação sejam ainda mais pessimistas”, concluiu Stephanie Kramer-Schadt, da Leibniz-IZW.

Os pesquisadores esperam que sua análise e os conjuntos de dados reunidos estimulem a pesquisa sobre a resiliência das populações de animais diante da mudança global.

Eles ainda esperam que isso contribua para uma melhor estrutura preditiva para auxiliar futuras ações de manejo de conservação.

Os resultados foram publicados na revista Nature Communications.

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População de girafas sofre declínio acentuado

Foto: Nature Picture Library

Foto: Nature Picture Library

Uma das espécies de girafas que sempre teve uma população saudável e numerosa foi oficialmente declarada ameaçada de extinção, o que significa que os números de indivíduos da espécie estão extremamente baixos. A girafa Masai foi listada como ameaçada de extinção fato que agora lança uma luz sobre a gravidade da situação desses animais e a urgência de medidas para proteção das girafas.

Esta raça específica de girafa que vive no Quênia e na Tanzânia sempre teve uma população saudável, apesar de outras raças de girafas lutarem para sobreviver na natureza, graças a ameaças como caça, comércio ilegal de animais selvagens e caçadas de troféus.

A listagem da espécie como ameaçada é um apelo imediato para que sejam tomadas medidas de regulamentação do comércio de girafas, bem como, uma razão forte para proibir imediatamente a caça de girafas por troféus.

Estudo apontam que, das nove espécies de girafa, duas delas foram listadas como ameaçadas de extinção e duas como criticamente ameaçadas, o que significa que as girafas precisam ser protegidas com urgência ou a situação pode ficar perigosamente difícil de ser revertida.

Os animais selvagens da África são algumas das espécies mais ameaçadas do planeta, com diversas variedades de espécies enfrentando futuros incertos, principalmente devido a questões relacionadas a humanos.

Elefantes, leões, tigres, leopardos, girafas, rinocerontes, etc., esses animais estão todos correndo o risco de serem extintos do planeta como resultado das ações humanas. As autoridades responsáveis caminham de forma muito lenta quando se trata de resolver os problemas que levaram a essa ameaça tão presente.

A caça para a venda de partes do corpo desses animais e a caça particular de troféus representam ameaças diretas aos animais selvagens, ambas movimentadas por indústrias criminosas que visam apenas o lucro e ambição. Outra medida de impacto seria a proibição da exportação de produtos feitos de derivados de girafa. O comércio de partes de animais selvagens possui uma demanda alta que estimula os caçadores a matarem

A África está a caminho de perder alguns dos animais mais reconhecidos e icônicos do planeta porque, como comunidade global, simplesmente não está fazendo o suficiente para protegê-los.

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