Casal usa canal no YouTube para exibir vídeos de animais silvestres sendo mortos, esfolados e comidos por eles

Foto: Care2

Foto: Care2

Muitas pessoas não conhecem os nomes Ah Lin Tuch e Phoun Raty, mas em sua terra natal, o Camboja, no Vietnã, eles viraram manchetes de jornais e redes sociais por todos as razões erradas possíveis.

A equipe composta por marido e mulher tem enfurecido os cidadãos cambojanos depois que eles publicaram vídeos de si mesmos comendo e esfolando animais silvestres ameaçados e protegidos no Camboja pelo YouTube.

Lin Tuch e seu marido Phoun criaram um nome para si e conquistaram seguidores online na esperança de ganhar dinheiro com seus vídeos repugnantes. Até o momento, eles já fizeram 500 dólares por meio de anúncios patrocinados pelo Google.

O casal diz que não sabia que os animais estavam ameçados de extinção ou eram especiais, mas a ignorância não é desculpa, especialmente porque suas ações podem encorajar outros, principalmente os mais jovens, a fazer o mesmo.

Em um dos vídeos mais cruéis o casal come um raro gato pescador (Prionailurus viverrinus), espécie endêmica da Ásia. Em 2010, o gato foi listado pela IUCN como “ameaçado” de extinção e apenas recentemente foi caracterizado para “vulnerável”.

O casal também filmou a si mesmo esfolando, cozinhando e comendo lagartos, sapos e pássaros, incluindo uma grande e bela garça.

Enquanto o governo está investigando os incidentes, há mais uma maneira de garantir que os sonhos de Ah Lin Tuch e Phoun Raty de ganhar dinheiro com o abuso de animais nunca se concretizem.

Alguns usuários inconformados e compassivos estão pedindo ao YouTube para banir o canal desse casal da plataforma e garantir que ambos nunca mais possam lucrar com a matança de animais em extinção ou não.

Conheça mais sobre o Vietnã e sua rica biodiversidade

O Vietnã é um dos principais pontos de diversidade biológica do mundo, de acordo com uma pesquisa científica. Existem 30 parques nacionais em um país que é um pouco maior que o Novo México, e há tantos tipos de animais quanto nas prominentes savanas africanas do Quênia e Tanzânia.

As florestas do Vietnã abrigam duas dúzias de espécies de primatas – gibões, macacos, loris e langures, muitas vezes em cores que fazem a tribo humana parecer banal em contraste a eles.

Especialistas afirmam que a antiga floresta contém quase 2 mil espécies de árvores e entre elas vivem alguns animais incríveis e raros, incluindo o leopardo nebuloso, o langur de Delacour, civetas de Owston, lontras e ursos negros asiáticos. Corujas, esquilos voadores, loris, morcegos e gatos silvestres.

Infelizmente nesse país tão rico em biodversidade, os parques nacionais são basicamente apenas de fachada, e a caça (geralmente praticada por guardas florestais) e tem dizimado a vida selvagem, de acordo com informações do NY Times.

Suas populações selvagens, já cercadas pela destruição do habitat por uma população humana explodindo em números, também estão sendo fuziladas, capturadas e caçadas ao vivo de forma tão eficiente que os parques nacionais e outras áreas naturais são atualmente afetados pela “síndrome da floresta vazia”: de onde até mesmo pequenos animais e aves foram caçados até a extinção local. Outros países asiáticos estão em vários estágios da mesma convulsão. Costuma-se dizer que muitas novas espécies desaparecem antes que a ciência possa descobri-las.

Parte dessa carnificina acontece para alimentar a demanda nacional e internacional da medicina tradicional oriental no Vietnã e na vizinha China. Exemplos de um extenso catálogo de “remédios” incluem: pênis de tigre para impotência, bile de urso para câncer, chifre de rinoceronte para ressaca, bílis de loris (primata) para aliviar as graves infecções das vias aéreas que surgem da poluição do ar no Vietnã.

Mais motivos para o extermínio dos animais selvagens descobertos pelas pesquisas foi “a crescente demanda por carne silvestre em restaurantes urbanos, o que é uma questão de status”, disse Barney Long, diretor de conservação de espécies da ONG Global Wildlife Conservation.

“Este tipo de consumo não como a carne do mato onde os pobres estão caçando comida para sobreviver”, disse ele. “É um símbolo de status para levar funcionários de sua empresa ou colegas do governo para uma refeição da vida selvagem. E honestamente, isso acontece em uma escala que é incompreensível. Não estamos falando de uma ou duas espécies, mas comunidades inteiras de vida selvagem estão desaparecendo”.

Dessa forma as florestas do Vietnã com sua variedade biológica rara e preciosa perecem silenciosamente enquanto um genocídio animal se consolida exterminando espécies que muitas vezes jamais chegaremos a conhecer, vítimas indefesas da ganância, estupidez e maldades humana irrefreáveis.

Reservas do Vietnã sofrem da “Síndrome da Floresta Vazia”

Saola espécie de antílope ameaçada | Foto: Helth Apta

Saola espécie de antílope ameaçada | Foto: Helth Apta

O Vietnã é um dos principais pontos de diversidade biológica do mundo, de acordo com uma pesquisa científica. Existem 30 parques nacionais em um país que é um pouco maior que o Novo México, e há tantos tipos de animais quanto nas prominentes savanas africanas do Quênia e Tanzânia.

Na verdade, centenas de novas espécies de plantas e animais foram descobertas no Vietnã durante as últimas três décadas, e mais são registradas a cada ano. O saola antílope, por exemplo. Seu rosto suave e repleto de listras brancas impressiona pela beleza. Anunciado como “o último unicórnio” por sua raridade, o saola é o maior animal terrestre descoberto em qualquer lugar desde 1937.

Um pequeno rebanho de rinocerontes perdidos há muito tempo, um cervo e um coelho listrado também apareceram na lista de novas espécies. Até um inseto gigante, com 21 centímetros de comprimento, e muitos outros tipos de pássaros – tordos risonhos – peixes, cobras e sapos até então desconhecidos ou considerados extintos.

Saola em close | Foto: List of Animals

Saola em close | Foto: List of Animals

As florestas do Vietnã abrigam duas dúzias de espécies de primatas – gibões, macacos, loris e langures, muitas vezes em cores que fazem a tribo humana parecer banal em contraste a eles.

Especialistas afirmam que a antiga floresta contém quase 2 mil espécies de árvores e entre elas vivem alguns animais incríveis e raros, incluindo o leopardo nebuloso, o langur de Delacour, civetas de Owston, lontras e ursos negros asiáticos. Corujas, esquilos voadores, loris, morcegos e gatos silvestres.

Mas as viagens para o destino rico em diversidade são quase impossíveis, guias turísticos indecisos quanto a áreas naturais e a vida selvagem, empurram pacotes para a paisagem habitada ou para as cidades. Quando questionados sobre seu comportamento eles simplesmente respondem: “Você já esteve no Vietnã antes, ou conhece a situação lá? É muito difícil se você não está ciente”.

Ameaça a vida selvagem

No Vietnã, os parques nacionais são basicamente apenas de fachada, e a caça (geralmente praticada por guardas florestais) e tem dizimado a vida selvagem, de acordo com informações do NY Times.

Apelos às equipes de conservação que vivem e trabalham no Vietnã reconciliaram as aparentes contradições. O país é realmente um epicentro da diversidade de espécies silvestres. Mas as viagens para conhecer a vida selvagem não são muito procuradas, e o Vietnã também se tornou um centro mundial para o tráfico de animais silvestres.

Suas populações selvagens, já cercadas pela destruição do habitat por uma população humana explodindo em números, também estão sendo fuziladas, capturadas e caçadas ao vivo de forma tão eficiente que os parques nacionais e outras áreas naturais são atualmente afetados pela “síndrome da floresta vazia”: de onde até mesmo pequenos animais e aves foram caçados até a extinção local. Outros países asiáticos estão em vários estágios da mesma convulsão. Costuma-se dizer que muitas novas espécies desaparecem antes que a ciência possa descobri-las.

Loris em cativeiro | Foto: Holocausto animal

Loris em cativeiro | Foto: Holocausto animal

O declínio da vida selvagem no Vietnã é especialmente intenso. Por exemplo, em uma única reserva nacional remota, especialmente habitada pelo saola e outros animais raros, foram encontradas 23 mil armadilhas de arame baratas, mas com eficiência fatal, em 2015, o ano mais recente apurado. Dezenas de milhares dessas armadilhas são colocadas a cada ano, tão rápido quanto podem ser confiscadas.

Apesar dos levantamentos intensivos, não se observou a ocorrência de nenhum saola (passível de verificação) desde que uma foto foi tirada de um deles, seis anos atrás. O último rinoceronte foi morto por caçadores furtivos no Parque Nacional Cat Tien em 2010. Os tigres foram efetivamente caçados até não existirem mais. Apenas pequenas populações de ursos e elefantes se agarram em espaços verdes de selva pequenos e vulneráveis. Quase todas as várias espécies de primatas estão em risco de extinção.

Parte dessa carnificina acontece para alimentar a demanda nacional e internacional da medicina tradicional oriental no Vietnã e na vizinha China. Exemplos de um extenso catálogo de “remédios” incluem: pênis de tigre para impotência, bile de urso para câncer, chifre de rinoceronte para ressaca, bílis de loris (primata) para aliviar as graves infecções das vias aéreas que surgem da poluição do ar no Vietnã.

Loris na natureza | Foto: Science News

Loris na natureza | Foto: Science News

Mais motivos para o extermínio dos animais selvagens descobertos pelas pesquisas foi “a crescente demanda por carne silvestre em restaurantes urbanos, o que é uma questão de status”, disse Barney Long, diretor de conservação de espécies da ONG Global Wildlife Conservation.

“Este tipo de consumo não como a carne do mato onde os pobres estão caçando comida para sobreviver”, disse ele. “É um símbolo de status para levar funcionários de sua empresa ou colegas do governo para uma refeição da vida selvagem. E honestamente, isso acontece em uma escala que é incompreensível. Não estamos falando de uma ou duas espécies, mas comunidades inteiras de vida selvagem estão desaparecendo”.

Dessa forma as florestas do Vietnã com sua variedade biológica rara e preciosa perecem silenciosamente enquanto um genocídio animal se consolida exterminando espécies que muitas vezes jamais chegaremos a conhecer, vítimas indefesas da ganância, estupidez e maldades humana irrefreáveis.

Animais selvagens tidos como “fofinhos” estão sendo criados e vendidos pelo Instagram

Foto: RSCPA/Instagram

Foto: RSCPA/Instagram

Amimais selvagens nativos de florestas tropicais e desertos estão sendo criados e vendidos como animais domésticos, graças a fotos “fofinhas” que usuários do Instagram tem postado em seus feeds nas mídias sociais.

ONGS de proteção ao bem-estar animal têm alertado que animais exóticos como os petauros-do-açúcar (Petaurus breviceps) e os fenecos ou raposas-do-deserto (Vulpes zerda) não são animais de estimação, mesmo assim eles tem sido frequentemente criados em condições cruéis por indústrias de venda de animais conhecidas como “fábricas de filhotes”.

Os petauros-do-açúcar são marsupiais onívoros, parecidos com pequenos gambás, porém eles são capazes de planar por pequenas distancias, eles vivem originalmente nas florestas, tem o pelo cinza, nariz rosado e olhar ingênuo. Atualmente há centenas de milhares de posts mostrando-os como animais de estimação no Instagram.

E outros posts mostram fenecos, animais do deserto não domesticados que possuem orelhas enormes e pontiagudas e um rosto exótico, que passaram a ser vistos pelos usuários das mídias sociais como uma alternativa atraente em lugar de um cão ou um gato. Eles também são muito populares nas redes.

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Muitos sites permitem que se compre um desses animais instantaneamente, por apenas 150 libras (cerca de 700 reais), sem nenhuma educação ou informação sobre as criaturas. O Sunday Telegraph encontrou evidências on-line de petauros-do-açúcar vendidos em gaiolas apertadas e insalubres.

No entanto, a RSPCA e outros especialistas alertam que estes marsupiais não podem ser criados ou mantidos como animais domésticos, pois são selvagens e podem destruir casas e até mesmo morrer de estresse quando retirados de seu habitat natural.

Iris Ho, especialista sênior do Programa de Vida Selvagem e Política da Humane Society International, disse ao Sunday Telegraph: “A tendência de comprar animais que se tornaram virais no Intagram como fenecos e petardos-do-açucar é extremamente preocupante. Casas ou apartamentos não são ambientes adequados para esses animais selvagens.

“Comprá-los como animais de estimação também alimenta o comércio de vida selvagem, responsável por arrancar os animais da natureza ou reproduzi-los em escala para obter lucros, processo semelhante aos utilizados pelas cruéis fábricas de filhotes. Para cada feneco ou petardo comprado, muitos outros sofreram e morreram em trânsito, em instalações de criação ou por estresse e maus tratos quando capturados na natureza. O Instagram mostra uma foto “fofinha” cheia de filtros digitais, e não o tempo enorme, os esforços e recursos necessários para cuidar adequadamente desses animais, ou o sofrimento pelo qual eles passam quando mantidos como animais de estimação”.

*Petauros-do-açúcar são populares no Instagram*

O chefe de política da ONG Born Free, Mark Jones, acrescentou: “Os petauros-do-açucar podem ser encontrados em algumas regiões da Austrália, Nova Guiné e Indonésia. O transporte de animais vivos desses países para o comércio internacional pode resultar em sofrimento imenso e morte, portanto, ao comprar os animais que sobreviveram a todo esse horror, as pessoas estão contribuindo para o sofrimento de mais animais”.

“Os petauros-do-açúcar são noturnos e altamente sociais. É quase impossível proporcionar a eles um ambiente adequado ao mantê-los em uma casa como um animal de estimação, um mundo distante de seu habitat natural. Estes animais sofrerão consideravelmente como resultado e podem até morrer”.

Um porta-voz da RSPCA relatou que eles são frequentemente descartados depois que os tutores percebem que não podem atender às suas necessidades.

Foto: RSCPA/Instagram

Foto: RSCPA/Instagram

“Nós vemos esses tipos de animais dando entrada na RSPCA (no centro de acolhimento de animais) todos os dias por pessoas que os compraram sem saber ao certo o que eles eram ou quais suas necessidades específicas, movidos apenas por um fotografia no Instagram”.

Os petauros-do-açúcar vivem na Austrália, na Indonésia e na Papua Nova Guiné. Eles naturalmente passam suas vidas no alto das árvores, onde planam por 50m ou mais entre os galhos.

“As raposas feneco são nativas do norte da África, onde são adaptadas para viver em ambientes desérticos secos, se movimentando por grandes áreas e cavando tocas durante o dia para dormir com a família”, afirma o representante da RSPCA.

“Enquanto para alguns esses animais tem uma aparência “fofa”, nós encorajamos as famílias a apreciá-los como animais selvagens e belos, não como animais domésticos”, conclui ele.

Conforme orientação da ONG e se uma família realmente for dispõe do tempo e das finanças apropriadas, o ideal é adotar um cão ou gato. As ONGS, abrigos e feiras de adoção tem milhares de animais apenas esperando pela oportunidade de ganhar um novo lar.

Circos com animais selvagens são proibidos em Madri

Foto: Reuters/Valery Hache

Foto: Reuters/Valery Hache

Um circo com mais respeito pelos animais. A prefeitura de Madri (Espanha) votou na quarta-feira última (28) a proibição de circos com animais selvagens. O texto aprovado pelas autoridades eleitas altera uma portaria municipal sobre a proteção dos animais, segundo informações do jornal 20 Minutes.

O grupo de esquerda ao qual pertence também a prefeita, Manuela Carmen, Ahora Madrid (“Madri agora”), mais os socialistas e os representantes eleitos do partido Ciudadanos votaram a favor do texto. Os conservadores do Partido do Povo votaram contra.

Nove de dezessete distritos não permitem circo com animais

A capital espanhola segue o exemplo de muitas cidades no país que proibiram os circos de manter animais selvagens em cativeiro e usá-los em shows de entretenimento humano.

Os ativistas contra as touradas e pela causa animal são muito ativos na Espanha. Segundo a plataforma InfoCircos, que faz campanha contra os circos com animais selvagens, nove de 17 regiões já a proibiram essa prática e várias prefeituras seguiram o mesmo exemplo.

Manuela Carmen, ex-juíza e representante da esquerda, foi eleita em 2015 para chefiar Madri. Esta decisão vem apenas dois meses antes das eleições municipais, para as quais ela concorre a um segundo mandato.

Exemplos pelo mundo

O Garden Bros. Circus, um circo itinerante que se apresenta há mais de 100 anos, foi proibido de exibir performances com animais selvagens em sua passagem por Washington, nos EUA.

O departamento responsável pelo setor, DC Health, negou a permissão para apresentações com animais e os shows agendados só poderão prosseguir com apresentações humanas.

O circo já havia sido alvo de denúncias de crueldade com animais pela PETA, que alegou violência por parte dos funcionários do Garden Bros. contra elefantes e lhamas, além de não prover assistência veterinária para animais feridos.

Mais e mais pessoas estão boicotando qualquer entretenimento que envolva exploração animal, e essa mudança na opinião pública tem motivado muitos governos a agir.

No final do ano passado, o Havaí proibiu o uso de animais selvagens em circos, tornando-se o segundo estado americano a fazê-lo depois de Nova Jersey.

Em novembro, Portugal aprovou uma proibição semelhante. A lei aprovada pelo parlamento português impede que mais de mil animais diferentes, incluindo leões, avestruzes, camelos, pinguins, elefantes e rinocerontes sejam forçados a se apresentar.

Agência americana retrocede em política de venda de cavalos para sacrifício

Foto: WAN/Divulgação

Foto: WAN/Divulgação

A agência governamental americana, Bureau of Land Management (BLM, na sigla em inglês), revogou uma política imprudente que permitia a venda de cavalos e burros em território americano, e que poderia resultar em mais animais sendo vendidos para serem mortos no Canadá e no México.

Em maio, a BLM emitiu novas diretrizes na surdina visando aumentar o número de cavalos selvagens e burros protegidos pelo governo federal, que poderiam ser vendidos ao mesmo tempo, com supervisão mínima.

Segundo as novas diretrizes, 25 animais poderiam ser incluídos em uma única venda, sem tempo de espera entre as transações. Os compradores que pretendiam revender os animais para matá-los teriam a possibilidade de obter animais adicionais quase que imediatamente, sem perguntas.

Vários membros do congresso americano manifestaram intensa preocupação em relação às mudanças de política feitas pela BLM, citando a falta de transparência da agência e a aparente retirada do mandato de proteção (do congresso) para cavalos e burros selvagens.

Em uma carta bipartidária, a congressista Dina Titus (democrata) e o congressista Vern Buchanan (republicano) expressaram frustração ao perceber que a nova política de vendas da BLM removeu até mesmo as “salvaguardas mínimas postas em prática para evitar que cavalos e burros selvagens fossem adquiridos por compradores (com intenção de morte), transportados através de nossas fronteiras, e vendidos para consumo humano para nações estrangeiras”.

A Animal Welfare Institute (AWI, na sigla em inglês) trabalhou em conjunto com os legisladores no congresso para tratar do problema e intimou a BLM a reverter o curso de seu novo plano infeliz. Mais de 3 mil pessoas responderam a um alerta de ação, feito pela ONG, contrário às novas diretrizes.

Sob o governo Obama, a BLM endureceu sua política de vendas depois que o público soube que a agência havia inadvertidamente vendido 1.800 cavalos selvagens a um notório comprador (para morte) do Colorado. Nesta semana, a agência voltou atrás retornando à política mais prudente, que permite que um indivíduo compre no máximo quatro cavalos de uma só vez, com um período de espera de seis meses entre as transações.

“A política irresponsável da BLM teria rapidamente direcionado os cavalos selvagens protegidos pelo governo federal para o abatedouro, repetindo alguns dos erros mais notórios do órgão”, disse Joanna Grossman, PhD, gerente do programa eqüino do Animal Welfare Institute, em um comunicado.

“Recomendamos à BLM que restabeleça as salvaguardas destinadas a impedir que os compradores (para morte) obtenham ilegalmente os estimados cavalos selvagens de nossa nação”, concluiu ela.

Alerta: vida urbana aumenta risco de câncer em animais

Pesquisadores sugerem que os mesmos fatores que aumentam o risco de câncer em humanos, como luz, poluição química e sonora, alimentos ricos em açúcares e vírus também são responsáveis por aumentar o perigo para animais selvagens que vivem em cidades.

Luz, poluição química e sonora, alimentos ricos em açúcares e vírus são fatores podem estar aumentando o risco de câncer em animais selvagens que vivem em cidades como pássaros, esquilos, ratos, ratos e ouriços.

Liderados por Giradeau Mathieu, para o Proceedings B da Royal Society, os pesquisadores disseram: “As populações de animais selvagens podem ser comparadas a populações humanas pré-históricas, em que dados fósseis indicam uma baixa prevalência de câncer.

“Está claro que as características de um estilo de vida moderno e do ambiente de urbanização trouxeram consigo uma mudança na prevalência de câncer em humanos, mas até agora pouca atenção foi dada a mudanças similares em animais selvagens.

Segundo o Daily Mail, os autores escreveram que apenas recentemente foi indicado que as atividades humanas podem aumentar a taxa de câncer em populações selvagens.

Aves, esquilos, ratos e ouriços são alguns dos animais selvagens afetados das cidades poluídas, afirmam os cientistas.

A alimentação de animais, como esquilos, com pão – que não é uma parte natural de sua dieta – está levando à obesidade, embora precise de mais pesquisas para identificar a ligação, eles sugeriram.

A obesidade está ligada a 10% dos casos de câncer em humanos.

Os pesquisadores também disseram “sugerimos que turistas alimentando pequenos mamíferos, como os esquilos, em parques urbanos, são um bom ponto de partida para começar a procurar por ligações entre alimentos antropogênicos, obesidade e câncer na vida selvagem”.

Acredita-se que a poluição marítima esteja comprometendo o sistema imunológico das tartarugas marinhas e dos leões marinhos, tornando-os mais suscetíveis ao câncer.

Gatos domésticos que vivem em cidades são mais propensos a sofrer o equivalente felino da infecção pelo HIV, enfraquecendo seus sistemas imunológicos e isso os torna mais propensos ao câncer, afirmam os pesquisadores.

As cidades também podem levar à fragmentação do habitat, o que leva a uma maior endogamia das populações devido a barreiras como estradas.

A poluição luminosa já foi apontada com fator de risco para o aumento do câncer em seres humanos.

Conhecido como ALAN, a luz artificial durante a noite, também é susceptível de provocar câncer em animais. Os autores sugerem que mais pesquisas devem olhar para os efeitos da luz sobre as aves – como o aumento dos níveis hormonais, que devido à maior exposição à luz têm sido associados a maiores taxas de câncer.

Poluição no Reino Unido 

A poluição do ar no Reino Unido já foi rotulada como um “constrangimento nacional”.

Os números de 2017 mostraram que 37 das 43 zonas de qualidade do ar em todo o Reino Unido tinham níveis ilegais de poluição por dióxido de nitrogênio, o mesmo número do ano anterior.

Os níveis médios anuais do poluente dos gases do escapamento caíram na maioria dos lugares, segundo dados do governo e da lei ambiental que a ClientEarth revelou.

Mas os níveis ainda são mais do que o dobro do limite legal na Grande Londres e também acima do limite em áreas como Gales do Sul, West Midlands, Glasgow e Grande Manchester.

Brighton, Worthing e Littlehampton, em West Sussex – uma área declarada como legal no ano anterior – subiram para pouco abaixo do limite novamente, segundo as estatísticas.

O Reino Unido tem violado os limites de poluição da UE para dióxido de nitrogênio, muitos dos quais vêm de veículos a diesel, desde que as regras entraram em vigor desde 2010. As informações são do Daily Mail.

A poluição do ar causa cerca de 40.000 mortes prematuras por ano no Reino Unido e está ligada a problemas de saúde, desde doenças infantis até doenças cardíacas e até mesmo demência.

Poluição do ar no Brasil

A OMS, alertou ano passado que a poluição do ar é responsável por mais de 50 mil morte no Brasil a cada ano.

As partículas poluentes estão em toda parte e são produzidas pelo escapamento de veículos, usinas de energia e agricultura. As substância entram no corpo humano e animal através da respiração se liga aos pulmões provocando problemas respiratórios e aumentando o risco de câncer.

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Queimada no cerrado. Foto: José Cruz | ABr Agência Brasil

O novo levantamento da OMS indica que entre as cidades que monitoram os poluentes, Brasília foi a que registrou o nível mais alto (137 microgramas por metro cúbico), em 2013. Uma das possíveis explicações para esse número é a seca prolongada e as queimadas no Cerrado.

Em São Paulo, um hospital veterinário da Zona Sul de São Paulo, registra um aumento no número de atendimentos de 40% no outono e no inverno. “Eles têm as mesmas doenças respiratórias, bronquite, pneumonia, asma. Nessas épocas em que há muita poluição, ar muito seco, eles podem vir a sofrer, mesmo medicados”, diz o veterinário Mário Marcondes ao G1.