Homem surdo adota cão com surdez e ensina a ele a linguagem dos sinais

Foto: Instagram/nickandemerson

Foto: Instagram/nickandemerson

Nick Abbott é um homem de 31 anos que vive no estado do Maine (EUA) e que nasceu surdo. Um dia, navegando pela internet Nick estava olhando para a página do abrigo NFR Maine no Facebook, e um filhote que também nasceu surdo, chamou sua atenção imediatamente.

O filhote de cachorro, cujo nome é Emerson, estava sendo colocado para adoção através do programa de resgate do abrigo, e Nick sabia que se existisse um companheiro peludo para ele, Emerson seria esse amigo.

Nick entendeu que aquele animal havia lutado com os mesmos problemas biológicos que ele e seria um parceiro ideal de vida. Assim sendo ele tomou sua decisão.

Foto: Valuablestories

Foto: Valuablestories

Então, sem pensar duas vezes sobre o assunto, Nick rapidamente entrou em contato com o abrigo NFR e fez os arranjos necessários para adoção

Quando a equipe de resgate encontrou o filhotinho, ele estava vivendo como um cão abandonado nas ruas do Maine, andando com seus irmãos a procura de comida. Não apenas o pobre filhote começou a mostrar sinais de abatimento uma vez no abrigo, mas também desmaiou por causa de uma parvovirose, uma doença que afeta filhotes não vacinados e pode ser mortal se não for tratada imediatamente.

Foto: Valuablestories

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Depois de passar por esse obstáculo, porém, os funcionários do abrigo desanimaram quando perceberam que o filhote de 12 semanas de idade também era surdo. Eles se perguntaram se algum dia conseguiriam achar para o cão sem raça definida, uma família que o amaria e aceitaria.

Embora a equipe do abrigo estivesse começando a achar que encontrar a família perfeita para a Emerson poderia ser impossível, eles fariam o que pudessem por ele, a começar por compartilhar a história do filhote na página do abrigo no Facebook e encontrar uma família para ele.

Ainda bem que o abrigo não perdeu toda a esperança. Porque assim que carregaram suas fotos com legenda, descrevendo a jornada dele, Nick as viu e logo em seguida ligou para o abrigo.

Foto: Instagram/nickandemerson

Foto: Instagram/nickandemerson

Nick disse à sua mãe que queria conhecer Emerson o quanto antes, pois ele tinha a sensação de que eles haviam sido feitos um para o outro.

Ao entrar em contato com o abrigo ele contou também havia nascido surdo e sabia como era a luta diária que o cãozinho enfrentava.

Nick e sua mãe foram ao abrigo depois do telefonema para conhecer Emerson.

Sem saber o que esperar do filhote, Nick, sua mãe e toda a equipe do abrigo ficaram surpresos ao ver a rapidez com que Emerson parecia se relacionar com seu novo tutor.

Assim que Emerson pôs os olhos em Nick, foi como se ele soubesse que encontrara seu humano.

O filhote instantaneamente foi em direção a Nick e se deitou quietamente aos pés dele, e todos entenderam que os dois estavam destinados um ao outro.

Uma vez que Nick levou Emerson para casa e os dois estavam bem familiarizados, o tutor começou a incansável tarefa de ensinar o filhote a ler e a entender a linguagem dos sinais para que eles pudessem se comunicar um com o outro.

As lições se tornaram um testemunho da paciência e das habilidades de treinamento de Nick, e Emerson aprendeu o novo idioma mais rápido do que qualquer um previu.

O filhote atualmente já sabe um pouco dos sinais e responde a eles. Não só ele sabe latir quando Nick mexe o lóbulo de sua própria orelha, mas ele também conhece os sinais de vir, sentar e deitar-se.

Como qualquer um poderia ter adivinhado, esses dois rapidamente se tornaram ligados para a vida toda, agora que um finalmente encontrou o outro.

Compartilhar suas deficiências auditivas apenas ajudou a conectá-los ainda mais, à medida que ambos aprenderam um com o outro. Nick até fez uma conta no Instagram chamada “Nick e Emmerson”. Lá é possível se atualizar sobre tudo o que Nick chama de “dois meninos especiais” e suas aventuras.

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Macacos usam linguagem especialmente desenvolvida para avisar uns aos outros da presença de drones

Macacos-verdes da África Ocidental | Foto: Daily Mail/Reprodução

Macacos-verdes da África Ocidental | Foto: Daily Mail/Reprodução

Cientistas descobriram que os macacos tenham desenvolvido uma linguagem em seus cérebros para criar um alerta para drones artificiais.

Na natureza, os macacos-verdes da África Ocidental têm duas chamadas de aviso próprias, para cobras e leopardos.

Quando eles ouvem a chamada de advertência da cobra, eles ficam imóveis, parados sobre suas pernas para evitar serem mordidos, enquanto que a chamada de alerta do leopardo os faz escalar uma árvore para que eles não sejam pegos.

No entanto, os macacos têm espontaneamente uma terceira chamada, para os drones, apesar de nunca os terem visto antes.



Os macacos-verdes não têm um chamado específico para alertar sobre os predadores aéreos porque não se pensa que as aves de rapina os ataquem.

Mas o chamado que eles criaram para os drones é surpreendentemente parecido com o som de alerta usado pelos macacos-vervet, quando eles estão sob ameaça de ataque de águias.

Os cientistas dizem que isso mostra que a linguagem primitiva é “hard-wired” (especialmente desenvolvida) em cérebros de macacos, disponível para ser usada assim que eles precisarem.

A professora Julia Fischer, autora sênior do estudo do Centro Alemão de Primatas, disse: “Os animais rapidamente aprenderam o que significam os sons antes desconhecidos e lembravam essas informações, fazendo conexões”.

“Isso mostra sua capacidade de aprendizagem auditiva”. Pesquisadores soltaram drones voadores para observar macacos-verdes da África Ocidental que vivem no Senegal, a uma altura de 60 metros, ou quase 200 pés.

Enquanto os drones circulavam acima deles, os animais produziam sons de alerta, escaneando o céu e correndo para se proteger, assim como macacos-vervet quando as águias estão no alto.

Incrivelmente, depois de ouvir um drone no céu apenas uma a três vezes, os macacos lembraram-se da ameaça quase três semanas depois.

Quando os pesquisadores colocaram o som gravado do zumbido de um drone, próximo a cinco macacos-verdes, 19 dias depois em média, quatro olharam para o céu para tentar encontrar o drone. Três dos cinco fugiram com medo.

Macacos-verdes da África Ocidental | Foto: Daily Mail/Reprodução

Macacos-verdes da África Ocidental | Foto: Daily Mail/Reprodução

O mesmo resultado não foi visto para sons semelhantes tocados próximos dos macacos, incluindo abelhas zumbindo, cigarras de alta frequência e geradores.

Isso pode explicar por que os macacos que nascem em zoos, e não crescem com outros de sua espécie, ainda podem produzir os sons típicos de suas espécies.

Os macacos, vistos com drones, têm uma capacidade inerente de produzir sons que nunca ouviram antes em situações em que eles são necessárias.

O estudo, publicado na revista Nature Ecology & Evolution, comparou as advertências dos macacos-verdes da África Ocidental com os macacos-vervet da África Oriental, geralmente encontrados no Quênia, Botswana e África do Sul.

Os pesquisadores descobriram que os alarmes dos drones feitos pelos macacos podiam ser facilmente reconhecidos, soando totalmente diferentes dos sons que os macacos-verdes faziam quando confrontados com predadores no chão, como leopardos e leões, ou pitons e outras cobras venenosas.

A chamada do “predador aéreo” foi corretamente identificada pelos cientistas até 95% do tempo.

O estudo conclui: “Em resposta ao drone, os animais produziram sons e avisos claramente discerníveis e um número de macacos correu para se esconder e se proteger.

“Além disso, percebemos que os animais detectaram rapidamente o som do drone e começaram a dar uma olhada antes mesmo de o drone se tornar visível”.

Cadela resgatada com sinais de estupro é adotada em Cabreúva (SP)

A cadela que foi encontrada com sinais de estupro em Cabreúva (SP) foi adotada na segunda-feira (22). Ela foi socorrida pela Guarda Municipal e por ativistas pelos direitos animais.

Após cirurgia, cadela se recupera (Foto: Milton Cezar/Arquivo pessoal)

O novo tutor da cadela é o dentista Milton Cezar Marques. Ele soube da história dela pelas redes sociais. Além de ganhar uma família, ela recebeu um novo nome:  Ceicy.

“Depois de tanta dor e sofrimento, ela vai ter um final digno de conto de fadas. Finalmente, um final feliz”, comemora o novo tutor, que tem outra cadela em casa, a Zara. As informações são do G1.

Ceicy foi submetida a uma cirurgia de reconstrução da região vaginal, o que permitiu que ela voltasse a urinar. A operação foi feita na clínica da veterinária voluntária Tamyres Novack, que participou do resgate.

Na nova casa, Ceicy ganhou um quarto, que dividirá com Zara, uma cama, e potes de água e comida. “Agora ela está com uma família que a ama e vai dar tudo o que ela precisa”, diz o dentista. “Tenho 43 anos e não tive filhos biológicos, mas os meus filhos de verdade são os meus animais. É para eles que eu faço tudo”, completa, emocionado.

Cadela foi adotada por dentista (Foto: Milton Cezar/Arquivo pessoal)

Segundo a veterinária, a cadela reagiu bem à cirurgia e ficou em observação por aproximadamente três dias. Ela usará uma sonda até conseguir voltar a urinar.

Um boletim de ocorrência sobre o caso será registrado na Polícia Civil.

A veterinária acredita que a cadela tenha sido violentada por bastante tempo, já que os ferimentos que possuía estavam inflamados.

“Para se ter ideia, ela não tinha mais o canal por onde sai a urina. Por isso, a bexiga dela estava quase estourando. Ela estava com muita dor”, conta.”Pode ser que o ferimento tenha sido por algum objeto, mas eu ainda acredito que o estupro tenha sido causado pelo órgão sexual de um homem adulto”, diz a profissional.

Cadela ganhou cama ao lado da companheira Zara (Foto: Milton Cezar/Arquivo pessoal)

Gatos são encontrados mortos com sinais de envenenamento em Goiânia (GO)

Três gatos abandonados foram encontrados mortos com sinais de envenenamento em uma mesma quadra no Conjunto Vera Cruz, em Goiânia (GO), em um período de quatro dias. Dois foram encontrados no domingo (21) e outro na última quinta-feira.

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

O bombeiro militar Jairo Alves Neves, que mora no bairro e cuida de animais abandonados, afirmou que os gatos foram encontrados com sinais de intoxicação. “Estavam com muita baba em volta da boca. Tem alguém envenenando eles”, afirmou ao G1.

Há muitos moradores na região que se incomodavam com os cerca de 20 gatos e seis cães abandonados que vivem no local, segundo o bombeiro. “Tem muitos moradores que se incomodam com a presença deles por causa do barulho e da bagunça que fazem. Os gatos entram nas casas, sobem em cima dos carros”, disse.

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Neves acredita que os próprios moradores da região abandonam os animais, principalmente os cachorros. “Quanto mais moradores novos no setor, mais gatos e cachorros abandonados aparecem por aqui. Não sei se é coincidência, mas acredito que não”, disse.

O bombeiro também encontrou dois cachorros abandonados com baba escorrendo pela boca, vômito e sem forças para ficar em pé. Levados ao veterinário, a suspeita de envenenamento foi confirmada. Como foram socorridos a tempo, eles sobreviveram.

O bombeiro acredita que os cães não morreram devido a um antitóxico que ele mesmo deu aos animais quando percebeu que eles estavam passando mal. Os gatos, no entanto, já foram encontrados mortos.

Gato com sinais de espancamento é abandonado com fraturas em mata

Um filhote de gato foi resgatado na sexta-feira (22) após ser encontrado com sinais de espancamento. O animal havia sido abandonado para morrer em uma caixa em uma área de mata na Lagoa dos Patos, na Marginal da Anhanguera, em Jundiaí, no interior de São Paulo.

Foto: Simone Regina dos Santos/Arquivo Pessoal

Uma mulher que fazia caminhada no local encontrou o filhote e avisou Simone Regina dos Santos, que fez o resgate. Ela acredita que o gato estava abandonado no local desde quarta-feira (20). As informações são do portal G1.

“Isso acaba comigo porque eu me coloco no lugar do animal. Imagina você no meio do nada, sem andar, com dor, com frio e fome! Por que fazer isso? Eles são iguais a nós”, lamenta.

Levado a uma clínica veterinária, o gato foi diagnosticado com fraturas em duas patas e na bacia. A ativista explica que o animal é uma provável vítima de espancamento e está muito ferido.

Foto: Simone Regina dos Santos/Arquivo Pessoal

Devido à gravidade do quadro de saúde do filhote, o tratamento veterinário dele deve ficar em torno de R$ 3 mil. Para pagar a dívida, Simon pede doações, que podem ser feitas diretamente na pet shop em que o animal está internado, no Jardim Sana Gertrudes, em Jundiaí. A ativista já procura também um novo lar para o gato.

Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, é crime de acordo com o Art. 32 da Lei 9605/98, de Crimes Ambientais. A pena é de detenção, de três meses a um ano, e multa. Casos de maus-tratos podem ser denunciados pelo número 156.