Mais de 10 animais são encontrados mortos em lixo de mercado em João Pessoa (PB)

Pelo menos 12 animais, entre cachorros e gatos, foram encontrados mortos no último sábado (3) dentro de um lixo no Mercado da Torre, em João Pessoa (PB). Dentre eles está uma cadela que amamentava oito filhotes, que agora ficaram abandonados, sem a mãe para cuidar deles. A suspeita é que as mortes tenham sido causadas por envenenamento.

Local onde o lixo é descartado e no qual os animais foram encontrados mortos (Foto: Reprodução / Redes sociais / Portal Correio)

O presidente da Comissão de Direito e Bem-estar Animal da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Francisco Garcia, usou as redes sociais para denunciar o caso.

Garcia criticou também o descarte irregular de lixo no mercado. “É um crime ambiental duplo. Além da morte dos animais, a forma como o lixo é acondicionado aqui”, disse Garcia ao Portal Correio.

Comovidos com a situação, moradores da região, ambulantes e comerciantes se uniram para ajudar os filhotes órfãos.

Filhotes ficaram órfãos em João Pessoa (Foto: Reprodução / Redes sociais / Portal Correio)

A Polícia Militar Ambiental afirmou que a competência para investigar o caso é da Delegacia de Crimes Ambientais, que não atendeu ao contato da reportagem para falar sobre o caso. A Autarquia Municipal Especial de Limpeza Urbana (Emlur), em João Pessoa, também não se pronunciou até o fechamento da matéria.

A perícia criminal esteve no mercado para executar os trabalhos necessários.

Mulher usa seringa para dar leite a filhote de cachorro após a mãe dele ser encontrada morta (Foto: Reprodução / Redes sociais / Portal Correio)


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Animais são encontrados mortos com sinais de envenenamento em São Luís (MA)

Dezoito animais, entre cães e gatos, foram encontrados mortos nas últimas duas semanas em São Luís, no Maranhão. Moradores de três bairros da cidade encontraram pacotes de veneno que foram jogados nos quintais de suas casas com o objetivo de envenenar os animais.

No bairro João Paulo, 17 gatos que viviam em uma mesma casa foram mortos. Foi encontrado veneno também nos bairros Renascença I e Planalto Vinhais II. As informações são do portal O Imparcial.

(Foto: Divulgação / Imagem Ilustrativa)

“Não tem como resolver, pois já perdi minha cadela. Mas quero descobrir quem está fazendo isso”, afirmou a esteticista Amanda Matias, do Renascença I. O animal foi envenenado e uma ocorrência foi registrada em uma delegacia. Segundo ela, os responsáveis pelo ato cruel não foram seus vizinhos, pois eles estavam viajando.

“Uma coisa dessa não tem como descrever. Tenho 10 cachorros, agora 9. Participo de várias ONGs e é triste”, desabafou a esteticista. “Sinceramente, acho que foram pessoas que não gostam de animal, que querem exterminar. Principalmente nesses lugares que ajudamos, o que mais vemos é isto: gente perversa, que faz isso só para maltratar o animal. Sem nenhuma razão aparente”, completou.

A advogada Larissa dos Santos encontrou seis pacotes de veneno abertos e espalhados em seu quintal. O gato dela, no entanto, não chegou a ingerir a substância.

“Peguei o Simba [nome do gato] e saí correndo, gritando e chorando”, relatou Larissa, que registrou um boletim de ocorrência para denunciar a tentativa de envenenamento.  “Se ele tivesse lambido, ele já tinha morrido. Eu vi porque acordei cedo. E se eu tivesse uma criança em casa?”, questionou.

De acordo com a advogada Camilla Maia, membro do Núcleo de Defesa dos Animais da OAB, a orientação nestes casos é levar o corpo do animal a um hospital veterinário para que a causa da morte por envenenamento seja comprovada e, em seguida, registrar o crime na Delegacia do Meio Ambiente (DEMA), na região do Calhau.

“Já foi comprovado que pessoas que cometem maus-tratos com animais tem potencial de fazer isso com seres humanos”, alegou a advogada.

De acordo com a Polícia Civil, casos que envolvam morte de animais são encaminhados à DEMA para investigação.


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Sobe para 30 número de animais mortos com sinais de envenenamento em MT

Subiu para 30 o número de animais mortos com sinais de envenenamento em Alta Floresta, no Mato Grosso. Um cachorro foi encontrado morto na segunda-feira (28) e outros dois na terça-feira (29). As mortes começaram a ser registradas no dia 10 de janeiro.

(Foto: Pixabay / Imagem Ilustrativa)

De acordo com os tutores dos animais, eles não tinham sintomas de doença e, enquanto agonizavam, apresentavam convulsões e uma baba espessa de cor branca saía pela boca. As informações são do portal G1.

Foram confirmadas as mortes de 29 cachorros e de um gato. Porém, o presidente de um grupo de proteção animal, Leir Ribeiro, afirma que o número de animais mortos pode chegar a 40.

“A maioria dos moradores nos informam sobre as mortes e nós vamos até o local para registrar. Mas, apesar disso, muitos não chegam ao nosso conhecimento e nem da polícia, apenas ouvimos a população comentando”, disse Ribeiro.

Um dos cachorros encontrados mortos na terça-feira estava no quintal de casa. O outro morreu na calçada da Avenida Mato Grosso, nas proximidades do bairro Cidade Alta. As outras mortes ocorreram nos bairros Jardim das Flores, Jardim Guaraná, Setor Industrial, Setor D e Jardim das Araras.

“Um deles ingeriu algum alimento e morreu ainda na casa onde mora. Já o outro era da mesma casa, mas ele saiu para a rua, caminhou um pouco e morreu na calçada”, disse o presidente do grupo.

Amostras foram coletadas para exames (Foto: ONG Amamos Animais/ Divulgação)

Um pacote de carne foi encontrado no portão de uma casa por moradores do bairro Jardim das Flores. O produto foi encaminhado à polícia para análise. A tutora de um dos cães encontrados mortos afirmou também ter encontrado uma isca para matar animais no quintal de casa.

Um dos cães mortos no domingo (27) foi encaminhado a uma clínica veterinária, onde teve os órgãos retirados para que um laudo técnico seja feito para confirmar a causa da morte.

O caso é investigado pela Polícia Civil, que aguarda o resultado das perícias. Nenhum suspeito de cometer os crimes foi identificado até o momento.