Após morte de baterista do RPM, animais deixados pelo músico serão doados

Após a morte do baterista Paulo Pagni, o P.A. da banda RPM, os animais deixados por ele serão doados. A ideia de disponibilizar os cães para adoção teve o consentimento de uma tia do músico. Os animais viveram com P.A. em um sítio em Araçariguama (SP).

Foto: Carlos Dias/G1

O advogado pessoal do baterista, Denis Pedro Carvalho, contou que Paulo Pagni gostava de animais e que seu último pedido foi para que o sítio fosse transformado em um santuário após a morte dele. A ideia está sendo avaliada. As informações são do portal G1.

Os quatro cães e o papagaio que viviam com o músico passaram a ser cuidados por um vizinho após a morte dele. A ave ficará com a família da dona de casa Cleusa Maria da Silva, que mora ao lado da propriedade onde o baterista viveu seus últimos 15 anos. Dois dos cachorros também já encontraram um adotante.

A propriedade onde P.A. viveu tem estilo chalé, com cerca de mil metros quadrados e é cercada por mata. O músico morreu aos 61 anos no Hospital São Camilo, em Salto (SP), por complicações respiratórias.

Foto: Arquivo pessoal

Foto: Carlos Dias/G1


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Cães que passaram a vida toda acorrentados buscam adotantes em MG

A operação para reprimir maus-tratos a cães em abrigo particular na zona rural de Sabará (MG), de propriedade de um policial civil do Estado de Minas Gerais, teve sua segunda etapa na tarde de ontem, 16 de julho, quando foram retirados 13 animais.

Foto: Divulgação

Médicos veterinários da UFMG e do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), apoiadores do MPMG, protetores de animais das ONGs Lobo Alfa e RockBicho e policiais militares do Meio Ambiente e policiais civis da Corregedoria da instituição integraram a operação desta terça-feira e encaminharam 13 animais para o Hospital Veterinário da FEAD.

Na primeira etapa, no dia 11 de julho, três cães em estado mais grave foram encaminhados para atendimento veterinário e seguem internados no Hospital Veterinário da UFMG.

Em geral, os animais estão muito magros, subnutridos, com alimentação inadequada , comendo suas próprias fezes, têm lesões de pele (feridas e cicatrizes) em várias partes do corpo, incluindo feridas recentes com sangramento e infecção; têm lesões oculares, estão acorrentados, o que impede movimentação porque são coleiras muito grossas e correntes muito pesadas, levando a lesões no pescoço devido à condição de aprisionamento; animais com comportamento de extremo medo frente às pessoas e, apesar do medo, buscam interagir e demandam carinho;
apresentam comportamento e vocalização que indicam sofrimento físico e emocional, recebem alimento totalmente inadequado e têm água suja; estão em local úmido, frio e, como estão acorrentados, não conseguem buscar local para se aquecer e manter uma temperatura corporal compatível com a vida. Há também animais em locais com muito sol, sofrendo estresse térmico.

“O que vimos lá no sítio é muito mais que crueldade. São vítimas de extrema covardia. Arrancaram a alma daqueles animais ao confiná-los com uma corrente de 12kg, 24 horas por dia, a vida inteira, desde que nasceram, sofrendo fome, frio, calor e com doenças. Mesmo assim são dóceis com humanos, nos pedem carinho e querem nos abraçar o tempo todo! É a pior situação que eu vi nos últimos anos”, relatou uma das protetoras integrantes da ação.

A retirada dos animais, que são mestiços de pit bulls dóceis, será gradual porque ainda não há para onde levar todos. Contudo, o autor firmou termo de compromisso com o MP para melhorar as condições dos animais que ainda estão no local até sua efetiva retirada.

“À medida em que formos conseguindo lares ou adotantes eles vão sendo retirados do sítio. Os custos com internações e manutenção desses 47 cães são altos e ainda não há fontes de custeio”, destacou Anelisa Ribeiro Cardoso, promotora de Justiça Cooperadora da Coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna do MPMG.

Para que as ações tenham êxito é urgente que surjam adotantes ou pessoas que possam dar lares temporários
e também ração de boa qualidade para alimentar os que ficaram no sítio.

Interessados em adotar ou dar lar temporário devem enviar e-mail para cedef@mpmg.mp.br ou ligar para o telefone 3330-9911. Quem puder doar ração favor entregar na sede do Conselho Regional de Medicina Veterinária de MG na rua Platina, 189 – Prado e também nas unidades do Colégio Arnaldo:

  • Unidade Anchieta
    3524-5200
    Rua Vitório Marçola, 360 Anchieta – BH
  • Unidade Funcionários
    3524-5000
    Praça João Pessoa, 200 – BH

Entenda o caso

A primeira ação, no dia 11 de julho, foi organizada pela 2ª Promotoria de Justiça de Sabará, com o apoio da Coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna (Cedef), do Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais (Nucrim) e da Central de Apoio Técnico (Ceat) do MPMG.

A operação contou com o apoio da Polícia Militar de Meio Ambiente e da Corregedoria da Polícia Civil, uma vez que o investigado é policial civil. Para a ação, que cumpriu mandados de busca e apreensão autorizados pela Vara Criminal de Sabará, foram mobilizados 40 policiais civis e militares, duas promotoras de Justiça, quatro médicos veterinários do MPMG e três da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), além de quatro auxiliares de veterinária.

O investigado, um policial civil, compareceu ao MPMG, prestou declarações e assinou Termo de Ajustamento de Conduta preliminar por meio do qual se obrigou a adotar medidas emergenciais, sob a orientação de médico veterinário, para assegurar o bem-estar dos cães. Ele ainda se comprometeu a entregar os cães para adotantes indicados pelo Ministério Público.

A apuração dos fatos se deu através de procedimento Investigatório Criminal do MPMG, que teve início em 14 de novembro de 2018.


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Muro de sítio cai em comunidade e jacarés que viviam no local fogem no RJ

O muro de um sítio na Favela do Rola, em Santa Cruz, no Rio de Janeiro, no qual viviam jacarés, caiu devido às fortes chuvas que atingiram a cidade, permitindo que os animais fugissem, conforme relatos de moradores confirmados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Ruas de Santa Cruz estão alagadas com jacarés soltos Foto: Reprodução

“A Seconserma informa que a Central 1746 recebeu essa solicitação e foi registrada como queda de muro e encaminhada para a Defesa Civil. Quanto à fuga dos jacarés, a equipe da Patrulha Ambiental já foi acionada para incluir a demanda do pedido de resgate dos animais na programação do dia”, informou a pasta.

Localizado na rua Ibicoara, em uma área conhecida como Rola I, o sítio está localizado em um dos bairros mais atingidos pela chuva. As informações são do portal G1.

“Eu vi que desabou o muro de lá. Duas pessoas já acharam os jacarés na porta de casa”, escreveu um internauta nas redes sociais.

De acordo com moradores da região, no sítio mora um homem cadeirante que há muitos anos cria jacarés e capivaras no local.

Nas proximidades do sítio, Leandro Ramos Pereira, de 40 anos, morreu eletrocutado. Ele foi uma das 10 vítimas confirmadas até o momento. Além das pessoas, muitos animais também morreram e uma cadela está desaparecida na Zona Sul.

No bairro Santa Cruz, os seguintes locais estão recebendo doações: a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a Igreja do Evangelho Quadrangular, a empresa Top Rio, a loja Blessed Modas, a Escola Municipal Professora Zélia Carolina da Silva Pinho, a Paróquia São Benedito, a Igreja Metodista Wesleyana, a Catedral das Assembleias de Deus de Areia Branca e a Barbearia Granada.

Cão e porco que vivem juntos em sítio se tornam amigos inseparáveis

Um porco e um cachorro que vivem em um sítio na cidade de Cândido Rodrigues, no interior de São Paulo, tornaram-se amigos inseparáveis. Pig e Lobo, considerados filhos pela tutora, a agricultora Elvira Aparecida Franciosi, tomam banho com sabonete hidratante, só comem arroz feito na hora e dormem em um quarto com ar-condicionado.

Foto: Elvira Franciosi/Arquivo Pessoal

“O cachorro dorme do lado esquerdo e o porco do lado direito da minha cama. Quando eu dou uma tossida, o Pig levanta e vem me perguntar se está tudo bem. Ele faz ‘ronc, ronc’. Ele é lindo. Não é só porque é meu, não. Ele é lindo”, diz Elvira.

Apaixonada pelos animais, a tutora registra todos os momentos deles. Um vídeo feito por ela mostra o cachorro tentando colocar a própria coleira no porco após a agricultora chamá-los para passear pelo sítio. As informações são do portal G1.

“Eles são meus amores, são os filhos que eu não tive”, afirma Elvira, que é viúva há 15 anos. “Quando eu abro a porta e os dois se encontram, o Pig faz ‘ronc, ronc’, conversando com o Lobo. Eles são muito, mas muito unidos”, completa.

Foto: Elvira Franciosi/Arquivo Pessoal

Lobo chegou à casa de Elvira há dois anos, quando era filhote. Pig veio um anos depois. Segundo a tutora, a mãe do porco estava matando os filhotes. Para salvar o leitão, Elvira o adotou.

“Eu vou para a fazenda, vão o cachorro e o porco. Eu venho da fazenda, vem cachorro e vem porco. Eu levo os dois de carro. Eu ponho o colchão na minha picape, sobe o porco. Eu falo ‘vamos passear, Pig?’, ele faz ‘ronc, ronc’. Ele não faz sujeira”, conta.

A tutora prepara comida caseira para os animais. Os alimentos são preparados especialmente para eles, sem sal para evitar problemas de saúde. “A panela do Pig é lavada, areada, bonitinha, como se fosse para mim”, diz a agricultora. “Eles tomam café, comem de manhã. Ao meio-dia, dou comida de novo. À tarde, dou comida de novo. É todo dia comidinha fresca. O cachorro não come comida requentada. Ele sabe quando é requentado. Fresquinho e, de preferência, quente ainda. São enjoados”, acrescenta.

Responsável por administrar as finanças da família, Elvira deixa Pig e Lobo no quarto, com ar-condicionado ligado, quando ela vai, durante a tarde, ao escritório para cuidar dos negócios. No entanto, antes de ir dormir no quarto, o porco, que é acostumado a brincar na lama, toma um banho.

Foto: Elvira Franciosi/Arquivo Pessoal

“Eu enfrento uma guerra com meu neto por causa do porco e do cachorro. Ele fala que tenho problema de cabeça. Onde já se viu ter um porco como bichinho de estimação? Mas pode falar o que quiser. Estou dentro da minha casa e faço o que quiser”, brinca.

No pátio, os dois animais se divertem, brincam com uma bola furada, correm pelo gramado e, segundo Elvira, Pig só para de brincar para encontrar uma porca que vive na propriedade vizinha

No entanto, Lobo e Pig não são os únicos animais tutelados pela agricultora. Há três meses, Elvira adotou Bolinha, um porco que não foi aceito pela mãe em uma fazenda. O cachorro, segundo a tutora, tem ciúmes do mais novo integrante da família.

Foto: Elvira Franciosi/Arquivo Pessoal

“Se arrumasse alguém que cuidasse do Bolinha, eu doava. Agora, o Pig e o Lobo não desfaço de maneira nenhuma”, diz Elvira. “Sempre fui uma pessoa estourada. Para xingar uma pessoa, dar um soco na cara, era a coisa mais fácil do mundo. Hoje, virei uma banana por causa dos animais”, afirma.

A agricultora conta que convive com animais desde a infância, quando morava no sítio do pai, e que já trabalhou em um matadouro. Depois que adotou Pig e Lobo, porém, a relação dela com os animais mudou. Hoje, ela se considera mais protetora.

“Sempre matei vaca, porco, carneiro. Matei tudo quanto é animal. Hoje, não mato nem uma minhoca. Não consigo mais, por causa deles. Por exemplo: ‘ah, tem uma cobra aqui’. Não é a cobra que está invadindo, é você que invadiu o que é dela”, finaliza.

Onça-parda é flagrada em árvore em sítio de Itaju

Uma onça-parda chamou a atenção dos moradores de um sítio na área rural de Itaju (SP), próximo ao Rio Tietê, nesta sexta-feira (18).

Onça estava encima de árvore em Itaju — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Um vídeo feito pelos bombeiros, mostra o animal encima de uma árvore.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para capturar a onça, mas quando tentaram capturá-la, o animal pulou da árvore em direção ao rio e não foi mais avistada no meio da vegetação. As pessoas que ali estavam foram orientadas a respeito.

Fonte: G1