Mais de 500 animais são beneficiados por projeto que distribui ração e vacinas

O projeto Cão sem Fome, criado pela empreendedora Glaucia Lombardi, de 49 anos, garante ração e vacinas, entre outras doações, para mais de 500 animais.

Mais de 500 cachorros recebem ajuda mensalmente (Foto: Reprodução / Pequenas Empresas Grandes Negócios)

A iniciativa foi criada após a empreendedora tomar conhecimento sobre o trabalho dos protetores de animais, que resgatam cachorros e gatos abandonados. O objetivo dela, ao criar a Cão sem Fome, foi de ajudar os animais mantidos por esses protetores.

“São pessoas de diferentes áreas que cuidam dos animais com recursos próprios”, afirma, em entrevista ao portal Pequenas Empresas Grandes Negócios.

Autora de livros infantis desde 1996, Glaucia manteve o projeto com recursos próprios por sete anos. No entanto, quando a demanda passou a aumentar, ela viu a necessidade de captar recursos. “A Cão sem Fome se tornou mais do que um trabalho social. Hoje, é uma empresa”, diz. O projeto recebe e repassa, mensalmente, entre duas e quatro toneladas de ração.

Com o alto número de animais abandonados – mais de 2 milhões na Região Metropolitana de São Paulo -, a empresa também realiza feiras de adoção para encontrar novos lares para aqueles que já foram retirados das ruas, colaborando com a redução do abandono.

Glaucia criou o projeto Cão sem Fome para ajudar protetores de animais (Foto: Reprodução / Pequenas Empresas Grandes Negócios)

A empresa também fiscaliza se as doações estão sendo usadas de maneira correta. “Fazemos a ponte entre quem precisa de ajuda e quem quer ajudar, mas não sabe como”, diz. “Nós identificamos a necessidade de ajuda e vamos atrás dos recursos, de acordo com o que o protetor precisa”, completa.

Atualmente, a Cão sem Fome conta com 12 voluntários fixos, entre advogados, médicos veterinários, captadores de recursos e outros. Voluntários pontuais também integram o grupo durante as feiras de adoção.

O projeto atende três protetores mensalmente e outros 20 quando é preciso. “Faltam recursos e sobram necessidades”, afirma.

A falta de políticas públicas e a dificuldade na captação de recursos são, segundo Glaucia, os principais desafios para quem atua na área do empreendedorismo social. “As vezes parece que estamos enxugando gelo”, diz.

Toneladas de ração são distribuídas por mês pelo projeto (Foto: Reprodução / Pequenas Empresas Grandes Negócios)

“Empreendedorismo social é engajamento”, conta. “Se a pessoa doa dinheiro para comprar remédio, avisamos desde quando ele é comprado até o momento em que o animal melhora ou morre. É uma forma de materializar as doações”, completa.

Ração e medicamentos são comprados pela empresa em atacado e os atendimentos veterinários são feitos no local onde vivem os animais, em sistema de mutirão.

Para se manter, o projeto busca também parcerias com empresas de dentro e fora da área. “Muita gente gosta de animais e a questão do abandono envolve toda a sociedade”, conclui.


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Evento em prol de animais abandonados com comida vegana será realizado no domingo em Campinas (SP)

A 9ª edição do Cantar Faz Bem Pra Cachorro será realizada no próximo domingo (21), a partir das 13 horas, no bar Vila Bambu, em Campinas, no interior de São Paulo. O evento, que tem sido um sucesso, contará com comida vegana e música ao vivo. Os recursos arrecadados serão usados integralmente para cuidados oferecidos a animais em situação de rua ou resgatados do abandono e de maus-tratos.

Foto: Divulgação

“Temos um carinho muito grande por esse evento, organizado por pessoas do bem e que amam os bichinhos! Toda a renda do evento é destinada para a causa animal”, afirmou a cantora e protetora de animais Ana Cavalcanti, uma das organizadoras do evento.

No dia, as pessoas poderão se deliciar com feijoada e yakisoba veganos. Esses dois pratos poderão ser consumidos à vontade por um valor de R$ 25. Doces e salgados sem crueldade animal serão vendidos separadamente, assim como as bebidas – sucos, refrigerantes, cervejas e água.

Além do valor do yakisoba e da feijoada, será cobrado R$ 10 de couvert artístico. Esse valor também será doado para a causa animal, já que todos os cantores e músicos que participarão do evento irão expor seu trabalho de maneira voluntária.

O Vila Bambu, onde o Cantar Faz Bem Pra Cachorro será realizado, está localizado na rua Eleutério Rodrigues, 308, bairro Vila Nova, próximo ao bairro Taquaral, em Campinas (SP). O evento é pet friendly – isso é, seu cachorro pode te acompanhar para fazer da sua tarde ainda mais agradável.

O bar não aceita cartões para pagamento. Os gastos devem, portanto, ser pagos com dinheiro ou por meio de transferência bancária e cheque.

Serviço:

Cantar Faz Bem Pra Cachorro
Dia: 21/07 – domingo
Horário: a partir das 13 horas
Endereço: Vila Bambu – rua Eleutério Rodrigues, 308, bairro Vila Nova, Campinas (SP)


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Projeto usa materiais recicláveis para fabricar casinhas para animais abandonados

O projeto Casinhas Azuis, criado em Cachoeirinha (RS) pelo eletricista Felipe Hilário Meireles, de 50 anos, está dando mais conforto e proteção aos animais abandonados. Através dele, casinhas feitas com material reciclável são oferecidas aos animais, que podem se proteger do frio e da chuva, além de dormir de maneira mais confortável.

Foto: Arquivo pessoal

Mais de 200 casinhas já foram distribuídas desde setembro de 2018, quando o projeto teve início. Para a fabricação e distribuição, Meireles conta com a ajuda de voluntários. As informações são do G1.

O projeto começou quando uma professora de uma escola estadual entrou em contato com um amigo de Meireles contando que muitos cães comunitários viviam no colégio e que um deles não tinha uma casa para dormir.

“Meu amigo perguntou se eu conseguiria fazer uma casinha. Como eu entendo de marcenaria, fui em um ecoponto, peguei materiais recicláveis, fizemos a casinha, levamos, e ela postou a foto no Facebook. Começou ali, a gente fazia a casinha para uma protetora, para outra. Na verdade, elas gastam muito com ração, com a castração de animais, vacinas, enfim, e eu fui vendo a necessidade dessas protetoras. Tem umas que deixam de se alimentar para ajudar os animais”, conta.

Atualmente, existem 320 protetores de animais na cidade, segundo o eletricista. Em todo o estado do Rio Grande do Sul, são 1,8 mil pessoas. Unidas, elas castram, alimentam e medicam animais abandonados, além de disponibilizá-los para adoção.

“Nós construímos as casinhas, outro grupo de protetores castram os animais, outros desverminam, dão as vacinas. Outros grupos fazem feiras de doações. Nosso foco é tirar esses animais da rua, para que tenham um lar, tenham carinho”, afirma. “Uma casinha custa uns R$ 200, R$ 250. Como damos de graça, isso é um bom dinheiro que sobra para as protetoras”, acrescenta Felipe.

Foto: Kezia Souza Meireles/arquivo pessoal

Para estimular a adoção, o grupo também dá casinhas aos adotantes de cães abandonados. “As casinhas também vieram da ideia de que a pessoa que adota um cão em situação de rua, ganha uma casinha. E o animal já vem castrado. É um incentivo para quem adotar o cachorrinho. Além disso, é uma forma de dar um teto para esses animais, já que o custo das casinhas é um custo alto”, conta.

A expectativa, agora, é de conseguir fazer que o projeto, que já está presente em diversas cidades do Rio Grande do Sul, seja aplicado em outros estados.

“Temos o desejo de criar esse projeto em outros estados, como Pernambuco, Rio de Janeiro. Já fizemos contato com protetores de lá. Queremos criar uma rede nacional”, conta.

Para colaborar com o projeto, basta entrar em contato com Felipe através da página no Facebook.


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Projeto de lei quer tornar obrigatório o socorro a animais atropelados no Brasil

Por David Arioch

O argumento de Sabino é que muitos animais, domesticados ou silvestres, poderiam ser salvos se recebessem socorro em tempo hábil (Foto: SunnyS/Fotolia)

De autoria do deputado Celso Sabino (PSDB-BA), o Projeto de Lei 1362/19 quer tornar obrigatório o socorro a animais atropelados. A matéria do PL também prevê alteração no Código de Trânsito Brasileiro, que versa apenas sobre seres humanos enquanto vítimas.

O argumento de Sabino é que muitos animais, domesticados ou silvestres, poderiam ser salvos se recebessem socorro em tempo hábil. Com a aprovação do PL 1362/19, quem atropelar um animal terá de pagar multa, “caso não constitua elemento de crime mais grave”.

O deputado aponta que há casos em que a vítima pode ser um animal silvestre e, temendo pela própria segurança, o condutor resolve não fazer nada. No entanto, ele destaca que é responsabilidade do condutor entrar em contato com autoridades que possam fazer algo a respeito, também evitando mais acidentes no mesmo local.

O projeto de lei elaborado em março deve ser encaminhado em breve para as Comissões de Viação e Transportes; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Constituição e Justiça e de Cidadania.

475 milhões de animais mortos nas estradas brasileiras em 2018

Aproximadamente 475 milhões de animais foram mortos nas estradas brasileiras em 2018. A estimativa do atropelômetro do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE) é de que 15 animais silvestres foram mortos por segundo, chegando a 1,3 milhão de mortes por dia. Os maiores índices de atropelamentos se concentram em rodovias federais de pista simples.

A região Sudeste responde pelo maior número de mortes de animais por atropelamento, seguida pelas regiões Sul, Nordeste e Centro-Oeste. Cerca de 430 milhões de vítimas são animais de pequeno porte. Os de médio porte correspondem a 40 milhões e os de grande porte a cinco milhões, segundo o CBEE.

Tampinha Solidária vai arrecadar fundos para a causa animal em SP

A campanha Tampinha Solidária vai ajudar na compra de ração que será encaminhada às entidades e pessoas que resgatam e cuidam de animais abandonados. A ação é promovida pelo Fundo Social de Mogi das Cruzes (SP).

Foto: Ney Sarmento/PMMC

Para participar, os interessados devem separar as tampinhas plásticas de produtos diversos, como refrigerante, água mineral, xampu, detergente, requeijão e até canetas ou potes de sorvete, por exemplo.

Cem galões com o rótulo oficial da campanha serão colocados em pontos de grande circulação de pessoas e servirão como pontos de coleta. Quem quiser doar pode entregar as tampinhas nas unidades básicas de saúde, Theatro Vasques, Pinacoteca e outros equipamentos municipais. Confira aqui a lista completa de locais para entrega das doações.

Após o recolhimento das tampinhas, elas serão encaminhadas para o Pró-Hiper, no Mogilar, onde uma equipe de voluntários do programa Família Voluntária fará a separação do material por cores. A etapa é importante, já que isso impacta diretamente no valor de venda do produto, que chega a ser três vezes maior quando já existe a separação por cor. Na sequência, as tampinhas serão encaminhadas para a reciclagem.

Mais informações sobre o Tampinha Solidária devem ser obtidas pelo telefone 4798-5143.

Fonte: G1