Empresas usam tecnologia de reconhecimento facial para localizar cães perdidos

Uma empresa chinesa desenvolveu um aplicativo por meio do qual utiliza uma tecnologia de reconhecimento facial para localizar cachorros desaparecidos. O “Megvii” é um programa que encontra os cães através de imagens dos focinhos deles, previamente registradas.

Pixabay

O aplicativo consegue ter, segundo a startup, 95% de precisão no reconhecimento dos cachorros. Ainda de acordo com a empresa, já foram reunidas informações de mais de 15 mil animais. As informações são do portal TAB.

Além de criar o programa, a empresa também fez uma parceria com o governo para monitorar tutores que deixam os animais andar sem coleira em locais públicos, submetendo-os ao risco de acidentes. Na China, deixar animais soltos na rua é ilegal e pode ser punido com multa. Atualmente, mais de 91 milhões de cachorros e gatos vivem nas áreas urbanas do país.

A iniciativa da startup chinesa, no entanto, não é a única no campo do reconhecimento facial voltado para a localização de animais perdidos. Isso porque uma empresa norte-americana também já desenvolveu um aplicativo semelhante, chamado Finding Rover.

Reprodução / Portal TAB


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Ex-dono da empresa Ceratti investe mais de R$ 1 milhão em comida vegana

O ex-proprietário da empresa Ceratti, Mário Ceratti, de 65 anos, decidiu apostar em alimentos veganos. A Ceratti é conhecida por comercializar produtos de origem animal. No entanto, o ex-dono da empresa está, agora, focado no mercado vegano.

O empresário investiu pouco mais de R$ 1 milhão na empresa paulistana Beleaf, uma startup que comercializa refeições veganas pela internet e que, até julho, deve vendê-las no supermercado Pão de Açúcar.

Mário Ceratti (à esquerda) investiu pouco mais de R$ 1 milhão em startup que vende comida vegana (Foto: Reprodução / Valor Econômico)

Mário acredita que a busca por uma alimentação saudável e sustentável do ponto de vista ambiental veio para ficar. “Acho que é uma tendência. E não precisa ser vegano. Pode querer comer bem de vez em quando”, disse o empresário ao jornal Valor Econômico. Segundo ele, um de seus filhos é vegano.

O montante usado pelo empresário para investir na alimentação vegana é pequeno diante da fortuna da família. A empresa norte-americana Hormel pagou cerca de R$ 350 milhões pela Cerrati, que fatura aproximadamente R$ 400 milhões anuais.

De acordo com Mário, o investimento na Beleaf é o que mais o entusiasma. “Tenho feito alguma coisinha, mas nada tão perto do coração [como a Beleaf]”, disse.

O empresário investiu na startup por intermédio da Rise Ventures, que captou investidores-anjo para a Beleaf. “Mário Ceratti não é um anjo. É um santo”, afirmou Pedro Vilela, fundador da Rise. A Beleaf foi avaliada em aproximadamente R$ 8 milhões e captou cerca de R$ 2,5 milhões.

Os produtos da Beleaf não tem ingredientes de origem animal e a linha de refeições foi batizada de VeganJá, que é produzida em uma cozinha industrial no bairro Chácara Santo Antonio, em São Paulo.

Foto: Pixabay/Ilustrativa

A startup foi fundada em 2015 por Fernando Bardusco, Fábio Biasi e Jonatas Mesquita. Os três cursam administração na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e têm menos de 30 anos. A expectativa da Beleaf é vender, neste ano, 150 mil refeições, sendo mais de 90% pela internet, e faturar aproximadamente R$ 3 milhões. Em 2021, com entrada no varejo, o objetivo é comercializar 400 mil refeições, obtendo um lucro de R$ 8 milhões, segundo Bardusco. Para o futuro, o intuito é vender 50% dos produtos via internet e os outros 50% em supermercados.

Com a captação de recursos, para a qual Mário Ceratti atuou como âncora, a Beleaf investiu em uma câmara de ultracongelamento para viabilizar o atendimento do contrato com o Pão de Açúcar. O objetivo da empresa é chegar ao Rio de Janeiro em 2020.

“Conseguimos levar [os produtos] com distribuição refrigerada para o Rio. Só teremos estoque lá e venderemos pelo site, quase sem custo fixo”, afirmou Vilela, da Rise.

Caso as metas da Beleaf sejam atingidas nos próximos anos, a startup poderá fazer uma nova rodada de captação, dando saída aos investidores-anjo que investiram nela. Atualmente, os fundadores da Beleaf detém quase 55% do capital da startup, outros 16,5% são da Rise, que investe mensalmente R$ 20 mil para o pagamento dos funcionários da companhia. A família Ceratti detém 15% do capital.


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Startup recebe mais US$ 10 mi para ampliar produção de alternativas à carne

Por David Arioch

A startup Good Catch Foods, dos Estados Unidos, anunciou esta semana que arrecadou mais dez milhões de dólares por meio das empresas de investimentos New Crop Capital e Stray Dog Capital para ampliar a produção de alternativas à carne e aos animais marinhos consumidos pela população. A empresa já havia arrecadado 9,2 milhões de dólares por meio da CPT Capital.

Alternativas ao atum, aos hambúrgueres de peixes e aos alimentos baseados em siri estão entre as apostas da Good Catch (Foto: Divulgação)

Com esses recursos, a Good Catch pretende abrir uma unidade de produção de 20 milhões de dólares em Ohio, nos Estados Unidos, com previsão de produção anual de 100 milhões de dólares em proteínas de origem vegetal.

“Estamos incrivelmente confiantes sobre o futuro da proteína baseada em vegetais”, disse o cofundador e CEO da Good Catch, Chris Kerr, à Forbes. A startup surgiu com o objetivo de mostrar que é possível oferecer boas opções alimentícias sem a necessidade de matar animais ou prejudicar o meio ambiente.

Alternativas ao atum, aos hambúrgueres de peixes e siri estão entre as apostas da Good Catch. A cofundadora da startup, Marci Zaroff, disse anteriormente ao PRNeswire que hoje em dia quando os consumidores buscam por fontes de nutrição, e principalmente de proteínas, eles encontram um campo minado de escolhas. Por isso, o melhor caminho são as alternativas baseadas em vegetais.

A New Crop Capital tem se tornado uma das mais importantes firmas dos EUA na captação de recursos para empresas dedicadas ao mercado vegetariano e vegano. Além da preocupação com o meio ambiente e da oposição à exploração animal, outra razão para a Good Catch seguir por esse caminho é que a previsão é de que até 2050 as proteínas alternativas vão comandar pelo menos 1/3 do mercado global de proteínas.


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Startup dos EUA está desenvolvendo leite vegetal a partir da lentilha d’água

Por David Arioch

A partir da erva-de-pato, já surgiram alguns suplementos em pó no mercado, como o Lentein, da Parabel (Foto: Parabel/Divulgação)

A startup Parabel, dos Estados Unidos, está desenvolvendo leite vegetal a partir da lentilha d’água, também conhecida como erva-de-pato. Segundo a Parabel, a ideia de desenvolver o produto surgiu pelo rico potencial da matéria-prima, que contém níveis de aminoácidos essenciais e BCAAs comparáveis aos encontrados no whey protein.

A empresa já conseguiu autorização da agência federal Food and Drug Administration (FDA) para a produção, qualificando o produto como “seguro para consumo”. “Nosso leite de lentilha d’água é similar na cor ao leite de vaca e capta as extraordinárias proteínas e minerais de alta qualidade da erva-de-pato, e não contém alérgenos”, informou o vice-presidente de tecnologia da Parabel, Peter Sherlock, ao Food Navigator-USA.

Um estudo publicado no Food Chemistry Journal, intitulado “Nutritional value of duckweeds (lemnaceae) as human food” revelou que a lentilha d’água, da família lemnoideae, é uma fonte de proteínas de alta qualidade, com um perfil nutricional de aminoácidos que cumpre tranquilamente os requisitos da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo o pesquisador alemão Klaus J. Appenroth, enquanto a carne vermelha oferece de 25 a 30% de proteínas a cada 100 gramas, a erva-de-pato pode fornecer até 40%. Isso significa que a plantinha aquática, que em algumas partes do mundo é considerada uma praga, também pode ser uma aliada no combate à fome.

Em determinadas regiões da Ásia, a erva-de-pato é consumida há muito tempo. Na Europa também, mas até então era destinada somente aos animais – sem qualquer estudo em profundidade. Somente em 2011, a empresa Parabel decidiu pesquisar sobre a planta e chamou a atenção para o seu uso.

A partir da erva-de-pato, já surgiram alguns suplementos em pó no mercado, como o Lentein, da Parabel, que oferece 68 gramas de proteínas a cada 100 gramas. Segundo a empresa, a erva-de-pato é benéfica ao meio ambiente porque a sua produção não exige modificação genética ou uso de terras agrícolas – apenas uma fonte de água.


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Startup arrecada 16 milhões de dólares para desenvolver comida de cachorro livre de animais

Foto: VegNews/Reprodução

Foto: VegNews/Reprodução

A startup de biotecnologia Wild Earth, com sede na Califórnia, arrecadou 16 milhões de dólares em financiamento para desenvolver alimentos para cães livres de crueldade animal, feitos a partir de fungos ecologicamente corretos e renováveis – uma proteína completa contendo todos os 10 aminoácidos essenciais.

A rodada de investimentos incluiu um investimento no valor de 11 milhões de dólares da VegInvest, uma empresa de capital de risco que apoia empresas que estão em estágio inicial e que se esforçam para substituir o uso de animais no sistema alimentar e em outras indústrias.

Os investimentos atuais da VegInvest também incluem empresas veganas como a JUST e a Veggie Grill. “A Wild Earth e a VegInvest compartilham uma base de valores e apostas em inovação nesse esforço conjunto para alcançar um sistema alimentar que funcione melhor para as pessoas, para o planeta e para os animais”, disse o CEO da Wild Earth, Ryan Bethencourt.

“A experiência deles em ajudar as empresas que representam o “futuro alimentar” a chegar ao mercado vai aumentar nossa linha de tempo para a disponibilidade comercial de nossa ração com proteína fúngica”.

Semelhante às empresas de alimentos inovadores criando carne cultivada em laboratório para consumo humano, a Wild Earth está desenvolvendo alimentos ricos em proteínas. para animais domésticos que sejam mais saudáveis, melhores para o ambiente e mais humanos do que os produtos convencionais.

Ano passado, a startup recebeu 450 mil dólares em financiamento do empresário bilionário Peter Thiel – co-fundador da PayPal e um dos primeiros investidores do Facebook – valor que foi usado para expandir a distribuição de seus atuais produtos.

A Wild Earth espera e trabalha para que sua nova fórmula de ração seca para cães seca esteja disponível ainda este ano.

Startup levanta mais de 4 milhões de dólares para desenvolver carne de camarão cultivada em laboratório

Foto: VegNews/Reprodução

Foto: VegNews/Reprodução

A startup de biotecnologia Shiok Meats, sediada em Cingapura, fechou recentemente uma rodada de financiamento que arrecado 4,6 milhões de dólares, liderada pela Monde Nisson (controladora da marca de carne baseada em vegetais Quorn) e a incubadora Y Combinator.

Liderada pelos biólogos Sandhya Sriram e Ka Yi Ling, a Shiok pretende quebrar a indústria global de camarão com seus camarões feitos de um pequeno número de células animais cultivadas em laboratório, por meio da técnica em desenvolvimento em outras partes do mundo, conhecida como agricultura celular.

“O sabor é muito bom, muito promissor”, disse o CEO da Monde Nissin, Henry Soesanto, sobre o camarão Shiok que foi exibido pela primeira vez na Cúpula da Inovação em Alimentos e Sustentabilidade em 29 de março no hotel Grand Hyatt Singapore.

Camarões são tratados com crueldade pela indústria de frutos do mar | Foto: Wet Tropics Healthy Waterways Partnership

Camarões são tratados com crueldade pela indústria de frutos do mar | Foto: Wet Tropics Healthy Waterways Partnership

A empresa usará o financiamento conseguido como resultado dessa rodada de investimentos para aumentar sua equipe, investir em pesquisa e desenvolvimento de combustíveis e ampliar a produção com o objetivo de começar a comercializar os produtos em dois ou três anos.

Além de camarão, a Shiok planeja desenvolver caranguejo e lagosta para combater a cruel indústria de crustáceos na região da Ásia-Pacífico, onde a Associated Press informa que o trabalho escravo continua a ser também uma questão de direitos humanos.

A Ásia e o consumo de carne

Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) o vegetarianismo já se estabeleceu há muito tempo na Ásia, e a “culinária do templo” apresenta carne vegana feita de glúten de trigo e preparada especialmente para se parecer com peixe, camarão e carne. Para muitos não-veganos ou não-vegetarianos que apreciam a carne de origem animal, no entanto, carne vegana é apenas carne falsa. Muitos nem tocam no prato.

Defensor do meio ambiente, Yeung, 42, co-fundador e CEO da empresa Green Monday (Segunda-feira Verde, na tradução livre), diz que seu produto substituto da carne de porco é feito com cogumelos shiitake, proteína de soja, proteína de ervilha e arroz, para obter uma textura e um sabor mais robustos.

Ele faz parte de uma nova onda de empreendedores e investidores da Ásia que estão em uma corrida de tecnologia X preço, para criar substitutos de carne capazes de convencer os consumidores a mudar para alternativas desenvolvidas com base em vegetais.

Nos últimos seis anos, eles lançaram substitutos de carne, frango, porco e frutos do mar que podem ser transformados em tudo, de hambúrgueres a filé de peixe e arroz de frango Hainanese.
Seus esforços levam em conta as preocupações com segurança alimentar, meio ambiente, surtos de doenças em animais, como a gripe aviária e a peste suína africana, e questões sobre como alimentar a crescente população mundial.

Um relatório recente, publicado na revista médica The Lancet, diz que a adoção de uma alimentação com mais alimentos à base de vegetais e menos alimentos de origem animal “melhora a saúde e evitará danos potencialmente catastróficos ao planeta”.

Michelle Teodoro, analista de ciência alimentar e nutrição da empresa de pesquisa de mercado, Mintel, com sede em Londres, afirma que a tendência da carne à base de vegetais está acontecendo em um momento em que as pessoas também estão preocupadas com o impacto ambiental de criar e comer animais e com os maus-tratos aos animais criados na agricultura industrial.

“O mercado asiático, com sua imensa população e aumento crescente da classe média e por consequência do consumo de carne, tem investidores lambendo os lábios por antecipação”, diz ela.

Para empresas que trabalham com os novos produtos de carne vegana, há muito dinheiro a ser feito.

O mercado global de substitutos de carne foi avaliado em 4,1 bilhões de dólares em 2017 e deve dobrar de valor para 7,5 bilhões até 2025, com a região da Ásia-Pacífico projetada para crescer à taxa mais alta em termos de valor (9,4%) de 2018 a 2025, de acordo com a Allied Market Research.

Startup irlandesa vai doar 200 mil refeições veganas para crianças carentes até o final do ano

Por David Arioch

Por meio da Mary’s Meal, a fiid já está proporcionando refeições para 77 crianças ao longo do ano escolar (Fotos: Divulgação/fiid/Mary’s Meal)

A startup irlandesa fiid anunciou este mês que vai doar 200 mil refeições veganas para crianças carentes de países em desenvolvimento até o final do ano.

Por enquanto, a empresa vegana já doou 20 mil refeições, e para ajudar a ampliar o seu alcance, a fiid, que tem doado uma refeição a cada produto vendido, fez uma parceria com a organização Mary’s Meal Ireland.

“Estamos muito satisfeitos por nos associarmos à fiid. Somente essa doação irá alimentar 77 crianças por um ano escolar. A Mary’s Meals espera trabalhar com a empresa para permitir que mais crianças estudem e recebam pelo menos uma refeição diária saudável”, informa o diretor-executivo da Mary’s Meal Ireland, David Rose.

A organização leva refeições para crianças em países como Malawi, Sudão, Quênia, Síria e Etiópia. O fundador da fiid, Shane Ryan, diz que a sua intenção em contribuir com crianças carentes é resultado de um esforço em desafiar a si mesmo a ser um ser humano melhor que cause um impacto positivo no mundo.

“Estou muito contente que nossos clientes tenham participado com tanto entusiasmo para nos ajudar a tornar esse objetivo uma realidade”, enfatiza.

A fiid, que atua no ramo alimentício, produz três opções de refeições pré-prontas – Italian Ragu, Mexican Chilli e Moroccan Tagine, ricas em fibras, proteínas e sem qualquer ingrediente de origem animal.

Startup neozelandesa anuncia desenvolvimento de mussarela vegana

Foto: Sweet Simple Vegan

Foto: Sweet Simple Vegan

Para muitas pessoas, há apenas uma única coisa que os impede de adotar uma alimentação totalmente baseada em vegetais: o queijo.

Mas uma startup neozelandesa está trabalhando em um projeto para remover completamente esse obstáculo; a New Culture está desenvolvendo sua própria “mozzarella” vegana, cultivada em laboratório.

De acordo com a marca, o novo produto não apenas rivalizará com queijo tradicional à base de laticínios, mas, eventualmente, terá um sabor ainda melhor.

Queijo de vaca sem a vaca

O fundador da empresa, Matt Gibson, um californiano que se mudou para Auckland, arrecadou 325 mil dólares em financiamento para o objetivo da New Culture. A incubadora de São Francisco IndieBio – especializada em marcas que criam um novo futuro em alimentos – investiu 200 mil dólares do total.

O próximo passo de Gibson é levantar 1,5 milhão de doláres, para colaborar no desenvolvimento de um processo de produção piloto e expandir sua pequena equipe de três pessoas, de acordo com o New Zealand Herald.

“Estamos produzindo queijo de vaca sem a vaca”, disse Gibson ao jornal. “Se você já conversou com um vegetariano ou com um flexitariano, você normalmente ouve que a primeira coisa que os impede de se tornar vegano é o queijo”.

“Há uma necessidade ainda não atendida por um bom e gostoso queijo vegano e esses consumidores conscientes e os consumidores que produtos baseados em vegetais serão nosso primeiro mercado”, acrescentou. “Depois, queremos capturar o principal mercado consumidor de laticínios com o nosso “queijo “, que será melhor tanto em sabor como em nutrientes que o queijo lácteo atual.”

New Culture acredita que sua mussarela vegana será melhor que a original feita a base de leite de vaca.

Por que as pessoas adoram queijo?

Por que as pessoas dizem que não podem viver sem queijo? Segundo alguns cientistas, pode ser porque o queijo pode realmente viciar.

Um estudo da Universidade de Michigan descobriu que o queijo contém altos níveis da proteína caseína, o que provoca no organismo uma reação similar a algumas drogas altamente viciantes.

A coautora do estudo, Nicole Avena disse à Men’s Health, “este é o primeiro passo para identificar alimentos específicos e propriedades desses alimentos, o que pode desencadear esta resposta viciante”.

Queijo vegano

Para aqueles que se sentem desconfortáveis com o pensamento de ser viciado em queijol, já existem marcas de queijo sem leite – como Violife, Sheese e Daiya – fazendo todos os estilos e sabores de queijo sem a caseína, a proteína “viciante”.

Para os mais afoitos que não podem esperar que a mussarela vegana da New Culture chegue ao mercado – o que pode levar cerca de dois anos, levando em conta o tempo para pesquisas, desenvolvimento e testes – é possível tentar fazer sua própria.

O Sweet Simple Vegan oferece uma receita para mussarela vegana, e de acordo com o blog da companhia eles são iguais, senão melhores, que os originais, com a vantagem de ser 100% veganos.

Startup levanta 20 milhões de dólares para fazer leite de sementes de pongamia

Foto: TerViva

Foto: TerViva

A companhia californiana TerViva recentemente conseguiu 20 milhões de dólares em financiamento com a finalidade de trazer ao mercado novos alimentos à base de vegetais, derivados das sementes da árvore pongamia.

A TerViva cultiva imensos pomares da árvore restaurando a produtividade terras já em ociosidade agrícola, gerando energia limpa, apoiando a produção local de alimentos e restaurando a saúde ambiental.

Pongamia é uma cultura de árvores não transgênicas que pode ser cultivada com pouca ou nenhuma irrigação e produz sementes oleaginosas que são processadas em óleo para biocombustível, proteína vegetal, alimentação animal ou biogás, e biomassa para geração de eletricidade de base.

Natural do continente asiático, a pongamia foi introduzida nas planícies tropicais úmidas nas Filipinas, Malásia, Austrália, Ilhas Seychelles Estados Unidos e Indonésia.

Existem diversas pesquisas que fundamentam seu uso na área de produção de biocombustível. Ela também é muito usadas e fundamental no controle de erosão do solo na Índia.

A árvore, famosa por sua alta capacidade de fixação de carbono (também conhecida como “soja vertical”), produz sementes com alto teor de proteína, mas não foram cultivadas até agora para consumo humano porque contêm antinutrientes.

A TerViva descobriu uma maneira de remover esses componentes negativos e teve sucesso ao transformar as sementes em proteína, óleo e leite vegano à base de vegetais.

“Analisando pelo lado da proteína, a semente – pertencente à família das leguminosas – tem alguns tipos análogos de proteína que são encontradas na ervilha e na soja e em alguns outros legumes, mas o que realmente nos impressionaram são propriedades realmente fortes de gelificação e emulsificação”, disse o fundador e CEO da TerViva. Naveen Sikka disse à Foodnavigator USA.

“Recentemente, produzimos um leite pongamia que tem dá uma excelente sensação na boca por causa dessa capacidade de emulsificação e o teor de proteína é bastante alto em relação aos leites de nozes. Ele possui 10 vezes mais proteína que no leite de amêndoa. Para a nutrição humana, é um substituto ideal para a soja”.

A empresa plantou 150 mil árvores pongamia em colaboração com fazendeiros em vários estados, incluindo vários agricultores cítricos da Flórida, e planeja adicionar mais 200 mil árvores usando seu investimento recebido recentemente.

“O consumo de proteínas e óleos vegetais está crescendo rapidamente, mas a quantidade de terra arável para cultivar essas sementes é cada vez mais limitada”, disse Sikka. “Desenvolvemos uma abordagem sustentável, orientada para o mercado, para os agricultores lucrarem com terras marginais cultivando árvores que possam alimentar o planeta.”

Startup francesa pretende lançar o foie gras livre de crueldade em 2023

A nova startup francesa de tecnologia de alimentos, Suprême, decifrou o código para criar foie gras (ou patê de fígado de ganso) através do uso da agricultura celular, sem a necessidade cruel e repugnante de alimentar forçadamente patos e gansos até que seus fígados fiquem hipertrofiados.

“Tudo começa por um ovo de pato ou ganso”, descreve a empresa em seu site. “Pegamos algumas células desse ovo e lhes abastecemos com todos os recursos que são necessários para crescer. Finalmente, nós ajustamos a combinação desses nutrientes para replicar naturalmente o efeito da alimentação forçada no nível das células”.

A empresa planeja estrear seus primeiros produtos de foie gras até 2023.“Queremos reinventar a mais controversa delicadeza francesa— foie gras”, disse o fundador da Suprême, Nicolas Morin-Forest.

“Hoje, 67% dos consumidores franceses rejeitam a maneira como é produzido o foie gras.” Além do patê, as startups do setor de carnes baseadas em células estão trabalhando para criar versões livres de morte de muitos produtos animais de considerados de luxo, incluindo o bife japonês wagyu, lagosta e atum rabilho.

Como é feito o foie gras

A produção deste patê tido como “iguaria francesa” é um dos exemplos mais cruéis de exploração e violência contra os animais. Para arrancar o fígado de patos e gansos e fazer o famigerado prato, os exploradores primeiro precisam deixar o órgão doente e hiperatrofiado para isso as aves são engordadas de maneira forçada, várias vezes por dia, tendo um tubo de metal de 20 a 30 centímetros enfiado na garganta até o estômago.

A ave tem de que engolir em somente alguns segundos uma quantidade tão grande de milho, que o fígado acaba por atingir praticamente dez vezes o seu tamanho normal, e desenvolve uma doença chamada esteatose hepática.

Pouco após este choque diário da engorda, a ave sofre imediatamente de diarreias e vômitos. Além disso, as dimensões do seu fígado hipertrofiado tornam a respiração difícil e o movimento doloroso.

Se este tratamento continuasse, provocaria a morte dos animais engordados. Mas os executores agem antes e tiram a vida desses animais indefesos. Os mais fracos chegam muitas vezes à sala de matança já moribundos, e outros tantos nem conseguem resistir até lá: a taxa de mortalidade dos patos é de dez a vinte vezes mais elevada durante o período de engorda.

Essa rotina cruel e desumana a que são submetidos esses pobres seres é inaceitável. O boicote desse tipo de alimento é imperioso e além de ser a atitude ética e compassiva correta a ser tomada é uma luta que precisa ser abraçada em favor do bem-estar e das vidas desses animais indefesos.