Cerca de 30% da população da Suíça está reduzindo o consumo de carne

Foto: Livekindly

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Cerca de 2,6 milhões de suíços ou 31% da população estão cortando ou eliminando o consumo de carne. As informações são resultado de uma pesquisa recente realizada pela Swissveg, uma revista suíça de conteúdo vegano e vegetariano.

Veganos na Suíça

Em torno de 14% da população suiça não consome carne – 11% são vegetarianos, enquanto 3% são veganos, o que significa que há atualmente 252 mil veganos na Suíça. Os mais jovens são mais propensos a adotar uma alimentação baseada em vegetais, com 6% daqueles entre as idades de 15 a 34 anos dizendo que não consomem produtos de origem animal.

Outros 17% se identificam como flexitarianos, alegando que estão conscientes de seu consumo de carne. A geração mais jovem também é mais propensa a dizer que é flexitariana, com 22% deles afirmando que come menos carne. Pessoas com idades entre 35 e 56 anos comem mais carne.

As razões mais populares para se deixar de comer carne incluem bem-estar animal (78%), ética (60%), meio ambiente (58%), preocupação com a sustentabilidade do sistema alimentar (45%) e saúde (35%). Quanto àqueles que ainda comem carne, é porque gostam, acreditam que é bom para a saúde, e por hábito.

As pessoas que vivem em cidades com educação superior são as mais propensas a ser veganas, vegetarianas ou flexitarianas.

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Suíça irá votar proibição de testes experimentais em animais

Foto: Freepik

Após uma petição que atingiu mais de 100 mil assinaturas, a Suíça finalmente votará pelo fim de testes em animais no país. Se aprovada, a medita proibirá a importação e exportação de produtos desenvolvidos a partir de testes em animais.

O tema entrou em pauta após grande parte da população exigir que o governo se sensibilize com a crueldade intrínseca aos testes experimentais. A proposta também visa incentivar maior financiamento de alternativas livres de crueldade.

Ainda não há data para a votação, mas é esperado que ocorra ainda em 2019.

Tortura e morte

A Humane Society International estima que cerca de 500.000 animais – principalmente coelhos, cobaias, hamsters, ratos e camundongos – sofrem e morrem em testes cruéis e antiquados de ingredientes ou produtos cosméticos a cada ano em todo o mundo.

Coelhos, porquinhos-da-índia, ratos e camundongos são os animais mais comuns usados ​​para testar cosméticos, submetidos a produtos químicos cosméticos em seus olhos, espalhados em sua pele raspada, ou forçados à alimentação oral em doses massivas, até mesmo letais.

Luta pelos direitos animais ganha força na Suíça

Ativistas da Libération Animale impediram o abate de animais em um dos maiores matadouros da Suíça em 2018 (Foto: Divulgação/269 Libération Animale)

Invasões de matadouros, libertação de animais e projeto que visa o banimento da pecuária intensiva são alguns exemplos controversos que têm gerado grande repercussão e feito o ativismo pelos direitos animais ganhar mais adeptos e força na Suíça, país com 8,4 milhões de habitantes, quase três milhões a menos do que o estado do Paraná.

Em 2018, um relatório do grupo de mídia Tages-Anzeiger apontou que os militantes veganos mais ativos estão na parte francófona do país, embora não tenha fornecido números. Na região onde há um predomínio da língua alemã, as mudanças também estão acontecendo.

No ano passado, em uma ação que atraiu repercussão mundial, 130 ativistas da organização 269 Libération Animale impediram o abate de animais em um dos maiores matadouros da Suíça. Eles entraram em uma das instalações dos frigoríficos Bell por volta das 2h20 e ocuparam todo o espaço do “corredor da morte” – o último caminho trilhado pelo gado antes da execução.

Conseguiram resistir até as 20h, quando a polícia invadiu o local, inclusive agredindo alguns ativistas. Apesar disso, a organização comemorou o resultado da ação que atraiu atenção internacional para a realidade dos animais criados para consumo e motivou inúmeros jovens a se tornarem veganos: “Sem abate, sem vítimas, hoje em um dos maiores matadouros da Suíça, graças à ação direta e a corresistência”, publicou o 269 Libération Animale, que hoje tem mais de 73 mil seguidores só no Facebook.

Também em 2018, dois ativistas do mesmo grupo foram acusados de invadir um matadouro e fugir transportando 18 cabras que seriam abatidas, segundo informações do Swissinfo. O episódio foi levado ao tribunal, divulgado por diversas emissoras de TV e se tornou “o primeiro julgamento suíço de roubo de animais em um matadouro”. Apesar das implicações legais, os animais não foram localizados, ganharam novas famílias e mais mentes jovens foram transformadas.

Além disso, uma recente pesquisa de opinião encomendada pelo grupo suíço de defesa dos direitos animais Tier im Fokus revelou que 17% dos entrevistados apoiam o fechamento de todos os matadouros na Suíça; e três entre quatro entrevistados são contra a pecuária intensiva, de acordo com o Tages-Anzeiger.

No campo legal, algumas mudanças também estão acontecendo. Uma iniciativa liderada pela organização Sentience Politics, e que conta com o apoio de outras organizações e grupos de bem-estar animal e direitos animais, tem lutado para tornar ilegal a pecuária intensiva. Intitulada “No Factory Farming in Switzerland”, a campanha exige a criação de uma emenda constitucional em oposição às fazendas industriais.

Vale lembrar ainda que no ano passado uma pesquisa da organização Eco Experts elegeu a Suíça como o melhor país para vegetarianos na Europa. O estudo analisou 26 países europeus e comparou o número de restaurantes vegetarianos disponíveis, consumo anual de carne e preço do quilo da carne. Considerando esses fatores, a Suíça ficou em primeiro lugar, seguida pelo Reino Unido.

Empresa alimentícia apresenta a primeira vitamina B12 livre de OGM do mundo

Foto: PANVEGA

A empresa suíça PANVEGA AG desenvolve, fabrica e comercializa alimentos e aditivos veganicos, microbiologicamente formulados e enriquecidos com o objetivo de permitir que veganos e vegetarianos tenham dieta balanceada sem a necessidade de suplementos alimentares artificiais.

A primeira vitamina B12 natural e livre de OGM (organismos geneticamente modificados) foi desenvolvida com o apoio da Innosuisse, uma instituição que promove a inovação baseada na ciência, no interesse dos negócios e da sociedade.

Fabricada por uma empresa parceira da Suíça, a vitamina e os primeiros alimentos enriquecidos com B12 estão disponíveis na Suíça com a marca veg ‘N co.

Como parte de seu programa ‘Plant-Based Experience’, a PANVEGA e seus produtos ProVeg foram apresentados pela primeira vez na feira “Health Ingredients Europe”, em Frankfurt, em novembro do ano passado de novembro de 2018. As informações são do Vegconomist.

“Nossa vitamina B12, que é única em todo o mundo, é livre de transgênicos e tão natural quanto o vinho ou o chucrute. É por isso que, ao contrário da B12 convencional, ela pode ser usada em alimentos orgânicos certificados.

“Todos os alimentos orgânicos e veganos certificados contêm, pelo menos, a dose diária recomendada de B12 em uma porção. Isso resolve um problema fundamental na nutrição baseada em plantas”, disse o Dr. Andreas Schenzle, Presidente e CEO da PANVEGA.