Mães orangotango se coçam para atrair seus filhotes

Foto: SUAQ/CAROLINE SCHUPPLI

Foto: SUAQ/CAROLINE SCHUPPLI

Não é incomum ver orangotangos-de-sumatra se coçando, mas segundo um novo estudo, pode ser que esses primatas estejam fazendo mais do que apenas satisfazer uma coceira.

Um estudo publicado recentemente mostra que os sons altos dos arranhado causados pelas unhas de mães orangotangos-de-sumatra servem como um chamado para seus filhotes.

Pesquisadores observaram 17 indivíduos – quatro mães e seus filhos – em seu habitat natural, o Parque Nacional Gunung Leuser, em Aceh, na Indonésia. Eles registraram o comportamento das diferentes mães e seus filhotes antes, durante e depois que a mãe fez um som alto de coceira, coçando a pele coriácea da cabeça, dos membros ou do corpo.

Na maioria dos casos, as mães olhavam para seus filhos enquanto coçavam, e depois os dois saíam juntos da área, relata a equipe de cientistas na revista Biology Letters.

Depois de documentar essa ação quase 1500 vezes, os pesquisadores passaram a acreditar que essa era a maneira de a mãe dizer à criança que era hora de ir embora.

Os orangotangos do sexo feminino geralmente se comunicam com seus filhotes por meio de gestos silenciosos para evitar atrair predadores. Isso faz com que o barulho de arranhar seja ainda mais incomum, diz a equipe.

Os cientistas sugerem que os orangotangos usam o som do arranhão porque é alto o suficiente e urgente o bastante para chamar a atenção da criança sem ser tão alto a ponto de alertar os predadores.

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Caçador se torna protetor de animais após ver pássaro chorar

Um caçador se tornou protetor de animais após ver um pássaro da espécie calau chorar. Khaedir já havia matado centenas de animais quando se comoveu com o choro da ave. O caso aconteceu na Indonésia.

Foto: Reprodução / BBC

“Depois de um tempo como caçador, vi um pássaro perto de uma árvore. Disparamos quatro vezes contra ele, e ele não morreu. Foi quando percebi que ele estava chorando. Vi suas lágrimas caírem. Ele ainda estava vivo. Foi quando me dei conta: ‘que vergonha'”, disse.

Khaedir praticava a caça a animais na floresta tropical de Leuser, na ilha de Sumatra. O local é um polo de caça e comércio de partes de corpos de animais, incluindo as espécies calau e calau-de-capuz, que são raras e só podem ser encontradas em florestas asiáticas. As informações são da BBC.

Foto: Reprodução / BBC

Essas aves são vítimas dos caçadores porque são cobiçadas no mercado chinês por terem um bico colorido que é usado para fazer peças ornamentais, o que está levando a espécie à extinção.

Mas se antes Khaedir matava os calaus para lucrar com a morte deles, hoje ele os protege. O homem, inclusive, passou a atuar como guarda-parques em Leuser e ajuda a desmontar armadilhas e a deter caçadores.

“Eu mudei. Se algum forasteiro tentar caçar, posso prendê-lo. É a minha redenção por ter matado tantos animais, é o meu pedido de desculpas a eles. Hoje eu os protejo”, concluiu.