Mais de 25 cães e gatos são mortos em uma semana em Campo Novo (RS)

Na última semana, foram encontrados 28 animais, entre cachorros e gatos, mortos na cidade de Campo Novo, no Rio Grande do Sul. Seis deles foram mortos na última quinta-feira (27). O caso, que revoltou a população, está sendo investigado pela Polícia Civil.

Foto: Pixabay

Há um suspeito de ter praticado a matança, segundo o delegado de Polícia Vilmar Schaefer. “Estamos dando prioridade para este caso, pois existe a efetiva possibilidade que tenha sido utilizado o pesticida estricnina, que é altamente tóxico e tem sua venda proibida”, disse ao portal Correio do Povo. “Se for confirmada que a morte é em decorrência do uso de estricnina, nota-se que é um psicopata que está fazendo isso”, completou.

De acordo com Schaefer, se o envenenamento for comprovado, o criminoso seja indiciado pelo crime de maus-tratos a animais, com pena de detenção de até um ano, além de multa. Em caso de morte do animal, a penalidade pode aumentar de um sexto a um terço.

Um laudo pericial sobre a morte de um dos cães está sendo elaborado pelo laboratório da Unijuí, em Ijuí, segundo o secretário do Meio Ambiente de Campo Novo, Leandro Dorneles. “O resultado dos exames deve ser conhecido na próxima semana”, afirmou.

A presidente da ONG Olhos que Falam, de Campo Novo, Tamara Correa Gonzatto, espera que o trabalho da polícia evite novas mortes. Segundo ela, animais em situação de rua e outros, que possuem lares, foram mortos. “É inadmissível que pessoas façam uma coisa dessas”, disse Tamara.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Tartarugas morrem em SC e hipótese de afogamento é cogitada

Três tartarugas foram encontradas mortas em Barra Velha, no estado de Santa Catarina. A suspeita é de que elas tenham ficado presas em uma rede de pesca, o que pode ter causado um afogamento. Os animais marinhos foram colocados em cima de um pedaço de madeira na areia da Praia das Pedras Brancas, conhecida popularmente como Praia da Barrinha.

Foto: Arquivo Pessoal

Os corpos foram localizados na segunda-feira (24). A pesca feita perto das rochas aumenta a chance desses animais ficarem presos nas redes e acabarem morrendo afogadas. As informações são do NSC Total.

A morte das tartarugas foi constatada por equipes da unidade de estabilização de animais marinhos da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), que estiveram na praia. Da espécie verde, as duas mediam de 40 a 50 centímetros e tinham entre cinco e dez anos. Em fase juvenil, as tartarugas ainda estavam longe de entrar no período reprodutivo.

“Uma das hipóteses da causa da morte das tartarugas é o aprisionamento delas em rede de pesca ou captura acidental. Elas estavam com aspecto corporal bom e nenhuma evidência de doenças”, explica Jeferson Dick, coordenador da unidade de estabilização Univali.

Segundo ele, dificilmente animais com aparência saudável morrem devido a doenças, por isso a hipótese de afogamento é considerada. O estrangulamento das nadadeiras, ocasionado por linhas de pesca, também pôde ser visto nos corpos dos animais.

“Além das pesca, nós temos outros fenômenos que causam a morte, como a presença de lixo no mar. Atendemos tartarugas caquéticas que ingeriram lixo e não conseguem mais se alimentar direito, por exemplo”, ressalta o coordenador.

Dick lamentou a morte de tartarugas tão jovens. “Elas teriam uma longa história de vida, é sempre um dano enorme perder esses animais ainda jovens, extinguindo a chance de reprodução e assim perpetuar a espécie”, diz.

A tartaruga verde, segundo o especialista, é uma espécie ameaçada de extinção. E casos como o registrado em Barra Velha, costumam ser registrados com muitos outros animais em fase juvenil.

No caso daqueles que são resgatados com vida, um processo de reabilitação é realizado por membros do grupo de estabilização, seguindo protocolos para, por exemplo, reverter situações de afogamento. Até que estejam totalmente recuperadas e prontas para retornar à natureza, as tartarugas permanecem em tanques na unidade.

Quando já estão saudáveis, elas são transferidas para o Projeto Tamar, em Florianópolis, para que sejam soltas no habitat. Durante todo esse processo, as tartarugas recebem anilhas com numerações diferentes que ajudam na pesquisa e na conservação das espécies.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Cães resgatados após suspeita de tortura se recuperam no interior de SP

Dois cachorros que foram resgatados após uma suspeita de que eles estivessem sendo torturados pelos tutores estão sob a responsabilidade de uma ONG, já receberam alta médica e se recuperam bem. O caso aconteceu em Bebedouro, no interior de São Paulo, e é investigado pela Polícia Civil, que tomou conhecimento dos fatos após uma denúncia.

Foto: Mariângela Mussolini/ONG Dona Zuleika

Um dos cães apresentava mutilações por todo o corpo. Eles foram salvos na última quinta-feira (24) após o caso ser denunciado a ONG Dona Zuleika. Um laudo veterinário que apontará a causa das lesões está sendo elaborado e é aguardado pela polícia. As informações são do portal G1.

Uma técnica de enfermagem e o irmão dela, que é adolescente, são suspeitos do crime. De acordo com a polícia, a mulher tentou levar os cães de volta para casa, mas não teve autorização policial. O destino dos animais ficará, agora, a cargo da Justiça. Enquanto a decisão judicial não sair, eles ficarão sob os cuidados da ONG.

Segundo o médico veterinário Jorge Andrade, que socorreu os cachorros, os dois estavam desnutridos, com marcas de corda, feridas e carrapatos. O especialista suspeita que Toddy, que tem feridas graves na pele, tenha sido jogado contra a parede ou atropelado.

Foto: Polícia Civil/Divulgação

“Isso é típico de quando o animal é atropelado. Quando esfrega no asfalto e fica aquele esfolado. Só que o cachorro eu acho que não ia para rua. Parece que ele foi jogado no muro”, diz Andrade.

A Polícia Civil trabalha com a possibilidade do animal ter uma doença dermatológica causada por fungo. O médico veterinário, no entanto, discorda. “[A dermatite] age diferente. Ali estava parecendo feridas vivas. Tinha acabado de acontecer. Estava sangrando. Para chegar uma dermatite naquele ponto é coisa de meses. Aquilo é ferida nova”, afirma.

Toddy está sendo medicado com antibiótico para tratar uma doença do carrapato, conforme explica Andrade. Dayle, o outro cachorro, não apresentou a doença, mas também tinha parasitas no corpo.

“Os dois estavam um pouco anêmicos. Eles tinham bastante carrapato. Inclusive eu tive que dedetizar toda a clínica aqui, porque empesteou tudo [durante] os dias que eles ficaram aqui”, diz.

Foto: Polícia Civil/Divulgação


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


 

Moradores denunciam morte de pelo menos 8 gatos em Campo Grande (MS)

Moradores denunciaram a morte de pelo menos oito gatos no bairro Guanandi, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Quatro gatos e quatro cachorros morreram. A suspeita é de envenenamento.

Foto: Reprodução / Campo Grande News

Segundo a educadora Ana Carolina Lima Pereira, de 29 anos, os assassinatos começaram recentemente. “Um cachorro da vizinha amanheceu morto”, disse. No dia seguinte à morte do cão, ela encontrou o próprio gato morto no quintal da casa dela. O animal apresentava uma baba na boca, que é característica de envenenamento.

“Não sabemos o que é e nem quem pode estar fazendo isso. Estou com medo porque tenho outros quatro gatos e ainda um cachorro”, lamentou.

Ana Carolina contou que todos os casos aconteceram durante a madrugada. A moradora se comprometeu em procurar a polícia e denunciar o caso para que as mortes sejam investigadas.

Animais aparecem mortos e moradores suspeitam de envenenamento

Doze animais, sendo 11 gatos e um cachorro, foram encontrados mortos no condomínio Jardim Botânico, na região do Coxipó, em Cuiabá (MT). O caso foi denunciado à Polícia Civil, na segunda-feira (6), por moradores que suspeitam de envenenamento.

Foto: Jenifer Gonçalves/Arquivo pessoal

A ativista Jenifer Gonçalves conta que a morte de animais é comum no local. Ela reforça, porém, que antes os casos eram mais esporádicos e agora estão acontecendo de forma mais frequente.

“A semelhança entre os casos é que todos os animais são encontrados mortos no mesmo local ou próximo”, afirmou Jenifer ao G1.

O tutor do cachorro que morreu contou que o animal passou mal após ingerir algo que estava próximo ao meio-fio. Ele foi socorrido, mas não resistiu. Na clínica, foi comprovada a ingestão de substância tóxica.

“Não conseguimos comprovar que substância é essa, porque não há exames disponíveis no estado, mas diante das evidências e da forma como são encontrados, suspeitamos que estejam sendo envenenados”, explicou ela.

Os moradores afirmam que todos os animais encontrados mortos apresentam as mesmas características: baba na boca e corpo inchado. As regras do condomínio permitem que os moradores criem animais e que eles circulem pelo local.

Após os moradores efetivarem denúncia, a polícia informou que irá investigar o caso.

Cadela resgatada com sinais de estupro é adotada em Cabreúva (SP)

A cadela que foi encontrada com sinais de estupro em Cabreúva (SP) foi adotada na segunda-feira (22). Ela foi socorrida pela Guarda Municipal e por ativistas pelos direitos animais.

Após cirurgia, cadela se recupera (Foto: Milton Cezar/Arquivo pessoal)

O novo tutor da cadela é o dentista Milton Cezar Marques. Ele soube da história dela pelas redes sociais. Além de ganhar uma família, ela recebeu um novo nome:  Ceicy.

“Depois de tanta dor e sofrimento, ela vai ter um final digno de conto de fadas. Finalmente, um final feliz”, comemora o novo tutor, que tem outra cadela em casa, a Zara. As informações são do G1.

Ceicy foi submetida a uma cirurgia de reconstrução da região vaginal, o que permitiu que ela voltasse a urinar. A operação foi feita na clínica da veterinária voluntária Tamyres Novack, que participou do resgate.

Na nova casa, Ceicy ganhou um quarto, que dividirá com Zara, uma cama, e potes de água e comida. “Agora ela está com uma família que a ama e vai dar tudo o que ela precisa”, diz o dentista. “Tenho 43 anos e não tive filhos biológicos, mas os meus filhos de verdade são os meus animais. É para eles que eu faço tudo”, completa, emocionado.

Cadela foi adotada por dentista (Foto: Milton Cezar/Arquivo pessoal)

Segundo a veterinária, a cadela reagiu bem à cirurgia e ficou em observação por aproximadamente três dias. Ela usará uma sonda até conseguir voltar a urinar.

Um boletim de ocorrência sobre o caso será registrado na Polícia Civil.

A veterinária acredita que a cadela tenha sido violentada por bastante tempo, já que os ferimentos que possuía estavam inflamados.

“Para se ter ideia, ela não tinha mais o canal por onde sai a urina. Por isso, a bexiga dela estava quase estourando. Ela estava com muita dor”, conta.”Pode ser que o ferimento tenha sido por algum objeto, mas eu ainda acredito que o estupro tenha sido causado pelo órgão sexual de um homem adulto”, diz a profissional.

Cadela ganhou cama ao lado da companheira Zara (Foto: Milton Cezar/Arquivo pessoal)

Gatos são encontrados mortos com sinais de envenenamento em Goiânia (GO)

Três gatos abandonados foram encontrados mortos com sinais de envenenamento em uma mesma quadra no Conjunto Vera Cruz, em Goiânia (GO), em um período de quatro dias. Dois foram encontrados no domingo (21) e outro na última quinta-feira.

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

O bombeiro militar Jairo Alves Neves, que mora no bairro e cuida de animais abandonados, afirmou que os gatos foram encontrados com sinais de intoxicação. “Estavam com muita baba em volta da boca. Tem alguém envenenando eles”, afirmou ao G1.

Há muitos moradores na região que se incomodavam com os cerca de 20 gatos e seis cães abandonados que vivem no local, segundo o bombeiro. “Tem muitos moradores que se incomodam com a presença deles por causa do barulho e da bagunça que fazem. Os gatos entram nas casas, sobem em cima dos carros”, disse.

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Neves acredita que os próprios moradores da região abandonam os animais, principalmente os cachorros. “Quanto mais moradores novos no setor, mais gatos e cachorros abandonados aparecem por aqui. Não sei se é coincidência, mas acredito que não”, disse.

O bombeiro também encontrou dois cachorros abandonados com baba escorrendo pela boca, vômito e sem forças para ficar em pé. Levados ao veterinário, a suspeita de envenenamento foi confirmada. Como foram socorridos a tempo, eles sobreviveram.

O bombeiro acredita que os cães não morreram devido a um antitóxico que ele mesmo deu aos animais quando percebeu que eles estavam passando mal. Os gatos, no entanto, já foram encontrados mortos.

Cadela com sinais de estupro é resgatada no interior de São Paulo

Uma cachorra com sinais de violência sexual foi resgatada por uma ativista da causa animal e pela Guarda Municipal (GM) de Cabreúva (SP) na noite desta quinta-feira (18). O animal estava com ferimentos na região genital e precisou passar por uma vulvoplastia.

Foto: Arquivo Pessoal

A denúncia foi feita por uma moradora do bairro Bananal à ativista Sheila Rodrigues, que acionou a GM, uma veterinária voluntária e o Centro de Reabilitação e Adoção de Cães e Gatos (CREADOCA).

De acordo com Sheila, o resgate foi feito na estrada dos Romeiros por volta das 20h. O animal não tem tutor e, segundo moradores, ficava perambulando por uma área onde há diversas chácaras.

A Guarda Municipal de Cabreúva foi acionada e confirmou o atendimento do caso. Em nota, afirmou que um boletim de ocorrência será registrado na Polícia Civil, nesta segunda-feira (22), já que não houve flagrante.

Segundo a ativista, após o encontro, a cadela foi levada ao centro cirúrgico de uma clínica veterinária, onde passou por uma vulvoplastia. O procedimento, que reconstrói a região da genitália do animal, durou cerca de quatro horas.

Foto: Arquivo Pessoal

Segundo a veterinária Tamyres Novack, a cachorra estava muito ferida e estaria sendo violentada há um tempo porque os ferimentos já estavam inflamados.

“Para se ter ideia, ela não tinha mais o canal por onde sai a urina. Por isso, a bexiga dela estava quase estourando. Ela estava com muita dor”, conta.

Abuso

Segundo a ativista, quando a moradora fez o primeiro contato sobre o abuso, a hipótese era de que poderiam ter violentado a cadela com um pedaço de madeira ou algum objeto. Porém, a ideia é descartada pela veterinária.

Foto: Arquivo Pessoal

“Pode ser que o ferimento tenha sido por algum objeto, mas eu ainda acredito que o estupro tenha sido causado pelo órgão sexual de um homem adulto”, diz a profissional.

Tamyres diz ainda que a cadela está reagindo bem ao pós-operatório, apesar de estar com uma sonda que a acompanhará por mais dois meses.

O animal já foi adotado por um dentista da cidade e aguarda alta médica para ir ao novo lar.

Fonte: G1

Mortes de gatos por suspeita de envenenamento são investigadas em MT

O Juizado Volante Ambiental (Juvam) está investigando as mortes de gatos por suspeita de envenenamento em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, em Mato Grosso. O caso foi denunciado ao órgão por moradores da cidade que encontraram gatos mortos em diferentes bairros.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Após gatos da rua onde vive o aposentado Raimundo de Jesus sumirem, cerca de cinco animais foram encontrados mortos em um bueiro.

“Comecei a sentir o cheiro e sabia que os animais tinham morrido. Quando fui ver eles estavam dentro do bueiro”, disse Raimundo ao G1.

Em Rondonópolis, 35 denúncias de maus-tratos a animais são registradas por mês.

Envenenar animais é crime previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (9605 de 1998). A pena para quem maltrata animais silvestres, domésticos ou exóticos é de detenção de três meses a um ano, além de multa. Caso o animal morra em decorrência dos maus-tratos, a pena pode aumentar de um sexto a um terço.

No entanto, como a infração é considerada de menor potencial ofensivo, não há pena de prisão e a punição é substituída, por exemplo, por prestação de serviços à comunidade.

Cão com suspeita de cinomose sofre maus-tratos e precisa de resgate em SP

Um cachorro com suspeita de cinomose que foi abandonado na rua pelo tutor, que mudou de endereço, está passando fome e sede e sendo maltratado. Ele está vivendo na região de Guaianazes, na zona leste de São Paulo e precisa ser resgatado com urgência. O cão está com muita secreção nos olhos e no nariz e se não receber ajuda irá morrer na rua. Ele também cambaleia muito e perde o equilíbrio. Interessados em ajudá-lo devem entrar em contato com Brenda pelo telefone 11 95167-6218.