Cientistas criam plástico que pode ser reciclado infinitas vezes

Por Rafaela Damasceno

Na realidade atual, muitos plásticos não podem ser reciclados de maneira eficaz. Como consequência, são descartados indevidamente e acabam em aterros sanitários ou nos oceanos, onde representam uma séria ameaça ao meio ambiente e à vida marinha.

Um macaco segurando uma garrafa de plástico

Foto: Livekindly

Recentemente, pesquisadores do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos, encontraram o que parece ser a solução.

Eles projetaram uma nova forma de plástico, chamada polydiketoenamine (PDK). Ele se decompõe em nível molecular, pode ser desmontado e remontado de maneiras diferentes, com texturas e cores distintas. Esse processo pode ocorrer infinitas vezes, o que anima os cientistas com a possibilidade de ser devidamente reciclado, e não descartado na natureza.

“A maioria dos plásticos não foi feita para ser reciclada”, afirmou à Forbes o principal autor do projeto, Peter Christensen. “Nós descobrimos uma maneira de juntar o plástico levando em conta a reciclagem de uma perspectiva molecular”.

A poluição plástica é um dos maiores problemas da atualidade. Estima-se que, em 2050, haverá mais lixo plástico no mar do que peixes. Diversos países estão se movendo para tentar diminuir a poluição: o Panamá, recentemente, se tornou o primeiro país da América Central a banir as sacolas plásticas, e o Canadá declarou que irá impor uma proibição do uso único do material até 2021.

“Esse é o momento exato para pensar em projetar materiais e instalações de reciclagem para permitir a reutilização do plástico”, afirmou Brett Helms, o líder da equipe de pesquisa.

Os pesquisadores planejam incorporar materiais a base de plantas no PDK futuramente, tornando o novo plástico ainda mais sustentável.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Plataforma vai ajudar empresas que querem tornar seus produtos e serviços ecológicos e sustentáveis

Por David Arioch

Plataforma reunirá evidências e estudos que mostram como a sustentabilidade permite melhorar os resultados dos negócios (Foto: Divulgação)

Resultado de uma parceria entre organizações internacionais, incluindo a ONU, foi lançada nesta semana uma plataforma para ajudar pequenas e médias empresas que querem tornar seus produtos e serviços mais ecológicos e sustentáveis.

A Plataforma da Indústria Verde (Green Industry Platform), como foi nomeada, reúne pesquisas, dados e orientações para impulsionar a responsabilidade ecológica no setor privado.

O projeto se baseia em recursos da Plataforma de Conhecimento do Crescimento Verde (Green Growth Knlowledge Platform – GGKP), que já conta com estudos internacionais e mais atuais sobre temas que vão desde retorno de investimento até títulos verdes, infraestrutura sustentável, normas e regulamentos.

As análises são divididas por setor da economia, país, região ou eixos como gênero, emprego, mudanças climáticas, economia circular e capital natural.

A Plataforma da Indústria Verde vai disponibilizar conhecimentos técnicos para que pequenas e médias empresas tornem os seus suprimentos, produtos e operações mais ecológicos. A plataforma reunirá evidências e estudos que mostram como a sustentabilidade permite melhorar os resultados dos negócios.

“Como as pequenas empresas empregam até 60% da força de trabalho mundial, o seu pleno envolvimento na transição para a economia verde inclusiva é essencial ao alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, afirmou Li Yong, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido) — outra instituição apoiadora da iniciativa.

Para conhecer a Green Industry Platform, clique aqui.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Estudante faz bolsas sustentáveis com sacos de ração e doa renda para a causa animal

O estudante de serviço social Wallace “Pala-Pala”, de 35 anos, reutiliza embalagens de ração para fabricar bolsas sustentáveis. O dinheiro arrecadado com a venda dos produtos é revertido em compras de remédios e alimentação para animais que vivem em situação de rua nas regiões de Bangu e Padre Miguel, no Rio de Janeiro.

Foto: Instagram / @wpalapala

Wallace integra um grupo que distribui sopa para pessoas em situação de rua e ração para animais abandonados. Manter o projeto, no entanto, começou a ficar difícil. Por isso, ele decidiu criar o “Sustentacão”, como é chamado o projeto de confecção de bolsas sustentáveis.

“Vendo os moradores de rua, percebi como seria importante levar alimento para os anjinhos de quatro patas que também estão em situação de rua”, explicou ao portal Razões Para Acreditar.

O projeto foi iniciado recentemente. Como já tinha conhecimento sobre costura, Wallace decidiu começar a fabricar as bolsas inicialmente para que a noiva dele as usasse no lugar das sacolas plásticas na hora de ir ao mercado, poupando o meio ambiente, já que as sacolas não costumam ter a destinação correta e acabam chegando à natureza, colocando a vida de animais silvestres em risco.

“Faço as bolsas na máquina industrial com os sacos de ração vazios e viés. As pessoas reagiram de maneira positiva e quem sabe essa ideia se espalhe e outras ONGs e projetos possam se sustentar assim também, ajudando os animais e o meio ambiente”, afirmou.

Wallace aceita doação de sacos de ração, linhas e até mesmo de mão de obra. “Toda ajuda é muito bem-vinda. Quem quiser doar saco de ração vazio é só falar que vamos buscar. Vai ajudar muito!”, disse.

As bolsas custam, em média, R$ 15 e podem ser compradas através do Instagram @wpalapala.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Restam apenas 250 mil chimpanzés no continente africano

Restam apenas 250 mil chimpanzés na África. O número, quando comparado ao que foi registrado há 10 anos, quando cerca de 2 milhões desses animais viviam em 25 países do continente africano, expõe uma grave queda na população da espécie.

Foto: Pixabay

A diretora adjunta do Instituto Jane Goodall, Laia Dotras, afirmou à agência EFE o declive populacional drástico que os chimpanzés vivenciam é provocado “sobretudo pela perda do habitat” devido à “exploração de madeira e recursos minerais”. A espécie é vítima também da caça.

Segundo Dotras, essa é “uma das maiores crises de biodiversidade” atuais e se não forem tomadas medidas urgentes, os chimpanzés “não tardarão a desaparecer”. As informações são do portal Público.

A diretora afirma que é “essencial educar e fazer entender os problemas socioambientais locais” para evitar a extinção da espécie. Para “assegurar a sustentabilidade a longo prazo”, Dotras sugere que seja incentivado o desenvolvimento sustentável em diferentes regiões africanas.

“A pobreza e o desconhecimento induzem muitos africanos a usar os recursos do seu meio ambiente de forma insustentável”, asseverou Dotras, que citou como exemplo o desmatamento, que faz com que áreas fiquem “quase desertas e a terra já não se pode aproveitar para cultivar”.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Britânicos produzem cerveja vegana a partir de sobras de pão

Por David Arioch

Quando o escritor e ativista britânico pela produção de alimentos com impactos socioambientais positivos Tristram Stuart visitou uma fábrica de sanduíches em 2016, percebeu algo marcante.

Hoje, uma equipe liderada por Stuart promove a produção da Toast Ale, uma cerveja premiada feita de pães (Foto: Divulgação)

Todos os dias, 13 mil fatias de pão eram descartadas. Enquanto refletia sobre o problema, visitou o Projeto de Cervejas de Bruxelas e encontrou a inspiração de que precisava: uma cerveja produzida com uma receita ancestral chamada Babylone, era feita com um ingrediente inusitado — o pão.

Hoje, uma equipe liderada por Stuart promove a produção da Toast Ale, uma cerveja premiada feita de pães. Michael Lawrence, membro da equipe, está visitando bares em Londres para conscientizar as pessoas sobre os perigos do desperdício de alimentos e promover soluções simples, locais e inovadoras que possam ajudar a reduzir este problema.

“A cerveja de pão torrado é uma maneira incrível de readequar os excessos da produção de alimentos, e é também um produto delicioso resultante do estudo profundo de Tristam sobre o desperdício de alimentos,” disse Clementine O’Connor, oficial de programas para sistemas alimentícios sustentáveis da ONU Meio Ambiente.

“É um grande exemplo de como soluções inovadoras para o desperdício de alimentos podem crescer e operar em maiores escalas”, complementou.

As principais preocupações de Lawrence estão na ligação entre o desperdício de alimentos e a poluição do ar. Aterros sanitários, para onde a maior parte do lixo orgânico é destinada, libera metano.

Este gás nocivo, nas duas primeiras décadas após sua emissão, é 84 vezes mais potente do que outros gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono. Para cada quilograma de comida que termina em aterros, quase quatro quilos de gases do efeito estufa são emitidos, relevou Lawrence.

Ele também explicou que todos os dias uma enorme quantidade de alimentos é transportada para aterros, resultando em emissões equivalentes a cerca de 39 milhões de veículos de passageiros. A missão maior da cerveja Toast Ale, que se tornou vegana em 2017, é resgatar um bilhão de fatias de pão que seriam desperdiçadas.

“Isso reflete a ambição do negócio, iniciar um movimento global e mudar genuinamente a atitude da sociedade em relação ao desperdício de alimentos”, enfatiza Michael Lawrence.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Ex-dono da empresa Ceratti investe mais de R$ 1 milhão em comida vegana

O ex-proprietário da empresa Ceratti, Mário Ceratti, de 65 anos, decidiu apostar em alimentos veganos. A Ceratti é conhecida por comercializar produtos de origem animal. No entanto, o ex-dono da empresa está, agora, focado no mercado vegano.

O empresário investiu pouco mais de R$ 1 milhão na empresa paulistana Beleaf, uma startup que comercializa refeições veganas pela internet e que, até julho, deve vendê-las no supermercado Pão de Açúcar.

Mário Ceratti (à esquerda) investiu pouco mais de R$ 1 milhão em startup que vende comida vegana (Foto: Reprodução / Valor Econômico)

Mário acredita que a busca por uma alimentação saudável e sustentável do ponto de vista ambiental veio para ficar. “Acho que é uma tendência. E não precisa ser vegano. Pode querer comer bem de vez em quando”, disse o empresário ao jornal Valor Econômico. Segundo ele, um de seus filhos é vegano.

O montante usado pelo empresário para investir na alimentação vegana é pequeno diante da fortuna da família. A empresa norte-americana Hormel pagou cerca de R$ 350 milhões pela Cerrati, que fatura aproximadamente R$ 400 milhões anuais.

De acordo com Mário, o investimento na Beleaf é o que mais o entusiasma. “Tenho feito alguma coisinha, mas nada tão perto do coração [como a Beleaf]”, disse.

O empresário investiu na startup por intermédio da Rise Ventures, que captou investidores-anjo para a Beleaf. “Mário Ceratti não é um anjo. É um santo”, afirmou Pedro Vilela, fundador da Rise. A Beleaf foi avaliada em aproximadamente R$ 8 milhões e captou cerca de R$ 2,5 milhões.

Os produtos da Beleaf não tem ingredientes de origem animal e a linha de refeições foi batizada de VeganJá, que é produzida em uma cozinha industrial no bairro Chácara Santo Antonio, em São Paulo.

Foto: Pixabay/Ilustrativa

A startup foi fundada em 2015 por Fernando Bardusco, Fábio Biasi e Jonatas Mesquita. Os três cursam administração na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e têm menos de 30 anos. A expectativa da Beleaf é vender, neste ano, 150 mil refeições, sendo mais de 90% pela internet, e faturar aproximadamente R$ 3 milhões. Em 2021, com entrada no varejo, o objetivo é comercializar 400 mil refeições, obtendo um lucro de R$ 8 milhões, segundo Bardusco. Para o futuro, o intuito é vender 50% dos produtos via internet e os outros 50% em supermercados.

Com a captação de recursos, para a qual Mário Ceratti atuou como âncora, a Beleaf investiu em uma câmara de ultracongelamento para viabilizar o atendimento do contrato com o Pão de Açúcar. O objetivo da empresa é chegar ao Rio de Janeiro em 2020.

“Conseguimos levar [os produtos] com distribuição refrigerada para o Rio. Só teremos estoque lá e venderemos pelo site, quase sem custo fixo”, afirmou Vilela, da Rise.

Caso as metas da Beleaf sejam atingidas nos próximos anos, a startup poderá fazer uma nova rodada de captação, dando saída aos investidores-anjo que investiram nela. Atualmente, os fundadores da Beleaf detém quase 55% do capital da startup, outros 16,5% são da Rise, que investe mensalmente R$ 20 mil para o pagamento dos funcionários da companhia. A família Ceratti detém 15% do capital.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Ameaçados pela ação humana, oceanos geram a maior parte do oxigênio respirado

Os oceanos são de extrema importância para a natureza e, também, para a humanidade. Isso porque eles são responsáveis pela maior parte do oxigênio respirado, além de absorverem grandes quantidades de emissões de dióxido de carbono e serem economicamente necessários para países que dependem, por exemplo, do turismo.

No último dia 8 de junho comemorou-se o “Dia Mundial dos Oceanos”, criado pela ONU durante a ECO-92 ou “Cúpula da Terra”, no Rio de Janeiro, em 1992. Apesar da data, segundo a editora da revista Ecotour News, Vininha F. Carvalho, ter como objetivo “promover uma reflexão sobre a importância do oceano para a Terra, celebrar a vida marítima e criar uma consciência sobre a proteção da vida nos oceanos”, os mares continuam sob a ameaçada promovida pela ação humana, que explora e destrói recursos naturais e contamina as águas com resíduos sólidos.

Foto: Pixabay

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, 19% do PIB vem de atividades que dependem dos oceanos, como petróleo, lazer e turismo. “Esses números também trazem um alerta voltado à proteção desse ambiente”, salienta Vininha ao portal Terra.

A ameaça que os oceanos sofrem é de extrema gravidade. Segundo um estudo apresentado durante a 46ª edição do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, até 2050 haverá mais plástico do que peixes nos mares. Até esse mesmo ano, 99% das aves marinhas também terão detritos plásticos no organismo, segundo outra pesquisa publicada em 2018 na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences. Segundo pesquisadores, atualmente 90% desses animais já sofrem com a poluição do meio ambiente.

Diante da gravidade da situação, a ONU classificou o período entre 2021 e 2030 como a Década Internacional da Oceanografia para o Desenvolvimento Sustentável – a Década dos Oceanos. A classificação tem o objetivo de ampliar a cooperação internacional em pesquisa para promover a proteção dos oceanos e a gestão dos recursos naturais de zonas costeiras.

Pesquisadores alertam que oito milhões de toneladas de plástico estão sendo despejados no mar anualmente em todo mundo, o que representa um dano praticamente irreversível, já que o plástico demora cerca de 400 anos para se decompor.

O problema é tamanho que minúsculas partículas, de plástico e de outros tipos de lixo, podem estar escondidas nos oceanos. Elas são tão pequenas que não podem ser captadas por análises convencionais, mas são ingeridas por animais marinhos, o que pode coloca-los em risco.

Segundo uma lista dos maiores responsáveis pelo despejo de resíduos, feita por pesquisadores da Associação Educacional do Mar de Woods Hole, do Estado norte-americano de Massachussetts, as 20 nações que mais descartam lixo seriam responsáveis por 83% do plástico mal gerenciado que pode chegar aos mares.

O topo da lista é ocupado pela China, que produz mais de um milhão de toneladas de dejetos. Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que isso tem relação com o tamanho da população do país e a dimensão de sua região costeira.

De acordo com os pesquisadores, a quantidade de dejetos lançados anualmente nos mares pode alcançar, até 2025, 17,5 milhões de toneladas, com 155 milhões de toneladas chegando aos oceanos até a data. Para o Banco Mundial, o patamar máximo de lixo produzido no mundo será atingido em 2100.

A falta de tratamento de lixo é responsável por aumentar à chegada do plástico aos oceanos, material que não pode ser retirado do fundo dos mares devido à profundidade média de 4,2 mil metros dos oceanos.

“A melhor forma é evitar que o plástico chegue aos oceanos, por isto a conscientização torna-se a melhor solução”, conclui Vininha.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


 

Grupo de senadores lança “Junho Verde” em defesa do meio ambiente

Por David Arioch

Contarato: “Nós temos que debater, principalmente em um momento tão delicado pelo qual o Brasil está passando” (Foto: Agência Senado)

Um grupo de senadores liderados pelo presidente da Comissão de Meio Ambiente (CMA), Fabiano Contarato (Rede-ES), lançou na semana passada a campanha “Junho Verde”, que tem o objetivo de dedicar este mês às causas ambientais, promovendo debates sobre aquecimento global, desertificação, preservação das águas e das florestas, e também proteção dos animais.

“Durante os dois anos de mandato, enquanto eu estiver presidindo a comissão, essas audiências públicas vão se tornar uma constante, porque nós temos que debater, principalmente em um momento tão delicado pelo qual o Brasil está passando”, disse Contarato.

Os senadores da Comissão de Meio Ambiente também apresentaram um projeto para incorporar o “Junho Verde” ao calendário permanente do Senado. “Antes da eleição já se falava em acabar com o Ministério do Meio Ambiente, mas se ele não conseguiu fazer isso de direito, está fazendo de fato. Acabou com a Secretaria de Educação Ambiental, enfraqueceu o Ibama e o ICMBio, está autorizando a extração de minério em terras indígenas”, criticou o presidente da CMA.

Segundo Fabiano Contarato, o Brasil está caminhando na contramão, no retrocesso, enquanto que na comunidade europeia os “verdes” estão ganhando espaço.

“Preservar o meio ambiente é preservar a vida humana, eu não tenho dúvida. E o Brasil tem que entender que isso não é só a questão ambiental. Porque transcende o espaço territorial brasileiro, é um direito planetário que vai abalar a economia porque os países envolvidos que lutam pela preservação ambiental não querem firmar acordo com o Brasil se não houver esse comprometimento”, argumentou.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que apoia a criação do “Junho Verde”. Integrante do grupo, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) questionou a Medida Provisória 867/2018, que expira hoje, mas que prevê alteração do código florestal, anistiando desmatadores.

“É uma MP originalmente pensada com um objetivo: regularização fundiária. E se tornou um festival de jabutis, que deforma o Código Florestal. Essa medida provisória expira na segunda-feira [hoje], então é bom que se diga, nós não aceitaremos essa MP por todas as razões. Não aceitaremos uma MP cheia de jabutis vir da Câmara federal e ser apreciada aqui com a quebra de todos os interstícios, seja hoje seja amanhã”, afirmou Randolfe.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Ônibus elétricos colocam Chile no caminho de um futuro mais sustentável

Por David Arioch

Os 200 veículos chegaram às ruas da capital Santiago (Foto: Divulgação)

O Chile possui atualmente a maior frota de ônibus elétricos da América Latina. Os 200 veículos chegaram às ruas da capital, Santiago, este ano como parte de um plano para cortar emissões e reduzir a poluição do ar. Até 2040, o país busca ter uma frota totalmente elétrica em seu sistema público de transporte.

“Para enfrentar decisivamente a mudança climática, a mobilidade elétrica é essencial. Estamos dando um salto em direção a um sistema de trasportes mais limpo, mais eficaz e sustentável”, disse Carolina Schmidt, ministra do Meio Ambiente do Chile e presidente da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP25.

Em dezembro, o país irá sediar a COP25 e tentar conseguir compromissos mais ambiciosos para reduzir as emissões dos países com o objetivo de manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C.

Transportes sustentáveis são essenciais para ações climáticas, mas também para proteger a saúde de cidadãos. Um ônibus elétrico pode evitar até 60 toneladas de emissões de carbono todos os anos.

No Chile, a poluição do ar causa ao menos quatro mil mortes prematuras anualmente. Além disso, 10 milhões de chilenos estão expostos diariamente a níveis de partículas finas acima dos limites estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de acordo com dados oficiais.

Um estudo de 2017 da ONU Meio Ambiente estima que a transição para uma frota totalmente elétrica de táxis e ônibus irá evitar 1.379 mortes prematuras até 2030.

Em nível nacional, o combate à poluição do ar irá gerar benefícios anuais à saúde de oito bilhões de dólares, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente do Chile.

A mobilidade pública elétrica também está em alta em outras partes da América Latina. Guayaquil, a cidade mais populosa do Equador, lançou em março deste ano uma frota de 20 ônibus elétricos, que irão transportar 10.500 usuários todos os dias. Na Colômbia, a cidade de Cali irá completar uma frota de 125 unidades neste ano, enquanto Medellín já comprou 64 ônibus do tipo.

A Costa Rica prometeu ter uma frota de ônibus e táxis totalmente elétrica até 2050, como parte de um plano nacional para redução de emissões de carbono. Outros países também estão apresentando incentivos para consumidores, como o Peru, onde um imposto sobre veículos elétricos foi suspenso em 2018.

A ONU Meio Ambiente, por meio de sua plataforma MOVE, e com apoio do projeto Euroclima+, está ajudando Argentina, Colômbia e Panamá com suas estratégias nacionais de mobilidade elétrica.

Comida vegetariana será a norma nos eventos do governo de Amsterdã em 2020

Por David Arioch

“Esse governo está fazendo escolhas sustentáveis ​​e acho que também devemos fazê-las por nós mesmos” (Foto: Visually Spectacular Catering)

A partir de 2020, comida vegetariana será a norma nos eventos realizados pelo governo de Amsterdã. O anúncio foi feito esta semana, mas a medida deve passar antes por uma votação em junho antes da elaboração de estratégias para a implementação.

“Os quatro partidos que governam a cidade, que detêm a maioria das cadeiras do governo, adotaram a iniciativa que será oficialmente votada por todo o corpo governamental”, informou o chefe de gestação operacional Rutger Groot Wassink ao jornal britânico Telegraph.

De acordo com o representante do Partido pelos Animais, Johnas van Lammeren, no ano que vem alimentos de origem animal só serão servidos mediante prévia solicitação, já que o padrão serão refeições prioritariamente baseadas em vegetais.

A princípio, a ideia era oferecer somente opções veganas, mas ficou decidido que seria melhor “ir com calma” nessa etapa classificada como uma espécie de transição.

“Estamos invertendo as normas. A questão não é mais “você é vegetariano?”, mas “você come carne?”, disse Wassink.

E acrescentou: “Esse governo está fazendo escolhas sustentáveis ​​e acho que também devemos fazê-las por nós mesmos. Trata-se de dar um bom exemplo.”