Canadá anuncia proibição de plásticos de uso único a partir de 2021

Foto: Greenpeace

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O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, anunciou que o país vai proibir os plásticos de uso único “nocivos ao meio ambiente” até 2021 para enfrentar o “desafio global” da poluição por plásticos, segundo a BBC.

O governo não revelou quais itens de plástico serão proibidos, no entanto, foi relatado que o país – que é o segundo maior do mundo, cobrindo 9,98 milhões de quilômetros quadrados – redigiu sua legislação baseando-se em proibições semelhantes no mundo todo, muitas dos quais proíbem canudos de plástico, sacolas, sacos de lixo e talheres (utensílios descartáveis).

As Nações Unidas revelaram em maio que 180 países se comprometeram a ajudar a reduzir a quantidade de plástico no oceano para o bem do ecossistema e dos animais marinhos.

Segundo o Centro para a Diversidade Biológica, bilhões de quilos de plástico estão agora no mar, cobrindo cerca de 40% das superfícies oceânicas do mundo. Milhares de animais – incluindo tartarugas marinhas, focas, baleias, golfinhos, aves marinhas e peixes – são mortos todos os anos depois de acidentalmente consumirem plástico ou se enredarem (enroscarem) nele.

A proibição do plástico no Canadá também delineará metas para empresas que produzem ou vendem plásticos para torná-los mais sustentáveis. Menos de 10% do plástico no país é atualmente reciclado e o Canadá descarta cerca de 3 milhões de toneladas de resíduos plásticos a cada ano.

Trudeau disse em um comunicado: “Como pais, estamos em um momento em que levamos nossos filhos para a praia e temos que procurar um pedaço de areia que não esteja cheio de canudos, isopor ou garrafas plásticas”.

“Isso é um problema, sobre o qual temos que fazer alguma coisa”, acrescentou o primeiro-ministro.

Alguns municípios e províncias do Canadá já proibiram alguns plásticos de uso único, como sacolas plásticas. Trudeau concordou com as proibições, mas afirmou que “uma solução real precisa ser nacional”.

O anúncio foi feito alguns meses antes das eleições gerais, que acontecerão no outono. Espera-se que questões ambientais como poluição e mudança climática dominem a campanha.

Esforços éticos do Canadá

No início deste mês, um projeto de lei que proíbe que aquários e parques temáticos mantenham baleias, golfinhos e botos em cativeiro passou pela Câmara dos Comuns (Câmara dos Deputados) do Canadá. A legislação foi inspirada pelo interesse público no bem-estar animal.

“Os canadenses têm sido claros, eles querem que a prática cruel de manter baleias e golfinhos em cativeiro termine. Com a aprovação do Bill S-203, garantimos que isso acontecerá ”, disse Elizabeth May, líder do Partido Verde e Saanich – em um comunicado.

Em maio, o país proibiu a importação e exportação de barbatanas de tubarão devido a preocupações com a crueldade contra os animais.

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Empresa transforma caroço de abacate em canudos e talheres biodegradáveis

Mexico Daily News

Foto: Mexico Daily News

Um engenheiro bioquímico mexicano descobriu como fazer bioplástico a partir do desperdício de alimentos, e em vez reaproveitamento na própria indústria alimentícia, ele criou um plástico biodegradável, orgânico e tornou-o tão barato quanto o plástico comum.

Com todos os danos causados pelo lixo plástico ao meio ambiente e às espécies, as proibições do uso do material em vigor em todo o mundo só se tornam mais severas com o passar do tempo, criando uma demanda crescente por alternativas biodegradáveis.

O problema é que alguns plásticos biodegradáveis ainda são feitos de combustível fóssil, e 80% dos “bioplásticos” biodegradáveis são feitos de fontes de alimentos, como o milho.

Os plásticos biodegradáveis normalmente custam cerca de 40% mais do que o plástico normal.

Mas o engenheiro bioquímico Scott Munguia surgiu com uma solução para a questão: caroços de abacate.

Foto: Mexico Daily News

Foto: Mexico Daily News

Sua empresa, a Biofase, está localizada no coração da indústria de abacate do México, onde ele transforma 15 toneladas de abacates por dia em canudos e talheres biodegradáveis.

Os caroços, descartados por empresas locais que processam a fruta, eram encaminhados para um aterro sanitário. Então, além de seus custos de produção serem baratos, ele está ajudando a reduzir o desperdício agrícola.

A empresa pode então repassar essa economia para o consumidor, mantendo os preços iguais aos do plástico convencional.

“O bioplástico de semente de abacate não corta nosso suprimento de alimentos ou requer que qualquer terreno adicional seja dedicado à sua produção”, diz Munguia.

Foto: Mexico Daily News

Foto: Mexico Daily News

“E o melhor de tudo, é verdadeiramente biodegradável, ao contrário de muitos plásticos que se dizem ´biodegradáveis”. Decompõe-se totalmente em apenas 240 dias, em comparação com o plástico convencional, que estima-se que levará 500 anos a degradar e nunca será totalmente biodegradável” .

A empresa informa que se mantido em local fresco e seco, o material pode durar até um ano antes de começar a degradação.

Munguia descobriu como extrair um composto molecular do caroço da fruta para obter um biopolímero que pudesse ser moldado em qualquer formato, informou o Mexico Daily News.

“Nossa família de resinas biodegradáveis pode ser processada por todos os métodos convencionais de moldagem de plástico”, twittou a empresa.

Empresa transforma caroço de abacate em talheres e canudos ecológicos

A empresa mexicana BioFase usa o caroço de abacate como matéria-prima para a fabricação de talheres e canudos. Alternativa sustentável, os produtos seguem uma tendência mundial que visa à proteção ao meio ambiente.

Foto: Biofase

Os produtos são feitos de matéria-prima ecológica em 60% e os outros 40% são formados por compostos orgânicos sintéticos. Os talheres e canudos são adequados para alimentos quentes e frios e são fortes o suficiente para não dobrar, não havendo nenhuma perda de qualidade em relação aos produtos tradicionais, feitos de plástico – matéria-prima poluente que chega ao mar devido ao descarte inadequado e à falta de reciclagem e se torna responsável pela morte de animais marinhos.

A principal matéria-prima da BioFase é um resíduo agroindustrial presente em abundância no Brasil, que é responsável por 50% do abacate consumido no mundo. O resultado são talheres e canudos com mais durabilidade que os convencionais. Isso porque, quando mantidos em local fresco e seco, os produtos são utilizáveis por até um ano. Após esse período, basta enterrá-los no solo. O processo de degradação é de apenas 240 dias.

Atualmente, a BioFase coleta sementes de abacate de outras empresas que trabalham processando o alimento para fazer guacamole e óleo.

A empresa promete ainda reduzir em até 60% o consumo de plástico à base de petróleo, sem que seja necessário trata-lo de maneira especial ou separá-lo para reciclagem.

A iniciativa da BioFase está presente também em outras empresas pelo mundo, que utilizam folhas de árvore para fabricar pratos, amido de inhame para criar canudos e até banana verde para produzir diversos tipos de recipientes ecológicos.