Toneladas de lixo plástico ameaçam a vida no maior atol do mundo

O lixo plástico vem do continente e acaba no atol de Aldabra | Foto: Sky News/Reprodução

O lixo plástico vem do continente e acaba no atol de Aldabra | Foto: Sky News/Reprodução

Cientistas estimam que pode haver mais de mil toneladas de plástico no distante atol de corais de Aldabra, no arquipélago de Seychelles.

Considerado um dos patrimônios da humanidade, o belíssimo atol declarado reserva natural, lar de diversas espécies raras, recebe lixo do continente trazido pelas correntes marinhas e marés altas.

A ilha, conhecida como “Galápagos do Oceano Índico” pela enorme variedade de vida da região, fica a mais de 640 quilômetros da presença (social) humana mais próxima.

Mas a sua posição em relação as correntes oceânicas, resulta, que a cada maré alta, mais plástico será trazido para o atol.

O acesso ao atol, parte das ilhas Seychelles, é estritamente controlado por razões de biossegurança, cientistas que vivem na estação de pesquisa da ilha relatam a ameaça que o plástico representa para a vida selvagem do lugar.

Eles contam à equipe do Sky News que já chegaram a ver tartarugas rastejando sobre garrafas plásticas e outros detritos para conseguir por seus ovos na areia.

Cheryl Sanchez, a coordenadora de ciências da estação, disse: “Elas são muito fortes. Elas têm que empurrar o lixo pro lado, o que elas conseguem fazer. Mas isso depende também de quanto lixo plástico está acumulado ali e é preciso pensar nesses filhotes que logo estão chegando também”

“Eles são muito menores e precisarão rastejar sobre tudo isso”.

Perigo sedutor

As tartarugas gigantes de Aldabra também estão em risco.

Elas se recuperaram de uma quase extinção, chegando a uma população que agora atingiu de cerca de 150 mil habitantes, mas o plástico é uma nova ameaça.

As tartarugas acham o plástico irresistível, dizem os cientistas, particularmente os amarelos e vermelhos, possivelmente porque elas confundem com frutas.

Jessica Moumou, pesquisadora da Fundação Ilhas Seychelles, disse: “Eles comem pedaços e, às vezes, chinelos, garrafas plásticas e escovas de dentes inteiros.

“Você puxa o plástico e agarra pra tomar delas, mas eles não largam.”

Uma equipe conjunta da fundação científica e do The Queen’s College, da Universidade de Oxford, está agora limpando a costa sul de Aldabra.

Eles removeram até agora 22 toneladas de plástico.

Foto: Sky News/Reprodução

Foto: Sky News/Reprodução

Cordas de plástico e redes de pesca representam a maioria dos detritos por peso, mas garrafas, isqueiros e particularmente chinelos também são muito comuns em meio a todo o lixo encalhado.

Jeremy Raguain, um dos organizadores do Projeto de Limpeza Aldabra, disse que espera que a equipe colete pelo menos de 50 a 60 mil chinelos.

“Eles são bem duráveis”, disse ele. “As correntes podem levá-los para longas distâncias.

“Que nosso lixo termine aqui está errado.

“Aldabra é uma área protegida maravilhosa, mas há limites sobre o quanto podemos protegê-lo, seja da mudança climática ou da poluição de plástico.

“As imagens mostram que você pode estar a um milhão de quilômetros de distância e você ainda pode ter um impacto sobre este lugar.”

Os cientistas estão preocupados que o plástico possa trazer com ele espécies invasoras.

Lindsay Turnbull, do The Queen’s College de Oxford, e administradora do SIF, conta que encontrou um sapato de espuma que estava na água há tanto tempo que estava incrustado com enormes percebes (crustáceos que destroem corais).

“O plástico está trazendo isso pra cá”, disse ela.

Temos em Aldabra uma espécie marinha invasora que costumava ser encontrada apenas na ilha de Guam. Aos poucos, ela se espalhou pelo Oceano Índico.

“Esta espécie é conhecida como um assassino de corais. Nós não queremos isso aqui.”

Tartarugas são encontradas mortas presas a rede de pesca na Paraíba

Sete tartarugas foram encontradas mortas presas a uma rede de pesca na praia do Caribessa, em João Pessoa (PB), no domingo (10). Uma oitava tartaruga que também ficou presa à rede conseguiu ser salva com vida.

Foto: Larissa Pereira/TV Cabo Branco

As tartarugas foram encontradas por pessoas que passavam pela praia, dentre elas o empresário David Montenegro. Da espécie verde, elas têm entre quatro e oito anos de idade. As informações são do portal G1.

O presidente da ONG Guajiru, Roberto Aragão, explicou que entre mil tartarugas da espécie, no máximo duas conseguem chegar até a vida adulta.

Ainda não há informações sobre quem teria sido o responsável por cometer o crime ambiental.

Representantes da entidade estiveram no local e as tartarugas mortas foram retiradas da água. De acordo com Aragão, só em 2019 mais de 80 tartarugas foram encontradas mortas nas praias entre João Pessoa e Cabedelo.

Tartarugas e botos-cinza são encontrados mortos em praias de Sergipe

Dois botos-cinza e três tartarugas da espécie oliva foram encontrados mortos em praias da Região Metropolitana de Aracaju, em Sergipe, no último final de semana.

(Foto: Fundação Mamíferos Aquáticos)

Os animais marinhos foram encontrados nas praias do Atalaia, na Zona Sul de Aracaju, e do Jatobá, na Barra dos Coqueiros. Eles estavam em estado considerável de decomposição, o que dificulta a descoberta da causa da morte. As informações são do portal Infonet.

A Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA) suspeita que os animais tenham morrido após ficarem presos em redes de pesca. A morte de tartarugas-oliva em Sergipe é considerada recorrente.

“Estavam em idade adulta e situação corporal boa, então possivelmente foi isso. Os botos-cinza são residentes da costa e dos estuários. Não é comum encontrá-los mortos. Precisamos identificar o que está acontecendo. Dos que morreram no sábado, podemos afirmar que foi por conta da interação com rede de pesca, por causa das marcas no corpo”, explicou o médico veterinário e coordenador de monitoramento de praias da FMA, Jonathas dos Santos.

Ao encontrar um animal vivo ou morto em praias de Sergipe, a orientação é evitar tocá-los. “As pessoas nunca devem manusear, estejam vivos ou mortos, porque não sabemos que tipo de doenças eles poderão transmitir na hora”, alertou o veterinário.

Para solicitar o resgate de animais vivos ou a retirada de corpos dos que foram encontrados mortos, basta acionar a Fundação Mamíferos Aquáticos. Para ocorrências em Sergipe e na Bahia, o contato é o 0800 079 3434. Em Alagoas, o telefone é o 0800 082 3434. O contato pode ser feito ainda através do número 79 99164-0707, através de ligação ou mensagem pelo WhatsApp.

Mais de 1,5 mil tartarugas são encontradas dentro de malas abandonadas

A polícia encontrou 1.529 tartarugas vivas dentro de malas abandonadas no aeroporto de Manila, nas Filipinas. Os animais, que estavam envoltos em fita adesiva, foram resgatados no domingo (3). Dentre as tartarugas, havia espécies raras e protegidas, incluindo tartarugas estelares, tartarugas de patas vermelhas, tartarugas sulcadas e escorregadores de orelhas vermelhas.

Foto: Bureau of Customs Naia/Facebook

As malas vieram de um voo de Hong Kong e foram trazidas por um passageiro das Filipinas e deixadas na área de desembarque do aeroporto internacional de Manila Ninoy Aquino. Após o resgate, as tartarugas foram levadas para uma unidade de monitoramento para que pudessem receber os cuidados necessários.

Tartarugas são traficadas para serem tratadas como animais domésticos, mas também para que sejam mortas para consumo e para uso na medicina tradicional em países asiáticos. As informações são do portal G1.

Foto: Bureau of Customs Naia/Facebook

O tráfico de animais, que é considerado um problema em todo o sudeste da Ásia, é fortemente combatido nas Filipinas, que têm leis rígidas contra esse crime. Caso os animais sejam encontrados, o traficante pode ser preso por até dois anos e multado em até 200 mil pesos.

Em 2018, a alfândega filipina resgatou 560 tipos de vida selvagem e de animais silvestres. Dentre eles, 250 lagartixas, 245 pedaços de coral e diversas espécies de répteis. Em 2019, já foram resgatados 63 animais, entre iguanas, camaleões e dragões barbudos, todos encontrados em bagagens nos embarques internacionais.

Foto: Bureau of Customs Naia/Facebook

Para preservar espécies, turistas em Noronha precisam respeitar espaço das tartarugas

Tartaruga se aproxima da câmera durante mergulho com snorkel na Praia do Sueste, em Fernando de Noronha — Foto: Fábio Tito/G1

O turista em Fernando de Noronha precisa se adaptar: existem regras de conservação da flora e fauna da ilha e a prioridade não são as pessoas. É assim que Noronha consegue preservar vidas de animais em risco de extinção, como a tartaruga-verde.

A cada mil nascimentos, estima-se que apenas um animal chega à vida adulta. Além dos predadores naturais, é a ação do homem que cada vez mais impede que este ciclo seja completo.

O G1 esteve em Fernando de Noronha como parte do “Desafio Natureza” para mostrar as questões que a ilha enfrenta com o tratamento do lixo.

Atualmente, o lixo oceânico é um dos maiores problemas para a vida das tartarugas marinhas. A cena de uma tartaruga tendo um canudo removido do nariz desencadeou uma guerra ao item, mas o problema é grande.

A bióloga Bruna Canal, do projeto Tamar, explica que o lixo costuma afetar mais a vida das tartarugas dentro d’água. Em Noronha, especificamente, são poucos os registros de tartarugas encalhadas debilitadas por causa do lixo, mas em 2018 um animal da espécie cabeçuda chegou até a ilha.

“Não é uma espécie que costuma ficar por aqui, ou seja, ela deve ter vindo debilitada com outras correntes. Estava toda emalhada em um lacre desses que prendem mercadoria em barco. Ela já estava com marcas bem profundas na pele e perto da cabeça e acabou não resistindo”, disse.

Ainda segundo a bióloga, o lixo na areia pode atrapalhar a desova, caso os animais esbarrem no lixo durante a escavação do ninho. A urbanização também é um problema em outras regiões: luz, barulho e falta de espaço na areia contribuem para que a tartaruga não desove normalmente.

Convivência

O projeto Tamar e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) trabalham em Noronha para evitar que a espécie entre em extinção. Por isso, a praia do Leão tem o acesso controlado e fica fechada para visitação das 18h30 às 8h.

É durante este período da noite que as tartarugas costumam deixar as águas para cavarem seus ninhos na areia e desovarem.

Buraco de desova de uma tartaruga marinha recebeu marcação do Tamar na Praia do Leão, em Fernando de Noronha. Biólogos retornam para monitorar o local nos dias subsequentes, pois as tartarugas costumam voltar para botar mais ovos — Foto: Fábio Tito/G1

“No horário que as fêmeas escolhem para vir desovar, a praia do Leão é fechada para o turista. Não pode ter visitação porque poderia prejudicar a desova. Um turista andando por aqui poderia assustar uma tartaruga e ela deixaria de desovar. Essas limitações em algumas praias são muito importantes para conservação da fauna, flora e da tartaruga marinha”, explica a bióloga.

Mas durante o dia a praia é aberta ao público. Os ninhos são marcados e checados diariamente pelos biólogos e o guarda-parque avisa aos que chegam: “É proibido se aproximar da área dos ninhos”.

Em Sergipe, por exemplo, alguns lugares na praia em Pirambu as tartarugas sobem para desovar em área que tem bares. Para preservar o ninho, o Tamar faz uma cerquinha de proteção e a própria comunidade ajuda a cuidar desses ovos.

“Então existe a possibilidade dessa convivência se a gente tiver essa conscientização e sensibilização das pessoas para que elas nos ajudem a cuidar das tartarugas marinhas”, explica a bióloga Bruna Canal.

O caminho até o nascimento

Para desovar, as tartarugas procuram se distanciar do mar. Com as nadadeiras traseiras, cavam um buraco profundo e desovam. O processo todo pode demorar até duas horas.

“A tartaruga sempre vai escolher um momento mais frio e mais protegido para vir para a praia desovar. A temperatura é um fator bem importante na vida das tartarugas marinhas porque elas regulam a temperatura do corpo conforme a temperatura ambiente. Além disso, para se proteger de predadores, o período noturno é o que elas vêm para desovar”, diz Bruna.

Os ovos ficam entre 40 e 60 dias no ninho- este período varia conforme a temperatura ambiente. Na hora do nascimento, os filhotes começam a chocar os ovos e juntos cavam até a superfície. Uma vez na areia, eles seguem até o mar, onde tendem a se dispersar nas correntes marinhas.

Captura científica

O Tamar faz o controle das tartarugas que passam pela ilha através da captura científica, em que são monitorados o tamanho, o peso e se os animais possuem ferimentos ou problemas de saúde. Para a captura, os biólogos mergulham em apneia e levam a tartaruga até a areia para os procedimentos.

Pesquisadores do Projeto Tamar fazem monitoramento de tartarugas na Praia do Porto, em Noronha. Ação é aberta ao público — Foto: Fábio Tito/G1

Como forma de conscientizar os turistas, essa prática é feita sob olhar deles. Enquanto alguns biólogos mergulham, outros ficam na areia falando sobre as tartarugas-marinhas. As tartarugas encontradas em Noronha costumam ter anilhas de identificação para que seu crescimento possa ser acompanhado.

A tartaruga-verde chega a idade adulta por volta dos 30 anos, quando ela volta para a praia onde nasceu para colocar seus ovos.

As restrições e a interação à distância são aprovadas pela turista Paloma Braga, que acompanhou a captura na Praia do Porto.

“Eu, que viajo com criança, acho que ajuda bastante. Desperta neles desde cedo uma consciência ambiental. Acho que a restrição ajuda a preservar, a ter a sustentabilidade deste lugar para ser visitado ainda por um longo período. Em outros lugares, a gente vê que o desenvolvimento urbano prejudica muito”, diz.

Fonte: G1

Crianças alimentam tartarugas com varas de pescar em parque aquático chinês

O parque aquático em questão, chama-se BHG Fantasy Ocean Park, e fica na cidade de Yinchuan (China). O estabelecimento iniciou suas atividades em 27 de janeiro e está aberto a menos de um mês.

As tartarugas mostradas no vídeo pertencem a espécie de tartarugas-verdes e são consideradas ameaçadas de extinção pela fundação World Wild Life.

Segundo a gerente do estabelecimento, Sra. Yuan, que fala pelo parque, a atividade foi planejada para ser uma “experiência para as crianças”.

As imagens se espalharam pelas mídias sociais chinesas e mostravam tartarugas nadando em um pequeno lago artificial enquanto meninos e meninas seguravam varas de pesca com pedaços de repolho pendurado nelas sobre os animais.

Crianças alimentam tartarugas com vara de pesca | Foto: Reprodução / Kuaishou

Crianças alimentam tartarugas com vara de pesca | Foto: Reprodução / Kuaishou

As cenas ganharam notoriedade depois que um visitante do parque postou o vídeo das crianças alimentando as tartarugas em uma plataforma de vídeo popular chinesa, o Kuaishou na semana passada.

O parque então, recebeu severas críticas de internautas e da imprensa local por estimular crianças a alimentar tartarugas ameaçadas de extinção com varas de pesca, como forma de entretenimento.

As imagens causaram preocupação entre os ativistas pelos direitos animais e uma das pessoas que assistiu ao vídeo, o enviou como denúncia para a Administração Nacional de Florestas e Pastagens da China na semana passada via Weibo (aplicativo chinês semelhante ao Twitter).

O denunciante escreveu no post: “Desde quando as tartarugas tem que viver uma vida tão difícil?”

O estabelecimento foi investigado pelas autoridades da cidade e a atividade de mau gosto foi encerrada.

O parque se defende afirmando que “o preço é barato, apenas 10 yuan (aproximadamente 0,61 centavos de real) por cada jogada, afirmou a gerente identificada pelo seu sobrenome apenas: Yang, ao BJ News.

A gerente fez questão de “garantir o bem estar” dos animais ao público e à imprensa.

Um animal selvagem, nascido livre na natureza e congenitamente preparado para buscar seu alimento em seu habitat, jamais encontrará algum bem estar em um ambiente artificial, sendo alimentado por varas conforme a vontade de humanos que o fazem por diversão.

O Depto. de Administração Florestal de Yinchuan confirmou que as tartarugas que aparecem no vídeo são tartarugas verdes, elas são espécies com status de protegidas na China, e o BHG Fantasy Ocean Park tinha 10 delas.

Ameaçadas de extinção por uma série de fatores, incluindo a colheita excessiva de seus ovos, caça e perda de habitat, elas são encontradas principalmente em águas tropicais e subtropicais.

Sua população global diminuiu em 90% nos últimos 50 anos, de acordo com a National Wildlife Federation dos Estados Unidos.

Traficante preso com 800 tartarugas já fez outras duas viagens em menos de um mês

Foto: Fernando Gomes / Agência RBS
Foto: Fernando Gomes / Agência RBS

O criminoso foi preso em uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e transportava os filhotes em quatro sacos de panos sem qualquer tipo de iluminação e ventilação. Eles também não recebiam água nem alimentação. O homem conduzia um veículo Kia Cerato e estava levando os animais para Florianópolis, em Santa Catarina. As tartarugas que sobrevivessem às condições precárias seriam vendidas por cerca de R$ 50 em lojas especializadas.

Conforme a lei dos crimes ambientais, ele assinou termo circunstanciado e, se condenado, pode pegar de um a quatro anos de prisão, pena que geralmente é revertida em pagamento de cesta básica e prestação de serviço à comunidade. O delegado Rodrigo Caldas, titular da delegacia de polícia de Eldorado do Sul, destaca que está buscando mais agravantes para instaurar um inquérito. O objetivo é responsabilizar o preso, que é de Santa Catarina e tem 49 anos, em outros tipos de crimes e ainda pelo fato de ele ter antecedentes por crimes ambientais, bem como por já ter realizado outras duas viagens neste ano para Florianópolis com filhotes de tartarugas.

Maus-tratos aos animais

Enquanto a polícia tenta identificar o viveiro clandestino, outros envolvidos no tráfico e também os receptadores dos animais, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Porto Alegre recebeu os 800 filhotes.

Paulo Guilherme Carniel Wagner, médico veterinário, analista ambiental e responsável pela área silvestre do órgão, afirma que quatro animais haviam morrido e que outros devem morrer.

“Eles estão estressados devido aos maus-tratos e ficarão pelo menos por uma semana aqui no Ibama, em um taque, para se recuperarem. Depois, vamos devolvê-los ao seu habitat”, ressalta Wagner

Segundo o Ibama, a espécie foi identificada como tigre-d’água e é nativa do Rio Grande do Sul. No entanto, devido ao tráfico, já há espécies em todo o país e até no Exterior. Wagner diz que os parques de Porto Alegre são repletos destas tartarugas, principalmente porque, ao crescerem, são abandonadas pelos tutores. Os animais, quando adultos, chegam a 25 centímetros de comprimento e podem viver cerca de 30 anos. Os filhotes apreendidos tinham menos de dez dias.

Multa de R$ 400 mil

O traficante preso informou à polícia um fato preocupante que foi confirmado pelo Ibama como recorrente no caso de tráfico de animais. Os criminosos recolhem ovos nas margens das lagoas Mangueira e Mirim, no sul do Estado, para depois colocarem em um viveiro próprio, cujo local ainda não foi descoberto. Depois disso, ficam monitorando a desova em Pelotas para pegar os filhotes, colocar em sacos e repassar para o responsável pelo transporte até Santa Catarina.

“O objetivo deles é o lucro, e não a vida. Eles já pegam os filhotes após a desova e colocam sem alimento em sacos para a viagem até Florianópolis”, explica Wagner.

Tanto o Ibama quanto a Polícia Civil ressaltam que há um decreto estadual que proíbe a reprodução em cativeiro e a comercialização deste espécie no Rio Grande do Sul. Por isso os filhotes são levados para Santa Catarina.

Wagner diz que, em média, a multa para casos como estes é de R$ 400 mil, mas que geralmente não é aplicada pelo fato de que os traficantes usam “laranjas” para transportar os filhotes.

No caso do homem preso com 800 tartarugas em Eldorado do Sul, por exemplo, ele não possui nenhum bem em seu nome e, como em casos anteriores, existe dificuldade em aplicar a multa.

Fonte: GauchaZH

Cinco tartarugas marinhas são encontradas mortas em praia em Alagoas

Cinco tartarugas marinhas foram encontradas mortas na praia do Boqueirão, no município de Japaratinga, no litoral norte do estado de Alagoas, nesta quinta-feira (31).

Foto: Divulgação/Instituto Biota

Da espécie C.mydas, as tartarugas estavam em um trecho curto da areia da praia. O Instituto Biota da Conservação foi acionado e enviou biólogos ao local. As informações são do portal G1.

De acordo com o biólogo Bruno Stefanis, presidente do Instituto, dados biométricos dos animais foram coletados. Em seguida, as tartarugas foram enterradas.

 

“Não estamos mais realizando necropsias para diagnóstico de causa morte devido ao fim do projeto”, informou Stefanis.

Luzes confundem filhotes de tartaruga, que são atropelados e morrem

Segundo o Biota, mais de 30 tartarugas foram atropeladas na Praia da Avenida, em Maceió — Foto: Divulgação/Biota

Vários filhotes de tartarugas marinhas nasceram na noite de domingo (13) no Pontal da Barra, em Maceió. O problema é que, ao nascerem, em vez de irem para o mar, seguiram em direção à pista e muitas acabaram morrendo. O flagrante foi feito por um telespectador e encaminhado para a TV Gazeta.

Ulisses César estava com o pai de moto e percebeu que as tartarugas estavam indo para a pista, provavelmente atraídas pela luz dos postes. Ele conseguiu resgatar alguns animais que foram levados para a areia da praia e então seguiram em direção ao mar.

De acordo com o presidente do Biota, Bruno Steffanis, os filhotes ficaram desorientados com a luz artificial da região e tomaram a direção contrária. Esse fenômeno é conhecido como fotopoluição, que afeta a vida marinha. Mais de 30 deles foram atropelados.

“Já tivemos vários problemas com isso. Inclusive um professor da Ufal [Universidade Federal de Alagoas] acredita que o aparecimento de tubarões na orla da Pajuçara pode ter sido por causa da fotopoluição”, diz.

O presidente do Biota diz ainda que o problema é frequentem no bairro de Cruz das Almas. “Nós entramos em contato coma prefeitura e, aos poucos as luzes seriam trocadas por outras que não oferecerem riscos aos animais. Isso seria feito aos poucos, a medida que as lâmpadas fossem queimando para que não tenha prejuízos. A prefeitura vem nos ouvindo em relação a isso”, disse.

Muitas tartarugas acabaram morrendo na pista — Foto: Nildo Lopes/TV Gazeta

Fonte: G1

Estudante arrisca a própria vida ao salvar 33 tartarugas de um incêndio

Um estudante do ensino médio chamado Corne Uys foi elogiado por sua bravura e compaixão depois do arriscado resgate de animais durante um incêndio de grandes proporções na África do Sul. Ele conseguiu salvar mais de 30 tartarugas.

Foto: Butterfly World Animal Sanctuary South Africa

De acordo com Corne Uys, ele foi evacuado junto com outros alunos, após um grande incêndio na cidade de Hermanus. Depois de deixar o prédio da escola, Uys se juntou ao pai para resgatar tartarugas e outros animais selvagens do fogo.

“Das centenas de animais que morreram, eu consegui salvar um total de 33 tartarugas, enquanto meu pai me levou de carro por entre o caos de pessoas desesperadas no incêndio”, disse ele.

“Ficamos sem energia elétrica durante dois dias após o incêndio, que se espalhou ao longo de toda a cadeia de montanhas. Eu gostaria de poder ter feito mais. Felizmente conseguimos salvar alguns animais e os soltamos de manhã na reserva natural.”

“A maior parte do fogo foi apagada, mas uma parte da montanha ainda está em chamas. Meus sinceros pêsames a todos os animais que perderam suas vidas. Um enorme ‘obrigado’ aos nossos incríveis bombeiros que protegeram nossas casas de serem completamente destruídas pelo fogo.”

A Butterfly World Animal Sanctuary South Africa postou sobre o resgate ousado em sua página no Facebook, elogiando Corne Uys por sua bravura e convidando-o para visitar o santuário para que eles possam conhecê-lo.

“Ele diz que ele gostaria de ter feito mais”, disse a instituição. “Jovem, você tem o mais brilhante dos futuros à sua frente porque você carrega o que ninguém pode tirar de você: caráter, compaixão e coragem para agir.”