Cachorrinho abandonado junto com poltrona velha e televisão quebrada permanece à espera do tutor

Foto: Sharon Norton

Foto: Sharon Norton

Bem ali, entre uma poltrona velha e uma televisão quebrada, abandonadas em um descarte cladestino de lixo, havia um pequeno coração esperançoso tentando tanto não se romper.

Era um filhote que não sabia que também fora descartado.

Na manhã de segunda-feira, a agente de controle de animais, Sharon Norton, foi alertada para essa cena de tristeza absoluta ao longo de uma rua tranquila no condado de Lincoln, no Mississippi (EUA).

Foto: Sharon Norton

Foto: Sharon Norton

Ela dirigiu para o local imediatamente – encontrando o pequeno filhote agarrado à vida em cima de uma poltrona velha, perto de onde uma TV tinha sido despejada também.

O cão estava morrendo de fome, mas evidentemente se recusou a sair, provavelmente acreditando que a pessoa que o colocou lá certamente retornaria para buscá-lo.

“Parecia que ele estava ali há cerca de uma semana”, disse Norton ao The Dodo. “Ele estava pele e ossos.”

Foto: Sharon Norton

Foto: Sharon Norton

Norton se aproximou do pobre filhote e assegurou-lhe que ela estava lá para ajudar. Ela deu a ele sua primeira refeição em dias.

Apesar da longa vigília do filhote, mantendo a esperança de que seu tutor retornaria, a presença de alguém que realmente se importava imediatamente o deixou à vontade.

“Ele ficou muito feliz quando eu o peguei e o levei para o caminhão de controle de animais”, disse Norton. “Eu podia sentir sua cauda batendo nas minhas costas, abanando. Ele sabe que está seguro agora.”

Foto: Sharon Norton

Foto: Sharon Norton

Norton, desde então, vacinou e desparasitou o cão, e colocou-o na segurança do abrigo de animais Brookhaven Animal Rescue League, no Mississippi.

Depois disso, ele estará disponível para adoção.

Infelizmente, disse Norton, este caso de abandono não é o pior que ela já viu – mas, ao divulgar o caso e suas imagens, ela está otimista de que a justiça será cumprida.

Foto: Brookhaven Animal Rescue League

Foto: Brookhaven Animal Rescue League

“Espero que alguém que reconheça o filhote e a poltrona junte dois ou dois e me envie uma mensagem para me ajudar a encontrar a pessoa que fez isso”, disse ela.

O cãozinho abandonado foi apelidado de Lazy Boy Gatson e foi adotado por um casal Dave e Sommer que dirigiram de Plymouth para encontrá-lo e levá-lo para casa. A vida de solidão de Lazy Boy finalmente chegou ao fim e ele será muito amado em seu novo lar.

Foto: Brookhaven Animal Rescue League

Foto: Brookhaven Animal Rescue League

O cachorrinho abandonado da história esta seguro, protegido teve um final feliz e encontrou uma família amorosa, porém muitos outros animais são abandonados e aguardam por uma segunda chance, muitos deles vagam nas ruas sem sequer terem sido resgatados.

Foto: Brookhaven Animal Rescue League

Foto: Brookhaven Animal Rescue League

Ao adotar um animal adquire-se a responsabilidade sobre uma vida, um ser capaz de capaz e sofrer, assim como os seres humanos e que jamais pode ser descartado. Isso é um crime, senão perante os homens ao menos perante a consciência.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Programa da Record aborda veganismo e mostra que alimentação vegana não é cara

O programa Câmera Record do último domingo (4) foi inteiramente dedicado ao veganismo. O programa focou na dieta e não na ideologia vegana de respeito aos animais, mas prestou um bom serviço ao divulgar o que é ser vegano, solucionando dúvidas e apresentando o veganismo aqueles que o desconheciam.

Foto: Pixabay/Ilustrativa

Foram mais de 50 minutos dedicados ao tema. Dentre as questões abordadas, foi explicado que não é caro ser vegano. Para provar isso, o programa acompanhou a rotina de dois irmãos veganos que moram na periferia de Campinas (SP) e que, inclusive, têm um perfil em rede social dedicado a provar que a alimentação vegana não é cara.

Dentre os entrevistados pelo Câmera Record estavam a apresentadora Xuxa e seu namorado, o ator Junno Andrade.

“Como é que eu posso amar um cachorro, um gato, um passarinho… e um porco, só porque não faz miau ou auau, eu vou querer comer?”, questionou Xuxa.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

Canal de televisão veta da programas que exploram animais

O canal de televisão por assinatura Travel Box Brazil, que produz conteúdo sobre viagem e turismo, decidiu que, a partir deste mês, não irá mais exibir programas que exploram animais.

Foto: Pixabayixx

Segundo um comunicado do canal, o objetivo é “exibir o mundo por olhos de brasileiros partindo da premissa de que o caminho é mais importante que o destino” para mostrar “que é completamente possível exibir um conteúdo de qualidade sem incentivar este tipo de prática”. As informações são do portal Minha Operadora.

A decisão foi tomada para atender aos anseios de assinantes do grupo Box Brazil, que se mostraram preocupados com as causas animal e ambiental. O último conteúdo a ser exibido pelo canal, com exploração animal, foi relacionado à pesca.

“É perfeitamente possível exibir uma programação de qualidade e entreter os nossos telespectadores sem que isso incentive a prática de exploração animal. A preservação do meio ambiente é uma pauta que precisa ser encarada com urgência no Brasil e no mundo e cabe aos meios de comunicação e formadores de opinião se posicionarem a respeito”, afirma Ramiro Azevedo, coordenador-geral do Travel Box Brazil.

“Esse posicionamento do Travel Box Brazil vai ao encontro de nossa visão de promoção da sustentabilidade e de promoção de destinos ou atividades turísticas que não ofendam o meio ambiente ou a vida em nosso planeta. Por isso, os programas que fomentam a exploração animal não terão mais espaço nesse canal”, ressalta José Wilson da Fonseca, vice-presidente do grupo Box Brazil.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


 

Caçadora que postou foto com girafa morta se gaba de ter caçado o “delicioso” animal

Foto: Facebook

Foto: Facebook

Além de matar, tirar uma foto sorrindo ao lado do cadáver do animal e postar imagem de forma desrespeitosa no Facebook, se gabando do feito – e causando revolta nas redes sociais – a caçadora americana responsável pela morte da girafa idosa em um “safari dos sonhos”, disse que estava orgulhosa de ter caçado o animal, que ela afirmou ser “delicioso” de se comer.

A texana Tess Talley, de 38 anos, provocou uma onda de revolta on line no verão passado, quando postou os registros fotográficos de seus atos covardes durante uma viagem de caça no ano anterior na África do Sul.

“As orações pela minha caçada dos sonhos fizeram com que ela se tornasse realidade hoje” ela escreveu ao lado da imagem. – “Vi essa imensa girafa negra e a persegui por um bom tempo. Eu sabia que era a único. Ela tinha mais de 18 anos, 4.000 libras (quase 2 mil kg) e fui abençoado por poder extrair 2.000 (cerca de 900 kg libras) de carne dela”.

Tallley recentemente defendeu ainda mais suas ações, aparecendo na rede de televisão americana CBS para dizer que caçadores como ela contribuem para a preservação a longo prazo dos animais, gerenciando populações e financiando a conservação da vida selvagem. Ela também disse que a girafa macho idosa, cuja pele ela tinha usado para fazer capas de almofada e um estojo de rifle, era deliciosa de se comer.

“É um hobby, é algo que adoro fazer. Tenho orgulho de caçar. E eu tenho orgulho de ter matado dessa girafa”, disse ela, dizendo que a caça da girafa era um desejo antigo.
Quando foi questionada por estar claramente sorrindo nas imagens que ela postou com o animal, ela disse: “Você faz o que gosta de fazer. É alegria. Se você não ama o que faz, não vai continuar a fazer isso”.

Ela confessou ainda que embora gostasse de caçar, sentia uma pontada de remorso.

Mostrando completa alienação ou apreço pelo valor da vida da girafa a caçadora diz: “Todo mundo acha que a parte mais fácil é puxar o gatilho. E não é”, ela disse. “Essa é a parte mais difícil. Mas você ganha muito respeito e muito apreço pelo animal porque sabe o que esse animal está passando. Eles são colocados aqui para nós. Nós os pegamos, nós os comemos”.

Em um comunicado, Kitty Block, presidente e CEO da Humane Society dos Estados Unidos e da Humane Society International, disse: “A caça ao troféu da girafa mostra um desrespeito absoluto e arrogante pelo status ameaçado de uma espécie icônica.

“Uma estimativa de 2015 descobriu que menos de 100 mil girafas permanecem em estado selvagem na África, e nossa investigação de 2018 revelou que quase 4 mil troféus derivados de girafas foram importados para os EUA na última década.”

Ela disse que as girafas estão enfrentando “uma série de ameaças, incluindo a caça e a fragmentação de habitats”.

Ela acrescentou: “O péssimo estado de conservação jamais poderia ser agravado pelo horror dos caçadores de troféus empenhados em matar esses animais ameaçados por troféus insensatos e macabros”.

A presidente da PETA, Ingrid Newkirk, afirmou que caçadores de troféus como Talley tinham “buracos onde seus corações deveriam estar e uma conexão de empatia faltando em sua conexão cerebral”.

“Com oportunidades ilimitadas para diversão, fala-se muito que este pequeno subgrupo da população humana se diverte em tirar a vida de outros seres que não pedem nada da vida, além da chance de viver em paz”, disse ela ao The Independent.

“Essas tentativas desses seres humanos insensíveis de ceder sua sede de sangue em alegações ridículas de conservação (ênfase no engodo) dizem ainda mais sobre suas personalidades vazias”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Gatinho filhote abandonado é resgatado com cadarço amarrado ao seu pescoço

Foto: Paws Crossed Animal Rescue

Foto: Paws Crossed Animal Rescue

Timofey Yuriev estava dirigindo por uma rua em Yonkers, Nova York (EUA), quando viu com o canto dos olhos alguma coisa muito pequena rastejando lentamente por uma calçada movimentada. Assim que ele percebeu que era um gatinho, Yuriev soube que tinha que parar e ajudá-lo.

“Havia um ponto de ônibus e pessoas andando por ali, mas ninguém estava prestando atenção no pequeno gatinho”, disse Yuriev ao The Dodo. “Então eu parei imediatamente porque ele estava rastejando para a rua e seria morto pelas carros, e quando cheguei perto o suficiente do gatinho, vi que ele tinha um cadarço amarrado firmemente em volta do pescoço”.

Yuriev ficou chocado e enojado quando percebeu que alguém havia amarrado cruelmente um cadarço no pescoço do gatinho indefeso, e rapidamente começou a tentar desatá-lo. O pobre gatinho ficou absolutamente apavorado depois de tudo pelo que passou e se recusou a olhar nos olhos de seu salvador.

Laces com cadarço no pescoço | Foto: Paws Crossed Animal Rescue

Laces com cadarço no pescoço | Foto: Paws Crossed Animal Rescue

Demorou cerca de cinco minutos até que Yuriev pudesse desatar completamente o cadarço e finalmente libertar o gatinho, mais tarde chamado de Laces.

“Assim que eu libertei o gatinho, ele começou a miar em seguida”, disse Yuriev. “Ele não conseguia nem miar antes pois o cadarço estava muito apertado em volta de seu pescoço. O felino começou a gritar um pouco, ainda muito assustado. Ele não tentou me arranhar nem nada, ele estava muito fraco, então eu o coloquei no carro e ele tentou subir o mais longe que pôde para a escuridão, se escondendo sob o assento”.

Depois de resgatar pequeno Laces, Yuriev levou-o diretamente para ONG Paws Crossed Animal Rescues, para que ele pudesse receber a ajuda e os cuidados necessários. Todos no abrigo ficaram consternados ao ouvir sobre a história do gatinho, e não ficaram surpresos que ele estivesse com tanto medo de todos e de tudo ao seu redor. O veterinário estimou que ele tinha cerca de 2 meses e meio de idade, e além de estar abaixo do peso, estava realmente em bom estado, considerando toda a situação.

Laces em seu novo lar | Foto: Paws Crossed Animal Rescue

Laces em seu novo lar | Foto: Paws Crossed Animal Rescue

“Ele estava muito magro, desidratado e com alguns arranhões”, disse Julie Potter, gerente de negócios e desenvolvimento da Paws Crossed Animal Rescue, ao The Dodo. “Principalmente ele estava muito, muito assustado e completamente inseguro ao redor das pessoas – mas você pode culpá-lo?”

No entanto, apesar de tudo o que ele passou, não levou muito tempo para que Laces começasse a se aproximar de todos os seus novos amigos, e logo todo o abrigo se apaixonou perdidamente por ele. Quando descobriu que adorava abraçar e ser acariciado, ele se tornou dócil com todos e ninguém ficou surpreso quando, apenas uma semana e meia depois de chegar ao abrigo, ele já tinha uma nova família em potencial.

Lisa Salvadorini e Laces | Foto: Paws Crossed Animal Rescue

Lisa Salvadorini e Laces | Foto: Paws Crossed Animal Rescue

Lisa Salvadorini, âncora do programa News 12 Westchester, estava lendo uma história que sua emissora fez sobre Laces e imediatamente se apaixonou. Ela sabia desde o momento em que o viu que ele deveria ser um membro de sua família.

“Eram 5 da manhã e eu estava lendo as notícias da manhã”, disse Salvadorini ao The Dodo. “Eu vi seu rostinho fofo e disse para minha co-âncora: ‘Eu preciso trazer esse gatinho para casa!’ Todos no estúdio, até mesmo as pessoas que não gostavam de gatos, se encantaram pelo pequeno Laces e acharam uma ótima ideia”.

Naquele mesmo dia, Salvadorini foi ao Paws Crossed Animal Rescue para encontrar Laces, e confirmou suas suspeitas de que ele deveria ser seu gato. Seus dois filhos nunca tiveram um gato antes, e ela estava confiante de que Laces seria o melhor primeiro gato que uma família poderia desejar.

Lisa, Laces e a equipe da ONG | Foto: Paws Crossed Animal Rescue

Lisa, Laces e a equipe da ONG | Foto: Paws Crossed Animal Rescue

Como Laces ainda é muito jovem, Salvadorini o levou para casa como um “lar temporário para adoção posterior”, e uma vez que ele alcance aidade de ser castrado, ela e sua família podem tornar oficial a adoção. Salvadorini decidiu não contar aos filhos sobre Laces até que ela o trouxesse para casa, e eles ficaram tão surpresos e radiantes quando a mãe deles entrou com um gatinho que não queriam nada mais do que ficar ao lado dele para sempre.

“Foi uma grande surpresa”, disse Salvadorini. “Eles estavam em choque por terem um gatinho na família! Meus filhos tinham lágrimas de alegria nos olhos quando o conheceram pela primeira vez. Eles o inundaram de amor desde então”.

Laces em seu novo lar | Foto: Paws Crossed Animal Rescue

Laces em seu novo lar | Foto: Paws Crossed Animal Rescue

Laces já se acomodou completamente em sua casa e não poderia estar mais feliz com sua família. Ele adora conhecer todos os amigos e vizinhos e depois de ouvir sua história, todo mundo fica chocado com o quão alegre e brincalhão ele é. Laces não deixou seu passado afetá-lo, e agora ele tem uma vida inteira de felicidade pela frente para viver com sua nova e amorosa família.

“O abrigo deu a ele o nome de Laces (laços, de cadarço, na tradução livre)”, disse Salvadorini. “Nós amamos isso, porque agora transformamos algo negativo em algo positivo!”