Consumidores de carne de origem animal estão migrando para os hambúrgueres veganos

Foto: Istock

Foto: Istock

Uma nova pesquisa recentemente divulgada no Estados Unidos mostra que consumidores tradicionais de carne de origem animal foram responsáveis pelo consumo de 216 milhões de hambúrgueres este ano, representando 95% de todos os pedidos.

Duzentos e vinte e oito milhões de hambúrgueres foram encomendados em restaurantes de fast food, um aumento de 10% em relação ao ano passado, segundo a empresa de pesquisa de mercado NPD Group. Os hambúrgueres de carne bovina ainda são o pedido mais popular, mas o crescimento dos hambúrgueres veganos é estável. Cerca de 18% dos consumidores adultos dizem que estão tentando comer mais alimentos à base de vegetais, enquanto 60% declararam que querem comer mais proteína.

A crescente popularidade dos hambúrgueres vegetais é atribuída ao aumento da disponibilidade em cadeias de fast food como Burger King, White Castle e Carl’s Jr. O White Castle lançou o Impossible Burger no verão passado, enquanto Whoppers, que não usa carne, estará nos cardápios do Burger King em todo o país até o fim do ano. Carl’s Jr. lançou o Beyond Burger no início deste ano.

Quem está dirigindo o mercado de comida vegana? 

A comida vegana não é mais uma representação da contracultura hippie – celebridades como Snoop Dogg, a estrela da NBA Kyrie Irving, Jaden Smith e o líder do Black Eyed Peas will.i.am todos promoveram os hambúrgueres sem carne. Os analistas observaram que, embora os veganos e vegetarianos estejam comprando hambúrgueres veganos, eles não são a força motriz por trás do crescimento do mercado.

“Os hambúrgueres à base de vegetais permitem que os consumidores substituam os de origem animal sem sacrifício. Eles tem a mesma experiência de comer “hambúrgueres tradicionais” enquanto atenuam sua necessidade de mais preocupações sociais e de proteína “, disse Darren Seifer, analista do setor de alimentos e bebidas da NPD, em um comunicado. Os consumidores americanos não desistiram dos hambúrgueres, mas estão dispostos a misturar as coisas de vez em quando”.

Os resultados refletem as tendências de estudos anteriores. De acordo com a Dining Alliance, a maior organização de compras de restaurantes nos EUA, as vendas de carne vegana aumentaram 268% no ano passado, principalmente devido a opções mais realistas da Beyond Meat e da Impossible Foods.

Supermercados estão mostrando uma tendência similar. Um estudo da DuPont Nutrition revelou que 65% dos consumidores estão comprando alimentos à base de vegetais em uma tentativa de adotar hábitos alimentares flexitários.

“Há uma mudança sísmica nos hábitos alimentares em todo o mundo, criando uma oportunidade de mercado significativa. Mais importante, nossa pesquisa revela que, para a maioria dos consumidores, isso foi além da experimentação e se transformou em uma mudança permanente causada por fatores sociais, estilo de vida e saúde ”, disse Greg Paul, líder de marketing da indústria de bebidas da DuPont Nutrition & Health.

A Beyond Meat – que comercializa o Beyond Burger ao lado do hambúrguer de carne de origem animal em alguns supermercados, diz que 93% dos clientes produtos baseados em vegetais são onívoros.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Cosméticos veganos são a mais nova tendência na indústria da beleza

Foto: We heart living

Foto: We heart living

Um estudo realizado pela equipe responsável pela ferramenta de busca de beleza “Cosmetif” como parte de um estudo já em andamento sobre o surgimento de tendências de beleza consciente, descobriu que as mulheres britânicas tem dado preferência aos cosméticos veganos mesmo sem ser veganas.

Os resultados mostraram que 56% das mulheres britânicas estão comprando produtos de beleza veganos, mas 39% desse grupo não se identificam como veganas.

Para a pesquisa, a Cosmetify questionou mais de 2.200 mulheres com idades entre 18 e 45 anos, todas que usam maquiagem regularmente.

Verificou-se que quase uma em cada 10 mulheres optou propositadamente por comprar apenas produtos de beleza veganos. Em torno de 44% delas disseram que estariam preparados para pagar mais por produtos de beleza “conscientes”, e a maioria das mulheres (62%) declarou que seus hábitos conscientes de compra de beleza mudaram significativamente nos últimos cinco a 10 anos.

Em termos de hábitos de compra consciente/ética em cosméticos, as entrevistadas foram questionadas sobre o tipo de produtos que compram com mais frequência: o orgânico foi o mais popular (68%), depois o natural (61%) e os veganos (49%). Enquanto apenas 9% admitiram apenas comprar produtos veganos, 47% disseram que o fazem mais do que costumavam fazer antes (comprar produtos de beleza veganos), fazendo desta a mais popular tendência ascendente da beleza.

Curiosamente, dos 56% das entrevistadas que admitiram comprar produtos veganos o tempo todo ou mais do que costumavam, quase dois quintos (39%) revelaram que elas mesmas não eram realmente veganas.

Falando sobre as conclusões do estudo, Isa Lavahun, Gerente de Marca Digital da Cosmetify.com, disse: “Muitas das tendências atuais na indústria da beleza são impulsionadas pela beleza consciente, especialmente quando se trata de produtos orgânicos, veganos e naturais. Isso coincide com a rápida mudança nas escolhas de estilo de vida e que os consumidores são mais eticamente conscientes do que nunca. A informação é a chave para mudar, por isso as marcas de beleza precisam ser mais transparentes sobre como fazem e distribuem seus produtos. É ótimo ver consumidores questionando determinadas embalagens e que movimentos como “livre de plástico” estejam ganhando força e popularidade”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Stella McCartney lança moda de tatuagens veganas no pescoço

A estilista vegana Stella McCartney marca presença na Paris Fashion Week | Foto: Instagram/Reprodução

A estilista vegana Stella McCartney marca presença na Paris Fashion Week | Foto: Instagram/Reprodução

A estilista vegana Stella McCartney reafirma seu compromisso com a moda sustentável, ecológica e livre de crueldade. Seu desfile na Paris Fashion Week deixou uma impressão positiva no mercado da moda. Não só os modelos da estilista desfilavam com botas de couro falso e casacos sem pele, como também exibiam tatuagens veganas.

Aplicadas pela influente maquiadora britânica Pat McGrath, as tatuagens temporárias – colocadas no pescoço, dedos e lóbulos das orelhas das modelos – revelavam mensagens veganas, como “dia da terra todos os dias”, “vegan”, “pele sem pêlo”e “regenerar “, McGrath disse à Vogue: “isso é simplesmente Stella”.

Ser simplesmente Stella significa buscar respostas sustentáveis para tudo relacionado à moda. Desde o início, sua marca própria, que inclusive carrega o seu nome, têm sido vegetariana. Mas com sua mais recente coleção de prêt-à-porter, a influente designer – e filha do ativista e Beatle Paul McCartney – realmente se superou, de acordo com a Vogue.

As roupas apresentadas incluíam peças feitas de viscose de origem sustentável – tiradas de florestas suecas certificadas – brincos de clipes de papel e colares de elástico.

“Stella McCartney é uma líder do setor, em se tratando de sustentabilidade, há anos”, declarou a principal revista de moda no dia do show. “Mas ela nunca antes colocou em primeiro plano suas iniciativas na pista como fez hoje.”

comida vegana

Venda de alimentos veganos e vegetarianos cresce 24% na França

As vendas de produtos vegetarianos e veganos na França aumentaram 24% no último ano, de acordo com um estudo recente do grupo de pesquisa francês Xerfi.

comida vegana

Foto: Getty Images

Os dados, reunidos com base em pesquisas feitas nos supermercados do país, apontaram que o mercado vegano valia 380 milhões de euros em 2018, e deve continuar crescendo. O grupo prevê que a categoria crescerá 17% ao ano nos próximos dois anos, alcançando um valor de mercado de 600 milhões de euros em três anos.

A crescente conscientização dos consumidores sobre os efeitos negativos do consumo de carne e laticínios sobre a saúde e uma maior sensibilidade ao bem-estar animal são fatores que contribuem para o crescimento da categoria, de acordo com Xerfi.

A Danone e a Nestlé também contribuíram para o crescimento da categoria, lançando mais produtos veganos no último ano. Em 2017, a Nestlé afirmou que a tendência crescente do veganismo “chegou para ficar”.

“Os múltiplos escândalos na indústria alimentar, o questionamento dos supostos benefícios do leite e da carne e o aumento da sensibilidade ao bem-estar animal de fato levaram os franceses a se afastarem dos produtos derivados de animais em favor das proteínas vegetais”, observou Xefri.

O relatório também creditou a ascensão de pequenas marcas independentes, veganas e vegetarianas, para o crescimento da categoria, observando que a comida vegana e vegetariana é muito mais do que “substitutos para carne e laticínios” agora. Por exemplo, a Petite Veganne, com sede na região de Lorraine, cria uma variedade de queijos autênticos – incluindo camembert – a partir de leite de nozes.

“Os produtos baseados em vegetais estão se libertando de seu papel de substitutos para construir sua própria identidade, que os fabricantes e distribuidores têm todo o interesse em desenvolver e valorizar”, disse o relatório.

De acordo com a revista financeira Bloomberg, o movimento vegano está finalmente crescendo na França. “Os consumidores franceses estão finalmente acordando, décadas depois de todos os outros”, Geoffroy Le Guilcher, um ativista dos direitos dos animais, disse à revista.

uma mulher de camisa azul e avental amarelo fazendo salada de agrião

Veganismo e sustentabilidade são tendências de estilo de vida em 2019

Já foi noticiada por vários veículos a crescente tendência do veganismo para 2019. A The Economist, em sua revista anual, anunciou que este ano será o “ano do veganismo“. Inúmeras empresas estão se preparando para alcançar a crescente demanda por alimentos à base de vegetais e produtos livres de crueldade. A Veganuary bateu recorde de inscrições para esse ano, pessoas do mundo inteiro estão se mostrando dispostas a adotar o veganismo como estilo de vida.

uma mulher de camisa azul e avental amarelo fazendo salada de agrião

Foto: Getty Images

Com relatórios crescentes sobre a aceleração da mudança climática, os efeitos devastadores da indústria pesqueira e como nossas escolhas de estilo de vida impactam o meio ambiente, a indústria alimentícia promete mais sustentabilidade.

A boa notícia é que será mais fácil do que nunca ser ambientalmente consciente em sua dieta, à medida que substitutos de carne e peixe se tornarem melhores e mais amplamente disponíveis e mais opções veganas e vegetarianas surgem no menu de restaurantes populares e fast-food.

O ambientalismo não significa apenas o que você compra, mas também a qual custo seu produto chegou até você. Enquanto os grandes supermercados se comprometeram a ser praticamente livres de plástico até 2025, as lojas independentes em nível nacional provaram que isso pode ser alcançado muito antes. De xícaras de café reutilizáveis ​​a bolsas de algodão, pessoas estão tomando consciência da quantidade de lixo que produzem, e estão procurando diminuí-la.

Neste novo ano, veremos a tendência plastic-free mudando a maneira como compramos e usamos produtos de beleza também, já que os consumidores buscam sustentabilidade em relação à reputação, com marcas ecológicas como a Lush liderando o caminho (sua base e corretivo sem embalagem já são um sucesso). Prepare-se para ver marcas mais independentes virem à tona e as marcas existentes reavaliarem suas embalagens.

A sustentabilidade também atingirá o mundo da moda, já que as preocupações com o uso de peles finalmente levam os estilistas a buscar opções mais éticas e as lojas de rua são forçadas a responder às alegações de que não estão fazendo o suficiente para reduzir o desperdício e enfrentar as consequências da indústria da moda. 2019 promete iniciativas de reciclagem, aumento de marcas ecologicamente corretas e linhas de produtos como a H&M Conscious e a Monki Cares.