Deslizamento de terra atinge abrigo que mantém 170 animais no RJ

Um deslizamento de terra causado pelas fortes chuvas que caíram na cidade do Rio de Janeiro atingiu um abrigo que mantém 170 animais, que, agora, correm risco. O caso aconteceu em Itanhangá, na Zona Oeste.

Foto: Reprodução/Bom Dia Rio

A terra de um barranco deslizou e atingiu uma casa que fica no terreno onde vivem os animais. Cães e gatos também foram atingidos pelo deslizamento.

Daniela, que administra o local, afirmou que dois cachorros fugiram assustados durante a chuva pelo buraco aberto em uma das cercas da casa durante a tempestade. As informações são do G1.

Foto: Reprodução/Bom Dia Rio

Apesar dos riscos que o abrigo representa para os animais atualmente, não há meios de retirá-los do local porque a Estrada do Itanhangá, que dá acesso ao abrigo, está em condições que impedem que ela seja usada pelos funcionários do abrigo. A Defesa Civil também encontra dificuldades para passar pela estrada.

“Não tenho como tirar os animais daqui. Quando cheguei, depois da chuva, estava tudo um caos, eles estavam muito assustados, sujos de lama. A casa está cheia de lama, perdemos várias coisas dos animais”, diz Daniela.

A Defesa Civil emitiu nota por meio da qual afirmou que recebeu um chamado sobre o caso e que irá tentar enviar agentes o mais rápido possível para o local.

Ameaçado de extinção, pangolim vive na Terra há mais de 80 milhões de anos

Se somarmos a quantidade de elefantes, rinocerontes e leões mortos por caçadores, ainda não nos aproximaremos da quantidade de pangolins mortos (Foto: Getty Images)

Ameaçados de extinção, os pangolins estão na Terra há mais de 80 milhões de anos. Embora não seja possível quantificar quantos desses mamíferos pré-históricos cobertos por escamas vivem hoje no planeta, tem se tornado cada vez mais difícil encontrá-los. Apenas de 2000 até o final de 2018, mais de um milhão de pangolins foram mortos por caçadores.

Só em julho do ano passado, o Departamento de Alfândegas e Impostos de Hong Kong realizou a segunda maior apreensão de escamas de pangolim da década. Fiscais encontraram sete toneladas de escamas em um contêiner que chegou a Hong Kong partindo da África. O destino era a província de Guangdong, na China continental. A mercadoria foi avaliada em um valor equivalente a quase 1,7 milhão de reais.

Se somarmos a quantidade de elefantes, rinocerontes e leões mortos por caçadores, ainda não nos aproximaremos da quantidade de pangolins mortos. Isso permite classificá-los como animais ameados de extinção, segundo a Fundação Família Ichikowitz, que está criando na África do Sul o Pangalorium, um santuário para pangolins que também deve contar com um centro médico de pesquisas, já que até hoje pouco se sabe sobre as doenças, parasitas e outros problemas que acometem esses animais.

Distante da má intervenção humana, o pangolim, que é noturno e vive no subsolo e em áreas fechadas como cavernas, não sofre grandes riscos porque ele não tem um predador natural. Além disso, suas escamas são tão duras que nem mesmo um leão adulto consegue penetrá-las. Sendo assim, aparentemente o seu único inimigo é o ser humano.

Hoje, mais do que nunca, as oito espécies de pangolins, quatro originárias da África e quatro da Ásia, são muito visadas comercialmente porque suas escamas, que contêm queratina, a mesma proteína encontrada no chifre dos rinocerontes e nas unhas humanas, são usadas na medicina tradicional asiática, mesmo sem comprovação científica de benefícios.