Estudo revela que cães apresentam os mesmos níveis de stress de tutores

Foto: Earth.com

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Pesquisas confirmam o que muitos tutores já concluíram por si mesmos: cientistas descobriram que os animais domésticos não são alheios às ansiedades de seus companheiros humanos, ao contrário, eles apresentam a mesma quantidade de estresse que seus tutores sentem.

A descoberta vem de um estudo sobre o cortisol, um hormônio do estresse, que circula no sangue e também deixa sua marca em fios de cabelo. Com o tempo, à medida que o hormônio se liga ao cabelo em crescimento, cada haste se torna um registro biológico do estresse que um indivíduo experimenta.

Depois de conseguir a contribuição voluntária de 25 cães da raça border collies, 33 cães pastores de Shetland e os tutores do sexo feminino dos animais, pesquisadores na Suécia descobriram que o maior nível de cortisol no cabelo humano batia com o maior nível de hormônio no pelo de cão. Todos os cães moravam dentro de casa com seus tutores.

“Esta é a primeira vez que vemos uma sincronização de longo prazo nos níveis de estresse entre membros de duas espécies diferentes”, disse Lina Roth, etologista que liderou o trabalho na Universidade de Linköping, na Suécia. “Nós não vimos isso entre humanos e cães antes.”

A equipe de Roth mediu as concentrações de cortisol em fios curtos de cabelo cortados perto da pele no inverno e no verão de 2017 e 2018. A ligação entre o cortisol humano e de cães foi mantida durante as estações, mas foi maior nos cães durante o inverno.

Para investigar se o estilo de vida canino teve um impacto sobre os níveis de estresse, cerca de metade de cada raça inscrita estava envolvida em algum tipo de atividade regular e testes de habilidades como obediência e agilidade. O resto dos cães eram animais de companhia comuns.

Escrevendo em relatórios científicos, os pesquisadores descrevem como o estresse nos cães testados (competições) mais se espelhava mais acuradamente nos proprietários, potencialmente porque os animais tinham formado um vínculo mais forte com seus tutores do que os animais domésticos comuns.

Roth acredita que há mais fatores envolvidos na sincronização dos níveis de estresse do que simplesmente compartilhar o mesmo ambiente. Quando os cientistas observaram se os cães tinham um jardim para brincar; as horas que o proprietário trabalhava e se os cães viviam com outros cães, não encontraram nenhum efeito nos níveis de cortisol nos cães.

O que realmente teve efeito sobre os níveis de estresse dos animais foi a personalidade de seus tutores, avaliada por uma pesquisa padrão. O maior fator foi o neuroticismo (indivíduos que, a longo prazo, possuem uma maior tendência a um estado emocional negativo).

De acordo com o estudo, os tutores que obtiveram maior pontuação no neuroticismo tendiam a ter cães com níveis mais baixos de cortisol no cabelo. Uma explicação, disse Roth, é que os tutores mais neuróticos podem buscar mais conforto de seus animais de estimação, e o ataque de abraços e atenção reduz o cortisol nos cães. “Sugerimos pelas análises que os cães, em grande medida, espelham os níveis de estresse de seus companheiros humanos”, escrevem os cientistas na revista.

Se as descobertas forem suficientes para fazer os tutores de cães estressados se sentirem culpados, Roth tem algumas palavras de conforto. “A maioria dos tutores de cães sabe que seus companheiros caninos recebem muitos sinais deles, mesmo os não intencionais, mas ainda é benéfico estar juntos”, disse ela.

Enquanto o estudo afirma ser a primeira evidência de diferentes espécies sincronizando seus níveis de estresse a longo prazo, o contágio de estresse de curto prazo já foi identificado em membros da mesma espécie anteriormente.

Em 2016, James Burkett, da Universidade Emory, em Atlanta, mostrou que os ratos-da-pradaria, ou ratos-do-prado, monogâmicos reagiriam a um parceiro estressado aumentando seus próprios níveis de estresse e cuidando mais deles.

Burkett, que não esteve envolvido no estudo mais recente, disse que o trabalho foi adicionado a um crescente corpo de pesquisas mostrando que os cães são empáticos aos seus tutores.

“Os cães são afetados pelo sofrimento de seus companheiros humanos e respondem com comportamentos consoladores”, disse ele. “Agora sabemos que os cães também são afetados pelas personalidades e níveis de estresse de seus tutores. Embora isso possa ser senso comum para os tutores de cães, a pesquisa empírica ainda está atualizando nossas intuições sobre a empatia animal ”.

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Audiência realizada na Câmara discute exploração de cães em testes para fungicida

Os testes, feitos em cachorros da raça beagle, para fungicida foram tema de uma audiência realizada na terça-feira (11) na Câmara. O assunto foi debatido na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Um ativista pelos direitos animais, que luta contra a crueldade promovida por esses experimentos, participou do evento usando uma fantasia de cachorro.

Foto: Beagle Freedom Project

O debate foi feito a pedido do deputado Fred Costa (Patriota-MG). Ele usou como base para a discussão uma reportagem da Rede Brasil Atual na qual a organização de defesa dos direitos animais Humane Society, dos Estados Unidos, denunciou o envenenamento de um cachorro em laboratório.

“A Humane Society afirmou que os testes são para um fungicida fabricado pela Dow AgroSciences que será vendido no Brasil”, afirmou o parlamentar à revista Exame.

Através de um comunicado, a Dow AgroSciencesc reconheceu que existem outras formas de conseguir os dados necessários para o estudo e disse que está trabalhando “em estreita colaboração com a Humane Society para incentivar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária [Anvisa] a alterar seus requisitos de testes em animais para pesticidas”. Os ativistas, no entanto, deixam claro que a solução é por fim aos testes que exploram animais.

Contra a caça

Um manifesto contra a caça no Brasil foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também nesta terça-feira (11). A entrega, feita por um grupo de organizações da sociedade civil, parlamentares e artistas, fez parte do evento “Um Dia Animal!”, outra iniciativa do deputado Fred Costa, segundo informações do portal WWF.

Mais de 700 mil assinaturas constam no manifesto, além de uma pesquisa encomendada pelo WWF-Brasil ao Ibope, que concluiu que 93% dos brasileiros são contra a caça de animais silvestres. O Ibope entrevistou 2002 pessoas em 142 municípios.

Atualmente, quatro projetos de lei (PLs) que visam a liberação da caça no Brasil estão em tramitação. Atualmente, a lei 5.197/1967 (Código de Fauna) proíbe essa prática no país. Os PLs que querem liberar a exploração e a crueldade cometida através da caça contra animais são: PL 6.268/2016, de autoria de Valdir Colatto (MDB/SC), que cria “fazendas de caça”; PL 7.136/2010, de Onix Lorenzoni (DEM-RS), que passa para os municípios a função de deliberar sobre a caça local; PLP 436/2014, de Rogério Peninha Mendonça (MDB/SC), para que a “caça, a apanha e o manejo de fauna” possam ser promovidas por ação administrativa dos Estados, retirando a exclusividade da União e o PL 1.019/2019, de Alexandre Leite (DEM/SP), que implementa o Estatuto dos CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores), que aborda atividades de colecionamento, de tiro desportivo e de CAÇA, em todo o país.

Tecnologia brasileira pode reduzir testes em animais na indústria farmacêutica

Por David Arioch

Tecnologia tem o intuito de ser mais ética porque reduz o número de testes em animais (Foto: Getty)

Cientistas brasileiros do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (Cnpem) estão desenvolvendo miniórgãos que podem reduzir os testes em animais na indústria farmacêutica. Os organoides são feitos com células humanas, em escala micrométrica, e exercem a mesma função de órgãos humanos como intestino e fígado.

Para avaliar a eficácia dos miniórgãos, o Cnpem já realizou testes utilizando paracetamol, que é uma droga farmacológica bastante consumida no Brasil e sobre a qual se tem uma gama de informações em relação aos efeitos em humanos.

“O que a gente conseguiu mostrar nesse estudo inédito foi que o intestino artificial que a gente construiu em laboratório, bem como o fígado, se comportaram de maneira semelhante ao corpo humano”, explica a pesquisadora Talita Marin.

E acrescenta: “Ou seja, o nosso intestino conseguiu absorver o paracetamol e o fígado metabolizou esse paracetamol e também demonstrou efeitos tóxicos do paracetamol, como acontece no ser humano também.”

De acordo com a pesquisadora, os miniórgãos reproduzem as funções biológicas e genéticas do organismo humano com muita semelhança. Nesse sistema, os órgãos foram conectados entre si por um fluxo sanguíneo e ligados a equipamentos que reproduzem as condições fisiológicas do corpo humano.

“Essa tecnologia que nós estamos implementando e desenvolvendo tem esse intuito, de ser um teste mais robusto, diminuir o custo do desenvolvimento de medicamentos e, ao mesmo tempo, ser mais ético, porque reduz o número de [testes em] animais”, enfatiza Talita Marin e acrescenta que o próximo passo é testar outros medicamentos de efeitos bem conhecidos utilizando o mesmo modelo.

Uma das maiores empresas holandesas acaba com os testes de afogamento de ratos após pressão de ativistas

Foto: Plant Based News

Foto: Plant Based News

Os testes de nado forçado, que foram condenados em massa pela população, eram realizados com camundongos, ratos e outros pequenos animais que era colocados em estruturas de vidro, semelhantes a tubos de ensaio, cheios de água de onde os roedores não tinham como fugir para forçá-los a nadar para que não se afogassem.

A empresa holandesa responsável pelos experimentos comercializa suplementos nutricionais e produtos para cuidados pessoais e afirma que abandonou os cruéis testes de natação, devido à pressão de ativistas veganos.

A DSM Nutritional confirmou que não realizará mais os testes após conversas com a ONG PETA. O experimento cruel se resumia em expor os camundongos, ratos e outros pequenos animais ao desespero extremo de um possível afogamento, uma situação de stress absoluto e forçá-los a nadar para não se afogarem até não suportarem mais.

A empresa já havia usado mais de 200 ratos e camundongos em testes de natação forçada, a fim de “fazer alegações de saúde sobre ingredientes como o ácido de abelha rainha, DHA e extrato de orégano”.

Testes de nado forçado

Segundo a PETA, aqueles que defendem a realização do teste dizem que ele pode medir o “comportamento de depressão” de um animal e identificar substâncias potencialmente antidepressivas.

“Mas essa teoria foi desmascarada”, diz a ONG. Os cientistas da PETA revisaram os estudos publicados e descobriram que deixar os animais na água dessa maneira era menos preditivo do que o lançamento de uma moeda (cara ou coroa) para descobrir a eficácia de um composto no tratamento da depressão humana.

“Os animais usados nesses testes lutavam para escapar freneticamente, tentando subir pelos lados dos equipamentos de vidro ou mergulhando embaixo d’água em busca de uma saída. Eles nadam e lutam furiosamente, tentando desesperadamente manter a cabeça acima da água. Eventualmente, a maioria começa a flutuar”

Hediondamente cruel

“Forçar os animais a nadar freneticamente com medo de perder suas vidas é horrivelmente cruel e não nos diz nada sobre a depressão humana”, disse Emily Trunnell, neurocientista da PETA, em um comunicado. “A DSM Nutritional Products fez o pedido certo ao deixar esta má ciência para trás.”

A DSM junta-se à Johnson & Johnson e à gigante farmacêutica AbbVie para terminar o uso deste teste, e a PETA está agora solicitando à Bristol-Myers Squibb, à Eli Lilly e à Pfizer que sigam o exemplo.

Testes cruéis em coelhos

Milhares de coelhos estão sofrendo agressões sem fim em experiências dolorosas nas universidades britânicas todos os dias, denuncia um grupo que luta pelos dos direitos animais.

A ONG Animal Justice Project (AJP) diz que estes experimentos incluem coelhos que são deliberadamente infectados com cólera, tem as pálpebras costuradas e recebem injeções dolorosas diretamente em suas colunas vertebrais.

A AJP afirma que as universidades estão – ano após ano – se tornando cada vez mais reservadas sobre as experiências que realizam com animais, e diz que seus esforços para descobrir quantos coelhos estão sendo submetidos a testes nas universidades britânicas foram frustrados. As instituições estão realizando os experimentos de forma secreta.

Experimentos secretos

A ONG entrou em contato com 112 universidades e faculdades neste ano, realizando o pedido dos dados sob a Lei de Liberdade de Informação.

Em 14 de abril, sete universidades não responderam e 33 recusaram-se a fornecer números. Destas últimas, 31 se recusaram a fornecer os números alegando sigilo devido à publicação futura em seus sites, outra citou a pressão do tempo, e outra não deu nenhuma explicação.

Atualmente 70 universidades são conhecidas por usar e manter em cativeiro animais para experimentos, 19 delas responderam falando o número e o tipo de animais usados, e 43 universidades responderam dizendo que não usam animais.

Campanha “Missing”

Como resultado desse sigilo, a organização lançou uma nova campanha – chamada ‘”Missing” (Desaparecidos, na tradução livre) – para esclarecer a verdade sobre as pesquisas com coelhos nas universidades britânicas e pedir o seu fim.

A campanha, que é apoiada pela estrela pop Moby e pela celebridade televisiva, Peter Egan, realizou eventos e protestos em algumas universidades.

Inaceitável para muitos

“Hoje em dia, com o número crescente de veganos vivendo estilos de vida compassivos, experimentos com animais, como os que descobrimos nas universidades são intragáveis para muitos”, disse Claire Palmer, fundadora do Animal Justice Project, em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“Particularmente quando eles envolvem coelhos, um animal muito querido, que vive como membro da família na casas de diversas pessoas. É perturbador que milhares de coelhos estejam sendo usados em laboratórios do Reino Unido e as universidades simplesmente se recusam a nos dizer o que está acontecendo com eles”, diz a fundadora da ONG.

“A campanha ‘Missing’ do Projeto Justiça Animal joga uma luz sobre o mundo secreto dos experimentos com coelhos nesta Páscoa e pretendemos acabar com eles definitivamente”.

Necessidade de transparência

“Parabéns ao Animal Justice Project, por lançar luz sobre o sofrimento dos coelhos usados em experimentos cruéis nas universidades britânicas”, disse Moby, músico vegano.

“A transparência é urgentemente necessária. Precisamos saber a verdade sobre o que é feito aos animais quando as portas do laboratório estão trancadas. É hora de acabar com a crueldade contra os animais”, disse o músico.

Fim dos experimentos com animais

“Meu primeiro relacionamento com outra espécie surgiu como resultado de ser apresentado ao coelho branco em Alice no País das Maravilhas, Brer Rabbit ou Pernalonga”, acrescentou o ativista vegano e ator de Downton Abbey, Peter Egan.

“Coelhos, assim como cães e gatos são parte integrante da minha introdução ao mundo dos animais e meu primeiro compromisso com a compaixão. Sejam brinquedos de coelho ou membros vivos da família. Eles capturam nossos corações e se tivermos sorte, definirão nossa compaixão mais tarde na vida”, diz o ator.

“Não temos com eles uma enorme dívida de gratidão? Eles não merecem mais do que serem usados como espécimes em laboratórios para serem torturados e testados? Peço a estas universidades que tenham compaixão. Lembrem-se do seu primeiro amor. Não usem os coelhos em experimentos de laboratório”.

Pesquisa

Wendy Jarrett, diretora executiva da Understanding Animal Research, negou que as universidades estivessem escondendos dados ou fazendo segredo das experiências com animais, em um comunicado obtido pelo jornal Metro UK.

“Se as alternativas à pesquisa com animais estão disponíveis e foram validadas pelos reguladores, então é ilegal usar um animal e a pesquisa não receberá uma licença do Ministério do Interior”, disse Jarrett.

“Assim, os coelhos são usados apenas para testes de segurança, por exemplo, para verificar se uma vacina não causará febre em bebês e crianças, quando não houver alternativa disponível que animais”.

“É claro que os testes cosméticos com animais foram proibidos no Reino Unido a mais de 20 anos e os testes de produtos domésticos também estão sujeitos a uma política de proibição neste país”.

É assustador notar como a hipocrisia humana delega aos animais o papel de produto para ser usado e descartado conforme sua conveniência e necessidade.

Coelhos são comprovadamente animais sencientes, inteligentes, capazes de sofrer e amar. E ainda assim é possível que humanos, acobertados pela bandeira da “ciência” e do “bem-estar da humanidade” disponham deles para testar respostas à doenças, medicamentos, vacinas e até produtos que alimentam sua vaidade.

Nada, absolutamente nenhuma premissa, justifica o sofrimento de um animal não-humano. Uma vida, uma companheiro de planeta, um irmão com predisposições diversas, mas jamais um ser inferior como a sociedade insiste em proclamar.

Quase 50 mil animais foram mortos pelo governo britânico em 7 anos de pesquisa militar

Animais são explorados e mortos covardemente em experimentos militares | Foto: Pixabay/ Annette Meyer

Animais são explorados e mortos covardemente em experimentos militares | Foto: Pixabay/ Annette Meyer

De acordo com informações do jornal Daily Mirror, os experimentos, que fazem parte do programa de pesquisa do Ministério da Defesa, envolviam injetar armas biológicas em macacos, atirar e explodir porcos e forçar outros animais a respirarem gases que afetam o sistema nervoso.

Esses experimentos levaram 48.400 animais à morte no Laboratório Militar de Ciência e Tecnologia de Defesa, em Wiltshire (Inglaterra), entre 2010 e 2017.

Em um teste, os macacos foram injetados com antraz, enquanto os pesquisadores monitoraram o nível de dor dos animais e a quantidade de tempo que eles levavam para morrer, segundo o relatório.

Em outro experimento, os animais explorados como cobaias tiveram o agente nervoso VX aplicado às suas costas, a fim de determinar como outro químico, bionecrófago, mudaria os efeitos da droga.

Os animais que sobreviveram ao teste foram mortos de qualquer maneira e dissecados, afirma o relatório.

Alguns animais eram forçados a respirar gás de mostarda, um carcinógeno que queima os pulmões, causando inchaço e formação de bolhas ao fechar as vias aéreas.

Para testar a eficácia da armaduras corporais, os porcos eram envolvidos em armaduras-teste antes que os explosivos fossem ativados.

Após as explosões, os cientistas avaliariam os porcos para ver quais partes do corpo estavam protegidas e quais estavam danificadas.

Animais são privados e sua liberdade e forçados a ingerir componentes químicos nocivos | Foto: White Coat Waste Project

Animais são privados de sua liberdade e forçados a ingerir componentes químicos nocivos | Foto: White Coat Waste Project

Na Dinamarca, o exército britânico também utilizou experimentos com “tecidos vivos”, em que porcos são baleados em diferentes partes do corpo com rifles, acompanhados por médicos do Exército que lutam para manter os animais vivos.

Questionado sobre esses testes pelo Daily Mirror, o Ministério da Defesa disse: “O DSTL é responsável por desenvolver e criar tecnologia indispensável para proteger o Reino Unido e suas forças armadas”.

“Isso não poderia, atualmente, ser alcançado sem o uso de animais em pesquisa. O DSTL está comprometido em reduzir o número de experimentos com animais”

No entanto, as organizações de direitos animais discordam e chamam esses tipos de testes desnecessários e absolutamente cruéis

“Os animais sofrem e morrem em tantos tipos diferentes de experiências, mas há algo especialmente obscuro e perturbador nas experiências de guerra”, disse a gerente da Campanha Anti-viviseccção de Animais, Jessamy Korotoga.

“Expor deliberadamente animais vivos a compostos químicos nocivos, explosões simuladas e patógenos biológicos que são conhecidos, e de fato desenvolvidos para causar sofrimento extremo e morte, é moralmente inconcebível”.

“Uma sociedade civilizada, no século 21, não deve se envolver em práticas tão macabras e terríveis”, concluiu a ativista.

Coelhos tem as pálpebras costuradas e são infectados com cólera em experimento de universidade

Milhares de coelhos estão sofrendo agressões sem fim em experiências dolorosas nas universidades britânicas todos os dias, denuncia um grupo que luta pelos dos direitos animais.

A ONG Animal Justice Project (AJP) diz que estes experimentos incluem coelhos que são deliberadamente infectados com cólera, tem as pálpebras costuradas e recebem injeções dolorosas diretamente em suas colunas vertebrais.

A AJP afirma que as universidades estão – ano após ano – se tornando cada vez mais reservadas sobre as experiências que realizam com animais, e diz que seus esforços para descobrir quantos coelhos estão sendo submetidos a testes nas universidades britânicas foram frustrados. As instituições estão realizando os experimentos de forma secreta.

Coelhos em experimentos

A ONG entrou em contato com 112 universidades e faculdades neste ano, realizando o pedido dos dados sob a Lei de Liberdade de Informação.

Em 14 de abril, sete universidades não responderam e 33 recusaram-se a fornecer números. Destas últimas, 31 se recusaram a fornecer os números alegando sigilo devido à publicação futura em seus sites, outra citou a pressão do tempo, e outra não deu nenhuma explicação.

Atualmente 70 universidades são conhecidas por usar e manter em cativeiro animais para experimentos, 19 delas responderam falando o número e o tipo de animais usados, e 43 universidades responderam dizendo que não usam animais.

Campanha “Missing”

Como resultado desse sigilo, a organização lançou uma nova campanha – chamada ‘”Missing” (Desaparecidos, na tradução livre) – para esclarecer a verdade sobre as pesquisas com coelhos nas universidades britânicas e pedir o seu fim.

A campanha, que é apoiada pela estrela pop Moby e pela celebridade televisiva, Peter Egan, realizará eventos e protestos em algumas universidades nesta Páscoa

Inaceitável para muitos

“Hoje em dia, com o número crescente de veganos vivendo estilos de vida compassivos, experimentos com animais, como os que descobrimos nas universidades são intragáveis para muitos”, disse Claire Palmer, fundadora do Animal Justice Project, em um comunicado enviado ao Plant Based News. .

“Particularmente quando eles envolvem coelhos, um animal muito querido, que vive como membro da família na casas de diversas pessoas. É perturbador que milhares de coelhos estejam sendo usados em laboratórios do Reino Unido e as universidades simplesmente se recusam a nos dizer o que está acontecendo com eles”, diz a fundadora da ONG.

“A campanha ‘Missing’ do Projeto Justiça Animal joga uma luz sobre o mundo secreto dos experimentos com coelhos nesta Páscoa e pretendemos acabar com eles definitivamente”.

Necessidade de transparência

“Parabéns ao Animal Justice Project, por lançar luz sobre o sofrimento dos coelhos usados em experimentos cruéis nas universidades britânicas”, disse Moby, músico vegano.

“A transparência é urgentemente necessária. Precisamos saber a verdade sobre o que é feito aos animais quando as portas do laboratório estão trancadas. É hora de acabar com a crueldade contra os animais”, disse o músico.

Fim dos experimentos com animais

“Meu primeiro relacionamento com outra espécie surgiu como resultado de ser apresentado ao coelho branco em Alice no País das Maravilhas, Brer Rabbit ou Pernalonga”, acrescentou o ativista vegano e ator de Downton Abbey, Peter Egan.

“Coelhos, assim como cães e gatos são parte integrante da minha introdução ao mundo dos animais e meu primeiro compromisso com a compaixão. Sejam brinquedos de coelho ou membros vivos da família. Eles capturam nossos corações e se tivermos sorte, definirão nossa compaixão mais tarde na vida”, diz o ator.

“Não temos com eles uma enorme dívida de gratidão? Eles não merecem mais do que serem usados como espécimes em laboratórios para serem torturados e testados? Peço a estas universidades que tenham compaixão. Lembrem-se do seu primeiro amor. Não usem os coelhos em experimentos de laboratório”.

Pesquisa

Wendy Jarrett, diretora executiva da Understanding Animal Research, negou que as universidades estivessem escondedos dados ou fazendo segredo das experiências com animais, em um comunicado obtido pelo jornal Metro UK.

“Se as alternativas à pesquisa com animais estão disponíveis e foram validadas pelos reguladores, então é ilegal usar um animal e a pesquisa não receberá uma licença do Ministério do Interior”, disse Jarrett.

“Assim, os coelhos são usados apenas para testes de segurança, por exemplo, para verificar se uma vacina não causará febre em bebês e crianças, quando não houver alternativa disponível que animais”.

“É claro que os testes cosméticos com animais foram proibidos no Reino Unido a mais de 20 anos e os testes de produtos domésticos também estão sujeitos a uma política de proibição neste país”.

É assustador notar como a hipocrisia humana delega aos animais o papel de produto para ser usado e descartado conforme sua conveniência e necessidade.

Coelhos são comprovadamente animais sencientes, inteligentes, capazes de sofrer e amar. E ainda assim é possível que humanos, acobertados pela bandeira da “ciência” e do “bem-estar da humanidade” disponham deles para testar respostas à doenças, medicamentos, vacinas e até produtos que alimentam sua vaidade.

Nada, absolutamente nenhuma premissa, justifica o sofrimento de um animal não-humano. Uma vida, uma companheiro de planeta, um irmão com predisposições diversas, mas jamais um ser inferior como a sociedade insiste em proclamar.

Simulador pode substituir porcos em testes feitos pela Marinha Real Britânica

Foto: Pixabay

Um novo simulador desenvolvido pelo Dr. Mainul Haque, da Escola de Matemática e Física da Universidade de Portsmouth, pode pôr fim aos cruéis testes feitos pela Marinha Real Britânica para tratamentos de lesões pulmonares em porcos e outros animais. Os experimentos têm como objeto de estudo as lesões causadas pela exposição à ondas de choques supersônicas que irradiam de explosões.

Até agora, testes militares exploraram e torturaram animais vivos para simular o impacto destas ondas de choques em seres humanos e assim desenvolver uma rotina de tratamento para as lesões subsequentes. No entanto, como alertado pela PETA, porcos e seres humanos possuem organismos e anatomias diferentes, fato já admitido pelo exército dos Estados Unidos anteriormente.

O Dr. Haque desenvolveu o simulador em colaboração com o consultor Timothy Scott, da Royal Navy Intensive Care. Para o cientista, além de superar o dilema ético de ferir e causar sofrimento a animais indefesos, o simulador pode trazer resultados muito mais efetivos. “Um modelo computadorizado nos permite executar o maior número de testes de tratamento que precisamos para qualquer tipo de cenário sem a necessidade de pesquisas com animais vivos”, disse.

Haque aponta ainda que a nova tecnologia pode prever como os corpos humanos reagem ao acúmulo interno de fluidos, o que muitas vezes é fatal, já que não é detectado. Segundo ele, o simulador “acomodar cenários que são inatingíveis em pesquisas com animais vivos ou humanos, como múltiplas vítimas com múltiplos eventos de lesão”, afirma.

Mundo em transformação

O uso de simuladores em testes militares não é novidade. Em 2017 os deputados norte-americanos Hank Johnson e Tom Marino apresentaram um projeto de lei que bane o uso de animais vivos em testes militares. A proposta exige que militares utilizem apenas métodos que incluam apenas seres humanos para treinar membros do serviço.

Para Johnson, simuladores são mais precisos e a abolição do uso de animais é claramente mais econômica. “Pode custar mais inicialmente investir em um simulador do que em animal vivo, mas se levarmos em consideração que o animal só poderá ser usado uma vez, enquanto o simulador pode ser usado repetidas vezes, então, ao longo do tempo, é a melhor decisão”, disse em entrevista ao Washington Examiner.

Segundo informações do portal LIVEKINDLY, em 2014, a Agência Norueguesa de Pesquisa Animal (NARA) rejeitou um pedido do exército norueguês para usar animais em exercícios de treinamento. Foi a primeira vez na história da agência que tal rejeição foi feita.

Avon se junta à campanha pelo fim dos testes em animais no mundo

Foto: PETA

Foto: PETA

A companhia de beleza Avon, uma das maiores empresas de cosméticos do mundo, juntou-se à campanha #BeCrueltyFree (Seja Livre de Crueldade), embora não seja uma empresa totalmente livre de crueldade por operar no mercado chinês.

A Be Cruelty Free é uma campanha lançada pela Humane Society Internacional (HSI)
com o objetivo de transformar a indústria da beleza em um mercado sem crueldade, para isso iniciou uma onda de proibições de testes em animais apoiadas por centenas de empresas e milhões de consumidores em todo o mundo.

Conforme os dados da HSI, em quatro de cada cinco países, ainda é legalmente permitido usar coelhos e outros animais em testes cruéis de toxicidade de produtos cosméticos e seus ingredientes.

Na China, testes com animais são uma exigência legal para muitos tipos de cosméticos. No entanto, a onda global de proibições desses experimentos covardes liderada pela ONG que criou a campanha, tem como meta colocar um fim nessa crueldade.

Foto: PETA

Foto: PETA

Mas apesar da Avon ter se juntado a campanha, ela ainda vende seus produtos na China – onde todos os cosméticos importados são obrigados a passar por testes com animais conduzidos pelo governo chinês.

Da mesma forma, itens de “uso especial”, incluindo desodorantes e protetores solares, que são vendidos na China, também têm que ser testados em animais por lei.

Prática desnecessária e inaceitável

No entanto, a Avon se juntou à campanha #BeCrueltyFree que pede a proibição dos testes de cosméticos em animais em todos os principais mercados globais de beleza até 2023.

Louise Scott, diretora científica da Avon, disse: “A Avon está trabalhando para acabar com testes em animais há 30 anos, mas, como indústria, ainda há muito a fazer. Estou orgulhoso de nossa contribuição para impulsionar a mudança até hoje. Mas nós somos ainda mais fortes se trabalharmos colaborando uns com os outros. É crucial que façamos mais parcerias com outros agentes de mudança para acabar com a prática desnecessária e inaceitável de testes em animais para cosméticos.”

Pagando por testes em animais

Em 2012, a PETA disse que a Avon “silenciosamente mudou suas políticas e estava pagando por testes em animais para vender [seus] produtos na China” – e pediu que a empresa se retirasse ou se recusasse a entrar no mercado chinês enquanto os animais ainda estão morrendo ”.

A PETA comentou: “Embora entendamos que a China é um mercado enorme que essas empresas não estão dispostas a ignorar, esperávamos que elas tomassem medidas para eliminar essa exigência ou insistissem em que os métodos de testes que não envolvessem animais fossem aceitos”.

Quando questionada do por que não para de vender na China, a empresa respondeu: “Estamos otimistas de que a influência da Avon como líder mundial em cosméticos possa ajudar a promover a aceitação de métodos de testes livres de animais pelo governo chinês com o objetivo de encerrar os testes em animais”.

Foto: PETA

Foto: PETA

“Trabalhamos em parceria com organizações que estão desenvolvendo novas abordagens para avaliação de segurança de produtos que não usam animais, bem como com associações da indústria de produtos de cuidados pessoais.”

Segundo dados da HSI mais de 500 mil animais são usados em testes de cosméticos anualmente, eles sofrem e morrem para testar xampu, rímel e outros produtos cosméticos. Ratos, coelhos, porquinhos-da-índia e outros animais apavorados são forçados a ingerir substancas quimicas que são enfiadas por suas gargantas, pingandas em seus olhos ou depositadas em sua pele antes deles morrerem.

Novo simulador pode pôr fim aos testes navais que envolvem explosão de porcos

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Um novo simulador pode pôr fim aos testes militares e navais realizados pela marinha real em porcos e outros animais.

Desenvolvido por um cientista do Reino Unido, o simulador foi projetado para substituir a necessidade de testes “lentos e caros” para tratamentos de lesões pulmonares. Os testes geralmente se concentram em lesões causadas pela exposição às ondas de choque supersônicas que se irradiam de explosões.

Os animais são expostos a essa violência absurda constantemente para que os pesquisadores possam analisar o resultado do impacto em seus tecidos e órgãos.

O Dr. Mainul Haque, da Escola de Matemática e Física da Universidade de Portsmouth, desenvolveu o simulador em colaboração com o consultor Timothy Scott, da Royal Navy Intensive Care.

Até agora, testes militares usaram porcos e outros animais para simular como essas ondas de choque afetam o corpo e qual a melhor maneira de tratar lesões subsequentes. No entanto, como foi apontado pela organização de direitos dos animais PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais), os porcos e os seres humanos são muito diferentes.

O Dr. Mainul Haque, da Escola de Matemática e Física da Universidade de Portsmouth, desenvolveu o simulador em colaboração com o consultor Timothy Scott, da Royal Navy Intensive Care.

Até agora, testes militares tem usado porcos e outros animais para simular como essas ondas de choque afetam o corpo e qual a melhor forma de tratar as lesões subsequentes à agressão. No entanto, como foi apontado pela organização de direitos dos animais PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais), os porcos e os seres humanos são muito diferentes.

A PETA relatou no passado que até mesmo oficiais do exército dos EUA admitiram que “ainda não há evidências de que a utilização e o impacto em tecidos vivos de animais salva vidas”.

Dr. Haque explicou os benefícios de usar um simulador em vez de animais vivos para a Medical Device Network, (Rede de Dispositivos édicos, na tradução livre). Ele explicou: “Um modelo computadorizado pode nos permitir executar o maior número de testes de tratamentos possíveis que precisamos para qualquer tipo de cenário”.

O médico passou a informação crucial de que os experimentos podem ser realizados “sem a necessidade de pesquisas com animais vivos”.

Scott apontou em um estudo separado que um simulador não é apenas mais barato, mas também “requer aprovação ética menos rigorosa”.

Ele acrescentou que também poderia “alcançar cenários que são inatingíveis em pesquisas com animais vivos ou humanos, como por exemplo várias vítimas com vários eventos de lesão”.

A nova tecnologia se estende além da simulação de vítimas. Também pode prever como os corpos humanos reagem ao acúmulo interno de fluidos, o que muitas vezes é fatal, já que não é detectado.

Os militares às vezes usam porcos para simular ferimentos humanos

Testes militares com animais ao redor do mundo

A ideia de usar simuladores em experimentos militares não é nova.

Em 2017, os deputados Hank Johnson, do partido Democratas, e Tom Marino, dos Republicanos., Apresentaram um projeto de lei contra testes com animais. O Washington Examiner informou que o projeto de lei “exigiria que os militares usassem apenas“ métodos baseados em humanos ”para treinar membros do serviço”.

Johnson abraça o entendimento de que as simulações são absolutamente melhores em custo-benefício. Ele disse: “Pode custar mais para um simulador do que para um animal vivo em termos de desembolso inicial”.

Johnson acrescentou: “você só pode usar esse animal uma vez, mas o simulador pode ser usado repetidamente. Então, em longo prazo, é melhor. ”

Em 2014, a Agência Norueguesa de Pesquisa Animal (NARA) rejeitou um pedido do exército norueguês para usar animais em exercícios de treinamento. Foi a primeira vez na história da agência que tal rejeição foi feita.

Canadá está a um passo de proibir testes com animais para cosméticos

Foto: Humane Society

Foto: Humane Society

O Canadá está se posicionando para se tornar o 40º país do mundo a proibir testes cosméticos envolvendo animais após a introdução da Lei de Cosméticos sem Crueldade (Bill S-214) na Câmara dos Comuns.

O projeto já foi aprovado pelo senado e foi apresentado pela ministra da saúde, a conservadora Marilyn Gladu.

“Proteger os animais sempre foi uma causa que me preocupou profundamente e tenho o prazer de patrocinar este projeto de lei para que os deputados possam debater essa questão importante”, disse Gladu em um comunicado.

O projeto é resultado de anos de defesa da lei liderados pela Humane Society International, a Animal Alliance of Canada e a Lush Fresh Handmade Cosmetics, com o apoio de mais de 750 mil canadenses de costa a costa.

A Lei de Cosméticos Sem Crueldade foi introduzida pela primeira vez na câmara em junho de 2015 pela senadora conservadora Carolyn Stewart Olsen em uma estreita cooperação com a HSI Canada e a Animal Alliance.

“Como um canadense orgulhoso, eu não poderia estar mais feliz em ver o meu país se aproximando mais e mais de tornar-se mais um mercado de beleza livre de crueldade”, disse Troy Seidle, vice-presidente de Pesquisa e Toxicologia da HSI.

Foto: World Animal News/Reprodução

Foto: World Animal News/Reprodução

“Em 2019, com a vasta gama de ingredientes cosméticos já estabelecidos e as abordagens livres de animais para avaliação de segurança, simplesmente não há desculpa para confiar continuamente em testes em animais para produtos ou ingredientes cosméticos”, enfatiza ele.

A HSI também tem estado na vanguarda das mudanças da política pública global para cosméticos livres de crueldade, encabeçando reformas legais na União Européia, Índia, Nova Zelândia, Taiwan, Coréia do Sul, Guatemala e mais recentemente Austrália, com legislações semelhantes em desenvolvimento nos Estados Unidos, Brasil, Chile, África do Sul, Sri Lanka e outros lugares.

“Chegou a hora de tirar a crueldade de uma vez do mercado de cosméticos e ouvir os 88% dos canadenses que se opõem aos testes em animais para cosméticos”, afirma Mark e Karen Wolverton, co-proprietários da Lush Fresh Handmade Cosmetics, da América do Norte.

“Sabemos que nossos milhões de clientes que apoiam o projeto de lei (Bill S-214) levarão essa questão para as pesquisas neste outono e elegerão líderes que sejam capazes de legislar em seu nome”, afirmou o casal.

“Acreditamos que os testes em animais para produtos de beleza não são aceitáveis ou relevantes e perpetuam o sofrimento dos animais”.

Pesquisas do Conselho Estratégico em nome da Animal Alliance of Canada e da HSI descobriram que 88% dos canadenses concordam que testar novos cosméticos não vale a pena a dor e o sofrimento dos animais, e 81% apoiariam a proibição nacional de testes em animais de cosméticos e seus produtos. ingredientes.

Com a maior conscientização da população e seu empenho em modificar o modelo vigente de inferiorização dos animais, garantido-lhes o direito à liberdade e bem-estar de que tanto necessitam, mais um passo é dado em direção a uma sociedade pais justa, para animais humanos e não-humanos.