Dados acusam o aumento de experimentos utilizando animais no país

Foto: Depositphotos.com

Foto: Depositphotos.com

O número de experimentos científicos registrados com animais subiu 18% o que corresponde a mais de 500 mil testes de laboratório com animais em 2017, a maioria dos quais envolveu ratos ou peixes-zebra, conforme informações do conselho de segurança de produtos e alimentos, NVWA, na quarta-feira.

O tipo de abuso cruel e exploração intensa que esses animais sofrem nesses testes de laboratório muitas vezes comprometem sua saúde de forma irreversível. Indefesos, eles são expostos a drogas, tóxico e produtos químicos que muitas vezes causam um sofrimento lento e indescritível a esses seres.

Peixes da zebra estão sendo usados para pesquisas sobre drogas anticâncer e como parte de um projeto de pesquisa em toda a Europa sobre desordens hormonais, disse a NVWA. Os ratos são usados para vários experimentos, mas principalmente na pesquisa do câncer.

O aumento tem ocorrido apesar do compromisso assumido pelo governo em reduzir a quantidade de experimentos envolvendo animais. Em 2015, os ministros disseram que a Holanda pretendia ser a nação mais avançada do mundo em termos de pesquisa livre de animais até 2025. Até o final de 2017, 80 instituições acadêmicas e científicas tinham licenças para realizar experimentos envolvendo animais. Sete novas licenças foram concedidas e oito foram retiradas.

Os números também mostram que a utilização de gatos e cachorros em experimentos médicos aumentou em quase 50% entre 2016 e 2017 e que mais licenças foram distribuídas para 2018 e além. No total, 656 cães e 89 gatos foram usados em experimentos em 2016, mas um ano depois esse número aumentou para 909 cães e 200 gatos, segundo a NVWA.

Metade dos cães e um terço dos gatos explorados nos experimentos morreram. O grupo responsável pela campanha anti-vivissecção, Animal Rights, lançou uma nova petição contra o uso de cães e gatos em experimentos.

“Existe um amplo consenso de que esses experimentos com animais são desnecessários”, disse o líder da campanha, Robert Molenaar. “É por isso que é tão difícil aceitar que mais cães e gatos morram em experiências tão dolorosas”.

Beagles destinados à morte após final de testes de laboratório são salvos por abrigo de animais

Foto: Michigan Humane Society/Facebook

Foto: Michigan Humane Society/Facebook

Um grupo de beagles que foram destinados a morte após serem submetidos a dolorosos testes laboratoriais de agrotóxicos foram resgatados por um abrigo de animais.

Os cães chegaram à Humane Society de Michigan (EUA) na terça-feira, quase um mês depois que a notícia de sua morte iminente provocou clamores e protestos em nível mundial.

Agora, eles provavelmente serão adotados e ganharão uma família. A Humane Society compartilhou uma foto de um voluntário com um dos cachorros no colo em sua página no Facebook.

Eles escreveram abaixo da publicação: “Estamos felizes em anunciar que os beagles do estudo estão agora sob nossos cuidados. O processo de avaliar cada um deles individualmente para determinar quando e se estarão disponíveis para adoção provavelmente levará várias semanas.

“Um prazo estimado para quando esses beagles estarão disponíveis para adoção e detalhes sobre os pedidos de adoção serão anunciados através de nossos canais sociais.

“Nosso foco agora é trabalhar no sentido de encontrar oportunidades positivas de encontrar lares e famílias para cada um dos animais.

Uma das pessoas que comentou no post contou ter adotado um beagle anteriormente usado em testes de laboratório alertou para o fato de que os cães acham muito mais difícil se adaptar à vida de um animal.de estimação por causa da dor que eles tiveram que suportar nas mãos de outros humanos.

No mês passado, foi relatado que os beagles seriam mortos apenas para que seus órgãos pudessem ser examinados com o objetivo de mensurar os danos que eles sofreram durante os testes com os pesticidas. Isso seria feito com o objtivo egoísta de averiguar se esses produtos químicos teriam possibilidade de representariam um risco para os seres humanos. Eles deveriam ser mortos no início de julho.

Foto: Humane Society of America

Foto: Humane Society of America

A Humane Society of America disse que 36 beagles foram selecionados para o estudo doloroso, e a Michigan Humane Society (filial da primeira) ainda vai quantos deles sobreviveram à agressão que sofreram antes de serem resgatados. Os beagles são uma escolha comum para testes de laboratório por causa de sua natureza gentil, leal, dócil. Esses cães dificilmente reagem quando submetidos a tratamentos dolorosos.

A Dow AgroSciences, que encomendou a pesquisa sobre os cães, afirmou que os animais tiveram que ser sacrificados para cumprir as regulamentações no Brasil, onde a substância química testada deveria ser contada. Mas a equipe da Humane Society pressionou o governo brasileiro, que cedeu afirmando que eles estavam felizes em conceder salvos condutos para salvar a vida dos cães.

Suíça irá votar proibição de testes experimentais em animais

Foto: Freepik

Após uma petição que atingiu mais de 100 mil assinaturas, a Suíça finalmente votará pelo fim de testes em animais no país. Se aprovada, a medita proibirá a importação e exportação de produtos desenvolvidos a partir de testes em animais.

O tema entrou em pauta após grande parte da população exigir que o governo se sensibilize com a crueldade intrínseca aos testes experimentais. A proposta também visa incentivar maior financiamento de alternativas livres de crueldade.

Ainda não há data para a votação, mas é esperado que ocorra ainda em 2019.

Tortura e morte

A Humane Society International estima que cerca de 500.000 animais – principalmente coelhos, cobaias, hamsters, ratos e camundongos – sofrem e morrem em testes cruéis e antiquados de ingredientes ou produtos cosméticos a cada ano em todo o mundo.

Coelhos, porquinhos-da-índia, ratos e camundongos são os animais mais comuns usados ​​para testar cosméticos, submetidos a produtos químicos cosméticos em seus olhos, espalhados em sua pele raspada, ou forçados à alimentação oral em doses massivas, até mesmo letais.

Câmara dos Representantes da Colômbia aprova projeto que proíbe testes em animais na indústria cosmética

“Esperamos sinceramente que em breve a Colômbia se junte aos países que estão fechando as portas para essa prática cruel e desnecessária” (Foto: CFI)

A Câmara dos Representantes da Colômbia aprovou por unanimidade na semana passada o projeto de lei que proíbe testes em animais na indústria cosmética colombiana. De autoria do parlamentar Juan Carlos Lousada, a medida também proíbe a venda de cosméticos pré-testados, incluindo produtos importados, após um ano da implementação da lei.

Agora o projeto segue para o Senado, onde será debatido em comissão e no plenário da Câmara. A previsão é de que o projeto também não encontre nenhuma barreira no Senado e que seja aprovado em breve, segundo a organização Cruelty Free International, que se dedica a campanhas contra a realização de testes em animais.

“As pessoas do mundo todo agora estão cientes de que o uso de animais em testes de cosméticos deve chegar ao fim em todos os lugares. Esperamos sinceramente que em breve a Colômbia se junte aos países que estão fechando as portas para essa prática cruel e desnecessária”, declarou a diretora de Relações Públicas da CFI, Kerry Postlewhite.

NASA aprisiona ratos em gaiolas e os expõem à gravidade zero em teste

Reprodução

Vinte ratos fêmeas foram aprisionados em gaiolas por cerca de 33 dias na Estação Espacial Internacional (ISS), um laboratório em órbita, da NASA. Os animais foram expostos à gravida zero em um estudo para entender o impacto de um voo espacial de longa duração no corpo de seres humanos.

Os animais, que têm cerca de 16 e 32 semanas de vida, ficaram aprisionados durante todo o tempo e em vários momentos apresentam comportamento de estresse, correndo compulsivamente de forma circular dentro das gaiolas, uma sintoma conhecido como “rastreamento de corrida”, muito similar ao que ocorre em animais mantidos em zoos, a zoocrosis.

Após receber uma série de críticas, a NASA alegou que os animais estão “perfeitamente bem e felizes” e, apesar de não divulgar exames, informou também que eles não sofreram nenhuma alteração significativa em seus organismos, declaração que é desmentida por ativistas em defesa dos direitos animais.

A pesquisadora da PETA Reino Unido, Anna Van Der Zalm, afirma que o experimento é desnecessário e obsoleto. “Ninguém precisa saber como ratos reagem no espaço, e verdadeiros pioneiros da exploração espacial moderna não se baseiam em experiências com animais, optam pela tecnologia do século 21, como simuladores capaz de avaliar com precisão os riscos à saúde dos astronautas”, disse.

Ao contrário de seres humanos, ratos não são astronautas e não podem dar seu consentimento para participar voluntariamente de testes. Os animais não são capazes de avaliar os risco que correm em experimentos e tampouco possuem anatomia que possa ser comparada aos seres humanos, deixando claro que a vida dos animais foram colocadas em jogo apenas para satisfazer a curiosidade cientifica da NASA. “Enviar animais sensíveis e assustados para o espaço é moralmente indefensável nos dias de hoje”, completou Anna Van Der Zalm.

Reprodução

No inicio dos anos 90, a NASA concluiu que experimentos com primatas no espaço obtinham resultados irrelevante para seres humanos. Em 2010 tentou retomar seu programa espacial explorando animais, mas desistiu após pressão de ativistas. Os efeitos de exposição à gravidade zero ainda estão sendo estudados e não há forma de prever o quanto isso pode ter sido prejudicial aos animais que foram forçosamente envolvidos.

Exames cerebrais realizados em astronautas após voos espaciais mostraram mudanças tipicamente relacionadas a processos de longo prazo, como envelhecimento e deterioração de áreas responsáveis pelo movimento e processamento de informações sensoriais. Os rostos dos astronautas também apresentaram inchaço, pois a gravidade puxa os fluídos corporais para cima.

Prêmio incentiva jovens cientistas e acabar com os testes em animais

Foto: PETA/Reprodução

Foto: PETA/Reprodução

Esta semana, o Consórcio Internacional de Ciências da PETA anunciou que Patrícia Zoio, estudante de doutorado da Universidade NOVA de Lisboa, ganhou o prêmio Early-Career Scientist Award oferecido pela instituição, para participar de curso de formação sobre métodos de testes que não utilizam animais. Patrícia está desenvolvendo um modelo skin-on-a-chip (pele em chip, na tradução livre) que poderia substituir o uso de animais em testes de pele em laboratório a longo prazo.

O curso de verão do Centro de Pesquisa Conjunta da Comissão Europeia, que acontece de 21 a 24 de maio em Ispra, Itália, permitirá que os participantes conheçam e explorem alguns dos avanços mais recentes no campo de testes que não envolvem animais.

Patrícia participará de palestras e sessões interativas e visitará um laboratório dedicado ao desenvolvimento de alternativas para testes em animais.

O que são “órgãos em chip”

Em 2017, engenheiros biológicos da Universidade de Harvard inventaram um microchip que pode ser revestido com células humanas vivas para testes de drogas, modelos de doenças e medicina personalizada.

O “Organ in a chip” é um chip tridimencional multi-canal de cultura de células microfluídicas que simula as atividades, mecânica e a resposta fisiológica de órgão, revestido de células humanas vivas, como se fosse um tipo de órgão artificial. A tecnologia foi responsável por introduzir um novo modelo de organismos humanos multicelulares in vitro.

No vídeo abaixo pode ser acompanhada uma rápida introdução à tecnologia de “órgãos em chip”

A importância de incentivos como esses

Milhões de coelhos, ratos, porquinhos-da-índia e outros animais são explorados em laboratórios, enfrentando procedimentos horríveis que podem ferí-los de diversas formas, causando sofrimento físico e psicológico e traumas.

Cientistas estão trabalhando para acabar com essas experiências cruéis e desnecessárias com animais. Este prêmio tem como objetivo ajudar nas pesquisas a substituir o uso de animais em testes de toxicidade para produtos químicos.

O Consórcio também apresentou vários outros ganhadores Early-Career Scientist Awards, que terão as despexas pagas para participar de conferências e workshops, como o Instituto de Métodos Práticos de In Vitro para o Laboratório de Toxicologia In Vitro e o 20º Congresso Internacional de Toxicologia In Vitro.

Esses prêmios são vitais para garantir que a próxima geração de toxicologistas esteja equipada com o conhecimento e as habilidades necessárias para implementar testes modernos e livres de crueldade, que são cruciais para um futuro onde os experimentos com animais sejam coisa do passado.

Modelos com tecido humano podem salvar ratos e coelhos

O Consórcio também forneceu aos pesquisadores tecnologia livre de custos. Por exemplo, uma parceria com a empresa de biotecnologia Epithelix, propiciou aos pesquisadores modelos tridimensionais de tecido humano do trato respiratório que podem ser usados para testar cosméticos, produtos farmacêuticos, produtos químicos industriais, pesticidas e produtos domésticos sem o uso de animais.

Os organizadores do prêmio também se uniram à MatTek Corporation para distribuir modelos tridimensionais de tecido humano sem custos que podem substituir o uso de coelhos em testes onde os produtos químicos são aplicados diretamente em seus olhos e pele e o uso de ratos em testes de inalação mortais nos quais os animais indefesos são espremidos em tubos estreitos e forçados a inalar substâncias tóxicas.

Além desses tecidos tridimensionais, centenas de milhares de quilos de equipamentos de teste da VITROCELL – dispositivos que podem ser usados para expor células a produtos químicos em vez de animais – também foram disponibilizados.

No geral, o Consórcio e seus membros doaram milhões de libras para melhorar e implementar métodos de teste que não envolvam animais, incluindo o financiamento de seu desenvolvimento e validação e a organização de oficinas gratuitas, webinars e oportunidades de treinamento para cientistas.

Coelhos resgatados de laboratório sentem o sol e grama pela primeira vez

Foto: One Green Planet/Reprodução

Foto: One Green Planet/Reprodução

Ao tomar conhecimento de que um grupo de coelhos seria morto após ter sido usado em estes de laboratório por uma universidade na Espanha, ativistas do santuário e equipe de resgate, Leo Vegano Animal, se uniram em uma missão de salvamento.

Com o destino já definido e apenas 48 horas para tirá-los do cativeiro, o grupo de salvadores sabia que tinha que agir rapidamente.

Missão: Salvar os coelhos

Cobertos de ferimentos provavelmente causados por perfurações, cheios de diversos tumores e com grandes pedaços de pele sem pelo em seus corpos, os pobres coelhos estavam absolutamente petrificados de medo.

Esses animais usados em testes de laboratório, normalmente passam a vida inteira sendo explorados. Nascidos e criados em uma “fábrica” de criação de animais, os coelhinhos viviam confinados em minúsculas gaiolas feitas de malha de arame e eram mantidos no escuro. Quando atingem a idade ideal, eles são enviados para qualquer laboratório de testes que os requisitarem, que nesse caso, era uma universidade.

Foto: One Green Planet/Reprodução

Foto: One Green Planet/Reprodução

Na universidade, eles permaneceram isolados e sozinhos em outra gaiola, e a cada dia submetidos a mais dor e sofrimento à medida que eram insensivelmente explorados e abusados.

Com a ajuda dos ativistas do santuário Leon Vegano Animal, os coelhos foram resgatados na última hora, e depois de uma longa viagem durante toda a noite, eles finalmente chegaram ao santuário Mino Valley Farm.

Livres enfim

Antes de chegarem ao santuário, os coelhos nunca haviam sentido o sol na pele ou a grama sob os pés.

No vídeo abaixo é possível ver os animais experimentando liberdade pela primeira vez:

Depois que eles se acostumaram a sua nova vida no santuário, os funcionários do abrigo os mudaram para uma área maior, onde eles compartilham o lar com algumas ovelhas e a bezerrinha residente: Luna.

Foto: One Green Planet/Reprodução

Foto: One Green Planet/Reprodução

O que há de mais especial em sua nova casa, é o espaço de que eles podem desfrutar: os coelhinhos têm uma enorme toca que começa dentro do celeiro de ovelhas. Sua toca é seu lugar favorito para passar o tempo durante o dia antes de retornar para sua casa à noite, junto com as galinhas.

*Esperança de um futuro sem crueldade*

Centenas de milhares de animais são envenenados, cegados e mortos todos os anos em testes de laboratórios com animais, principalmente para a indústria de cosméticos. Esses animais têm a pele e os olhos delicados injetados com produtos químicos e cremes de beleza e ficam presos de uma forma que não possam se mover. A pior parte de toda essa tortura é que ela é desnecessária e ineficaz. Com todos os ingredientes “seguros” já seguros e aprovados no mercado, não há nenhuma razão para as empresas submeterem criaturas inocentes a uma vida de dor e sofrimento em um laboratório para provar algo que já é de conhecimento público.

Esses animais não são recursos para serem utilizado conforme e disposição e o ganho pessoal humano. Eles vivem, sentem, são indivíduos que têm seu próprio propósito e lugar no mundo, mas a humanidade continua a explorá-los apenas porque pode.

Foto: One Green Planet/Reprodução

Foto: One Green Planet/Reprodução

Infligir dor e sofrimento a outro ser vivo é um ato não só injusto como imoral. Mesmo para os que não acreditam em exploração animal, a única resposta compassiva possível é a transição para um estilo de vida livre de crueldade. Ao escolher produtos livres de crueldade(cruelty-free), o consumidor se coloca contra essa violência.

Para fazer uma diferença real nas vidas dos animais, como ocorreu com esses coelhinhos resgatados, é preciso não apenas boicotar produtos que não sejam livres de crueldade, mas espalhar a conscientização sobre como sofrem esses animais indefesos para que esses produtos cheguem até o mercado consumidor.

Esses coelhos que agora vivem no santuário são apenas alguns entre milhões de animais que sofrem em laboratórios todos os dias. Nenhuma criatura viva deve ser submetida a tortura por motivo algum, muito menos pela indústria da vaidade humana.

China anuncia fim do uso de animais em testes de cosméticos

A China anunciou que os testes de cosméticos pós-venda no país não vão mais incluir animais

O anúncio – feito pela Associação Nacional de Produtos Médicos da Província de Gansu – encerra o teste de cosméticos pós-comercialização com uso de animais para todos os produtos importados e para os produzidos internamente.

A organização internacional de bem-estar animal Cruelty Free International (CFI) aplaude a notícia como um “passo importante” para acabar com os testes em animais em todo o mundo.

No passado, a China era conhecida por testar produtos nacionais e internacionais em animais, depois de terem chegado ao mercado.

“Esta garantia das autoridades chinesas de que testes pós-venda em animais não são agora uma prática aceitável é um enorme passo na direção certa, além de uma notícia muito muito bem-vinda”, disse Michelle Thew, presidente-executiva da CFI, em um comunicado.

Ela acrescentou que, embora isso não significa que as empresas de cosméticos possam importar para a China imediatamente e serem declaradas livres de crueldade, a organização está “encantada” com o progresso do país.

“Esperamos que isso abra o caminho para a mudança completa da legislação atual, que irá beneficiar empresas livres de crueldade, o consumidor chinês, além de milhares de animais ”, continuou Thew.

A China tem dado passos em direção oposta aos testes com animais em cosméticos há algum tempo.

Em outubro de 2018, o Instituto Nacional de Controle de Alimentos e Medicamentos anunciou que estava pesquisando “alternativas viáveis” para testes com animais em cosméticos, observando que o desenvolvimento e a pesquisa de métodos livres de crueldade eram uma das principais prioridades da organização.

Um futuro com cosméticos livres de crueldade parece cada vez mais real na proporção que mais e mais países tomam medidas para proibir essa prática.

No início deste ano, a Austrália aprovou um projeto de lei que proibia completamente os testes com animais em cosméticos.

De acordo com a nova lei, a Austrália não vai mais considerar os resultados de testes em animais como evidência da segurança de um produto.

Isso significa que todas as marcas de cosméticos no país são obrigadas a mostrar a eficácia e segurança de seus produtos sem o uso de animais.

O movimento foi elogiado pela ONG que atua pelo bem-estar animal Humane Society International. Hannah Stuart, gerente de campanha da ONG, disse que “Esta proibição reflete tanto a tendência global de acabar com a crueldade dos cosméticos quanto a vontade do público australiano, que se opõe ao uso de animais no desenvolvimento de cosméticos”.

Nota da Redação: em Ciência, a exploração de animais para testes científicos é empregado basicamente em três situações:

Situação 1: quando os animais são usados para o desenvolvimento de um ingrediente ou produto, o objetivo é averiguar a eficiência de um dado ingrediente ou produto, a sua segurança, a sua performance físico-química, cinética e outras propriedades que podem tornar o ingrediente interessante na pesquisa e no comércio.

Situação 2: uma vez desenvolvido um ingrediente ou um produto, testá-lo antes de submetê-lo ao crivo de agências regulatórias de um país, de um estado ou de uma cidade. Normalmente, o poder público exige que os produtos, os ingredientes, colocados em circulação passem por algumas comprovações, supostas comprovações, de segurança sanitária, segurança cosmética e segurança farmacêutica.

Situação 3: diante do risco ou suspeita de que um determinado produto possa estar causando mal ao seu público consumidor, por exemplo, no caso de surto de reações alérgicas em pessoas que estão usando determinado batom, esse produto é recolhido e submetido a testes de segurança sanitária, cosmética e farmacêutica, para averiguar se esse surto alérgico é decorrente do uso de determinado batom, seja pelo produto propriamente dito ou pelo consumo de seus ingredientes.

Essa terceira situação é normalmente utilizada em casos excêntricos, quando existem indicativos que algo de errado está acontecendo junto ao consumidor. Na China, a situação é diferente, porque eles fazem esse tipo de averiguação mesmo que não haja nenhum indicativo de mal-estar ou qualquer anomalia do uso de um determinado produto. É esse tipo de prática, essa retirada de lotes dos produtos em circulação que já foram testados, que a prática que a Associação Nacional de Produtos Médicos da Província de Gansu, na China, anunciou que provavelmente será abolida num futuro próximo. Obviamente isso precisa ser regulamentado, precisa ser instituído na forma de lei, mas é esse tipo de mudança que a China anunciou no que fiz respeito ao uso de animais em testes cosméticos.

É um pequeno passo, talvez seja um passo que não faz muito sentido para a comunidade ocidental, haja vista que nós brasileiros não fazemos isso, salvo em casos excepcionais de verificação de reações alérgicas ou inflamatória diante do consumo de algum produto, mas como na China isso é feito tradicionalmente, a abolição dessa prática em um país onde existe 1,2 bilhões de consumidores é significativa.

O ocidente pode achar um pouco estranho que essa prática seja feita na China, mas, como estamos falando de um país gigantesco, isso significa que muitos animais a menos serão usados nesse tipo de procedimento. É esse pequeno avanço para o ocidente, mas um grande passo para o oriente que deve ser comunicado e aplaudido.

Beagles são forçados a ingerir fungicida em estudo de laboratório americano

Foto: The HSUS/Divulgação

Foto: The HSUS/Divulgação

Imagens fortes filmadas de dentro de um laboratório de Michigan (EUA) revelam métodos cruéis usados em dezenas de cães que são alimentados de forma forçada com fungicida durante um experimento que realiza testes de animais.

Cerca de 36 beagles em posse do Charles River Laboratories em Mattawan, Michigan, estão sendo submetidos a um estudo de toxicidade com duração de um ano patrocinado por uma empresa de agrotóxicos que pretende testar seu novo fungicida.

Os beagles que não sobreviverem até a data final designada para estudo, em julho deste ano, serão mortos para que seus órgãos possam ser examinados quanto aos danos causados pelo veneno.

O vídeo foi filmado durante uma investigação secreta da organização Humane Society dos Estados Unidos (HSUS), entre abril e agosto do ano passado.

Ele mostra os animais no início do estudo de um ano encomendado pela empresa de produtos químicos Dow AgroSciences, que faz uso de alimentação forçada de um fungicida (veneno) para os 36 beagles.

Alguns cães estão sendo submetidos a doses muito elevadas da substância – tão altas que até quatro cápsulas tiveram que ser empurradas goela abaixo dos cães.

A HSUS diz que a Dow AgroSciences reconheceu publicamente que este teste com previsão de duração de um ano é cientificamente desnecessário.

Ao longo dos quase 100 dias, um pesquisador da HSUS documentou quase duas dúzias de experimentos de curto e longo prazo que envolveram testes em cães, incluindo o teste de fungicida.

Foto: The HSUS/Divulgação

Foto: The HSUS/Divulgação

Entres os beagles participantes do experimento cruel nas instalações do laboratório, estava um jovem cão chamado Harvey que claramente procurava atenção dos humanos e foi classificado pela equipe do laboratório como “um bom menino”.

Harvey estava sendo usado em um estudo apoiado pela Universidade de Vermont para testar a segurança da química utilizada na composição de dois medicamentos, o experimento envolvia abrir cirurgicamente as cavidades torácicas dos cães e despejar as substâncias na área.

Como um funcionário do laboratório observou, o dia em que Harvey foi morto foi “a melhor coisa na vida que ele conheceu” simplesmente porque ele teve permissão de sair da gaiola estéril para correr no chão por um minuto antes de ser levado pelo corredor do laboratório até o departamento de necropsia para a eutanásia.

O laboratório Charles River realizou testes em cães para pelo menos 25 empresas durante o período que durou a investigação da HSUS.

De acordo com a HSUS, mais de 60 cães são usados em experimentos de laboratório nos EUA todos os anos, incluindo testes de toxicidade para pesticidas, drogas, implantes dentários e outros produtos.

Foto: The HSUS/Divulgação

Foto: The HSUS/Divulgação

Kitty Block, presidente e CEO da Humane Society dos Estados Unidos e presidente da Humane Society International, disse: “As descobertas perturbadoras feitas nesta instalação infelizmente não são únicas.

Experimentos estão acontecendo em centenas de laboratórios a cada ano nos Estados Unidos, com mais de 60 mil cães sofrendo”.

“Mas isso não quer dizer que este tenha que ser o destino desses 36 beagles. Durante meses, temos insistido com a Dow para finalizar esse teste desnecessário e liberar os cães para nós”.

Kitty afirma que foram realizados esforços consideráveis para ajudar a empresa a liberar os animais, mas agora a ONG simplesmente não vai esperar mais: “Todos os dias esses cães engaiolados estão sendo envenenados e se aproximam um dia a mais da morte”.

“Estamos recorrendo ao público para se unir a nós e exigir que Dow pare o teste imediatamente”, pede ela.

Kitty acredita que a HSU terá sucesso em recuperar os cães e a partir de então, trabalhará com afinco para que os beagles conheçam “a vida de verdade e sejam adotados em lares onde serão amados e protegidos”.

Foto: The HSUS/Divulgação

Foto: The HSUS/Divulgação

Especismo é o nome da doutrina que explica o comportamento deformado da humanidade em acreditar que os animais inferiores, fazendo deles meras peças à disposição de sua vontade. Segundo essa crença abominável, e que reina na maior parte da sociedade, os seres humanos podem matar, comer, ferir, se divertir, vender e dispor desses seres como bem entender.

Em oposição ao especismo, o biocentrismo prega a igualdade entre homens, natureza e animais, em proporções idênticas, sejam nas condições civis, legais ou emocionais, com direitos compartilhados a vida, comida, habitação, bem estar e amor.

Sendo a capacidade de amar, sofrer e compreender dos animais cientificamente comprovada, por que não teriam eles seu direito à vida resguardado em lugar de serem assassinados em instalações estéreis sem nem mesmo conhecerem alguma dignidade?

Seis labradores são mortos por pesquisadores após serem usados em testes de implantes

Seis labradores foram vítimas de morte por indução em uma universidade sueca como parte de um teste de laboratório para implantes dentários humanos. Os pesquisadores afirmaram que as mortes foram necessárias para que fosse possível a análise do efeito que os implantes teriam nos ossos, tecidos e sangue dos animais após mortos.

Os cães de apenas dois anos de idade e foram mortos na quarta-feira na Universidade de Gotemburgo (Suécia) que está sob uma onda de protestos furiosa após recusar as ofertas de adoção tanto de grupos de defesa dos direitos animais como de pessoas interessadas em oferecer-lhes um lar.

Por volta de 84 mil pessoas assinaram uma petição criada na intenção de salvar a vida dos labradores. A página do Facebook da universidade foi inundada com comentários desaprovando esse movimento assassino classificando-o de “vergonhoso e monstruoso”.

Cada um dos labradores teve mais de um terço de seus dentes extraídos e substituídos por implantes.

O Djurrättsalliansen (Animal Rights Alliance), grupo responsável pelo início da petição lutou de todas as formas para evitar que Venus, Milia, Mimosa, Luna, Lotus and Zuri fossem mortos como parte do experimento.

O comediante Rick Gervais e o ator Peter Egan da série Downton Abbey também somaram esforços na campanha, assim como ativistas britânicos do Animal Justice Project (Projeto de Justiça Animal, na tradução livre).

O vice reitor adjunto do setor de pesquisas da universidade, Göran Landberg, tentou contemporizar a situação dizendo: “É difícil chegarmos a um consenso sobre essas questões, mas o diálogo é importante”.

Embora diversas e variadas tentativas de diálogo tenham sido efetuadas com a universidade, a vida dos cães ainda assim foi tirada.

O caso provocou veio a público na mídia sueca, por meio de um veterinário chamado Mark Collins, que falou recentemente ao canal TV4, condenando o tratamento dado aos cães.

O Sr. Collins afirmou categoricamente: “Eu não entendo o porquê disso” – enquanto explicava como a remoção dos dentes de um labrador requer uma enorme força e causa ao animal uma dor substancial.

Ele acrescentou ainda que, por causa do estreito vínculo que esses animais têm com os humanos, o tratamento que receberam deixaria os cães “emocionalmente destruídos”.

Pela lei sueca, testes em animais são permitidos apenas se os pesquisadores puderem provar que este é o único meio de conseguir a informação necessária.

A universidade conseguiu essa aprovação e disse que a pesquisa está sendo realizada por um time altamente qualificado, que inclui veterinários entre os membros da equipe.

Mas a Aliança dos Direitos dos Animais alegou em sua investigação que foram descobertas anotações relativas à filhote chamada Vênus, que revelaram que ela estava sendo tratada por “feridas nos cotovelos”.

Eles também afirmaram que os cães estavam sendo mantidos em um quarto frio.

Segundo os pesquisadores os cães foram selecionados para os testes odontológicos pela semelhança entre a saliva e as bactérias orais deles com a de seres humanos. Usá-los como cobaias também permite que os pesquisadores coletem amostras de tecido, o que não é possível com os pacientes.

A premissa falsa para esta afirmação e as demais feitas pela universidade é a de que o ser humano pode dispor do animal como bem entenda desde que seja para o seu próprio bem. Como se fossem instrumentos a ser utilizados conforme a necessidade e não vidas capazes de sentir, sofrer e compreender o mundo ao seu redor.

Em uma declaração postada em seu site, a universidade afirma: “Nós entendemos como os testes em animais podem despertar emoções fortes, mas também gostaríamos de enfatizar que a periodontite ainda é um grande problema de saúde pública, e a pesquisa aqui conduzida é crucial. muitas pessoas”.

“Os animais receberam analgésicos antes qualquer procedimento doloroso”, afirmaram os pesquisadores.

Jörgen Svensson, reposável pelo setor de segurança da Universidade de Gotemburgo, contou que na semana passada os pesquisadores da universidade foram ameaçados de morte.

“Eles ficaram aterrorizados e se sentem muito mal. Tomamos medidas de segurança para proteger aqueles que foram ameaçados“, disse ele.

Infelizmente para os cães é tarde demais para qualquer medida ser tomada. Suas vidas foram desperdiçadas em prol de pesquisas que beneficiariam humanos. Saudáveis e jovens, possivelmente encontrariam um lar amoroso se fossem destinados a adoção, mas a eles não foi a dada a simples e óbvia dignidade do primeiro direito universal: o direito à vida.