Investigação expõe crueldade e agressões a vacas em fazenda leiteira

Foto: Animal Recovery Mission

Foto: Animal Recovery Mission

Uma investigação secreta revelou o abuso e sofrimento a que são submetidas vacas em uma grande fazenda de laticínios orgânicos dos EUA.

A Animal Recovery Mission (ARM), que divulgou recentemente a maior investigação sobre laticínios ja realizada, que expõe o abuso em massa de bezerros na Fazenda Fair Oaks, em Indiana, nos Estados Unidos, também está por trás das filmagens dessa vez feitas na Natural Prairie Dairy, no Texas.

De acordo com a ARM, a Natural Prairie Dairies abriga mais de 25 mil vacas em quatro locais perto de Dalhart, no estado do Texas, e atualmente fornece a alguns dos maiores varejistas do mercado.

Abuso de animais

O vídeo da ARM mostra as vacas sendo chutadas, atormentadas, perseguidas, atingidas com pás e apunhaladas com chaves de fenda por técnicos veterinários e cuidadores de animais.

No vídeo também constam as informações de que os animais foram desumanamente amarrados em posições desconfortáveis por horas, e as vacas foram vistas caindo em fossas e quase se afogando.

Além disso, nenhum cuidado médico foi fornecido aos numerosos animais: vacas com olhos infectados, feridas cobertas de pua, cortes e arranhões, mancando e muito fracas para andar foram observados, sem tratamento e com a saúde em declínio.

Além disso, as condições na fazenda eram miseráveis, com ambientes superlotadas e insalubres, e os animais sendo forçadas a se deitar em cimento frio coberto de fezes.

Sofrimento e tortura

“As vacas da Natural Prairie Dairy vivem uma vida de pura miséria e tortura. Espancadas, esfaqueadas e trancadas em celeiros cobertos de fezes, isso não é o que os consumidores imaginam quando compram leite orgânico e/ou queijo”, disse Richard “Kudo” Couto, fundador da ARM, em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“O mundo acaba de ser conscientizado sobre a realidade dos laticínios orgânicos”.

Animais não são produtos para serem explorados, comidos ou vendidos. A única maneira de evitar esse tipo de crueldade é se alimentar de forma vegana, não contribuindo para esse sórdido comércio de vidas.

Foto: Animal Recovery Mission

Foto: Animal Recovery Mission

O PBN entrou em contato com a Natural Prairie Dairy para um comentário. No momento da publicação, a fazenda leiteira ainda não havia respondido a nenhuma outra publicação.

Denúncia na fazenda Fair Oaks

A mesma organização responsável pela denúncia acima, da fazenda Natural Prairie Dairy, no Texas, Animal Recovery Mission (ARM), que atua em defesa dos direitos animais, divulgou um vídeo em junho em que mostra a violência contra bezerros em uma fazenda fornecedora da Fairlife, marca de produtos lácteos que pertence à Coca-Cola.

A filmagem, que aborda desde a realidade do transporte até o confinamento dos animais, mostra bezerros sendo chutados, socados e empurrados – além de receberem golpes na boca e no rosto com vergalhões e garrafas.

O vídeo apresenta ainda cenas de animais sendo submetidos a queimaduras, temperaturas extremas e nutrição inadequada. Há momentos em que os funcionários espancam os animais enquanto tentam obrigá-los a mamar.

“[Tudo] isso resultou em extrema dor e sofrimento para os bezerros e, em alguns casos, lesões permanentes e até mesmo a morte”, informa a organização.

Foto: Animal Recovery Mission

Foto: Animal Recovery Mission

A fazenda denunciada é a Fair Oaks, situada no estado de Indiana, nos Estados Unidos. Atuante no ramo de laticínios, a empresa é conhecida como uma das maiores produtoras de leite dos Estados Unidos.

O nível de estresse dos animais também é outra face explorada no vídeo, além do desespero de uma vaca que começa a mugir incessantemente após a separarem de seu bezerro.

Outra denúncia feita no vídeo é que a Fair Oaks costuma dizer que os bezerros que nascem na propriedade não são enviados para a indústria de carne de vitela. Porém é exatamente isso também que a ARM revela na filmagem.

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Cadela tenta esconder filhote para protegê-lo em abrigo nos EUA

Uma cadela foi flagrada tentando esconder seu único filhote em um abrigo no Texas, nos Estados Unidos. Assustados, os animais tremiam diante de uma voluntária do local, que os fotografava.

Foto: Reprodução / Portal Amo Meu Pet

As fotos foram divulgadas na internet na tentativa de encontrar um adotante que aceitasse levar os dois animais juntos para casa. A voluntária sabia que se eles não fossem adotados, poderiam não sobreviver.

O caso comoveu outro abrigo de animais, localizado em Nova York, que decidiu compartilhar o vídeo para impulsionar seu alcance. As informações são do portal Amo Meu Pet.

Foi assim, através das redes sociais, que Dava Hammack soube dos cães. A triste história da dupla comoveu a mulher, que mesmo já tendo outros quatro cachorros adotados em casa, decidiu ficar com a cadela e com seu filhote.

Foto: Reprodução / Portal Amo Meu Pet

Para buscá-los, Dava contou com a companhia de sua filha de 12 anos. Na volta do abrigo, enquanto a mãe dirigia para casa, a criança ficou observando os cães, que logo começaram a ficar mais confiantes e relaxar.

“A mãe colocou a cabeça sobre o bebê e eles dormiram no caminho de volta”, disse Dava.

No entanto, mesmo se sentindo mais segura, o instinto materno falou mais alto e a cadela continuou tentando proteger seu pequeno filhote. Agora, no entanto, tendo um lar amoroso para viver, com uma tutora responsável e disposta a oferecer a eles todos os cuidados, além de quatro irmãos caninos.


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Jacaré é visto nadando com faca de cozinha cravada na cabeça

Um aligátor (jacaré americano) foi visto, nesta semana, nadando em um lago nos arredores de Houston (Texas, EUA) com uma faca de cozinha cravada na cabeça. Imagens feitas por uma moradora às margens do lago viralizaram e provocaram comoção de pessoas preocupadas com o sofrimento do réptil.

Jacaré nada com faca de cozinha cravada na cabeça Foto: Reprodução/Erin Weaver/KTRK

“Sinto que alguém fez isso de propósito”, disse a autora das imagens, Erin Weaver, à emissora KTRK, afiliada da rede ABC.

Erin, que mora no local há seis anos, disse que vê o jacaré todas as manhãs.

“Nunca o tinha visto tão agressivo e defensivo. Não quero ver um aligátor nadando com um faca na cabeça e sofrendo”, comentou.

A Texas Parks and Wildlife, departamento governamental que cuida da vida selvagem no estado americano, disse que vai enviar um agente para avaliar o estado do animal. Especialistas disseram acreditar que o réptil possa viver ser problema com a faca na cabeça por algum tempo.

Fonte: Extra


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Bezerra resgatada por santuário encanta internet com sua cama favorita

A filhote vive feliz entre amigos de outras espécies, seja dentro de casa ou na fazenda.

Foto: Carly Henry

A pequena Tulip, como a bezerra é chamada, foi resgatada há poucos meses atrás por Carly Henry, responsável pelo santuário de animais Carly’s Critter Camp, em Austin, Texas.

Antes que pudesse ser oficialmente adotada pela proprietária da fazenda, Tulip ficou sob os cuidados de Henry. Estava com pneumonia quando foi encontrada, resultado da negligência e péssimos cuidados de seus antigos responsáveis.

O intuito do santuário que Carly administra é como de muitos outros: ajudar na recuperação do animal e trazer uma vida mais agradável para ele, reabilitando-o para uma vida nova. Mas a fazendeira se apaixonou por Tulip, e não resistiu à adoção.

A bezerra, que tem aproximadamente um ano de idade, ainda dorme dentro da casa de Carly, que fica no mesmo terreno que o santuário. Nas redes sociais, Henry expõe a sua cama favorita: o colchão para cachorros!

Como ainda é muito pequena, Tulip cabe nas diversas “caminhas” dos cães domésticos que Carly tutela. “Logo no começo, ela veio para dentro de casa, explorou os arredores, e dormiu conosco em nosso quarto”, afirma.

Já que a bezerra amou os colchões dos cachorros, Henry e seu marido tomaram uma atitude: compraram uma cama estilo trampolim especialmente para ela – e ela amou!

Sua cuidadora comentou, também, que conforme o tempo passava, Tulip foi fazendo amizades com os outros animais ao redor do santuário e fica bem animada quando as crianças visitam o santuário. “Elas [as crianças] amam ela [Tulip], abraçam. Elas ajudaram a dar de mamar para ela quando era mais nova, é a coisa mais linda”, comenta Henry.

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Cadelinha muito doente que seria sacrificada tem uma nova chance de ser feliz

A história de Rosie é mais uma daquelas que vemos todos os dias em todos os lugares: dor, fome, sede, abandono e sofrimento.

Foto: St. Charles Parish Animal Shelter

Em setembro do ano passado, Micah St. Amant, um oficial de controle de animais, estava patrulhando a rodovia 3127, em Luling, no Texas e notou algo pequeno em movimento. Ele checou mais e, embora ela estivesse fraca demais para ficar em pé, uma cadelinha conseguiu levantar a cabeça. As informações são do Nola.

Imediatamente, a filhote foi levada à Dra. Jena Troxler, veterinária e gerente do Escritório de Controle de Animais da paróquia de St. Charles, que aconselhou a eutanásia humana como uma opção justa para aquela pequena menina que já era chamada de Rosie pela St. Charles Parish Animal Shelter.

Rosie tinha anemia severa, ancilostomídeos, vermes nemátodos, dirofilariose  e desnutrição extrema. Ela não tinha forças mas lutou para comer meia lata de comida de cachorro. Troxler e a equipe estavam determinados a ajudar aquela menininha que mostrava tanto coragem.

“Tratamos uma grande variedade de casos médicos, mas Rosie foi o caso mais extremo de fome que lidamos em uma década”, disse Troxler.

Foto: St. Charles Parish Animal Shelter

“Ela piscava e engolia a seco sem conseguir mexer outro músculo. O fato de ela poder comer e não precisar de um tubo de alimentação nos inspirou a dar uma chance a ela. Com a integração do meu treinamento em medicina ocidental e da medicina oriental do Dr. G do Vet Naturally, nós colaboramos para dar a ela todas as chances de sobreviver”.

“Ela foi monitorada 24 horas por dia com cuidados e alimentação por três semanas, mas verdadeiramente, depois de 72 horas, ela progrediu de alguma forma todos os dias. Ela se transformou em uma cadela muito ligada a seus cuidadores e com o tempo construiu sua confiança.

Com a ajuda da St. Charles Humane Society, que pagou os suprimentos médicos, uma transfusão de sangue, desparasitação, fluidos IV e cuidados de suporte, Rosie continuou recebendo apoio e atenção médica. A recuperação foi lenta mas o sofrimento já havia passado e um final feliz estava próximo.

Londa Elliott, de Metairie, foi a Luling para encontrar um novo amigo para Coby, seu cachorro que se sentia muito sozinho.

Foto: St. Charles Parish Animal Shelter

O primeiro cachorro escolhido não parecia gostar de gatos. Então, ela deu uma chance a Rosie. Gatos não a incomodam, então ela foi selecionada.

Elliott disse: “Eu não sabia nada sobre Rosie, mas eu a quero. “Rosie é muito amorosa e é a coisa mais doce. Ela gosta de ser abraçada”.

Ela está agora em sua casa, feliz e em segurança.

A St. Charles Humane Society

Em 1993, um grupo de amantes de animais da paróquia St. Charles criou a instituição preocupados, na época, com a excessiva quantidade de eutanásias em animais. Desde a sua fundação, as eutanásias diminuíram devido ao aumento da adoção dos animais, desenvolvendo um programa de esterilização e assegurando que a limpeza do abrigo seja mantida de acordo com os padrões de controle.

Cabras famintas e quase congeladas são resgatadas e encontram o lar perfeito

Era apenas o começo do inverno – e a pequena família já estava congelando e morrendo de fome dentro do celeiro que conheciam como lar.

Foto: Humane Society

Uma das cabras famintas era uma fêmea chamada Junebell  estava grávida. Ela devia dar à luz a qualquer dia e não sabia que aquela seria a última vez que sua família precisaria desejar que a vida melhorasse.

Em dezembro, a Humane Society dos Estados Unidos foi alertada sobre as condições deploráveis ​​em que os animais da fazenda de Maryland estavam vivendo. As dez cabras, três ovelhas e quatro vacas que estavam definhando no local foram resgatadas.

Foto: Humane Society

Extremamente magros e sofrendo uma série de problemas respiratórios, os animais foram levados para o rancho Amory Black Beauty, no Texas, onde foram aquecidos, alimentados e tratados com amor pela primeira vez na vida.

“Esses animais vieram de condições deploráveis ​​e estamos trabalhando duro para continuar sua reabilitação e garantir que eles sejam capazes de se adaptar à qualidade de vida que merecem”, disse Noelle Almrud, diretora do Black Beauty Ranch de Cleveland Amory, ao The Dodo.  “Eles nunca vão sofrer novamente”.

Felizmente, Junebell esperou até que estivesse segura no santuário para ter seus bebês.

Foto: Humane Society

Foto: Humane Society

Foto: Humane Society

Menos de duas semanas após o resgate, ela deu à luz dois bebês saudáveis ​​chamados Honey Suckle e Sabastian.

Os dois novos membros da família estão indo muito bem – e não há como negar que eles são adoráveis.

À medida que ele crescerem, terão muito espaço para correr, pular e brincar uns com os outros no santuário – e assim que terminarem a quarentena de saúde necessária, os filhotes e sua mãe se juntarão ao grupo.

Foto: Humane Society

Com mais de 100 outros animais de fazenda no santuário, esta pequena família está em ótima companhia.

“Eles estarão aqui em pastos espaçosos, com muita comida para comer e locais quentes para dormir, e eles nunca mais sofrerão novamente”, disse Almrud.

“As duas cabras recém-nascidas nunca experimentarão os horrores que sua mãe enfrentou antes de vir para cá em segurança.”

 

 

 

 

SeaWolrd fecha última atração que homenageava a orca “Shamu”

Shamu foi uma orca criada e explorada em cativeiro durante anos pelo SeaWorld. A baleia foi capturada quando tinha apenas 3 anos de idade.

Segundo informações, a mãe de Shamu foi morta por baleeiros e a jovem orca se recusou a sair do lado dela. Então ela foi capturada e vendida para o SeaWorld San Diego, onde foi privada de comida para aprender truques e treinada para se tornar a primeira orca do parque.

Ela foi usada em shows até um incidente em 1971 no qual uma funcionária do parque foi instruída a montar nas costas do animal para uma campanha publicitária.

Foto: Jeff Kraus | Flickr

Refletindo o estresse a que era submetida e as precárias condições de sua minúscula piscina, Shamu, mordeu a perna Annette Eckis e foi aposentada dos shows. A triste realidade da orca não serviu de exemplo ao parque, que capturou dezenas de animais para serem exploradas como ela.

A pobre orca foi escravizada no SeaWorld por seis anos depois de sua captura em 1963, morrendo em 1971 por uma infecção uterina. Desde então, seu nome foi dado a shows do parque e a outras orcas como uma “homenagem”.

A última atração que levava o nome de Shamu. Foto: Divulgação

Esta semana, o SeaWolrd em San Antônio, no Texas, anunciou que a montanha-russa com tema Shamu foi fechada. As informações são do Live Kindly.

De acordo com Orlando Weekly, a atração será reaberta antes da temporada de 2019 e renomeado como “Box Car Derby da Super Grover”.

As orcas em cativeiro do SeaWorld

Desde o sucesso do documentário “Blackfish”, em 2013, onde instrutores e ex-funcionários do parque se uniram para revelar a triste verdade das vidas das orcas cativas, o SeaWorld tem sido criticado por negligenciar o bem-estar animal. Por causa disso, o parque está saindo da moda entre os visitante, com a venda de ingressos e os lucros  caindo.

O filme mostra a triste história de Tilikum, outra orca criada em cativeiro, que matou sua treinadora, como consequência do estresse causado pelo confinamento e exploração.

Apesar de encerrar seu programa de criação de orcas em 2016, o parque ainda mantém 21 orcas cativas ao lado de vários outros animais, incluindo pinguins, focas e golfinhos.

Ativistas, celebridades e membros do público pedem incessantemente para que as orcas sejam transferidas para um santuário marítimo, encerrando suas apresentações para sempre.

A personal trainer das estrelas Kathy Kaehler recentemente se juntou à organização de direitos dos animais PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) para mostrar uma rotina de exercícios simulada para orcas. Com movimentos como nadar em círculos minúsculos, gritando para o seu bebê, rangendo os dentes e flutuando indiferente, o vídeo destaca o quão pequeno são os tanques no parque e como as orcas podem ficar deprimidas.

“Até que o SeaWorld envie os animais para um santuário à beira-mar, é isso que todas as orcas de lá fazem… bem, além disso, elas morrem muito mais cedo do que na natureza”.

 

cadela no cobertor

Cadela se recusa a deixar o cobertor no qual foi abandonada

Uma família abandonou sua cadela em um cobertor atrás de sua casa, junto com o lixo e pertences indesejados, antes de se mudar da cidade de Dallas, no Texas, Estados Unidos. A cadela foi encontrada por Marina Tarashevska, co-fundadora do centro de recuperação para cachorros Dallas DogRRR, que a viu enquanto passeava pelo bairro.

cadela no cobertor

Foto: Dallas DogRRR

“O tempo estava muito frio e chuvoso, e a cadela continuava deitada em seu cobertor, ela não queria deixá-lo”, disse Patti Dawson, diretora executiva do Dallas DogRRR, ao The Dodo. “Eu acho que ela ainda estava pensando que sua família voltaria. Ela se agarrou à unica coisa que a lembrava de sua família.”

Depois de falar com vizinhos preocupados e ser informada sobre a triste história da cachorrinha, Tarashevska tentou resgatá-la. Mas não foi fácil. “Sempre que Marina se aproximava do cobertor, ela fugia”, disse Dawson.

Assim que ela recuava, a cadela voltava para o cobertor, o que deu uma ideia a Tarashevska. Agora, cada vez que a cadela fugia, Tarashevska puxava o cobertor pelo beco em direção a sua própria casa.

cadela no cobertor

Foto: Dallas DogRRR

Depois de fazer isso por cerca de uma hora, elas chegaram ao quintal de Tarashevska, e ela conseguiu pegar a cadela e levá-la para a segurança de um abrigo. A cadela, agora chamada Camilla, estava aterrorizada.

“Ela estava toda encolhida na parte de trás da caixa de transporte”, disse Dawson. “Ela estava congelada de medo. Não fazia contato visual, mantinha a cabeça baixa. Se você chegasse perto dela, ela colocaria a cabeça na parte de trás do canil, como se dissesse: ‘Não olhe para mim, não faça contato visual comigo, não me toque.'”

Tarashevska também pôde ver que Camilla tinha feridas recentes no pescoço e nas orelhas, e imediatamente a levou ao veterinário.

camilla no abrigo

Foto: Dallas DogRRR

“O veterinário disse que eram feridas provavelmente causadas pela coleira muito apertada, o que significa que ela provavelmente era mantida do lado de fora,” disse Dawson. “A outra coisa que pensamos foi que algum cachorro brigou com ela. Há muito de animais abandonados por aí, e talvez eles tenham brigado por causa de comida.”

Camilla fez uma cirurgia no pescoço e está a caminho da recuperação. Não apenas fisicamente, mas também emocionalmente. “Ela está ótima”, disse Dawson. “Sua personalidade está lentamente desabrochando, e ela está começando a confiar nas pessoas.”

Camilla agora está morando em um lar adotivo, onde ela está recebendo muito amor e atenção e está se tornando uma cadela completamente diferente. “Você pode ver um olhar diferente em seu rosto”, disse Dawson. “Ela está procurando sua tutora adotiva agora. Antes ela não fazia nada disso.”

Ela ficará no abrigo por um pouco mais de tempo para continuar se recuperando, mas Camilla logo estará pronta para ser adotada. “Não sabemos o que ela passou antes de nós a encontrarmos”, disse Dawson. “Vai levar tempo para ela perceber que está em um ambiente seguro. Mas ela está lentamente chegando lá.”

Menino de 7 anos, que já salvou mais de 1.000 cães, recebe doação para continuar seus resgates

Roman McConn, de apenas 7 anos, resgatou mais de 1.350 cães desde os 4 anos. Além de resgatar, ele ajuda na organização dos transportes e faz vídeos com animais no abrigo para encorajar as pessoas a adotá-los.

Foto: Reprodução | Divulgação

O jovem é o mentor do Projeto Freedom Ride, uma instituição que impede cães de serem sacrificados e os encaminha para novos lares, nos Estados Unidos.

Roman e sua mãe, Jennifer McConn, tiveram a ideia para o projeto depois que eles adotaram Luna, em 2015. Ela seria sacrificada em um abrigo no Texas, nos Estados Unidos.

Foto: Reprodução | Divulgação

Roman também faz vídeos no abrigo mostrando os cachorros em busca de potenciais donos, explicando suas raças, idade e porque eles precisam ser adotados.

Roman tem três cães, Luna, Ru e Zion e foi premiado no “Kid of the Year” da ASPCA de 2018 em novembro do ano passado.

Foto: Reprodução | Divulgação

“Eu não acho que os cães devam estar em um abrigo”, disse ele em um vídeo da ASPCA postado no YouTube.

A doação

A repercussão da linda trajetória de Roman lhe rendeu um convite para participar do “The Ellen DeGeneres Show” em Hollywood.

Durante a gravação, ela apresentou Roman com US $ 20.000 para a organização. McConn disse que a doação, possibilitada pela Cheerios, cobrirá o custo de dois transportes. O grande transporte em fevereiro custará cerca de US $ 15.000, enquanto o menor em março será de US $ 5.000.

frannie e sua família na barraca de vender limonada

Menina de 10 anos arrecada milhares de dólares para os animais através da venda de limonada

Uma moradora do Texas, EUA, decidiu tomar uma bela atitude para ajudar as vítimas do furacão Harvey. Frannie, de dez anos, após ver a área onde morava destruída pelo furacão, resolveu encontrar uma maneira de ajudar seus vizinhos e todos os afetados pelo desastre.

frannie e sua família na barraca de vender limonada

Foto: Facebook | Reprodução

“Muitas pessoas em nossa área tiveram suas casas inundadas e os vizinhos estavam ajudando uns aos outros, mas minha mãe disse que não era seguro para as crianças ajudarem por causa da água suja e mofo”, disse Frannie.

“Então, vimos a notícia de que a Humane Society dos Estados Unidos (HSUS) estava indo a casas em barcos, resgatando animais que foram deixados para trás. Eu decidi fazer uma barraca de limonada e pedi a alguns amigos para ajudar.”

Para incentivar as vendas, Frannie e suas amigas decidiram chamar a si mesmas de “ajudantes de animais de Harvey” e fizeram um vídeo sobre sua causa. A mãe da menina colocou o vídeo em uma página do GoFundMe e logo os vizinhos de Frannie estavam fazendo fila para tomar um gole de limonada. “Vendemos limonada por cerca de três dias e ganhamos 3.500 dólares em uma semana”, disse Frannie sobre os resultados.

A HSUS não permitiu que o trabalho árduo e a grande doação de Frannie fossem desvalorizados.

“As crianças podem e fazem a diferença neste mundo, e Frannie é pura evidência disso”, disse Kitty Block, presidente interina e CEO da Humane Society dos Estados Unidos, sobre o grande coração de Frannie. “A conexão entre humanos e animais pode ser muito poderosa – e até mesmo mudar sua vida, como é o caso de Frannie. Quando alguém se aproxima e vai além para ajudar os animais, o mundo é um lugar melhor.”

Como agradecimento por seus esforços, a HSUS organizou uma viagem para Frannie ao Cleveland Amory Black Beauty Ranch, um santuário de animais em Murchison, Texas, administrado pelo parceiro da HSUS, The Fund for Animals.

No rancho, Frannie e sua família ficaram no local e ajudaram a equipe a cuidar dos mais de 800 animais do santuário.

“Eu aprendi que não importa quão grande ou pequeno seja um animal, a vida deles tem valor”, disse Frannie sobre seu tempo no rancho. “Eu vi como eles cuidavam e amavam os animais que tinham problemas de saúde e aprenderam que é nossa responsabilidade cuidar deles porque eles não podem fazer isso sozinhos.”

A benfeitora de 10 anos ficou tão impressionada com as pessoas e animais que conheceu em sua viagem, que decidiu realizar um segundo evento de arrecadação de limonada quando chegou em casa, desta vez doando os lucros para o Cleveland Amory Black Beauty Ranch.

Através de sua barraca e do GoFundMe, Frannie conseguiu levantar mais de 1.200 dólares para o santuário, que é um dos maiores e mais diversificados santuários de animais da América. Cleveland Amory Black Beauty Ranch é o lar de inúmeros animais de fazenda, bem como tigres, macacos, ursos e muito mais.

“Frannie é uma jovem excepcional e generosa com profunda compaixão pelos animais. Somos gratos a ela por tudo o que ela fez para apoiar a Humane Society dos Estados Unidos e o Black Beauty Ranch de Cleveland Amory ”, disse Noelle Almrud, diretora do Cleveland Amory Black Beauty Ranch.

“É inspirador ver uma criança ter essa bondade tão profunda e somos gratos à sua família e à sua escola por deixá-la fazer o que é importante para ela.”

Frannie não parou por aí: antes das férias da escola, ela conseguiu permissão de seu diretor para organizar uma campanha de arrecadação de fundos para o Cleveland Amory Black Beauty Ranch. Ela ficou impressionada com o grande apoio que recebeu dos colegas e da equipe da escola.

“As crianças estavam doando seus bichinhos de pelúcia para que pudessem fazer a sua parte”, disse Frannie, acrescentando que o impulso a inspirou de novas maneiras.

“Acho que um ótimo programa para começar seria ir às escolas ou conversar com as crianças para ensiná-las sobre animais maltratados e negligenciados. Recentemente, minha professora da terceira série abrigou um cachorro que ficou gravemente queimado porque alguém amarrou fogos de artifício em suas costas. Talvez se as crianças fossem ensinadas desde cedo, elas seriam mais sensíveis e acabariam com o abuso de animais.”

Este é apenas o começo da jornada de Frannie em prol do bem-estar animal; ela planeja ajudar os animais e apoiar suas causas por toda a sua vida, esperançosamente transformando a paixão em carreira um dia.

“Eu também quero ir ao Congresso para falar com meus representantes para que eu possa fazer a diferença, se possível”, acrescentou. Frannie espera que os outros vejam seu trabalho e sejam levados a seguir o que acreditam também.

“Não tenha medo de tentar fazer uma diferença, porque as pessoas estarão lá para ajudar.”