Atriz Thaila Ayala pede adereço sem penas de animais para desfile de carnaval

A atriz Atriz Thaila Ayala vai desfilar pela Grande Rio no domingo (3) de carnaval na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. No entanto, participar do desfile, a atriz, que é engajada na causa animal, fez uma exigência: não quer adereços com penas de animais, devido à crueldade da indústria que trabalha com esse segmento.

Foto: Reprodução/Instagram

O biquíni cavado que será utilizado pela atriz é preto e branco, cravejado de cristais e pérolas. O estilista da escola, Bruno Cesar, que assina a peça, substituiu os adereços com penas de animais por materiais artificiais que garantem o mesmo efeito. As informações são do portal Gshow.

Thaila está morando com o noivo Renato Góes em Los Angeles, nos Estados Unidos, e veio para o Rio de Janeiro especialmente para o carnaval. No último domingo (17), ela participou de um ensaio técnico.

“Falam de mim, eu falo de paz! Vem Grande Rio, vem Carnaval 2019. Preparados?”, publicou a artista.

A Grande Rio será a terceira escola a cruzar a Marquês de Sapucaí, a partir das 23 horas, com o enredo “Quem nunca? Que atire a primeira pedra”. A rainha de bateria será a atriz Juliana Paes e as musas serão as também atrizes Carla Diaz e Erika Januza.

O sofrimento por trás de tanta beleza

Criadouros indianos, sul-africanos e chineses mantêm animais para a retirada de penas, considerada uma poderosa fonte de lucro. A beleza das penas é tão exuberante quanto seu preço. Uma pena de faisão é venda por até R$ 100.

A cobiça pelo lucro das penas é do tamanho da crueldade imposta para a sua retirada. Entre as técnicas para obter a penugem das aves está o zíper, que consiste na retirada das penas enquanto os animais permanecem imobilizados de cabeça para baixo.

O resultado está em fraturas, exposição a infecções e muita dor. Animais como o avestruz, por exemplo, vivem até 40 anos. Isso quer dizer que passarão pelo processo todos os anos até morrerem.

Atriz Thaila Ayala critica morte a tiros de animais em Brumadinho (MG)

A atriz Thaila Ayala criticou a decisão da Vale de matar a tiros animais ilhados ou presos à lama em Brumadinho (MG), após rompimento de uma barragem da empresa.

(FOTO: Reprodução/Instagram)

“Assassina! Pelo amor de Deus. Ajudem, seus monstros! Caos: não há outro termo para descrever o que ocorre em Brumadinho com as pessoas e animais. Ontem, vários boatos de tiros disparados dos helicópteros em animais corriam por toda a cidade”, escreveu.

Thaila afirmou que gostaria de acreditar que a notícia de que os animais foram mortos a tiros era falsa, mas não era. “Do alto de helicópteros, animais estão sendo baleados. Sem precisão de tiro, após dias sofrendo, muitos podem estar agora caídos, baleados e vivos agonizando”, continuou.

A atriz lembrou ainda que profissionais que trabalham como atiradores evitam atirar à distância por saber dos riscos dessa ação. “Até snippers profissionais evitam o uso de helicóptero para tiros a distância quando podem, justamente pela falta de precisão causada pelo movimento e deslocamento do ar causado pela hélice. Mas em Brumadinho, parece que tanto faz”, disse.

“Nos acusam de estarmos ‘destruindo provas’ por tentarmos salvar vidas. Um grupo que sempre tem opinião sobre tudo, mas quase sempre está detrás de uma mesa apontando o dedo. De onde deveria haver apoio, vem críticas. No meio de tudo isso, os únicos inocentes: os animais.”, concluiu.