Número de animais que sofrem maus-tratos aumenta em Gurupi (TO)

O número de animais maltratados aumentou no município de Gurupi, no Tocantins. Toda semana, uma ONG de proteção animal da cidade recebe, em média, 20 animais. Os casos são diversos: abandono, falta de alimentação, espancamento, entre outros.

Foto: Pixabay

A presidente da ONG, Dianna Perinazzo, conta que no final do ano passado, durante as festividades, uma cadela fugiu de casa e foi encontrada por ela e levada para o abrigo da entidade. O animal estava ferido. As informações são do portal G1.

“Diante da situação que ela estava eu não aguentei. Fui lá resgatei e coloquei dentro do carro e deixei lá na associação. Sentia muita dor, estava gemendo de dor. O animal estava com cortes profundos”, conta Dianna Perinazzo. Os casos são frequentes na cidade.

Uma lei estabelece punição de 1 a 3 anos de detenção, além de multa que pode chegar até mil salários mínimos, para quem maltratar animais. A condenação pelo crime, porém, não costuma levar o agressor à prisão, isso porque a infração é considerada de menor potencial ofensivo e, por isso, a pena é substituída, por exemplo, por prestação de serviços à comunidade.

“Se os maus-tratos são evidentes, é um caso flagrante de maus-tratos, a pessoa tem total autonomia e direito de entrar no local e resgatar o animal. Tem se formado esse entendimento. Agora se a pessoa não quer se envolver ou teme por sua integridade física, ela pode acionar os órgãos de segurança”, diz a advogada Naylane Lopes, que atua pela defesa e direito dos animais, na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Tocantins.

Animais silvestres salvos de maus-tratos e do tráfico recebem cuidados

Animais silvestres resgatados após serem vítimas de maus-tratos ou do tráfico na região de Palmas, no Tocantins, são levados para o Centro de Fauna, onde recebem cuidados. Com alimentação balanceada, eles são reabilitados para que possa retornar à natureza.

Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A alimentação dos animais é composta, basicamente, por frutas. Alguns deles, mais debilitados, recebem papinha feita por funcionários e são alimentados com mamadeiras improvisadas em garrafas pets. Dentre eles, filhotes de veados e tamanduás, araras e papagaios.

“Esse tamanduá, por exemplo, está sem língua e não consegue se alimentar sozinho. Por isso nós preparamos uma papinha à base de proteínas para que ele consiga ficar saudável”, explicou ao G1 o zootecnista Daniel Albernaz.

O Centro de Fauna recebeu, em 2018, cerca de 1,2 mil animais silvestres salvos do cativeiro, do tráfico, de maus-tratos e também de atropelamento. Os resgates são feitos, na maioria, pela Polícia Militar Ambiental.

Apesar da maior parte dos animais ser solta na natureza após o período de recuperação e reabilitação, alguns perdem a capacidade de sobrevivência no habitat e, por isso, nunca poderão sair do centro. Uma onça resgatada, que nasceu em cativeiro, é um desses casos.

“Infelizmente esse animal é muito arriscado voltar para natureza. É um animal idoso, mas que nasceu em cativeiro. Ele poderia ter uma vida fora, mas como ele é acostumado com o ser humano ele sempre vai querer manter contato com o ser humano”, explicou o zootecnista.

Mais de 20 gatos são mortos por envenenamento em Palmas (TO)

Mais de 20 gatos foram encontrados mortos com sinais de envenenamento na quadra 106 Norte, em Palmas, no Tocantins. Marmitas com comida foram encontradas ao local onde estavam os corpos. Os animais não apresentavam ferimentos que justificassem as mortes.

Foto: Reprodução/TV Anhanguera

“Apareceram dois e eu passei a terça-feira toda indo na delegacia, só que quando cheguei a tarde a outra vizinha que me ajuda a alimentar os gatos falou: ‘Virgínia, cadê os gatos. Não tem mais nenhum na rua'”, contou ao G1 a decoradora Virgínia Lara. “Ontem nós encontramos mais um corpo e está fedendo. Os gatinhos devem ter comido e eles saem desorientados. No terreno vazio onde eles moram deve ter muitos corpos ainda”, completou.

Os alimentos encontrados foram levados para análise. De acordo com o veterinário Bruno Lima, o envenenamento de animais tem se tornado cada vez mais comum em Palmas. “A gente recebe semanalmente de dois a três casos aqui na clínica”, disse.

O profissional alerta a população para que procure uma clínica veterinária o mais rápido possível e não tente tratar o animal em casa ao se deparar com um caso de envenenamento.

Naiane, que teve um cachorro envenenado, revolta-se com a situação. “Um absurdo fazer isso com o bichinho. É muita maldade. A pessoa não tem coração”, afirmou.

Envenenar animais é crime. As denúncias podem ser feitas, em Palmas, através do 3218-2761 ou no 190.

Homem que matou égua com facada é preso em Arapoema (TO)

Bruno Thiago Dutra, de 19 anos, foi preso na última quinta-feira (24), após esfaquear uma égua. O animal morreu. As investigações indicaram que o jovem pretendia matar a companheira, mas como não a encontrou, decidiu esfaquear a égua. O crime aconteceu no último domingo (20) e repercutiu na internet após imagens de um filhote tentando mamar na égua morta terem sido divulgadas.

(Foto: Reprodução / G1)

De acordo com a polícia, Bruno discutiu com a companheira, de 16 anos, e ameaçou matá-la. Com medo, ela fugiu de casa. Procurando pela jovem, Bruno foi até a casa da mãe dela com uma faca na cintura. Como não a encontrou, ele resolveu esfaquear uma égua que pastava com o filhote nas proximidades do local. As informações são do portal G1.

A égua ficou com a faca cravada nas costelas. Ela morreu um dia depois. O animal tinha 20 anos e havia dado à luz há 15 dias.

Após cometer o crime, o agressor se escondeu em uma fazenda próximo de Pau D’Arco, onde foi localizado pela polícia e preso. De acordo com o delegado Marco Aurélio, Bruno vai responder pelos crimes de violência doméstica contra a companheira, dano qualificado e maus-tratos a animais que resultou em morte.

a empresária com os gatos

Empresária constrói condomínio para mais de 20 gatos de rua em Palmas (TO)

A Secretaria Estadual da Saúde informou que o Tocantins tem mais de 60 mil gatos. Do total, cerca de 6 mil vivem em Palmas. O número pode ser ainda maior se todos os animais abandonados nas ruas fossem contados. Tentando colaborar com o bem-estar dos animais sem família, a empresária Lilian Castilho construiu um minicondomínio para mais de 20 gatos.

a empresária com os gatos

Foto: G1

A mulher conta que começou a cuidar dos animais aos arredores de casa há seis meses. Para que os gatos se protejam do sol e da chuva, ela reutilizou restos de móveis e de materiais de construção e fez um abrigo. “A princípio eu imaginei que fossem cinco, seis animais, mas depois eu consegui contar e nomear 23 gatos, que foram abandonados ao mesmo tempo”, conta Lilian.

A mulher conta com ajuda para manter os animais saudáveis. “Alguns têm apadrinhamento, algumas ONGs me ajudam e o CCZ [Centro de Controle de Zoonoses] também tem me ajudado bastante por eu ter recolhido tantos gatos de uma única vez”, explica.

Para ajudar no controle populacional dos bichos, as Unidades de Vigilância e Controle de Zoonoses fazem castrações gratuitas. Os procedimento em clínicas particulares custam de R$ 150 a R$ 200.

O médico veterinário do UVCZ de Palmas diz que o controle populacional de animais de rua é realizado com parcerias. “As pessoas se disponibilizam, trazem os animais e a gente faz o procedimento cirúrgico, faz a devolução aos locais e tenta-se a adoção deles”, explica.

Os cuidados também reduzem o risco de transmissão de doenças. “Algumas doenças de pele ou doenças como a raiva, que inclusive é prevenida com a vacina. A gente tem a vacina o ano todo, gratuitamente, para a população imunizar os animais”, disse o veterinário Leandro.

Fonte: G1