Maníaco ataca, tortura e mata gatos brutalmente

Amber a gatinha baleada que sobreviveu ao ataque | Foto: Newcastle Chronicle

Amber a gatinha baleada que sobreviveu ao ataque | Foto: Newcastle Chronicle

Uma série de ataques violentos e fatais aos gatos da região de Hebburn, em Northumbria, na Inglaterra tem deixado os tutores de animais temerosos por seus felinos.

Até agora, dois gatos foram mortos – um deles baleado com chumbinho no pescoço – e o outro foi encontrado enforcado pendurado em uma árvore.

Emma Lewis, de 34 anos, chamou os agressores de sua gata de “doentes mentais” e “repugnantes” depois que sua amada felina, chamada de Amber, foi atingida no pescoço por um tiro de chumbinho originado, provavelmente, de um rifle de ar comprimido.

Ambos os ataques ocorreram na área de Luke’s Lane, segundo o Chronicle Live.

Emma Lewis e sua gatinha Amber, baleada no pescoço | Foto: Newcastle Chronicle

Emma Lewis e sua gatinha Amber, baleada no pescoço | Foto: Newcastle Chronicle

Inicialmente, Emma e seu marido Michael pensavam que sua gata, Amber, havia sido atacada por outro animal, mas depois de irem ao veterinário, o médico afirmou que ela tinha sido baleada.

“Houve realmente uma ferida de entrada e saída da bala. Ela tinha acabado de perder a jugular. Ela deve ter se arrastado para casa para chegar a um lugar seguro”, disse Emma.

“Eu entendo que algumas pessoas não gostam de gatos, que eles os vêem como vermes”.

“Mas você não pode sair por aí atirando neles. Isso é um crime além de ser repugnante.”

Emma levou a história para o Facebook e compartilhou em um post que Amber tinha sido baleada e aproveitou para alertar outras pessoas na área, mas tragicamente acabou descobrindo que seu gato não havia sido o único alvo.

Ela disse: “Eu milhares de mensagens de pessoas de todos os lugares. O gato de outra mulher também da região foi baleado e ela teve que gastar £ 1.100 no veterinário.

A tutora de Amber alertou os tutores de gatos sobre os ataques no Facebook | Foto: Newcastle Chronicle

A tutora de Amber alertou os tutores de gatos sobre os ataques no Facebook | Foto: Newcastle Chronicle

“As pessoas precisam saber que isso está acontecendo. É assustador pensar que alguém está andando por aí com uma arma, machucando animais”.

“E se uma criança estivesse acariciando ou pegando o gato no momento em que atiraram nele?”

“Minha gata é tão amigável. Sempre segue as crianças quando estamos fora.”

Outra família na área teve uma experiência semelhante depois que seu gato foi baleado e pendurado em uma árvore.

Michael e Emma Clelland viram Hunter pela última vez na madrugada de sexta-feira.

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Peixes são eletrocutados e amontoados em barcos ainda vivos

Por Rafaela Damasceno

O Kentucky, estado americano, está eletrocutando peixes para monitorar e capturar carpas. Elas são consideradas invasivas no país e uma das espécies mais perigosa de peixes.

Centenas de peixes saltando do mar por causa de choque na água

Foto: Kentucky Department of Fish and Wildlife Resources

Em um vídeo divulgado no Facebook pelo Departamento de Peixes e Vida Selvagem de Kentucky, é possível ver centenas de peixes saltando no ar enquanto um barco libera uma descarga de energia elétrica na água.

Os homens do barco então capturam os peixes com redes e empilham uns sobre os outros enquanto a corrente elétrica continua fazendo os animais se contorcerem e saltarem para fora da água.

Eletrocutar peixes se tornou uma maneira prática e comum de contar a população, segundo o departamento. Os animais ficam atordoados e desesperados, agonizando por um tempo, mas não morrem.

“É apenas para dar às pessoas uma ideia de com quantos peixes estamos lidando”, disse Ron Brooks, diretor do departamento, à CNN. “Nós capturamos e redistribuímos aos compradores”.

As carpas não são nativas dos Estados Unidos e apareceram por lá na década de 70, segundo a Scientific American. Elas podem depositar centenas de ovos por vez e se adaptar rapidamente a novos habitats.

Apesar da crença popular de que peixes não sentem dor, eles são perfeitamente capazes de sofrer e sentir. Diversos estudos comprovam que eles podem até mesmo construir relações entre si e definitivamente podem se machucar. Eletrocutar os peixes com nenhum propósito além de contá-los e capturá-los é cruel e desnecessário.

As carpas foram, provavelmente, introduzidas nos Estados Unidos por pessoas e não merecem a tortura por um erro humano.


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Crianças aprendizes de toureiro matam 24 bezerros em quatro dias

Foto: Pen News

Foto: Pen News

Uma escola de touradas que treina jovens para matar bezerros para entretenimento provocou uma onda enorme de indignação ao fazer adolescentes matarem 24 dos animais indefesos em apenas quatro dias.

O comediante Ricky Gervais se juntou ao coro de indignação e revolta depois que quatro bezerros foram massacrados por jovens como parte de seu “treinamento” de matador no mês passado, por uma entidade que alegava ser a “academia” das escolas de touradas.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

Mas agora uma escola em Colmenar Viejo dobrou os números da prática cruel chegando a 24 bezerros indefesos mortos por seus estudantes em apenas quatro dias.

Imagens capturadas por ativistas de Animal Guardians e La Tortura No Es Cultura mostram que os toureiros são claramente adolescentes.

A praça de touros está quase vazia, mas as crianças estão entre os que assistem, com um menino filamando o massacre em seu tablet.

Algumas das crianças mais novas são depois apresentadas mostrando orgulhosamente orelhas arrancadas dos animais moribundos como um troféu de morte.

Marta Esteban, da Animal Guardians, disse que as idades exatas dos pretensos matadores não podiam ser determinadas, mas alguns jovens começam a treinar com apenas 14 anos.

Ela disse: “Eles geralmente começam a matar animais a partir dos 14 anos de idade e geralmente ficam em escolas de touradas até os 18 anos, embora alguns permaneçam até os 21 anos”.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

“Este evento viola o direito das crianças e adolescentes de viver em um ambiente livre de violência e é imperativo que algo seja feito a respeito”.

As lutas com bezerros, conhecidas em espanhol como “becerradas”, são consideradas “aulas práticas” pelas escolas de touradas.

Os bezerros costumam ser usados quando matadores inexperientes ou convidados destreinados entram na arena, porque são menos perigosos para os seres humanos.

No entanto, os bezerros sentem mais agudamente a agonia das espadas e das bandarilhas – os que os enfrentam são menos experientes e os golpes são menos prováveis de serem fatais, prolongando a tortura.

Agora, os ativistas estão lançando uma petição internacional para garantir que as lutas contra bezerros sejam proibidas no país.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

Carmen Ibarlucea, presidente da La Tortura No Es Cultura, disse: “É inconcebível que esses atos de extrema violência contra os seres sencientes possam ser considerados uma forma de entretenimento”.

“Eles são uma atrocidade e devem ser banidos. Pedimos às pessoas que assinem a nossa petição e escrevam ao conselho da cidade de Colmenar Viejo pedindo o fim destes espetáculos”.

Milhares de touros mortos por ano

Considerada uma tradição na Espanha, em Portugal, no sul da França e em diversos países da América Latina, as touradas resultam na morte de 250 mil por ano, de acordo com informações da Humane Society International.

Segundo David Arioch, na tauromaquia, entretenimento para a plateia, “arte” para o toureiro e terror para o animal, a vítima recebe inúmeros golpes de arpão antes de amargar uma morte lenta e dolorosa diante de uma plateia que inclui crianças. Naturalmente, aqueles que são mais compassivos e que racionalizam as consequências para o touro, podem se perguntar: “O que ensinamos quando endossamos ou aplaudimos a morte de um animal colocado em uma arena contra a sua própria vontade?”

Em nenhuma tourada o animal demonstra qualquer tipo de satisfação ou prazer em estar diante de uma plateia, por vezes barulhenta, e de uma pessoa que, usando um traje que mascara a brutalidade da realidade, qualifica como arte o ato de provocar um animal para que ele reaja, e assim possa dizer que o “venceu” ou o matou porque foi “melhor que o seu adversário”, complementa Arioch.

“Não creio que o animal tenha o ardil de observar o ser humano como adversário ou rival. Essa racionalização é essencialmente humana. Ao animal, o interesse é apenas de se livrar da situação. É por isso que contra-ataca. A ele, a disputa é inexistente. Se demonstra fúria, acredito que não seja na realidade pelo homem por ser homem, mas pelo que o homem provoca e representa movido pela embófia, presunção”, diz o ativista vegano.

“Na tourada é muito comum o touro não reagir quando não há investidas do toureiro, e isto porque o touro não está na arena por opção, mas somente imposição. Os humanos, seja na arena ou na plateia, que são seus algozes, seja por um viés dissimulado ou não”, complementa ele.

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Congresso americano aprova lei que proíbe técnica “soring” para cavalos

Foto: Livenkindly

Foto: Livenkindly

O fim da técnica “soring” utilizada para estimular cavalos artificialmente em corridas, apresentações e desfiles onde são covardemente explorados, se aproxima na medida em que a Câmara dos Representantes Americana acaba de aprovar um projeto de lei que acaba com a prática cruel.

A Lei de Prevenção de Todas as Táticas de “Soring” (PAST) (H.R. 693) foi aprovada por 333 a 96 votos bipartidários, informou a ONG Humane Society (HSUS) dos Estados Unidos.

O que é “soring” de cavalos?

A cruel e desumana técnica de “soring” é usada em cavalos explorados em corridas, para “melhorar” seu desempenho, e também em cavalos que são obrigados a desfilar em exposições e eventos públicos, para que marchem de forma antinatural.

Foto: HSUS

Foto: HSUS

Esse método cria uma forma de caminhar antinatural chamada de “grande lambida”. Materiais corrosivos são aplicados nas pernas do cavalo. As pernas dos animais são então embrulhadas por dias com correntes ao redor dos membros aplicadas para criar dor quando os cavalos pisam. Isso os força a adotar a marcha usada nos desfiles.

Entre as práticas, outra particularmente cruel a “calçada de pressão”. Nessa técnica o casco do cavalo é quase todo cortado, chegando até a parte sensível (carne) do animal. O treinador pode então atolar objetos duros no casco ou forçá-lo a usar esses objetos (ferraduras de pressão), o que causa nos animais uma dor excruciante.

“Stewarding” é outra prática comum: batidas e tratamentos de choque forçam os cavalos a se levantarem (empinar) enquanto estão com dor. Os métodos também forçam os cavalos a não recuar durante a inspeção (competições).

O Congresso tomou medidas para proibir o “soring” de cavalos na década de 1970 através da aprovação da Lei de Proteção aos Cavalos. Mas o subfinanciamento e a pressão de especialistas internos dificultaram a execução. Não há orçamento suficiente para enviar inspetores a todos os shows de cavalos. Investigações secretas da HSUS mostram que a soring ainda está viva e atuante em todo o Tennessee, Kentucky e outros estados do sudeste americano.

“Como resultado, eles instituíram um sistema que permite às organizações de cavalos (HIOs) treinar e licenciar seus próprios inspetores, conhecidos como DQPs (Pessoas qualificadas designadas) para examinar cavalos em busca de sinais de soring”, escreve HSUS.

“Com a exceção de alguns que estão comprometidos em acabar com a “soring”, a maioria dos HIOs é formada por especialistas do setor que têm uma participação clara na preservação do status quo”.

O PAST Act aproximaria as brechas que permitiram que a utilização da “soring” de cavalos continuasse por mais de 50 anos. O projeto de lei que agora tramita no senado tem atualmente 41 co-patrocinadores.

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Todos os anos, 121 milhões de porcos são mortos pela indústria da carne nos EUA

Por Rafaela Damasceno

Quanto mais os anos passam, mais a indústria da carne cresce, ampliando as fazendas e colocando cada vez mais porcos em lugares cada vez mais apertados. Pouca ou nenhuma consideração pelo bem-estar animal é demonstrada.

O olho de um porco parecendo assustado, triste e aflito

Foto: Andrew Skowron

Desde 1978, o número de porcos explorados pelas indústrias aumentou para 60 milhões. As fazendas industriais de porcos eram 20 vezes maiores em 2007 do que em 1978, de acordo com a Humane Society.

A demanda pelos produtos derivados dos porcos nunca foi tão alta, o que explica o aumento da prática cruel. Um americano costuma comer, em média, 31 porcos durante a vida. Estima-se que 121 milhões de porcos são mortos por comida todos os anos nos Estados Unidos. No mundo, o número chega a 1,5 bilhão.

Uma investigação recente da PETA encontrou mais de mil porcas vivendo em gaiolas de parto no Reino Unido. Lá, elas eram obrigadas a permanecer com seus filhotes, sem poder realizar funções básicas como se locomover, se virar ou cuidar de suas crias.

A criação nas fazendas industriais suprime toda a personalidade carinhosa, amigável e leal da espécie. Eles vivem em espaços superlotados, os leitões são separados das mães aos dez dias de idade, as porcas dão à luz sem descanso por quatro anos antes de serem assassinadas.

Uma porca desesperada e separada de seus filhotes

Foto: Andrew Skowron

Quando levados para os matadouros, a situação é ainda pior. Em uma instalação na Austrália, foi descoberto que os funcionários afogavam os animais em água fervente enquanto eles lutavam para escapar.

Os porcos são inteligentes, sociáveis e emocionais. E as indústrias apenas ignoram toda a senciência presente neles e os tratam como meros objetos, como mercadoria e unidades de produção.

A câmara de gás é considerada o método mais “gentil” de matar os animais. Alguns porcos são colocados nelas para entrar em um estado de inconsciência antes de serem mortos. Um ativista em defesa dos direitos animais, James Aspey, visitou um matadouro no Canadá para relatar como é a morte desses animais, e o que viu foi aterrador.

Os porcos nas câmaras de gás batem violentamente nas laterais, buscando uma saída. Assustados, eles gritam e colocam seus narizes através das barras, tentando escapar.

“Se esse é o método mais humano”, disse o ativista, “talvez não devêssemos tentar nenhum método”.

No Brasil, um porco morre a cada segundo.


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Romênia quer exportar 70 mil ovelhas vivas para o Golfo Pérsico

Por Rafaela Damasceno

A Romênia causou atrito na União Europeia ao querer exportar cerca de 70 mil ovelhas vivas para o Golfo Pérsico, mesmo contra a vontade de Bruxelas, que afirmou que temperaturas extremas tornariam impossível que os animais não sofressem no caminho.

Três pessoas colocam uma ovelha no porta-malas de um carro

Foto: Animals International

“Recebemos imagens mostrando condições terríveis em que os animais foram transportados por navios para o Golfo Pérsico durante o verão”, afirmou Vytenis Andriukaits, comissário da União Europeia para Saúde e Segurança Alimentar. Ele pediu, em uma carta ao ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Romênia (Petre Daea), que impedisse a exportação. A previsão do tempo no Golfo Pérsico em julho informa temperaturas de até 46° C. Petre Daea afirmou que não impedirá a exportação sob nenhuma circunstância.

De acordo com o Eurogroup for Animals, as 70 mil ovelhas estão sendo enviadas para participar do “Festival do Sacrifício”, em agosto.

A Austrália, que já foi o maior país exportador de ovelhas, anunciou uma proibição de três meses (durante a temporada de intenso verão) na prática direcionada ao Oriente Médio. Ela ainda planeja eliminar completamente essa forma de comércio nos próximos cinco anos.

Em contrapartida, as exportações de ovelhas e cabras na Romênia estão em ascensão desde 2015, segundo dados do International Trade Center.

“Achamos lamentável que, enquanto outros países estão reconhecendo os horrores da exportação de animais vivos, a Romênia está ignorando completamente as centenas de milhares de animais que sofrem longas viagens ao Oriente Médio enfrentando calor intenso e sofrendo muito”, declarou Vanessa Hudson, líder do Partido do Bem-Estar Animal, à Euronews.

Ela ainda disse que o país se mostra em regresso, além de totalmente desconectado com o resto do mundo, que demonstra um crescente interesse na proteção dos animais.

Ativistas em defesa dos direitos animais consideram o transporte dos animais vivos uma crueldade sem tamanho, visto que eles viajam em navios lotados por mais de uma semana sob um calor escaldante, e são praticamente cozinhados vivos. Apesar de a União Europeia proibir a exportação de animais vivos quando as temperaturas excedem 30 °C, muitos continuam com a prática muito além disso.

Gravações da Animal International mostram que as ovelhas e outros animais morrem com as temperaturas elevadas, são brutalmente descarregados dos navios, espremidos em carros e mortos ainda conscientes por açougueiros despreparados no meio das ruas. As imagens foram apresentadas ao governo romeno.

Alguns países, como Israel, decidiram suspender as importações da Romênia. Devido às condições precárias, muitos animais chegavam mortos ou doentes ao seu destino. O país declarou que está atualizando suas legislações para evitar problemas futuros relacionados ao transporte dos animais.

Mesmo corrigindo alguns problemas em relação ao péssimo tratamento que os animais recebem em suas exportações, ainda sim eles serão enviados para a morte sob condições extremamente cruéis.


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Pescador corta barriga de filhote de tubarão-martelo e o joga de volta ao mar para morrer

Por Rafaela Damasceno

Ryan Dowling foi testemunha de um assassinato cruel em Queensland, na Austrália. Ele afirma ter visto um pescador rindo enquanto cortava um filhote de tubarão-martelo, espécie ameaçada de extinção, da cauda até a cabeça. Depois, o homem jogou o animal agonizante de volta à água, sabendo que ele morreria.

O pescador segura o tubarão-martelo pequeno em uma das mãos

Foto: Ryan Dowling , Facebook

Ryan disse ao Yahoo News que o ato era assombroso e que não havia motivo algum que pudesse justificá-lo. Ele ainda contou que conseguiu tirar fotos do crime e levará às autoridades.

Ele postou a foto em seu Facebook com a legenda: “Que diabos há de errado com as pessoas atualmente?”. Um outro pescador respondeu que odeia os tubarões quando está pescando, mas que sempre os solta quando se prendem em suas iscas. “É rápido tirá-los do anzol e devolvê-los ao mar”, escreveu ele.

O doutor Leo Guida, da Sociedade Australiana de Conservação Marinha, reconheceu o animal como um tubarão-martelo-recortado. A espécie está ameaçada de extinção e precisa ser extremamente protegida, porque além de tudo ajuda a manter o ecossistema marinho sob controle.

“Os tubarões-martelo-recortados diminuíram aproximadamente 84% nas águas de Queensland”, afirmou ele.

O pequeno filhote de tubarão-martelo é segurado pelo pescador

Foto: Ryan Dowling, Facebook

A espécie, assim como os outros tubarões, é essencial para a saúde da Grande Barreira de Corais, porque mantém a cadeia alimentar regular. A barreira tem mais de dois quilômetros de extensão e é considerada o maior organismo vivo da Terra. Além disso, abriga diversas espécies – entre elas peixes, estrelas-do-mar, moluscos, tartarugas, golfinhos e tubarões.

A pesca é sempre prejudicial ao ecossistema. Ela afeta diretamente na cadeia alimentar dos animais e pode prejudicar permanentemente as vidas marinhas.


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Peixe espadarte é torturado e morre ao ser atacado por banhistas na Grécia

Por Rafaela Damasceno

Inicialmente confundido com um tubarão, um espadarte (peixe que pode atingir até 4,5 metros e um peso de 540 kg) foi atacado por banhistas na praia de Chalkida, na Grécia. Desesperado e claramente assustado, ele tentou fugir e nadar para longe, mas foi puxado pela cauda diversas vezes enquanto várias pessoas observavam, gravavam e riam. Alguns lançaram objetos em sua direção.

Acredita-se que o espadarte tenha nadado até águas tão rasas para pôr ovos. De acordo com a WWF (World Wide Fund for Nature), pescadores estão capturando muitos espadartes novos que não chegaram a se reproduzir.

Os espadartes são muito populares em pratos de frutos do mar e por isso são pescados há décadas. Eles costumam ser encontrados em todo o mundo, nos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, assim como no mar Mediterrâneo.

Um espadarte nadando no mar

Foto: Franco Banfi/Getty Images

Com o aumento da pesca, o número de espadartes está diminuindo cada vez mais.  Eles são capturados antes de ter uma chance de procriar.

No vídeo divulgado pelo site Daily Mail, é possível perceber que o grupo que persegue o animal parece encarar aquilo como um jogo. Eles riem, agarram, puxam, batem, como se ali não estivesse uma criatura viva.

Ninguém fez nada para impedir a perseguição cruel.

Touro morre após ser torturado em Festa do Leite de Batatais (SP)

Um touro morreu após ser torturado durante a Festa do Leite de Batatais, no interior de São Paulo. O evento é realizado do dia 5 a 14 de julho e conta com shows musicais e com exposição de animais.

Foto: Reprodução

Na última terça-feira (9), um dos touros explorados pelo evento se negou a entrar em um caminhão de transporte após ser retirado do recinto principal do local. O animal deitou no chão e, desse momento em diante, passou a ser torturado.

Os responsáveis por retirar o animal do recinto passaram a dar choques nele usando um bastão elétrico e a chutá-lo para tentar fazê-lo levantar do chão. Um dos homens chegou a tapar o nariz do touro com as duas mãos para que ele sentisse falta de ar, ficasse incomodado e se levantasse.

Após ser agredido, o boi levantou assustado e correu em direção ao caminhão de transporte. Em seguida, o animal bateu a cabeça no veículo e morreu.

A morte foi confirmada pela prefeitura da cidade, que divulgou uma nota sobre o caso. No comunicado, a prefeitura tratou de culpabilizar o animal pela própria morte, retirando a responsabilidade da equipe pela tortura promovida contra o touro.

“A Prefeitura vem publicamente lamentar o fato ocorrido. O animal, que estava em exposição no evento 44ª Festa do Leite de Batatais apresentava comportamento agressivo e, por essa razão, foi solicitada a retirada do recinto. O proprietário foi acionado e, acompanhado de sua equipe, fez a retirada do animal. No momento do embarque, o boi investiu contra a carroceria do veículo de transporte, colidindo a cabeça nas ferragens e o levando a óbito”, diz a nota.


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Toureiro perfurado por chifre de touro em arena diz que “tourada é assim mesmo”

Foto: EPA

Foto: EPA

Touradas são um dos exemplos mais cruéis e vexatórios de crueldade contra os animais. Transformar a dor, o sofrimento e a morte sob tortura de um animal, em espetáculo de divertimento público é um sinal do anestesiamento humano perante a vida a falta de compaixão que consome a sociedade.

Verdadeiras arenas de morte, onde são martirizados e torturados durante uma lenta e pérfida dança mortal, os touros são provocados, feridos, humilhados para ao final serem mortos inequivocamente.

Foto: EPA

Foto: EPA

As imagens fortes apresentadas no vídeo são testemunhas silenciosas da insensatez humana e suas consequências, elas flagram o momento em que um toureiro espanhol é ferido pelo touro que tentava matar durante uma apresentação cruel em Madri.

Roman Collado, de Valência (Espanha), foi jogado no chão e perfurado pelo chifre do touro de 1.200 kg na feira de San Isidro, na capital espanhola, no domingo último.

Um relatório médico mostrou que ele havia sofrido um ferimento de 12 polegadas (cerca de 30 cm) em sua coxa e danificou seus músculos, veias e artérias.

No entanto, o toureiro sobreviveu ao ataque e um tweet postado em sua conta disse: “A tourada é assim mesmo”.

As filmagens do evento mostram o touro atacando Collado em defesa própria, após toda a provocação e sofrimento que sofreu por longos momentos, na Praça de Touros de Las Ventas, uma praça de touros em Madri.

Segundo o jornal espanhol El Pais, o animal já tinha uma espada alojada no nariz naquela tourada.

Twitter/Atlatide4world

Twitter/Atlatide4world

Collado e o touro são vistos no vídeo em um breve impasse quando o toureiro, brandindo outra espada, segura uma capa vermelha antes que o touro acuado e ferido atacasse suas pernas.

O lutador foi suspenso ficando quase de cabeça para baixo quando o touro acertou-o com seus chifres antes dele finalmente cair no chão.

Duas outras pessoas imediatamente entram correndo na arena, usando suas próprias capas vermelhas para atrair o touro – chamado Santonero I – para longe do toureiro ferido.

Twitter/Atlatide4world

Twitter/Atlatide4world

Três homens vieram ao auxílio de Collado e carregaram para fora do local o homem ferido em a frente a uma platéia repleta de espectadores chocados.

De acordo com sua conta no Twitter, o toureiro teve duas operações desde o ataque no domingo último.

Uma das operações seria para tratar a trombose e restaurar o fluxo de sangue na perna de Collado.

A declaração disse que ele permanece em uma unidade de terapia intensiva e agradeceu aos amigos por suas “expressões de afeto”.

Twitter/Atlatide4world

Twitter/Atlatide4world

Os festivais de touradas continuam sendo defendidos como parte popular da cultura espanhola, mas os ativistas dos direitos animais e as pessoas de bom senso afirmam o quanto estes espetáculos de horror são cruéis e querem que eles sejam proibidos.

No início deste ano, um homem de 74 anos de idade foi ferido até a morte por um touro de 1.150 libras no tradicional evento Toro Embolao, em Vejer, Cádiz.

A vítima, identificada como residente local, Juan José Varo, tentou subir em um muro procurando segurança e escalando uma parede próxima, mas foi derrubada no caminho pelo touro desesperado.

Twitter/Atlatide4world

Twitter/Atlatide4world

Os touros são soltos pelas ruas da cidade nesses festivais e provocados pela multidão, ao animais correm assustados sem destino enquanto os expectadores gritam e atiram objetos neles.

Confusos e desesperados os pobres animais atacam tudo que veem pela frente, as verdadeiras vítimas desses ataques são os touros e não os seres humanos, que criaram por si mesmos essas formas de tortura que chamam de “entretenimento” e que terminam em perdas de ambos os lados, touros e pessoas.

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