Governo Bolsonaro libera agrotóxico que mata abelhas e registros de pesticidas chegam a 262 em 2019

Um lote com 51 novos agrotóxicos foi liberado pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL) nesta segunda-feira (22), totalizando 262 produtos registrados apenas neste ano. Dentre os pesticidas autorizados está o sulfoxaflor, responsável por exterminar abelhas. A liberação desse veneno, após ele ter sido responsável pela morte de mais de meio bilhão de abelhas em quatro estados brasileiros entre janeiro e março de 2019, quando ainda estava em fase de testes, expõe o descaso do governo com os animais.

Foto: Pixabay

Além dos insetos, outros animais, como pássaros, também sofrem com os efeitos dos pesticidas. A natureza também é prejudicada, tendo o solo e a água contaminados, e a saúde humana é diretamente afetada pelo consumo de vegetais cultivados com agrotóxicos, capazes de gerar doenças graves como o câncer. No entanto, a rapidez com que novos agrotóxicos têm sido liberados demonstra que o Ministério da Agricultura, responsável pelo registro desses produtos, e o presidente Bolsonaro estão mais interessados no lucro gerado pelos pesticidas do que nos efeitos devastadores causados por eles.

Em abril, o sulfoxaflor foi um dos principais assuntos discutidos pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara. A ministra da Agricultura, Teresa Cristina, que é ex-líder da bancada ruralista, participou do debate. Na ocasião, ela explicou que o veneno responsável pela matança de abelhas não estava registrado no Brasil. As informações são da revista Fórum.

“O problema das abelhas é que foi usado um produto chamado Sulfoxaflor. Esse produto não está registrado no Brasil. Esse é o grande problema dessa fila enorme. Esse produto muito provavelmente entrou de maneira ilegal, está sendo usado de maneira errônea e causou a morte das abelhas”, afirmou.

Agora, no entanto, o produto passará a ser usado livremente, o que poderá causar mortes de insetos com respaldo do governo.

Apesar de ser considerado “medianamente tóxico” pela Anvisa, o sulfoxaflor tem, sob certas condições, um impacto negativo sobre as colônias de abelhas e suas capacidades reprodutivas, conforme descobriu um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Londres. A pesquisa concluiu que o pesticida, produzido pela Corteva AgriscienceTM, reduziu em 54% o tamanho das colmeias.

Em 2015, uma decisão da Corte de Apelações de São Francisco, que indicou que a Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) falhou em considerar os impactos do sulfoxaflor sobre insetos polinizadores, levou ao cancelamento do registro do produto nos Estados Unidos. No entanto, um ano depois a EPA concedeu novamente o registro, porém com abrangência limitada.

Classificação

Dos 51 agrotóxicos liberados nesta segunda-feira, 7 são produtos formulados – isso é, aqueles que chegam às lojas e podem ser comprados pelos agricultores. O princípio ativo sulfoxaflor está em 6 desses produtos.

Os outros 44 herbicidas são produtos equivalentes, ou seja, genéricos de princípios ativos já autorizados no Brasil. De acordo com informações do G1, 18 deles são para produtos técnicos de uso industrial e outros 26 são produtos formulados, sendo quatro de origem microbiológica.

Entre os pesticidas liberados há também um que tem como base o florpirauxifen-benzil, princípio ativo que já havia sido aprovado em junho pelo governo.

“Podemos produzir sem agrotóxicos”

 A ONG Greenpeace, que defende o meio ambiente, criticou a liberação dos novos agrotóxicos devido ao impacto negativo que esses produtos causam na natureza e na saúde humana.

“Podemos produzir sem agrotóxicos, em equilíbrio com o meio ambiente e respeitando a saúde das pessoas. Porém, as decisões do governo no tema ignoram isso e colocam o povo brasileiro em risco. Isso é inaceitável”, afirma Iran Magno, da campanha de Alimentação e Agricultura do Greenpeace.


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Primeira mulher eleita presidente da Eslováquia é ativista ambiental

Foto: Petr David Josek/AP

Foto: Petr David Josek/AP

A primeira mulher presidente da Eslováquia, Zuzana Čaputová, advogada e ativista ambiental, foi empossada no sábado, prometendo combater a impunidade e restaurar a justiça em um país amplamente afetado pela corrupção política em larga escala.

“Ofereço minha experiência, emoção e ativismo. Ofereço minha mente, meu coração e minhas mãos”, disse ela em sua cerimônia de posse.

“Eu quero ser a voz daqueles que não são ouvidos”.

Čaputová, advogada e novata na política, além da primeira mulher é também a pessoa mais jovem a ser presidente da Eslováquia. Ela é às vezes chamada de “Erin Brokovich da Eslováquia” por sua luta de uma década para fechar um aterro sanitário tóxico em sua cidade natal, o que ela conseguiu fazer, ganhando o Prêmio Goldman de 2016 para o meio ambiente.

Foto: Goldman Prize

Foto: Goldman Prize

Em um país católico romano conservador, Čaputová, mãe divorciada de dois filhos, apóia os direitos LGBT e o acesso aos cuidados de saúde reprodutiva.

“Sob a constituição, as pessoas são livres e iguais em dignidade e em direitos, o que significa que ninguém é tão irrelevante para ter seus direitos comprometidos, e ninguém é poderoso para se posicionar acima da lei”, disse ela em seu discurso de posse.

Embora o papel presidencial na Eslováquia seja principalmente cerimonial – o primeiro-ministro supervisiona a maioria dos assuntos do país – Čaputová tem poderes de bloqueio, é comandante-chefe das forças armadas e pode nomear os principais juízes.

Čaputová assume a presidência após o assassinato do jornalista Ján Kuciak, 27 anos, e de sua noiva, Martina Kušnírová, que foram encontrados mortos a tiros na casa que dividiram no ano passado. Kuciak cobriu histórias de evasão fiscal para o site de notícias Aktuality.sk, onde sua última peça foi publicada em 9 de fevereiro de 2018. Ele relatou principalmente casos de fraude envolvendo empresários com conexões políticas, incluindo líderes partidários do governo na época.

O escândalo levou à demissão do primeiro-ministro Robert Fico no ano passado. E o assassinato de Kuciak levou a um enorme protesto na Eslováquia, onde dezenas de milhares de pessoas foram às ruas para protestar contra a corrupção do governo.

Foto: Vladimir Simicek/AFP

Foto: Vladimir Simicek/AFP

Čaputová fez campanha em uma plataforma anticorrupção e foi eleita vice-presidente da Progressive Slovakia, um partido liberal estabelecido há apenas dois anos, que então não tinha cadeiras no parlamento, fazendo com que ela ganhasse depois de um segundo turno ainda mais notável.

Sua eleição contrastou com a mudança européia em direção a partidos populistas e nacionalistas.

“Eu vejo um forte apelo por mudanças nesta eleição após os trágicos acontecimentos da última primavera e uma reação pública muito forte”, disse Čaputová após sua vitória na eleição presidencial em março, referindo-se ao assassinato de Kuciak. “Estamos numa encruzilhada entre a perda e a renovação da confiança pública, também em termos da orientação da política externa da Eslováquia”.

Em seu discurso de posse, Čaputová sugeriu que os funcionários que não combatessem a corrupção deveriam ser removidos de seus cargos. Ela prometeu tornar o sistema de justiça mais igualitário para todos.

Sua presidência pode representar um ponto decisivo para a Eslováquia, que se classificou em 83 dos 149 países no Relatório Global sobre Intervalo de Gênero de 2018, atribuindo uma pontuação muito baixa à participação das mulheres na política.

Petiscos de Páscoa são opções para presentear animais

Os animais também podem comemorar a Páscoa, celebrada neste domingo (21), com petiscos e produtos personalizados. O G1 consultou lojas que vendem produtos para saber sobre produção e preços. E também buscou orientações de um veterinário para saber sobre os riscos do chocolate no organismo dos animais.

Ovos de Páscoa para cachorro são apostas de pet shop de Uberlândia — Foto: Flaviane Azambuja/G1

Uma pet shop no bairro Martins, em Uberlândia (MG), tem diversas opções de produtos. “Nós encomendamos um bolinho de páscoa com flocos de carne, também conhecido como Colomba Pascal, ovinhos de chocolate e ovo de Páscoa, que custa R$ 25. Também temos adereços temáticos”, disse a empresária Fernanda Pereira Faria.

Os itens de Páscoa variam de R$ 2 a R$ 25 e os acessórios são encontrados a partir de R$ 3. De acordo com a empresária, a expectativa é que as vendas aumentem 15% no estabelecimento e a saída de chocolate gire em torno dos 30% nesse período.

A empresária ainda contou à reportagem que a procura vem de tutores que gostam de mimar os companheiros de quatro patas.

A gerente de projetos Michelle Martins costuma comprar chocolate para o cão dela. “Eu trato meu cachorro como um membro da família, como um filho mesmo. Então ele também merece um petisco na Páscoa” disse.

Mas nem todos os animais são adeptos de produtos diferentes. Como por exemplo a yorkshire da advogada Cristiane de Faria. Ela contou que a alimentação da cadela de dois anos sempre é a base de ração.

“Eu não costumo dar outros tipos de alimentos para a Olívia além da ração. Já tentamos agradá-la com petiscos, mas ela não sabe brincar e também é muito pequena. Quanto experimenta esse tipo de comida, ela deixa de se alimentar por dias esperando o agrado”, disse a advogada Cristiane de Faria.

Cuidados

O veterinário Cláudio Yudi fez um alerta sobre os riscos alimentar aos animais com chocolate feito para pessoas. “Embora muito saboroso para humanos, há duas substâncias no chocolate para consumo humano, a teobromina e a cafeína, que são altamente tóxicas para cães. Portanto, não devemos oferecer tal alimento para eles”, ressaltou.

O veterinário ainda disse que essas substâncias, encontradas em maior quantidade em chocolates amargos, podem causar diarreia, vômito, tremores nas patas, fraqueza, aumento da quantidade ingestão de água, aumento do volume de urina, febre e convulsão.

“Os sintomas aparecem entre seis e 12 horas após a ingestão, podendo ocasionar até a morte do animal. Não existe tratamento específico para este tipo de intoxicação, sendo necessário, na maioria das vezes, a internação do animal e controle dos sintomas por meio de medicamentos e fluidoterapia”, contou o veterinário à reportagem.

Sobre a produção caseira do petisco para os animais, o veterinário disse que só vale aqueles que contêm apenas aromas e essências de chocolate. As indústrias têm estes tipos de substância disponíveis para os cães, mas somente de uso industrial.

“Fazer um agrado com guloseimas, festas e outras mordomias para os nossos queridos amigos peludos é sempre muito bom, mas devemos sempre ser muito responsáveis pela alimentação e que não haja exageros. Eles merecem todo o nosso respeito”, completou o Cláudio.

Fonte: G1

Páscoa: chocolate é tóxico para animais e pode levá-los à morte

Na Páscoa, o consumo do chocolate aumenta significativamente. Os animais, no entanto, não podem comer nenhuma quantidade do produto, que é tóxico para eles. Isso porque o fígado dos cães e gatos não metaboliza a teobromina, uma substância presente no chocolate que está relacionada à quantidade de cacau e afeta o sistema nervoso central dos animais.

Foto: Pixabay

“Dependendo da quantidade ingerida e do tamanho do animal, os sintomas vão desde vômito, diarreia, taquicardia até convulsões, podendo levar à morte em alguns casos”, alerta Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News.

Os chocolates amargos e mais escuros, que têm maior concentração de cacau, são ainda mais tóxicos. No entanto, o chocolate branco e ao leite também fazem mal à saúde dos animais. As informações são do portal Terra.

O risco existe desde pequenas a grandes doses ingeridas pelo animal. Além disso, como a teobromina demora até seis dias para ser eliminada pelo fígado, ela é perigosa tanto para os animais que consumiram muito chocolate de uma só vez, quanto para aqueles que ingeriram poucas quantidades em dias sucessivos.

A substância, no entanto, não é o único problema. Isso porque o chocolate tem altas doses de gordura e açúcares, o que também faz mal aos animais.

Caso o animal acabe ingerindo chocolate, a orientação é levado ao veterinário com urgência. A quantidade necessária a ser consumida para causar intoxicação varia de acordo com o tamanho do animal, o estado de saúde dele, a sensibilidade individual e o tipo de chocolate ingerido.

Os sintomas de intoxicação costumam aparecer cerca de quatro a cinco horas após a ingestão do chocolate. “O aparecimento de convulsões significa um prognóstico ruim na maioria dos casos e, muitas vezes, podem resultar em morte”, ressalta Vininha.

É importante, portanto, não só não oferecer chocolate ou produtos que contenham chocolate aos animais, como estar atento e não deixar ovos de páscoa, bombons e similares em locais aos quais cachorros e gatos tenham acesso.

“Se a ideia for presenteá-los com guloseimas alusivas à data comemorativa, opte pelas fabricadas com ingredientes próprios para seu consumo. O mercado oferece muitas opções, incluindo chocolates sem cacau e açúcar e petiscos em formato de cenoura e coelho”, conclui Vininha.