Hotel de luxo abandona o uso de foie gras por razões éticas

Foto: PETA

Foto: PETA

Um hotel de luxo em Bath abandonou o foie gras após anos de campanha da ONG vegana Viva !.

Em 2011, a Viva! liderou uma campanha bem-sucedida em parceria com a Bath & North East Somerset Council para proibir a venda de foie-gras em todos os pontos de venda registrados pelo conselho em todo o distrito.

O Gainsborough Bath Spa adotou essa política agora, retirando o controverso alimento de seu cardápio.

Foie Gras

O foie gras é condenado no mundo todo devido ao seu método desumano de produção. Gansos e patos são alimentados à força, fazendo com que seus fígados inchem até 10 vezes o tamanho normal e depois são mortos.

De acordo com Viva!, isso prejudica a função dos órgãos, restringe o fluxo sanguíneo e dificulta a respiração das aves.

Foto: Woodstock Sanctuary

Foto: Woodstock Sanctuary

A produção de foie gras foi proibida em vários países – incluindo a República Checa, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Itália, Luxemburgo, Noruega, Polônia, Turquia e Reino Unido, mas os varejistas ainda podem importá-lo da França, onde cerca de 75% do foie gras do mundo é produzido.

”Emocionados”

“Nossa campanha de sucesso para proibir a venda de foie gras nos restaurantes em Bath, apoiada pelo vereador Paul Crossley, foi muito bem recebida pelos estabelecimentos locais e pelo público. E por isso estamos muito satisfeitos com o The Gainsborough – um hotel que pretende estabelecer o padrão ouro para hotéis de luxo – estendeu esta proibição ao seu menu, “Viva! O gerente de campanhas, Lex Rigby, disse em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“Dado que a produção de foie gras é proibida no Reino Unido devido à prática desumana de alimentação forçada, a ideia de que o foie gras é um item de luxo é uma piada de mau gosto. Esperamos que este compromisso seja um precedente para outros hotéis não apenas em Bath, mas em todo o Reino Unido e no mundo”.

“Esta vitória não poderia ter acontecido sem o compromisso e vigilância contínuos do Conselho de Bath & North East Somerset e estamos orgulhosos de trabalhar com eles nesta questão. Há ainda mais trabalho a ser feito até que esta indústria cruel chegue ao fim, é um lembrete oportuno para todos os fornecedores em Bath e esperamos ver um compromisso mais amplo do setor de hospitalidade “.

O Conselheiro Dine Romero, líder do conselho de Bath & North East Somerset, acrescentou: “Saudamos intensamente a decisão sensata do Gainsborough de remover o foie gras de seu cardápio. O conselho simplesmente não pode apoiar a venda de alimentos que envolvam tal crueldade em sua produção”.

“Simplesmente bárbaro”

“É difícil até de acreditar que o foie gras existe. Alimentar os animais até que seu fígado aumente dez vezes o tamanho original é simplesmente bárbaro, e o rótulo de ‘luxo’ que o produto ostenta é quase risível”, disse Connor Jackson, CEO da Open Cages (Gaiolas Abertas, na tradução livre), em comunicado enviado ao Plant Based News.

“Estamos absolutamente entusiasmados em ver as empresas optarem por enfrentar o sofrimento desnecessário ao fechar as instalações da fazenda de criação de gansos ou abandonarem o uso de foie gras em seus cardápios. Qualquer restaurante do Reino Unido que ainda esteja servindo foie gras vai dar uma boa repensada em suas práticas: a crueldade contra animais é um mau negócio.”

A Open Cages está pedindo que Michael Gove e o governo do Reino Unido proíbam a venda de foie gras, pós-Brexit, e também convocando os restaurantes a remover o produto, que é resultado de crueldade e abuso, de seu cardápio.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Cachorrinha é abandonada acorrentada à beira de rodovia movimentada

Foto: Ashli Garza

Foto: Ashli Garza

A cadelinha em situação de rua descrita como mista de pastor alemão estava no acostamento de uma rodovia de quatro pistas repleta de carros. Se ela desse apenas um passo em direção à estrada, seria atingida.

Quando Ashli Garza notou a cachorrinha no acostamento da rodovia ela estava dirigindo rumo a uma reunião de trabalho em Mission, Texas (EUA), na terça-feira – e se viu pisando no freio bruscamente.

“Eu não tinha muita certeza do que iria fazer, porque há muitos cães abandonados por aqui, e nem todos são fáceis de serem encontrados porque estão acostumados a ser enxotados ou mal tratados”, disse Garza, uma protetora independente do Texas (EUA) ao The Dodo.

Foto: Ashli Garza

Foto: Ashli Garza

“Meu pensamento inicial foi tirar uma foto antes de ela fugir – nós temos uma página no Facebook local para cães perdidos e achados. Então eu parei o carro e abri a porta – mas ela veio até mim, então eu soube que ela era amigável. ”

A cachorra estava coberto de lama e sujeira e Garza viu então, a enorme e pesada corrente enferrujada em volta de seu pescoço.

“A corrente foi enrolada duas vezes no pescoço da pobrezinha”, disse Garza. “Estou surpresa que o único dano que “aquilo” causou a ela foi um pouco de irritação ela fricção na pele. Eu não sei como ela conseguia levantar a cabeça, e eu não estou exagerando”.

Foto: Ashli Garza

Foto: Ashli Garza

Garza ainda tinha seu compromisso de trabalho, e ela também tinha o vestido de casamento de sua melhor amiga em seu carro, que não podia ficar sujo – mas ela sabia que não podia ir embora sem a cachorrinha, que ela assumiu ter sido abandonada por seu ex-tutor.

“Eu pensava comigo mesma: ‘Oh Senhor, este cão está cobero de lama. Eu tenho o vestido de casamento da minha amiga no carro. Isso pode realmente ficar muito ruim bem depressa”, disse Garza.

Mas Garza afastou as preocupações e persuadiu a cachorrinha a entrar no carro. Então ela tentou tirar a corrente dela, que pesava cerca de 20 libras (cerca de 9 kg) – mas era impossível para Garza conseguir isso sozinha.

Foto: Ashli Garza

Foto: Ashli Garza

Garza seguiu em frente até seu compromisso, verificando a cadelinha toda hora pelo espelho retrovisor.

“Ela apenas se sentou e ficou olhando pela janela”, disse Garza. “Ela se virava e olhava para mim, e então girava ao redor. Ela se deitava e então se sentava de novo. Dava para dizer que ela nunca esteve em um carro antes”.

Após seu compromisso, Garza dirigiu até a casa de sua amiga, Luz Guzman, e eles trabalharam juntos para tirar a corrente do pescoço da cachorra. “Eu estava pensando em usar alicates, mas juntos conseguimos deslizá-la sobre a cabeça da cachorrinha”, disse Garza.

Foto: Ashli Garza

Foto: Ashli Garza

Guzman ofereceu-se para dar lar temporário para a cadelinha, agora chamada de Penelope, até que Garza consiga encontrar um grupo de resgate ou um adotante para cuidar dela – e Penelope tem prosperado cada vez mais.

“Obviamente, apenas com base nessa corrente, posso imaginar como ela foi tratada antes”, disse Garza. “Então ela estar tão feliz e ter tanta sorte é bem surpreendente. Aconteceu realmente rápido”.

Foto: Ashli Garza

Foto: Ashli Garza

Garza espera que a história de Penelope incentive as outras pesssoas a pararem quando virem um cachorro perdido precisando de ajuda.

“Muitas pessoas dizem: ‘Não sei como encontrar todos esses cães porque nunca vejo cães abandonados e nunca vejo cães feridos'”, disse Garza. “Mas eles estão lá fora. Nós passamos por eles o tempo todo”.

“Precisamos ter coração e estender a mão a esses animais”, acrescentou Garza. “Compaixão é de graça”.

Foto: Ashli Garza

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Nova agência de recrutamento é especializada em empregos para veganos

Foto: Adobe

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Uma agência de recrutamento especializada em combinar pessoas e empregos veganos oferecidos por empresas alinhadas com seus valores – tratamento sustentável, vegano e ético para todos – foi lançada recentemente.

A Citizen Kind foi lançada por Emma Osborne, que tem mais de uma década de experiência no recrutamento e é vegana desde 2015.

Foto: Citizen Kind

Foto: Citizen Kind

Despertar

Quando Osborne percebeu que ela estava cansada de defender empresas cujos valores ela não compartilhava, a recrutadora tirou um ano sabático e viajou pelo mundo.

Ela montou seu negócio para que pudesse trabalhar de forma proativa para encontrar para os veganos candidatos o lugar certo dessa forma eles se antecipariam às necessidades do crescente movimento vegano, que conta restaurantes, sites de comércio eletrônico, empresas de investimento e uma instituição de caridade entre os clientes da Citizen Kind.

Desmistificando o veganismo

“Ser vegano ainda é considerado uma escolha extrema e difícil até agora, e por isso eu queria ajudar a normalizar e popularizar este estilo de vida compassivo, abrindo oportunidades em empresas veganas, sustentáveis e éticas para aqueles que conscientemente estão reduzindo seu impacto no planeta”, disse a fundadora da empresa Emma Osborne.

Foto: Citizen Kind

Foto: Citizen Kind

“Ao trazer amor e compaixão uns pelos outros, o planeta e os animais para o local de trabalho, você cria um ambiente onde ideias, colaboração e ação podem crescer”, disse Emma.

“Dessa forma, estou colocando minhas habilidades corporativas em uso para o bem daqueles que não podem falar por si mesmos, e trazendo consciência para a crise em questão. Eu não consigo pensar em um trabalho melhor para mim.”

Você pode descobrir mais sobre Citizen Kind aqui.

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Explorados e sem direitos, os animais seguem sendo usados como ferramentas pelos humanos

Foto: Animal Ethics

Foto: Animal Ethics

O Dia Internacional do Trabalho é conhecido por vários nomes em diferentes países do mundo como: Dia do Trabalhador, Dia do Trabalho, Dia Internacional dos Trabalhadores ou Festa do Trabalhador. Comemorado no dia 1 de maio essa data celebrada internacionalmente, é dedicada aos trabalhadores do mundo todo, sendo feriado em muitos lugares.

A homenagem remonta ao dia 1 de maio de 1886, quando teve início uma greve na cidade norte-americana de Chicago, com o objetivo de conquistar condições melhores de trabalho, principalmente a redução da jornada diária, que chegava a 17 horas, para oito horas.

Foto: US Army Archives

Foto: US Army Archives

É uma data que marca a luta e posterior conquista de direitos e valorização dos trabalhadores, que explorados, viam sua força de trabalho pouco reconhecida e extenuavam-se em horas de tarefas sem direito a descanso adequado ou remuneração equivalente.

Mas da mesma forma que os humanos se revoltaram, lutaram e conquistaram seus direitos, os animais, companheiros de planeta e sociedade, são explorados, extenuados, expostos à riscos absurdos e muitas vezes mortos em longas jornadas de trabalho antinatural. Eles porém não tem voz para reivindicar sua liberdade.

Animais como trabalhadores e ferramentas

Em muitos lugares do mundo, animais não humanos são usados como trabalhadores. Esses animais geralmente levam vidas repletas de sofrimento e sofrimento, e são mortos quando não são mais úteis. Esses seres sencientes e indefesos estão sendo usados como recursos.

Foto: AP Photo/Kirsty Wigglesworth

Foto: AP Photo/Kirsty Wigglesworth

Esses animais são vistos como investimentos dos quais se espera que lucro ou valor sejam obtidos. Muitas vezes eles são atendidos em suas necessidades básicas e médicas mais do que o necessário para explorá-los.

Seus “tutores” podem mantê-los livres de doenças e permitir-lhes descanso adequado para que continuem a ser produtivos, ou esses mesmo humanos podem achar mais lucrativo fazê-los trabalhar até a morte e depois substituí-los.

Foto: Animal Ethics

Foto: Animal Ethics

Sua situação é em aspectos cruciais semelhante à dos escravos humanos: eles são forçados a trabalhar, muitas vezes inúmeras horas por dia. O valor que eles produzem é tomado pelos humanos, que só fornecem comida e abrigo aos animais. Quando eles não podem mais trabalhar de uma maneira que torne sua existência economicamente lucrativa, os animais são mortos.

Em outros casos, os animais ainda são usados não como trabalhadores, mas como ferramentas. Uma forma de usá-los como ferramentas é na experimentação animal, onde são submetidos a testes com produtos químicos nocivos, venenos, agrotóxico e outras variações que causam dor e sofrimento. Eles também são explorados como ferramentas pelos os militares, como quando são usados para transportar bombas através das linhas inimigas.

Animais usados como trabalhadores

Existem inúmeras maneiras pelas quais animais não humanos são usados para o trabalho. Em muitos casos eles são usados para transporte ou para tração, como os elefantes na Índia e os burros na Grécia ou como “carros de carga”, transportando quantidades imensas e pesadas de materiais como se fosse veículos.

Foto: Animal Ethics

Foto: Animal Ethics

Outros animais, como os cães policiais, são explorados em treinamentos antinaturais e cruéis, mediante ameaças e privações, para realizar trabalhos arriscados, muitos morrem baleados ou em decorrência de ferimentos no exercício dessa função ingrata .

Uso militar de animais

Animais têm sido usados como ferramentas militares ao longo da história. Um grande número de animais foi morto em guerras. Mesmo em tempos de paz, eles são usados e mortos para propósitos como o desenvolvimento de novas armas e o treinamento de soldados.

Recentemente foi divulgada a informação que só no Reino Unido quase 50 mil animais foram mortos pelo governo em 7 anos de pesquisa militar

Foto: US Navy

Foto: US Navy

Entre os testes realizados num deles macacos foram injetados com antraz, enquanto os pesquisadores monitoraram o nível de dor dos animais e a quantidade de tempo que eles levavam para morrer.

Em outros alguns animais eram forçados a respirar gás de mostarda, um carcinógeno que queima os pulmões, causando inchaço e formação de bolhas ao fechar as vias aéreas.

 Foto: Humane Society Internacional

Foto: Humane Society Internacional

E ainda num exemplo mais cruel para testar a eficácia da armaduras corporais, porcos eram envolvidos em armaduras-teste antes que os explosivos fossem ativados.

Após as explosões, os cientistas avaliariam os porcos para ver quais partes do corpo estavam protegidas e quais estavam danificadas.

Experimentação animal

Como os animais são considerados, irresponsavelmente, inferiores aos humanos, mesmo quando se trata de seus interesses mais vitais, eles são usados como ferramentas de laboratório. É interessante notar que a maioria das pessoas nunca pensaria em usar seres humanos de maneira semelhante, mas dispõe dos animais como bem entende.

Muitos ficam cegos, tem sua pele destruída por produtos químicos nocivos e seus órgãos danificados por experiencias cruéis.

Depois de tudo isso, mesmo que estejam bem para viver ainda são mortos, pois são considerados incapazes de sobreviver ou se adaptar em sociedade.

Sem nada que os proteja, sem direito algum, sem ter como se defender, esses animais padecem sendo explorados silenciosamente, trabalhando como escravos sob o jugo da humanidade, que satisfeita segue surda aos apelos do planeta que esvai em recursos e em espécies extinguindo-se peremptoriamente

Matadouros lideram ranking de acidentes de trabalho

São pelo menos 54 ocorrências por dia, e apenas em 2017 foram contabilizados 20.595 acidentes em matadouro (Foto: Getty)

A agropecuária lidera o ranking de acidentes de trabalho no Brasil. Só no Mato Grosso, de um total de 18 mil acidentes envolvendo alguma atividade agropecuária entre 2012 e 2017, 10 mil foram no setor de abate de animais, ou seja, em matadouros.

Segundo dados disponibilizados no site do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, criado pelo Tribunal Regional do Trabalho, os tipos de acidentes mais comuns são fraturas, cortes, lacerações, contusões, esmagamentos e amputações.

Mas não é apenas o Mato Grosso que contabiliza acidentes de trabalho em matadouros. Segundo a Secretaria de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, a indústria frigorífica é líder em acidentes de trabalho em todo o Brasil.

São pelo menos 54 ocorrências por dia, e apenas em 2017 foram contabilizados 20.595 acidentes em matadouros, o que representa crescimento de 7,90% em comparação com 2016, que somou 19.087 acidentes.

Vale lembrar também que este ano duas pessoas morreram em decorrência de choque elétrico em um matadouro em Caracol (PI). Em síntese, o local onde vidas não humanas são reduzidas a alimentos também é aquele onde os funcionários têm a maior probabilidade de sofrer algum grave acidente.