Ativistas protestam contra ritual judeu de matar aves

Por Rafaela Damasceno

Um grupo ativista em defesa dos direitos animais processou um centro judaico em Los Angeles, tentando impedi-lo de usar galinhas e galos vivos no ritual que acontece antes de Yom Kipur (dia do perdão), uma das datas mais importantes do judaísmo.

Um homem praticando o ritual com um frango na mão

Foto: Olivier Fitoussi

O ritual de Kaparot é uma penitência simbólica para se livrar dos pecados. Nele, as mulheres pegam galinhas, os homens, galos, e as grávidas, um de cada; então, os judeus teoricamente transferem seus pecados para as aves, que são degoladas logo depois. É como se os animais fossem substitutos para eles e morressem em seu lugar.

Alguns animais, depois de mortos, são doados para os mais pobres ou levados pelos próprios judeus para serem comidos em casa. Mas isso não é regra: muitos pensam que, como os pecados foram transferidos para as aves, elas não devem ser servidas como alimento, então são descartadas depois de serem brutalmente degoladas.

O processo contra o centro judaico foi apresentado recentemente no Tribunal Superior de Los Angeles pela Liga de Proteção e Resgate dos Animais, que pede uma liminar para bloquear a prática. A alegação é que, como as aves são descartadas depois de assassinadas, elas não são usadas como alimento – o que viola a lei dos direitos animais, segundo o Los Angeles Times.

Há uma alternativa para a tradição: os pecados podem ser transferidos para uma quantidade de dinheiro, que depois é doada aos mais pobres. As organizações defensoras dos direitos animais argumentam que, como há opção além do assassinato de animais, não há necessidade alguma de que as mortes ocorram.


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Lutas de camelos são realizadas em tradicional evento turco

Culturas, tradições e crenças abusam e exploram animais em suas festividades. Eles nascem são condenados ao sofrimento e a dor pela ignorância humana.

No último domingo (20), camelos com selas decoradas, lutam durante o maior festival de luta livre de camelos da Turquia, na cidade do Mar Egeu de Selcuk.

Milhares de espectadores se reuniram na cidade do Mar Egeu de Selcuk para assistir ao evento turco: camel wrestling  – uma tradição que acontece há 2.400 anos.

Outros festivais menores são realizados em todo o país durante os meses de inverno – tradicionalmente época de acasalamento de camelos, mas o de Selcuk, perto da antiga cidade grega de Éfeso, é o maior e mais prestigiado. A última edição da competição reuniu cerca de 120 camelos e seus tutores, muitos dos quais adornavam seus animais com a bandeira vermelha e branca da Turquia.

Cada animal pesa em média 600 quilos e são decorados com pompons multicoloridos e cocares ornamentados. Com suas corcundas escondidas sob selas bordadas, os “lutadores” entram na arena dois de cada vez e brigam, geralmente a uma curta distância de um camelo fêmea no cio. As informações são do Daily Mail.

As batalhas terminas em alguns minutos, enquanto a multidão grita e torce assustadoramente. Um vencedor é declarado quando um dos camelos cai no chão ou sai do campo.

O festival ainda vai além do wrestling. No dia anterior à competição, os camelos enfeitados desfilam pela cidade em um “concurso de beleza”.

Durante o triste evento principal, bandas tocam músicas folclóricas e famílias fazem churrasco nas colinas em frente à arena, como se o cruel e doloroso combate fosse divertido, saudável e engrandecedor para a cultura local.