Focas famintas são resgatadas antes de serem vendidas a aquários da China

Os animais tinham menos de duas semanas, estavam famintos e chorando em uma granja na cidade de Dalian.

Segundo a polícia, os suspeitos caçaram um total de 100 filhotes de focas e 29 morreram antes do resgate e outros nove morreram depois por problemas de saúde.

As autoridades de Dalian prenderam oito pessoas e estão à procura de outras quatro. As informações são do Daily Mail.


Focas manchadas vivem nas águas do Oceano Pacífico Norte e podem ser encontradas ao longo da costa nordeste da China. Elas são uma espécie animal protegida juntamente com pangolins e ursos negros asiáticos.

Shi Xiaoming, vice-diretor da Reserva Natural Nacional Seal Spotted Dalian, disse à China Central Television Station que esses filhotes deveriam ter sido alimentados com leite de sua mãe, mas em vez disso os trabalhadores da fazenda simplesmente lhes deram grandes pedaços de peixe, que os filhotes não ser capaz de comer.

Os filhotes estão sob os cuidados de três organizações aprovadas pelo governo, incluindo dois parques oceânicos e um instituto de ciências marinhas e aquáticas.

Espera-se que todos sejam libertados de volta à natureza entre março e maio.

Filhote de leopardo é encontrado dentro de bagagem em aeroporto na Índia

Um filhote de leopardo, vítima do tráfico de animais, foi encontrado dentro de uma bagagem em um aeroporto na Índia. O passageiro que levava o animal vinha da Tailândia e foi detido por agentes alfandegários.

(FOTO: GETTY IMAGES)

Um barulho vindo da mala do homem chamou a atenção dos funcionários da segurança, que decidiram revistar a bagagem. O filhote encontrado tem um mês de vida e pesa cerca de um quilo. O passageiro que trouxe o animal chegou a Chennai no último sábado (2) em um voo que decolou de Bangkok. As informações são da BBC.

Investigações tentam descobrir agora se o homem, de 45 anos, integra uma rede internacional de tráfico de animais, de acordo com a agência de notícias AFP. Quando questionado pelos agentes sobre o que trazia na mala, o passageiro deu respostas “evasivas”.

“O animal estava em choque, emitindo sons de trilo (repetição rápida de uma nota alternada com outra próxima) e aparentava estar fraco”, afirmaram os funcionários, que alimentaram o filhote com uma mamadeira. O animal também foi avaliado por médicos veterinários.

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Papagaios têm suas asas cortadas e são usados como iscas para outras aves

O contrabando de animais silvestres é umas das maiores atividades ilegais do mundo. Milhares de espécies que correm risco de extinção são perseguidas, caçadas e traficadas. Os danos causados à biodiversidade são graves e, muitas vezes, irreversíveis.

Uma filmagem chocante, feita em Camarões, mostra os ameaçados papagaios-cinzentos africanos, tendo suas asas brutalmente cortadas para serem exportados como animais domésticos ou para servirem como iscas de outras aves maiores e mais valiosas.

A World Animal Protection investigou o comércio ilegal destes animais e descobriu que cerca de dois terços dos papagaios morrem antes de chegarem a um tutor. Além da crueldade na captura, eles são transportados em péssimas condições, apertados em caixotes ou pedaços de canos, onde morrem asfixiados, de fome ou sede.

Os psitacídeos são transportados da Nigéria, Mali e República Democrática do Congo para países do Oriente Médio e Ásia. As informações são do Daily Mail.

As armadilhas

O grupo de defesa dos direitos dos animais disse que os caçadores abusam dos papagaios por serem animais sociáveis e os usam para atrair outros pássaros selvagens até galhos de árvores ou redes revestidas com cola.

Os pássaros são manuseados de forma brutal pelos caçadores e amarrados por suas asas ou pés para impedir que eles escapem. O sofrimento e a dor são visíveis e perturbadoras.

Tráfico de aves no Brasil

Estudos realizados sobre o tráfico de animais silvestres em todo o país revelaram que as aves representam o grupo mais comercializado de todos os animais.

De acordo com a ONU, o crime movimenta 23 bilhões de dólares por ano e é o quarto maior no mundo, depois de tráfico de drogas, pirataria e tráfico de pessoas. Estima-se que o Brasil participe com 5% a 15% do total mundial e, no país, o crime movimente 2,5 bilhões de dólares por ano.

À legislação branda, soma-se a falta de conscientização quanto à proibição de manter animais silvestres como domésticos e, na última década, a transição da oferta e da demanda para as redes sociais. Em junho do ano passado, o Ibama realizou uma operação nas redes sociais e encontrou 1 277 animais à venda na internet. Foram cumpridos 34 mandados de busca e apreensão em 15 estados, com o resgate de 137 animais, 12 pessoas detidas e a aplicação de mais de R$500 mil em multas.

Reconhecimento facial: o programa que pode ajudar a combater o tráfico de chimpanzés

Foto: Pixabay

Os traficantes de animais selvagens que se cuidem! Um software que reconhece o rosto de pessoas em postagens em redes sociais está sendo adaptado para combater com o tráfico de chimpanzés.

Imagens destes primatas estão sendo usadas para treinar um algoritmo que poderá ajudar a salvar outros membros desta espécie ameaçada de extinção. Trata-se de um esforço inédito na preservação dos chimpanzés.

O algoritmo vasculhará publicações em mídias sociais. Se reconhecer um animal traficado, autoridades poderão tomar as medidas necessárias contra os donos das contas em que as imagens foram compartilhadas, sejam eles contrabandistas ou compradores.

A expectativa é que essa nova iniciativa ajude a dar fim às redes por trás desta prática criminosa. Estima-se que 3 mil grandes primatas, dois terços deles chimpanzés, sejam perdidos todos os anos para o comércio ilegal, segundo a ONU.

Como o projeto começou?

A ambientalista americana Alexandra Russo teve a ideia enquanto investigava na internet o tráfico de primatas e analisava postagens no Instagram e no Facebook em busca de chimpanzés à venda.

“Gastávamos cada vez mais tempo pesquisando nas profundezas da internet, um trabalho que não tem fim. Você não sabe onde procurar, sai clicando por aí sem rumo até encontrar coisas suspeitas”, explica Russo.

“Pensei que deveria haver uma maneira mais eficiente de fazer isso, algum tipo de software que pudesse encontrar automaticamente caras de primatas em buscas online”.

Russo entrou em contato com o Conservation X Labs, uma organização sem fins lucrativos, e o especialista em visão computacional Colin McCormick. O resultado foi o programa ChimpFace.

Como funciona a tecnologia de reconhecimento facial?

Primeiro, o software detecta que a imagem mostra um chimpanzé e depois identifica qual é o animal.

Cerca de 3 mil grandes primatas são capturados por traficantes todos os anos, segundo a ONU — Foto: Divulgação/ChimpFace

O algoritmo está sendo treinado com base em um banco de dados de 3 mil imagens de macacos.

“Treinamos o algoritmo para reconhecer um chimpanzé usando até 30 fotos de um animal, adaptando-o à estrutura facial do chimpanzé”, explica McCormick.

Para isso, é importante obter imagens de cada indivíduo em que há variações de posições, expressões faciais e iluminação.

Nove organizações dedicadas à preservação contribuíram com fotos, tanto de chimpanzés que vivem em santuários quanto de chimpanzés selvagens.

O fato de as caras dos chimpanzés serem muito parecidas com rostos humanos cria um desafio técnico, explica McCormick.

Os chimpanzés compartilham cerca de 98% de seus genes com humanos, o que significa que “os algoritmos têm de ser realmente bons em distinguir rostos humanos das caras de chimpanzés”, diz o especialista.

O fato de as caras dos chimpanzés serem muito parecidas com rostos humanos é um desafio para a tecnologia — Foto: Divulgação/ChimpFace

O que dizem os ambientalistas?

“Armadilhas equipadas com uma câmera inteligente e um algoritmo de reconhecimento facial podem ser uma ferramenta poderosa nas mãos de pesquisadores e ambientalistas na África”, diz Lilian Pintea, do Instituto Jane Goodall, que contribuiu para o banco de imagens.

Esse tipo de tecnologia pode ajudar a rastrear redes criminosas que atuam em grande escala e agilizar resgates, avalia Jenny Desmond, cofundadora da Liberia Chimpanzee Rescue and Protection.

“Em fronteiras, por exemplo, se você tiver um aplicativo no telefone, poderá procurar rapidamente o chimpanzé e identificar rotas de tráfico”, diz Desmond.

“Todos os dias recebo uma imagem de chimpanzé postada na China ou na Europa, mas não havia como rastrear o animal efetivamente até agora.”

Russo diz que um dos objetivos é integrar a ferramenta ao trabalho de organizações de resgate de animais e, assim, entender como funcionam estas redes de tráfico, além de fornecer uma plataforma simplificada para autoridades locais e internacionais.

A expectativa é que, no futuro, a tecnologia permita rastrear a movimentação de chimpanzés em tempo real por meio da internet.

“Estamos buscando parcerias com redes sociais para que incorporem o ChimpFace em seus sistemas de monitoramento de crimes e possamos ter um grande impacto sobre o tráfico de vida selvagem”, diz Russo.

“A tecnologia é nossa inimiga, na medida em que facilitou que os chimpanzés fossem traficados, mas também é nossa aliada na luta contra esse crime”, diz Desmond.

Fonte: G1

Duas filhotes de urso são resgatadas de traficantes por policiais

Pesando pouco menos de 1 kg e com apenas algumas semanas de idade, duas filhotes de urso-negro-asiático foram salvas de traficantes de animais em uma operação policial no Vietnã.

duas filhotes de urso

Foto: Four Paws

Ainda não se sabe de onde exatamente as filhotes vieram. Os socorristas acreditam que elas provavelmente foram trazidas do Laos ou vieram de uma fazenda de ursos no Vietnã. O comércio de animais é uma das maiores redes criminosas do planeta.

A única certeza era de que as filhotes deveriam estar com a mãe. Sem ela, as recém-nascidas precisavam de cuidados médicos especializados com urgência.

Equipes de resgate de animais se uniram para levar as filhotes para um lugar onde elas pudessem receber cuidados adequados. Pessoas da Four Paws International, da Education for Nature-Vietnam (ENV) e da Wildlife Friends Foundation Thailand (WFFT) não mediram esforços para ajudá-las e logo as pequenas irmãs chegaram ao Santuário de ursos da Four Paws, em Ninh Binh.

veterinária cuidando de uma das filhotes

Foto: Four Paws

“As ursas ainda são muito jovens”, disse Emily Lloyd, uma das gestoras da Four Paws no Vietnã, em um comunicado de imprensa fornecido ao The Dodo. “As filhotes estavam desidratadas quando foram trazidas para nós, então nossa equipe de veterinários está lhes fornecendo leite, suplementos vitamínicos e probióticos.”

Quando não estão sendo alimentadas, as irmãs ficam aconchegadas em um pequeno berço no santuário, onde os socorristas podem ficar de olho nelas. As filhotes ainda são muito vulneráveis, mas, para alívio de todos, elas mostram sinais de progresso.

veterinária usando um estetoscópio

Foto: Four Paws

“Embora as ursas só pesem aproximadamente 900 gramas, ambas são bastante fortes e bebem bastante leite”, disse Lloyd.

Sem a mãe delas para criá-las e ensiná-las a sobreviver na natureza, as filhotes terão que crescer no santuário e morar lá. Felizmente, o santuário tem muito espaço para elas, com hectares de florestas selvagens e campos onde elas podem andar e brincar quando tiverem idade suficiente.

Mas, por enquanto, as irmãs pequenas só precisam se concentrar em dormir e beber seu leite para que possam se tornar ursas fortes e saudáveis.

duas filhotes

Foto: Four Paws

“Essas ursas resgatadas recebem os melhores tratamentos médicos e cuidados de especialistas em animais selvagens”, disse Robert Ware, diretor-executivo da Four Paws USA. “Nossa equipe é treinada para ajudar os ursos a se reabilitarem das piores situações para que possam viver suas vidas em paz.”

Fundação Serra do Japi sedia palestra sobre tráfico de animais

Na próxima quinta-feira (17), a Fundação Serra do Japi (FJS), em parceria com a Polícia Rodoviária Federal, promove uma palestra sobre tráfico de animais silvestres no Brasil. O evento, que ocorre das 14h às 18h, contará com apresentação do documentário “E Agora?”, que trata do tema.

Foto: Jornal de Jundiaí

Além do documentário, também está programada uma palestra do presidente da ONG SOS Fauna, Marcelo Pavlenco Rocha. O debate ocorre na sede da FSJ, que fica na avenida Atílio Gobbo, 4.600, no bairro Santa Clara. Mais informações pelo telefone (11) 4817-8273.

Fonte: Jornal de Jundiaí

tigre branco com focinho deformado

Tigre deformado é criado através de incesto numa cruel tentativa de ganhar dinheiro

Este raro tigre branco – cruelmente apelidado de “o tigre mais feio do mundo” – foi criado através do incesto por um traficante de animais que queria fazer uma pequena fortuna. O animal, chamado Kenny, tinha uma face deformada que relatos incorretos afirmavam ser causada ​​pela síndrome de Down.

tigre branco com focinho deformado

Foto: Facebook | Reprodução

Seus pais eram irmão e irmã, e todos os seus filhotes, exceto Kenny e um irmão chamado Willie, que era severamente vesgo, eram natimortos ou morriam ao nascer.

O criador alegou que o rosto de Kenny era deformado porque ele batia incessantemente o rosto em uma parede, e ele disse que não matou o filhote quando nasceu porque seu filho o achou “muito fofo”.

Houve uma época em que os traficantes vendiam um único filhote de tigre branco por até 30 mil libras, mas o preço agora é de cerca de 4 mil libras. Mas a deformidade facial de Kenny significava que ele não tinha chance de ser vendido para alguém que poderia querer um tigre raro como animal doméstico.

O animal – conhecido por seu rosto largo, focinho curto e enorme maxilar inferior – nasceu em uma fazenda de tigres em Bentonville, no estado norte-americano de Arkansas, em 1998, onde as condições de higiene eram precárias.

Ele foi resgatado em 2000, quando seu criador pediu à Turpentine Creek Wildlife Refuge, em Eureka Springs, Arkansas, para levá-lo, junto com seu irmão Willie, sua mãe Loretta e seu pai Conway. Os tigres, batizados em homenagem a cantores de música country, estavam em gaiolas imundas, cheias de fezes e restos de galinhas mortas.

o tigre branco deformado, Kenny e seu irmão Willie, deitados lado a lado virados para a frente

Kenny e seu irmão Willie. Foto: Facebook | Reprodução

O santuário disse que o “homem rude” exigiu 7.800 euros pelos tigres, dizendo que suas deformidades atrairiam visitantes, aumentando a venda de ingressos. Mas ele concordou em deixá-los ir de graça depois que a instituição se recusou a pagar.

Os funcionários ficaram chocados com a aparência de Kenny, especialmente seu rosto. Emily McCormack, curadora de animais de Turpentine Creek, disse: “O cavalheiro de quem nós o resgatamos disse que ele constantemente batia o rosto contra a parede. Mas ficou claro que essa não era a situação.”

Ficou claro que a aparência de Kenny era devido à endogamia. McCormack disse que alguns relatos da mídia afirmavam que Kenny tinha síndrome de Down, mas ele parecia estar mentalmente normal.

Ela acrescentou: “Ele agia como o resto deles. Ele tinha um brinquedo favorito, ele corria pelo seu habitat, comia grama, ele parecia meio bobo”. Kenny foi cruelmente rotulado de “o tigre mais feio do mundo”, com pessoas dizendo que ele parecia mais um cachorro do que um gato. Mas ele foi amado no santuário, que lhe deu um lar amoroso.

A vida de Kenny foi curta, infelizmente. Ele morreu em 2008, aos 10 anos, menos da metade da estimativa de vida da espécie, depois de lutar contra o melanoma.

Os tigres brancos não são uma espécie, de acordo com especialistas, que dizem que eles são os descendentes de um cruzamento de tigres siberianos com tigres de bengala.

Em seu site, a Big Cat Rescue disse que todos os tigres brancos são endogâmicos e não puros. “A ÚNICA maneira de criar um tigre ou um leão branco é através da endogamia de irmão para irmão ou de pai para filho; geração após geração após geração. O tipo de endogamia severa que é necessário para produzir a mutação de um tigre ou leão branco também causa uma série de outros defeitos nesses grandes animais.”