Homem ameaça voluntária de abrigo para animais e sequestra cachorro em Fortaleza (CE)

Um homem sequestrou um cachorro mantido pelo Abrigo São Lázaro, em Fortaleza (CE), na quarta-feira (31). A Polícia Militar foi acionada, deteve o homem e o prendeu. O cachorro foi devolvido à entidade. Para realizar o sequestro, Warley Santos ameaçou uma voluntária da ONG usando uma arma falsa.

Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

A ativista da causa animal Stefani Rodrigues contou ao G1 que Warley foi de carro ao abrigo, na companhia de sua mãe, e pediu para ver um cachorro que ele havia doado há aproximadamente um ano. Como o animal morreu, a voluntária mostrou para o homem um cachorro semelhante.

Warley, então, pediu para adotar o cachorro. O pedido, porém, foi negado, porque o animal está com problemas de saúde e a entidade só disponibiliza animais saudáveis para adoção.

Com a negativa, o homem exibiu uma arma de fogo falsa e levou o cachorro, fugindo em um táxi. “Quando eu fui colocar a coleira, pois eu tinha que levar o cachorro de volta, ele sacou a arma e botou na minha cabeça. Então, foi o momento em que eu corri desesperada, e ele entrou no carro e foi embora levando o animal”, disse a vítima.

Stefani afirmou que, ao ver Warley fugindo em direção à Barra do Ceará, ela anotou a placa do veículo e chamou a polícia. Os policiais localizaram o táxi e questionaram o motorista sobre o local onde o homem havia desembarcado do veículo. Com as informações passadas pelo taxista, os agentes encontraram Warley, efetuaram a prisão em flagrante e resgataram o cachorro, que depois foi levado de volta à entidade.

Autuado, Warley foi encaminhado ao 32º Distrito Policial, onde aguarda por uma audiência de custódia.


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Deputado quer que autor de maus-tratos contra animais pague tratamento veterinário

Por David Arioch

O deputado federal Célio Studart (PV-CE) quer que autores de maus-tratos contra animais paguem pelo tratamento veterinário das vítimas. No Projeto de Lei 4029/2019, apresentado na Câmara dos Deputados no último dia 10 (quarta), Studart lembra que esse tipo de crime é o 5º de maior incidência no Brasil.

Número de maus-tratos contra animais no Brasil é alarmante (Foto: RIC Mais)

Isso revela a fragilidade da atual legislação, já que o artigo 32 da lei Federal nº 9605/1998 tipifica como crime ambiental praticar maus-tratos contra animais, e ainda assim o número de maus-tratos contra animais é alarmante. Sem dúvida, o que favorece esse quadro é a impunidade. Somente em São Paulo são registrados 25 casos por dia, sem considerar aqueles que não são denunciados.

Também em oposição aos maus-tratos, Célio Studart votou esta semana contra o texto-base da proposta que visa reconhecer rodeio, vaquejada e laço como expressões esportivo-culturais, pertencentes ao patrimônio cultural brasileiro de natureza imaterial.

“O que determina o que é maus-tratos, dor, ansiedade, medo, crueldade não é designar que seja patrimônio cultural ou esporte – é a realidade”, defendeu em pronunciamento e reforçou que os animais não são objetos, brinquedos e nem divertimento para ninguém.

Conforme apontado pela Comissão de Ética, Bioética e Bem-Estar Animal do Conselho Federal de Medicina Veterinária, o gesto brusco de tracionar violentamente um animal pelo rabo, o que é típico da vaquejada, pode causar luxação das vértebras, ruptura de ligamentos, de vasos sanguíneos, lesões traumáticas, com comprometimento, inclusive, da medula espinhal.

“Quando os animais têm valor comercial, eles ganham valor nesta Casa. Quando envolve lobby, eles passam a ser importantes. Se o animal é bem tratado depois da vaquejada, é porque ele vale dinheiro. Mas no momento em que ele está lá, é maltratado e escravizado para viver como objeto de deleite humano”, condenou Célio Studart.

“Quem disser que o animal não sofre que fique no lugar dele e volte aqui para dar opinião”, discursou durante o processo de votação na terça (9).


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Cachorro é enterrado vivo em área de mata em Catalão (GO)

Um cachorro foi enterrado vivo em uma área de mata em Catalão, no estado de Goiás. O animal foi encontrado na última semana por três pessoas que, comovidas com a situação, decidiram ajuda-lo.

Foto: Arquivo pessoal

O eletricista Hugo Galdino Vieira, de 26 anos, contou que encontrou o animal, junto com um primo e uma tia, e que o cão chorava e estava apenas com a cabeça para fora da cova. Socorrido com vários ferimentos pelo corpo, ele foi levado para um hospital veterinário.

A tia de Hugo ouviu, na manhã de quarta-feira, o cachorro chorando. Saiu de casa para averiguar a situação, mas não encontrou nada. No entanto, quando entrou novamente na residência, ouviu o choro de novo e iniciou novas buscas, foi quando encontrou o cão.

Resgatado por Hugo, o cachorro recebeu o nome de Vitório. “Ela viu duas pessoas na mata perto da casa dela. Então ela e meu primo foram lá e ajudaram a desenterrá-lo. Ele estava quase morto, piscando os olhos bem fracos. Então ela me chamou, pegamos ele e levamos para a clínica”, disse ao G1.

 O eletricista, que decidiu acolher o animal, não consegue entender como alguém foi capaz de enterrar Vitório vivo.  “É muito revoltante as pessoas fazerem isso, não tem coração. Um animal indefeso. Deveriam ter ajudado ele”, desabafou.

De acordo com Hugo, o cachorro sofreu fraturas, está internado e terá que passar por cirurgia. Para arcar com os custos do tratamento, de aproximadamente R$ 3 mil, o eletricista pede doações.

Foto: Arquivo pessoal

“Ele precisa ser operado, colocar pinos. Além disso, tem os custos com exames, medicamentos e as diárias de internação. Não temos condições de arcar com tudo”, afirmou.

Desde que o caso se tornou público, Hugo arrecadou pouco mais de R$ 700, doados por empresas e pessoas físicas. Outros contatos do eletricista também prometeram ajudar. O montante arrecadado, no entanto, ainda não é suficiente e, por isso, Vitório segue precisando de mais ajuda financeira.

O caso configura crime de maus-tratos a animais e, segundo o titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), o delegado Luziano de Carvalho, a situação deve ser investigada pela polícia de Catalão.


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PL propõe abono de falta a servidor municipal que precisar levar animal doente a veterinário em Curitiba (PR)

Um projeto de lei, que tramita na Câmara de Curitiba, no Paraná, quer permitir que servidores municipais tenham abono de falta quando precisarem levar animais domésticos em consultas veterinárias de emergência.

A vereadora Katia Dittrich (Solidariedade), autora da proposta, acredita que a medida está em sintonia com os crescentes cuidados com animais e com a relação cada vez mais próxima entre humanos e não humanos.

(Foto: Reprodução / O Regional)

“Nada mais natural que adequar a legislação, permitindo que, nas ocasiões de emergências veterinárias, o responsável possa ter a falta justificada”, diz Katia. As informações são do portal Banda B.

Caso seja aprovada e sancionada, a proposta irá alterar o Estatuto dos Funcionários Públicos Municipais de Curitiba, que estabelece 11 situações em que a falta pode ser justificada, como no caso de doenças e morte de cônjuge, filho, pai, mãe e irmão. O projeto de lei complementar prevê a inserção de um inciso no artigo 82 do Estatuto.

Katia argumenta ainda que os animais estão sendo foco recorrente em debates, sob os pontos de vista moral, social e jurídico, e que a Constituição Federal veda a crueldade contra os animais.

A proposta foi protocolada no dia 16 de maio e recebeu instrução da Procuradoria Jurídica da Câmara. No momento, o projeto aguarda análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Estudos adicionais, documentos, revisões no texto ou posicionamento de outros órgãos públicos afetados pelo teor da proposta podem ser solicitados nos colegiados. Após passar pelas comissões, a matéria seguirá para o plenário e, se aprovada, será encaminhada ao prefeito, que deverá optar pela sanção ou pelo veto. Caso seja sancionada, a lei passa a entrar em vigor ao ser publicada no Diário Oficial do Município.


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